Quando chegou em minha casa, novamente fui ao seu encontro ainda no corredor, beijando seu pescoço enquanto ele passava a mão pela minha cintura, pois lembrava que ele havia gostado da última vez. Ele entrou, colocou a mochila sobre o sofá e se sentou. Nessa altura eu já estava ajoelhado no chão, tirando seu tênis e suas meias e beijando seus pés. Ele sorriu pra mim e colocou os braços nas costas do sofá, dizendo:
- Era exatamente isso que eu estava precisando.
- O senhor quer uma massagem? Me deixa, por favor, massagear seus pés, meu rei?
- Porra, viadinho, eu quero muito. Mas agora não vai dar. Tenho que dormir pra trabalhar amanhã. Venha. - Respondeu Raul, me pegando pela mão e me arrastando até o quarto.
Quando chegamos no quarto, Raul foi tirando sua roupa e jogando no chão. Como estava atrás dele, recolhi tudo, dobrei e coloquei em cima de uma poltrona que mantenho no quarto. Quando me virei pra ele, ele estava me olhando fixamente, sem expressão, e disse:
- Muito bem, puta! Você fez quase tudo certo. Você tem mesmo que arrumar as bagunças do teu homem, mas quando pegar minhas cuecas, você deve cheira-las antes de dobrar. Entendeu, escravo? Você deve cheirar minhas cuecas até que meu cheiro esteja preso em seu nariz.
Aquela declaração mexeu comigo. Me senti profundamente decepcionado comigo mesmo por não ter correspondido as expectativas dele. Ele percebeu minha expressão e, finalmente, um meio sorriso apareceu em seu rosto, até então, inexpressivo. Antes dele falar qualquer coisa, eu já havia me ajoelhado, pedindo perdão pelo meu erro.
- Perdão, senhor, me perdoa. Me castigue se quiser, eu não fiz por mal. Por favor, senhor, eu prometo que vou fazer tudo perfeito.
- Tudo bem, putinha. - Respondeu ele, sorrindo. - Você não sabia, agora sabe. E você sempre vai ter seu macho pra te ensinar!
- Obrigado, senhor, obrigado! O senhor é tão generoso, tão maravilhoso. É um privilégio aprender o que o senhor quiser me ensinar. - Agradeci, ainda ajoelhado.
- Isso mesmo, viadinho. Reconheça as qualidades do seu rei e agradeça por elas. - Respondeu Raul - Sabe, putinha, eu estou muito impressionado com você, com seu jeito. Eu não consegui parar de pensar você. Em casa, gozei duas vezes lembrando da sua obediência, da sua submissão, da sua entrega, mas não foi suficiente. Eu não conseguia dormir, então me lembrei de como dormi bem com sua boca no meu saco, e decidi que era isso que eu merecia pra dormir bem. Daí eu vim.
- Senhor, - Respondi, admirado - o senhor me deixa em êxtase. Eu nunca imaginei ter o privilégio de tê-lo pensando em mim, quem dirá que me permitisse servi-lo no que o senhor realmente merece. Obrigado, meu senhor, que honra, mestre.
- Porra, viadinho, assim você acostuma mal teu macho. Eu pensei que você nem atenderia a ligação a essa hora, e você não só atendeu como está pronto para me servir. É isso que eu sempre quis. É isso que eu quero de você.
- Eu vou sempre me esforçar, senhor, eu juro.
- Eu sei que vai. Você vai pq esse é o seu dever: me servir. E você sabe que eu mereço o melhor. Sempre. Agora venha e se coloque no seu lugar.
Eu fui radiante. Ele sabia do meu potencial e deixou isso claro, o que massageou meu ego. Saber que ele confiava que eu lhe entregaria sempre o melhor me deixou tranquilo, calmo, e eu dormi quase instantaneamente, com seu saco na boca. Acordei no dia seguinte com Raul se levantando, puxando suas bolas da minha boca de uma vez. Ele me olhou, desejou bom dia, e foi até o banheiro, ligando o chuveiro. Enquanto estava no banho, eu logo me levantei e fui preparar seu desjejum. Como da última vez, preparei bastante comida pro meu homem. Ele saiu do banho e foi até a cozinha, pelado, sorriu pra mim, se sentou na cabeceira da mesa e eu o servi de café, alguns ovos mexidos, que ele pediu que eu colocasse nos pães, e frutas. Quando terminei, já estava com muita vontade de urinar, o que não havia feito depois que eu acordei. Ia andando para o banheiro quando Raul disse:
- O que você vai fazer agora?
