Rê e eu, Su, somos amigas de infância. A Renata foi o meu primeiro contato na escola; segundo nossas mães, estávamos sempre juntas. Crescemos e mantivemos nossa amizade sem qualquer embaraço. Hoje estamos com 28 anos, solteiras, sem "contatinhos" e gostosas. Pense em uma preta linda, dona de uma bunda gigantesca e um corpanzil esculpido na academia: essa é a Rê. Já eu, Suzane, sou uma morena gostosa, com seios médios e uma bunda hipnotizante (kkkkk).
Este relato tem a ver com um acontecimento inesperado — não que eu quisesse ou tivesse premeditado, mas confesso que até já sonhei com isso. Depois do ocorrido, até acordei com a fenda molhada; foi eletrizante e excitante.
A minha amiga tem uma família "raiz" e a casa dela está sempre em festa. No quintal tem uma piscina maravilhosa, mas não tem acontecido quase nada ultimamente porque o Sebastião, pai da Rê, estava viajando a trabalho. A previsão de uma festa de arromba era para o seu retorno.
O grande dia chegou. Seu Tião estava fora há quase dez anos. Havia uma alegria imensa em revê-lo; eu, por exemplo, já não lembrava bem de como ele era — tinha apenas algumas lembranças, mas em uma década muita coisa muda. A Rê disse que seria uma confraternização apenas para os mais íntimos e, como meus pais estavam trabalhando, eu não ia perder.
Quando cheguei à casa da amiga, fui recepcionada na entrada por um negão "massaroca", de cavanhaque e sunga de praia. Todo lindo!
— Bom dia, Suzane! — disse ele. — Quanto tempo! Você cresceu... me dê um abraço.
Fiquei estática, paralisada. Não sabia o que falar. O abracei e apenas disse que estava feliz em revê-lo e que ele estava lindo. Quando saí do seu abraço, o perfume dele ficou em mim. Fiquei embriagada com o aroma. Ele me viu crescer, e bastou uma década para eu me sentir atraída pelo pai da minha melhor amiga.
Eu não tinha mais olhos para ninguém naquela confraternização. A Renata veio e quis me levar para falar com o pai, mas contei que ele já tinha aberto o portão para mim. Falei com a Sílvia, minha tia (mãe da Rê), cumprimentei a todos, arrumei uma cadeira e tirei a roupa. Coloquei a raba no sol, de óculos escuros na espreguiçadeira, só observando o Tião. Meu Deus, que homem! Como diz uma amiga minha, a sunga dele "tinha morador".
Ele veio servindo o rodízio do churrasco. Como ele estava em pé segurando a bandeja, eu me ajeitei na cadeira, coloquei os óculos na cabeça e perguntei, olhando no fundo dos olhos dele, se tinha linguiça. Ele disse que sim. Peguei uma, coloquei toda na boca, chupei bem os dedos fazendo biquinho e passei a língua nos lábios. Falei que adorava linguiça toscana: grande e grossa.
Com certeza atazanei a mente dele com esse comentário de duplo sentido. Toda hora ele vinha oferecer algo e eu só pegava a linguiça. Claro que ele percebeu a malícia. Teve um momento em que eu estava de bruços e ele soltou:
— Cuidado para a linguiça não cair na sua "poupança".
Respondi que não tinha problema, que às vezes era bom também; depois era só lavar que estaria pronta para usar de novo.
Depois disso, seu Tião passava soltando piadinhas e seus olhares se fixaram em mim. Almocei, bebi bastante, sempre atenta a ele. Tirei várias fotos com a Rê e cheguei a comentar que o pai dela estava diferente. Ela disse que não achava, pois, mesmo distantes, eles se falavam todos os dias. E eu só pensava em dar para ele.
Peguei ele olhando para a minha bunda várias vezes. Aí é que eu provocava: chegava perto e abaixava para pegar algo que tinha caído. Imagina a cena: biquíni minúsculo... Ele me perturbava, sem querer, com aquele volume na sunga. E a tarde caía com o sol fazendo hora extra.
Rê e eu aproveitamos a piscina. Havia uma turma que eu não conhecia, deviam ser amigos do Tião. Teve um momento em que ele chegou perto bebendo cerveja e — quero crer que pelo excesso de álcool — disse que eu estava linda. Agradeci e disse que ele também estava. Ele ficou me olhando com cara de safado e saiu em direção ao banheiro que fica atrás da lavanderia, usado pelos banhistas. Ele entrou e ficou me olhando. Eu fui atrás; oportunidade assim geralmente não se repete.
Entrei, olhei para os lados e vi que não tinha ninguém. Ele colocou a piroca para fora e eu mamei o pai da minha amiga ali mesmo, agachada no banheiro. Que piroca grossa! Mal cabia na minha boquinha — agora eu entendia o motivo da "mala" na sunga. Melhor que a do meu ficante! Chupei as bolas e saí rápido. Se ficasse mais tempo, eu ia acabar dando ali mesmo e alguém poderia nos flagrar.
Ele saiu logo depois, passou por mim e me entregou um guardanapo com o número do telefone dele. Adicionei, mandei um "oi" e ele já respondeu com o horário e o local para o nosso encontro no dia seguinte...
