Minha Historia, Parte XII

Da série Minha Historia
Um conto erótico de Nandinha1994
Categoria: Trans
Contém 4793 palavras
Data: 30/11/2025 00:24:43

Quando subi para o quarto já tinha passado do meio dia, peguei meu notebook e sentei na poltrona, eu tinha falado com a Nati sobre dar um próximo passo, bom meio passo, postei mais fotos no meu perfil do face e deixei algumas públicas, claro que preservando o rosto, ainda não era a hora mostrar para o mundo.

E também criei um perfil no insta, também a pedido dela, a marquei como amiga nas duas plataformas, ela me disse que eu tinha começar a mostrar a Fernanda para o mundo, assim como ela estava fazendo mostrando o mundo para a Fernanda, mas com calma.

Ela estava certa, saber que outras pessoas iriam ver minhas fotos, das mais normais feitas com ela pela rua na noite anterior, até aquelas improvisadas feita na minha casa, cortando ou cobrindo o rosto quando fosse possível ver e porque não, algumas mais ousadas sensualizando.

Como disse, pensar que outras pessoas iriam ver minhas fotos, mexia comigo, aquele velho misto de adrenalina, iria vir todo tipo de coisa, comentários positivos e negativos, mas segundo a Nati o mundo é assim com todo mundo, não importa quem você é.

Procurei e adicionei nas minhas redes sociais a minha amiga, aquela da clínica de estética a Patrícia, assim que ela me aceitou, ela virou, bom ela já era porque a visão dela no dia em que a conheci já estava gravada em minha memória como um exemplo, mas ao ver as fotos dela em várias épocas, ela tinha virado minha musa inspiradora.

Naquela mesma tarde, conversei muito com ela pelo skype, sobre o que tinha ocorrido, o que eu tinha feito, contei até sobre a Natália e sobre os presentes inusitados que ela tinha me levado, segundo a Patrícia ela devia ter esse fetiche do BDSM, (a feminização ou condicionamento de comportamento, ou ambos misturados, ou mais alguns, só o tempo iria contar), e viu em a chance de participar de fazer parte e curtir esse desejo oculto dela.

A Patrícia me contou um pouco da história dela, não vou contar aqui, pelo menos não agora, mas me deu alguns links e onde achar alguma coisa para ler sobre isso e claro me disse com todas as letras;

-Vai lá, experimenta!

-Fica bem feminina, coloca a gaiola, tranca, lubrifica bem o plug e enfia no rabo.

-O máximo que vai acontecer é não gostar ou da gaiola ou do plug

-O grande perigo que tem é você gostar e ficar viciada, em um ou nos dois

-Pelo que já me contou é mais fácil isso!

-Ai meu bem, a Nandinha, foi pro brejo…

-Só tenho uma dica para você, não tenta passar pela porta do banco com esse plug enfiado no rabo

-porque não passa, a porta tranca e apita viu!

A Patrícia deu tchau e saiu do skype eu fui verificar as notificações do face e do insta, sim já tinham algumas curtidas e solicitações de amizade, amigos da Nati e da Patrícia na maioria, comentários nas fotos, e vou dizer, aquilo fazia bem para o ego, muito!

E foi o que fiz, não, não foi isso, não fui tentar passar pela porta do banco né!

Tomei uma ducha, segui meu ritual, peguei uma lingerie lilás com preto, com renda, tive que trocar o adesivo do peito, coloquei um scarpin preto, daqueles tradicionais com a ponta fina e fui para a cama.

Para variar, assisti um vídeo na internet sobre a gaiola, li algumas dicas e lá fui eu…

E não é que quando estava começando a montagem meu pau ficou duro, quando começava amolecer e eu ia colocar a gaiola ele endureceu de novo, comecei a pensar que era o Fernando lutando, se agarrando com unhas e dentes pela sua existência, (bom podemos dizer que ele estava certo), mas enfim consegui colocar, fechar e travar, seguindo as instruções comecei pela maior.

Era diferente, estranho, a sensação de quem não poderia ter uma ereção, provocava justamente isso!