- Preciso ir ao banheiro, meu senhor. - Respondi
- Entendi. É que eu queria tanto que você me chupasse enquanto eu tomo meu café. - disse, com a voz mansa. - Mas pode ir.
Eu jamais poderia negar a um pedido desses. Já nem me lembrava de bexiga cheia. Tudo que eu fiz foi me ajoelhar e me ajeitar debaixo da mesa. Cheirei seu saco, o beijei, agradeci ao meu homem por me permitir chupa-lo e caí de boca no seu pau. O pau de Raul não demorou a ganhar vida e ficou enorme na minha boca. Raul se movimentava e eu não sabia se era pra pegar algo distante na mesa, pra me forçar a engolir mais seu pau, ou as duas coisas juntas. Quando terminou de comer, Raul não se levantou. Apenas se afastou um pouco da mesa, mandou que eu chupasse seu saco e começou a se masturbar loucamente. Em pouco tempo senti sua porra quente caindo em mim novamente e, quando terminou, sem ele ao menos pedir, enfiei seu pau inteiro em minha boca. Ele gostou e segurou minha cabeça alguns segundos enquanto eu deixava seu pau limpo novamente. Quando me levantei, ele disse:
- Pedro, você me deixa louco quando coloca minha vontade antes mesmo até das suas necessidades. Vá ao banheiro e volte, precisamos conversar.
Ao mesmo tempo que fiquei lisonjeado em saber que estava agradando meu homem, fiquei intrigado e preocupado com o “precisamos conversar”. Fui ao banheiro o mais rápido possível. Quando sai, Raul estava no meu quarto, se vestindo para trabalhar. Fui até o quarto e fiquei o observando, maravilhado, ele me notou e sorriu pra mim.
- Senhor, - chamei-o - o que o senhor queria conversar?
- Putinha, a gente tinha combinado que eu viria pra sua casa hoje, mas terei que trabalhar até tarde. Vou poder vir só amanhã.
Eu me senti aliviado de não ser nada grave. Respondi que tudo bem e Raul afagou meus cabelos, sorrindo pra mim. Ele não demorou muito a ir trabalhar e eu fui fazer minhas coisas. Como estava no meu último dia de férias antes do fim de semana, resolvi que seria conveniente dar uma faxina mais pesada na casa. Arrastei os móveis, lavei as roupas, fiz todo serviço pesado, ficando o dia todo nisso. Pouco antes das 18:00 eu havia terminado, tomei banho e resolvi assistir um filme pra aproveitar meus últimos momentos de paz antes de voltar a trabalhar. Acabei dormindo durante o filme e acordei perto de 2 da manhã. Olhei o WhatsApp se tinha alguma coisa, e senti meu estômago doer de fome. Lembrei que não havia comido nada o dia todo e fui até a cozinha preparar algo. Quando voltei pra sala e peguei o celular, estava lotado de mensagens e ligações de Raul. Abri pra ver e as mensagens diziam:
- Pq você está on-line?
Ligação perdida as 01:58
Ligação perdida as 02:04
- Onde você está? Está na rua?
Ligação perdida as 02:08
Ligação perdida as 02:10
Ligação perdida as 02:11
- Pq não está me atendendo?
Ligação perdida as 02:13
- Estou indo pra sua casa e é bom você estar aí quando eu chegar
Quando vi as mensagens, gelei. Tentei ligar de volta várias vezes, mas ele não atendeu. Em menos de 10 minutos ele estava tocando meu interfone. Abri o portão pra ele e o esperei na porta. Dessa vez, Raul não vinha como das outras vezes. Andava sério. Quando tentei beijar seu pescoço, ele me segurou, chegou o rosto bem perto do meu pescoço, como se quisesse sentir meu cheiro, enquanto eu senti o cheiro forte de álcool que emanava dele. Ele se soltou de mim e entrou abruptamente na minha casa, simplesmente jogou o capacete de qualquer jeito, e dizia coisas desconexas como “se tiver alguém aqui você vai se arrepender” e “você não pode fazer isso comigo”. Como eu percebi que ele estava bebado e agitado, achei que seria melhor deixá-lo fazer o que quisesse, apenas catei o capacete, coloquei no braço do sofá e me sentei. Ele parecia vasculhar a casa na certeza que encontraria alguma coisa. Como não achou nada, foi até mim na sala, visivelmente alterado, e começou a me questionar.
