Realizei um fetiche

Um conto erótico de Bicurious
Categoria: Gay
Contém 2017 palavras
Data: 10/05/2024 21:49:08
Última revisão: 10/05/2024 21:53:44

Nunca tive a sorte que alguns por aqui, e por aí, relataram em diversos contos: mamar um cara enquanto ele presta um serviço pra você. Tipo, terminar a corrida do uber chupando o motorista, colocar o entregador gostoso pra dentro de casa, rebolar em cima do eletricista pauzudo, essas aventuras que sempre me causaram muito tesão ao ler e me imaginar naquelas cenas de sexo espontâneo e esporádico. Sendo sincero, até gostaria de pensar que tive alguma oportunidade perdida, mas a real é que, com raríssimas exceções, nunca me senti atraído por nenhum deles. [A rara exceção é o entregador de gás, um cara grande, forte, musculoso e muito simpático. Quem sabe, numa próxima não me insinue pra ele?] Bom, isso tudo até então. Na verdade, até um tempo atrás.

Sábado, 9h da manhã. Lavando a louça do café, percebo a torneira vazando. Quando aberta, vazava muito. Quando fechada, vazava pouco. Larguei tudo e fui procurar um bombeiro hidráulico nas redondezas, na máxima urgência. Apesar de achar que "especialista em tudo" sabe menos que "especialista em algo", encontrei e chamei um desses serviços de 'marido de aluguel'. Antes das 10h da manhã, já tocavam o interfone.

Abri a porta e vi um coroa, com mais de 50 anos, mais baixo que eu - devia ter uns 1,65m - forte, parrudo, cabeça raspada, bermuda jeans e regata branca. Em um dia normal, aquele homem nunca chamaria a minha atenção. Não era um cara feio, mas estava longe de me sentir atraído. Expliquei o problema e ele foi prontamente ao serviço.

Ele mexe daqui, mexe dali e eu acompanhando, vendo a solução que ele daria ao problema. Mas vi também que aquele homem não era só um parrudo. Os braços que poderiam passar por gordinhos, eram, na verdade, de puro músculo. Assim como seu peito. A princípio, achei realmente que ele fosse um cara mais cheinho, mas naquela movimentação e com a minha dedicada atenção, percebi que ele era um coroa muito forte. E de camisa regata, exaltava muito mais.

Muito conversativo, se mostrou também muito simpático. Não sei se era o tempo, a época do ano, a posição dos astros ou qualquer outro fator místico que, mesmo antes de sentir algum tesão nele, já fui abrindo a boca.

- "O senhor tá com o físico em dia, hein! Trabalha com isso há muito tempo?", perguntei, sem pensar.

Ele me contou que era um militar já na reserva, que sempre quis ter uma empresa fazendo aqueles serviços que ele, antes, tinha apenas como um hobby. Contou que ainda treinava numa academia "pra não perder a força e o vigor", segundo ele.

A primeira semente do tesão brotou na forma de nó na garganta. Aquela engolida em seco enquanto os pensamentos e os olhares passavam a ser aquele corpo trabalhando com força.

- "Po, tá inteirão! Quem me dera chegar na tua idade e ter esse corpo!", exclamei, deixando aquela sementinha falar por mim.

- "Tá me chamando de velho? Ainda tô longe dos 60, mais longe ainda de ser idoso, hein!", ele responde, aos risos.

- "Nunca! Tô elogiando. A mulherada deve cair matando, né!?", eu digo.

[Pronto. Nunca tinha falado essa frase pra outro homem. Uma frase que, na minha cabeça, tem uma continuação. E o desenrolar dela só cabe em um conto erótico. E assim se fez: tanto é que vim aqui relatá-lo]

- "Rapaz, antigamente era a mulherada mesmo. Mas depois de um tempo, o que tem de viado me dando mole, nunca imaginei!", ele rebate, sem saber, mas entrando num (no meu) conto erótico.

- "E o senhor faz o que? Mete a porrada?", pergunto, mostrando um pensamento que não era meu.

- "Nada! Deixa os caras, po. Acho até um elogio.", ele diz.

- "Tá certo! Coroa inteirão, chama a atenção mesmo!", eu continuo.

- "Te falar que um tempo atrás aí, um desses na academia, de tanto me encher o saco, botei ele contra a parede e perguntei se ele tava de frescura. Rapaz, foi o melhor boquete que já recebi! Nem puta chupou melhor que ele!", ele responde.

- "Eita! Era novinho?", dei corda.

- "Que nada, parecia ter a tua idade. Quantos anos você tem?", ele pergunta.

- "38", respondo.

- "Tipo isso aí mesmo. Menos de 40 anos. Fico impressionado, cheio de garotão por aí, os caras querendo coisa com coroa.", ele diz.

