O escravo de Raul - 6

Um conto erótico de Pedrinho
Categoria: Sadomasoquismo
Contém 2611 palavras
Data: 29/08/2025 10:10:58

Quando acordei no outro dia, o saco de Raul ainda na boca, precisei de alguns minutos pra processar o que tinha acontecido. Ainda não eram 6:00 e os roncos de Raul preenchiam o quarto. Minha cabeça estava muito cheia e eu resolvi dar uma volta na rua para espairecer. Apenas vesti a primeira roupa que encontrei, peguei meu par de tênis, e saí pra rua sem telefone, sem ideia do que fazer, sem destino pra chegar. Fiquei andando pelo bairro, pensando no que tinha acontecido. Pra começar, Raul mentiu pra mim. Isso eu não conseguia entender. Ele não tinha obrigação de me justificar nada, não precisava ter falado que iria fazer essa coisa ou aquela coisa. E, se ele não tinha essa obrigação, pq escolheu mentir? Depois ele pegou uma moto estando bebado, foi até minha casa e começou a me questionar como se fosse eu quem tivesse mentido pra ele, e não o contrário. Além disso ainda me deu um tapa com toda força por não te-lo tratado com respeito. Isso sem contar as mensagens que eu tinha visto no celular dele. E eu, idiota que sou, ainda fiz o que ele quis e dormi chupando seu saco. Havia uma guerra interna em mim. Uma parte de mim sabia que algo estava errado, viu as “redflags” e tentava alertar meu cérebro. Outra parte, a maior parte, só queria fazer o que aquele homem quisesse. Eu sempre tive os pés no chão, pensei de forma lógica, mas isso estava alem da minha capacidade de discernir logicamente. Reconheci que seria melhor ficar de olho, quem sabe não me submeter dessa maneira, “maneirar a mão”. Eu já estava andando há quase uma hora e comecei a sentir sede e um pouco de fome. Estava na hora de voltar pra casa. Quando cheguei, Raul estava sentado no sofá, nu, a expressão séria, como que pensativo. Quando me viu já foi logo se levantando, colocando um sorriso forçado no rosto e vindo até mim. Em mim, uma dualidade: eu reconhecia aquele homem como um rei, mas não queria me aproximar dele. Meu cérebro gritando que se eu deixasse ele me dominar de novo não teria volta. Quando me alcançou, Raul começou a falar:

- Eu sei que ontem eu ultrapassei todos os limites e quero pedir desculpa por isso.

Eu respirei fundo e já ia responder quando ele disse:

- Eu não quero que você fale nada por enquanto, apenas escute. Eu extrapolei e nada justifica o que eu fiz, mas eu quero que você saiba como aconteceu. Eu decidi ser honesto com você e tudo que eu vou te falar é a pura verdade. Vou começar do começo: Há 3 anos eu trabalho em uma empresa onde só trabalham homens. Acontece que, quando você vai se relacionando com as pessoas, entrando em determinados círculos, você descobre que existe uma vida sexual extremamente ativa no meio corporativo.

Eu apenas escutava, com o olhar de quem não esta entendendo nada.

- Bom, os cargos mais altos da empresa promovem algumas… bem… “festas” onde cada um leva um acompanhante e a gente meio que… troca. Essas festas não ocorrem com frequência, mas sempre que ocorrem alguém é beneficiado na empresa subindo de cargo, melhorando de salário… enfim. Eu mesmo, desde que comecei a participar dessas festas, fui muito beneficiado. Meu salário hoje deve ser umas quatro, cinco vezes maior do que quando eu comecei. Subi de cargo. Ganhei a moto da empresa como “melhor funcionário do ano”, mas eu sabia o real motivo. Eu tenho o faro bom, Pedro. Eu levava os melhores acompanhantes, nunca repetia, e era sensação nas festas.

- Eu não quero saber disso! - eu disse.

- Por favor, me deixe terminar. Depois você pode falar o que quiser, mas agora, deixe-me falar.

