MARAÍSA E GENI – Ajuda ou traição? (Parte 6)

Categoria: Heterossexual
Contém 4770 palavras
Data: 15/11/2023 23:55:38

Parte 6

Depois de sair dirigindo em direção ao hotel, a cabeça cheia, um gosto ruim de derrota na boca, bastante abalado e bem puto da vida com as palavras que o Geni havia dito antes de me deixar, a vontade que eu tinha era me desconectar de tudo, ver se abafava aquela sensação de frustração que me acompanhava sem descanso. Ao chegar ao hotelzinho, tomei um banho frio no início, depois liguei a água quente e fiquei alguns minutos sob aquela ducha mais quente, buscando relaxar. A cabeça não se desconectava do problema que me atrapalhava a vida. Não tinha como evitar que as frases do Geni ouvidas há pouco, ainda ressoassem em minha mente:

“Se não fosse eu, iria acontecer com outro. Eu vi que estava para dar merda, e resolvi ser honesto com os dois”.

“Primeiro, a atitude de não querer ver o que está errado de fato, só vai prejudicar os dois, você e a sua esposa”.

“O modo como vocês conduziam a relação, sem diálogo e fugindo de enfrentar ou de enxergar o problema, ia dar merda”.

“Eu apareci e pensei em ajudar, de verdade... Eu quis ajudar, sou da família, gosto de vocês, poderia levar as coisas na surdina, como foi feito, e ninguém ficar sabendo”.

Mesmo sabendo que podia ser verdade, eu também sabia que ele ficou tarado na minha esposa, e louco para comê-la. E ele deu o empurrão.

“O seu casamento que apodreceu sem minha participação”.

“Tentei fazer de um jeito que mostrasse a vocês como mudar tudo”.

“Você sempre foi ruim de cama, nunca foi um bom amante para atender as necessidades de sua esposa, e ficou sempre com medo que ela descobrisse que havia coisa melhor do lado de fora. Por isso escondeu a Maraísa do mundo”.

Aquela fala havia me doído muito.

“Nem o emprego você a ajudou a conseguir, pois era cômoda a situação de ter a esposa em casa esperando”.

“Em vez de evitar, essa sua atitude de isolar a esposa, despertou ainda mais, nela, a necessidade de buscar satisfação”.

“Eu só estava na hora certa, e no lugar certo, como qualquer comedor oportunista. Aconteceu. Não vim para isso e descobri tudo aqui”.

“Não era minha intenção me envolver. Percebi que ia dar merda se eu fizesse como ela queria. E tentei mostrar para você entender o que estava acontecendo”.

“Você “sacou”, mas não teve coragem de assumir, e encarar, ficou se fingindo de besta. Eu dei todas as pistas, agi de forma muito visível, notável, na sua frente, fácil de você me chamar e questionar o que estava rolando”.

Tudo aquilo, rememorado, se tornava mais evidente e me dava ainda mais incômodo. Eu segui recordando.

“Você sabia que o papo ia chegar neste ponto, ela ia dizer o que estava acontecendo com vocês, e eu ia ter que lhe mostrar que, no fundo, você todo o tempo teve um comportamento de Cuckold. Você se excitou em me ver provocar a sua esposa, e ela me provocar e se excitar com isso. Ficou explícito. Não pode negar”.

Era uma verdade cruel. Para mim, não tinha dúvida. Eu não podia negar.

“Aí, eu chamei você para um papo sincero, quase abri o jogo, e você desconversou, achou que ia ficar por isso mesmo”.

“Aí, aconteceu. Confesso que a nossa brincadeira de provocar escapou do nosso controle. Aliás, escapou do meu controle, porque a sua esposa estava desesperada para ser bem fodida e não via a hora”

“Vamos falar a verdade, ela me disse, nunca teve tanto prazer e satisfação em uma foda como a que tivemos na sala da sua casa. Ela precisava disso. E você também precisava. Desculpe. Falo sério. No fundo, você reagia com ciúme, mas também morria de tesão de ver eu e a sua esposa nos provocando”.

“Você teve medo de assumir o seu fetiche de corno. Medo de ter que liberar a sua esposa que é um avião, e precisa voar urgentemente”.

“Inseguro, não foi capaz de entender que eu fiz isso tudo, para ajudar vocês a se resolverem. Não quero tomar a sua mulher. Fica certo disso. Quero que vocês sejam felizes. Mas ela precisava ter uma aula de foda bem dada”.

Todas aquelas frases, além da porrada violenta que me davam, tinham uma grande verdade, que o filho da puta do Geni teve a ousadia de me mostrar. E o pior era que ele parecia coberto de razão. Ele terminou com uma porrada mais forte ainda:

“Você vai se foder de verde e amarelo se continuar com esse orgulho machista babaca.”

“Agora, talvez, se você deixar de lado o orgulho e o medo de assumir, vai lá e aprende a dar o que ela precisa. Fim de papo. Não tenho mais nada para dizer, porque fui sempre muito verdadeiro, e transparente”.

Ele tinha razão. Era a minha esposa, o meu casamento, e eu estava perdido sem rumo. Eu não aceitei na hora em que ele estava me falando, pois, meu orgulho não permitiu, não queria me rebaixar e me entregar à verdade que ele expunha. Mas, ali no banheiro daquele hotelzinho fuleiro, sozinho, sozinho, e bem arrasado, cada uma daquelas fases soavam com uma força ainda maior. Ficaram impressas com ácido na minha memória auditiva, lógica e emocional. No fundo eu tinha que reconhecer que o Geni falou a verdade.

Saber aquilo, não diminuía a raiva que eu sentia, mas agora, nem era tanto, raiva do primo, era principalmente da minha incapacidade e incompetência de resolver aquilo antes que acontecesse.

Saí do banho, me enxuguei e me sentei na cama do quarto, nu, ainda sem saber o que ia fazer. Como era inevitável, me recordei da minha esposa, e percebi que ela, instruída pelo Geni, sempre me deu a chance para assumir que eu sabia de tudo, e que estava deixando acontecer. E ela sabia que eu me excitava com tudo aquilo. No fundo, eu tinha mesmo aquele fetiche de ser corno. Mesmo sem saber como e por que acontecia, eu precisava reconhecer, eu tinha. E foi exatamente por isso que eu deixei tudo acontecer.

No meu esconderijo do hotelzinho, removendo as máscaras do orgulho e da revolta, podia olhar para trás e reconhecer. Me lembrei da última conversa com a Maraísa. Quando ela me perguntou:

“Você me ama? De verdade?”

Me lembrava que tinha sentido o cheiro embriagante do perfume dela, naquela hora, e uma onda de forte emoção havia me invadido. Eu gostava daquele cheiro...

A verdade estava ali. Maraísa também tinha sido sincera comigo. Mesmo tendo transado com meu primo, na nossa casa, ela estava fazendo tudo bem às claras. Eu é que fingia não ver. Me recordei dela dizendo:

“...eu o amo demais. Mas sabe o processo de solidão e abandono a que eu fui submetida neste último ano. Eu achava que você tinha perdido o interesse em mim, que eu não o atraía mais, que você me desdenhava”.

“Pense o que significa isso para uma mulher de 23 anos, cheia de sonhos e desejos. Frustrada por não ter emprego. Dependente do marido”.

“Você tem dúvida de que eu o amo demais?”

Eu sentia que aquelas lembranças me levavam a parecer o principal culpado de tudo o que tinha acontecido. Nas palavras da Maraísa:

“Eu não traí você. Essa é uma visão equivocada, uma versão que você criou ontem, interpretando erradamente os fatos”.

“O Geni se mostrou diferente, muito atencioso, maduro, interessado, e até respeitoso”.

“Eu passava mais horas com ele do que com você”.

“Ele é o lado “pra cima”, estimulador, disponível, se dedicando, me ajudando, e você, ao contrário, o lado para baixo, cortando, abafando, castrando, baseado numa insegurança que não tinha motivo”.

“Você sabia que a sua esposa seria presa fácil de um predador, pois você não estava dando atenção e valor a ela. Eu estava louca por sexo. Isso você sabia, e trouxe seu primo, e me deixou com ele”.

“Eu já havia dito, estava precisando de um macho, viril, potente, precisava muito de sexo, e estava a fim de me entregar a algum. Tinha chegado ao meu limite. Você fingia não ver”.

“Quando vi que o seu primo não representava ameaça ao que eu sentia por você. Comecei a desejá-lo. Achei que ele seria uma espécie de ajuda. Mas eu vou amar você sempre”.

“O seu primo foi digno, me explicou o que estava acontecendo, ele entendeu logo a nossa situação”.

“Na minha cabeça, eu não ia trair você, ia apenas satisfazer uma necessidade com alguém que poderíamos confiar. Mas ele não quis. Ele soube conduzir a coisa de modo a não deixar que acontecesse o que eu já queria”.

“Eu queria fazer sexo, amor. Queria mesmo. Não ia botar chifre por maldade ou vingança, nem pouca-vergonha, eu estava maluca por sexo”.

Revendo o que a Maraísa dissera, corroborava o discurso do primo. Eles até podiam ter combinado, mas, não me parecia ser o caso. Ela explicou:

“Ele me alertou do que significava aquilo, que eu estava colocando não somente o meu casamento em risco, como a relação dele com você. Foi muito digno”.

“Eu me abri com ele e que me falou que desejava nos ajudar. Não queria destruir o nosso casamento, mas precisava fazer algo para tentar salvá-lo. Você sabe que não foi lábia do Geni. Sabe que é tudo verdade o que estou dizendo”.

“Fomos tentando sinalizar para você, o que acontecia. Se ele quisesse me comer, teria comido desde o começo.“Ele me conteve, ajudou a me segurar, contornar, evitou, controlou, e disse que não podia ser daquele jeito”.

A imagem da Maraísa nua, na cama, me dizendo aquilo, me veio à mente. Eu já não estava mais com raiva naquele momento, e minha capacidade de raciocinar aumentara.

“Estou lhe dizendo a verdade. O Geni é um grande amigo seu, amigo nosso, um cara honesto. E não foi sacana em nenhum momento. Ele falou com você. Deu o sinal de que estava rolando algo, e você sabia, deixou seguir ou tentou evitar entender”.

“Ele mostrou que você me ama, mesmo não sabendo como levar nossa relação, e que eu o amo também, então não era certo fazer algo por trás, escondido, sem que soubéssemos que você estava ciente”.

“Fizemos tudo às claras, amor. Eu passei a fazer como ele sugeriu, dando sinais para você... tudo para causar uma reação em você. Fazíamos provocações na sua frente, tudo para testar as suas reações... Nossa ideia era de ter uma conversa aberta, que eu queria dar para ele”.

“Notamos que você se excitou de ver aquilo. Mas não reagiu contra, suas reações eram só comigo, e meio tímidas, eu confrontava e você assentia. E nem tocou no assunto como a gente esperava”.

Novamente, lembrando de tudo aquilo eu estava angustiado. O que ela me dissera tinha um fundo de grande coerência, não sentia mais como inicialmente, que foi manipulação. Eu sabia que a a culpa era principalmente minha naquele processo.

A Maraísa não tinha poupado nada:

“Eu tive que reconhecer que o Geni estava com razão. Você estava broxando por medo de me deixar ser o que eu gostaria de ser. Você ficou fragilizado. E tudo isso, eu amando você e sendo fiel. Ele me ensinou muito...”

Avaliando, reconheci que me sentia muito desconfortável com aquela conversa. Era verdade. Eu tive consciência do que rolava, mas não fui capaz de interromper ou questionar a sério.

Maraísa tinha sido detalhista:

“Acho que não foi feito nada pelas costas. Ele disse que não ia enganar. Só depois daquela noite em que ele conversou com você na sala, e alertou para o que estava para acontecer, ele já não se sentiu mais enganando ninguém, você estava ciente”.

“Você desconfiava... nós demos muitos sinais claros, o Geni cantou a pedra para você, e eu também dei algumas pistas bem diretas. Você sentia, via as nossas brincadeiras. Você ficava excitado em ver a gente, e disfarçava”.

“O Geni me explicou que você no fundo tinha tesão de ser corno. Eu não entendia disso. Mas essa sua permissividade nos deu o sinal de que poderíamos avançar mais”.

“Naquela noite em que você acordou e nos encontrou dormindo no sofá, se você tivesse esperado, e fosse lá ver, meia hora depois de eu ter descido para a sala, teria surpreendido eu e ele transando”.

A imagem dos dois fodendo no sofá da minha sala me assombrava, e o pior de tudo, é que mesmo depois de tudo, eu me excitava com ela. Mais uma vez, lembrando do fato, eu senti o meu estômago se apertar. Era real. Foi naquela noite que ela deu para o primo. Nas palavras dela:

“Eu queria muito, e como nas nossas conversas eu senti que você tinha noção do que podia rolar, resolvi que era naquela noite. Queria fazer tudo com você sabendo, mas você não deu espaço para isso”.

“Eu não podia dizer “amor, vou ali na sala dar uma trepada com o seu primo”.

Eu estava arrepiado ao lembrar. E o mais arrepiante foi quando a Maraísa falou:

“Foi incrível. Eu nunca tinha feito sexo daquele jeito, demorado, intenso, forte, maravilhoso. Mas eu não tinha a sensação de estar traindo você. Pensava até que você ia lá ver o que acontecia”.

“Amor, não foi safadeza. Foi como se eu estivesse recebendo uma aula master, de como fazer sexo. Não via o Geni como meu amante, mas meu amigo, nosso amigo, e meu professor”.

“Ele me comeu gostoso, e me fez gozar muito, várias vezes. Eu cheguei a gemer forte para ver se acordava você”.

A porrada que eu levei ao ouvir ela contar aquilo foi muito forte. Naquela hora, lembrando, reparei que a Maraísa estava olhando para o volume que se formava sob a minha calça, com o meu pau endurecido e latejando. A excitação havia ocorrido sem eu ter controle. Tive vergonha daquilo.

“Não, você não foi otário, amor, você foi cúmplice. Vamos falar a verdade. Não foi traição. Sabia que a gente ia ficar juntinho na sala, viu como eu estava vestida, seu primo só de calção. Você deixou acontecer. Depois, ficou tarado quando me viu dormindo no sofá com o Geni, após termos trepado de tudo que é jeito, até na cozinha”.

“Então, amor, isso confirma o que a gente pensou. Você estava querendo ser corno, nós até brincamos com isso, testando você, e você negava de brincadeira, mas não reagia, acabava deixando rolar. E você aceitando tudo naturalmente. Nós tínhamos certeza de que você estava permitindo. Vai dizer que não foi assim?

Eu me recordava que naquela manhã, não contestei. Fiquei calado. Não queria dar crédito na versão dela. Maraísa continuou:

— Naquela noite o Geni disse que você já tinha a certeza de que a gente estava transando, que você já era corno, e estava deixando rolar sem ter que assumir que sabia.

Aquelas palavras confirmavam que o grande “enganado” na história, não existia, meu primo sabia, minha esposa sabia e eu, de fato, sabia, mas me fazia de enganado. Não tive capacidade de assumir e me abrir com eles. Mas, ao mesmo tempo, eu ainda tinha uma certa mágoa, uma sensação de que saí perdendo naquele jogo, e a solidão daquele pequeno quartinho piorava o meu estado de ânimo. Às vezes eu tinha vontade de ligar para a Maraísa, depois me segurava, e controlava a ansiedade. Resolvi sair e dar uma volta pela cidade, passar pela orla, e me distrair. Fui rodando, sem ter um rumo definido, e quando reparei, estava num trecho da avenida, onde se via algumas garotas de programa na beira do passeio, esperando a abordagem dos clientes. Fui passando devagar, observando, distraído, fazia muito tempo que eu não passava por ali. Logo percebi que algumas me confundiam como sendo um cliente, e acenavam, tentavam chamar a minha atenção. Eu não parava, seguia observando, até que eu vi uma mulher muito elegante. Loira de cabelos compridos lisos, não se trajava de forma vulgar como as demais. Usava um vestido de Lurex cor de areia, bem colado ao corpo, curto mas não muito, na altura do meio da coxa, decote reto e modelo tomara que caia, com os seios médios para grandes, que apertados no vestido, ficavam bem salientes, metade fora do decote. Calçava tamancos de sola de cortiça, salto alto, e apenas duas tiras finas de couro bege na parte superior do pé. Tinha uma bolsa na mão, e não me acenou. Ficou apenas olhando.

Examinei o perfil das formas dela recortadas, contra o fundo mais escuro da rua, e me pareceu muito atraente. Era relativamente alta, devia ter pouco mais de 1,75 m, e à medida em que eu me aproximava, reduzia a velocidade, para poder observar melhor sua fisionomia. Ele achou que eu ia parar, e sorriu, e seu rosto se iluminou com um lindo sorriso de dentes brancos e perfeitamente alinhados. Quando eu estava bem defronte a ela, ouvi sua voz, macia, sedutora:

— Oi, gato. Dá uma paradinha. Vamos conversar?

Eu não tinha nenhuma intenção de ser cliente de prostituta, mas a ideia de conversar me tocou num momento em que eu precisava mesmo, conversar. Estava dirigindo muito próximo do meio-fio do passeio, e apenas parei a picape. Eu curioso e inexperiente, perguntei:

— Conversar? Você cobra para conversar?

Ela deu outro sorriso, e respondeu:

— Conversar é bônus, mas se não gosta de conversar, não precisa. Pagando, eu fico caladinha.

Foi a minha vez de achar graça. Ela era boa de resposta. Simpatizei e perguntei:

— Como é seu nome? E quanto você cobra?

— Suzy, meu nome é Suzy.

Ela deu uma pequena pausa, examinou melhor com quem falava e respondeu.

— Depende, amor. O que você gostar.

— Eu gosto de conversar.

A loira riu de novo:

— Não acredito, você até parece ser um cara bonitão, e gostoso. Mas é você que manda. Para ficar conversando tem que pagar o período completo. Uma hora é duzentos, e duas horas trezentos. Mas se quiser papear a noite inteira, fecho pernoite por quinhentos até amanhã. Você paga o motel e o café da manhã. E o Uber para me levar embora.

Eu achei graça do jeito dela. Na condição de perdido na noite em que me encontrava, achei que ela poderia ser uma companhia divertida. Não ia achar mais ninguém com quem conversar, e eu poderia pagar. Tinha dinheiro que retirei ao sair da empresa. Perguntei:

— Estou hospedado num hotelzinho perto da rodovia. Você aceita ir lá ou tem que ser motel?

Ela deu de ombros:

— Tanto faz, se tiver banheiro para tomar banho, toalha para enxugar, e cama para foder, tá de bom tamanho.

Ela deu um passo para se aproximar mais da janela, e disse:

— Vai ser uma hora, duas, ou mais? Qual é o tamanho do seu papo? – E riu da própria piada.

Eu lembrei de um ditado, que havia aprendido ainda no tempo da faculdade, e falei:

— Vamos fechar e papear a noite toda. O que é um peido para quem já está todo cagado?

Suzy deu uma sonora gargalhada, a danada era bonita, olhos castanhos bem claros, expressivos, e seus longos cabelos loiros muito bem tratados. Pude sentir o seu perfume e era bem gostoso, meio amadeirado, como se fosse um perfume para homem. Ela falou:

— Se estiver cagado eu dou um banho. Gosto de tudo limpinho. E se não se importa, gostaria de receber antes. O que acha?

Eu destranquei a porta do passageiro, e pedi:

— Entre, acabei de tomar banho e estou limpinho. E pagarei metade agora, e metade quando nosso papo acabar pela manhã. O que acha?

— Tudo bem. Gosto dos higiênicos e limpinhos. E você parece ser um bom sujeito. Combinamos assim. – Suzy de perto era ainda mais atraente.

As mãos dela eram bonitas, dedos delicados de unhas muito bem feitas, pintadas com esmalte vermelho.

Suzy entrou e colocou o cinto. Peguei a carteira e entreguei a metade do dinheiro. Ela pegou, agradeceu e guardou na bolsa. Partimos para o hotelzinho.

No trajeto ela esticou a mão e acariciou a minha coxa, com suavidade, e perguntou:

— Você sai sempre para programas?

— Não, não saio, só hoje que estou carente de uma companhia que me tire da fossa. E você me pareceu uma mulher inteligente e de bom humor.

Ela sorriu, como se duvidasse:

— Casado seu sei que você é, estou vendo a aliança na sua mão. Mas deve ter tido um probleminha com a esposa. Relaxa que logo você estará bem e satisfeito.

Eu nada disse. Chegamos ao hotel, e fomos imediatamente para o quarto. A única pessoa que estava na recepção, um rapaz sonolento, que nos viu entrar, mal tirou os olhos da TV que ficava ao lado sobre o balcão. Eu levava as chaves do quarto comigo.

Chegando ao quarto, a Suzi me pediu licença para usar o banheiro e eu falei que ficasse à vontade. Dei a ela uma das toalhas de banho ainda embrulhadas no saco plástico, sem uso. Ela foi e fechou a porta.

Achei que era importante, uma prostituta de rua, tomar cuidados de higiene. Eu me lembrei que não tinha preservativos comigo, mas não tinha mesmo intenções de fazer sexo. Na verdade, precisava apenas melhorar o meu ânimo e me distrair.

Ouvi o barulho da descarga do vaso sanitário, depois o barulho do chuveiro. Uns doze minutos depois Suzy saiu do banheiro e uma onda daquele perfume gostoso que ela usava saiu com ela e invadiu o quarto.

Eu estava recostado em duas almofadas, na cama, ainda vestido. Havia apenas descalçado os sapatênis. Ela estava vestida, como entrou, mas descalça. Depositou sua bolsinha sobre a mesinha do lado da cabeceira da cama, e se sentou ao meu lado. Coloquei uma almofada para ela se encostar, e ela agradeceu. Ela perguntou meu nome e eu disse:

— Lúcio. Esse é meu nome.

Preferi não dizer o nome verdadeiro, mas procurei um muito parecido. Quando eu retirei o telefone celular do bolso, para me sentar na cama, tinha visto que faltava dez minutos para a meia-noite. Perguntei se a Suzy desejava beber alguma coisa, pois tinha água e refrigerantes no frigobar. Ela agradeceu e pediu:

— Um copo d'água, cai bem. Obrigada.

Me levantei e peguei a água, servindo para ela. Quando vi a Suzy tinha se levantado, e me abraçou por trás, segredando no meu ouvido:

— Você é a minha sorte grande hoje. Um homem educado, charmoso, inteligente, cheiroso, e que trata uma mulher com respeito, mesmo que tenha comprado o direito de usá-la para o sexo.

Fiquei sem ação, segurando o copo de água e a garrafa. Ela passava a mão de leve sobre o meu peito, soltava a respiração na minha nuca, e se apertava colando o corpo no meu. Eu senti o calor dela me contagiando e me arrepiei. Ouvi ela sussurrando:

— Lúcio, você jura que quer ficar só na conversa? Eu posso aliviar bastante a sua tensão e lhe dar muito prazer.

Alguma coisa daquela situação mexeu comigo, talvez a mistura do perfume, da suavidade sensual dela, o interesse em me despertar o desejo, tudo misturado, me deixou arrepiado e sentindo o pau querendo crescer. Eu falei:

— Calma, querida. Tome sua água, não tenha pressa. Temos muito tempo.

Suzy relaxou o abraço que me dava por trás, pegou o copo da minha mão, e bebeu um pouco. Eu depositei a garrafa na geladeira, e me virei para ela, no mesmo momento em que ela me abraçava, agora de frente. Eu não queria ser grosseiro e rejeitar o abraço. Como ela era alta, ficávamos numa posição confortável, então, abracei delicadamente os ombros dela, e falei:

— Você é uma mulher muito bela. Difícil resistir.

Eu senti que meu pau tinha ficado mais duro, e ela simplesmente ofereceu os lábios para um beijo. Fiquei receoso de negar, embora não tivesse ainda decidido que queria sexo.

Beijei de leve, ela insistiu. A safada estava me envolvendo, e eu não estava controlando. Começamos a nos beijar, cada vez com mais prazer. Ela beijava deliciosamente, colocava a língua, sugava a minha. Na mesma hora eu estava de pau duro. Então, ela me disse uma coisa que fiquei encucado:

— O maior elogio que um macho pode fazer a uma mulher é mostrar seu pau duro. É o termômetro do seu desejo e da força de atração dela.

Não falei nada. Estava sendo conduzido e gostando, nossos beijos ficavam mais intensos. Ela despiu o vestido, deixando cair no chão e desnudou seios lindos, médios, firmes, com mamilos castanhos bem claros e bicos salientes. Não resisti e comecei a beijar e sugar de leve. Ela gostou, e gemeu como uma gata. Estava apenas com uma tanguinha e seu corpo era espetacular, pele lisa, macia, sem nenhum sinal de celulite. Eu via a imagem nossa, de pé, abraçados, refletida no espelho da porta de correr do armário. A bunda da Suzy era linda, menos generosa do que a da minha mulher, mas perfeita, redondinha, lisinha e sem sinal de celulite alguma.

Aquela visão aumentou ainda mais a minha libido. Meu pau não cabia mais dentro da cueca, e eu despi a calça e a cueca juntas, num mesmo movimento, deixando descer pelas pernas. Suzy, hábil, me ajudou a despir a camiseta, e estávamos os dois colando os corpos e esfregando nossa pele, acariciando e beijando. Eu disse:

— Que delícia! Você é linda!

Suzy gemeu agradecendo e respondeu:

— Você também é um gostoso!

Naqueele momento, eu sabia que minha noite só de conversas estava sendo totalmente alterada, para um delicioso jogo de sexo e prazer. Mas, quando estava no meio de um beijo que quase me fazia gozar, ouvi meu telefone celular tocando. E era o toque exclusivo do telefone da Maraísa.

Parei na mesma hora, me separei do abraço e deixei a Suzy de pé ali ao lado. Atendi o telefone, preocupado.

— Oi, alô? - Nem tive tempo de pensar direito.

A voz de minha esposa estava soando bem triste:

— Oi, amor, desculpe ligar, mas não consegui resistir. Quero muito ouvir a sua voz.

Eu estou aqui sozinha, na maior tristeza.

Eu fiquei travado, sem saber o que dizer. A Suzy estava tão perto que conseguiu ouvir o que a Maraíse disse. Ficou calada me observando.

Respirei fundo e disse:

— “Ma”, por favor. Eu pedi. Não sendo uma emergência, não me ligue.

— Mas é uma emergência amor, estou desesperada, chorei o dia inteiro. Não consigo fazer nada. Fala comigo. – Maraísa estava mesmo chorando forte.

Fiquei desconcertado, e não sabendo lidar com aquilo disse:

— Por favor, amor, hoje não. Estou ainda muito mal. Preciso me recompor. Não quero falar com você. Por favor, não insista.

Ela tentou falar alguma coisa mas eu desliguei, e minhas mãos tremiam de nervoso. Aproveitei e desliguei o aparelho na mesma hora.

Fiquei como um zumbi, parado de pé do lado da cama, segurando o telefone. Suzy se sentou na cama, e me puxou pela mão:

— Vem, senta aqui. Relaxa. Procure ficar calmo.

Minha excitação tinha se evaporado. Me sentei ainda zonzo, sem me concentrar direito, e pedi desculpas:

— Por favor, não leve a mal. Minha esposa. Ex-esposa. Me separei dela ontem.

Suzy não falou nada. Apenas apontou as almofadas na cabeceira da cama, e bateu de leve, indicando que eu deveria me recostar ali. Obedeci, e ela pegou na minha mão e fez um afago:

— Relaxa. Se acalme. Não tem problema. Se quiser conversar, estou aqui.

Naquele momento, me deu muita satisfação de ter ela ali comigo. A dor da separação era enorme, a sensação de falência da nossa relação me doía no peito. E ter a presença dela, serena, silenciosa, ao meu lado, me ajudou.

Olhei para aquela linda mulher de corpo escultural, os cabelos soltos sobre os ombros e os travesseiros, ela apenas de tanguinha pequena. Era como uma sereia deliciosa.

Eu disse:

— De ontem para cá minha vida virou do avesso.

Suzy, calma, acariciava de leve a minha mão, e falou:

— Se quiser falar, eu escuto. Se tiver algo a dizer, eu digo. Já passei por isso.

Eu resumi:

Peguei minha esposa ontem, me traindo com o meu primo e meu melhor amigo desde a infância. Fiquei transtornado...

Suzy abanou a cabeça, num gesto que indicava ter entendido, e falou:

— Não se preocupe. Tenha calma. As coisas sempre se ajeitam. Você ainda gosta dela, não gosta?

Concordei.... Em segundos eu estava contando a ela, tudo o que havia acontecido desde a chegada do meu primo em nossa casa. Ela ouvia bem calma, algumas vezes fazia perguntas para entender melhor, e escutava com atenção.... Com a narrativa fui me acalmando.

Continua ....

Meu e-mail: leonmedrado@gmail.com

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Comentários

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Que delicia, ter com quem compartilhar o que houve e poder ouvir a opinião feminina... É o momento de ouvir a confirmação de que vc estava amando ser corno , mas não queria admitir. Nota 10

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Leon, não consigo responder no comentário que você fez, então, infelizmente sou obrigado a abrir um novo.

De qualquer forma, não vou rebater cada um de seus argumentos porque são tão fracos e inservíveis que você precisou citar meu nome e o da minha esposa, atacando-nos, para tentar sair por cima e ser vitorioso.

Não sei se você tem a idade que alardeia, nem sei se você é você, mas sua atitude desrespeitosa passa longe de uma pessoa madura e experiente.

Na vida há regras para tudo e mais que isso, há a necessidade de sempre haver respeito e empatia pelo próximo, principalmente pelo nosso parceiro de vida. Se não me engano, você já está em seu quarto casamento, aí necessário perguntar: será que você realmente entende tanto assim de vida para querer dar lição para alguém? Eu estou no meu primeiro e creio piamente que será único, porque antes de mais nada agimos pensando no outro. Erramos? Sim, claro, várias vezes, mas nunca deixamos faltar TRANSPARÊNCIA. Aqui o jogo é em cima da mesa, aberto, cara a cara. Não nos escondemos atrás de subterfúgios, brincadeirinhas, "disse não me disse", como os seus personagens. Nossa atitude pode até doer no outro, mas, dentro de nossas regras, sempre há espaço para diálogo e perdão. Por isso, estou no meu PRIMEIRO casamento.

Você pode escrever o que quiser, pode espernear quanto quiser, nada que você escrever mudará o que já está escrito (a não ser que você edite o texto).

O Lúdio negligenciou as necessidades particulares da esposa sim, mas não foi intencional e ele pensava estar fazendo um bem maior para o casal, dando a ela o que ele nunca teve.

A Maraísa, imprudentemente, agiu pelas costas dele, visando um bem pessoal, pouco se importando se isso o magoaria.

O Geni, de forma imperita, sentindo-se o "maioral", criou um joguinho mental para submeter o primo e sua esposa a sua própria lascívia. Foi um talarico sim! Se ele tinha tanta amizade e intimidade com o Lúdio, pelas farras da juventude, deveria ter chegado e aberto o jogo, não vindo com aquela conversinha furada e sem conteúdo, comendo pelas beiradas.

Faça o que quiser do seu texto, eu nunca quis tomá-lo para mim. Tudo o que fiz e escrevi foi para ajudá-lo a torná-lo épico! Você poderia muito bem ter trabalhado questões maiores do que um simples fetiche. Poderia ter abordado a traição, o empoderamento verdadeiro (e não esse de fachada que as feministas tentam impor), a vingança, as consequências, o perdão verdadeiro, mas preferiu ficar no mesmo. O que poderia ser um oceano de possibilidade se transformou num espelho de água, raso, parado, sem vida.

Sinto muito, mas VOCÊ ESTÁ ERRADO, não eu, e a prova disso é a grande maioria dos leitores que criticou o caminho que você adotou.

Não quer fazer a vontade dos leitores, não faça (eu também não faço), mas não os critique por não concordar com você. Você não é o senhor da razão.

Não comentarei mais em seus textos. Você deixou de ser um autor liberal para se tornar o que mais abomino, um mero autor.

Forte abraço,

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Mark, eu não fiz ofensa. Nada foi pessoal. Comentei que o Mark autor, que se diz liberal, escreve histórias como se fossem reais, do próprio casal, e narra coisas que mostram atitudes que o casal teve, e quando comenta como leitor, mostra um sentido crítico que não condiz com o que estava escrito no vosso conto. Dois pesos e duas medidas. Foi isso que eu disse. E mantenho. Suas posições são contraditórias. Você tem um discurso contando a sua história, mas na hora de julgar, usa outra medida. Não quis ofender. Estamos trocando ideias. Aliás, sobre ofensa, deixa eu lhe dizer. Só se ofende quem admite o que ali está colocado como ofensa. Do mesmo jeito que você tem a liberdade de vir no meu conto e fazer seu comentário eu me julgo no direito de comentar de volta. Parei de ler seu conto, pois o tema não me agrada, e avisei, para não escrever coisas que seriam mal recebidas. Mas, como já é a terceira vez (que eu me recordo) que batemos na mesma tecla, e a coisa não cai bem para você, que se sente atacado, acho que você tem a liberdade de comentar ou deixar de fazer. É um ato voluntário seu. Respeito. Mas respeite também a minha opinião quando contesto a sua visão. Eu não sou um autor liberal, está enganado, eu sou um liberal, há mais de 50 anos, que escreve contos sobre a vida liberal, e não faço um tratado de como deve ser a vida liberal. Meus personagens são contraditórios como a própria vida. Mas fica o papo por aqui. Esse papo já deu. Obrigado pelo direito de réplica.

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Vou colocar minha colher neste mingau. Com todo respeito acho esta história muito lenga-lenga e previsível. Corno é traído, corno perdoa e vive feliz para sempre com aquela que o humilhou. Já vi isto pra dar com o pé aqui no site. Pelo menos é o que tudo parece ser até aqui. E o que é pior. Nada indica que vá mudar este enredo açucarado. Todo mundo já sabe o final e ele é chato que nem melodrama da Globo. Final feliz me deixa entediado. Enfim, acabou pra mim. Tem muitas outras histórias aqui para ler. Paro por aqui. Felicidade aos que continuam. Fui.

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Só um leitor não fará falta... KKKKKK - tem cada uma. Vem cá corninho, que eu vou enfiar essa colher no lugar que você vai gostar. Acha que história de corno tem o quê? Sabe de nada, inocente! KKK

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Irmão. Acho que você não vai poder fazer isto de enfiar no fiofó dele porque o rapaz acima parece que já foi embora. Acho que ele não leu o que você disse. E nem eu vou ler porque também vou. Realiza cara. Você levou a porrada e ficou no ar. Está perdendo leitores...

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Não sou seu irmão. Ele e você, passar bem. Não estou aqui para agradar ninguém, nem ficar mendigando estrelas, muito menos fazer média com leitor. Gosta, lê, não gosta, não lê. Simples assim. Se eu fosse me pautar por isso nem publicava. Escrevo por prazer, publico por prazer, e quem gosta, gosta. A maioria não deixa de ler, e fica revoltada porque eu não vou fazer média com leitor.

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Concordo contigo cara. A história é muito rasa para tanto bla-bla-bla. Mais do mesmo e não justifica tanto celeuma.

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Quem está escrevendo e publicando aqui no site pensando em ter estrela, realmente não faz a menor ideia do mundo de leitores que, de fato, comparece para ler. Estrelas 65. Comentários 69. Leituras só da parte 5:2756. Esse sim é o ponto. E pronto.

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Para se saber se o conto é bom ou não, ele precisa ser lido. Levando em consideração que cada vez que eu acesso o conto para ler comentários ou comentar conta como uma leitura , então eu já li umas 200 vzs. A estrela condiz com a satisfação do que se lê. Se vc teve 2756 leituras e somente 69 estrelas (levando em conta que cada um pode dar até três estrelas), tem alguma coisa errada.

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Leon, meu camarada. Pra quê ficar respondendo aos seus leitores cara??? Olha o tempo que você gastou com este textão intelectualóide tentando se defender com argumentos chulés. Não adianta nada. O povo vai continuar lendo e comentando. Pare de sofrer broder. Você é que manda. Faz o que der na veneta. Concentra no texto mermão. Chega de arrumar treta rapaz. A história está ótima. Manda bala guri!

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Não é a primeira vez que sinto isso lendo um dos contos do Leon. Um sentimento de raiva, revolta. Ao mesmo tempo que acho muito excitante a história e quero ver o desenrolar do conflito.

No final, por mais revoltado que eu esteja, quero mais é ver o círculo pegar fogo. Estou adorando o conto, espero por mais capítulos. Parabéns, Leon!

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Ninguem.tem.nada com a continuidade do conto. Mas como leitores e com opiniões próprias tem todo o direito, de forma respeitosa, de colocarem suas torcidas, expectativas, opiniões, etc.

Sobre o fato de ter mais comentários do que estrelas, deve significar algo.

Ja falei e repito, todo o artista tem que ir aonde o povo está. Caso contrario pode ir a outro lugar e não achar ninguem.

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por isso não sou artista.

Eu me recusaria a produzir bosta se o povo gosta de bosta

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Essa sua percepção de bosta, pode estar apenas na sua cabeça. O que é bosta para alguns pode ser um manjar dos deuses para outros.

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Vocês só podem estar sem nada para fazer. Quem gosta de bosta, se for maioria, vai se fartar, pois oque não falta é merda em todo lado. Hahaha. Difícil é achar biscoito fino. Aproveito para esclarecer essa citação: Ir aonde o povo está, significa, buscar sua cultura, a base daquela cultura, o que é de raiz. Todo artista deve ir beber na fonte da suas raízes e sua cultura. Distorceram (sempre as leituras rasas de gente curta de conhecimento) e ficou essa ideia de que tem que ir fazer o que agrada. Não é bem assim não. Faz sua arte bem feita, com essência, com conteúdo, com ARTE, e ela vai encontrar quem gosta dela. Essa coisa de "sucesso" é relativo pacarai. A maioria dos críticos e intelectuais criticaram muito os primeiros livros do Paulo Coelho, e ele se tornou uma dos autores mais lidos, mais vendidos e mais traduzidos. Fez o que ele queria fazer, não o que achavam que deveria. É ISSO.

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Acredito que todos concordam aqui que o problema central não foi ela ter se relacionado sexualmente com alguém que não fosse o marido, afinal, este é um site voltado para conteúdo adulto e todos apreciam isso. Eu mesma já tive experiências com outros homens, e meu marido afirmou que isso trouxe benefícios significativos para o nosso casamento maravilhoso.

O que desagrada a TODOS os leitores na história é a falta de transparência, ou seja, o fato de os amantes terem agido nas costas do marido, sem que ele soubesse. Além disso, inventaram um discurso fajuto de que "tentamos te avisar". Parece que todos os leitores perceberam a falsidade. No mundo liberal, o conceito de transparência em um relacionamento é fundamental. É evidente que não ficou claro para o marido que eles estavam tendo relações sexuais, pois, se tivesse ficado evidente, ele não teria reagido com choque e tristeza daquela maneira quando finalmente viu a traição consumada.

Definitivamente: mesmo que a esposa e o primo tenham tentado avisar (tenho minhas dúvidas), a mensagem não ficou compreensível para o marido e a culpa não é dele por isto. Acredito que em um relacionamento onde há amor e cumplicidade, tudo deve ser discutido as claras. O amante queria apenas se aproveitar, mas a esposa que ama o marido deveria ter realizado uma comunicação limpa e acessível e não jogar um jogo perigoso destes. Se não for assim, é considerado traição, e uma traição grave. Isso não é aceitável em nenhum lugar que preze pela ética, especialmente no contexto de relacionamentos liberais.

É apenas a minha opinião. Peço desculpas se fui franca e direta.

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Cada um comenta com base no que acredita. O autor escreve de acordo com suas intenções. Seu ponto é válido, mas há inúmeras passagens no texto sobre Lúdio dando a entender que já sabia que estava sendo traído. Tanto sabia que premeditou o flagrante.

"A mão esquerda do Geni, por sua vez, estava apoiada nas costas nuas de Maraísa, a ponta dos dedos por dentro do cós do short, dando a ideia de que dormiu acariciando o bumbum. Fiquei todo arrepiado. Era a visão de dois amantes adormecidos depois do sexo. Meu corpo tremia repentinamente como se tivesse febre."

"Eles estavam ficando cada vez mais ousados, excitados de se provocarem na minha presença, e por extensão, me provocarem também. E eu começava a ficar muito interessado naquilo."

"Eu observava aquilo e fiquei com uma ereção nunca sentida antes. Não tinha controle e de fato havia ficado com muito tesão ao perceber que tanto o meu primo como minha esposa estavam gostando daquelas intimidades, na minha frente. Eles testavam a minha capacidade de suportar. Eu estava de pé ao lado da churrasqueira. A minha ereção era perceptível até mesmo com a bermuda que eu usava. Quando vi, o Geni e a Maraísa olhavam curiosos em minha direção e se entreolharam em silêncio."

"Os acontecimentos daquela tarde não me saíam da cabeça. Estava cada vez mais convencido que havia algo acontecendo entre minha esposa e o primo, e eles davam sinais como se fosse para eu entender."

E sinceramente, o que nos faz gostar tanto de contos é a contraversia, o diferente, o fora do comum. Se tudo fosse apenas uma extensão da vida cotidiana, não teria a mínima graça.

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Mais uma vez a minha concordância.

Uma visão clara e não conspurcada do que está no texto, sem pré-julgamentos.

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Eu voltei da praia, e vi essa coleção de comentários, teses, versões, análises, opiniões, julgamentos, e palpites. Tenho algumas coisas a dizer e farei apenas aqui. 1 . Não vou responder cada um, o que eu tinha que explicar eu já expliquei. 2. Agradeço que tenham se preocupado tanto em analisar este singelo conto de 3 partes incompletas que eu fiz crescer na minha versão até agora com 6. Isso atesta que eu, mesmo contrariando o desejado da maioria dos leitores, estou prendendo a atenção. (Será que eu ofereço a continuação mediante pagamento? Hahaha - Brincadeira, não preciso e não faria essa sacanagem com os que embarcaram de graça). 3. Acho que a maioria dos leitores, não está habituada a construções de estrutura dramática não linear e não clássica. Muitos talvez nem saibam o que seja isto. Estão viciados em ver as histórias novelescas de narrativa clássica, onde os personagens são chapados, não tem nuances, e só se conduzem num sentido, sem retrocessos, sem erros e sem voltas. Já na segunda parte do conto e até na sexta, os comentaristas estão se desdobrando para provar que o Lúdio foi traído, o primo foi traíra, e a esposa infiel. E DAÍ? Gente, esse detalhe não é o mais importante da história. Que visão mais superficial e primária. Por que então, perdem tanto tempo com isso? Imaginem que seja um romance, a história segue e o leitor só vai saber os desdobramentos de continuar lendo. Se não houvesse este espaço de comentários, a história continuaria sendo a mesma. Não é porque meia dúzia acham isto ou aquilo que a história será alterada. 4. Na história, até este ponto, o narrador, Lúdio, assume que parte da culpa do que aconteceu foi dele. O primo foi lá se explicar, e disse os motivos que agiu daquela forma. A esposa deu os seus motivos para agir como agiu. Se agiram bem ou mal, não está em julgamento! Se falaram a verdade, ou não, não importa. ISSO QUE NÃO ENTENDERAM. O que interessa é COMO O PROTAGONISTA VAI SE CONDUZIR diante do que ele tem, seja real ou falso. Se ele acredita, ele age achando que é o que deve fazer. Se foi manipulado, ou não, não quer dizer nada. É apenas a forma que o autor está contando a história para não ser uma narrativa boçal de traição, vingança e julgamento. Será não entendem que neste caso, tudo que está sendo dito seja a narrativa de como ele viu as coisas? Mas os leitores viram de outro jeito. E DAÍ? Quanta perda de tempo! Tanto faz! O que virá pode mudar tudo de uma hora para outra! 5. Até parece que na vida real, as coisas são tão lineares, explicadinhas, precisas e perfeitamente lógicas. O MARK por trás de seu manual de boas práticas da vida liberal, como um bom advogado, se arvora até a dizer como deve ser a vida de um liberal. Quanta ingenuidade, e quanto purismo. As velhas leis da transparência, diálogo, sinceridade, honestidade, cumplicidade, e sei lá mais o quê, (até é importante tentar) na prática viram uma maionese completamente sem forma. As pessoas, cada uma é de um jeito, e erra e acerta sempre sem muita lógica. Parece que o Mark e seus abanadores e endossadores, esqueceram de tudo que ele Mark e Nada, escreveram sobre o que fizeram (ou foi só história?) na sua vida de casal liberal, e aparece aqui como o REI DA SABEDORIA LIBERAL. Me desculpe, MARK, menos, menos. Eu repito. Menos teoria e mais prática. Na prática tudo fica cinza e nublado. Quem vive de verdade a vida liberal, sabe. 6. Eu pretendo contar a minha história do meu jeito, e fico muito admirado como é que vocês estão tão "envolvidos" com esse probleminha do corno do Lúdio! Francamente. Mas agradeço de coração, essa voluntariosa participação. Valeu. O conto tem menos estrelas do que comentários! Hahahaha Pode isso?

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Leon, estou com preguiça de te responder.

Agora estou tomando uma cervejinha e vendo a Nanda andar só de calcinha na minha frente, fingindo fazer algo e olhando de uma forma que eu conheço bem e sei onde vai terminar.

Amanhã eu te respondo como você merece.

Forte abraço.

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Isto sim é uma resposta elegante a uma grosseria. Parabéns a você, Mark da Nanda. Passarei a ler seus contos.

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Eu conheço gente grossa, mas você consegue se superar no contato com seus leitores. Você não reparou que a falta de estrelas é devido aos seus comentários (os quais diz que vai cessar, mas nunca para) e não a excelente história? Acho que se você parar de se justificar as estrelas vão aumentar porque o debate está excelente.

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Defecou pelos dedos. O que tem haver a Nanda? Resolva teu problema com o cônjuge dela. Engraçado foi ver você reclamando da falta de sexo no conto do Mark, reclamou do exagero de fantasia e por várias vezes sugeriu que a Nanda deveria dar para um juiz. Aqui no seu conto não se pode dar palpite? Dois pesos, duas medidas

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Foto de perfil de Leon-Medrado

Mark, este seu advogado não passa na OAB! KKKKKKKKKKK entrou de calça curta no meio da sessão solene. KKKK manda pra alfabetização.

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O título desta saga tenta nos remeter inicialmente para uma dúvida: Será que a traição da esposa com o primo desonesto pode ser considerada uma “ajuda” para o marido enganado, e por consequência, para o seu casamento? Neste capítulo, a repetição (cansativa, por sinal) de frases já escritas no capítulo passado enfatiza que o Leon quer reforçar que o que os amantes fizeram foi um “auxílio” e não uma traição. Reparem que houve uma espécie de consciência do marido traído sobre seus “supostos erros”. Deste modo, penso que o desfecho já está delineado desde o princípio, apesar de desagradar quase todos os leitores. Contudo quero defender o direito de quem escreve. Qualquer escritor tem a liberdade de escrever o que quiser em sua obra, por mais que isto aborreça seus leitores (eu inclusa). Aceitem. Na cabeça do Leon, o maldoso primo, portanto, com sua ardilosa deslealdade acabou ajudando o casal com sua vilania. Sem querer ser pretenciosa apenas acho que o título então poderia ser “Há males que vem para o bem”. kkkkkk

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Foto de perfil de Leon-Medrado

Até que enfim, alguém conseguiu ler desde o início e percebeu bastante do que já está posto a partir do título. Eu acho que o título sugerido ficaria melhor se "Há bons que vem para os maus". Mas, uma obra só termina no fim, e, portanto, mesmo que o Leon seja capaz de reduzir tudo a um maravilhoso trisal, harmônico e feliz, o que não seria de todo mal, ainda falta um bocado para eu terminar de dar todos os recados que quero dar. Obrigado.

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Uma esposa mal comida, um marido negligente, um primo que, desde o início do conto, o autor deixa bem claro, que sempre roubou suas namoradinhas.

O debate gira em torno do que é correto, esquecendo que o ser humano, em sua grande maioria, salvo raríssimas excessões, é completamente hipócrita e incoerente. Sabe o que é certo, mas vive de erros. Um conhecido dizia que só existem duas verdades absolutas: a morte e que as pessoas sempre vão te decepcionar.

Se fosse um conto do Neto, onde tudo é preto no branco, eu entenderia muito desses comentários, mas sendo uma versão do Leon, um autor com estilo definido e trocentos contos liberais, tenho dificuldade para entender toda a comoção nos comentários.

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Foto de perfil de Mark da Nanda

Fala, Max,

Eu já discordo de você. Não acho que o que se discute é somente o que é correto, mas sim tentar transformar o errado num correto da vez. Entenda: todos estão errados, mas apenas dois deles (Maraísa e Geni) agiram intencionalmente e contra o terceiro (Lúdio). Nunca houve conversa alguma aberta, transparente, clara que dissesse para o Lúdio que a esposa estava querendo dar para o Geni, ou abrir o relacionamento. Tudo foi dito por entrelinhas, querendo dizer sem falar. Isso não é atitude de gente correta, nem podemos aceitar como sendo um novo normal (ou correto).

Inclusive, nas próprias conversas que o Lúdio teve com a esposa e depois com o primo, ele deixou claro que tinha medo de enfrentar o que já vinha acontecendo, mas em momento algum ele disse que concordava ou aceitava aquilo. Ao contrário, sua postura e falas, deixam claro que ele não enfrentava a esposa por confiar cegamente nela, acreditando em sua fidelidade, bem como não se opunha a forma como ela interagia com o primo, por ele ser um amigo íntimo e também confiar nele.

O que houve aqui foi falta de transparência, ou erro de comunicação entre as partes, e digo mais, de todas as partes: do Lúdio, pelo medo de enfrentar a verdade; da Maraísa, por medo do marido negar seu desejo; e, do talarico do Geni, para não perder a chance de foder a mulher do primo.

Mas enfim, como diz o ditado, "dois errados não fazem um certo". O que se esperar então quando há três errados, sendo um deles um cara espertalhão, comedor, safado e que nunca de importou em roubar as namoradas do primo, não é?

É o meu ponto de vista.

Forte abraço,

Eles erraram sim, todos, os três erraram, mas somente dois traíram.

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Foto de perfil de Max Al-Harbi

Vou lhe dizer uma coisa que ouvi de terceiros, uma psicóloga em um podcast, e que ficou gravada em mim e que eu até pensava em colocar em um conto:

Negligência é uma forma de traição? Prometer e não cumprir é uma forma de traição? Quando negamos ao nosso parceiro aquilo que é uma obrigação matrimonial, estamos traindo? Se a traição é uma escolha, a negligência também não é? Se por medo, ciúme, falha, o que quer que seja, não damos ao outro aquilo que ele tem direito, podemos nos sentir injustiçados quando a consequência da nossa escolha nos alcança? Lúdio fez uma escolha, assim como os outros dois. Não existe mais ou menos errado na história. Existe um Lúdio consciente sobre a fama do primo, isso é muito claro no texto, e que mesmo assim resolve brincar de roleta russa com a esposa negligenciada e carente.

Agora um pensamento pessoal: Você deixa a chave da cela na mão do preso e acha que ao sair ele vai se manter comportado?

Lúdio foi traído? Sim. Mas também, Lúdio é cúmplice da própria desgraça, tão responsável quanto os outros dois.

O que existe de surpreendente na atitude do primo? Nada, é seu comportamento de sempre.

No lugar do Lúdio, você hospedaria esse primo? Eu não.

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Ok, mas temos aqui dois tipos de traição. Uma intencional e uma inconsciente. Será que o peso é o mesmo?

Uma pode ser corrigida com dialogo, honestidade e empatia. A outra depois de consumada, não tem conserto.

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Perfeito Max !!!

Alem do que você colocou em relação ao Lúdio, vejo também uma mulher carente, que ama seu marido, e quer fazer de tudo para resgatar (ou conquistar) aquilo que ela sente falta.

O primo sendo o que sempre foi sugeriu uma alternativa que na cabeça dele era a melhor possível, apesar de sempre pegar as namoradinhas do primo, sempre foi parceiro, e os dois se gostavam.

A esposa embarcou na sugestão, e deu a merda que deu.

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A única santa na história é a esposa. A vítima de toda a patifaria. O marido, além de não comparecer, não ser o homem que deveria, cheio de desculpas para sua negligência, ainda jogou um predador pra cima dela.

A verdade é uma só, doa a quem doer:

Lúdio é o maior responsável por sua própria tragédia.

E como dizia o velho sábio: Quem não tem cu, não faz trato com pica.

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ainda prefiro enxergar o Lúdio como vitima.

Vitima da necessidade de progredir, de se esfalfar de trabalhar e chegar sem forças nem disposição em casa, de não conseguir enxergar até que ponto a carencia da esposa podia chegar.

Se nao saber como falar que nao estava gostando do rumo da coisa, sem magoar aquele que ele ama, e preferir se omitir na esperança que a poeira baixe.

Tem muito mais gente que não sabe se expressar no mundo do que se que acreditar.

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Foto de perfil de Beto Liberal

eu confesso que já cheguei tão fudido em casa depois de um dia estressante e extenuante de trabalho, que mesmo encontrando minha amada linda e sensual, cheia de amor para dar, e muita vontade de dar, não consegui mais do que alguns carinhos inocentes, o pau não subiu por nada, e mesmo que tentando excita-la com dedos e língua, estava tão mal que nem isso consegui.

Duvido que alguém aqui não tenha passado por algo semelhante.

Então mesmo para a negligencia do marido eu vejo antenuantes.

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boa escrita agora vamos ver onde essa conversa com a Suzy vai dar , e bom saber uma quarta pessoa fora a opinião mesmo sendo garota de programa

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"Todo artista tem que ir aonde o povo está"

Quando o grande Milton Nascimento escreveu essa frase, foi pq não há artista sem publico e não há publico sem artista.

Quando existe um confronto de opiniões e uma das partes deixa um "foda-se", que eu não mudo nada e faço o que quiser é sinal de que alguma coisa está errada.

Quantas escritores, roteiristas já se renderam para a opinião pública. Isso mostra bom senso e preocupação com seu público.

O fato de escrever de graça, não justifica, já que o objetivo do autor é ser lido. Caso contrário ele não publicava, somente escrevia e guardava para si.

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Embora tenha minhas diferenças com o autor, a história é boa e vem sendo bem escrita de acordo com o enredo proposto...

A traição mexe muito com a cabeça das pessoas, cria uma revolta. Ali é claro que o personagem falhou como marido e foi sim permissível com o que ocorreu.

Mas aí tornar ele culpado? Não dá né...

Eu espero que a esposa caia na real que vacilou, o sofrimento dela na ligação já demonstra que a ficha tá caindo. Espero que o talarico caia fora pois não agregou em nada ao casal e que de repente virem liberais, de forma monogâmica o casamento deles fracassou, acabou o sexo praticamente.

A chance do relacionamento dar certo é tirar o talarico da história, abrir o relacionamento e melhorar a cumplicidade.

No mais parabéns leon, história é boa e bem escrita

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Gente. Traições ocorrem a cada segundo. Acho que a sociedade ocidental coloca o sexo em um patamar que não deveria. Ela fodeu gostoso com o amante. Beleza. E o marido parece que vai foder a prostituta barata. E daí? Jogo empatado. O importante é que marido e esposa se amam muito, portanto, devem sim se reconciliar. O Leon nos comentários já nos mostrou todas as evidências de que é isto que vai acontecer e eu concordo com ele. Eu e minha esposa temos uma relação liberal e podemos fazer sexo com outro sim. E daí? Sexo não é a “oitava maravilha do mundo” para se colocar um amor tão forte e bonito em segundo plano. Agora quanto ao canalha do primo merecia levar uma surra bem dada, não por foder com a esposa de outro, mas por mentir e tentar enganar o primo que o adora. Aproveitador chinfrim de merda. Se queria comer tinha que falar claramente e não com embromação. Tenho dito!

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Casal, boa tarde.

Vejam bem, se "sexo não é a 'oitava maravilha do mundo' para se colocar um amor tão forte e bonito em segundo plano" (palavras de vocês), por que a Maraísa não consertou primeiro seu casamento para depois fazê-lo evoluir para um relacionamento liberal?

Aliás, esse é o grande risco de se passar para o outro lado da força: relacionamentos liberais não consertam o que já estava quebrado, ao contrário, se um dos parceiros que já não se sente bem trai, o outro vai potencializar todo o efeito negativo, como ocorreu neste próprio conto. Relacionamentos liberais só dão certo para quem está com o casamento em dia, senão dá merda mesmo!

Quanto ao Geni, concordo em gênero, número e grau com vocês. Ele é um grande de um filhodaputa, talarico, aproveitador e, se o conto fosse meu, eu o faria comer lama antes de tentar redimi-lo.

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concordo em genero, numero e grau com voce, Mark. Um relacionamento liberal so vai bem se as partes tiverem muito bem resolvidas e muita solidez no casamento. O que ocorre nesse conto é uma traiçao sim.

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Aprendi algo aqui como mulher e esposa. Esta história nos mostra certas verdades que a maioria não quer encarar de frente. A humilhação parece excitar muitos maridos. Saber que outro macho foi melhor e se “apoderou” de sua esposa os deixa loucos de tesão. Ver que outro homem fez gato e sapato de sua amada e que ele não chega nem aos pés do macho que a domina tem se mostrado avassalador e prazeroso para o marido cuckold. Assim eles escolhem continuar sendo fracos ao invés de se tornar um competidor para o macho, viril, potente que arrebata quem ela ama. Isto realmente ocorre e é bom que a literatura escancare a realidade. Por mais difícil que seja para um homem concordar com isto penso que a escolha é de cada um e todos são livres para ter prazer como quiserem.

Obs: isto que eu disse a minha aprendizagem sobre a excelente história não importando patadas deste autor em seus leitores.

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