A esposa que gemia o nome do amante.

Um conto erótico de Casal Tatuíra
Categoria: Heterossexual
Contém 770 palavras
Data: 30/08/2025 11:24:22
Última revisão: 30/08/2025 11:27:15

Para um casal de meia-idade, casamento morno, amor gasto, seria o esperado. Mas não. Não era o caso deles.

De uns meses pra cá, Geraldo se transfigurara. Um apaixonado. Presentes. Flores. O salão de beleza pago com antecedência. Jantares. E, sobretudo, cama — muita cama. Antônia estava deslumbrada, sem entender. Gostava, claro que gostava. O conto de fadas, tardio, mas vivo, pulsava no corpo dela. Só que havia a culpa.

Numa noite abafada, os dois ainda suados, a pele grudando nos lençóis, ela virou para ele, os olhos acesos e aflitos:

— Amor... — era assim que ela o chamava. — Tenho um pecado. Uma vergonha.

Geraldo fumava deitado, o cigarro torto no canto da boca. Nem pestanejou:

— Fala.

Ela murmurou, engolindo seco:

— Fui adúltera. Te traí. Mas acabou. Me perdoa.

Um silêncio podre, grosso. Ela fechou os olhos, esperando o grito, o tapa, a porta batendo.

Geraldo tragou fundo, soprando a fumaça pro teto.

— Eu sei.

— Como é que sabe? — ela arquejou, sentando-se na cama.

— Já sabia há tempos.

— Mas... quando?

Ele riu de canto, um riso cansado:

— Naquela noite, não dormi. Mexi no teu telefone. Vi tudo. As mensagens, os encontros.

Antônia levou a mão à boca, os dedos tremendo.

— Meu Deus...

— Por que você acha que eu mudei? Hein? Você não percebeu? Eu me matei pra ser melhor. Melhor pra você. Não queria te perder.

Ela chorava, a cara afundada nas mãos.

— E não tá com raiva de mim?

Geraldo esmagou o cigarro no cinzeiro. Aproximou-se, a voz baixa, firme:

— Tô. Mas te amo. E vou passar o resto da vida contigo. Você é especial. Eu só quero merecer.

Ele esmagou o cigarro no cinzeiro, bebeu o uísque devagar, o gelo parado nos lábios. Depois se virou sobre ela, beijou a boca, o pescoço, os ombros. No ouvido, num sussurro:

— Qual o nome dele?

— N… não… — ela arfou, recuando um pouco.

— Fala. Não vou ficar brabo. Só fala.

Ela fechou os olhos, a respiração falhando:

— Ca… Ca… Camilo…

Na mesma hora, o membro de Geraldo endureceu, latejante, tocando as coxas dela como um arpão. Então ele gosta, pensou Antônia.

Geraldo desceu aos seios, demorou-se neles, a boca e as mãos sempre ocupadas. Ela gemia, arfando, adorando aquelas mãos que nunca paravam, nas costelas, nas coxas, nos bicos duros.

Entre uma chupada e outra, ele murmurou:

— Onde conheceu?

— Ah… ah… em… em casa… ele ia lá… amigo… do Hamilton… meu irmão…

— Teu primeiro namorado?

— F… foi…

— Primeiro homem?

— P… primeiro… s… só ele… antes de ti…

A luxúria tomou conta de Geraldo. Ele desceu mais, percorreu a barriga, a virilha, abriu as coxas dela, lambeu tudo. A umidade escorria. Aspirou o cheiro dos pelos secretos, esfregou o rosto no monte de Vênus, pediu rouco:

— Imagina que tá com ele. Onde foi a primeira vez?

— Na… na praia…

— Como foi? — ele não parava de tocá-la.

— A tia… dele… tinha uma casa… lá… nós fomos…

A voz dela morreu num gemido, quando ele beijou de leve o botão do prazer.

— E?

— À… noite… nas pedras…

— Ele te pegou lá?

— N… não… não queria… tinha medo… certinho demais… eu que… eu que me esfreguei nele…

— Ele te chupou assim? — e Geraldo mostrou com a boca.

Ela arqueou o corpo, arfando:

— S… sim… amor… s… sim… todinha… e eu… eu chupei ele todo… também…

Geraldo, tomado de febre, enfiou a língua fundo, sugando, sorvendo. Entre gemidos, Antônia repetia, quase soluçando:

— Ca… Camilo… Ca…milo…

Geraldo soube ali, de súbito, o que queria. O que precisava. O desejo era um soco no peito. Queria tudo. Cada detalhe. Cada vez. O amante não era um intruso — era parte do casal. Sem ele, não havia lascívia, não havia fulgor.

Geraldo ergueu o rosto da gruta úmida dela, os lábios brilhando, a respiração animalesca.

— Volta com ele. — disse, rouco. — Eu não ligo. Eu adoro isso.

Antônia estremeceu, as pernas abertas, o corpo suado.

— O… quê? — arfou, sem acreditar.

— Eu quero. — ele insistiu. — Quero que tu me conte… cada vez. Cada lugar. Quero você suja dele… e minha.

Ela soluçava, a voz cortada, entre gemidos:

— N… não… não posso… é loucura…

— Pode sim. — Geraldo cravou os olhos nela, ardendo. — Sem ele… tu não é completa. Sem ele… nós não existimos.

Antônia gemeu, levando as mãos ao rosto, o corpo entregue.

— Eu… eu volto… se tu quiser… eu volto…

Geraldo mordeu-lhe a coxa, feroz, e sorriu, uma alegria doentia, triunfal:

— Quero. Eu quero.

E o quarto, abafado, foi tomado pelo gemido dela, pelo riso dele, e pelo nome proibido sussurrado como uma oração.

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