Meu Níver de Dezoito Anos Marcou Minha Vida de Submissa

Minha vida até completar dezoito anos foi ambígua: tranquila, se me atentar às trivialidades monótonas que minhas colegas de turma e eu passávamos durante as durante as aulas, denotando uma entrega quase submissa, às extenuantes e sempre opressoras imposições de ordem infligidas pelas nossas grã madres superioras, as quais respondíamos, cada uma do seu jeito peculiar, enfatizando a personalidade própria de cada menina, umas se sujeitando a enfrentamentos irracionais de disputa de poderes com as nossas "donas" e, ineroxavelmente, sofrendo as consequências da postura rebelde, subjugadas, humilhadas e enbandeiradas na cena colegial, como arruaceiras e pejorativamente, associadas às temidas bruxas; outras, representando a maioria, nascidas sob a feminilidade maternal de todas as mamíferas, tentam se enquadrar dentro das regras rígidas da moral cristã, obedecendo piamente à educação concebida pelo poder papal, incisiva e deletéria ordem criada e mantida por indivíduos machos, mesmo que estes seres, serem totalmente desprovidos de experiências exclusivamente sexuais que, além de reprimidas, sofreriam jocosas e preconceituosas abordagens pelas bocas pecaminosas da massa crítica conservadora e religiosa enraizada nas profundezas da sociedade, ainda aglutinada e efervescentemente fomentada nas estepes ressequidas da ignorância e nos desertos, reais infernos criados oportunamente pelas mentes mantidas sob contínua estimulação de energias negativas, retardadas pela falta de oxigenação dos nossos "pulmões" emocionais, cuja sonegação de atenção e cuidados, gerou a atual situação da nossa íntima e particular esfera, esfera esta, tornada clara na nossa reza; especificada e detalhada em cada iniciativa de obtenção de avanço nas nossas evoluções enquanto seres encarnados. Eu sou a Ariana, única escorpiana da turma 122, líder das "Colonas Migrantes" e interlocutora das "Machinhas do Egito", uma influente aluna interna, nascida na aldeia, abandonada durante a última inundação, adotada pelas freiras, tutelada pela freira mais jovem dentre as que se predispunham a educar, acompanhar e servir de "madrasta" das meninas, desde que completavam a maioridade até o dia em que, seguiriam a vida monástica nas montanhas, sobrevivendo juntas á toda sorte de agruras da vida, desenvolvendo uma união visceral, focada na vida monástica e dedicada exclusivamente à louvar à deusa Lilith. Proibida de comentar sobre os acontecimentos prévios da minha emancipação adulta, me restrinjo a resumir numa frase, uma particularidade notada pelas minhas madres superiores, na qual me tornaria próxima de um significativo e influente clã de freiras e, aconselhada a me tornar íntima e confidente da Clair, a recém chegada dos EUA, cuja trajetória desconhecia mas pelo pouco que havera sabido, tornava o momento da minha transição, uma oportunidade para finalmente eu obter os conhecimentos "secretos" sobre a vida que tanto me instigava, porém sempre tolhidos, à título de serem equiparados à libertinagem e sexualismos.

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Comentários

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Um texto bastante denso. Vou acompanhar pelo tema que muito me atrai. Venha conhecer meus contos

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Obrigada pelo seu comentário, fiquei feliz por alguém ter considerado a primeira parte do meu conto, como "bastante denso". Custo muito para postar pq sempre me auto saboto, achando que não está satisfatório; atribuo essa chatice ao meu ascendente Virgem, hihihihihihi... Por hora, interpretando as nuances do universo feminino, como abelha que, beija cada flor e recolhe o néctar, pouso na tua coxa, nua e depilada, te olhando bem fixamente, penetro na tua aura angelical e miro um singelo beijo de lábios; furtivo, lancinante e escorregadio, capaz de explicar o por que de te achar linda e maravilhosa! Da tua amiga, Lisianne

(Teus contos são maravilhosos.. Muito detalhados, muito imersivos.. Daqueles para ler toda noite, debaixo do lençol de cetim, esfolando a periquita com dedinhos miraculosos..)

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