O mecânico e o professor: Leo & Nico - Parte 11

Um conto erótico de Emirs
Categoria: Homossexual
Contém 6179 palavras
Data: 25/10/2023 19:42:19
Última revisão: 25/10/2023 22:13:14

Durante o tempo em que fui casado com Renata, sempre procurei manter um bom relacionamento com seus parentes, mas nunca me senti parte daquela família.

Seu Geraldo, meu sogro, era um daqueles homens que têm uma conversa maçante e se julgam os donos da verdade. Quando falava comigo, para tentar me controlar, ele fingia me tratar como filho, mas nunca aceitei isso. Ao contrário dele, sua esposa me tratava de modo frio, mas com respeito, e não se metia na minha vida. Diferente de muitos homens que se divertem fazendo piadas sobre suas sogras, eu não tinha reclamações a fazer sobre dona Marlene.

Luísa, a irmã de Renata, estava na casa dos quarenta anos. Com o corpo comprido, cabelos curtos e olhos de coruja, ela se parecia com a mãe; no jeito de falar e na mania de grandeza, era igual ao pai. Às vezes, para me mandar indiretas, ela contava histórias sobre pessoas que nunca iriam subir na vida. Aos seus olhos, eu era um mecânico pobretão e sem futuro, por isso não era digno de ser seu cunhado. O curioso era que o marido dela, o cinquentão Júlio, trabalhava numa loja de material de construção e não tinha condições melhores do que as minhas. Talvez as indiretas também fossem direcionadas ao coitado.

Era com essas pessoas que eu iria sentar à mesa para almoçar naquele domingo.

Depois do abraço que recebi do meu filho, cumprimentei todos e perguntei a Renata se estava tudo bem. Sem olhar para mim, ela respondeu que sim e disse que eu podia ficar à vontade. Pensei logo em ir conversar com Edson no quarto dele, mas seu Geraldo determinou que estava na hora do almoço. Mal nos sentamos à mesa, ele passou a descrever, com todos os detalhes, a reforma que fez na casa em que vivia com dona Marlene.

— Leonardo, você precisa ver a mansão em que transformei aquela casa. Ficaram excelentes os cômodos que mandei construir na parte de cima. Ficou uma casa de fazer inveja a qualquer um.

Eu não queria ver nada e estava achando a conversa muito enjoada. Não fazia sentido que ele estivesse me tratando com tanta amizade, mesmo sabendo que eu traí sua filha com um homem. Enquanto ele falava comigo, Renata me olhava de lado e se mantinha em silêncio.

Eu ainda não havia decifrado o significado desse almoço e não estava com vontade de comer, mas seu Geraldo não dava tréguas. Enquanto tentava me envolver em assuntos que não eram da minha conta, ele ordenava a todos que enchessem o meu prato, como se eu estivesse passando fome.

— Edson, passe a salada para o seu pai. Luísa, sirva o estrogonofe ao nosso mecânico. Renata, coloque batata no prato dele. Marlene, ponha mais carne para o rapaz.

Percebendo que o marido estava me incomodando, dona Marlene tratou de pôr ordem na casa.

— Pessoal, vamos almoçar em silêncio, para sentir o gosto da comida. Deixem que Leonardo se sirva ao modo dele; o rapaz já está sem graça.

E foi graças à educação dessa senhora que terminamos a refeição em paz. Quando saímos da mesa, mãe e filhas foram conversar na área da frente da casa e seu Geraldo mandou Edson ir para o quarto. Com o olhar, meu filho me perguntou se deveria obedecer ao avô.

— Vá lá, Edson. Daqui a pouco, eu vou conversar com você sobre nossos assuntos.

Assim que ele se retirou, Seu Geraldo e Júlio se sentaram no sofá e eu me sentei numa cadeira diante deles. Depois de falar mais algumas bobagens, o dono da razão tocou no motivo pelo qual eu havia sido convocado para aquele almoço.

— Leonardo, eu tenho você como um filho e só quero o seu bem. Onde quer que esteja agora, seu pai está guiando minhas palavras. Às vezes, um homem faz umas besteiras e precisa que outro homem abra seus olhos. Fiquei sabendo de umas coisas erradas que você andou fazendo e isso me deixou muito triste, mas estou aqui para ajudar você a botar a cabeça no lugar.

Era só o que me faltava: receber um sermão meloso daquele homem que teimava em ocupar o posto de meu pai. Eu não queria problemas, mas não podia baixar a cabeça para ele.

— Seu Geraldo, agradeço sua preocupação, mas meu pai me criou muito bem e me ensinou a resolver meus assuntos. Como todos podem ver, meus olhos estão abertos e minha cabeça continua no mesmo lugar: em cima do pescoço. Só não sei quais são as coisas erradas que ando fazendo. O senhor pode me dizer do que se trata?

Esforçando-se para não demonstrar a irritação que minha maneira de falar lhe causou, seu Geraldo trocou um olhar com Júlio, limpou a garganta e deixou a falsidade de lado.

