RAFA - MEU ANJO FEMBOY - Parte 1

Um conto erótico de Alessandro Cacciatori
Categoria: Homossexual
Contém 1681 palavras
Data: 23/07/2022 17:56:11

Um dos melhores períodos para as minhas aventuras foi quando eu prestava consultoria em planejamento estratégico para empresas em vários cantos do país. Obviamente o trabalho envolvia muitas viagens, despesas geralmente pagas pelo cliente, uma certa flexibilidade de horário e bastante liberdade. É claro que na hora de escolher um hotel, por exemplo, eu procurava os melhores e aqueles que eu sabia ser os mais discretos, aqueles que não se importavam com quem visita você e. ao mesmo tempo, garante o suporte de segurança de um hotel de reputação.

Como já disse em outros contos, minha situação profissional e financeira possibilitava que eu sustentasse um bom padrão de vida e me entregasse ao meu lado hedonista. Boa comida, boa bebida, viagens, às vezes um pozinho mágico para animar e, é claro, sexo. Sou pansexual. Adoro ter prazer com pessoas, independente de sexo ou gênero.

Naquela tarde chuvosa cheguei ao escritório para programar minha próxima viagem. Meu destino era Curitiba. Seria uma viagem de apresentação e aquele contrato era muito importante para mim, não só pelo dinheiro, mas pelo prestígio que me traria dentro do segmento de negócios onde eu operava. Como de costume, reservei passagem para que eu chegasse na cidade no dia anterior à reunião, de modo que eu pudesse aproveitar uma noite de curtição. Reservei também o hotel. Caso pegasse o contrato, iria passar alguns dias na cidade e precisava de conforto e bom espaço para trabalhar e, eventualmente, fazer uma ou outra reunião. Assim, reservei uma suíte no Nomaa, no bairro Batel.

O passo seguinte era arranjar companhia. Iria usar como frequentemente faço a Internet. Não estava com vontade de perder tempo caçando de bar em bar. É claro que a Internet é uma loteria. É meio como pescar. Você pode dar a sorte de pegar um belo dourado, ou desperdiçar a isca com um reles lambari. Mas eu sempre tive sorte nessas caçadas. Acho que os deuses do sexo me abençoam.

Sala de chat, cidade de Curitiba, gays e afins. Uma, duas, três conversas e nada. Lá pela quinta ou sexta conversa eu já estava quase a desistir, quando alguém com o criativo nickname de “novinho-pass” me chama no privado. A conversa de sempre. Idade, como você é, do que gosta... Ele se apresentou como tendo dezenove anos, cabelo loiro escuro, olhos azuis, 1:65 m, 60 quilos, corpo delicado, lisinho e que preferia ser passivo, mas às vezes comia também, dependendo do tesão da hora. Eu passei a minha descrição. Na época com quarenta e cinco anos, 1:72 m, cabelos grisalhos e olhos pretos, pele branca, corpo normal, não malhado e com a leve barriguinha da idade. O de sempre. Quem frequenta esses canais sabe como a coisa começa. Acrescentei que eu era pansexual e normalmente preferia ser ativo, mas era flexível. Completei dizendo que eu não me importava com sexo ou gênero, que eu sentia prazer com pessoas. Isso parece que causou um bom efeito no garoto.

A partir daí o papo engrenou. Disse a ele que estava indo para Curitiba e procurava companhia para uma noite, pelo menos. Disse que pretendia ficar uns dias na cidade, dois ou três, e que se nos déssemos bem, poderíamos nos encontrar outras vezes. Por alto, contei a ele o que fazia e é claro que perguntei se a diferença de idade não o incomodava.

Realmente parece que causei uma boa impressão inicial nele, pois ele se pôs a falar de como preferia homens mais velhos, de mente aberta, que não fizessem julgamentos e coisa e tal. Falou-me sobre ele, de como ele havia tentado se assumir na pequena cidade do interior do Paraná onde morava, quando era mais novo, da rejeição da família e dos conhecidos e de como ele tinha vindo para Curitiba morar, estudar e trabalhar, abrigado por um primo mais velho, gay e relativamente bem de vida.

O nome dele era Rafael (fictício), o mesmo nome do avô que havia sido prefeito da cidade onde ele nascera. Com essa informação eu podia imaginar o tanto de preconceito que aquele rapaz havia sofrido.

Finalmente decidi me encontrar com ele. Nesse momento já estávamos falando por voz. Ele não quisera abrir câmera. “Rafael,” eu disse, “estarei hospedado no Nomaa depois de amanhã. Que tal você me procurar no bar do hotel, digamos, às seis da tarde?”

