Sinais.
Sinais são coisas complicadas no BDSM. Como saber se alguém quer ou não? Como saber se aguenta o tranco ou não? Já comentei em conto anterior que meu começo foi meio atrabalhoado, mas logo me acertei. E aprendi que nada, NADA, substitui uma boa conversa. Ou várias conversas.
Uma prática que tomei quase que como sagrada era a de esperar uma manifestação clara da bottom de que desejava ser dominada. Nada de subjetividade. Nada de joguinho de sedução. Nada de "ah, não sei". Se não falava que desejava estar sob meu domínio, não tinha acordo. Essa era, também, uma forma de me proteger.
Eu gostava de testar a garota já na mesa do bar. E foi assim que conheci uma masoquista que só não era mais masoquista por falta de pele pra beliscar. A garota era muito gente boa, e queria sofrer! E ela me proporcionou a realização de um sonho de adolescente! hahaha! Eu gostava dos quadrinhos eróticos vendidos em bancas de jornal. Eles eram mais libertinos, mais pegados no Sade de verdade. E uma cena extremamente exagerada que eu gostava era de uma dominadora que estava "iniciando" duas garotas recém contratadas (sim, as funcionárias eram escravas). Na cena a morena iniciante é presa na prancha, de pernas abertas, enquanto a loira iniciante é obrigada a arrancar cada pelinho de sua buceta, enquanto a escrava veterana a chicoteia e a dominadora se masturba. Pra finalizar, um pouco de pimenta é passada na buceta da morena. Tesão absoluto para o jovem sadiquinho! E, pra minha surpresa, a morena masoquista que eu conheci não se depilava. E os pelos eram ótimos pra puxar! Bingo! Na própria mesa do bar abusei de beliscões e alfinetadas. E ela olhava sorrindo e puxando o gemido pra mim.
Não falei pra ela o que ia fazer, mas combinamos uma cena pesada. Bem pesada. Mas combinamos de fazer um tempo depois da ida ao bar (acho que na semana seguinte), pois eu queria que ela tivesse tempo pra pensar bem. Pra realizar a cena chamei uma escrava minha que tinha um boa tendência a ser sádica, mas também não expliquei pra ela. Acabei não chamando mais ninguém para não complicar a coisa. No dia, prendi a morena na mesa, prendi as pernas abertas, olhei pra ela sorrindo, e puxei o primeiro tufo. Ela deu um pulo, um grito seco, ameaçou xingar, olhou pra mim, riu e xingou e riu de novo! Hahaha! "Lembra bem da sua palavra de segurança?", ela confirmou. Virei pra minha escrava, "Arranca tudo". Ela deu um sorriso e foi direto pra buceta da morena, que gritava, mordia o próprio braço, e começou a chorar. Olhei pra ela, ela olhou pra mim e riu chorando. No começo achei que seria teimosia dela de não querer se render, mas depois percebi que ela era assim mesmo. Terminada a depilação, ficaram uma porção de fios quebrados, olhei pra escrava, "Serviço porco!", " Perdão, meu Senhor!". Peguei um vidrinho de pimenta biquinho, mostrei pra ela, que genuinamente se assustou e se encolheu na mesa. Peguei um pouco no dedo. Ela respirou fundo e virou o rosto, mordendo o lábio inferior. Quando passei o dedo na pele machucada... o grito foi forte! Ela quase arrancou as algemas de couro! Passei só mais uma vez no outro lado do corpo de vénus e parei. Prendi as mãos da escrava no pé da mesa e mandei ela chupar a morena. A transição da dor pro prazer foi algo lindo! E que só ela tinha. Infelizmente pra escrava a pimenta também pegou na língua dela, que tinha lágrimas saindo dos olhos. A morena foi uma grande parceira pra sessões de fearplay. Quando queria botar medo em alguma garota, prendia ela no cantinho da sala, sob o pretexto de terminar a sessão com a morena, e fazia ela chorar.
Mas depois daquela merda de 50 tons de cinza a coisa ficou chata. O que apareceu de aventureira querendo "uma experiência" de BDSM foi um saco (aliás, essa merda de livro é sobre assédio e abuso, não sobre BDSM). Não, eu não sou dominador fofinho que vai te pegar pela mão e dar uma beijinho no lugar onde o chicote pegar. Quando saía para bares eu sempre tinha algum sinal de que era do meio e algumas garotas pegavam a mensagem. E quando vinha o papo "UAU! Você tem um quarto não sei o quê?", eu já cortava. Tentava explicar pras moçoilas que chicotada em pensamento não dói, e que dominador imaginário te domina como você quer, mas isso nem sempre adiantava. E se isso não resolvesse, olhava nos olhos da garota, com meu melhor sorriso de psicopata, e perguntava "quando foi a última vez que você chorou?". E funcionava. Não, não tenho paciência para proporcionar "experiências" para patricinhas.
Mas nem todas as sessões, ou trepadas, foram bem discutidas antes. Mas foram muito de boa. Mas aí o não é não. Não tem palavra de segurança. Negou, parou. E se estiver assustada, parou e conversou.
