A Noite Na Fazenda - Entre Amarras e Segredos

Um conto erótico de Mateus
Categoria: Gay
Contém 2722 palavras
Data: 28/11/2025 23:07:33
Última revisão: 28/11/2025 23:59:00
Assuntos: Anal, Bondage, disciplina, Gay, Oral

Durante alguns dias depois daquela noite no meu quarto, tudo parecia vibrar com um brilho perigoso. Eram pequenos gestos, pequenos olhares, mas cada um deles tinha uma força quase insuportável.

Eu acordava com o corpo lembrando de Leandro. Leandro acordava com a mente lembrando de mim. Mas ambos acordávamos com medo. Não era um medo vago ou abstrato. Era um medo real, concreto: o medo de sermos descobertos, nosso caso secreto um barril de pólvoras prestes a explodir.

O risco de sermos descobertos pairava sobre nós como uma nuvem negra, nossos momentos roubados cada vez mais raros. A esposa de Leandro andava mais atenta. Ela não suspeitava da verdade real, nem remotamente, mas percebia algo estranho. Uma impaciência nova nele. Uma distração. Um brilho no olhar em horários inadequados.

— Você está diferente… — comentou ela, certa noite, enquanto arrumavam a cozinha.

Leandro congelou por um instante.

— Diferente como?

— Não sei. Preocupado, talvez. Ou cansado demais. Parece que está… longe.

Longe era uma palavra gentil para o que ele realmente estava.

Eu, por minha vez, sentia o peso moral no olhar dos meus pais, mesmo que eles não soubessem de nada. Cada vez que encontrava a esposa de Leandro com o filhinho no colo, o rosto queimava de vergonha, embora ela sorrisse sempre, doce, sem imaginar absolutamente nada.

Tudo ao redor parecia exigir silêncio. E esse silêncio começava a machucar.

Leandro tentava ser o marido, o pai, o trabalhador exemplar. Chegava em casa exausto, tomava banho, jantava com a família, assistia a um filme infantil com o filho no sofá. E, no meio de tudo isso… um relâmpago constante de culpa. Um feixe quente de saudade atravessando o peito. Um desejo fora do lugar, mas impossível de apagar.

A tensão entre a imagem de Leandro como um jovem rapaz, homem casado, respeitado, pai de família, e sua vida clandestina comigo estava se tornando insuportável.

Eu tentava me concentrar nas aulas, nos livros, nos trabalhos da faculdade. Mas me pegava desenhando o perfil de Leandro no canto do caderno, escrevendo frases que não tinha coragem de mandar, revivendo cada toque, cada beijo, cada fragmento de memória.

Ambos sabíamos que estávamos nos afundando em algo que não podíamos controlar. Precisávamos de uma fuga, um lugar onde pudéssemos ser nós mesmos, mesmo que apenas por um fim de semana.

Depois de mais de mês, Leandro enviou uma mensagem curta, quase ansiosa:

“A fazenda está vazia este fim de semana.”

Eu demorei vários minutos para responder, encarando a tela, sentindo o coração bater rápido demais.

“Você quer ir?”

A resposta chegou quase instantaneamente:

“Quero.”

Leandro conseguiu uma moto emprestada. A moto deslizou pela estrada de terra, levantando uma nuvem de poeira que se dissipou lentamente sob o sol quente. Leandro apertou os manetes da moto com força, os nós dos dedos branqueando, enquanto eu observava a paisagem, o coração batendo em um ritmo acelerado.

Nós viajamos no sábado de manhã, como quem atravessa um portal para fora do mundo real. A estrada de chão, o cheiro de mato úmido, as árvores altas, o barulho distante do rio, tudo devolvia a nós uma espécie de liberdade antiga, selvagem, que só existia ali.

Contudo, o ar estava pesado, carregado de uma tensão que nenhum de nós dois ousava nomear. O medo se insinuava entre nós como uma sombra, silencioso e persistente, mas também havia algo mais, uma urgência desesperada, como se cada toque, cada beijo, pudesse ser o último.

Assim que chegamos, a casa grande parecia maior, mais vazia, mais cúmplice. A casa de fazenda, com suas paredes desbotadas e telhados gastos, erguia-se como um fantasma do passado, silenciosa e imponente.

Aquela antiga casa nos arredores da cidade era o nosso santuário, o lugar onde tudo começou. Era isolada, cercada por campos de mato verde que balançavam na brisa, sussurrando segredos ao vento.

