Minha Historia, Parte XI

Da série Minha Historia
Um conto erótico de Nandinha1994
Categoria: Trans
Contém 4181 palavras
Data: 28/11/2025 17:31:49

Eu -alo!

Natalia - oi, bom dia, Nanda, posso te chamar assim né, porque Fer já é do Fernando!

Ela cheia de energia, com todo o gás, claro que concordei com o apelido, já me chamava a mim mesma desse jeito!

Natalia - então pronta para mais um dia das garotas, vou levar o kit para furar a tua orelha e vamos dar um trato nessa sobrancelha, não se assusta nada muito radical.

Eu -tá, estou indo pro banho e depois desço!

Natalia - quem vai estar me esperando é você, a Nanda né?

Eu -sim, sim, claro, pode ser!

Entrei para o banho, segui meu ritual, lamentavelmente o adesivo não resistiu a outro banho e se soltou, removi a cola do silicone do meu peito, claro que recoloquei, tinha prometido a mim mesma que durante as minhas férias eu iria ter peito, nem que fossem falsos.

Lingerie, jeans, bota, nada exagerado aquelas estilo montaria com salto grosso de uns 6 ou 7 centímetros, preta , (igual das marias breteiras da novela américa), uma blusinha e um suéter e um casaco curto, sim estava frio.

Escutei o telefone vibrar, uma mensagem da Natália dizendo, não se maquia que ela tinha planos, podemos dizer que a manhã foi intensa, ela furou minhas orelhas, me deu dicas da maquiagem, me ajudou a fazer as unhas, roupas.

Natália tinha uma vida íntima interessante, ela não era aquela estudante nerd tímida e discreta que nós estávamos acostumados, embora fosse uma CDF ela escondia segredos, me deu um intensivo com dicas de truques sexuais.

Vamos avançar um pouco porque naquela semana todas minhas lembranças marcantes giram em torno da Natália, ela se fez presente quase que todos os dias, ela começou a demonstrar um interesse intenso na Fernanda, na construção da Fernanda, com o estilo, com o agir, caminhar, como se vestia, trejeitos e a personalidade, como se tivesse adotado a minha transformação como um projeto pessoal, bom, ela dedicou boa parte das férias de inverno a isso.

Durante a semana, tudo permaneceu na mesma com o Pedro, mesmo ele vendo que algumas coisas estavam mudando em mim, ele viu as orelhas furadas, não tinha não ver, houve um dia que por descuido, não foi de propósito, (tá bom, talvez só um pouquinho), a alça do sutiã pela gola da camiseta, usei um blusão com gola em V e uma camiseta mais surrada por baixo, sei que ele viu, as unhas feitas, não estava com elas compridas e pintadas, mas para alguém que olha tuas mãos durante duas horas, não tem como não ver, como disse, quando chegava na hora do próximo passo ele parava, mas eu entendia os motivos dele.

O Rodrigo continuava querendo conhecer a garota misteriosa, nossas noites eram marcadas por longas conversas pelo whatsapp ou pelo skype, uma ou duas vezes me arrisquei ligar a câmera, cuidando a luz e ângulo para que ele não visse meu rosto e claro, sem nenhum espetáculo mais ousado, (Natália que me deu dicas de como deixar a luz, a câmera, nunca usar a câmera fixa do Notebook, usar uma USB, onde deixa a luz, que ângulo mostrar, como disse ela tinha segredos), e havia momentos em que ele me tratava de uma forma carinhosa, que criava a sensação que ele tinha sentimentos por mim.

Mas a semana passou em um piscar de olhos, chegou sábado, acordei zonsa , na sexta tínhamos repetido a jogatina, desta vez sem charutos, mas havia bebido muito, ali tive certeza que meu segredo estava seguro com a Natália.

O Rodrigo já mais para lá do que para cá, só faltou chorar por causa da garota, que ele queria saber quem era, mesmo que ela estivesse só brincando com ele.

Até a Natália pensou que ela realmente estava sentindo alguma coisa pela Fernanda!

Ela e o Igor, já estavam mais próximos, chegaram de mãos dadas, saíram de mãos dadas, ela já tinha me confessado que gostava dele, mas que era uma amizade muito grande, amigos desde de a primeira série na escola, então queriam ir com calma, mas que estavam dormindo juntos, isso ela me falou e estava meio que óbvio.