Peguei o plug e ele era até um pouco mais grosso que meu vibrador, devia ter uns 7 centímetros de comprimento ao todo, fiquei de joelhos na cama, posicionei o rabo, lubrifiquei ele, meu buraquinho e quando encostei ele na entrada, meu pau, meu clitoris como tinha lido nos textos sobre feminização pela internet, ficou duro, tentou, porque a gaiola limitava a no máximo 5 centímetros, aquele misto de dor e tesão e saber que meu pau estava indisponível e que todo meu prazer deveria vir da minha bunda e para isso eu deveria agir como uma garota, ser passiva, ser usada, não havia outra opção, não era algo novo, eu já tinha me satisfazendo dessa forma, mas saber que meu penis estava fora do jogo, elevava o nível da transformação em Fernanda.

Quando comecei a forçar a entrada do plug, diferente do vibrador o metal coberto pelo lubrificante, deslizou fácil e logo chegou em sua parte mais larga, meu rabinho sentiu a diferença e veio aquela dorzinha aguda misturada com a sensação de estar sendo esticado e ao mesmo tempo invadido, assim que rompeu a resistência do meu cuzinho ele saltou para dentro e literalmente travou na extremidade com a pedra.

Arrancou um suspiro misturado com gemido que saiu entre dentes enquanto eu mordia o lábio inferior, aquilo sim era uma sensação nova, aquele peso dentro de mim, aquela sensação de preenchimento, tratei de registrar algumas fotos, de joelhos da parte da frente com a gaiola e de costas, empinando a bunda com o plug, claro que eu sempre dava um jeito de aparecer o salto na foto.

Segundo a Patricia, ninguém decide virar mulher para andar de chinelos!

Fiquei em pé, e a gravidade fez o seu trabalho, o peso do plug dentro de mim, se batendo e pressionando as terminações nervosas do meu reto, faziam pingar constantemente através da gaiola.

Nessa altura o dia já começava a cair, já estava naquele clima de penumbra do lado de fora, então vamos curtir esses brinquedos mais um tempinho, a verdade é que eu estava me sentindo a rainha das safadas a maior depravada por estar daquele jeito e se é para encarnar o espírito da vadia, vamos deixar o lado vadia da Fernanda sair.

Coloquei a calcinha por cima da gaiola, incrivelmente não ficava um volume tão grande como esperava que fosse ficar, coloquei a peruca a nova é claro, ajusta aqui, ajusta ali, uma maquiagem simples, rímel, lápis no olhos, batom vermelho, brinco de argolas nas orelhas e pronta para a decolagem.

Eu estava ficando boa nisso!

Uma baby look, uma mini saia jeans, que em mim ficou bem mini, e fiquei pasma, (não se notava nem de procurando a gaiola por baixo, isso quer dizer que era possível sair na rua assim, não que eu estivesse planejando isso mas do jeito que as coisas iam, tudo era possível),peguei a bota aquela de salto fino Over Knee e pronto, look de piriguete, brincadeira né, me visto quase sempre assim, gosto de ser notada!

A essa altura eu já dominava caminhar com o salto daquela bota, ainda tinham alguns deslizes mas, era meu charme!

Casaco por cima e desci para o pátio literalmente desfilar para sentir o consolo dentro de mim, minha calcinha estava pra lá de molhada nessa altura, entrei em casa e lembrei de comer algo, coloquei uma torrada na torradeira e em quanto ela ficava pronta, liguei as luzes da casa, as de dentro as de fora acendiam sozinhas a noite, lá fui eu.

Passando de sofá em sofá, poltronas, janelas, ficava fazendo poses, fazendo selfies, fotos, eu estava no alto da escada em frente ao vitral que se via a rua, hoje estava com todas as luzes ligadas então da rua se você deliberadamente olhasse para nossa casa, veria quem estava na escada com as cortinas abertas.

Como estavam naquela dia, na verdade a dias estavam desse jeito na verdade!

Estava lá em cima procurando fazer uma foto legal quando olho para rua estava o Rodrigo parado com a cachorrinha dele pela coleira, parado me olhando, houve aqueles 2 ou 3 segundos de congelamento em mim e nele quando viu que o notei, então eu acenei.

