GAROTO, EU ODEIO AMAR VOCÊ [61] ~ GUTO!

Um conto erótico de Lucas
Categoria: Gay
Contém 2175 palavras
Data: 30/08/2025 12:20:40
Assuntos: conto, Gay, Historias, Romance

Quando me separei do beijo do Guto, ele sussurrou no meu ouvido:

– Topa terminar a noite comigo? Gostei de você – falou ele no meu ouvido, em seguida me olhando nos olhos.

– Topo sim, seu beijo foi o melhor da noite – respondi.

– Beijou muitos então? – questionou o Guto.

– O suficiente pro seu beijo ter sido o melhor.

Me despedi dos Matias e o Guto pediu um Uber. No caminho, fomos nos beijando no banco de trás. O sol já estava quase amanhecendo, e os beijos foram ficando intensos ali mesmo no banco. Um grande fogo havia subido em mim, uma chama que eu diria que estava adormecida. Era como se o velho Lucas pegador, o velho Lucas safado estivesse de volta.

Poucos minutos depois, chegamos num prédio que era de frente para o mar. O Guto apertou o elevador, ele morava na cobertura. Quando entramos, fiquei encantado com o apartamento: era bonito, chique e muito bem arrumado.

A cobertura era simplesmente magnífica. O pé-direito alto dava uma sensação de amplitude impressionante, com enormes janelas do chão ao teto que ofereciam uma vista panorâmica do oceano. O décor era moderno e sofisticado, móveis de design italiano, obras de arte contemporânea nas paredes, e uma iluminação indireta que criava um ambiente acolhedor e sedutor. O piso em mármore travertino brilhava sob as luzes suaves, e havia plantas tropicais estrategicamente posicionadas que davam vida ao espaço.

Não me surpreendi com o luxo, afinal eu também morava num prédio relativamente bom também, mas não pude deixar de admirar o bom gosto do Guto.

– Que vista incrível – comentei, me aproximando das janelas.

– É ainda mais bonita lá fora – ele disse, pegando minha mão. – Vem, quero te mostrar uma coisa.

Ele me levou para a área gourmet externa, que era de tirar o fôlego. Uma cozinha completa ao ar livre com churrasqueira de última geração, uma mesa de jantar para oito pessoas, sofás confortáveis e, no canto mais reservado, um jacuzzi com vista para o mar que começava a refletir os primeiros raios dourados do amanhecer.

– Que tal relaxarmos um pouco? – sugeriu o Guto, já começando a tirar a camisa.

Meu coração acelerou. Tirei minha roupa também, sentindo a brisa fresca da manhã na pele. A água do jacuzzi estava na temperatura perfeita, morna e convidativa. Entramos devagar, nossos corpos se aproximando naturalmente.

– Você é lindo, Lucas – murmurou o Guto, puxando-me para mais perto.

Nossos lábios se encontraram novamente, mas dessa vez o beijo era diferente, mais profundo, mais urgente. A água quente ao nosso redor apenas intensificava cada sensação. Suas mãos exploraram minhas costas, descendo lentamente, enquanto eu entrelaçava meus dedos em seus cabelos molhados.

– Você ta me deixando louco – sussurrei contra seus lábios.

– Você também tá me deixando louco – respondeu, mordiscando levemente meu pescoço.

O vapor da água se misturava com o calor dos nossos corpos. Cada toque era elétrico, cada carícia despertava mais desejo. Suas mãos firmes me puxavam contra ele, e eu podia sentir seu coração batendo acelerado contra meu peito. Os beijos desciam pelo meu pescoço, subiam pela minha orelha, voltavam para meus lábios com uma fome insaciável.

O mundo ao nosso redor desapareceu – só existíamos nós dois naquela bolha de vapor e desejo, com o som suave das ondas ao fundo criando a trilha sonora perfeita para aquele momento mágico.

Depois do jacuzzi, o Guto pegou as taças de champagne que havíamos deixado na beirada e me conduziu para dentro. Seus dedos entrelaçados nos meus, gotas de água ainda escorrendo pelos nossos corpos, criavam um rastro sensual pelo chão de mármore.

O quarto era uma extensão do bom gosto do restante da cobertura: uma cama king size com lençóis de seda branca, mais janelas enormes com vista para o mar, e uma iluminação suave que vinha de arandelas embutidas nas paredes.

– Você é perfeito – disse ele, colocando as taças na mesinha lateral e me puxando para seus braços.

Caímos na cama em meio a risos e beijos. A seda fria dos lençóis contrastava deliciosamente com o calor dos nossos corpos ainda aquecidos pela água do jacuzzi. Suas mãos percorriam cada centímetro da minha pele com uma reverência que me arrepiava inteiro, e então ele começou a chupar meu pau que estava em ponto de bala.

– Isso chupa gostoso – Falei sentindo sua boca envolver todo o meu pau.

– Tesão você! – Disse o Guto me olhando com cara de puto, e segurando firme me pau.

