A chegada de Ana

Da série A prima mandona
Um conto erótico de PodoEscrito
Categoria: Heterossexual
Contém 587 palavras
Data: 29/08/2025 15:50:09

Pietro, 23 anos, um rapaz timido, recém formado em Ciências da Computação, o típico Nerdola, trabalhava de casa, ganhava uma boa grana. Foi morar sozinho quando entrou na faculdade e nunca teve uma namorada, apenas alguns casos rapidos. Sua verdadeira paixão, a prima Ana.

Ana, por sua vez, era a garota popular, que havia terminado recentemente o ensino médio. 18 anos, loira, olhos castanhos claros, corpo sarado de academia, pés 35 com dedos em escadinha, sempre com as unhas bem feitas.

Desde jovens, Ana sempre foi a prima mandona, a mimada da familia. Os outros primos evitavam ela, mas Pietro sempre à aguentou por ter esse fetiche de ser dominado. Na adolescencia, os pais de Pietro viajavam sempre à trabalho aos finais de semana, e Ana ia para a casa do primo para "cuidar dele e da casa", mesmo sendo mais nova que ele. Ela chegava e se tornava a dona do lugar, distribuindo ordens e exigindo as coisas, e Pietro, como um servo, obedecia.

Ana tinha esse hábito desde pequena: os finais de semana em que os pais de Pietro viajavam, ela praticamente se mudava para a casa dele. Eram dias de risadas, filmes até tarde, jogos de tabuleiro esquecidos pela sala e a sensação quase proibida de uma intimidade só deles dois. O tempo passou, cada um seguiu a própria vida — mas aquelas memórias ficaram guardadas em um canto da mente de Ana.

Agora, adulta, ela soube usar bem a nostalgia como desculpa. Mandou mensagem para Pietro numa noite qualquer, dizendo sentir falta daqueles tempos, daquela convivência fácil, quase secreta. “Saudade de ficar um fim de semana contigo, como antes. Posso ir aí?”, escreveu, com um tom leve, mas insinuante.

Pietro hesitou por um instante. Morava sozinho em seu apartamento, um espaço pequeno mas organizado, que refletia bem sua rotina regrada e discreta. Ele sabia que a presença de Ana mudaria isso, quebraria a ordem, traria de volta uma energia que ele não sabia se estava preparado para sentir novamente. Mas, como sempre acontecia com ela, a resposta saiu quase automática:

— Claro, pode vir. Vai ser bom te ver.

Ana chegou no fim da tarde de sexta-feira, trazendo uma mochila leve e um sorriso que misturava familiaridade com um certo ar de provocação. Olhou em volta do apartamento, como quem inspeciona território, e riu baixo:

— Engraçado... parece que nada mudou. Antes era a casa dos teus pais, agora é a tua. Mas eu ainda sinto a mesma coisa: como se esse fosse o meu lugar também.

Pietro sorriu sem jeito, lembrando-se de como, quando mais jovens, ela dominava naturalmente o espaço — espalhando livros pela mesa, escolhendo os filmes sem perguntar, deitando no sofá como se fosse dona dele. Nada indicava que, agora, adulta, Ana tivesse perdido esse traço. Pelo contrário: havia algo nos olhos dela, na maneira como se movia pelo apartamento, que dava a sensação de que estava retomando um direito antigo.

Ela deixou a mochila encostada num canto, tirou os tênis com a naturalidade de quem já estava em casa e, descalça, caminhou pela sala até se jogar no sofá. Esticou as pernas, apoiando os pés na mesinha de centro, e lançou um olhar rápido para Pietro.

— Então… vai ficar aí parado ou vai me trazer uma água gelada? — perguntou com aquele meio sorriso que ele conhecia bem, um sorriso que não era apenas brincadeira.

Pietro sentiu o coração acelerar. A cena era familiar e, ao mesmo tempo, diferente. Ana não estava apenas relembrando o passado; estava, de alguma forma, reivindicando o presente.

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