— Leonardo, você arranjou outra pessoa fora de casa, fez minha filha sofrer e abandonou meu neto. Você errou feio, rapaz. Você acha que uma aventura à toa vale mais que um casamento de treze anos? Pense bem, moço. Você está jogando tudo fora para se meter numa história que só vai lhe trazer desmoralização. As pessoas já estão falando mal de você, mas ainda há tempo para a gente limpar o seu nome.

Eu estava me esforçando para não estourar, mas seria difícil ficar calado por muito tempo. Depois de me dar uma encarada intimidadora, ele recomeçou a falar.

— Estou muito escandalizado e aborrecido com o que você fez com minha filha, mas ela está disposta a passar por cima de tudo, desde que você abandone esse… esse seu vício. Custa-me muito perdoar o que você fez, mas estou pensando na felicidade de Renata e do meu neto. Você sabe o quanto Edson é importante para mim e eu não gostaria que ele crescesse longe do pai. Acho que você também não gostaria.

Não dava para acreditar nessa loucura. Eu queria resolver nossa separação da melhor forma possível, mas Renata ainda queria viver comigo, mesmo sabendo que eu nunca seria o homem que ela gostaria de ter. E seu pai estava querendo usar meu filho para me obrigar a continuar fazendo o papel de marido perfeito. Eles queriam manter as aparências, mas eu nunca entraria neste jogo.

— Eu não sei de qual vício o senhor está falando. Só posso dizer que me arrependi de ter feito algumas coisas ruins contra Renata, por isso coloquei tudo em pratos limpos, para que cada um pudesse seguir seu caminho. Quanto ao filho que tenho com ela, não existe essa história de que ele vai crescer longe do pai. Eu me separei da mãe dele, mas não morri. O senhor pode deixar que esse assunto eu resolverei com sua filha.

Como se estivesse torcendo por mim naquele embate, Júlio me deu meio sorriso. Porém, ao se lembrar de que estava ali para ajudar o sogro na missão de me curar do tal vício, ele ficou sério e entrou na conversa.

— Leonardo, meu amigo, você não é o primeiro homem casado que tropeça nessa fraqueza, mas não jogue seu futuro fora por causa de uma coisa sem importância. Eu entendo que você cometeu esse deslize porque queria se distrair um pouco, não foi isso? Muitos de nós passam por essa experiência de se divertir com um amigo e isso não faz mal. A gente só não pode levar essa brincadeira a sério. Imagino que você quis provar um prato diferente, estou certo? Até aí, tudo bem, foi só curiosidade. Mas agora que você já provou uma carne dura na rua, é hora de lamber os beiços e voltar a encher o bucho com o bifezinho de casa mesmo. Estamos aqui para ajudar você a sair dessa.

Nunca imaginei que o caladão Júlio entendesse tanto desses assuntos; deu até vontade de rir dessa história de provar carne dura. Eu não tinha nada a ver com a vida desse rapaz e nunca me meti em seus assuntos, por isso não ia aceitar que ele se metesse na minha história.

— Júlio, gostei de saber que você entende muito dessa coisa de lamber os beiços na carne dura. Mas você sabe das suas experiências e eu sei das minhas.

Arrependido por ter falado aquelas coisas, Júlio murchou na hora. Depois de lançar um olhar desconfiado para ele, seu Geraldo voltou a me encarar.

— Leonardo, Leonardo. Você só tem a perder se insistir em manter essa história com essa pessoa que saiu não sei de onde para perturbar sua cabeça e tirar o sossego de todos nós. É esse o exemplo que você quer dar ao meu neto? Você quer que Edson passe vergonha em todos os lugares? A mãe dele, que foi a pessoa mais ofendida neste caso, está disposta a perdoar as besteiras que você fez e começar uma nova vida ao seu lado. Todos nós queremos ajudar, só depende de você.

A falta de dignidade de seu Geraldo me deixava de queixo caído. Era muito feio o papel que ele estava fazendo. Como se quisesse me comprar, ele fez uma proposta vergonhosa.

— Já decidi que vou dar a parte de cima da minha casa para você morar com minha filha e meu neto. Lá vocês terão mais conforto e ficarão longe dos comentários do povo dessa rua. Eu não quero que nosso menino cresça ouvindo coisas que possam influenciá-lo a seguir um caminho ruim. É por ele que estou passando por cima do que você aprontou. Tudo o que é meu será de Edson e eu quero que ele seja um homem de valor, digno de levar o sobrenome da família para a frente.

Parece que seu Geraldo estava preocupado porque Edson era o único herdeiro da família. Renata não podia mais ter filhos e Luísa nunca pôde, por causa de um problema de saúde. Ele sabia que não havia nada que tirasse meus direitos de pai, por isso estava com medo de que eu brigasse para levar Edson embora. A riqueza daquele senhor se resumia a duas casas de subúrbio e um carro popular, mas ele estava agindo como se fosse um monarca planejando o futuro de um grande reino.