Ao chegarmos pela estrada de terra que levava até a sede, o peso do mundo pareceu se dissipar de nossos ombros. Aquele era o nosso momento, o nosso espaço, e ninguém poderia invadi-lo.

Assim que estacionou, Leandro pulou da moto, me arrancando do banco com uma pressa que beirava a violência.

"Vamos", ele disse, a voz rouca, quase um comando.

Obedeci, as pernas trêmulas enquanto seguia Leandro em direção à casa. A porta rangeu ao se abrir. Eu entrei primeiro. Leandro veio atrás, fechando a porta como quem sela um pacto e, antes que pudesse fechar, Leandro me pressionou contra a parede, os lábios famintos, as mãos ávidas, me puxando para um beijo voraz.

Não houve palavras. No instante em que entramos, a atmosfera estava eletrizante.

O beijo foi profundo, cheio de necessidade, como se estivéssemos tentando consumir um ao outro. Leandro tirou a minha camisa com destreza, expondo a minha pele clara e macia, enquanto eu gemia baixinho, as unhas cravando nas costas de Leandro, como se quisesse marcá-lo, possuí-lo.

Eu o puxei pela camisa. Leandro me segurou pela cintura. Nos beijamos com uma urgência silenciosa, como se cada segundo longe tivesse sido uma tortura, como se finalmente pudéssemos respirar.

Nos movemos pela casa como se fossemos guiados por uma força invisível, trocando carícias desesperadas, como se o tempo estivesse se esgotando. Eu me entreguei completamente a ele, meu corpo respondendo instantaneamente ao toque de Leandro. Nossas roupas foram descartadas num instante, um rastro que levava ao lugar onde nossa paixão seria libertada.

Leandro me empurrou para a sala, onde o sofá gasto parecia esperar por nós. Os olhos de Leandro brilhavam com uma mistura de desejo e poder, e eu senti o coração acelerar.

"Hoje, você é meu", Leandro sussurrou, a voz rouca, antes de pegar, da sua pequena mochila, uma corda macia que trouxera consigo.

Meu coração disparou, de excitamento e apreensão. Respirei fundo, o corpo tensionado, mas confiei.

Estendi os braços, e Leandro os amarrou com habilidade, as mãos firmes, mas cuidadosas. Por um segundo, imaginei se era disso que ele brincava com a esposa, mas tentei afastar o pensamento. Minhas pernas foram presas em seguida, me deixando imobilizado, vulnerável, ajoelhado nu no sofá, em uma posição subserviente e servil, o tecido meio puído arranhando a minha pele.

Uma venda nos meus olhos e uma mordaça na minha boca completaram o cenário, me privando dos sentidos, aumentando a expectativa. Eu estava desesperado de tesão.

Leandro se ajoelhou diante de mim, os dedos traçando o contorno do meu corpo, como se estivesse mapeando cada curva, cada ponto sensível. Ele chupou meu pescoço, meus mamilos, desceu até minha barriga, enquanto eu me contorcia, frustrado pela imobilização, mas excitado pela entrega.

Leandro sorriu, maldoso, e deslizou a mão para o meu cacete, já duro e pulsante. Ele me acariciou lentamente, me torturando com o ritmo devagar, até que gemi contra a mordaça, o corpo tensionado.

"Você é meu, Mateus", Leandro repetiu, a voz firme, antes de se levantar e posicionar-se atrás de mim.

Com um movimento rápido, ele abriu as minhas nádegas, me expondo completamente. Respirei fundo, o coração batendo forte, enquanto Leandro pegou um lubrificante, despejou o líquido em suas mãos, e me penetrava com um, dois, até três dedos, me preparando, lento e deliberado. A sensação era intensa, e eu gemia sem parar, o corpo arqueando o quanto as amarras me permitiam.

Leandro não demorou, e logo seu membro duro e pulsante entrou dentro de mim, me preenchendo completamente. Como eu estava bem lubrificado e dilatado, ele superou facilmente a resistência que eu ainda oferecia.

Ele começou a se mover, primeiro devagar, depois mais rápido, mais profundo, cada estocada uma afirmação de domínio, de paixão. Eu me entreguei como nunca antes, o corpo suado, os gemidos abafados pela mordaça, a mente em branco, exceto pela sensação de ser possuído, consumido.

O ritmo aumentou, frenético, desesperado, até que Leandro atingiu o clímax, o corpo tensionado, o grito contido. Ele se derrubou sobre mim, ofegante, os corações batendo em uníssono. Leandro liberou as amarras, removeu a venda e a mordaça, e me puxou para um abraço apertado, como se quisesse fundir-se a mim.