Eu apenas balancei a cabeça como sim e murmurei um “ok”, um pouco frustrado pelo que estava ouvindo e por ter que continuar a ouvir.

- Quando eu vim pra sua casa na quarta, - Continuou Raul - eu vim com a intenção de te aliciar, não vou mentir pra você. Ia ver se você era bom o suficiente e, se fosse, te levaria comigo na sexta. Eu quero que você entenda, tinha um padrão nos caras que eu levava. Sempre caras que gostavam de uma pegada mais pesada, levar uns tapas, serem xingados. E eu pensei que você não seria diferente. Mas você é. No início, quando percebi o quanto tu era dócil as minhas vontades, eu fiquei com bastante tesão pois percebi que você faria o que eu mandasse você fazer, e tive certeza que achei a putinha certa.

Eu estava sem palavras. No fim das contas Raul estava jogando comigo.

- Eu resolvi aloprar. - Continuou. - Ver até onde você iria. E, pra minha surpresa, você se entregou. Você viu como um privilégio beijar meus pés e, a partir desse momento, eu comecei a ficar louco com você. Você ficou por uma hora só me adorando. Tão subserviente. Tão entregue. Eu não podia deixar que outros tivessem acesso a você. Eu não ia arriscar te perder. Ai você deu o check mate quando fomos dormir. Quando eu soube que você tinha dado pra uma pessoa só, que você era praticamente virgem, eu tomei a decisão de não te envolver nisso. Veja bem, eu teria a oportunidade de te treinar do meu jeito, ser seu primeiro homem de verdade, fazer o que quisesse de você. Se eu te colocasse no jogo, com esse seu jeito, eu sabia que iriam aproveitar de você, e isso me deixou cego de ciúme. Eu mesmo ainda não tinha te comido, sabia que ia ter que ir suave e gradual, e não ia permitir que fizessem isso antes de mim.

A voz de Raul era firme, grossa. Mais uma vez eu estava perdido entre perceber que ele me tratava como se eu fosse um objeto e esconder o tesão de ser tratado assim. Eu ainda tinha consciência que algo estava errado, mas essa consciência era cada vez menor.

- Eu não dormi aquele dia. - Continuou. - Não consegui parar de pensar em você, em como você tinha potencial, e em como eu precisava te proteger e garantir que você estivesse sempre apenas ao meu redor. Eu fiquei tão louco que, depois de uma madrugada pensando, eu decidi que eu mesmo já não queria mais ir, e que realmente não te levaria nessa e, talvez, nem em nenhuma outra. E eu disse isso pro Luan, que é quem organiza tudo. Disse que não iria. Ele tentou remarcar pro fim de semana, disse que eu era uma estrela naquela festa, mas eu estava decidido. Meus amigos mais próximos, quando souberam, vieram me perguntar, e acabei falando que a putinha que eu arranjei era só minha e que eu passaria o fim de semana com você.

Nesse momento minha cabeça voltou pra quinta feira, quando acordei e vi ele realmente falando com um Luan que tinha planos e que não poderia ir.

- Na quinta feira eu voltei pra casa e meu pau não conseguia mais não ficar duro. Eu me masturbei pensando em você, Pedro. Gozei imaginando você aos meus pés novamente, fazendo tudo que eu mandasse. Eu tinha acabado de gozar pela segunda vez quando o patrão me ligou dizendo que fazia questão da minha presença na festa. Você pode imaginar o motivo. Ele é um cara mais velho, sem beleza nenhuma. Quando eu mandava meus viados obedece-lo, o velho ficava louco. Eu sempre ficava sabendo que o acompanhante que eu tinha levado tinha começado a sair com ele depois das festas e sabia que a próxima festa seria só quando ele enjoasse do viado que eu tinha levado na última. Eu disse a ele que realmente não poderia ir, mas ele colocou as cartas na mesa e, se eu fosse com um bom acompanhante, eu me tornaria gerente geral de todas as unidades, o que basicamente dobraria meu salário. Eu não podia recusar. Eu admito que nesse momento cogitei te levar, sim. Afinal de contas, eu tinha certeza que você faria cegamente tudo que eu mandasse. Calculei que poderia te deixar orientações claras antes de chegarmos lá, pra você não se envolver, apenas servi-lo até irmos embora. Mas a gente se conhece a tão pouco tempo, eu não teria como te controlar nisso.

