O filho do Pastor (S02-Capítulo 01-Jonas)

Um conto erótico de R. Valentim
Categoria: Gay
Contém 1799 palavras
Data: 15/11/2023 23:13:41
Assuntos: Gay, irmão, pastor, segredo

Falei seis vezes que a gente vai ganhar o caso e ainda sim meu cliente ficou inseguro, as vezes me pergunto se estou na profissão certo, como posso ser o primeiro da minha turma de mestrado, ser o advogado júnior mais novo do escritório e em contrapartida ter zero de paciência de lidar com os clientes, já fui para o meio empresarial para tentar fugir um pouco de lidar com gente, mas pelo jeito rico é gente com a gente e enche meu saco de mesmo jeito.

Estou rindo da ironia, o bom filho do pastor que não tem paciência de lidar com as ovelhas, meu pai ficaria orgulhoso, por falar nele já tem um ano desde que o mestrado começou e finalmente consegui cortar o contato com minha mãe, o pastor desistiu a muito tempo, desde o dia em que ele levou um soco do Isaac não quis mais papo comigo, minha mãe por outro lado quase me fez seder de tanto que me ligou e insistiu, ela até chegou a aparecer no sushi do meu companheiro, não sei como ela descobriu o endereço, foda que não é tão longe da casa dela, então era uma questão de tempo.

Minha vida está uma correria grande, mal tenho tempo de tirar uma folga, mas me obrigo a dar atenção para o Isaac sempre, até porque esse homem tem sido minha rocha, o cara que me apoio desde o início a aceitar um emprego mesmo estando no mestrado e eu sei que ele precisa de ajuda no sushibar, já que é o melhor da cidade e vive cheio, mesmo assim ele me fez aceitar o trabalho e contratou mais gente para ajudar ele, teimoso que nem uma mula, mas o que posso dizer eu amo essa mula teimosa.

— Oi Seu Jonas, o seu Isaac está na cozinha, já eu chamo ele pro senhor. — Erika é nossa telefonista, a mulher é uma máquina e não perde um pedido.

— Oh Erika, já falei que é só Jonas, sem esse senhor.

— Mas o senhor é um doutor, deus me livre lhe faltar com respeito. — Ela é assim comigo desde do dia que cuidei de um inventário de uma herança da família dela, como não cobrei ela ficou grata pelo resto da vida, só fiz um pro bono não foi nada de mais.

A casa está cheia como sempre, sexta é dia de lotação por causa das promoções, a barca saem muito em conta, mesmo exausto assumo o caixa, para que o rapaz que fica no atendimento possa ir atender sem se preocupar, normalmente Isaac é quem fica no caixa, mas um dos sushiman virou pai recente ai a cozinha está aquele caos, não sei como Isaac não surta.

— Amor, pega uma mesa já te sirvo. — Falando do diabo, ele vem no caixa rapidinho para me dar uma beijo, adoro quando ele faz isso, larga tudo para me receber.

— Tá maluco, esse é meu ganha pão, quero um terno novo, você não pode falir agora. — Brinco com ele.

— Amor você está morto que sei. — Ele insiste.

— Senhor perfeito, volte para a cozinha e deixe de ser orgulhoso, esse negócio é meu também e vou zelar por ele. — O sorriso que abre na cara do meu homem é melhor do que ganhar qualquer caso, ele vai para cozinha de volta pro seu posto enquanto atendo os cliente e organizo a bagunça que está esse caixa.

Estou tão acostumado com o trabalho no sushibar, ano passado passei mais tempo aqui do que em casa, pra mim faço tudo com rapidez e fluidez, já conheço muitos dos nossos clientes, alguns são até do escritório que passaram a frequentar quando descobriram que o estabelecimento é meu também, estou atendendo a todos com simpatia até ver um fantasma.

— Oi Jonas, quanto tempo. — Davi estava lá bonito como sempre, em pé bem na minha frente, agradeci por Isaac está ocupado lá dentro.

— O que você quer aqui, Davi. — Falo porque mesmo não tendo nada especificamente contra ele sei que Isaac o detesta, e esse lugar é mais dele do que o meu.

— Calma, vim em paz, só estou mostrando o lugar para o novo estagiário da minha mãe, ele ama sushi e infelizmente seu namorado é o melhor da cidade.

— Sei. — Falo desconfiado, com Davi é sempre bom ficar em alerta.

— Esse é Iuri, Iuri esse é o Jonas, elias Jonas é sócio junior do mesmo escritório que trabalha para minha mãe. — A mãe do Davi era promotora e social de um grande escritório para o qual o meu realiza trabalhos.

— Prazer, pensei que sua mãe não aceitava estagiarios. — Falo, pois ela mesma nunca contrata diretamente.

— Ele é brilhante, o melhor da turma.

— Está em qual ano? — Pergunto.

— No terceiro doutor Jonas. — O garoto é bem formal, mas o estranho é que acho que conheço ele de algum lugar, ele tem uma fisionomia muito familiar.

— Você é daqui mesmo? — Pergunto.

— Não senhor, vim de outro estado para estudar aqui.

— Ele estudou na mesma faculdade que você está fazendo o mestrado Jonas. — Davi completa.

— Entendi, seja bem vindo, de fato Davi não mentiu, esse é o melhor sushi da cidade. — Falo sendo simpático, afinal o cara não tem culpa do Davi ser uma persona não grata aqui.

— Obrigado, pode apostar que volto por aqui.

— Sozinho da próxima vez, também não faço questão de cruzar com o seu adorável namorado doutor Jonas.

Davi pensa que me engana, ele deve está aplicando para cima desse garoto, o menino é bonito e certamente o tipo do Davi, cara ingênuo e que ele pode controlar, esse cara não muda nunca, contínuo o que estava fazendo e por sorte Davi vai embora antes que Isaac consiga voltar ao salão, quase meia noite o movimento começa a cessar pois estamos fechando.

— Amor, pode ir subindo vou fechar e já chego lá.

— Tá bom. — Estou muito cansado, então dessa vez não me oponho.

Quando minha sogra ficou sabendo que estávamos morando juntos nos ajudou a fazer uma reforma no sushi e construir um sobrado para gente no andar de cima, nossa casinha ficou um pouco maior que o ap que tínhamos antes é bem melhor por ser em cima do sushi isso ajudou demais a gente, na correria do dia a dia, a obra demorou um pouco e foi um inferno como toda obra costuma ser, mas a dois mês que estamos mais felizes morando aqui, posso ver ele todo dia quando chego do trabalho e ele não perde mais tanto tempo se deslocando.

Compramos uma moto, porque nem sempre ele conseguia ficar me levando para os cantos, e quando comecei a trabalhar ficou impossível depender de ônibus, então estamos pagando a moto, ele precisa do carro por causa das coisas do sushi, quando tem que fazer compras e essas coisas, mas quando tenho audiências importantes aí a gente troca, resumindo temos uma boa vida, apertada de grana, mas conseguimos realizar muitos dos nossos objetivos, e o sushi está dando um bom retorno atualmente, ainda mas depois da reforma que ficou mais bonito.

Em casa tiro o terno e fico só de toalha, por alguma razão Iuri não sai da minha cabeça, não por interesse nem nada disso, é que conheço ele, mas não lembro de onde, odeio esquecer de coisas, fico demorando a entrar no banho de propósito, quero tomar banho com Isaac, por sorte ele não demora muito para subir.

— Tava me esperando?

— Não estou convencido, estou só pensando em trabalho. — Ele sabe que estou mentindo.

Isaac me beija de um jeito que me tira o fôlego, ainda é como no nosso primeiro beijo, quando se ama alguém do jeito que eu o amo tudo nele me deixa excitado até o cheiro de peixe dele mexe comigo, tiro a roupa dele, ele acorda cedo todo dia para ir se exercitar queria ter só metade da disposição dele, ele tira minha toalha e entramos no banho juntos, nossos corpos colados um no outro, nossos paus roçando, ele beija meu pescoço, eu arranho suas costas, ele me põe contra a parede, de costas para ele, lubrifica o pau e mete em mim com vontade, nossa, meu gemido sai abafado, não tem coisa melhor do que sentir o Isaac de baixo do chuveiro.

— Sou seu Isaac, sempre fui. — Digo ele fica louco, mete com mais força e até me encher com sua porra, nossas pernas treme porque gozei sem nem encostar no meu pau, amo dar para ele no chuvero de verdade.

Terminamos nosso banho e vou para cozinha comer meu jantar que ele trouxe, como não tive tempo de comer lá embaixo ele trouxe para gente comer junto, ele nunca deixa ninguém fazer minhas peças, só ele é quem faz o sushi do homem dele, Isaac é o mesmo meninão de sempre, carinhoso e meio possessivo às vezes.

— Amor vou te contar porque sei que você vai acabar sabendo.

— Já sei que o Davi esteve aí.

— Rapaz a Erika tem que perder essa mania de ser fofoqueira.

— Ela foi contratada para ser meus olhos e ouvidos no salão. — Ele brinca. — O que esse merda queria?

— Amor, ele é seu irmão.

— Mozão eu sei o quando você pensa no seu irmão e taus, mas o meu é um merda e a situação é outra, tá bom.

— Ok, não vamos brigar por causa do Davi, só que teve uma coisa. — Eu sempre falo tudo para o Isaac, pois só de pensar em perder ele por algo que não conte fico doente.

— O que aconteceu?

— Ele estava com um cara.

— Pobre vítima, devia ter alertado o cara que o Davi é furada. — Ele diz colocando uma peça na boca.

— Isaac você não tem jeito, sério, o cara é estudante de direito e eu acho que conheço ele, mas não consigo lembrar de onde.

— Pode ser da faculdade amor, onde ele estuda?

— No mesmo lugar que eu, mas não sou tão esquecido assim estou no primeiro ano de mestrado, se eu conhecesse ele de lá certamente lembraria. — Falo visivelmente incomodado com isso.

— Mozão você só está cansado, vem aqui que vou te pôr na cama. — Ele fala ficando de pé e iniciando sua massagem mágica nos meus ombros, as massagens dele são perfeitas na terra.

— Amor, ele parece com meu pai. — Tenho medo de está fanficando de novo, quais as chances?

— Mozão, você devia falar com sua mãe sobre isso. — Ele fala com cautela, pois sabe que minha mãe é um tema espinhoso e proibido nessa casa.

— Você não fala com Davi e eu não falo com meus pais, você conhece o trato Isaac.

— Quando você chama meu nome tenho vontade de te punir, sabia. — Ele diz me encoxando.

— É? Que punição eu mereço em Isaac. — Falo provocando ele, não devia ter feito isso, agora vamos dormir quase quatro horas da manhã.

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Comentários

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Eira! Viva! Jonas e Isaac voltaram! Obrigado, Rafa!

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Eita porra, pode não ser um tiro de espingarda a queima roupa, mas faca também faz estrago, o davi q não tome jeito

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Advogado é uma raça comédia, os caras gostam de ser chamados de "dotô" e esquecem que doutor é quem tem doutorando. kkkk

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Nem me fale o povo chato e fresco, e a mesma coisa deputado chamar eles de doutor, sou taxista já carreguei deputado e chamei de você, em nenhum momento eu falei senhor, um deles até me elogiou, falando que as pessoas tem que parar com essa palhaçada, pois são pessoas simples, tirando alguns fumos que tem no meio.

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Prezad@s, por decreto fo tempo da monarquia, eles tem direito só pronome de tratamento "doutor". Tanto que em juízo, o magistrado deve usar o oronome de tratamento doutor.

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Sim, mais no cotidiano normal, fora da tribunal ou escritório não tem necessidade, pois são pessoas comuns igual a todos.

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Na verdade o decreto fala uma coisa completamente diferente, essa história do doutor foi criada por uma interpretação errada. Eu posso até provar pra vcs, mas vou precisar de um local escuro, uma cama grande e vcs trê tem que sentar aqui no meu colinho...

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Também quero entender esse lance do decreto com você Bentinho 😜

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O melhor mano seus contos estão ótimo bom de mais

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Raaa que delícia ler essa continuação, já com spoiler do que acontece com o Iuri heheh

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Óia o casal voltou, pelo visto vai render muita coisa, já meio que começou com um mistério só rê esse carinha o Iuri, deve ser o meio irmão dele com o tio irmão do pai dele.

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