AMOR MADURO - Capítulo 04

Um conto erótico de Emirs
Categoria: Homossexual
Contém 4800 palavras
Data: 01/04/2024 21:54:58
Última revisão: 02/04/2024 18:28:34

O domingo estava ensolarado e pedia para ser bem aproveitado, mas me faltava disposição para levantar do sofá. Meu pai e meu irmão me chamaram para jogar tênis e tomar banho na piscina, mas preferi ficar ouvindo música e olhando besteiras na internet. Usando um charmoso chapéu de palha, grandes óculos escuros e um camisão transparente por cima do biquíni azul, minha mãe pegou sua sacola de cremes e desceu com eles. Sozinho em casa, coloquei as pernas para cima e soltei a voz com meus cantores favoritos. Quando estava viajando na letra de uma música, alguém abriu a porta.

— Está apaixonado, Dado?

Meu irmão e eu tínhamos uma sintonia incrível; ele sempre percebia o que se passava comigo. Seria bom eu lhe falar logo sobre o meu namoro, para ver como ele reagiria. Eu gostaria de contar com sua ajuda quando fosse abrir em casa minha história com o nosso vizinho.

Antes de conhecer Vlad, tive dois namorados, que foram bem aceitos na minha casa. Dessa vez, porém, eu precisava ir com calma, para não provocar uma crise na família. Seu Tarcísio e dona Marisa se consideravam pessoas muito modernas, mas eu tinha quase certeza de que não seria fácil para eles aceitarem o meu relacionamento com um homem trinta e três anos mais velho.

Cheia de vaidades, minha mãe não se sentiria confortável para ser a sogra de um homem que nasceu antes dela. Para meu pai, que ainda me via como seu menininho, seria estranho saber que eu ia para a cama com um homem divorciado, que tinha dois filhos e já era avô. Seu Tarcísio tinha uma mente muito aberta, mas seria difícil fazer essa história entrar na sua cabeça. Acho que ele ficaria com ciúmes, como se meu namorado fosse tomar seu lugar de pai. Eu não queria perturbar a paz do nosso lar, mas também não queria namorar Vlad escondido, como se fosse uma vergonha a gente ser um casal.

Luca poderia me ajudar na missão de introduzir meu namorado na família. Acho que ele entenderia numa boa que esse negócio de idade não tinha nada a ver. Depois de pausar a música, sorri para ele e fiz um gesto para que se sentasse ao meu lado.

— Tô namorando, Luca. Tô apaixonado por um cara muito interessante.

— Eu já sabia; sua cara de felicidade diz tudo. Você não perdeu tempo; pegou logo o vizinho grandão. O cara parece gente boa, mas quero ter uma conversa séria com ele. Se eu perceber que o marmanjo não serve pra ser meu cunhado, boto pra correr. Já tô avisando.

Luca fez essa ameaça brincando, mas me deixou surpreso ao revelar que já sabia quem era o meu namorado. Como ele estava levando tudo numa boa, sem dar importância à questão da idade, eu me senti à vontade para abrir o jogo. Passando minhas pernas finas por cima das suas coxas grossas, suspirei fundo e soltei um sorriso de felicidade.

— Relaxe, Luca. Seu cunhado é muito legal; tô gostando dele pra valer. Mas como você descobriu que eu estava namorando o nosso vizinho? Eu e ele ainda não abrimos essa história pra ninguém.

— Não abriram? E aquele abraço de casalzinho apaixonado no corredor? Você tava todo molinho nos braços do fortão. E o safado com a mão na sua bunda, marcando a posse dele. Se eu não tivesse atrapalhado, teria rolado um beijão de cinema, não era? E você ainda quer dizer que é um namoro escondido. Tá querendo me fazer de otário, seu Eduardo?

À medida que Luca falava, meus olhos cresciam e meu queixo caía. Ele pensava que seu cunhado era Fred, por isso estava encarando tudo com naturalidade. Não me passou pela cabeça que aquele abraço de amigos seria interpretado como uma pegação de namorados. Naquele momento, eu não havia percebido que meu novo amigo tocou na minha bunda; acho que nem ele mesmo percebeu. Porém, meu irmão estava de olho na gente e viu até o que não existia.