— Esse negócio de preservar o sobrenome da família é preocupação de gente rica, o que não é nosso caso, seu Geraldo. Antes de ser seu neto, Edson é meu filho. Sou grato por tudo que vocês fazem por ele e não passa pela minha cabeça a ideia de afastá-lo de ninguém. Ele gosta de vocês e eu respeito isso. Mas o senhor pode ficar tranquilo, porque eu continuarei a honrar minhas responsabilidades de pai e meu filho continuará a viver dentro das minhas condições, até ser capaz de batalhar pra ter as coisas dele.

Na tentativa de ouvir melhor a conversa que estava acompanhando da cozinha, Luísa apareceu na sala com uma bandeja de café e demorou para encher as xícaras. Só depois que ela se retirou, a discussão recomeçou. Com a voz alterada, o pai dela partiu para ameaças declaradas.

— Essa conversa está ficando muito desagradável. Você está mesmo de cabeça virada por esse… esse… essa pessoa diferente. Só quero lhe dizer que você está se arriscando a perder seu filho. Você enche a boca para dizer que é um pai de verdade, mas não quer fazer nenhum sacrifício pelo garoto. Não é fácil manter na família um homem como você, mas podemos fechar os olhos para as coisas erradas que você fez e confiar na sua palavra de que não vai fazer de novo.

Não dava para manter a calma diante da arrogância daquele homem que queria mandar na vida de todo mundo. Ele até queria me levar para morar na sua casa, para poder me vigiar de perto o tempo todo. Só se eu fosse louco para cair numa armadilha dessas. Mas o pior era que ninguém naquela família estava levando a sério minha história com Nico. Para todos, meu novo relacionamento era só uma bobagem, uma coisa à toa, uma diversão. E meu marido era apenas uma pessoa diferente, um brinquedo que eu arranjei na rua.

Eu estava sendo tratado como um moleque que foi pego fazendo safadezas com um amiguinho, por isso precisava ouvir um sermão e ficar de castigo por algum tempo, para me arrepender do que fiz e apagar o meu erro. Acho que a vontade de seu Geraldo era tirar o cinto da calça e me dar uma surra, para mandar a safadeza embora do meu corpo. Ao perceber o descaso daquelas pessoas com meus sentimentos, minha raiva aumentou.

— Quem já está cansado dessa conversa sou eu. Nunca dei ao senhor o direito de se meter na minha vida. Ninguém venha dizer que vai tirar meu filho de mim, porque eu sei das coisas. E fique sabendo que não estou andando com nenhuma pessoa diferente, como o senhor disse. Meu marido é um homem que merece todo o respeito. Ele não é de se meter na vida dos outros e nem de falar de quem não conhece, por isso vamos deixá-lo fora disso.

— Mas que diabo de conversa é essa? Como você tem coragem de cuspir na minha cara que tem um marido? Eu pensei que você era o homem dessa palhaçada! Mas, se ele é o marido, você é o quê? A esposa? A mulherzinha dele? Você perdeu a vergonha, rapaz?

— Palhaçada não! O senhor não sabe de nada e só fala besteira, mas eu não tenho tempo e nem vontade de meter nessa sua cabeça branca a realidade do mundo. Fique na sua, que é melhor.

— Quem lhe disse que eu quero que você meta suas sem-vergonhices na minha cabeça? Eu sou um homem direito, um pai de família! Não sou como você, que não se dá valor. Tenho muita pena do meu neto por ser filho de um… de uma pessoa como você.

— Eu sou um homem de caráter e não estou fazendo nada errado. Não é crime viver com outro homem; crime é o senhor me desrespeitar por causa disso. Eu conheço meus direitos e não vou deixar ninguém pisar em mim. Quero resolver essa história na boa, mas, se alguém quiser complicação, eu sei brigar. Não é só de carro que eu entendo, seu Geraldo.

— Você é muito atrevido, seu Leonardo! E agora que se misturou com outro sem-vergonha, botou as asinhas de fora. Eu só lamento que minha filha tenha enfiado você dentro da minha família. Nenhum pai merece passar pela vergonha que eu estou passando. Renata estava cega quando caiu na conversa de um sujeito como você. É horrível ver um homem de cabeça virada por um… E você é igualzinho a ele!

— Eu já disse que deixe meu marido fora dessa conversa. Não seja um covarde que fala mal de quem não está presente.

Como se estivesse no meio de um ringue, Júlio olhava para mim e para seu sogro. Com o rosto vermelho de raiva, seu Geraldo perdeu o último resquício de paciência.

— Olha como fala comigo, seu Leonardo! Eu não sou um homem sem moral como você e como esse seu marido. Foi só falar nele, que você ficou nervoso, como uma mulher defendendo o macho. Que falta de vergonha na cara! Um homem que larga a família para se juntar com outro não pode nem ser chamado de homem. Todo mundo está esculhambando você. Eu estou aqui pra limpar sua cara e você vem com quatro pedras na mão. Você não respeita ninguém.

— Limpar minha cara? Que conversa é essa? Minha cara está muito limpa, porque eu mesmo cuido dela. E não precisa se preocupar comigo, porque da minha vida cuido eu. O senhor tem que cuidar da sua vida e da vida de quem aceita viver embaixo dos seus pés.

Como se tivesse sido atingido por minhas palavras, Júlio tentou acalmar os ânimos.

— Pessoal, calma. Não é assim que vamos resolver este problema.

Irritado com essa interrupção, seu Geraldo gritou com ele, mas continuou falando de mim.

— Foi para ter uma conversa com esse moleque que eu vim aqui, mas ele não sabe conversar com um homem de verdade. Viu como ele enche a boca pra dizer que tem um marido? Pode uma desgraça dessas, Júlio? Como eu posso respeitar um sujeito desses? Depois que ele deu para o que não presta, ficou até desbocado. Para tudo que eu digo, ele tem uma resposta na ponta da língua. Agora eu faço questão de ver minha filha e meu neto bem longe desse infeliz. Não sei onde Renata estava com a cabeça quando achou que esse safado ainda tinha conserto. Eu não devia estar fazendo esse papel!

— Safado não! O senhor não pode dizer o que quiser comigo só porque é mais velho. Eu só respeito quem me respeita. Seja homem como eu, seu covarde. E esse seu papel é horrível mesmo.

— E quem disse que eu quero ser igual a você? Eu me respeito, Leonardo. Eu não larguei minha família para viver na viadagem como você. Eu só não escorraço você de vez da minha família, porque tem meu neto nessa história.

— Eu não vivo em viadagem nenhuma, mas minha vida não é da sua conta. Não sou e nunca quis ser da sua família. Se Edson é um problema pra vocês, eu posso levá-lo embora comigo hoje mesmo. Sou muito homem pra assumir meu filho sozinho.

Para me intimidar, seu Geraldo saltou do sofá e apontou o dedo para minha cara. Antes que ele começasse a falar, eu me levantei da cadeira e o encarei. Colocando-se a postos para separar uma briga, Júlio também ficou em pé.

— Você não vale nada, Leonardo! Você não honra nem o nome do seu pai. Que vergonha ele estaria sentindo se estivesse aqui. Já que você não é um bom exemplo, Edson vai aprender a ser homem comigo. Eu não vou deixar meu neto ser criado no meio de dois veados safados. É isso que você e o seu vagabundo são: dois veados. Agora eu quero ver quem é o homem que vai me obrigar a engolir o que eu disse.

— Cale essa boca, seboso! Eu ainda vou lhe mostrar o quanto sou homem, mas não vai ser no braço não, que eu não sou covarde pra quebrar ao meio um coitado como o senhor. Sua família está jogando fora o direito de conviver com meu filho. Com essa conversa, o senhor está desrespeitando a mim e a ele. Edson tem o direito de escolher o que é bom pra vida dele. Meu filho não é moeda de troca e nem brinde pra ninguém.

Depois de passar a mão nos cabelos brancos, seu Geraldo ergueu o punho fechado e me intimou para a briga, mesmo sabendo que eu poderia deixá-lo em pedaços.

— Você está pensando que eu tenho medo de você, seu infeliz? Venha pra cima, seu viadão! Maricas! Mulherzinha! Eu ainda sou muito homem para quebrar sua cara safada e lhe dar uma lição como seu pai nunca foi capaz de dar, seu traste!

Tentando conter a fúria do sogro, Júlio colocou a mão em seu ombro. Para evitar que aquela discussão evoluísse para algo mais grave, as mulheres vieram para a sala.

Dona Marlene apoiou as mãos no encosto de uma cadeira e ficou assistindo àquela cena sem dizer nada. Como se não soubesse de que lado ficar, Renata estacionou na entrada da sala. Colocando-se ao lado do pai, Luísa me atirou várias indiretas bem diretas.

— Pai, é melhor deixar isso pra lá. Não se rebaixe para uma pessoa que não tem seu nível. Esse caso está perdido e eu acho melhor assim. Minha irmã tem que entender que tudo o que aconteceu foi um livramento para ela. Renata devia erguer as mãos para o céu e agradecer por ter ficado livre do que não presta. Vamos resolver esse assunto só entre nós. Somos uma família de bem e não tem lugar entre a gente para certos intrusos.

Faltou pouco para eu mandar aquela infeliz tomar no cu, mas eu não estava na minha casa e ainda tinha respeito por dona Marlene e por Renata, por isso me obriguei a engolir a seco tudo o que estava entalado na minha garganta. Se eu não me segurasse, começaria dizendo a Luísa que ela era uma arrombada que não tinha onde cair viva ou morta e terminaria mandando que ela fosse se foder na casa do caralho.

Ela falou aquelas coisas como se quisesse encerrar a briga, mas sua intenção foi despertar ainda mais a fúria do pai. Com a voz rouca, seu Geraldo disparou mais uma rajada de ofensas contra mim.