– Você chupa gostoso, não tira sua boca do meu pau por favor. – Falei colocando meu pau novamente na sua boca.

Ele voltou a me chupar, engolia meu pau todo, engasgava, eu segurava sua cabeça, e empurrava mais e mais meu pau, e a atmosfera sexual começava a tomar formar ali. Era mais que desejo sexual, havia uma conexão real, uma química que transcendia o momento.

Puxei ele para um beijo, e comecei a morder sua orelha, passar minha língua no seu rosto, suas mãos exploravam meu corpo o Guto era um Deus grego, além das tatuagens pelo braço ele tinha tatuagens no tórax, seu pau era pequeno comparado ao restante do corpo, mas ali já tinha entendido que eu seria o ativo, rocei meu pau junto com o dele, enquanto a gente se beijava, e logo ele sussurra no meu ouvido:

– Me fode!

– Quer minha pica, seu puto safado? – Falei dando um tapa de leve no seu rosto

– Quero sim, quero sua pica toda no meu cú, é meu desejo desde que te vi no bar, quero você me fodendo.

– Seu desejo é uma ordem.

Então beijei ele com mais fúria, e então virei ele de costas, até que ele fala:

– Tem camisinha na gaveta.

– Sério? Quer com camisinha?

– Sim, não gosto de transar sem camisinha.

Apesar de vocês saberem bem, eu era um tipo de pessoa que não usava camisinha a muito tempo, e da ultima vez que tinha usado tinha broxado, mas eu estava com muito tesão, o Guto era muito gostoso, e mesmo com a falta de tesão que a camisinha me dava, eu continuei com meu pau duro, coloquei a camisinha, passei um pouco de lubrificante no seu buraco, e virei ele de frango assado, coloquei seu pé no meu ombro e comecei a meter, pouco a pouco meu pau foi entrando, e o Guto foi gemendo feito uma cadela no cio, fui aumentando os ritmos, vez ou outra puxava para um beijo, e acelerava ainda mais as metidas, até que notei que a camisinha tinha rasgado, tirei o pau para verificar e realmente havia rasgado a camisinha, meti novamente agora sabendo que estava no pelô, mas resolvi falar:

– A camisinha rasgou – Falei gemendo.

– Serio? Por isso ta tão gostoso, vai continua metendo

– Boto outra capa?

– Não, continua assim.

E então tirei a camisinha rasgada, e agora meti feito um animal, parecia que o meu tesão havia dobrado, comecei a comer e a gemer alto, fui enfiando meu pau o máximo que dava dentro do cúzinho do Guto:

– No pelô é mais gostoso né safado?

– Sim, muito mais, você fode muito seu novinho safado.

– Você é muito gostoso… Posso gozar dentro?

– Goza, enche meu rabo de leite.

– `Pede com vontade seu puto

– Goza dentro de mim seu gostoso, tesudo, você fode muito bem – Falou o Guto aos gemidos.

E então finalmente gozei dentro do Guto, e ele gozou logo em seguida, estava exausto e cansado, havia sido uma foda muito intensa, porém muito prazerosa. Ficamos deitados com a respiração ofegante, ele alisando meu peito, e eu alisando sua cabeça. Então conversamos um pouco.

– Você transa bem – disse ele.

– Você tem quantos anos, Lucas?

– 18. E você?

– Nossa, como você é novo! Por isso gostei tanto de você. Tenho 43 anos.

– Tem idade pra ser meu pai – falei brincando.

– E você tem idade pra ser meu filho. O que você faz da vida?

– Tô cursando Ed Física, tô no primeiro período, terminando agora. E você?

– Sou médico, anestesista.

– Isso explica essa belíssima cobertura – falei.

– Bom, fruto do meu trabalho e herança dos meus pais.

– Seus pais morreram?

– Sim, quando eu tinha 25 anos e estava terminando a faculdade. Mas isso não é assunto para um pós-sexo... Gostei de você, você é diferente, sei lá.

– Tudo bem, fale quando se sentir à vontade. Também gostei de você. Desde que notei você me olhando, eu tinha a certeza que eu iria te comer, sabia?

– Você se garante, hein?

– Claro, sou irresistível, modéstia à parte. Terminei um namoro recente, tem duas semanas, então hoje meio que tá sendo minha volta ao "crime".

– Então eu sou um crime pra você? É isso que pessoas da sua idade chamam? – falou o Guto sorrindo.

– Não, hahaha! Isso eu que tô inventando. Crime é um modo mais amplo, sei lá. Mas enfim, acho que isso também não é assunto para um pós-sexo. Que tal a gente tomar um banho? – sugeri.

– Vamos!

E então fomos para o banheiro. Se a cobertura era impressionante, o banheiro era pura ostentação com classe. Mármore Carrara nas paredes e no piso, um box de vidro temperado que ocupava quase metade do ambiente, com múltiplos chuveiros – um rain shower no teto e jatos laterais. Havia uma banheira de hidromassagem esculpida na pedra, espelhos com iluminação LED embutida, e até mesmo uma pequena sauna seca no canto.

