Pensa em uma loira linda, alta, peituda, gostosa, solteira, morando sozinha e com sotaque de gaúcha. Exatamente com essas qualidades é a Camila. Já tivemos um relacionamento; se você leu o conto publicado com o título PRAIA DE IPANEMA, UM EXCELENTE LUGAR PARA GOZAR LEVANDO DEDADAS, sabe que a nossa história é antiga. E, neste capítulo de hoje, quero contar algo cômico — isso agora, porque na hora fiquei muito puto.
No início da madrugada, já deve ter uns dois anos que isso aconteceu, conversávamos e o assunto estava bem picante pelo WhatsApp. Era troca de nudes pra cá, pra lá. Eu bebia cerveja e ela, gim. Até que surgiu a pergunta:
— Por que você não vem me ver?
A proposta indecente partiu dela. Estávamos a uns quarenta quilômetros de distância. Nem pensei: tomei banho, vesti uma roupa, ela enviou o endereço, chamei um Uber e fui. Ela não acreditou que eu iria; tanto que, quando o porteiro anunciou meu nome, ficou bastante surpresa e ainda confirmou pelo WhatsApp se realmente era eu. Respondi que o porteiro estava me anunciando — eu tinha ido mesmo kkkkk.
Subi até o apartamento. Ela abriu a porta com uma camisola preta, curta, de renda. Como é alta, a roupa valorizava ainda mais o corpo dela. Estava com a cachorra no colo, que latia e tentava avançar em mim.
Entrei, nos beijamos, e as carícias se estenderam até o sofá. Ela abriu uma cerveja pra mim. Sou negão, alto, me chamo Marcos. Bebemos, e a conversa fluía até que ela sugeriu que eu dormisse lá, já que estava muito tarde e, no dia seguinte, ela sairia cedo para o trabalho. Assim, eu poderia voltar pra casa com mais segurança.
Óbvio que aceitei. Tomei banho e deitamos nus. Antes de dormir, rolou aquele sexo. Pela manhã, comecei entre as pernas dela, explorando e preparando o terreno, quando, de repente, senti algo estranho.
Dei um pulo. Camila também se assustou. Sem reação, olhei para trás: era a Lolla, uma cadela da raça Lhasa Apso. Como eu estava numa posição meio inclinada na cama, ela acabou se aproveitando da situação.
Depois do susto, vieram gargalhadas atrás de gargalhadas. A cachorra saiu correndo assustada. Colocamos a Lolla para fora do quarto, fechamos a porta e voltamos para o nosso momento — que, por sinal, foi uma delícia.
Tomamos banho juntos, com a danada da Lolla na porta querendo entrar no banheiro, e depois um café da manhã para dar o start no dia de verdade.
Camila ficou para o trabalho, eu voltei pra casa e, até hoje, a safada da Lolla é lembrada como a intrusa do momento mais inesperado possível.