A situação era engraçada, mas também trágica. Eu precisava desfazer essa confusão, antes que a coisa se complicasse para o meu lado. Bastava explicar que meu namorado não era o garotão, mas sim o pai dele. Parecia fácil, mas eu fiquei todo atrapalhado.

— Luca, você não…

— Tranquilo, Dado! Tô criticando vocês não. O bonitão parece ser um cara legal. Ele já é advogado, não é isso? Outro dia, no elevador, ele e o pai estavam conversando e deu pra ver que o garoto manda bem no Direito. Vai acabar juiz… você se deu bem!

— Mas isso…

— Eu sei que isso não é o mais importante pra você, mas é bom saber que seu namorado é um cara que tem futuro, igual a você. Deve ser gostoso namorar um advogado jovem e gatão, não é? Shape do caralho ele tem. Se eu fosse viado como vocês, acho que também ia cair de quatro pelo doutorzinho. Você sabe que não tenho problema em reconhecer que um cara é bonito. Parabéns, Dado! Seu namorado é um gostosão.

Luca estava convicto de que Fred era o dono do meu coração; isso me deixou sem jeito para revelar que o meu love não era o boyzinho, mas sim o daddy dele. Que confusão da porra! Antes que eu organizasse as ideias, ele começou a me dar seus conselhos de irmão mais velho.

— Acho que você está em boas mãos, mas vá com calma. Não é porque o garanhão mora aqui ao lado que você vai querer estar todo dia na cama dele, não é? Não pode dar mole; tem que se valorizar. Quando der, traga ele aqui, pra eu dar uma encarada nele. Se em algum momento ele engrossar com você, é só me dizer, que vou lá dar um pau da porra nele.

— Você tá confundindo tudo, Luca! Não é isso não!

— Tô brincando! Calma! Não precisa correr em defesa do jovem doutor. Dá pra ver que aquele fortão não é um bruto. Se brincar, acho que você domina fácil aquele viadão, não é? Diz pra mim, Dado: ele faz tudo o que você gosta na cama? Vocês botam pra foder gostoso um com o outro?

Luca sempre foi meu melhor amigo. Mesmo depois que me revelei gay, ele nunca teve dificuldades em trocar confidências comigo. Eu falava sobre homens, ele comentava sobre mulheres, a gente ria muito e estava tudo certo. Mas as coisas que ele estava pensando sobre o filho do meu namorado me deixaram sem jeito.

— Não fale assim sobre Fred. Você está pensando besteira sobre o rapaz.

Empurrando minhas pernas para cima, Luca se levantou do sofá e deu o assunto por encerrado.

— Tá bom, Dado. Não vou me meter na intimidade do jovem casal, mas você sabe que tem todo meu apoio: gostei do cara. Agora vou pegar o protetor solar. Seu Tarcísio está me esperando pra uma partida de tênis. Acredita que dona Marisa levou aquele saco de cremes e se esqueceu do mais importante? Nossa mãe é uma comédia!

Quando voltou do banheiro, Luca deu um beijinho distraído no meu rosto e reforçou o seu apoio ao meu suposto namoro com o filho do nosso vizinho.

— Vai fundo nessa história. Vamos marcar um dia pra gente sair junto: Eu e Anne; você e Fred. Vai ser perfeito!

Sem esperar que eu falasse alguma coisa, ele se encaminhou para a porta. Olhando para seus ombros largos saindo da regata branca, para suas pernas bem trabalhadas na academia e para seus glúteos espremidos na sunga azul marinho, imaginei o quanto sua namorada era bem servida na cama. Mas será que Anne sabe dar um trato gostoso na bunda empinada do meu irmão? Ao pensar nisso, comecei a rir e soltei a música.

Luca foi um dos primeiros homens por quem me apaixonei. Eu ainda era pequeno e não sabia o que estava acontecendo comigo, mas sabia que era errado sentir aquelas coisas por meu irmão. Por causa disso, fiquei mal por um tempo. À medida que fui crescendo, a confusão na minha mente se desfez e eu tive o merecido alívio. Não seria por causa das fantasias produzidas por uns hormônios malucos que eu seria atirado no fogo do inferno.