Ele simplesmente abaixou a cabeça e seguiu seu rumo, não sei o que eu esperava que aconteceria, mas não deixei isso me afetar, mandei uma foto, uma selfie de cima que apareciam meus lábios vermelhos, o decote na gola v da baby look, a mini saia e as boas, (selfie clássica quando a garota está se achando a ultima bolacha do pacote), mandei para a Nati.

Não demorou nem um minuto ela respondeu, nossa, abusou né, ficou perfeita, “posta essa foto vai fazer sucesso”, não preciso nem falar que postei naquele momento enquanto comia a minha torrada, contei sobre o Rodrigo me olhando pela vitral e ela foi irônica ao dizer

-se não quer que te olhe quando estiver na escada fecha a cortina né!

Mas, ela me disse que quando surgisse a oportunidade ela iria conversar com o Rodrigo, até porque agora que eu tinha perfis em redes sociais ele iria ver que a Natália era amiga da Fernanda, bom a essa altura até o Igor estava entre meus amigos virtuais, não paravam de chegar solicitações para seguir e de amizade.

Nem precisei tocar no assunto, Natalia mesmo perguntou;

Natalia - então, esta usando?

Me fiz de desentendida é claro…

Eu -usando o que?

Natalia -claro que esta usando, não se faz

Admiti que estava usando os dois e que tinha gostado e que ainda não acreditava que ela usasse o plug, então ela me mandou uma mensagem e uma foto;

-olha!

-estou indo para a casa do Igor, vou ficar por lá essa noite e vai ser uma noite longa.

Na foto ela estava usando uma calça jeans e um blusão, ela baixou a calça e calcinha preta fio dental e empinou e abriu com as mãos a bunda para mostrar o plug, acredito que deixou o celular em cima de uma mesa ou cadeira no timer, foi assim que fiz.

Mas lá estava a pedra vermelho rubi, contrastando com o fio da calcinha e a pele clara dela a prova que ela tinha um plug anal enterrado no rabo.

E ela manda outra mensagem….

Natalia -Nanda, falei que não queria ver você usando, mas estou curiosa

Natalia -Retribua a foto e me mande uma também!

Não precisei nem pensar, coloquei celular no encosto de uma das poltronas da sala perto de uma da luminárias que tinha a luz mais forte, ergui a mini saia para mostrar meu traseiro, abri um pouquinho as pernas e dei aquela empinadinha até chegar em um ângulo em que abrindo a bunda com as mãos mostrasse o plug, tirei a calcinha para o lado e perfeito.

Luz câmera ação, na verdade luz, timer…click

Mandei a foto para a Natália e ficou melhor que a encomenda, porque aparecia minha duas coxas com o final do cano da bota, minha bunda e a barra da mini saia em cima, minhas duas mãos puxando as minhas nádegas afastando, bem no meio dividindo meu traseiro a renda da calcinha lisas afastada para o lado revelando a pedra do plug anal, a renda acabou entrando em baixo da borda do anel que circulava a pedra.

E como brinde ao seguir a renda da calcinha era possível ver através do tecido a gaiola contendo meu pênis, impedindo ele de ficar ereto, o que estava acontecendo muito naquelas últimas 2 ou 3 horas.

A Natália respondeu depois de alguns minutos…

-garota, você está usado os dois ao mesmo tempo

-eu pensei que isso iria acontecer, mas não na primeira vez

-não pensei que isso seria tão excitante para mim como acabou sendo

-ficou perfeita

-como se sente, muito tesão?

Eu descrevi para ela com todos os detalhes como me sentia, trocamos mais algumas mensagens e ela se despediu, estava a caminho da casa do Igor.

Vamos avançar um pouco o tempo, porque essa semana foi, só mais do mesmo, a única novidade agora a gaiola que passei grande parte do tempo usando, segundo alguns exemplos e textos que tinha lido na internet, estava explorando o que era verdade e o que era mito e o plug que também se tornou uma fonte de prazer.

Passei a usá-lo para ir a lugares, quando não usava junto com a gaiola, agora durante minhas longas pedaladas, meu companheiro era o plug, e a verdade é que era prazeroso sentir ele dentro de mim, se movendo a cada impulso que meu corpo dava ao pedalar.