- Onde você estava?
- Eu estava dormindo. - Respondi.
- NÃO SEJA CINICO! - Gritou, me deixando um pouco assustado. - Você estava on-line. Pq não me respondeu nem me atendeu quando eu liguei?
- Eu não estou sendo cínico. Eu dormi assistindo um filme, acordei, chequei o WhatsApp e fui pra cozinha comer alguma coisa.
Raul caminhou de maneira firme até mim, parando a poucos centímetros de distância. Fixou seu olhar em mim por algum tempo e então, com uma voz de quem claramente está lutando pra se controlar, me disse:
- Não… minta… pra mim.
- Eu não estou mentindo, eu juro. Eu te liguei assim que vi suas mensagens, você não me atendeu. Você já estava vindo pra cá. Aliás, como você chegou aqui?
- De moto. - respondeu, seco, ainda me medindo.
- Mas, Raul, você está...
Antes de terminar de falar, Raul me deu um tapa exageradamente forte no rosto enquanto gritava “NÃO ME CHAME DE RAUL”. Raul é um cara alto, parrudo, forte. O impacto do tapa foi tão forte que eu caí no chão. Um medo começou a crescer em mim e ele viu esse medo no meu rosto. Nesse instante ele pareceu ter entendido que exagerou, pois sua feição mudou, seus olhos se arregalaram como que um espanto e ele começou a dizer, desesperadamente:
- Não, não, não, não, por favor, não, você não deve ter medo de mim. Não, eu… eu… Me desculpa… Por favor, não tenha medo de mim. Você não pode. Eu não vou te machucar… nunca.
Ele dizia isso vindo em minha direção. Eu não podia negar que estava me sentindo acuado. Ainda não tinha entendido direito o que estava acontecendo. Meu rosto ardia, sentia as lágrimas escorrerem, e não estava entendendo o que Raul dizia, tudo isso numa fração de segundo enquanto aquele urso vinha novamente pra cima de mim. Eu tentei me arrastar no chão, mas ele me alcançou e com um único puxão me colocou de pé. Ele me abraçou, cobrindo meu corpo com o seu, e eu sentia seu hálito quente em meu pescoço enquanto ele balbuciava “Me desculpa, por favor, me desculpa”. Eu tentava me soltar dizendo:
- Por favor, me solta, você está me machucando.
Raul parecia estar menos bebado que quando chegou. Estava se controlando agora, mas ainda me segurava. Eu também já estava mais calmo e não me debatia mais, apenas o encarava.
- Você não pode ter medo de mim. - Dizia Raul, agora mais contido. - Se você tem medo de mim como vai me respeitar? Eu não quero que você me tema. Eu sou teu homem.
- Por favor, Raul, me solta.
- Não faça isso. Não me chame de Raul, você sabe que não deve. Me diga que não tem medo de mim.
- Eu não tenho medo de você. - Eu repeti. Ele me olhou profundamente, e seu olhar me penetrou agora como nunca. Um olhar triste, como se quisesse recuperar algo perdido.
- É isso que eu estou falando! - Exclamou Raul - Você está com medo e agora me chama de “Raul” e de “você”. O medo mata o respeito. Por favor, não faça isso. Diga que não tem medo.
- Eu não tenho medo do senhor.
Raul sorriu. Suas mãos afrouxaram e eu consegui sair do seu domínio. Me afastei um pouco dele, mas já não tinha medo. Ele respirou fundo. Se sentou, ficou me olhando, e pediu um pouco de água. Eu busquei uma garrafa e um copo e entreguei os dois a ele. Ele ergueu a garrafa pra mim, como se quisesse que eu pegasse. Eu peguei e ele estendeu agora o copo. Eu entendi que ele queria que eu o servisse e fiz. Ele tomou e pediu mais. Raul agora já estava controlado. Percebi que sua perna estava inquieta, subindo e descendo, mas o homem estava sentado tranquilamente.
- Pq você não me atendeu quando liguei?