Por ser o mais velho, Luca sempre me protegeu e me tratou com muito carinho, por isso era natural que, no período das minhas descobertas, ele fosse o ideal de homem para mim. Ele nunca agiu de forma errada comigo, mas eu fantasiava que éramos namorados.

Quando eu estava sem sono, ele se deitava na minha cama e ficava brincando com meus cabelos, até eu adormecer. Eu gostava tanto disso, que até fingia estar com medo do escuro, só para dormir abraçado com ele. Na minha cabeça confusa de menino viado, eu e meu irmão éramos casados. Que pecado.

Às vezes, minha mãe mandava que Luca me desse banho. Quando estávamos nus debaixo do chuveiro, ele cuidava muito bem dos meus cabelos e da minha pele; parecia até que eu era o seu filhinho. Sem cerimônia e sem maldade, ele enchia a mão de sabonete e metia no meio da minha bunda.

— Aprenda, Dado. Tem que deixar o rego e o buraquinho bem limpos, bem cheirosos.

Aquilo me provocava uma sensação muito boa, que eu não sabia explicar. Eu começava a rir e Luca imaginava que eu estivesse com cócegas. Dando um tapinha na minha bunda, ele me virava de frente e se dedicava a cuidar do meu pauzinho. Não era sua intenção, mas meu irmão foi o primeiro homem a bater uma para mim.

Acho que ele nunca percebeu que eu ficava todo mole quando seus dedos ensaboavam o talo e espremiam a ponta do meu caralho inocente. Sem perceber, Luca foi o meu professor de punheta. Eu fui um aluno tão aplicado, que passei a fazer a ordenha de alguns amiguinhos, que adoravam esporrar na minha mão.

Quando eu estava ensaboado, Luca cuidava do próprio corpo. Enquanto ele passava sabonete na sua pele, eu admirava seu peito, os pelos das suas axilas e sua bunda maior que a minha. Sem se incomodar com minha presença, ele dava um trato caprichado naquela bundona e cuidava com carinho da sua pica, que já era quase tão grande quanto a do nosso pai.

Uma vez, mesmo com medo da sua reação, eu me atrevi a pegar na rola de Luca. Em vez de me repreender, ele me deu uma lição que todo homem precisa aprender.

— Tem que esfregar pra valer, mas com cuidado, pra não machucar a pele, que é muito fina. Precisa botar a cabeça pra fora, pra não juntar sebo. Se não limpar direito, fica com cheiro ruim e pode dar doença, sabia? É bom ter uma rola, não é, Dado? Mas tem que cuidar bem, pra ela dar alegria a gente. Acho que você ainda não entende, mas um dia vai me dar razão.

Luca era mais inocente que eu. Ele não se ligava que, enquanto meus dedinhos deslizavam por sua rola, eu tremia de aflição. Ele agia como o típico irmão mais velho que quer ensinar tudo ao mais novo e não via que esses momentos mexiam muito com meu corpo e com minhas ideias.

Era estranho pensar nisso, mas, depois do meu, o primeiro caralho que tive nas mãos foi o do meu irmão. Ainda bem que ele nunca viu nos meus olhos a vontade de provar o gosto daquela tromba que não parava quieta no meio das suas coxas. Luca era caralhudo igual ao nosso pai.

Conversando com alguns amigos e fazendo umas buscas na internet, descobri que eu não era o único garoto que, em algum momento da vida, desejou uma foda com o irmão. Saber que não estava sozinho me ajudou a superar essa fase e eu comecei a procurar macho fora de casa. Luca continuou a ser um homem lindo e muito carinhoso comigo; eu continuei a amá-lo — como irmão.

O momento mais cruel da minha história foi quando precisei lidar com o desejo que meu pai despertava em meu corpo. Isso também já havia ficado no passado, mas eu ainda sentia vergonha ao me lembrar das fantasias que tinha com seu Tarcísio. Uma ocasião, criei coragem e conversei sobre isso com meu amigo Rodolfo. Com seu jeito de psicólogo, ele me ajudou a me livrar do remorso de já ter sentido tesão pelo homem que me colocou no mundo.

— É estranho, Dado, mas faz parte. Quando a gente tá descobrindo que é viado, é natural desejar os caras que estão mais perto: pai, irmão, primo, tio, avô…

— Tem razão, Rodolfo. Você daria um psicólogo do caralho.

— Dado, com todo respeito, seu pai é um sonho pra qualquer viadinho ou viadão. Cê sabe que seu Tarcísio é um homem gostoso pra cacete. Ele ama você demais, por isso essas ideias passaram por sua cabeça. Mas o bom é que você já superou isso. Tem muito homem pra gente foder sem precisar passar por cima de nenhum tabu.

Quando eu estava mergulhado nesses pensamentos, Vlad mandou uma mensagem perguntando se estava tudo bem. Em vez de digitar uma resposta, liguei para ele e conversamos um pouco. Num tom muito alegre, ele me disse que havia saído para fazer compras.

— Já abasteci a geladeira; Fred chega amanhã.

— Você é um paizão muito apaixonado pelo filho! Já vi que vou ter que disputar sua atenção com Fred.

— Não precisa ter ciúmes. Você sabe que são situações muito diferentes. E um dia você pode se tornar o padrasto do meu Frederico. Seria engraçado, não acha?

— Para ser mais engraçado, Fred vai ter que me chamar de pai Eduardo.

As gargalhadas de um ecoaram no aparelho do outro. Quando conseguiu se conter, Vlad me perguntou o que eu iria fazer à tarde. Como eu disse que não tinha nada programado, ele fez um convite inusitado.

— Você poderia dar um pulinho aqui mais tarde? Terminei de organizar o quarto de Fred e queria lhe mostrar. Quero ouvir sua opinião, já que você é jovem como ele.

— Não sei se o meu gosto é parecido com o do seu filho, mas sei que você fez tudo perfeito. Vou aí só pra elogiar.

— Então a gente se vê mais tarde. Um cheiro na bunda, Dado.

— Chego já por aí. Um beijão na pica, Vlad.

Por pouco, o pessoal de casa não ouviu essa última frase. Mal tirei o celular do ouvido, meu pai, minha mãe e Luca entraram na sala carregando alguns pacotes de comida.

Depois do almoço, seu Tarcísio e dona Marisa avisaram que iriam tirar um cochilo. Assim que eles se trancaram no quarto, meu irmão se arrumou e foi encontrar a namorada. Como eu não podia sair de casa para visitar meu vizinho usando uma bermuda velha e uma camiseta detonada, fui fazer uma produção básica. Por cima de uma boxer preta, botei um shortinho rosa, meio transparente. Para completar, vesti uma regata branca, que se ajustava ao meu corpo magro e comprido.

Em pé diante do espelho, representei uma famosa personagem.

— Espelho, espelho meu, existe no mundo alguém mais viadinho do que eu?

Desde pequeno, sempre tive talento para ser ator; só faltava investir nisso. Antes de sair, mandei uma mensagem para o celular do meu pai. Eu já era adulto, mas não era independente e não gostava de dar preocupação em casa.

“Vou dar uma saidinha. É aqui perto. Volto já. Beijão, pai.”

Assim que bati na porta do apartamento, ouvi a voz grossa do vizinho.

— Entre, Dado. A casa é sua.

Imaginei que seria atacado pelo grandão, mas não havia ninguém na sala. Muito à vontade, fui ao quarto de casal, mas ele não estava lá. Fui ao escritório e nada também. Então, sem ser convidado, entrei no quarto que sabia ser de Fred. No mesmo instante, a porta bateu e uma mão cobriu meus olhos. Fazendo a brincadeira de adivinhação, alguém me deu um beijo na boca.

— Quer me matar de susto, doutor Vlad?

— Susto? Quem mais iria agarrar e beijar você aqui, a não ser eu? Fique tranquilo, jamais vou matar você. Só se for de amor, com minha estaca enterrada na sua carne.

Ao falar isso, ele deu uma mordida no meu lábio e passou a língua na covinha do meu queixo. Entrando na brincadeira, esfreguei meu nariz no dele e lhe dei uma pegada no caralho, por cima da bermuda.

— Você agora falou como um vampiro. Fiquei com medo. Dê um beijinho, pra eu me acalmar.

No meio do quarto, Vlad me envolveu em seus braços e me beijou sem pressa, como se não houvesse mais nada no mundo. Quando nos separamos, ele abriu a mão e guiou meu olhar por aquele ambiente que cheirava a móveis novos. Num lado, havia uma grande cama com uma cabeceira de madeira rústica. No outro lado, um armário embutido e uma discreta porta para o banheiro. Na frente da janela, uma cadeira giratória e uma mesa, em cima da qual havia um notebook e uma escultura da deusa da Justiça.

Na parede de frente para a cama, havia três nichos. Num deles, estavam a miniatura de uma moto e a de um carro antigos; no outro, um porta-retratos com uma foto de Fred ainda menino; no último, o nome dele recortado numa bela peça de metal.

— Que quarto tão perfeito! Você tem bom gosto. Adorei tudo.

— Obrigado, mas foi Fred quem escolheu os móveis. Não teria sentido eu decidir em qual cama meu filho adulto vai dormir e transar, não acha? Esse carrinho e essa moto são presentes que eu dei quando ele era pequeno. As outras peças, comprei por conta própria. Ele ainda não viu tudo arrumado, mas acho que vai gostar.

— Claro que vai. Está a cara dele. Parabéns, papai. Deve ser incrível ser seu filho.

Com um sorriso de satisfação, Vlad puxou a cadeira para eu sentar e depois se sentou na beira da cama. Com o olhar, ele demonstrou que queria falar algo sério.

— Estou muito feliz, por dois motivos: Fred e você. A partir de agora, vou ter ao meu lado dois caras incríveis: meu filho e meu namorado.

— Eu também estou muito feliz, Vlad. Por você, por seu filho e por nós. É muito bom fazer parte dessa história. Eu me sinto muito adulto com você. Você já sabe quando é que a gente vai abrir nossa história pra Fred? Tenho pensado nisso. Como será que ele vai reagir?

— É bom saber que você também já está pensando nisso, Dado. No começo, vai ser meio complicado lidar com certas questões. Não devemos nada a ninguém, mas precisamos pensar no meu filho e na sua família. Nós dois seremos alvo de muitos comentários maldosos.

Eu sabia que as pessoas pensariam bobagens sobre mim e Vlad, inclusive que rolava dinheiro na história, mas isso nunca iria acontecer. Quando a gente saía, ele fazia questão de pagar tudo, mas era por vontade própria, de forma natural. Ele sabia que eu não precisava de nada. Meu pai era engenheiro e trabalhava numa grande empresa; minha mãe tinha um bom emprego no governo: graças a eles, eu e Luca sempre tivemos uma vida muito confortável. Mesmo assim, algumas pessoas iriam olhar para mim e para o meu namorado como se fôssemos um garotão e um sugar daddy. Eu tinha que me preparar para ignorar essas coisas.

— Dado, eu sei que é chato, mas vamos esperar um pouco pra conversar com Fred sobre o nosso namoro. Pode ser? É só até a gente encontrar o melhor momento para revelar nossa história. Prometo que farei de tudo para que isso não demore a acontecer. Eu quero assumir você na minha vida, mas precisa ser de uma forma segura para nós dois. Você me dá esse voto de confiança?

Vlad estava me tratando de uma forma muito adulta. Ele era um homem maduro, por isso pensava muito antes de tomar certas decisões e media bem as consequências dos seus atos. Eu também queria assumir logo o nosso namoro, mas seria melhor esperar um pouco. Apesar de ainda não conhecer Fred direito, eu não queria que ele ficasse envergonhado quando soubesse que o pai estava namorando um garoto de vinte anos. Eu me sentiria péssimo se ele se afastasse de Vlad por minha causa.

Eu também não gostaria que ele ficasse com raiva de mim ou achasse que eu estava me aproveitando do seu pai. A gente ainda estava se conhecendo, mas eu não queria perder a amizade do doutor Frederico. Pensando nele e na minha família, apertei a mão de Vlad, num gesto de confiança em nós dois.

— Você tá certo. Vamos analisar o terreno com calma, não é? Acho que vai ser engraçado a gente passar um tempo namorando em segredo, como adolescentes. Mas, em breve, vamos escancarar para o mundo que Vladimir e Eduardo são namorados. Dá pra esperar um pouco, não é?

— Estou namorando um cara muito inteligente mesmo. Você é muito maduro, Dado!

— Só tem uma coisa, Vlad: você esperou cinquenta anos pra sair do armário, mas eu não vou deixar você esperar mais cinquenta pra casar comigo. Nem pense que você vai me enrolar. Eu boto a boca no mundo, doutor!

— Dado, você é demais pra mim! Eu estava tão nervoso para ter essa conversa, e você já está me fazendo rir. Mas a gente só vai esperar algumas semanas; um ou no máximo dois meses. É um tempo para a gente ir agindo com naturalidade perto das pessoas, para ninguém ser pego de surpresa. Como é que eu vou esperar cinquenta anos? Daqui pra lá, a morte já vai ter me levado.

— Vamos parar a conversa por aqui, doutor Vladimir. Quero saber de porra de morte não! Coisa chata.

— Desculpe, meu amor. Vamos viver, vamos nos amar.

Cravando as mãos nos meus quadris, Vlad me puxou da cadeira para suas coxas e se jogou de costas sobre o colchão. Deitado sobre seu corpo, cobri sua barba de beijos e depois lhe dei minha boca. Entrelaçando as pernas com as minhas, ele me aprisionou e começou a dar tapas na minha bunda. Sua mão passou por baixo do elástico do meu short, avançou por dentro da minha cueca e um dedo tocou no meu cu.

— Vlad… não… na cama de Fred não.

Com a respiração pesada, Vlad continuou explorando minha bunda e ficou me olhando como se não tivesse entendido. Segurando nos meus quadris, ele me colocou em pé na sua frente e ficou passando a mão na barraca que estava armada no meu short.

— Tem razão, Dado. Quem vai foder muito nessa cama é Fred.

Pegando em sua mão, levei Vlad para o nosso quarto. Depois de se livrar da roupa, ele se deitou na cama, empunhou a picona para cima e passou a língua nos lábios, fazendo cara de putão.

— Chegue, menino. Sente aqui.

De costas, baixei o short e fiquei mexendo a bunda, para provocar o macho da vara cabeçuda, Quando baixei a cueca, ele começou a puxar o ar por entre os dentes, revelando que estava aflito para foder.

— Olhe pra mim, rapaz. Olhe o que eu tenho aqui pra você. Venha pegar.

Ao me virar, dei de cara com sua rola dura apontando para mim. Para mostrar quanto sangue estava alimentando seu tesão, Vlad deu umas pancadas com o talo veiúdo na palma da mão. Essa cena me tirou do sério. Sem fazer cu doce, caí de boca no coroa safado. Beijei seus pés grandes e suas pernas cabeludas, lambi o saco pesado e chupei a picona, quase a ponto de extrair o leite.

Depois de passar a língua em suas axilas, mamei em seus peitos como se fôssemos o filhinho e seu paizão. Louco para meter em meu cu, Vlad ficou se contorcendo e começou a empurrar minha bunda ao encontro do seu caralho. Eu queria ser comido, mas antes ele tinha que preparar minha carne. Assim que fiquei de cócoras sobre sua cara, Vlad escancarou minha bunda, grudou os lábios no meu rego e meteu a língua. Seus beijos molhados deixaram meu cu implorando para engolir o caralho dele.

Depois de encapar a rola, eu me preparei para sentar nela. Quando a ponta bateu no meu cu, coloquei as mãos no peito do arrombador e lhe dei uma encarada.

— Seja homem, Vlad! Meta essa porra, viado.

Como se fosse arrancar meu couro, ele cravou as unhas na minha bunda, deu uma socada para cima e me puxou para baixo. A cabeça entrou rasgando e o talo ficou entalado em mim. Quando a surra começou, joguei os braços para cima e fechei os olhos, para sentir todo o prazer de apanhar da vara do meu machão. Dando um tapa no meu rosto, ele mostrou que não levava desaforo para a cama.

— Olhe pra mim, Dado. Tome rola, viado!

— Fuck me, daddy! Ai!

— Fale assim não, Dado! Porra! Assim o paizão goza! Safado! Putinho!

Minha fantasia deixou o paizão de Fred enfurecido. Jogando as ancas para cima, ele espancou minha bunda sem pena. Cavalgando com a pica dele enfiada no cu, eu jogava meu corpo de um lado para outro. Minha rola pulava e girava toda bruta, pedindo para ser domada. Usando sua mão pesada, Vlad mostrou quem era que mandava ali.

Receber uma punheta tão gostosa do macho que estava arrombando meu cu me fez perder o controle. Jogando a cabeça para trás, apoiei as mãos nas coxas dele e gemi baixinho quando minha pica começou a esporrar.

— Ah… ai…

Um jato saiu queimando e atingiu o queixo e os lábios de Vlad. Puxando-me pelo pescoço, ele me fez deitar sobre seu corpo e nossas bocas se uniram para dividir o leite atirado por minha pica. Fincado no meu cu, o caralho dele começou a pulsar, como se estivesse me fertilizando.

Estava perto do anoitecer, mas ainda havia luz e calor pelas ruas de Aracaju. Protegidos pela persiana e refrescados pelo ar-condicionado, eu e Vlad continuamos deitados mesmo depois que ele tirou a rola de dentro de mim. Em meio a beijos e carinhos, ficamos conversando sobre nossa vida, sem dar importância ao tempo que passava lá fora. Só quando o escuro cobriu a cidade, eu me lembrei de que precisava voltar para casa.

Sempre carinhoso, Vlad me levou para o banheiro. Enquanto um passava sabonete no corpo do outro, eu me lembrei de quando tomava banho com meu irmão e com meu pai. Mas agora, era com meu namorado que eu estava embaixo do chuveiro, por isso podia pegar à vontade na sua bunda e na sua rola. E ele também podia fazer o que quisesse comigo.

Depois do banho, ficamos namorando no sofá. Ao ver a mensagem de minha mãe informando que iríamos jantar num restaurante, eu me vesti para ir embora. Antes de abrir a porta, Vlad me abraçou e me deu seu beijo.

— É lindo esse sentimento que está nascendo entre nós, Dado. Estou muito feliz.

— Esse sentimento que está nascendo se chama amor. Também estou feliz, Vlad.

— Você é o meu novinho maduro. Te amo, Dado.

Ele falou isso de um jeito tão bonito, que eu me joguei em seus braços e lhe dei mais um beijão.

— Esse amor vai crescer muito, Vlad. Vai até dar frutos.

— Dado! Você é poeta!

Rindo muito, dei um tapa na bunda dele, passei o olhar pelo corredor e fui para o meu apartamento. Ao abrir a porta, minha mãe me deu um sorriso de satisfação.

— Chegou rápido, Dado.

— Eu estava aqui bem perto, mãe. Vou me arrumar, pra gente sair.

Na manhã seguinte, quando fomos pegar o elevador, encontramos Vlad. Como bons amigos, ele e meu pai se cumprimentaram com um aperto de mãos. Depois de dar um “oi” ao meu irmão, meu namorado falou naturalmente comigo.

— Está indo para a faculdade, não é, Dado?

— Isso mesmo. Vou aproveitar uma carona com meu pai. E você, Vlad? Está indo buscar Fred?

— Vou pegá-lo no aeroporto e de lá vamos direto para o escritório. Só estaremos em casa à noite. Se quiser aparecer, fique à vontade.

Enquanto conversávamos, meu pai e Luca mal disfarçavam a curiosidade. Quando saímos do elevador, fomos juntos até o estacionamento. Antes de pegar seu carro, meu irmão fez um comentário só para mim.

— Altos papos com o sogrão! E o Fred está chegando na área.

Sem tempo para conversas, entrei no carro com meu pai. Assim que deu a partida, ele começou uma conversa.

— Não sabia que você tinha tanta aproximação com o doutor Vladimir. E quem é esse Fred de quem vocês estavam falando?

— Fred é o filho de doutor Vlad. Ele também é advogado: doutor Frederico. A gente é amigo, pai.

— Entendi, Dado. Entendi tudo.

***

Aos poucos, a história vai acontecendo. Obrigado a todos que continuam interessados nesta série.

Em breve, mas um capítulo do romance de Eduardo e Vladimir.

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Comentários

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Imagino que lica e fred juntos um casal surpreendente.

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É uma delícia conhecer mais os personagens, e a maneira que você é muito gostosa.

E a confusão tá armada heheh

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