Depois da primeira foda, nós nos levantamos, arrumamos nossas coisas, tomamos um banho juntos. Passeamos pela fazenda e almoçamos. Leandro cozinhou para nós, uma comida simples, de roça. Depois do almoço, nos deitamos juntos no colchão no chão do quarto onde tudo começou. O corpo de um reconhecia o do outro com naturalidade, como se fosse um idioma compartilhado.

As mãos de Leandro percorriam o meu corpo, explorando cada centímetro. Ele conhecia cada curva, cada pinta, cada cicatriz, e amava todas elas. Eu era dele, e ele queria me mostrar o quanto. Me empurrou contra o colchão, me seguindo, nossos corpos entrelaçados, o corpo grande dele cobrindo o meu, pequeno.

Nossos beijos eram desesperados, vorazes, como se tentássemos nos consumir mutuamente. Beijos longos. Mãos deslizando com carinho, com desejo, com familiaridade. Risos baixos misturados com suspiros.

Leandro encostava a testa na minha, como se precisasse daquele contato para existir. Eu segurava o rosto dele com as duas mãos, como se o mundo inteiro coubesse ali. A intimidade entre nós era intensa, mas nunca violenta. Era profunda, paciente, quase ritualística. Uma mistura de descoberta e reencontro.

A mão de Leandro envolveu o meu pau, me acariciando lenta e provocantemente. Eu gemi na boca de Leandro, meus quadris se erguendo ao encontro do seu toque, eu ainda não havia gozado, o que, a propósito, era a intenção de Leandro, postergar o meu orgasmo ao máximo. Ele deu uma risada rouca:

"Paciência, meu lindo. Temos o fim de semana todo."

Ele continuou a me provocar, sua mão se movendo lentamente, sua boca distribuindo beijos pelo meu pescoço, minha clavícula e meu peito. Ele levou um dos meus mamilos à boca, sugando e mordendo suavemente, me fazendo arfar e se arquear contra ele. A mão de Leandro em meu cacete não vacilou, me enlouquecendo de desejo.

Minha vez. Minha boca desceu, minha língua traçando um caminho por seu peitoral, pelo abdômen de Leandro, mergulhando em seu umbigo, descendo pela sua virilha, roçando seus pentelhos escuros com os meus lábios, antes de finalmente abocanhar o pau de Leandro.

Ele gritou, suas mãos agarrando os lençóis enquanto eu o chupava profundamente, minha língua girando ao redor da glande, saboreando o líquido pré-gozo que se acumulava na ponta.

Leandro recuou, me deixando ofegante e desesperado. Ele pegou um lençol fino e um frasco de lubrificante, de novo. Os meus olhos se arregalaram quando Leandro amarrou meus pulsos novamente, minha respiração falhando enquanto Leandro apertava os nós.

Parece que íamos brincar daquela brincadeira novamente. Eu mal sabia o que significava a palavra bondage, mas já entendia a disciplina excitante e o tesão ao qual eu estava submetido. Eu me perguntava onde Leandro havia aprendido aquelas coisas e se ele fazia isso com a sua esposa.

"Confia em mim?" perguntou Leandro, com a voz baixa e rouca.

Eu assenti, sem nunca desviar o olhar de Leandro.

"Sempre."

Leandro se inclinou, capturando a minha boca num beijo ardente. Pegou o lubrificante, besuntando os dedos antes de deslizá-los pelo meu corpo, provocando meu buraquinho, ainda um pouco dolorido pela nossa transa de manhã.

Eu gemia na boca de Leandro, tentando relaxar ao máximo o meu corpo, enquanto os dedos de Leandro me penetravam novamente, me dilatando lentamente, me preparando para uma segunda sessão de foda.

Leandro me postou de joelhos sob o colchão, fazendo com que eu tentasse me equilibrar com minhas mãos atadas. Ele se posicionou atrás de mim, seu cacete grande, grosso e duro se pressionando contra a minha entradinha.

Ele se inclinou sobre mim, capturando a minha boca em outro beijo, enquanto me penetrava, lentamente, centímetro por centímetro, até estar completamente dentro de mim, novamente. Eu ofeguei, sentindo a ardência, aquela sensação inicial e incômoda de expulsão, meu corpo tentando desesperadamente se ajustar ao tamanho de Leandro, que me invadia por inteiro.

Leandro começou a se mover, suas estocadas lentas e profundas, cada uma me levando à loucura. Ele me segurou com suas mãos firmes e fortes, eu ainda amarrado pelos pulsos, e me virou, me puxando para cima dele, até que ficasse de joelhos, sentado sobre o seu quadril, meio que de cócoras.

