Sussurros Proibidos no Claustro

Um conto erótico de Éven
Categoria: Heterossexual
Contém 2229 palavras
Data: 29/08/2025 21:00:39

A Sombra da Virtude Quebradiça

Eu me chamo Éven, e minha vida era um rosário de promessas não cumpridas. Cresci em uma casa onde a Bíblia era o pão de cada dia, servida com doses generosas de culpa pelos meus pais católicos. Eles me ensinavam que o corpo era um templo sagrado, a ser guardado para o casamento, como se o desejo fosse uma serpente no jardim do Éden. Mas a realidade era cruel: todo namoradinho que eu arrumava parecia mais interessado em me foder do que em me conhecer. Uma roçada inocente no sofá virava um pau duro pressionando contra minha barriga, minha bunda, minha coxa. Aquilo me incomodava, me fazia sentir suja, como se eu fosse apenas um pedaço de carne fresca.

Lembro de um garoto em particular, o mais carinhoso de todos. Ele me tratava como uma rainha, com beijos suaves e promessas de futuro. Uma noite, deitei a cabeça no seu colo enquanto assistíamos a um filme, sem malícia alguma. Mas senti ele pulsando debaixo do tecido fino da calça, inchando contra minha bochecha. Ele gemeu baixinho, e eu, querendo agradar, desci o zíper devagar. Meu primeiro boquete foi desajeitado, cheio de hesitação, mas ele gozou na minha boca sem avisar, enchendo tudo com um jorro quente e salgado que me fez engasgar. Cuspi tudo, nojenta, repulsa queimando no peito. Naquele momento, pensei em duas saídas: virar lésbica ou me tornar uma freira assexuada, longe de todo esse caos hormonal.

Escolhi o convento. Senti uma vocação genuína, ou pelo menos era o que eu dizia a mim mesma. Fiz os rituais, visitei mosteiros autônomos, congregações ativas, paróquias cheias de incenso e orações. Padres com suas funções sacramentais pareciam guardiões da pureza. Mas logo percebi rachaduras na fachada. Movimentações estranhas: olhares demorados entre alguns padres e irmãs, portas que se fechavam com um clique suspeito. As freiras mais conservadoras, aquelas que pegavam no meu pé por qualquer desvio – um decote um milímetro mais baixo, um riso alto demais – eram as mesmas que sumiam nos corredores à noite. O padre principal, um homem com cara de cu apertado, sério como um túmulo, pregava moralidade com voz trovejante, mas eu o flagrei uma vez, espiando por uma fresta: ele enfiava a mão por baixo da saia de uma irmã, murmurando pecados enquanto ela se contorcia.

Aquilo me chocou, mas também acendeu uma faísca de curiosidade. O padre começou a dar em cima de mim, sutilmente – um toque no ombro que durava demais, um elogio sobre minha "beleza espiritual". Eu repudiava, virando o rosto, mas a semente da dúvida já germinava. Comecei a ler a Bíblia além das lições impostas, sem viés, cruzando com livros de história, geografia, até mergulhando na internet. Descobri Cantares de Salomão: um rei com mil mulheres para foder, vinho escorrendo pelos peitos delas, bebendo na buceta das esposas e concubinas como se fosse néctar divino. Ló comendo as filhas que o enganaram, profetas poligâmicos, até Deus mandando Oseias casar com uma adúltera. O Novo Testamento nem proibia um homem de ter múltiplas esposas, mas condenava a mulher que ousasse o inverso. E os livros apócrifos sugeriam que Jesus não era solteiro. Tudo que minha família martelava era dogma, não verdade absoluta.

Parei de demonizar o sexo. Em vez de nojo, sentia excitação ao imaginar as freiras sendo fodidas pelo velho padre – seus gemidos abafados, a hipocrisia derretendo em suor e sêmen. Mas eu repudiava ele, seu cheiro de incenso rançoso e sua cara de predador. Então, chegou o padre novinho, padre Lucas. Ele era vistoso, se cuidava, com um ar moderninho que contrastava com o convento antigo. As freiras o tratavam bem, com sorrisos recatados, mas eu via a disputa por atenção nos olhares delas. Eu era a mais formosa entre as irmãs, com curvas que o hábito não escondia completamente, e decidi que era hora de transgredir. Ainda valorizava a família como o melhor formato para criar adultos resilientes, mas meus impulsos reincidentes me puxavam para o abismo. Planejei tudo: largar a vida de freira, colocar tudo a perder, sem pensar na carreira dele.

