O Script do desejo

Um conto erótico de Thais
Categoria: Heterossexual
Contém 996 palavras
Data: 28/10/2025 07:29:00
Última revisão: 12/03/2026 12:51:27

​Já vivi o dilema de toda mulher que sai com dois caras distintos e não sabe com quem ficar: um é o sonho de consumo — gentil, educado e carinhoso; o outro encarna as fantasias mais pervertidas que só a mente consegue produzir.

​Sou a Thaís, tenho trinta e quatro anos, sou formada em marketing e amo viajar. Como mochileira, eu saía pelo mundo com algumas amigas e, em uma dessas aventuras, conheci o Tom, um descendente de asiáticos que, coincidentemente, morava perto de casa. Foi muito engraçado; somos vizinhos, mas nos encontramos e tivemos contato na Europa. Ele é engenheiro, lindo; o tipo de rapaz que Deus criou para uma mulher casar. É de família, todo certinho — aliás, certinho até demais. Como adendo, fazia jus ao estereótipo de dotes pequenos. Às vezes eu perguntava a Deus por que ele era tão carinhoso e estabilizado financeiramente, mas tão limitado na cama.

​Já o "Dr. Piruzão", como eu chamava o Marcos, era o oposto do Tom. Branco, morador da Zona Oeste do Rio, playboy com cara de cafajeste, médico e muito gostoso. Tudo o que eu não tinha com o Tom, eu vivia com o Marcos. Conheci-o em um barzinho; ele chegou à nossa mesa e já me chamou para conversar, muito destemido, inteligente e charmoso. Descobri pelas redes sociais que ele era noivo, mas ainda assim saíamos — a noiva dele que lute. Eu ia sempre que ele me chamava, como uma cachorrinha pronta para atender ao estalar de seus dedos.

​Certa vez nos encontramos no trabalho. Foi engraçado, pois ele estava atendendo e eu exercendo minha função. Na hora do almoço, nos encontramos na fila do refeitório e almoçamos na mesma mesa; ele passou o tempo todo pedindo para "chupar a sobremesa" no seu consultório. O Dr. era um tesão, o tipo de homem que não passava despercebido. Acabei cedendo no trabalho: uma rapidinha maravilhosa na sua mesa de atendimento. Ele simplesmente se apossou de mim e eu segui sua vontade. Tive o empurrão das amigas "capetinhas", já que comentei com as pestes, que não valem nada, e elas me aconselharam a dar para ele ali mesmo com o belo argumento: "Só se vive uma vez".

​O cara tinha um dote enorme e uma pegada bruta, exatamente como eu gosto. Eu ficava ardida, marcada e dolorida. Já com o Tom, era beijinho e carinho; nem sempre podíamos nos ver, pois ele estava trabalhando ou viajando. Era tudo marcado e agendado. Além disso, ele chegava ao ápice rápido e nunca ousou puxar meu cabelo, muito menos me xingar — era tudo no quarto, em cima da cama.

​Já o Marcos ligava e dava a sinopse do que seria o encontro; só na ligação eu já ficava ansiosa. Na hora H, eu era "invadida", virada pelo avesso e literalmente abusada. Era enforcada, amarrada e amordaçada com aquela mão enorme dele — às vezes com a minha própria calcinha, que ele enfiava na minha boca. Eu saía da transa com a bunda vermelha de tantos tapas; até cintada já levei. Era difícil dizer não às suas vontades. Lembro do dia em que voltei para casa com a alça do vestido arrebentada porque ele cismou que eu deveria satisfazê-lo no estacionamento do shopping. Quando o segurança apareceu e ele me puxou para eu me sentar rápido, acabou rasgando a roupa sem querer.

​Eu queria que o Tom fosse assim. Conversando com um amigo, ele sugeriu que eu passasse um "passo a passo", um tutorial para o Tom sobre o que eu gostava. Aquilo martelou na minha mente. Criei o script e manduei por mensagem, "tim-tim por tim-tim". Graças a Deus, ele entendeu e fez até melhor do que pedi.

​No dia marcado, eu o esperava em casa. Meus pais tinham viajado e a casa era só minha. Eu já estava "a ponto de bala", tinha bebido duas caipirinhas e o aguardava de lingerie vermelha, perfumada e maquiada. O "japinha" entrou pulando o muro e, quando percebi, ele já estava dentro de casa. Tomei um baita susto! Ele veio por trás, me deu um "mata-leão" e, enquanto alisava meu corpo, disse ao pé do ouvido que eu podia gritar, pois ele iria abusar de mim.

​Não acreditei que estava sendo tão perfeito. Ele chegou acelerado, exatamente como eu pedi. Colocou-me para trabalhar com a boca — algo que nunca tinha acontecido antes — e ainda fui xingada e levei tapas. Estava inimaginável. Ele me possuiu com força na varanda de trás, na mesa do quintal, onde qualquer vizinho poderia assistir, já que o muro é baixo. Fiquei impressionada com a mudança; ele foi até onde nunca tinha ido antes.

​Naquela noite, a falta de pudor fez com que eu não desejasse o Dr. Piruzão enquanto estava com o japa. Em contrapartida, o Marcos infernizava querendo me ver. Eu fugia, embora confesse que me masturbava ligando para ele quando eu bebia e ficava alegre. Ele atendia o telefone falando putarias, perguntando se eu queria um macho de verdade ou se minha bunda precisava de "paulada". A voz grave dele era suficiente para me deixar encharcada.

​O meu japa se esforçava, mas ainda era muito aquém do cafajeste genuíno. O destino acabou nos afastando por conta de trabalho e mudança de estado, mas ficaram as boas memórias. Continuei fugindo do Marcos, vivendo os momentos apenas nas ligações ou nas rodas de conversa com as amigas — mulherada gosta de falar de aventuras sexuais, e nós comentamos mesmo.

​O passado ficou no passado. Há cerca de quatro anos conheci meu marido. Deixei claro o meu "script", tive sucesso com ele e estou muito feliz. Sigo fugindo do Marcos, que também casou, mas, pelo jeito, não conhece o segredo do tutorial.

​Ultimamente, ando com uma fantasia na mente: acho que aceitaria ir à casa dele e transar com a esposa dele também. Vou sugerir isso a ele, afinal, como dizem as amigas pervertidas: "Só se vive uma vez". Se ele aceitar, voltarei para contar como foi a experiência.

​Até a próxima!

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