O que Raul dizia tinha muitas camadas. Eu ainda estava digerindo as coisas e ele sabia disso pois, vez ou outra, ele parava por um tempo, me deixando assimilar e organizar tudo aquilo na minha cabeça antes de continuar.

- Eu tentava de toda forma te encaixar naquele lugar, mas a cada suposição que fazia, eu conseguia enxergar mil possibilidades de te perder. Se eu te levasse, você provavelmente iria “assim” e ele com certeza te comeria antes de mim, o que me era inaceitável. Além disso ele poderia afastar a gente te enchendo de presentes depois e, quando ele enjoasse de você, você já estaria treinado nos moldes dele, não teria se guardado pra mim. Eu só estou te falando isso pra você entender a confusão que estava em minha cabeça. Ele me ligou antes das 22:00 e eu passei a madrugada quase toda arquitetando um plano “infalível” pra não perder a oportunidade nem você. Daí eu tive uma ideia. Eu não costumava levar o mesmo acompanhante duas vezes, mas nada me impedia. Eu puxei da memória o primeiro que tinha levado, há dois anos, e mandei mensagem perguntando se ele tava afim de uma festa igual aquela vez e ele topou na hora. Pronto! Já havia passado muito tempo que eu o havia levado, ninguém iria perceber. Eu me senti tão genial, tão astuto, que resolvi que merecia um prêmio. Me lembrei de como foi gostoso no dia anterior e, se você me atendesse, eu dormiria novamente tendo meu saco babado. E foi o que aconteceu. Eu estava no céu. No dia seguinte você cuidou de tudo, se renunciou por mim me deixando louco, e eu desmarquei nosso encontro com o coração na mão, mas com um plano perfeito em ação.

Eu apenas escutava, sem reação, assimilando as informações.

- O esquenta pra festa começou cedo, antes do pôr do sol. Meu plano era beber com o pessoal, socializar, marcar presença e deixar o putinho fazer a parte dele. Eu tava com dois amigos mais próximos, já alterado de bebidas pois já era noite, e acabei falando que aquele acompanhante que eu tinha levado não era quem eu estava ficando, e acabei entrando na nossa conversa pra mostrar uma foto sua pra eles. Nisso um deles viu seu visto por último as cinco e pouca da tarde e começou a zoar dizendo que você devia estar numa festinha dessas também pra estar a tanto tempo sem abrir o WhatsApp. De início eu levei na esportiva, sabia que era apenas zoeira. Depois disso se passaram umas quatro horas, a festa regada de bebida liberada, eu devia ter tomado sozinho umas quatro garrafas de whisky, fora cerveja, vodka, e qualquer outra bebida que me oferecessem. Já era de madrugada quando um terceiro amigo chegou e os outros dois disseram, em tom de brincadeira, que eu estava enganando o chefe trazendo outro puto que não o que eu estava pegando. Esse amigo recém chegado também quis ver sua foto e, no exato momento que eu abri pra mostrar, seu visto mudou de cinco da tarde para “on-line”.

Nesse ponto, a história já estava começando a entrar nos acontecimentos recentes, delineando o que tinha acontecido. Eu continuava quieto, apenas ouvindo, sem emitir nenhum som.