Ele me penetrou novamente, suas mãos agarrando os meus quadris, me segurando para que eu não caísse, visto que eu não tinha onde me equilibrar com as mãos atadas, enquanto me fodia com força e rapidez.

Eu gritava, meu corpo encontrando as estocadas de Leandro, quicando ritmicamente, meu pinto pingando nos lençóis. Leandro se sentou, me abraçando, suas mãos segurando as minhas costas, enquanto me comia com vontade.

Eu sentia vontade de gritar, de chorar, de rir, de me entregar e de fugir. Leandro envolveu o meu pau com a mão, me acariciando no ritmo das estocadas. Gozei com um berro, meu corpo convulsionando enquanto Leandro extraía de mim cada gota de prazer.

Ele gozou logo em seguida, seu corpo se tensionando enquanto ejaculava dentro de mim, sua vara rígida pulsando profundamente dentro de mim. Leandro desabou na cama, me puxando para seus braços, nossos corpos cobertos de suor.

O nosso fim de semana foi repleto de momentos como esses, a paixão entre nós ardendo forte e intensamente. Nós explorávamos os corpos um do outro, nossos desejos, nossos limites. Brincávamos de poder e submissão, sempre com consentimento, sempre com cuidado.

Não sei de onde ele descobriu esse fetiche, mas Leandro me amarrava, me vendava os olhos, me provocava e torturava com prazer até que ambos implorássemos por libertação. Nós nos entregamos àquele finito pedaço de liberdade mais de uma vez ao longo do dia e, depois, durante a noite, nos encontramos através do toque, do calor, da proximidade e do desejo.

Enquanto o sol se punha, pintando o céu com tons de laranja e rosa, nos sentamos na varanda, nossos corpos entrelaçados na rede, nossos corações em paz. Sabíamos que nosso tempo ali era limitado, que o mundo real nos aguardava. Mas, por ora, estávamos juntos, e isso era tudo o que importava.

Enquanto nos beijávamos, com o sol poente lançando um brilho quente sobre nós dois, sabíamos que, acontecesse o que acontecesse, enfrentaríamos tudo juntos. Nosso amor era um segredo, mas também uma força incontrolável. E, ao olharmos nos olhos um do outro, sabíamos que nossa história estava longe de terminar. Estava apenas começando... ou era o que nós achávamos.

Mais tarde, deitados no colchão no chão, os corpos entrelaçados, o silêncio entre nós era pesado. Lá fora, o vento uivava, como um presságio, enquanto a lua iluminava a fazenda, o lugar onde tudo começara e, talvez, onde tudo pudesse terminar.

Eu fechei os olhos, sentindo o calor do corpo de Leandro contra o meu e, por um momento, o medo pareceu distante. Mas a realidade sempre voltava, implacável, como o vento que sacudia as árvores lá fora, anunciando um futuro incerto.

Entre um momento e outro, adormecíamos abraçados, acordávamos rindo baixinho, voltávamos a nos buscar, perdendo as contas dos atos sexuais, pois eles nunca pareciam ter fim, podíamos contar apenas a quantidade de vezes que gozávamos. Parecia um fim de semana tirado do tempo. Um refúgio secreto, quase sagrado. Quase impossível. Quase...

No domingo à tarde, antes de irmos embora, Leandro ficou parado na varanda, olhando para a estrada, o rosto tenso. Eu me aproximei por trás.

— O que foi?

Leandro demorou a responder.

— A gente não pode continuar assim — disse, sem olhar para mim — Está ficando grande demais. Intenso demais. E a minha vida… não tem espaço pra isso.

O chão pareceu se mexer sob os meus pés.

— Mas eu não quero te perder… — murmurei.

Leandro apertou os olhos, como se aquilo doesse de verdade.

— Eu também não quero. Mas… Mateus, eu estou com medo. De verdade.

A frase ficou pairando entre nós. E, embora o fim de semana tivesse sido perfeito, algo no ar já anunciava a tempestade que viria.

O medo não desapareceu. Ele pairava no ar, uma presença constante, nos lembrando de que o mundo lá fora não parava, e que a vida secreta que compartilhávamos estava cada vez mais difícil de sustentar. O próximo ponto crítico se aproximava, e nós sabíamos que não podíamos escapar para sempre.

Aquela seria a última vez que estaríamos juntos sem que o medo ocupasse todos os cantos da casa. A última vez que o desejo seria mais forte que o perigo. A última vez que o amor falaria mais alto do que a realidade.

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