SALTO TEMPORAL DE 5 ANOS;
Anos haviam se passado desde que eu havia me tornado uma mulher. Em um dia eu acordo, meu marido já havia saído já para trabalhar, enquanto eu ficava em casa, cuidando de nosso lar, junto das empregadas. Na cama, eu pensava como era sortuda por ter aquele homem, estava de calcinha, sentindo o fiozinho no bumbum, sutiã que apertava os meus peitinhos agora já crescidos, uma linda camisola rosinha. Meu cabelo, longo, lindo e lustroso, complementava o “lookinho”. Espreguicei-me e fui ao banheiro, estava sentada pra fazer xixi e vestida como uma mocinha. Meu grelinho tinha finalmente se tornado inútil sexualmente, como dever ser, era usado somente para urinar e nada mais. Todo dia, usava minha gaiolinha, para não deixar ele “escapar”. Depois disso tomei banho e escovei os dentes. Após eu sair do banho escolhi um conjunto calcinha/sutiã azul clarinho uma calcinha com um fiozinho do jeito que gostava e um sutiã de bojo, um cropped e uma calça jeans, vesti minhas roupas, coloquei um salto alto e desci as escadas. Cheguei na cozinha e senti um cheiro delicioso, era a mesa de café da manhã posta para mim. Após eu ter feito minha refeição, subo e escovo os dentes novamente. Iria sair, então precisava me preparar para tal. E lá fui eu me maquiar, nesse ponto já estava muito boa no assunto “Primeiro o primer, depois a base, o corretivo e o pó, por fim o blush e o gloss!” – Já sabia de cor a ordem das coisas! Depois de terminar a maquiagem me olhei novamente no espelho, fiquei me observando por alguns minutos. Pego minha bolsa de couro, coloco meus óculos escuros e desço as escadas por fim. O motorista já me aguardava.
– Bom dia, Dona Helena! A senhora está bem?
– Estou bem sim! Vamos indo que hoje eu tenho um dia corrido.
Vou para o shopping, uso o cartão de crédito que meu “Sugar Daddy” havia me dado para gastar. Compro roupas, sapatos, e por fim passo em uma sexshop, compro uma lingerie roxa, com sutiã, calcinha e cinta liga. Saio do shopping e volto ao carro.
– Vamos para o salão agora, José!
– A senhora que manda, Dona Helena!
Chego no melhor e maior salão da cidade. Cumprimento todas as funcionárias, já era conhecida por lá. Encontro inclusive algumas amigas que frequentavam o salão. Aproximo-me de minha cabeleireira.
– Rita! Tenho uma emergência! Preciso de uma transformação completa para hoje! É o meu primeiro aniversário de casamento com o Marcos!
– Amiga, já entendi tudo! Você estará divando ao final de tudo!
Saio uma nova mulher do salão. Cabelo, unhas e depilação totalmente feitas. Era uma nova pessoa. Meu cabelo estava escuro com as mechas loiras, minhas unhas roxas. Chego em casa e vejo flores a me esperar. Um lindo buquê de flores em tons lilás. Junto delas, havia um cartão: “Me espere para jantarmos juntos hoje à noite”. Vou para o meu quarto, tomo outro banho, dessa vez, um mais elaborado, passo diversos produtos, para a pele e o cabelo, tudo na intenção de estar perfeita. Saio do banho, retiro a toalha do corpo. Preparo minha pepequinha para ser usada e abusada. Pego a lingerie que comprei e a coloco, junto disso uso um vestido roxo perfeito e visto meu salto, tudo combinando, na mesma cor. Faço minha maquiagem, coloco os acessórios, passo meu perfume e por fim pego minha bolsa. Olho-me no espelho, estava perfeita, linda tal qual Elizabeth Taylor.
Ouço batidas na porta.
— Senhora Helena? O senhor Marcos já está aqui. — Diz a empregada.
— Já vou Cássia! Avise ele para esperar.
Dou uma última olhada no espelho e encontro ele na sala me esperando.
— Minha Heleninha! Está linda! Se produziu todinha pra mim né?
— Sim! Gostou da cor de cabelo nova?
— Tá linda e cheirosinha também!
Marcos cheirava a testosterona e masculinidade, um perfume amadeirado complementava isso. Sua força combinava com a minha fragilidade, se conectavam perfeitamente. Ao chegarmos no restaurante, somos guiados até nossa mesa, ele em um ato de cavalheirismo puxa a cadeira para que eu me senta-se. Ao longo do jantar não consigo parar de olhar para seu rosto, sua barba, seus olhos. Ao fim do jantar, ele toca em minha minha mão, meu coração começa a palpitar, acelerando, olho para ele enquanto ele sussurra confissões de amor no meu ouvido. Ele pede a conta, e ao sairmos do restaurante, ele ajeita meu cabelo e olha-me com carinho. Amava ter aquele homem para mim. Ele havia me transformado em quem eu era. Uma linda mulher, que era mimada por ele todos os dias, ele me daria o mundo se eu o pedisse. No entanto, eu sabia que devia obediência ao meu marido. Devia cumprir o meu papel sendo uma mulher, sendo do gênero feminino. Meu homem havia me ensinado a sempre confiar e obedecer. Eu sabia que poderia sofrer consequências se o desobedecesse. Porém, o amava de toda a minha alma e o meu coração.