— Que nada, minha filha! É muito desaforo esse sujeito fazer o que fez com sua irmã e ainda querer cantar de galo. Quem ele pensa que é? Esse Leonardo é um pobre diabo que não tem mais ninguém no mundo, um miserável que vai sair dessa história com uma mão na frente e outra atrás.

— Eu sou um homem de verdade, mas o senhor não sabe o que é isso. Sempre vivi às minhas custas e vou sair dessa história de cabeça erguida. Nunca pedi nada a vocês. Morei aqui pagando, porque gosto das coisas certas. Eu não tenho nada mesmo, mas tenho coragem de trabalhar pra viver.

— Eu me arrependo de ter vindo aqui estender a mão para quem nunca mereceu. Só tenho pena de Edson, que vai ter que carregar a vergonha de ser filho de um sujeito como você.

— Pode guardar sua mão, que eu nunca quis e não quero nada seu. Se algum dia eu souber que alguém aqui humilhou Edson por ele ser meu filho, vocês vão ver quem é Leonardo. Vou falar com ele agora e irei embora para nunca mais pisar nesta casa.

Dando as costas a todos, passei por Renata e parei na frente do quarto de Edson. Enquanto esperava que minha respiração voltasse ao normal, ouvi seu Geraldo gritando com a filha.

— Tem jeito não, Renata. Deixa esse safado pra lá e vá viver sua vida. Você tem seu filho pra criar. Nós somos sua família e vamos cuidar de você e de Edson. Faça como sua irmã disse: agradeça aos céus por esse livramento. Esse sujeito que você chamava de marido é um caso perdido, uma vergonha sem tamanho.

Minha vontade era ir lá e dizer mais umas verdades na cara dele, mas respirei fundo, bati na porta e esperei que Edson me desse permissão para entrar. Sentado na cama, ele ficou olhando para mim sem dizer nada. Depois de sentar ao seu lado, procurei as melhores palavras para iniciar nossa conversa.

— Filho, desculpe. Por minha causa, você tem passado por momentos muito ruins. Você sabe o motivo pelo qual eu me separei de sua mãe?

Baixando a cabeça, Edson ficou em silêncio. Colocando-me em seu lugar, senti o quanto ele estava sofrendo e me enchi de remorso. Quando toquei em seu ombro, ele jogou o cabelo para trás e me encarou.

— Eu sei das coisas, pai. Eu não sou mais criancinha. Você e seu amigo… Eu vi como vocês falavam e se olhavam naquele dia. Já vi outros caras assim.

— Desculpa, Edson. Eu não respeitei sua inteligência. Você está crescendo, percebe as coisas e precisa ser ouvido. Eu não queria lhe causar esse sofrimento, mas precisamos passar por essa situação que você só vai compreender completamente no futuro. Você está muito triste com o seu pai?

Ao ver seus olhos se encherem de lágrimas, eu senti um aperto no peito e minhas lágrimas também começaram a correr.

— Pai, os caras da rua estão falando coisas feias de você. Eles ficam dizendo aqueles nomes. Eu não quero mais jogar com eles.

Eu imaginei isso quando vi os garotos brincando na rua. Saber que, por minha causa, meu filho estava sendo alvo de preconceitos e de brincadeiras desagradáveis me deixou arrasado. Eu não queria que ele passasse por isso. Era muita maldade das pessoas.

— Edson, eu espero que um dia você me perdoe por lhe fazer passar por isso. As pessoas são muito cruéis, ninguém quer saber das nossas lutas, todo mundo só sabe julgar e ofender. Está sendo difícil, mas eu estou fazendo aquilo que é bom pra minha vida. Um dia você vai entender que um homem precisa ter coragem para viver de verdade. Mas eu não quero, não posso ficar sem você.

Eu não queria fazer meu filho chorar, mas era muito bom falar com ele de homem pra homem.

— Quando você nasceu, eu estava muito sozinho, muito perdido. Foi você quem deu sentido à minha vida. Você foi meu melhor amigo durante esses anos e eu quero ter sua amizade e sua confiança pra sempre. Eu amo tanto você, meu filho.

— Chore não, pai. Esses caras da rua são uns otários. Eles não sabem de nada. Eu não ligo mais pra eles.

Eu estava chorando muito, mas sorri entre as lágrimas, porque meu filho havia falado igual a mim.

— Aos poucos vou explicar tudo com calma, pra você entender minha história, mas tudo no seu tempo. Só quero que saiba que não estou fazendo nada de que você possa se envergonhar. Acredite em mim, Edson.

— Minha mãe disse que você não tem mais casa, que você não tem mais nada.

— Ela se confundiu. Eu tenho meu trabalho e estou morando naquele apartamento onde você esteve uma vez. Tem um lugar lá pra você. Sempre que quiser, você pode ficar comigo, na minha casa. Nico é um cara legal e sempre vai tratar você muito bem. Eu nunca me juntaria com uma pessoa com quem meu filho não pudesse conviver. Confia em mim?