Como disse acordei zonsa, (de ressaca), para prolongar a duração da depilação, estava passando o satinelle que já nem doía mais, não tanto, mas quando pegava algum pelinho mais grosso, minha nossaaaaa.

Tomei meu banho, passei o hidratante pelo corpo, vesti um sutiã daqueles sem costura, tipo esportivo e uma calcinha fio dental, sim, estava usando o adesivo no peito, naquele sábado era minha última aula pratica da auto escola, inclusive seria mais cedo às 15 horas, mas pela manhã eu tinha combinado de pedalar com o Rodrigo, vesti minha roupa de ciclista e coloquei o agasalho dela, então ele não iria notar o volume no peito, mas se ele olhasse para minha bunda iria notar a marca.

Pedalamos das 9 até perto do meio dia, estava frio, mas com o exercício deu calor, acabei abrindo o agasalho e puxando as mangas, mas não tirei, iria ficar muito evidente, dentre tantos assuntos que vamos falando no trajeto, não podia faltar a garota misteriosa do Rodrigo e ele estava de 4 por ela, na verdade era aquela história, quanto mais não posso ter é aí que quero mais ainda.

No trajeto de volta fiquei pedalando na frente dele pelo acostamento, eu me curvei para frente e em um ponto o ruído dos carros era baixo ele me fala;

-Meu, que bunda é essa, tu curvado assim, até parece que está de calcinha, que delicia!

Claro que ouvi, mas me fiz que não tinha ouvido, perguntei a ele o que tinha dito, mas ele mudou a frase;

-Eu disse que essa bundinha assim, me provoca, estou só na punheta e a guria aquela não quer dar pra mim, estou precisando me aliviar.

Eu -já te falei que uma hora eu vou aceitar a proposta e aí quero ver!

Ele riu e acelerou na minha frente, voltamos para casa, ele ficou na dele e segui até a minha, quando cheguei estava a minha Tia esperando na frente de casa,

-Oi Fernando, imaginei que tu estava pedalando, vim ver como tu está e fazer almoço pra ti.

Enquanto eu entrava com a bicicleta pela porta da garagem, minha tia me seguindo, ela fez uma observação curiosa sobre a minha bunda.

-queria ter essa bunda, durinha assim, que inveja!

Eu -que isso tia!

Ela -hahah, queria mesmo!

Eu -olhando pra minha bunda, tu é minha tia!

Ela -sim, mas não sou de ferro!

Ai me caiu a ficha, será que ela tinha notado a marca da calcinha?

Tive que subir para o quarto do Fernando, tomar um banho e colocar outra roupa, tive que manter o sutiã usado por baixo, pelos motivos óbvios e por sorte minha tia não saiu para os fundos se não ela tinha visto as janelas do quarto da Fernanda abertas.

Me chamou a atenção que estava na hora de eu começar a aprender a cozinhar nem que fosse o básico, almoçamos, conversamos como sempre fazíamos quando estávamos junto e ela destacou;

-Fer, você está diferente!

Eu - como assim tia!

Eu -diferente? ruim ou bom?

Ela -parece que é para melhor, tem alguma coisa diferente em você, uma energia boa!

Tomamos nosso clássico café e ela se despediu, estava indo visitar meu primo em Vacaria, quando ela se foi, já eram 14 horas, corri recolher as roupas sujas, da Fernanda e do Fernando, e subi para o meu quarto, eu tinha planos para aquela tarde.

Naquele sábado como falei antes era minha última aula da auto escola, peguei um sutiã vermelho e preto, muito sensual, uma calça jeans da Lez a Lez feminina, ela tinha um corte reto, nas pernas ela era solta, parecia uma calça normal, mas nas coxas próximo da bunda ela ficava justa e digamos da metade da bunda para cima ela desenhada o contorno e a cintura mais ajustada.

Era perfeita para um joguinho de sedução, na primeira olhada despercebida uma calça normal, mas quando olhada de perto você notava que se tratava de um desenho feminino.

Peguei um tênis feminino branco com detalhes amarelos, uma camiseta feminina preta com alguns desenhos dourados na frente, apliquei bem pouco do meu perfume o suficiente para que fosse sentido de forma discreta e por cima coloquei meu moletom de capuz aquele de sempre e estava pronta.

Desci esperar o Pedro vir me buscar para nossa última aula, assim que ele chegou, sai bem bela agindo naturalmente, se tinha uma coisa que tinha aprendido era isso com a Natália.

Embarquei no carro, os comprimentos normais;

Pedro -nossa última aula então!

Pedro -já marcou a prova?

Respondi enquanto me preparava, ajustando, banco, espelhos;

Eu -sim, vou fazer agora na próxima sexta feira!

Pedro -ótimo, você dirige bem vai passar tenho certeza!

Pedro -Antes que eu esqueça, você está diferente e como sempre perfumado!

Eu -como assim, diferente, você é a segunda pessoa que me fala isso hoje, minha tia me falou mais cedo no almoço.

Pedro -você está mesmo, tem alguma coisa, me pareceu que até esta mais alto hoje!

Eu -deve ser a calça, deixou as pernas mais longas!

Pedro -é pode ser mesmo!

Pedro -vamos lá!

A aula correu dentro de certa normalidade, assuntos diversos, ele me deu dicas para o dia da prova e na hora de nos despedirmos, ele expressou que queria manter contato, falei que ele tinha meu número que era só me chamar, quando descemos do carro nos cruzamos pela frente do veículo, já estava escuro as luzes estavam ligadas;

Pedro -é, realmente essa calça te deixa diferente!

Apenas olhei para ele, nos cumprimentamos novamente com aquele aperto de mão, e quando ele foi bater em meu ombro, eu o abracei então ele retribuiu, procurei um ângulo no abraço que tivesse certeza que ele iria sentir que eu estava usando sutiã por baixo da roupa, mesmo que ele não ligasse os pontos que era uma lingerie, ele iria sentir que havia algo ali.

O abraço durou uns segundos, até a mais que o normal e nos despedimos em definitivo, ele entrou no carro e partiu, eu fiquei parado olhando, pensei que nunca mais o veria, afinal certamente na semana seguinte outro aluno ira ocupar meu lugar.

Quando escuto o assobio, fio, fio, aquele tradicional assobio, era Rodrigo vindo com a cachorra pela coleira;

Rodrigo -que isso cara, de longe pensei que era uma garota, com essas pernas longas e essa bundinha empinada.

Eu -cara, esta ficando feia a situação mesmo, esta vendo coisas!

Rodrigo -que a coisa esta feia, esta mesmo, mas que parecia uma garota de longe parecia!

E veio em minha direção, geralmente eu me afastava e xingava ele, mas hoje eu fiquei parada e ainda me virei;

Eu -quer tocar? Toca eu deixo!

Ele chegou bem perto e ficou me olhando sem reação;

Rodrigo -não, assim oferecida eu não quero!

E seguiu o passeio com a cachorra, então eu entrei em casa, tinham várias mensagens da Natália no celular da Fernanda, ela estava em POA com o pai e a mãe e me disse que tinha um presente para mim, que achava que eu ia gostar, trocamos algumas mensagens, comi alguma coisa, limpei a sujeira, organizei, quando subi já eram por volta das 20 horas.

Fiz meu ritual, troquei de roupa, passei lápis no olho e um batom e coloquei a peruca, vesti um baby doll, liguei uma luz atrás de mim como a Nati me ensinou para caso fosse ligar a câmera e lá fui eu esperar o Rodrigo aparecer no skype em busca da garota misteriosa dele.

Fiquei realmente triste com a possibilidade de não ver mais o Pedro, a Natalia longe, na verdade eu nunca gostei de me sentir sozinho, da solidão, aquele dia houve uma soma de coisas eu estava me sentindo pra lá de sozinha.

Quando Rodrigo ficou online, nem preciso dizer como era a conversa, ele já me tratava com certo afeto, falei que está para baixo naquele dia, ele se ofereceu para me consolar, “sabem o que ele queria né”, então em lapso de loucura, decidi é tudo ou nada, depois de uma pausa nas mensagens, uns 4 ou 5 minutos enquanto eu ponderava;

Rodrigo -oi gatinha esta ai?

Fernanda -você me quer?

Rodrigo 🙂 claro

Fernanda -quer mesmo?

Rodrigo -já disse garota, quero sim

Outra pausa nas mensagens….

Fernanda -quer vir aqui?

Rodrigo -sem duvida, demorou onde é

Fernanda -estamos perto

Rodrigo -serio, perto quanto

Fernanda -bem perto, da para vir caminhando

Rodrigo -como assim garota

Rodrigo -conheço todo mundo aqui perto, não tem nenhuma mulher assim como você

Fernanda -mas tem sim, já viu pela câmera

Rodrigo -sim, mas aqui perto, só tem casada que parece você

Fernanda -não sou casada

Novamente uma pausa nas mensagens, mais longos 5 minutos….

Fernanda -desistiu?

Rodrigo - não, estou tentando descobrir quem é você

Fernanda - você me conhece, nos vimos hoje

Rodrigo -guria, não faz assim comigo

Rodrigo -eu vi tanta gente e mulher hoje aqui no bairro, qualquer uma podia ser você

Fernanda - humm, vamos melhor isso então

Rodrigo - como?

Fernanda -na mesma rua da sua casa

Rodrigo -nossa melhorou um monte, eu passei duas vezes nessa rua hoje de manhã pedalando e a noite caminhando com a cachorra

Fernanda -quem você viu?

Rodrigo -eu te vi então!

Rodrigo -de manha só tinha gente mais velha, homem, a filha do Carlão, mas ela é gordinha

Rodrigo -agora de noite eu vi a Paula mas ela é casa e cabelo moreno, a Dona Luisa que é veterana, e você não é e o Fernando.

Rodrigo -só se você esta de peruca nas fotos, ai é a Paula, é você a Paula?

Fernanda -não, mas eu estou de peruca nas fotos, embora o cabelo seja da mesma cor do meu.

E novamente aquela pausa angustiante….

Rodrigo -a única pessoa com a mesma cor do cabelo que vi era o Fernando

Rodrigo -rsrsrsrsrsr

Rodrigo -ai sim o Fernando quer me dar!

Rodrigo -garota, me fala quem é você!

Rodrigo -to achando que você esta só me alugando curtindo com a minha cara

Outra pausa….

Fernanda -e se fosse o Fernando?

Rodrigo -como assim?

Rodrigo -se fosse o Fernando, esta louca?

Rodrigo -vai me dizer que ele estava vestido de mulher, se passando por mulher só pra me zoar

Rodrigo -não, não pode ser, ele não tem peito, nem esse corpo

Rodrigo -se fosse ele eu teria notado alguma coisa que tinha entregado

outra pausa…

Rodrigo -não pode! é você mesmo? é ?

Rodrigo -como assim, me explica porque?

Fernanda -sim sou eu, não sei explicar porque, mas sou eu

E desta vez a pausa foi maior….

Rodrigo -cara porque isso, porque não conversou comigo sobre isso

Rodrigo -porque ficou me alugando, se não gostava das brincadeiras que eu fazia era só falar, não precisava me pregar essa

Fernanda - Não, Não fiquei te alugando eu falei sério com você

Rodrigo- cara, como assim falou serio, você é gay então, que merda é essa

Rodrigo -desde quando isso

Rodrigo -cara, porque nunca me falou sobre isso, nos éramos amigos

Fernanda -não, Rodrigo, não sou gay é diferente

Rodrigo -é o que então, esta se vestindo de mulher e paquerando homens é o que

Fernanda -eu me vejo como mulher

Rodrigo -chega, melhor a gente não falar sobre isso

Rodrigo -melhor a gente nem falar mais

Rodrigo ficou off-line!

E assim eu sofri a minha primeira rejeição sem ao menos conseguir me explicar o que acontecia comigo!

E como tudo que está ruim sempre pode piorar, caiu a ficha que a partir dali tudo podia ir pelo ralo, Rodrigo podia sair contando para todo mundo, colegas da universidade, família dele, o pai dele certamente iria ligar para o meu, já me vi em uma daquelas DR com a família dando explicações, sendo perseguido e apontado, motivo de piadas, minha vida está por fio de cabelo para o fim de tudo..

Joguei o hobby por cima do jeito que estava de baby dool, calcei uma chinela e fui no bar do meu pai na sala e peguei uma garrafa da coisa mais forte que achei e voltei para o quarto, depois de chorar muito e beber até apagar acordei no domingo com meu celular recebendo uma ligação, olhei o numero era da Nati.

Eu -Nati, fiz merda, estraguei tudo!

Natalia -como assim?

Eu -contei para o Rodrigo quem era a garota

Eu -e ele…

Natalia -nem precisa me falar o resto eu já imagino!

Natalia -calma, liguei para falar que estou chegando em Passo Fundo, depois do almoço eu estou ai.

Eu -acabou Nati, isso tudo foi um erro!