– Caramba, Guto! Esse banheiro é maior que meu quarto – comentei impressionado.

– Exagerado, né? – riu ele, abrindo o chuveiro. – Mas é confortável.

Entramos no box juntos, e a água morna escorria pelos nossos corpos enquanto trocávamos beijos preguiçosos e conversas bobas de quem está se conhecendo.

– Qual sua comida favorita? – perguntei, passando sabonete em suas costas. – Pizza de margherita. Clichê, eu sei. E a sua?

– Strogonoff da minha mãe. Nada supera.

– Você é próximo da sua família?

– Meus pais são separados, e não tenho uma relação tão boa com meu pai, e acho que não quero entrar nesse assunto agora, e você?

– Agora sou só eu mesmo – respondeu com um sorriso melancólico.

Continuamos nos descobrindo através dessas perguntas simples, mas que revelavam pedaços de quem éramos. Entre risos e carícias, o banho se tornou mais uma extensão da nossa intimidade crescente.

Quando voltamos para a cama, fiquei pensativo. Todo o "pós-sexo" com o Guto foi diferente – a maneira que conversamos, a maneira que nos beijamos, sei lá, era algo diferente e bom ao mesmo tempo que eu senti ali. O Guto era uma pessoa diferente do Carlos, diferente do Luke, por diversas questões. Ele era mais velho, tinha mais que o dobro da minha idade. Seria uma nova aventura da qual eu não sabia se seria capaz de me aventurar. Isso foi o que pensei ali, enquanto minha cabeça viajava e eu já escutava a respiração do Guto lentamente adormecendo no meu peito.

Mas, caro leitor, ali estava começando minha história de amor com o Guto. E eu já adianto: não tivemos um final feliz.

O Guto foi uma pessoa especial – talvez até seja um pouco doloroso voltar às memórias dessa passagem dele na minha vida. Mas foi um ponto crucial para o meu desenvolvimento, e não posso simplesmente ignorar ou retirar o Guto da minha história.

Às vezes eu penso: será que eu poderia ter feito as coisas diferentes se fosse capaz de voltar no passado? Ou será que o Guto aceitaria o meu primeiro beijo sabendo como seria o final da nossa história? São perguntas e questionamentos que nunca vamos saber, afinal não existe viagem no tempo nem no espaço, e isso fica como uma incerteza da vida, se é isso que posso dizer.

Mas o que eu adianto a vocês é que minha história com o Guto foi intensa e selvagem de uma forma que vocês irão gostar bastante, mas sem um final feliz.

Vocês sabem como é quando você conhece alguém e sente que sua vida pode mudar completamente? Não estou falando de paixonite adolescente – estou falando daquela sensação visceral de que você encontrou alguém que vai te transformar, para o bem ou para o mal. Era exatamente isso que eu sentia naquele momento, com o Guto dormindo no meu peito, enquanto o sol já alto da manhã entrava pelas enormes janelas da cobertura.

Eu era jovem, impulsivo, cheio de vida – e ele era maduro, estabelecido, carregando bagagens que eu nem imaginava existir. Éramos o encontro perfeito entre fogo e pólvora, uma combinação explosiva que prometia momentos intensos, mas também uma destruição inevitável.

E talvez seja isso o mais cruel do destino: às vezes ele nos apresenta a pessoa certa no momento errado, ou a pessoa errada no momento certo. O Guto seria minha maior lição sobre amor, perda e sobre como certas pessoas entram na nossa vida não para ficar, mas para nos ensinar algo fundamental sobre nós mesmos.

Então preparem-se, porque nossa história será como uma montanha-russa emocional – altos vertiginosos seguidos de quedas livres que tiram o fôlego. Será uma jornada de autodescoberta através do amor mais intenso e destrutivo que eu já vivi.

E tudo começou ali, naquela manhã de sol, com ele dormindo em meus braços e eu sem fazer ideia do furacão que estava prestes a entrar na minha

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Comentários

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Ansioso, triste, vamos aguardar. Vai ser difícil mas vamos lá pra essa montanha russa de emoções. Pena ele ser novinho e tão inconstante.

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Por que a maioria dos contos fofos tem que ser infeliz?

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Por que a maioria dos votos fofos tem que ser infeliz?

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Capítulo incrível Lukas, como sempre! Já sei que esse Guto vai ser problema, ou será que o problema vai ser totalmente o Lucas? Ou os dois? Questionamentos...

Adorei a cena de hot desse capítulo, muito bem escrita. Cê tá se superando todas as vezes, Parabéns!

Ansioso pros próximos e pra re-aparição do Luke! E ansioso também pra ler quais vão ser as consequências desse triângulo amoroso que tá sendo formado. Não demora a atualizar, beijos ❤️

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