Em vez de falar alguma coisa, Edson me abraçou. Quando ele saiu dos meus braços, eu joguei seus cabelos para trás e enxuguei seu rosto.

— No próximo sábado, eu gostaria de levar você para dar uma volta. Você quer?

— Quero. Vai ser bom.

— Vai ser muito bom. A gente vai conversar e se divertir muito. E vamos aproveitar para dar um corte no seu cabelo. Já era pra ter feito isso.

— É bom mesmo. Esse cabelão fica caindo no meu rosto.

— Eu também tinha cabelão quando era novinho; só passei a usar mais curto quando já era um rapazinho como você.

Durante o resto da tarde, nós dois conversamos sobre a escola e outros assuntos. Edson me contou algumas situações engraçadas e nós rimos alto. Mesmo tendo que enfrentar a fúria de seu Júlio, aquela visita valeu a pena. Quando chegou a hora de partir, entreguei um dinheiro a ele e procurei falar num tom alegre.

— Edson, fique com isso e veja com sua mãe o que comprar. Eu preciso ir agora, mas você sabe que pode contar comigo sempre. Prepare seu capacete para sábado. Assim que sair da oficina, eu venho pegar você para a gente voar por aí. Combinado?

— Tá certo. Eu vou esperar você.

Depois que ele guardou o dinheiro, eu o abracei e fiz força para não chorar. Estava tudo muito difícil, mas eu tinha que ser forte diante dele. Quando saímos do quarto, fiquei aliviado ao ver que o pessoal havia ido embora. Sentada no sofá, Renata olhava sem interesse para o celular. Era triste ver o quanto ela estava sofrendo com nossa separação. Eu queria muito que ela superasse esse momento e partisse para outra história, mas isso dependia do tempo e do seu amor-próprio. Ela estava com medo de recomeçar sua vida. Ela estava muito magoada e só via em mim uma pessoa egoísta, um homem errado. O mais estranho era que, mesmo assim, ela ainda me queria como marido, isso eu não conseguia entender.

Independentemente da forma como ela me tratasse a partir de agora, eu estava determinado a tratá-la com respeito. Era o melhor que eu podia fazer por nós dois e por nosso filho

— Renata, estou indo embora. Obrigado pelo almoço. Foi muito bom conversar com Edson. Deixei um dinheiro com ele e, qualquer coisa que precisar, você pode ligar pra mim. Quando você estiver bem, vamos conversar sobre nossa situação. A gente precisa resolver tudo da forma correta.

Eu estava sendo sincero, mas não tinha a pretensão de fazê-la baixar a guarda.

— No próximo sábado, venho pegar Edson para cortar o cabelo e dar uma volta. Estou vendo minhas condições para dar um celular a ele. Nosso filho já é um rapaz, precisa fazer as coisas dele e manter contato comigo e com você, nos períodos em que a gente está no trabalho.

— Pai! Um celular pra mim?

— Sim, Edson. Já tem um tempo que eu queria lhe dar, agora acho que vou poder comprar. Vai ser bom pra você fazer suas coisas da escola e pra gente conversar, sem precisar incomodar sua mãe.

Eu imaginei que a mãe fosse dizer alguma coisa contra, mas ela continuou calada.

— Agora eu preciso ir. Você me dá mais um abração, Edson?

Depois do nosso abraço, eu falei mais uma vez com a mãe dele.

— Renata, se cuide. Desejo que você tenha uma boa semana.

Sem receber nenhuma palavra dela, eu saí da sua casa. Ignorando os olhares maldosos da vizinhança, montei na moto e parti em direção à minha casa.

Quando cheguei, Nico havia acabado de corrigir uma pilha de provas e estava ouvindo música, para descansar a mente. Quase esmagando seu corpo, eu me deitei ao seu lado no sofá e tomei sua boca para mim. Só depois de um beijo demorado, eu lhe contei como foi o almoço. Por mais trágico que tivesse sido, a gente até riu de algumas coisas que seu Geraldo e Júlio falaram.

— Foi uma briga do caralho, mas saí inteiro.

— O melhor é que você esteve com seu filho.

— Edson está muito maduro. Nós tivemos uma conversa de homem pra homem. Eu amo demais aquele cara. Fico todo bobo quando falo dele, não é?

— Você fica um homem ainda mais lindo quando fala sobre ele. Eu amo esse pai que ama o filho.

— Edson me disse que percebeu que havia algo entre nós dois naquele dia, na praia. Ele é muito inteligente e teve cabeça pra não comentar nada comigo e nem com outras pessoas. Ele está triste pela mãe, porque os dois se gostam muito, mas não adotou aquela postura de criar caso para que eu continuasse preso numa história que não é para mim, como alguns filhos fazem nessas situações. Fiquei muito orgulhoso dele.

— Eu também ficaria orgulhoso se tivesse um filho como o seu. Será muito bom revê-lo.

— No próximo sábado, vou levá-lo para cortar o cabelo. Você pode indicar um salão aqui por perto?