- Foi o suficiente pra começarem a me zoar dizendo que você estava com outro, por isso sumiu a tarde e agora, de madrugada, estava on line. - Continua Raul - Eu estava muito alterado e eles ficaram me instigando, eu fiquei muito nervoso. Eu te perguntei o que você estava fazendo e você não respondeu. Eles perceberam e começaram a me incentivar a te ligar, rindo da situação, dizendo que se você não atendesse era pq estava mesmo com outro ou, no mínimo, na rua. Eu perguntei, liguei, e você nada. De início eles zoaram, mas perceberam que eu estava incomodado e tentaram contornar a situação dizendo que talvez você só não tinha visto, que era pra eu não esquentar, ligar de novo, que você atenderia dessa vez. Mas você não atendeu de novo. Não respondeu. Eu estava ficando louco de ciúme. Na minha cabeça de bebado você não podia me deixar assim, na dúvida, e nem ignorar meu chamado, afinal de contas, eu já me sentia seu dono. Eu disse que precisava ir ao banheiro, mas eu estava mesmo era vindo pra cá. Eu vim todo o caminho correndo pra, supostamente, chegar antes de você, e, por sorte, a rua estava completamente deserta. Pensava em onde estava o homem que estava te tomando de mim, no que eu faria com ele quando o encontrasse e em como eu iria te castigar. Quando cheguei aqui, eu não pensava em mais nada além disso. Quando te questionei e você disse que estava dormindo eu surtei. Quantas vezes eu disse estar dormindo quando na verdade estava transando com alguém? O resto é o que você sabe.

Nesse momento Raul abaixou os olhos, visivelmente envergonhado, e disse:

- Eu fiquei tão perdido quando vi a expressão de medo no seu rosto. Eu sempre soube que medo e respeito eram forças completamente contrárias. Eu tive tanto medo de poder você que, no final, fui eu quem colocou tudo a perder.

Minha honesta vontade no fim dessa frase, ouvindo a voz de Raul tão carregada de emoção, era de abraçá-lo e dizer que estava tudo bem, que não tinha problema. Mas eu sabia que não estava tudo bem. Minha voz parece ter sumido, havia um nó na minha garganta e eu não conseguia falar. Raul percebeu isso e me perguntou se eu ainda tinha medo dele. Eu só consegui responder a palavra “não”. Nada mais. Ele acariciou meu rosto e disse:

- Pedro, eu acho que estou gostando de você! Na verdade… eu tenho certeza que eu estou gostando de você.

Essa última frase foi como um golpe de misericórdia. A pá de terra que faltava pra enterrar de vez todo pensamento lógico sobre aquela situação que eu lutava pra construir. Depois dessa declaração não fazia mais sentido na minha cabeça ficar distante. Eu estava encarando-o. Eu não conseguia controlar minha própria emoção e meus olhos, me traindo, começaram a chorar. Raul rapidamente me abraçou, pelado, e me dizia pra não chorar, que ficaria tudo bem. Depois de um tempo ele disse que, se eu quisesse, ele iria embora.

- Não. - Respondi - Por favor, fica.

Raul sorriu pra mim, seu brilho voltando aos olhos, e disse

- Se você me pedir direitinho, eu fico.

Aquilo me acendeu novamente. Eu já estava com tesão de novo. Ele queria sentir que tinha vencido. Queria que eu me mostrasse submisso novamente. Dócil. E eu, eu senti meu rosto queimar. Um misto de raiva, humilhação e tesão. Olhei um momento pra ele, via que ele esperava pra ver qual seria minha reação. Dobrando meu orgulho, me ajoelhei, e ele sorria novamente do alto pra mim, maravilhado em perceber que ainda me possuía e que nada parecia ter mudado.

- Por favor, senhor! Fique!

Raul estava radiante. Em pé, nu, comigo a seus pés, o seu pau ganhando vida. Mas ele queria que eu me humilhasse mais.

- Olha, Pedrinho, eu até fico. Mas você vai ter que fazer uma declaração de amor e de fidelidade ao meu pau. Pode chamá-lo de pauzão, como se fosse um ser a parte. Vamos, diga ao pauzão o quanto você o ama e o quanto o deseja. Mostre sua devoção a seu rei.

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