Lucas não era só um rosto bonito; ele carregava uma crise de fé que ecoava a minha. Durante as missas, eu o via desviar o olhar para as pinturas antigas nas paredes, traçando com os dedos as linhas de um afresco desbotado, como se buscasse respostas além das orações. Ele tinha um interesse por arte renascentista, algo que o diferenciava dos outros padres rígidos – mencionava Michelangelo em sermões casuais, falando de corpos nus como expressões divinas. Foi isso que nos conectou primeiro: uma conversa sobre como a Bíblia e a arte se entrelaçavam, revelando desejos humanos sob véus de santidade. Ele se atraía pela minha curiosidade, pela forma como eu questionava os dogmas, não só pela minha beleza. "Você lê além das páginas, Éven", ele disse uma vez, com um sorriso que traía admiração genuína, mas também um descontentamento velado com sua própria vocação.

O Sabor Amargo da Transgressão

A aproximação começou inocente, como uma confissão rotineira. Eu me ajoelhei no confessionário, o aroma de madeira velha e cera de vela me envolvendo, e murmurei pecados inventados sobre pensamentos impuros. Padre Lucas ouvia, sua voz suave como mel, mas eu sentia a tensão no ar, um medo palpável de algo proibido. "Irmã Éven, o Senhor perdoa aqueles que buscam redenção", ele disse, mas seus olhos, através da grade, traíam um brilho faminto, misturado a um tremor sutil na voz. Saí dali com o coração acelerado, o tecido do hábito roçando contra meus mamilos endurecidos.

Dias depois, durante uma missa noturna, ele se aproximou no altar, passando o cálice para mim. Nossos dedos se tocaram, um choque elétrico que me fez corar. As outras freiras notaram – irmã Clara, a mais moralista, franziu a testa, mas eu ignorei, focando no plano. Convidei-o para uma "discussão teológica" no jardim do convento, à luz da lua. Sentamos em um banco de pedra fria, o cheiro de jasmim noturno inebriante. Conversamos sobre Salomão, sobre o desejo como parte da criação divina. "E se o sexo não for pecado, padre? E se for apenas humano?", perguntei, minha voz tremendo de hesitação e excitação.

Ele hesitou, seu rosto bonito crispando em conflito. Suas mãos tremiam levemente ao apertar o rosário, desviando o olhar para as estrelas como se buscasse absolvição nelas. "Éven, isso é perigoso. Nossa vocação... eu entrei no sacerdócio fugindo de dúvidas como essas", confessou, voz baixa, revelando uma crise interna que o corroía – dúvidas sobre a rigidez da Igreja, sobre como a arte que amava celebrava o corpo que ele negava. Mas eu me aproximei, roçando minha mão na dele, sentindo a pele quente. O beijo veio devagar, hesitante, lábios macios se encontrando com um suspiro. Suas mãos subiram para minha nuca, puxando-me para mais perto, e eu senti seu pau endurecendo contra minha coxa através das vestes. "Não devíamos", ele murmurou, mas não parou, seu corpo traindo a luta entre fé e desejo. Eu o guiei para um canto sombreado, atrás de um muro coberto de hera, onde o risco de sermos pegos adicionava uma camada de ambivalência – medo misturado com desejo incontrolável.

Ajoelhei-me na grama úmida, o orvalho frio penetrando o tecido, e desci sua calça devagar. Seu pau saltou livre, grosso e pulsante, veias salientes como raízes antigas. Eu o peguei na mão, sentindo o calor, a textura aveludada da pele esticada. "Éven, por favor...", ele implorou, olhos desviando como se temesse o julgamento divino, mas era uma súplica por mais. Lambi a cabeça devagar, provando o pré-gozo salgado, como um fruto proibido. Chupei com hesitação no início, lembrando do nojo antigo, mas agora era diferente – era poder, era transgressão. Ele gemeu, enfiando os dedos no meu cabelo, guiando-me mais fundo, seu corpo tremendo com o conflito. "Sua boca é tão quente, tão pecaminosa", ele sussurrou, voz rouca, cheia de culpa e excitação. Eu acelerei, sentindo-o inchar, até que gozou com um grunhido abafado, enchendo minha boca com jorros quentes e viscosos. Engoli tudo dessa vez, o sabor amargo e terroso grudando na garganta, uma mistura de repulsa e triunfo. Levantei-me, limpando os lábios, e o vi corar de arrependimento imediato, mãos cobrindo o rosto como se pudesse apagar o que havia feito. "O que fizemos? Isso me destrói por dentro", ele murmurou, voz quebrada, revelando a profundidade de sua luta – não era só prazer, era uma rendição que abalava sua identidade.

A Queda em Êxtase Profano

A disputa pelas atenções de Lucas se intensificou. Irmã Clara o cercava com desculpas piedosas, tocando seu braço durante as refeições, mas eu via o ciúme em seus olhos quando ele me olhava – e notava como Lucas agia durante as missas, voz vacilante nos sermões, um descontentamento velado que só eu parecia perceber. Nossos encontros se tornaram mais ousados, carregados de conflito psicológico – cada toque era uma batalha entre vocação e impulso, para nós dois. Uma noite, no meu quarto simples, com a porta trancada e o luar filtrando pelas grades, eu o esperei nua sob o hábito. Ele entrou, hesitante, o aroma de suor e incenso dele me excitando. "Não podemos continuar isso", ele disse, mas suas mãos já desabotoavam minha roupa, revelando meus seios cheios, mamilos rosados endurecendo ao ar frio, enquanto ele tremia visivelmente, como se cada movimento fosse uma traição a si mesmo.