- Eu já disse que não vi. Eu acordei, vi o telefone e fui pra cozinha. Assim que vi as chamadas te liguei de volta e você não atendeu.
Nesse momento ele sacou o telefone do bolso dizendo que iria me mostrar quantas vezes ele havia ligado. Assim que desbloqueou o telefone, viu que eu havia ligado pra ele e eu disse que foi o que eu tava tentando dizer. Ainda assim ele me fez encarar a tela do telefone pra ver que ele me ligou “umas dez vezes” nas palavras dele. Contudo, enquanto olhava a tela, duas mensagens muito explícitas chegaram:
- Bora mano, tu sumiu. Cadê tu? A festinha começou.
- Teu viado já tá aqui dando pro patrão. Segunda você já deve ser promovido kkkk.
Eu engoli seco. Ele percebeu que eu tinha visto e rapidamente desligou a tela do telefone. Me encarou alguns segundos. Eu só levantei e disse que não queria mais conversar. Ele novamente me segurou pelo pulso, se levantando também.
- Isso não era nada. - Disse.
- Eu não sou idiota. - Respondi.
- Eu sei que não. Mas são só uns amigos.
- Eu não quero discutir agora. Você bêbado não vai chegar a conclusão nenhuma, além de ter me dito que estaria trabalhando enquanto estava em rolê. Mas você não tem que me explicar nada, só me solta.
- Eu já mandei não me chamar assim. E eu vou te explicar sim, mas agora eu estou alterado e vou acabar falando bobagem.
- Tudo bem, eu não quero explicação nenhuma de você. Até pq o que eu poderia ter a ver com isso? O que eu poderia ter a ver com “o seu viado dando em cima do seu chefe” ou seja lá o que estava escrito?
- TUDO, PORRA. - Gritou de novo, me dando uma sacudida. Mais uma vez percebeu que tinha se exaltado e se conteve novamente. - Você tem tudo a ver com isso, porra. Você acha mesmo que eu ia te levar pra eles fazerem com você o que quisessem? Você acha que, agora que eu te encontrei, iria levá-lo pro meio daquele tanto de homem, correndo o risco de te perder? Você é meu, só meu.
- Eu não estou entendendo nada.
- Você quer que eu vá embora? - perguntou ele, aéreo, tentando voltar a sanidade.
- Não. Você… O senhor - Corrigi quando vi seu olhar, o que o agradou, pois ele sorriu. - ainda não está em condições. Pode dormir na sala.
- Meu lugar não é na sala. Meu lugar é na sua cama. - Respondeu ele, impositivo. Sua voz grossa, o jeito firme. Não me restou nada a não ser concordar com ele.
Fomos para o quarto, Raul me seguia colado a mim. Chegando no quarto ele começou a tirar a roupa e jogar pelo chão. Eu apanhei as roupas e dobrei. Ele estava apenas de cueca agora, me olhando. Ele tirou a cueca vagarosamente e a atirou no chão. Com seus olhos fixos em mim, me agachei, peguei a cueca, cheirei, e só então dobrei. Raul sorriu pra mim, aprovando minha atitude. Eu tinha feito exatamente o que ele queria ver e ele estava contente por ver que eu ainda estava submisso a suas ordens. Ele se deitou na cama e mandou que me deitasse perto dele. Já deitado, ele chegou no meu ouvido e disse:
- Que bom que você voltou a si. Eu não vou aceitar te perder. Você é meu, Pedro, eu te disse que seria assim. Se prepare, seu viadinho. Eu vou começar na maciota, até pq você se guardou pra mim e eu não quero te traumatizar. Mas eu vou torar você tanto, tanto, que quando eu terminar você não vai saber nem seu nome. A única coisa que você vai saber é que Raul é seu rei, e que tudo na sua vida deve ser voltado a ele. Agora, coloque-se no seu lugar de puta. Coloque o meu saco na boca e vamos dormir.
Mesmo que eu ainda estivesse chateado, meus sentidos eram unânimes quando Raul dava uma ordem: eu obedecia. Desci, a contragosto, mas ao chegar perto, seu cheiro me anestesiou. Eu não me importava mais com o que tinha acontecido. Cheirei seu saco, o beijei, agradeci a Raul por me deixar chupa-lo e o enfiei na boca antes de pegar no sono.