Guerra Fria ⚔️ - Capitulo 4

Um conto erótico de Pedro Ohan
Categoria: Homossexual
Contém 1617 palavras
Data: 21/07/2023 23:26:56

Capítulo 4 - Intesidade

Enquanto caminhávamos pela tranquila praça, senti que Kauã era um cara totalmente diferente dos relacionamentos que já tive. Ele era carinhoso e gostava de demonstrar o que sentia. Desde aquela noite especial, nós nos conhecíamos melhor a cada dia, e cada minuto ao lado dele era incrível. Eu me sentia cada vez mais à vontade em sua companhia, e nossa conexão parecia crescer a cada momento.

Na empresa, meu desempenho estava se destacando, e eu ganhava visibilidade com os gestores. Em relação ao Bruno, eu continuava achando ele um cara incrível e muito bonito, mas esses sentimentos talvez estivessem apenas em minha imaginação. Luan, o supervisor do escritório, era um homem respeitado por todos. Com seus cabelos grisalhos, ele comandava o ambiente profissional com sabedoria e firmeza.

Um dia, Luan me chamou para uma conversa na área externa do escritório. Curioso, fui me aproximando do local e pude ouvir algumas vozes.

Luan: Então, Bruno, vejo que você é um cara bem esforçado. Quantos anos você tem?

Bruno: Tenho 25 anos.

Luan: Novinho ainda, tem muita vida pela frente.

Bruno: Que nada, trabalho desde os 16, comecei como jovem aprendiz e depois fui fazendo alguns cursos e me especializando.

Luan: Ah, entendi! E o seu filho? Você vive com a mãe dele?

Bruno: Não, a gente só chegou a namorar e nada mais. Acabou acontecendo de termos o Noah.

Luan: O nome dele é Noah?

Bruno: Sim... o mesmo nome do Líder de Desenvolvimento.

Luan: Já conheceu ele?

Bruno: Sim, ele é um ótimo coordenador, a equipe de desenvolvimento vem evoluindo muito depois da chegada dele.

Luan: Estou vendo que você esta bem entusiasmado com o trabalho do Noah.

Bruno: Ele é bem Profissional!

Luan: Tem que ser mesmo.

Fiquei por um tempo escondido, esperando um momento apropriado para me aproximar. Logo depois, Luan percebeu minha presença e me chamou.

Luan: Oi, Noah. Tudo bem? Já conhece o Bruno?

Eu acenei que sim, sentindo-me um pouco envergonhado com a presença de Bruno na conversa. Ele me lançou um sorriso amigável e depois voltou sua atenção para Luan.

Luan: Então, preciso que você possa dar suporte ao Bruno em relação à instalação da nossa nova área. Consegue fazer isso?

Noah: Claro, Luan. Do que exatamente ele esta precisando?

Luan: Acho melhor vocês trocarem uma ideia, dai o Bruno irá conseguir montar uma melhor forma de vocês criarem uma instalação apropriada pra nossa nova área.

Noah: Tranquilo!

Começamos a trabalhar juntos na implantação da nova área e em uma das tardes onde estávamos bem focados, Bruno veio até o local onde eu estava, para darmos inicio na instalação dos novos sistemas da área, e juntamente com ele, veio o Kauã.

Kauã se aproximou de mim

Kauã: Oi, tudo bem, tô louco pra te beijar

Noah: Aqui não estamos no trabalho, fica na tua

Bruno olhou para os sussurros e ao perceber a nossa proximidade, chamou o Kauã

Bruno: Kauã pode voltar, o Léo está precisando da sua ajuda lá na sala.

Kauã: Tudo bem.

Ele Olhou pra mim, e deu um sorrisinho e soltou um beijo no ar.

Continuei na instalação dos novos sistemas e mostrando como a área deveria ser ampliada, mas toda a nossa conversa não passou de apenas dois profissionais em busca da melhoria do setor.

Kauã chegou na sala onde o Léo estava.

Kauã: E ai cara, está precisando de alguma ajuda minha?

Léo: Tua ajuda?

Kauã: é... o Bruno disse que você estava precisando da minha ajuda aqui na sala.

Léo: Ah... verdade, desculpa, Liguei para o Bruno e pedi pra você vir aqui na sala, e acabei esquecendo. Vem cá, me ajuda a separar esse equipamentos que amanhã a gente vai levar pra nova área.

( Eu vou matar o Bruno )

Kauã: Oi?

Léo: Nada não.

Kauã: Esses equipamentos serão levados pro Noah?

Léo: Isso.

Kauã achou meio estranho sobre o Bruno ter mandado ele ajudar o Léo, pois ele havia percebido a surpresa do Léo. E com isso Kauã começou a sentir ciúmes do Bruno.

O relógio marcava as 19 horas, Léo e Bruno estavam indo para casa, quando decidem dar uma parada em um barzinho próximo a casa deles.

Léo: Cara, você tem que começar a dar uma disfarçada nos seus olhares para o Noah. Eu já tenho percebido que você não tira os olhos do Noah.

Bruno: Não sei o que você está querendo dizer.

Léo: Ah, não se faça de desentendido. Hoje você mandou o Kauã pra sala, pra ficar a sós com o Noah, tive que dar um migué no Kauã, nem pra me avisar; espero que ele tenha acreditado.

Bruno: Eu não sei do que você está falando. Além disso, ele está com o Kauã agora.

Léo: E você está com ciúmes, não é mesmo?