Houve até um dia que cheguei ao orgasmo enquanto pedalava, usando a gaiola e o plug ao mesmo tempo, nem preciso contar o tamanho da sujeira que virou, mas foi bom, ter que parar a bicicleta em e ficar lá esperando passar os espasmos enquanto as pessoas passavam por mim, algumas só passavam outras ficavam olhando, um homem que estava correndo ficou me encarando.

Chegou a sexta feira, fiz a prova prática, o avaliador era um gato, veterano, mas um gato, como era de se esperar, passei na prova, “parabéns você está aprovado, dirigem muito bem”, acabei comemorando de uma forma muito chamativa a provação, com uns pulinhos e uns toques a mais no instrutor, que despertou a atenção das pessoas em nossa volta.

Houveram alguns risos e até um “hummmmmm ficou feliz”.... 🙂então…

Naquela noite de sexta para sábado, Nati e eu saímos para comemorar!

Fomos as duas vestidas para matar, eram por volta das 20 horas quando a Nati me ligou, se arruma para parar o trânsito que estou indo ai pegar você para gente comemorar que passou na CNH, então como quem está na chuva é para se molhar, caprichei.

Já tinha colocado unhas longas a tarde quando cheguei em casa e pintado de um vermelho vinho, já sabia a cor do batom, depois de banho tomado, corpo hidratado, vesti uma lingerie também vermelha, com renda e a cinta modeladora, fechei quase no máximo.

Haviam dois vestidos que eu queria usar já fazia algum tempo, um vermelho e um preto, (acredito que foi comprado pela minha irmã), eles tinham as mangas longas, eram de um tecido mais grosso, não eram longos, mas tinham um tamanho que ficaria na altura do joelho ou talvez abaixo e certamente ficariam justos no corpo, mas o que mais me atraia neles era o zíper na frente o que os tornavam muito sexy.

Peguei o preto, uma meia calça cor de pele e a bota Over Knee de salto fino, coloquei a peruca, fiz uma maquiagem pesada para noite, com o batom vermelho vinho é claro, tinha aprendido alguns truques que realmente deixavam o rosto pra lá de feminino ao olho despercebido.

coloquei um protetor íntimo na calcinha, truque que aprendi na internet, ajudava a disfarçar o volume aquele, (na verdade ajudava até a disfarçar o uso da gaiola, mas para eu ter coragem de sair usando ela para noite eu precisava diminuir o tamanho e ainda não era a hora), vesti a meia calça calcei as botas e parti para vestido esse foi moleza, zíper na frente lembram…

E o reflexo no espelho realmente era de parar o trânsito a cinta por baixo, deu aquela ilusão de cintura, ficou muito bom, quando a Natália chegou estava no retoques finais, tive que descer até o pátio para abrir o portão da garagem, (o controle não funcionava lá de cima), voltei terminar os ajustes.

Quando ela entrou, logo de cara falou;

Natalia -nossa falei, parar o trânsito não causar um engavetamento!

Vi a sua imagem através do espelho enquanto coloca os brincos, ela também tinha caprichado no look, ela estava usando uma blusa de lã com um decote generoso, uma saia de couro, com uma meia calça fumê com uma textura que lembrava uma meia arrastão e uma botinha de cano curto e um salto agulha bem alto com um sobretudo por cima pra lá de estiloso.

Eu -uauuuu, caprichou também!

Eu -gostei da botinha, ficou com ciúmes dos salto foi?

Natália -pois é, gostei, não resisti e comprei um pra mim também!

Peguei uma jaqueta feminina de couro e disse estou pronta, vamos curtir que terça feira voltavam às aulas e toda aquela rotina!

Partimos para a noite e repetimos o mesmo programa do outro dia que saímos a noite, mas dessa vez eu não lembro o que fez mudar os planos, depois de parar em alguns lugares nos olhamos uma para outra e em um piscar de olhos, estávamos no PUB 540, entramos, eu tentando ser discreta, mas como, procuramos uma mesa em um canto mais escuro o que não resolveu muito, a todo momento vinha alguém puxar conversa, alguém que reconhecia a Natália, alguém que queria nos conhecer.