Numa delas reuni dois casais amigos na minha casa. Eles eram (acho que ainda são) liberais frequentadores de casas de swing. Mas não eram praticantes de BDSM. Mas sabiam que eu era! Touche! A ideia nem era de improvisar uma sessão, mas acabou rolando uma divertida. Um dos caras começou a "reclamar" da esposa, que ficava de olho em outro fulano. O outro cara, que era da área de direito, falou de processar ela. Então processamos ali mesmo. Ele foi o juiz e eu o promotor. Eu já tinha feito spanking nela ela, travando uma das pernas dela com a minha, fazendo meu joelho roçar no grelo dela, mas nunca tinha ido além disso. Durante o "julgamento" e pegava ela pelos braços, por traz, falando no ouvido "é melhor pra você não mentir". e soltava, "vou caprichar no seu castigo" e coisinhas fofinhas. Findado o julgamento o juiz me pediu para indicar a punição: 10 chibatadas e mais uma hora presa na canga. A canga, na verdade, era uma trave que separava ambientes na casa, mas que ficava numa altura excelente para uma bunda de 1,65m~1,75m ficar empinada. "Levanta e tira a roupa!", falei de forma grave. Fui prontamente atendido. Prendi na canga, "Pra cada lambada você vai dizer o número dela e pedir perdão para o seu marido pela puta que você é!". E começamos. Não peguei tão leve, mas também não exagerei. E tivemos bundinhas se contraindo a cada lambada. Terminado o castigo de impacto, começamos a contar o de resistência. E o tempo foi aproveitado explorando cada buraco dela presa. Ela terminou a noite com uma coleira com um cincerro na ponta.
Outra que era bastante divertida foi com uma brat que filava almoço em casa. A garota era brat de verdade, não uma patricinha cujo fetiche era ser brat, mas uma malcriada briguenta e provocadora. Era o tipo de garota que era a primeira a jogar cerveja no outro grupo só pra começar a briga. Foder ela, sim, ir pra balada com ela, jamais. Ela não sabia que eu era do meio, e nunca contei, eu gostava da informalidade da coisa. Certa vez ela me irritou enquanto eu preparava a comida e prendi ela na pia, ficando com a cabeça na altura do meu quadril, e cada vez que eu passava na frente dela, raspava meu pau (já devidamente duro) na cara dela. Ela teve se torcer um pouco para chupar meu pau enquanto eu cortava algumas carnes na tábua. Cortei até demais!
Mas o dia mais "intenso", ou mais "tenso", foi um dia que ela chegou extremamente excitada. Parecia um pinscher. Vira a bunda pra você e ameaça te morder. Ela já chegou me dando um soco no braço e jogando a cara com um sorriso tenso em mim. Sim, quando ela não tinha motivo para provocar, ela partia pra violência física. Naquele dia já arranquei a roupa dela de cara e fodi quase na porta de casa. Mas o te(n)são da garota não passava. A comida já estava pronta e ela seguia provocando. "Hoje você vai comer no chão", e coloquei o prato no chão. ela riu e ficou de quatro, virando a bunda pra mim. E provocando. Como ela não não parava, puxei pelo cabelo, e falei o mais grave e seco possível "se você não vai comer, vou enfiar tua cara no prato, botar meu pé na tua cabeça e vou almoçar,". Rosnou um pouco e parou. Comeu direitinho. Terminamos, puxei a cabeça dela de novo, agora pro meu pau, "agora você vai tomar a sobremesa!". Fiz ela me chupar até a mandíbula dela doer (precisava fazer pelo menos um pouco da digestão!) e comi ela de novo, ali no chão. Foi uma das poucas vezes que fodemos depois do almoço. Ela ia em casa mesmo pra filar a comida. Eu comia ela, ela comia o almoço, e ela ia embora. Um bom acordo informal.
Foram bons anos! Conheci gente fantástica! Talvez tenha deixado de conhecer gente boa por não topar certos sinais, mas a vida é assim. E só é possível se você se permite viver. Eu vivi meu mundo e trouxe bastante gente comigo. Com todas as escravas que tive eu fazia um exercício. Colocava na canga (ou na trave), e perguntava: "Se eu te disser que 2 mais 2 são 5, você vai concordar. Mas, por que você vai concordar que 2 mais 2 são 5?". E as deixava pensando na resposta. Elas deveriam responder só quando fossem cobradas. Fodia, castigava, sempre na canga. E depois de algum tempo perguntava se tinham a resposta. Demorava um pouco, mas acertavam. Posso falar com orgulho que tive escravas inteligentes.
E você garota? O que diria se eu te perguntasse por que 2 mais 2 são 5? Fique de joelhos, separe as pernas, baixe o quadril até a buceta quase tocar o chão, e me responda. Mas não demore a responder. O tempo aqui está acabado. Você sabe onde me encontrar.
eddie.theowl2@proton.me