Bruno: Não estou com ciúmes! Eu só acho que o Noah merece alguém melhor que o Kauã

Léo: Cara, eu falei pra você conversar com ele, mas você quis dar uma difícil, de bichão, o Kauã foi mais rápido e mostrou o que queria, mas mesmo assim eu acho que o Noah gosta de você, tenho quase certeza disso.

Bruno: E como você pode ter tanta certeza?

Léo: Porque é visível o jeito que ele olha pra você, é como se estivesse vendo um deus na frente dele, ele fica paralisado.

Bruno: Eu não sei o que fazer. Tenho medo de estragar tudo. Ele parece ser um cara sensível, que já teve alguns traumas, e eu não quero ser mais um na vida dele.

Léo: Apenas seja sincero com ele. Se você realmente gosta dele, não deixe essa chance passar.

Enquanto o Kauã foi me deixar em casa e ficamos conversávamos em tranquila praça, próxima a minha casa, quando de repente um cara desconhecido se aproximou de nós. Ele era meio alto, moreno, com os olhos claros e cabelos lisos.

Desconhecido: Kauã?

Kauã: Gustavo?

Desconhecido: sim sou eu Gustavo, achou que eu não iria te encontrar?

Meu coração disparou ao ouvir aquelas palavras. O que o Kauã havia feito? Quem era aquele cara? Vários questionamentos vieram na minha mente.

Kauã: O que tu quer macho? Já mandei você sumir da minha vida e seguir a sua

Eu evitei olhar para Kauã e para esse cara, a raiva do Kauã era perceptível, ele fechava a mão com tanta força, como se a qualquer momento fosse partir pra cima do Gustavo.

Gustavo: Acha mesmo que vou sumir assim da tua vida? Kkk não mesmo; e quem é esse? Novo otário que tu vai usar e depois jogar fora? Igual tu fez comigo?

Kauã: CALA A BOCA GUSTAVO.

Gustavo: Cala a boca? Não mesmo. Ele vai te usar, e quando você não tiver mais o que oferecer a ele, ele vai te descartar igual fez comigo, quando eu não podia mais dar recursos a ele.

Kauã: Vamos embora Noah, deixa esse louco sozinho aqui!

Eu estava totalmente assustado com a situação.

Gustavo: Louco né? Ta bom...

Kauã: Parece que sim. Já pedi inúmeras vezes pra você sumir da minha vida e você insiste em vir atrás de mim. Cara eu preciso viver minha vida, vai viver a tua. Não quero ter mais nenhum tipo de papo com você. Da pra você entender isso? Ou vou precisar pedir o meu pai novamente pra ter uma conversa com o juiz?

Neste instante minha mente girou... Juiz? Meu Deus!!

Gustavo: Você me paga Kauã.

Gustavo olhou pra mim

Gustavo: Foge enquanto é tempo, ele é roubada.

Kauã: Vamos amor, quando eu chegar em casa eu te explico tudo.

Noah: Tudo bem.

Kauã pegou na minha mão e me levou pra casa apesar da conversa tensa, Kauã conseguiu manter a calma e o respeito com Gustavo, apesar que a intensidade dessa conversa foi bem pesada.

Após deixarmos Gustavo sozinho na praça, retomamos nossa caminhada para casa. Kauã segurou minha mão e me olhou com um sorriso tranquilizador.

Kauã: Você está bem?

Noah: Sim, estou. Foi meio tensa essa conversa, mas desculpa a curiosidade, quem é esse cara?

Kauã: Já fiquei com esse cara, mas não temos mais nada. Pode confiar em mim... eu vou lhe explicar tudo, so confia em mim por favor.

As palavras de Kauã me acalmaram por um momento, mas realmente fiquei bem curioso com o que aconteceu, mas fiquei esperando o momento dele pra me falar sobre tudo o que rolou entre ele e o Gustavo.

No dia seguinte, fomos juntos para o trabalho, segui para a minha equipe para passar as coordenadas para os meus funcionários e depois seguir com o projeto da nova área. Enquanto isso, Kauã foi deixar os equipamentos na área nova onde Bruno estava.

Bruno: Obrigado Kauã. Pode voltar pra sala, eu dou continuidade.

Kauã: Não estou entendendo isso.

Bruno: Isso o que?

Kauã: Ontem, o Léo não estava precisando de mim, acha mesmo que eu não percebi?

Bruno: Não sei do que você está falando. Ele me ligou.

Kauã: Certo! Já percebi que você quer ficar sozinho aqui com o Noah.

Bruno: Você esta louco.

Kauã: Não! Eu sei muito bem o que ta acontecendo aqui.

Bruno: Cara fica na tua e faz o que eu estou lhe pedindo;

Kauã: ACHO MELHOR VOCÊ FICAR NA SUA

Nessa hora, o Léo chegou e notou o ar tenso que estava se estabelecendo naquele local.

Léo: Ei Kauã, calma parceiro. Vem cá. Vamos da uma volta ali

Kauã: Beleza!

Bruno ficou bem nervoso, com o Kauã e quando cheguei na área pude perceber que algo havia acontecido.

Noah: O que houve? Você ta bem Estressado.

Bruno: Pergunta ao teu namoradinho...

Muitas emoções estão por vir, quem é o Crush de vocês? quem vocês Shippam? O que será que o Gustavo fez?

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 6 estrelas.
Incentive Bruno Gabriel a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários