O troco - Grande oportunidade do Cunhado

Um conto erótico de Paula
Categoria: Heterossexual
Contém 1135 palavras
Data: 28/10/2025 14:55:03
Última revisão: 12/03/2026 12:49:28

Casada com o Paulo há oito anos, sempre curtimos muito, até porque nosso relacionamento começou quando éramos novos — tínhamos dezenove anos. Éramos muito jovens e o "maluco" quis logo oficializar, com o discurso de que eu seria a mulher da sua vida; e tem sido assim até este relato verídico.

​Sempre fomos muito ativos: onde somos convidados, lá estamos. O Paulo tem um grande rol de amigos que estão sempre organizando "resenhas", participando de trilhas, churrascos e viagens de bicicleta. Não tem um final de semana em que fiquem parados, independentemente do tempo. Lá está a Paula ao lado do maridão, e reconheço que isso faz bem para o nosso matrimônio, já que não caímos na mesmice e seguimos descobrindo novidades que agregam para nós como casal.

​O Paulo foi aceito sem reservas pela minha família e eu fui muito bem recebida na dele; são pessoas maravilhosas, com exceção do meu cunhado, que visivelmente quer me possuir. Mais novo que o Paulo apenas um ano, ele não perde a oportunidade de dizer gracejos e me "comer" com os olhos. Lembro-me do dia em que ele elogiou a minha bunda na piscina, no instante em que o irmão saiu para buscar carne na churrasqueira.

​Ele é desse jeito, e o babaca do meu esposo acha normal; diz que eu "vejo chifre em cabeça de cavalo". Pois bem, logo ele verá chifres na própria cabeça se não acordar, já que "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura".

​Os elogios surgem em cada oportunidade. Alguns eram bem criativos, outros elevavam minha autoestima. Não que eu me sentisse para baixo, mas ser elogiada por outro homem, em certos momentos, é excitante. Eu já não comentava mais sobre as mensagens do meu cunhado com o meu esposo, pois já sabia a sua opinião. O cafajeste teve até a coragem de dizer que fazia "homenagens" a mim quando se lembrava do meu corpo.

​A chance dele surgiu e ele a agarrou com unhas e dentes. Houve um evento da turma no meio da semana; o Paulo, de férias, marcou de ir. Eu, infelizmente, não consegui trocar meu plantão e não o acompanhei. Restou-me curtir vendo as postagens nas redes sociais — o povo estava muito alegre. Pelas ligações, percebi que o Paulo estava muito "chapado". O evento estava lotado; aparece uma turma que não sei de onde brota, fico imaginando se fosse final de semana.

​No dia seguinte, voltando para casa, recebi o tradicional "bom dia" do meu cunhado. Além das mensagens de duplo sentido, ele enviou um vídeo de trinta segundos em que o irmão beijava uma menina na garagem da casa onde rolava a festa. Pelo ângulo da filmagem, meu cunhado não deixou que ele percebesse que estava sendo filmado.

​Não tinha como o Paulo dizer que não era ele. Primeiro pela luminosidade do local, depois pela roupa; a cara estampada no final do vídeo não deixava dúvidas. Bastava dar uma pausa na imagem para pegar em cheio a "fuça" dele. O pilantra do meu cunhado ainda escreveu na mensagem: "Viu como você fez falta?".

​Minha vontade era chegar em casa e matar o Paulo, mas fiz algo bem pior. Consegui controlar a raiva. Cheguei do plantão e o "lindo" estava dormindo; acordei-o com um beijinho, levei café na cama porque ele estava com ressaca e pedi para ele não agendar nada no sábado. Pedi que não bebesse, pois teríamos uma festinha íntima em casa. Ele adorou a ideia. Mostrei a algema que usamos em nossas fantasias e falei:

​— Vou te algemar e você vai ficar só olhando as minhas ações...

​O bonito ficou louco, queria até "treinar" um aquecimento, mas controlei o seu ímpeto e disse mais:

​— Vamos filmar, quero guardar para assistirmos depois.

​Como ele estava empolgado, pedi dinheiro — já que ele estava de férias — para comprar bebidas e petiscos. Ele creditou o valor na minha conta e o tão sonhado dia chegou. Ele se depilou, cortou o cabelo, fez a barba e estava todo perfumado. Eu seguia com a ideia de dar o troco. Comprei as bebidas e os petiscos de que ele gosta e deixei tudo preparado na sala. Peguei um tripé de filmagem emprestado com uma amiga e deixei tudo a postos.

​Tomei um banho, coloquei a lingerie que comprei com o dinheiro dele e o prendi na cadeira da sala. Prendi também os pés da cadeira. Ele assistia a tudo animado, só de cueca, enquanto eu desfilava de sobretudo. Eu estava bem cheirosa e sedutora, mas, no fundo, queria matá-lo.

​Assim que o meu cunhado chegou, avisou pelo WhatsApp. Coloquei o vídeo da traição para rodar em repetição contínua, coloquei o celular no colo do meu marido e fui ao portão buscar o irmão dele. Quando o cunhado entrou e viu o irmão preso, ficou sem entender nada, com cara de panaca. Eu tirei o sobretudo, mostrei a roupinha que o irmão dele ia "estrear" e disse:

​— Melhor o teu irmão que um estranho, porque a puta do vídeo eu não conheço...

​Peguei uma cerveja para o meu cunhado e bebemos juntos, nos beijando, com a câmera ligada registrando tudo. Eu me esfregava nele. Sentei no colo dele depois que tirei sua roupa. Meu cunhado estava "mais perdido que cego em tiroteio", mas era o sonho dele: abusar do meu corpo. Meu marido estava preso e cabisbaixo, mas eu dei "suporte moral": levantei a cabeça dele e o lembrei de que ele tinha me traído.

​— Eu sempre fui sua companhia e, na primeira oportunidade, você me sacaneou. Agora você vai assistir ao que seu irmão sempre quis e você não acreditou quando eu te avisava.

​Fiquei de quatro no sofá para o cunhado. O fdp não queria usar camisinha, mas o obriguei. Transamos na frente do meu esposo. Usei a boca nele até ele chegar ao limite e, depois, liberei o "sortudo". Soltei o corno e avisei:

​— Sem gracinha, sem escândalo e sem revide contra o teu irmão. Se eu souber de algo, terá mais chifres.

​Fui para o banheiro tomar banho. Quando voltei para comermos os petiscos, ele já não estava. Ele ficou dois meses sem falar comigo, mas, depois de um tempo, pediu perdão e reconheceu o erro. Lembrei a ele que nem precisei estar na festa para saber da traição e que, se houver uma próxima, o troco será igual.

​Acredito que ele nunca soube que foi o próprio irmão quem o entregou. No entanto, confesso que gostei da pegada do meu cunhado; ele é mais "malvado" e a forma como ele me tocou foi deliciosa.

​Enfim, a regra é básica e objetiva: se trair, vai levar o troco. No dia seguinte, tratei o cunhado com a mesma indiferença de sempre, mas tenho certeza de que ele está apenas esperando outro vacilo do irmão.

​Até a próxima aventura.

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Comentários

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Apesar do vacilo, que pelo conto foram só beijinhos, a vadia já estava tramando trair, só faltava a oportunidade, portanto o marido foi muito corno ao aceitar isso tudo e ainda continuar com a vadia, pra mim seria um tremendo pé na bunda dela.

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Muito bom, ela foi criativa na vingança. O corno vacilou, mereceu ser traído e voltou mansinho de volta, pedindo desculpas. Um frouxo. O cunhado vai ficar só espreitando uma nova oportunidade.

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Negao_RJ
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