A prima mandona

Da série A prima mandona
Um conto erótico de PodoEscrito
Categoria: Heterossexual
Contém 481 palavras
Data: 29/08/2025 15:54:59

Ana passou os olhos pelo apartamento outra vez, como se cada detalhe a fizesse viajar no tempo. Riu sozinha, ajeitando-se no sofá, os pés ainda apoiados na mesinha.

— Engraçado… sabe o que eu estava lembrando? — ela começou, com um tom quase inocente. — De como eu mandava em tudo quando ia pra tua casa. Eu tinha o controle da TV, escolhia o que a gente ia comer… e você…

Ela fez uma pausa dramática, inclinando a cabeça, olhando diretamente para ele.

— Você obedecia a cada ordem minha. Era como um escravinho — disse, com naturalidade, como quem fala de uma memória doce. — E eu sempre amei isso.

Pietro sentiu o rosto esquentar, mas não desviou o olhar. Aquelas palavras traziam à tona algo que, por muito tempo, ele fingiu esquecer. Ainda assim, não havia ressentimento em sua expressão — apenas um reconhecimento sincero.

— É verdade — respondeu, num tom baixo, quase reverente. — Acho que eu sempre levei mais jeito pra obedecer mesmo. Principalmente quando era você quem mandava.

Ana ergueu uma sobrancelha, satisfeita com a resposta. Lentamente, movimentou os pés descalços sobre a mesinha, como se o gesto fosse carregado de significado.

— Hm… então você não mudou tanto assim. — Ela ajeitou-se no sofá, reclinando-se com conforto. — Ótimo. Porque eu também não.

Pietro sorriu de leve, nervoso, sentindo a tensão se intensificar no ar.

— Então… quer dizer que…?

Ana não o deixou terminar. Esticou a perna, apontando o pé em sua direção, como quem entrega um objeto precioso.

— Quero que me massageie. Agora. — Sua voz não era alta, mas havia um peso de autoridade que não deixava espaço para questionamentos.

Ele hesitou apenas por um segundo. Em seguida, aproximou-se, sentando-se à frente dela, na beira da mesinha. Com delicadeza, tomou o pé de Ana em suas mãos e começou a massageá-lo. Os dedos deslizaram pela planta macia, depois pelo arco, pela ponta dos dedos, que ela mexia de leve, testando sua dedicação.

Ana observava cada movimento com um sorriso de dona satisfeita.

— Isso… já estava com saudade de ver você assim. — Ela respirou fundo, apoiando a cabeça no encosto do sofá. — Sempre gostei de como você se colocava no seu lugar.

Pietro, concentrado nos pés dela, respondeu sem pensar:

— Sempre foi natural pra mim… te servir.

Ela riu, curta e baixa, como se a resposta fosse exatamente o que queria ouvir. Então, sem mudar o tom calmo, acrescentou:

— Beija.

Pietro obedeceu. Encostou os lábios na ponta dos dedos do pé dela, devagar, como se fosse um gesto solene. Ana suspirou, satisfeita.

— Isso… — murmurou, fechando os olhos por um instante. — Já estava com saudade dessa parte também.

O silêncio que se seguiu não era vazio: estava carregado de um passado que voltava à tona, mas agora em um corpo adulto, em uma consciência mais afiada. Para Ana, era como retomar uma posição de poder que sempre lhe pertenceu. Para Pietro, era o reencontro com a sua verdade.

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