- "Olha, com todo o respeito, mas o senhor tá tão em forma, fortão e tal, que eu acho que desperta alguma coisa neles.", digo, despertando alguma coisa em mim.

- "Deve ser... será que Freud explica?", brinca ele, sorrindo.

[Aquela ânsia em me controlar, de me manter no personagem hétero vai se esvaindo. Sempre tive medo/receio de "levar um fora" dentro da minha casa, de revelar minhas intenções e não ser correspondido. De saber que o meu íntimo está exposto a um desconhecido que agora não só sabe onde moro, mas como está dentro da minha casa. Pensei em ser relutante nesse pensamento, mas esse homem, com essas histórias, não me deixava parar de sentir cada vez mais tesão nele]

O tempo foi passando e a conversa deu uma esfriada. Mas o tesão latente em mim, ainda não. Já mais pro final do serviço, senti q minhas chances com ele estavam se esgotando. O que Freud diria se me visse só de bermuda e chinelo indo me esgueirar na janela, arrebitando minha bundinha virada pra ele, me exibindo pra aquele coroa forte e aproveitador de oportunidades, eu não sei. Mas internamente eu dizia "tô te querendo".

Disfarçava ao olhar pelo reflexo do vidro da janela, vendo se eu despertava algum interesse nele. Se ele me olhava ou não.

- "Será que ele curte, ele se sente atraído? Ou só responde aos instintos, tendo que ser provocado?", questionei em minha cabeça.

Não percebi seus olhares, parecia focado no serviço. Achei respondida a questão, então eu teria que provocá-lo. Fiquei tenso com a situação, minhas pernas tremiam diante do incógnito. Não podia errar esse tiro único. Cheguei a pensar "o pior que pode acontecer é ele saber que tem um viadinho enrustido nesse prédio". Mesmo assim, tremendo, criei coragem. O tesão, o fetiche, aquele coroa musculoso falando que tinha cedido seu pau à boca de outro homem e sozinho com ele ali, no território que me sentia mais à vontade, minha casa, avancei nas palavras.

- "Mas me conta aí, o cara só fez um boquete e saiu fora? Não comeu, não?", falei, entre risos e sorrisos.

- "Comi nada! Depois até me arrependi! Fiquei pensando que se com a boca era daquele jeito, imagina dando a bunda!", ele responde e gargalha.

- "Às vezes ele queria e não soube pedir.", digo, vendo pelo lado (do) passivo.

- "Ele tava com fome, viu! Rapaz, que mamada!", ele responde, com uma cara saudosa.

- "E aí, não encontrou com ele de novo?", instigo.

- "Botei pra chupar umas três vezes no carro. Mas só me arrependi depois! Depois não vi mais.", ele lamenta.

- "Tá na seca, então?", pergunto, procurando brechas.

[Até aí, apesar de ter me exibido na janela (pelo que vi, sem sucesso), eu estava conversando como um cara normal, sem sexualizar minhas intenções. Minha fala e minha voz não transpareciam minhas vontades. Éramos dois homens conversando. Só que um desses homens queria o outro. E esse outro já demonstrou que poderia ceder ao instinto de meter o pau numa boquinha sedenta. E parece que ele leu bem a situação.]

- "Bicho, pega aqui!", disse ele, exibindo e contraindo o braço, forçando o bíceps.

- "É duro! Pode apertar!", continuou ele.

Até me assustei, mas não me senti envergonhado ao tocar seu braço. Apertei e apalpei como se fizesse um carinho, passando a mão "um pouco além da conta".

- "Nossa! Zero gordura! Só músculo mesmo!", eu disse, enquanto deslizava minha mão sobre seu braço.

- "Agora aqui!", disse ele, levantando a camisa regata e mostrando a barriga e se cutucando, mostrando sua dureza.

Cutuquei com os dedos, comprovando. Mas não resisti ao pequeno toque a mais. Dei uma leve alisada com a palma da mão.

- "Porra, tudo duro mesmo!", já falei com uma voz mais mansa, me revelando.

- "O que tá mole é isso aqui, ó!", diz ele, pegando no pau por cima da bermuda jeans.

Uma pausa se fez. Olhei nos olhos dele. Os meus, intrigados. Os dele, confiantes.

- "Pega nele! Deixa ele duro também, vai!", ele disse, ainda segurando aquele mastro oculto na mão.

- "Que isso, cara!?", respondo, sem saber o que dizer.

- "Eu sei que você quer! Pode pegar!", ele diz.

Diante da minha paralisia momentânea, ele pega minha mão e coloca sobre seu pau. Dos olhos arregalados que olhavam aquele homem imponente à minha frente, passei a olhá-lo com carinho à medida em quem minha mão envolvia e segurava aquele pau. Um suspiro e tudo estava entregue. Estava decida ali a função de cada um. Eu de passivo e ele, de macho comedor.