Deitei na cama estreita, o colchão rangendo como uma confissão. Ele beijou meu pescoço, descendo para sugar um mamilo, mordiscando levemente, enviando ondas de prazer pelo meu corpo. "Sua pele é tão macia, como seda proibida", murmurou, enquanto eu arqueava as costas. Desci sua mão para minha buceta, já molhada, os lábios inchados e sensíveis. Ele hesitou, dedos tremendo ao roçar o clitóris, circulando devagar, olhos fechados como se orasse por força. "É errado, Éven, mas você me faz questionar tudo – minha fé, meu propósito", confessou, voz entrecortada. Eu o puxei para cima de mim, guiando seu pau para a entrada. Ele entrou devagar, centímetro por centímetro, esticando-me com uma dor prazerosa que me fez gemer. "Fode-me, padre", sussurrei, vulgaridade escapando como um exorcismo. Ele obedeceu, empurrando devagar no início, depois mais forte, o som de carne contra carne ecoando no quarto silencioso, seu rosto contorcido em uma mistura de êxtase e dor interna.

Cada estocada era uma transgressão, um risco emocional – e se fôssemos pegos? E se isso destruísse nós dois? Mas o prazer sobrepujava, suor escorrendo entre nós, o cheiro almiscarado de sexo misturando-se ao incenso residual. Gozei primeiro, contraindo ao redor dele, unhas cravadas em suas costas. Ele seguiu, enchendo-me com sêmen quente, pulsando dentro de mim, e depois desabou ao meu lado, lágrimas silenciosas escorrendo, murmurando sobre como sua atração por mim ia além do físico – era pela minha mente questionadora, que ecoava suas próprias dúvidas.

A depravação escalou. Em uma capela abandonada, sob estátuas de santos que pareciam julgar, eu me curvei sobre o altar, oferecendo meu cu. "Quero tudo de você", eu disse, voz trêmula de ambivalência. Ele cuspiu na mão, lubrificando, e entrou devagar, a dor lancinante misturando-se ao prazer proibido, seu corpo tremendo como se cada empurrada fosse uma confissão de fraqueza. "Seu cu é tão apertado, tão sujo e perfeito", ele grunhiu, empurrando mais fundo, voz rouca de desejo e remorso. Eu me toquei, clitóris latejando, enquanto ele fodia com ritmo crescente, o eco dos gemidos profanando o espaço sagrado. Gozamos juntos, ele enchendo meu cu com porra que escorria pelas coxas, uma sensação pegajosa e inebriante de completude pecaminosa.

Liberdade Além dos Véus

A decisão de deixar o convento veio como uma tempestade inevitável. Uma noite, após mais uma sessão de paixão febril, nos vestimos em silêncio, o ar pesado com o cheiro de sexo e arrependimento. Lucas me olhou nos olhos, mãos trêmulas segurando as minhas. "Isso nos libertou, Éven, mas não pode nos unir. Minha crise de fé me leva para longe daqui, para questionar tudo sozinho. Você me mostrou que há vida além dos votos, mas nosso caminho juntos termina aqui." Eu assenti, sentindo um aperto no peito – não de culpa, mas de uma tristeza agridoce pela paixão que servira como ponte para a liberdade, não como fundação. Nos beijamos uma última vez, sem a urgência do pecado, apenas com aceitação mútua, lábios se demorando em um adeus que ecoava solidão. Ele partiu primeiro, sombra se dissolvendo na noite, e eu o segui dias depois, abandonando o hábito como uma pele velha.

Sem arrependimentos profundos, apenas uma aceitação tranquila da jornada interna. Mergulhei na arqueologia bíblica, desenterrando verdades antigas. Descobri os sumérios, berço das religiões abraâmicas, com sincretismos e intercâmbios culturais com Egito, Pérsia, Grécia, Roma – mitos reciclados, deuses renomeados. Tornei-me ateia, mas não militante; cética, apaixonada pelo método científico, admirando os países escandinavos por sua racionalidade serena e estudando as civilizações asiáticas, especialmente o desenvolvimento chinês, com sua mistura de tradição e inovação.

Hoje, fodo com quem quero, quando a vontade bate – no Brasil ou pelo mundo, sem dogmas ou culpas. Mas a liberdade tem seu preço: em um café lotado, observando um casal rindo ou uma família reunida, sinto uma pontada de solidão, uma reflexão sobre como minha jornada me libertou da culpa institucional, mas me colocou em uma existência mais independente, cheia de conexões fugazes e sem amarras. Talvez eu ainda me case, sou nova. Não é triunfo puro; é vida real, agridoce, onde o desejo ilumina sem prometer eternidade.

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