Natalia -para de frescura, ou tu pensou que todo mundo iria aceitar isso numa boa

Natalia -quando eu chegar ai conversamos, toma um banho e relaxa, se recompõem.

Fiquei mais um tempo ali pensando em tudo e em nada ao mesmo tempo até que, sabe que a Nati tem razão, levantei e tomei um banho lento e demorado, passei meu óleo, coloquei uma calcinha um sutiã, coloquei um roupão por cima e de chinelos mesmo fui preparar um café, quando vi a hora já passava do meio dia, eu tinha ficado a manhã toda sentindo pena de mim.

Estava servindo a xícara quando tocou o interfone, não atendi, então meu telefone vibrou, era Nati, abri a porta da garagem ela entrou com algumas sacolas;

Natalia -trouxe comida, melhora essa cara vamos comer e vamos sair um pouco

Eu- comer tudo bem, mas sair sem chance

Ele tinha levado um hambúrguer e batata frita, quem resiste, comemos, contentei tudo em detalhes, no fim ela me chamou atenção e de ingênua.

-Você sabe que o mundo é cruel com quem é diferente, se você quer levar essa transformação adiante se prepara que nem todo mundo vai reagir bem, vai ter até quem aceite mas pelas tuas costas vão te crucificar, (a Natália realmente tinha muito mais conteúdo do que a gente podia ver).

Depois de comer subimos para o quarto e ela começou a abrir as sacolas;

Natalia -Aprovei que meus foram fazer as coisas deles e fiquei sozinha, fui perambular e achei algumas coisinhas que, uma eu sei que você vai adorar, mas só vou te dar se você prometer que vai sair comigo, dar uma volta.

Meu lado mulher, já controlava minhas emoções então, ela já sabia o que fazer para convencer,

Eu -tá bem!

E pegou uma sacola com uma caixa toda estilos dentro e me deu, quando abri tinha uma peruca com um tom de cabelo um pouco mais claro que o meu, mas perfeita, bem mais longa e cheia que a minha.

Eu -não posso aceitar isso Natalia, sei que essas coisas custam muito caro e está aqui, diz com todas as letras que é cabelo de verdade.

Natalia - para com isso, pode sim!

Eu -não, então vai me deixar pagar por ela!

Natália -não, eu comprei em uma das lojas bambambam de POA, na verdade uma pessoa comprou e por algum motivo desistiu e eu contei uma história triste para a dona da loja e ela me deu um desconto.

Natalia -é sua, mas se a gente sair!

Eu -tá bom, mas vai me ajudar com ela!

Natalia -claro, trouxe todos os itens para colocar ela da forma correta e fixar para não sair fácil.

Natalia -mas a senhorita vai deixar o cabelo descer, não pode usar peruca para sempre!

Eu -sim, já tinha decido isso!

Ai ela voltou as sacolas;

Natalia - tem mais, mais um presente, dois na verdade mas estes são especiais!

Eu -especiais? como assim?

Como disse a Natália tinha segredos e ao que parecia ela tinha me adotado mesmo como seu projeto, acho que já falei que ela parecia sentir uma satisfação quanto mais eu me afundava no mundo feminino em cada vez que a Fernanda criava mais raízes parecia que ela se sentia orgulhosa, certas e ações, atitudes dela, despertavam em mim uma curiosidade de onde vinham algumas coisas que ela me ensinava, mostrava, ela tinha que ter uma fonte de conhecimento, vocês já vão entender porque estou falando isso.

Natalia -sim, você me contou que não tem ereções quando é a Fernanda!

Eu fiquei com vergonha, fiquei vermelha como um tomate, aquilo era constrangedor de uma forma que não sabia porque, mas concordei acenando com a cabeça.

Natalia - aqui, esta caixa tem dois itens para você, não quero que se sinta obrigada a usar, não quero vê-la usando, nem nada assim, mas acho que vai gostar.

Natalia - o que está na caixa menor, eu tenho um igual e uso ele com frequência, se te serve de estímulo!

Peguei a sacola de papelão com um tope em cima, tinham duas caixas dentro, em uma uma gaiola de castidade, com 3 níveis, não era coisa barata, era daquelas em metal cirúrgico, com chave que realmente tranca, (claro que eu sabia o que era e para que servia), e na outra um plug anal com uma pedra imitando uma joia, grande pesado, tinha umas 100 gramas.