Entre muitos suspiros, apalpadas com uma mão em seu pau e a outra no corpo dele, ele desabotoa a bermuda e baixa junto com a cueca, revelando um pau não muito comprido, mas bem grosso e, principalmente, bem duro.

- "Mete essa boquinha nele, vai!", ele pede, cheio de tesão.

Encaro aquele pau em riste e caio de boca antes mesmo de me ajoelhar. Ele parecia faminto, queria foder minha boca de todo jeito, me segurava pela cabeça e metia com força.

- "Ei, calma! Deixa eu fazer isso!", pedi, passivamente.

- "Então agiliza, safado!", ele ordena.

Da cozinha, levei e o coloquei sentado no sofá. Aí sim pude dar o meu melhor. Lambia e chupava o pau dele insanamente enquanto batia uma pra ele, delicadamente.

- "Chupa! Chupa tudo! Engole esse pau!", dizia ele.

O tempo todo que passei chupando e degustando aquele pau, pensava nele me comendo, com o meu cuzinho piscando. Fui tirando minha roupa enquanto mamava ele e, quando já não me aguentava mais, pulei no seu colo, sentindo o pau dele na minha bundinha.

- "Quer me comer? Não vai se arrepender!", eu disse, colado em seu ouvido.

Ele tentou enfiar o pau ali mesmo, comigo sentado em seu colo, me segurando firme pelas costas. Me deixei levar e caí sobre ele, deixando ele dar as primeiras inciativas em me comer sentado nele. E mesmo aquele pau grosso, que inicialmente era forçoso, se tornou o pedaço de carne que faltava em mim. Ele se encaixou tão gostosamente dentro de mim que eu rebolava e quicava de maneiras que eu nunca tinha experimentado. Eu suava enquanto ele só gemia. Eu o segurava pelos ombros e ele, pela minha cintura. Nossos corpos colados se mexendo juntos, a minha bundinha arrebitada quicando nele, me deu mais vontade. Mais vontade de de sentir mais tesão.

- "Vem cá!", saio de cima dele, puxando pra minha cama.

- "Mete gostoso nesse viadinho, vai!", eu peço, em cima da cama, me pondo de quatro.

- "Que rabinho gostoso, hein!", ele exclama, ressaltando meu atributo.

- "Vem, me come! Mete com força!", eu peço, rebolando.

Entre a pegada dele na minha cintura e o jorros de prazer, foram muitos minutos de alívio, da sensação de leveza, de preenchimento, de realização. A cada estocada eu gemia feito uma putinha, a qual eu queria ser naquele momento. Arrebitava minha bundinha me sentindo a mais safada de todas. E ele metia forte. Foi quando deitei por inteiro, deixando minha bundinha pra cima, que senti a força daquele homem. Parecia que ele metia com raiva. Era muita força. Rápido e duro!

Ele não avisou que ia gozar. Senti aquele jorro dentro de mim e, mesmo sem eu ter gozado, me senti realizado. Fiz aquele coroa gostoso ter prazer sobre mim!

Ele veio resolver um problema, acabou resolvendo dois. Na saída, ainda pediu que eu desse pegada e um beijo no pau dele, dizendo que era marcação de território. Peguei, beijei, lambi e dei mais uma bela de uma chupada de despedida naquele que seria meu "pau de aluguel", mas que sairia como o provedor de fantasia, sempre imaginada e nunca, mas agora sim, realizada.

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Comentários

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o cara foi trocar uma borracha de vedação ganhou mamada e um cusinho, haja sorte kk

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Ahhh, e você quando vai assentar um piso, não acaba assentando outra coisa nos clientes tb, Bentinho?? Hehehe

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Eu agora estou no setor de orçamento, o que não falta é cliente safado necessitando de pica kkkk

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To precisando de um orçamento, Bentinho. Mas precisa ser pessoalmente pra vc entender melhor a necessidade 😜

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Apertou uma rosca e ganhou outra! Mas eu tb tive sorte nessa aí hehe

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Nossaaaa... que delííííciaaaaaaaa... que tesão louco... gozei horrores aqui...

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Adoro causar essas reações nos leitores! Obrigado pela msg

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Ahh, que delícia, cara! Sempre gostoso realizar um fetiche, né? Tb queria fazer um serviço assim. Na sua casa. Hehehe 😈

PS: nem sou um faz tudo. Mas faria tudo o que você quisesse 😜

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No banho, joga o sabonete no chão que eu pego pra você 😉

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Hahahaha

E nem precisa levantar todo depois, já apoia as mãos na parede e pronto 😈

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Também pra mim, nunca aconteceu. Já aconteceu de eu contatar no bate-papo um comedor, e depois, contratá-lo para serviços diversos, mas o contrário, nunca.

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Eita! Diversos... hehe a lista de serviços pode ser looonga!

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