— Eu posso marcar um horário para ele no salão que frequento. O serviço é bom e o preço cabe no nosso bolso.

— Faz o seguinte, marca pra ele e pra mim. Pode ser? Quero dar um trato no meu cabelo e na barba.

— Vou marcar um horário para mim também. Vamos os três cuidar da beleza. Será que ele vai encarar numa boa se eu for junto? Não quero criar uma situação chata para seu filho.

— Vai ser ótimo irmos juntos, mas vou falar com ele antes de chegar aqui, para não parecer que quero forçar uma situação.

— Ótimo. Agora, vamos levantar e cuidar da vida. O domingo está acabando.

Enquanto eu tomava banho, ele preparou alguma coisa para a gente comer. Terminado o jantar, ficamos conversando e namorando na sacada. Estava chegando ao fim um longo dia de muitas emoções, ruins e boas.

— Espero que o próximo domingo seja mais tranquilo que este. Estou pensando em irmos à praia. Nunca mais bati bola, estou fora de forma.

Apertando minha bunda, Nico deu uma conferida no meu preparo.

— Será ótimo. Adoro ver você correndo com essa bundona dentro daquele calção de jogador.

Para provocá-lo, baixei um pouco a cueca, virei de costas e fiquei rebolando. Depois de dar uns tapas na minha bunda, ele me prendeu pela cintura, deu uma encoxada e soltamos uma gargalhada que poderia ser ouvida no apartamento de cima.

Antes de ir dormir, fui arrumar as coisas na cozinha, para não acumular serviço para o dia seguinte. Quando entrei no quarto, Nico estava deitado de lado, com uma perna dobrada para a frente, deixando sua bunda numa posição que despertava a fome de qualquer homem que gosta de comer cu de macho, mas ele era só meu.

Com os olhos fechados, ele parecia já estar dormindo, mas eu sabia que era manha, só para me atiçar. Meu marido tinha cara de santinho, mas, na cama, era um cara safado do caralho. Quando eu estava perto dele, meu pau ficava o tempo todo em estado de alerta.

Sem dizer nada, eu me ajoelhei ao lado da cama, acariciei seus cabelos e beijei suas costas de cima a baixo. Depois puxei sua cueca e comecei a comer sua bundinha com a boca. Com cuidado para não machucá-lo, mordi sua carne macia, rocei a barba na sua pele e enchi seu rego de cuspe. Suspirando fundo, o belo adormecido levantou ainda mais a perna, para que eu pudesse meter a língua em seu cu.

Depois de dar muitos beijos naquela boquinha que meu homem tinha no meio da bunda, tirei minha cueca, deitei atrás dele e fingi que também havia adormecido, mas logo passei um braço por cima do peito dele e comecei a girar minhas ancas, esfregando minha pica no rego encharcado de cuspe. Dobrando a cabeça para trás, ele meteu a língua na minha boca e também passou a rebolar, para ajudar minha vara a encontrar a entrada do seu corpo.

Com uma rebolada rápida, fiz a cabeça da rola atravessar o anel. Passando uma perna sobre a coxa de Nico, fui enterrado o talo, até minhas bolas baterem no saco dele. Contorcendo-se todo, o devorador de rola lutava para vencer a dor que sempre sentia no momento em que eu rasgava suas entranhas. Quando senti que minha carne e a dele já eram uma só, comecei a fazer os movimentos da foda.

Como se estivéssemos dançando deitados, eu jogava minha bundona de um lado para o outro, cravava meu caralho no cuzinho, puxava um pouco para fora e socava mais fundo. Gemendo baixinho, Nico mexia a bundinha no mesmo ritmo das fincadas que eu lhe dava, ansioso para tirar leite do meu pau.

Depois de comer meu macho de ladinho, virei seu corpo de frente e me joguei em cima dele. Passando as mãos pelo meu pescoço e dobrando as pernas sobre minha bunda, Nico abriu a boca e me olhou cheio de desejo, pedindo para ser fodido ainda mais. Apoiando meu peso nos joelhos, eu lhe apliquei uma puta surra de caralho, para arrombar aquele cu que sempre foi meu.

Quase desaparecendo sob meu corpo, Nico não parava quieto. O professor magrelo era um guerreiro e sabia usar a bunda para dominar minha pica bruta. Quando a batalha estava chegando ao fim, ergui o peito e, sem parar de comer seu cu, comecei a espremer seu caralho, para ele gozar junto comigo.

Percebendo que ele não aguentava mais, larguei sua rola e, com as bocas grudadas, compartilhamos o prazer de sermos machos que se amam e se fodem. No fundo da minha mente, eu quase podia ver minha gala escorrendo no fundo do cu de Nico. Nas nossas fantasias, quando meu caralho drenava o esperma para a carne dele, nós estávamos fazendo filho.

Quando meu pau começou a amolecer, eu saí de cima de Nico. Com os olhos quase fechados, ele ficou passando a mão no meu peito e beijando meu pescoço. Como sempre, eu havia pegado pesado na foda e isso fazia com que ele ficasse muito satisfeito. Já passava da meia-noite. Na tranquilidade de nossa casa, envolvi meu marido com meus braços, beijei sua boca e nos entregamos ao sono.

Nossa semana foi de muito trabalho, preocupações, alegrias e foda todas as noites.

No sábado, saí para trabalhar todo animado, porque iria pegar meu filho para passar a tarde comigo. O dia tinha tudo para ser perfeito, mas no fim da manhã, a pretexto de fazer algum conserto no carro, o pai de Renata apareceu na oficina.

Enquanto meu colega fazia o serviço para ele, seu Geraldo me lançava olhares e falava para meu patrão coisas que eu não conseguia ouvir, mas sabia do que se tratava. O sacana tinha ido ali só para me sujar. Quando ele foi embora, seu Samuel e Josias passaram a se comunicar através de olhares. Aquilo me incomodou muito, mas eu me esforcei para ignorar essa atitude vinda de pessoas que sempre considerei como amigos.

Terminado o serviço, eu me despedi deles, montei na moto e disparei pela avenida em direção à casa onde meu filho ainda morava. Eu estava aborrecido pelo que seu Geraldo havia feito, mas não podia deixar que ele tirasse minha paz. Eu não tinha nada para esconder de ninguém, só não queria ser alvo de conversas. Mas era melhor deixar para me preocupar com isso depois.

O fim de semana estava só começando. Eu, meu filho e meu marido iríamos nos divertir muito.

***

Obrigado aos leitores que ainda estão acompanhando esta longa narrativa. Em breve, mais um capítulo da história do casal Leo & Nico.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 36 estrelas.
Incentive Emirs a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

Muito boa suas histórias, realmente fico sempre esperando ter mais . Espero que tenha muitas histórias ainda

0 0
Foto de perfil genérica

Cara muito bom, melhor história que já acompanhei Aki . E as fodas dão um tesão danado. Continue assim e nem pense em acabar logo. Continue a presentear a nós com essa história linda e tesuda por muito tempo. Grande abraço

0 0
Foto de perfil genérica

Lembro-me dessa história todos os dias e venho aqui procurá-la. Quando não acho um capítulo novo, bate uma saudade...

0 0
Foto de perfil genérica

👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏 Cada capítulo melhor que o anterior! História do caralho! Mesmo sabendo que "na vida, ninguém é feliz impunemente", sei que eles têm tudo para se completarem.

0 0
Foto de perfil genérica

Por favor, não demoras para terminar esse conto.

0 0
Foto de perfil genérica

Acho que o velho fofoqueiro veio infernizar tua vida e o teu patrão sem futuro irá te despedir.sera um livramento.

0 0
Foto de perfil de Jota_

História deliciosa isso sim! O capítulo já esteja perfeito, aí acabou com essa cena de sexo aí que pqp 😈

0 0
Foto de perfil genérica

Aposto que ficou se punhetando imaginando você e o Fred no lugar do Léo e Nico 😈😈😈😈😈. Não vejo a hora de ler a parte três da história de vocês. Tenho certeza de que não sou o único.

0 0
Foto de perfil de Jota_

Mas você é um tarado na minha história hein! Vc tá precisando de um macho pra você isso sim 😜

0 0
Foto de perfil genérica

Quem foder eu já tenho, mano. E quanto a ser parado na tua história, sou sim. Tu escreve bem demais, contando teus rolos. Por isso fico esperando os próximos.

0 0
Foto de perfil de Jota_

Fica esperando sentado então, mano. Senta onde quiser 😁

0 0
Foto de perfil genérica

Sento, sim. Sento e deixo minha rola apontada pra cima, pra tu cavalgar nela. Agora, sacanagem não contar pra nós, seus fãs, como foi a aventura tua e do Fred, deixando as iludidas de lado e caindo um dentro do outro, pô. 🤣🤣🤣🤣🤣🤣

0 0
Foto de perfil de Jota_

Aventura essa que só aconteceu na sua cabeça de pervertido, mano!

0 0
Foto de perfil genérica

Você chama para padrinho de casamento um cara por quem o cu piscava; enquanto esse cara arrumava tua gravata, poucas horas antes de casar, fica lembrando de quando o viu, espiando pelo buraco da fechadura, batendo uma e com os dedos enfiados no rabo e fez a mesma coisa; foi casar com os olhos vermelhos de lágrimas depois que abraçou o cara... Quem é mesmo o pervertido aqui???🤔🤔🤔🤔🤔

0 0
Foto de perfil de Jota_

O meu personagem J pode até ser um safado, agora eu, o autor, sou um santo

0 0
Foto de perfil genérica

Casado que escreve conto erótico gay querendo dar o cu... E usa personagem para satisfazer a vontade de dar o rabo... Só se for São Fudêncio das Pregas Perdidas.🤣🤣🤣🤣🤣🤣

0 0
Foto de perfil genérica

Bom de mais sua história e ótima estou ansioso pelo próximo capitulo

0 0