O Quintal de Maria

Um conto erótico de Neto
Categoria: Heterossexual
Contém 367 palavras
Data: 30/08/2025 02:27:13

Era 2006, final de ano, calor castigando as montanhas de Resplendor. Eu tinha acabado de completar 18 anos, e ainda nutria um sentimento que me acompanhava desde moleque: a paixão secreta por Maria, vizinha da minha vó, sua afilhada de parteira.

Maria era uma mulher de 48 anos, madura, linda como poucas, com um jeito que lembrava muito a atriz Ângela Vieira. Sempre de vestidos longos, recatados, como se quisesse esconder a própria beleza — mas nada conseguia disfarçar o corpo que despertava meus instintos.

Desde criança eu arrumava desculpas para estar por perto dela. Prestativo, ajudava a carregar sacolas, buscar lenha, até limpar o quintal se fosse preciso. Tudo para ganhar uns trocados e correr pro fliperama… mas, no fundo, era só pra ter a chance de ver Maria de perto.

Naquele dia, resolvi pular a cerca do vizinho para pegar uns cacaus maduros. O interior ainda tinha esse ar de liberdade: nada de muros altos, só cercas e quintais abertos. Eu estava descendo do pé quando vi Maria atravessar devagar até o tanque de lavar roupa.

Me escondi entre as folhas, curioso. Achei que fosse ver apenas ela esfregando roupa, como de costume. Mas a cena que aconteceu diante de mim ficou gravada para sempre.

O calor era tanto que Maria encheu o tanque e começou a jogar água sobre o próprio corpo. O vestido, leve e já colado pela transpiração, ficou ainda mais marcado. Pude ver claramente que estava sem sutiã: os bicos dos seios se projetavam duros, quase furando o tecido molhado.

Meu coração disparou. Senti um calor subir pelo corpo, um desejo incontrolável. Aquela mulher, tão próxima da minha vida, agora parecia um sonho erótico diante de mim. Eu a observava molhando os braços, o colo, deixando a água escorrer pelo decote… e cada gota que deslizava pelo vestido parecia atiçar ainda mais meu tesão.

Naquele instante, tudo mudou. O menino prestativo que corria atrás de moedas pro fliperama tinha ficado no passado. Eu queria ser homem diante dela. Eu queria ter Maria em meus braços, sentir aquele corpo maduro que tanto me atormentava em fantasias silenciosas.

E dali em diante, nunca mais consegui olhar para ela sem o desejo latejante de possuí-la.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive Amor a Moda Antiga a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários