Cidade Pequena - 1 - Introdução

Um conto erótico de 50ãoRala&Rola
Categoria: Homossexual
Contém 2291 palavras
Data: 02/04/2024 19:29:56
Assuntos: Gay, Homossexual, maduro

Nasci numa cidadezinha do interior de SP, muito pequena. Hoje leva-se quase 5 horas de viagem de carro para chegar lá, partindo da capital, mas quando eu era pequeno eram quase 8 horas por causa da estrada e dos carros menos potentes. Estávamos próximos à São José do Rio Preto que, na época, estava há um pouco menos de 1 hora de distância, hoje, graças às estradas, leva-se 20 minutos para ir até lá.

Por ser uma cidade muito pequena, todos se conheciam, morávamos perto da estação ferroviária, na verdade, tudo era perto dela, nossa casa estava ao largo da praça central onde estavam, também, a igreja, o banco do Brasil, um hotel simples, um bar/restaurante e a prefeitura, o restante eram casas de moradores e pequenos comércios. Como lá fazia muito calor, a sombra das árvores e os bancos da praça eram convidativos para um descanso, um excelente lugar para conversar ou ler um livro.

Atrás da prefeitura havia uma área com uma escola, um clube público, a delegacia, o cartório e um hospital básico, todos mantidos pela prefeitura e. atrás da igreja havia uma segunda praça, menor, mantida pela igreja e algumas lojas, mercado e um boteco. O restante eram casas de moradores. A cidade toda era formada por 16 quarteirões, o restante eram sítios, chácaras e fazendas.

Por ser uma comunidade onde todos se conheciam, as pessoas eram muito conservadoras e, por comportamentos “fora do padrão” não eram bem aceitos. De forma geral, as pessoas estudavam até o colegial, arrumavam um emprego na cidade ou no campo e se casavam para constituir família. Mas eu não pensava assim, eu queria me formar em uma universidade e me mudar para uma cidade grande. Além disto, eu sentia atração por homens, em hipótese alguma, eu iria me casar com uma mulher.

A minha família era formada por cinco membros: eu Pedro, completando 18 anos, branco, 1,80m e 90 kg, loiro, olhos azuis, gordinho. Meu pai, Antônio, filho de italianos do norte, eu era muito parecido com ele, porém ele era um pouco mais gordo (110 kg) e muito mais peludo, pelos dourados. Tinha uma marcenaria grande com 4 empregados. Minha Mãe, dona Olívia, filha de pai alemão e mãe italiana, austera e amorosa. Meu irmão mais novo, também chamado Antônio mas, diferente de mim, nada parecido com nosso pai: Toninho, seu apelido, era magro e mais alto, além de ter poucos pelos e cabelos mais escuros. E minha irmã, Esther, que era a mais nova da família e muito parecida com minha mãe mas seus traços ainda estavam se definindo. No futuro ela se tornaria uma mulher muito bonita, meiga e amorosa, se casando com o filho de um fazendeiro da região.

Todos os moços se casavam cedo para mostrar que eram machos, ninguém mexia com a mulher ou as filhas de um outro homem. Era o que eu pensava até meus 15 anos, a partir desta idade eu comecei a perceber algumas coisas. Vale acrescentar que meu interesse era por homens maduros, acima dos 40, homens fortes, robustos ou gordos, de preferência peludos e com barba.

Esta época dos 15 para 17 anos, eu comecei a perceber situações entre os homens “sérios e conservadores” da cidade, sua seriedade e conservadorismo eram uma fachada pois muita coisa acontecia no sigilo e na privacidade. A primeira situação foi com o Monsenhor Hamilton, o padre da cidade, eu era coroinha e este padre que tinha mais ou menos minha altura e pesava uns 110 kg. Este padre, que era um homem muito bonito e ostentava uma bela barba bem aparada, começou antes de cada missa enquanto nos vestíamos na sacristia, a me fazer as mesmas perguntas toda semana:

⁃ Pedrinho, algum homem tentou te segurar ou fez alguma carícia em você? Incluindo seu pai ou outro parente? Na primeira vez eu perguntei:

⁃ Que tipo de carícia, monsenhor?

⁃ Deste tipo! - Ele chegou por trás de mim e encostou seu corpo no meu, me segurou pela cintura, depois passou a mão longamente em minha bunda e, para terminar, apertou me pênis sem machucar.

⁃ Algo assim aconteceu? Perguntou o clérigo.

⁃ Não, monsenhor, isto nunca aconteceu.

⁃ Pois se acontecer não conte para ninguém e venha me procurar imediatamente!

⁃ Sim senhor! Notei que o padre teve uma ereção mas ele se virou rapidamente de costas e vestiu a batina. Aquilo me excitou muito e me acordou para a questão.

Conforme citado, ele continuou a me fazer essas perguntas todas as semanas mas sem tocar no meu corpo, porém eu notava seus olhos em mim enquanto eu trocava minha roupa pela batina, algumas vezes, involuntariamente, ele acariciava o seu pênis enquanto me olhava distraidamente.

Porém, o que eu nunca contei ao padre, é que eu já havia sido tocado por dois homens que não me fizeram nada, a não ser se aproveitar do meu corpo. Um deles foi um tio, irmão do meu pai que me encontrou sozinho em casa e fez algumas carícias nas minhas nádegas enquanto falava: “sua bunda é mais gostosa que de muita rapariga” e, ainda, completou: “Não conta para ninguém que eu fiz isto senão te dou uma surra!”. Como este tio acabou morrendo em um acidente meses depois, eu realmente não contei para ninguém. A segunda situação foi na marcenaria do meu pai, eu estava ajudando um dos marceneiros empregados da oficina e, num determinado momento em que estávamos sozinhos, ele me abraçou por trás e cheirou meus cabelos dizendo que eu cheirava muito bem. Ele era um homem por quem eu já tinha uma atração forte e deixei que ele me abraçasse e cheirasse meus cabelos, até que eu senti uma barra dura e grande apertando meu traseiro e percebi que o homem estava excitado e que seu instrumento era muito grande, neste momento ouvimos um barulho e nos separamos para evitar maiores problemas. Isto nunca mais se repetiu mas, novamente, eu gostei da sensação, do erotismo e do medo de ser possuído.

Eu poderia contar para o monsenhor Hamilton mas eu pensei que isto poderia piorar a situação, pois ele poderia tentar conversar com esses homens e eu acabaria sendo exposto. Como nada de mais grave aconteceu nos dois casos, resolvi guardar este segredo que conto somente agora.

Os dois incidentes mexeram comigo e eu percebi que muitos homens procuravam garotos como eu e que aquela imagem de conservadorismo que se via na cidade era apenas uma fachada para o que realmente acontecia na privacidade dessas pessoas. Outras duas situações também mexeram comigo:

Aos 17 anos eu já era considerado um “jovem adulto“, o que me permitia frequentar lugares onde somente homens adultos frequentavam, o bar por exemplo. O dono do bar era um espanhol chamado Esteban Ramón, um espanhol alto e forte, era semi calvo e muito peludo. Eu ainda não podia tomar bebida alcoólica mas havia sucos e refrigerantes, além de coxinhas, croquetes e empanadas, com as quais eu gastava o dinheiro ganho na marcenaria. Costumava ficar por lá nas tardes de sábado quando havia uma boa clientela para eu admirar: naquele ambiente os homens ficavam mais à vontade, contavam piadas pesadas e apertavam seus pintos ou acariciavam seus sacos o tempo todo, O que eu achava muito excitante!

Numa dessas ocasiões, enquanto escutávamos um jogo de futebol pelo rádio, dois homens começaram a discutir um tema de futebol, A discussão se tornou cada vez mais acalorada até que fizeram uma aposta para saber quem estava com a razão. Um dos homens, um dos sitiantes locais apostou dinheiro mas, o outro, que era o dono da farmácia, riu e falou que queria apostar algo mais importante, pois sabia que estava com razão. O sitiante perguntou o quê seria e o farmacêutico disse:

— se eu estiver certo, vou te dar uma “encoxada” aqui, na frente de todo mundo! — Todos riram e o sitiante, com cara de preocupado, respondeu:

— Aceito pois, também, tenho certeza de que estou certo! — Nisto todos caírem na gargalhada pois o farmacêutico estava certo e o sitiante fez uma cara de desespero e tentar argumentar, mas o farmacêutico olhou sério para ele e disse:

— trato é trato! Encoste no banco que eu vou cobrar a minha dívida! — Como a palavra de um homem era o “fio do seu bigode“, o sitiante encostou no balcão mas disse:

— é só uma “encoxadinha“, não exagera! — O farmacêutico se aproximando e respondeu:

— deixa eu te mostrar como é uma “encoxadinha“ minha! — E segurou o sitiante de costas pela cintura e apertou forte seu pau contra a bunda do perdedor que quase subiu no balcão com o tranco que levou. Como se não bastasse o empurrão, o farmacêutico ainda se esfregou várias vezes na bunda da vítima antes de o largar. Os homens do bar foram ao delírio, rindo muito e fazendo muitas piadas. O sitiante sentou-se numa mesa e ficou calado tomando uma pinga. Nisto, o dono do bar que assistiu tudo próximo a mim me olhou e falou:

— vou te falar somente uma vez, moço: não comenta nada do que você viu aqui ou não entra mais no meu estabelecimento, estamos combinados?

— sem problema, seu Ramón, não vou falar nada. Mas coitado do homem! O farmacêutico não deveria ter feito isto... — O Ramón me olhou com uma cara de safado e completou:

— se ele não gostasse de tomar no rabo não tinha aceita a aposta!

Fiquei pensando naquilo que o Ramón falou e cheguei à conclusão de que ele estava certo, ninguém corre o risco de passar por essa situação se, lá no fundo da consciente, não existisse a vontade.

Outra situação que vivenciei foi no clube, em um Domingo de muito sol: eu estava nadando por baixo da água e vi, de relance, dois homens em pé conversando no meio da piscina e um deles, disfarçadamente, apertou o pau do outro algumas vezes discretamente. Eu saí da água imediatamente, sentei-me na mesa da minha família e fiquei observando os dois. Um deles saiu primeiro e o outro saiu alguns minutos depois, mas notava-se que o volume em seu calção estava grande. Assim que o segundo saiu da água, o primeiro foi para o banheiro e o outro o seguiu. Minha curiosidade foi tão grande que eu fui atrás.

Chegando ao banheiro, notei que o reservado da esquerda estava com a porta fechada então entrei no reservado ao lado e fiquei prestando atenção no som e na sombra por baixo da divisória. Percebi que um estava sentado no vaso sanitário e o outro em pé, de frente para ele. Pela sombra notava-se que o que estava sentado mamava na pica do que estava em pé, mamava tão forte que se escutava os barulhos da sucção e os gemidos quase silenciosos do que estava sendo chupado.

Aquilo me causou uma ereção tão grande que tive que me masturbar e, depois, jogar um pouco de água fria na cara. Ao sair do banheiro ainda “meia bomba“, para meu azar, encontrei o dono da lanchonete do clube que entrava no banheiro, ele me olhou e riu, dizendo:

— Eh, idade boa! A gente fica de pau duro por qualquer motivo... — E, rindo, entrou no banheiro.

Voltei para minha mesa e fiquei observando os dois que saíram do banheiro bem depois que o dono da lanchonete saiu, provavelmente este último não percebeu o que estava acontecendo no reservado. Os outros dois saíram como se nada tivesse acontecido e seguiram por caminhos diferentes, sem se falarem e como se nada tivesse acontecido. Aquilo me deixou num estado de excitação extrema por vários dias, fiquei imaginando como seria bom dar esse tipo de prazer a um homem.

Com este cenário acontecendo naquela pequena cidade percebi que existia oportunidade para eu matar minha curiosidade sexual sem que ninguém soubesse. O que me faltava agora, era conhecer alguém que quisesse ser o meu primeiro macho e, com isto em mente, comecei a listar todos os possíveis candidatos. Quis o destino que a primeira oportunidade acontecesse alguns dias depois:

Eu estava na praça lendo quanto notei meu vizinho chegar com sua esposa. Era um casal de fazendeiros que tinham esta casa, em frente à minha mas no lado oposto da praça, perto do bar do Ramón. Usavam a casa um ou dois dias por semana, para quando eles precisassem fazer atividades na cidade, tais como ir ao banco, compras, consulta médica etc. Era um casal de portugueses muito simpático o homem se chamava “seu” Joaquim e tinha o apelido de Quinzão, era um homem por volta de 50 anos, altura mediana, com braços muito fortes e peludos. Estava sempre com camiseta sem manga, apertando seu corpo e uma calça, também apertada, mostrando a forma do seu pênis, um caroço grosso que apontava o tempo todo para frente, emoldurado por um saco bem grande. Sua esposa, dona Amália, também era gordinha mas estava sempre muito bem-vestida e reclamava da roupa do marido:

— Joaquim! Joga essa roupa fora e compre uma nova e maior. Vamos até a loja para ver o que encontramos…

— Roupa custa dinheiro eu tenho roupa boa na fazenda, para quando eu tiver que sair. Está aqui “dá para o gasto” e dura mais um bom tempo... — Respondeu o Quinzão.

— Não vai servir por muito tempo se você continuar engordando do jeito que está! Vamos ver o que o médico fala sobre isto hoje, na consulta...— O Quinzão fez uma cara de poucos amigos e falou:

— esse médico só vai me encher o saco. Eu não sou gordo, eu sou forte! Consigo levantar um novilho sozinho...

Eu, escutava tudo e concordava com o marido, preferia ele assim: gordo e com as roupas bem apertadas para ver os detalhes do seu corpo, pensei e ri em pensamento.

Não sabia que, uma semana depois, eu estaria envolvido com ele…

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