Tirei da caixa e olhei fixo para ela;

-você usa um destes, não acredito!

Natália pegou a bolsa dele e dentro havia um estojinho de tecido com o plug dentro!

-ainda não acredita?

Como disse ela era cheia de segredos, mas após ela insistir, aceite os presente com a condição que eu iria pagar a peruca para ela, e partimos para a produção, duas horas depois, a Fernanda, toda poderosa, em cima de um salto alto meia pata, altíssimo, preto, meias pretas transparente, uma saia de couro vermelho escuro que ficava acima da metade da coxa, quase uma mini saia, quase um marrom, espartilho preto, aquele rendado quase me partindo ao meio, unhas longas, maquiagem pesada para noite, cabelo longo, (peruca nova quer dizer), parada na frente do espelho, sem acreditar no resultado.

A Natália em minha volta tirando fotos;

-Olha, agora sim, hoje você ficou a cara da Thalía quando fazia a maria do bairro!

Depois de uma crise de risos, ela disse: vamos sair, dar uma volta!

Eu -olha aceito, mas vamos ficar no carro!

Ela -tá bom, ficamos no carro, paramos em algum food truck e comemos algo, o que acha!

Eu -pode ser!

Ela -mas eu não vou assim, vai me emprestar alguma coisa para usar!

Eu- claro!

Ela ligou para o Igor, avisando que iria sair com uma amiga que está mal por causa de um lance com um cara e que não iria aparecer aquela noite por lá, (me olhou como quem diz isso está meio que nada cara né), pegou uma mini saia xadrez e uma botinha de cano curto com salto fino, uma meia grossa bege, arrumou o cabelo, fez uma make e se virou para mim, estou pronta.

Saímos as duas pela porta da garagem, havia movimentação nas casas, mas pela primeira vez eu caguei para aquilo, sai na frente dela enquanto ela procurava a chave do carro na bolsa, cheguei primeiro e fiquei esperando ela abrir.

Liguei o modo foda-se, mas era só até ai, hahaha, no carro, me arrependi, “será que me viram”, não vou sair, tu sabe, já falei….

Mas a noite foi ótima, esqueci a história do rodrigo, curtimos muito, a verdade é que naquela noite de domingo a Fernanda ganhou as ruas, pelo menos a noite, que os gatos são todos pardos como dizem, paramos em vários lugares onde havia aglomeração de gente da nossa idade, não fomos para o meio, mas ficamos a uma distância segura.

Primeiro só paramos, depois já me senti segura para ficar encostada no carro do lado de fora, então Nati pegou duas cervejas e esqueci do mundo, rolaram paqueras, trocas de números, muitos assobios, propostas, convites, quando.

Voltamos para casa eram por volta das 3 horas da manhã, já era oficialmente segunda feira, Natália preferiu ficar dormindo na minha casa, ofereci meu quarto ou eu ir para o quarto do Fernando e ela ficar na cama da Fernanda, mas ela disse para deixar de boba e deitar com ela.

E lá estava eu, com uma garota linda semi nua do meu lado e eu usando calcinha e sutiã como ela, conversando obscenidades, e ela tinha um repertório de assustar, não lembro em que ponto nós duas apagamos.

Acordei ela já tinha saído da cama, vesti qualquer coisa que achei, quando cruzei o pátio em direção da cozinha, o sol estava alto no céu, já passavam das 9 horas da manhã, senti o cheiro do café, ela estava na cozinha.

Depois do café ele pegou as coisas dela e foi embora voltei a ficar sozinha, então comecei a pensar e criar planos em minha cabeça de como seria dali pra frente a vida da Fernanda e do Fernando, cada vez mais eu via que chegaria a hora de decidir quem ficaria no controle.

Fui subindo para o quarto dos fundos era a última semana de férias, eu tinha que aproveitar aquele tempo para mim, não podia esquecer que na sexta feira eu tinha a prova prática da auto escola e também eu tinha os meus presentes para experimentar.

Continua…

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Foto de perfil de Nandinha1994Nandinha1994Contos: 11Seguidores: 8Seguindo: 0Mensagem Sou uma trans, hoje com 30 anos criei este perfil para compartilhar minhas fantasias, "historias", sempre gostei de escrever mas nunca compartilhei com ninguem, só recentemente mostrei alguns dos meus textos e fui incentivada a publicar em algum site ou blog.

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