Mas isso quebrou o medo quanto a minha aparência, claro que a maioria via que se tratava de uma crossdresser ou trans como a maioria dizia;

-você é trans, só notei agora

-você não é mulher, só vi agora

Alguns eram realmente simpáticos, até quando não tinham interesse;

-você é realmente muito sexy e atraente, mas não gosto de transex….

Ouvi todo tipo de coisa naquela noite, mas isso como disse, ajudou a quebrar o medo quanto a minha aparência, era um fato real, eu podia me passar por mulher, mas levantou outro problema, minha voz eu precisava aprender a entonar minha voz de uma forma mais feminina.

Mas isso não impediu que naquela noite, rolasse uns beijos e uns amassos até algumas mãos apertando minha bunda, (se tinha uma coisa que era bem feminina em era minha bunda), durante alguma dança, o local era famoso pela pista de dança bem eclética, então sim, rolou uma música mais lenta.

E saímos dali entrosadas com um grupo formado por um casal e dois amigos deles, eram estudante de outra universidade da cidade e fomos para a VIV outra casa noturna estilo mais sertanejo universitário, e aqui as coisas ficaram claras para mim, os gostos do Fernando não influenciaram em nada os gostos e preferências da Fernanda.

Ela adorou….

Mas ficamos pouco tempo por lá, encontramos a Patrícia, sim a mesma Patrícia do dia da depilação, deslumbrante como sempre, usando um vestido que nem sei que tecido era aquele, colado no corpo dela, tinha uma cor que com a luzes parecia ser marrom meio vermelho, meio tijolo, aquilo sim era um decote generoso, meias pretas transparentes um scarpin com salto enorme, não sei como ela dançava e requebrava em cima deles, bom eu sei sim, é ótimo, kkk

Ela nos convidou para ir com ela para a Beehive Club, outra casa noturna a mesma que estivemos na frente outro dia olhando o movimento que chamavam de moinho, lá tinha música eletrônica.

Por lá ficamos até o DJ anunciar o fim, lá em meio a fumaça e luzes, com a batida da música eletrônica, a Fernanda se soltou, já meio alta, quando formamos uma rodinha em um canto da pista, eu aprendi que sabia requebrar o quadril e que isso exerce um efeito hipnótico nos homens.

Ganhei bebidas, abraços, beijos bem quentes, algumas propostas bem picantes até quando falei que não era uma garota de verdade ou que tinha algo a mais, segurei o pau de um cara por cima da calça que minha nossa, (queria encontrar ele de novo um tempo depois, que pau, minha mão não fechou em volta dele), uns amassos pra lá de safados, descobri que tinha um monte de homens que gostam de garotas como eu, até alguns que queria saber se eu gostava de ser ativa também, se gostava que fizessem oral em mim, recebi até ofertas de dinheiro quando contei que era virgem do rabinho.

Ainda saímos e fomos comer em outro ponto clássico da cidade, o Boka que às vezes ficava funcionando até o dia amanhecer justamente porque o pessoal saía da balada e ia para lá comer.

E assim eu comemorei a minha CNH, com estilo não é?

O final de semana foi tranquilo, passei o final de semana sozinho, fui pedalar, eu já era Fernanda na maior parte do tempo a essa altura, mesmo com um caminhão de incertezas martelando na minha cabeça quando ficava sozinha, para manter a mente ocupada, comecei a tentar a aprender cozinhar alguma coisa, seguindo vídeos e tutoriais da internet.

Na terça feira voltou as aulas e foi bem complicado, porque inevitavelmente iria me cruzar com o Rodrigo que ao que parecia tinha me bloqueado em tudo, mas um ponto positivo foi que ao falar para o Igor que estava de mal comigo, não revelou o porque, eu tive o medo que ele saísse falando para todo mundo e me expondo, mas pelo menos isso não aconteceu.

Ah, passei a contar os dias para receber minha CNH e falei com meu pai, claro que não falei sobre a Fernanda, mas falei com ele, que me avisou que só viria em casa em setembro, por uma semana, perguntou como eu estava quando ao dinheiro, falei que não tinha feito muitos gastos, já que as contas da casa eram todos pagas por débito automático, mas ainda assim, mandou mais dinheiro e ainda brincou;

-gaste um pouco com você, com besteiras, eu sempre quis poder ter dinheiro para comprar coisas que eu gostava quando tinha a tua idade, mas os tempos eram outros.

Claro que concordei, mas o problema é que eu iria gastar com coisas que ele não iria aprovar! kkkkkkk

Claro que não disse isso para ele!

Minha tia viu algumas roupas femininas na máquina de lavar, mas não me falou nada deve ter pensado que era de alguma namorada.

Durante minhas noites, Natalia vinha ficar comigo às vezes, a gente ficava experimentando roupas, fazendo fotos, maquiagem, eu praticava trejeitos, a voz, comecei a usar bolsa quando saia, sim começamos a sair geralmente a noite, as vezes só para caminhar pelas ruas do centro, geralmente na Rua Moron, onde ficam lojas de grife.

Nas noites que ficava sozinha, fiz alguns amigos virtuais com quem mantinha contato pelo skype, até rolava alguma safadeza, alguns gostavam de me ver brincar com o vibrador, mostrar a gaiola, o plug, aqueles que eram de fora da minha cidade e que rolava uma afinidade eu mostrava meu rosto, claro que sempre maquiado usando peruca.

Comecei a incluir algumas peças de roupa femininas no meu vestuário, do dia a dia, calças que era mais folgadas nas pernas, como aquela que usei no último dia de aula prática da auto escola, camisetas femininas, também tinha começado a fazer alguns exercícios em casa mesmo desses para fortalecer algumas partes específicas femininas.

Natalia e eu tínhamos combinado de começar a fazer academia quando chegasse a primavera!

Na universidade minha companhia frequente era a Natália e o Igor, ou meu colegas de aula, meu cabelo também já estava maior que costumava manter, mas ainda longe de estar grande, repeti a depilação, dessa vez foi mais tranquilo.

E minhas noites me divertindo sozinha eu já tinha diminuído o tamanho da minha gaiola de castidade, fui algumas vezes para aula usando ela, com plug não fui porque ele fazia barulho ao sentar às vezes, principalmente em mesas ou aquelas cadeiras de madeira.

Ai como que explica aquele TOC ao sentar! kkkkkk

As coisas estavam nos trilhos digamos assim, Fernanda evoluindo e lentamente transformando o Fernando nela, de forma discreta e lentamente.

Até que em 1 de agosto, uma quarta feira, aquele dia amanheceu, começou de uma forma diferente, eu acordei do nada as 5 horas da manhã e não dormi mais.

Levantei, tomei meu banho e me vesti com a roupa que iria para aula, claro que lingerie por baixo da roupa, e também já tinha incluído no meu figurino um botinha estilo coturno, (que minha irmã usava com certa frequência, com um salto discreto, a primeira vista não se notava que se tratava de um modelo feminino, mas ao olhar, mesmo com cadarços ela possuía duas fivelas que davam um ar delicado, gótico ou de roqueira), assim que sai para fora estava com uma nevoeiro meio que chuviscando.

Fui preparar um café com ovos mexidos, (sim, aprendi a cozinhar algumas coisas, era um projeto em andamento ainda), o gás acabou e aquela hora, sem chance de entregarem.

Estava tentando cuidar da alimentação, vida nova, novos hábitos, mas naquele dia o jeito foi a torrada, quando deu a hora de ir para a parada, quando estava caminhando pela calçada ao virar a esquina dou de cara com o Rodrigo trancando o pneu do carro, simplesmente segui meu trajeto e da mesma forma que ele me ignorava eu o ignorei.

Mas ao passar o som do salto mesmo que fosse discreto fazia um som, Toc, Toc, Toc…

Bastou para ele ficar olhando quando passei, pude ver ele de canto de olho, ele ficou olhando até eu me afastar, talvez esperava alguma reação minha como oferecer ajuda, um bom dia, sei lá.

Embarquei no ônibus e quando estávamos quase na UPF o nevoeiro se dissipou e virou chuva, deu uma bela pancada de chuva, quando o ônibus parou no terminal da universidade ao desembarcar enfiei o pé em uma poça de água, pensei comigo, pronto hoje é o dia, por sorte a botinha é muito boa e a água não passou para dentro.

Naquela manhã a Natalia e o Igor, me contaram enquanto fazíamos um lanche que iria oficializar para suas famílias que estavam namorando e planejavam noivar, comentei que pelo menos uma noticia boa e contei como o dia tinha começado.

Natalia -deixa de ser boba, só coisas do acaso e de quem mora sozinha!

Igor -sozinha? você quis dizer sozinho?

Natalia -é sim, sozinho!

Eu -Igor, tu ainda não notou?

Igos -notar o que?

Eu -que estou meio diferente?

Igor diferente? no que?

Eu -Deixando o cabelo crescer, orelhas furadas

Igor -tá e dai, metade do pessoal aqui, tem cabelo comprido e brinco

Eu - você já me viu de unha pintada!

Igor -tá, virou gótico?

Eu -já vim para aula e você me viu usando calças femininas, blusas, perfume, bota feminina

E mostrei o pé

Eu -caminho rebolando as vezes!

O Igor me olhou, respirou, colocou a mão naquele conhecido gesto de pensando e…

-tu está em transição!

A Natália ficou de boca aberta!

Porque ele foi direto ao ponto sem rodeios e não demonstrou desaprovação bem pelo contrario.

Eu -não iria tão longe assim, mas digamos que estou explorando outro ponto de vista!

Igor -você esta bem com isso?

Igor -Nati, tu no minimo sabia disso né, porque não me falaram de forma clara antes, eu já estava pensando que tinha algo entre vocês dois, mas depois vi que não era nada.

Igor -mas isso explica outras coisas!

Igor -como você e o Rodrigo, o que rolou?

Contamos para o Igor e para nossa supresa ele ficou muito de boa, e ainda brincou;

-olha meu, vai levar um tempo até eu te chamar de Fernanda ou de garota, mas como eu te chamo de Fer, vai ficar de boa né?

Eu - claro!

Bom pelo menos o dia, tinha duas boas notícias, um dos meus amigos agora já sabia da Fernanda também, foi de uma forma idiota mas foi espontânea, a manhã passou, veio o almoço, novamente almoçamos juntos nos 3, os dois foram embora e eu fui para as aula de idiomas à tarde.

Encontrei com minha tia no centro da cidade aquele dia e ela me deu carona até minha casa, já que além de frio chovia, choveu quase o dia todo, ela fez uma observação sobre “meu coturno”;

- eu adoro tenho um igual, são meio que unisex né?

-são meio eternos, duram um monte, tua irmã tinha um desses!

Fiz cara de paisagem e mudei o assunto, mas em breve teria que contar a ela sobre a Fernanda!

Em casa resolvi o problema do gás, e ainda ganhei uma cantada do entregador do gás, um homem de uns 30 anos, não era de se jogar fora, com macacão da empresa de gás, fortão, me ensinou a mudar de um botijão para o outro e ver quando ainda tem gás neles, lá em casa tinham aquelas grandes, dois um do lado do outro.

Será que já estava tão evidente assim, que naquele corpo existia uma mulher ou ele curtia afeminados se é que eu já podia ser chamado de afeminado?

Mas era a noite que guardava a maior surpresa do dia, quando era por volta de 19:00, subi, coloquei uma música no notebook, abri o skype e fui pro banho, eu até ouvi a notificação do Skype de nova mensagem, e voltei a ouvi-la quando estava passando meu hidratante.

Mas foi só quando fui ver quem era que tinha me chamado que o dia ficou mais estranho ainda!

Continua….

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Foto de perfil de Nandinha1994Nandinha1994Contos: 12Seguidores: 8Seguindo: 0Mensagem Sou uma trans, hoje com 30 anos criei este perfil para compartilhar minhas fantasias, "historias", sempre gostei de escrever mas nunca compartilhei com ninguem, só recentemente mostrei alguns dos meus textos e fui incentivada a publicar em algum site ou blog.

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