A voz dele titubeou. “Bom... Sabe... É que eu...”

“Você o quê?”

“Bom, minha aparência... Não é bem de rapaz...” Ele se engasgou.

Eu saquei na hora. Ri comigo mesmo. Aquilo só aumentava o meu desejo de encontrá-lo, se fosse o que eu imaginava que era. “Uhm... Sei...” Eu refleti. “Digamos que você é um pouco mais rapariga do que rapaz?”

“Sim,” ele falou baixinho. “Minha aparência é bem feminina. Você se importa?”

Ele era o que na putaria se chama de femboy. E eu era simplesmente louco por femboys. “Claro que não, respondi. Ao contrário. Isso só faz o meu tesão crescer.”

“É que sei lá, tipo... Eu tenho medo de ir em um lugar assim tão chique, um hotel, as pessoas me olhando. Sabe, de ser discriminado, de não me deixarem entrar.” Ele fez uma pausa. “De envergonhar você.”

Entendi a preocupação do garoto. Vivemos em uma sociedade que não respeita as diferenças. Uma sociedade onde impera a falsa moral judaico-cristã. Tudo pode ser feito entre quatro paredes, desde que ninguém veja, desde que ninguém saiba. O imponente executivo pode dar o rabo para os seus bofes, desde que mantenha tudo escondido, longe da família e de seu amado negócio. No quarto, o bofe é seu amorzinho. Na rua, ele é a Geni. A mulher casada pode encher o marido de chifres, desde que mantenha sua rotina dominical de ir à missa e confessar seus pecados para um padre que provavelmente ficará batendo uma punheta dentro do confessionário. Mas Licínio não pode se apresentar como é. É pecado, é vexaminoso, é uma perversão.

“Entendo você. E garanto que quando estiver comigo, nunca terei vergonha de você,” eu disse, compreensivo. “Então vamos fazer o seguinte. Eu conheço um bar LGBT friendly, atrás do Teatro Guaira, o Café do Teatro. Ele abre às 18 horas. Nos encontramos lá às 18:30.”

Ele suspirou aliviado. “Que bom que você me entende. Nos encontramos lá, então.”

“Agora, bonitinho, abre a câmera que eu quero te ver.”

Ele riu e abriu. Eu quase cai da cadeira. O que apareceu na tela não era um rapaz. Era um anjo. O rosto arredondado, emoldurado por um loiro cabelo cacheado, duas pedras topázio brilhando no lugar dos olhos, boca vermelha e carnuda. Um rosto apaixonante.

Parece que a visão do meu rosto também o impressionou, porque ele sorriu. “Gato,” eu disse. “Quero ver mais. Mostra teu corpo.” Ele ficou de pé e então eu pude vê-lo por inteiro, shortinho curto agarrado nas pernas, um pequeno volume saliente debaixo da vestimenta, um top curto e por baixo peitinhos redondos, parecendo pequenos, cobertos pelo tecido que tinha a inscrição “daddy’s girl.”

Também fiquei em pé para que ele pudesse me ver melhor. “Coisa linda,” eu disse em tom quase autoritário. “Tira essa roupa. Deixa eu te ver por inteiro.” Então o peste caminhou até a parede oposta à câmera e, de costas, retirou o top. Olhou por cima do ombro e deu uma piscadinha, passando a língua pelos lábios. “Tira você também, daddy!” Ele riu. Tirei minha camiseta, exibindo meu tórax de homem normal, alguns pelos, uma grande cicatriz pouco perceptível de uma cirurgia cardíaca que havia feito há vinte anos. “Ai, ai... “Disse o rapaz observador. “O papai já teve o peito aberto... Posso lamber essa cicatriz todinha?” E sem esperar resposta, abaixou o shortinho, exibindo assim a bundinha redonda, firme, gostosa, e as curvas quase femininas de um quadril provavelmente já moldado pelos hormônios.

Não preciso nem dizer que meu pau já estava estourando por baixo da calça jeans. Não gosto de usar cueca. Assim, o áspero da calça já estava me incomodando. Tirei a calça e meu pau ficou ali exibido para ele.

Ele se voltou e nu, cacete também entumecido, caminhou na direção da câmera. E foi assim que eu vi seus peitinhos. Como disse, redondos e firmes, apontando para cima, pequenos.

Comecei a me masturbar para ele. Ele olhava meu pau e passava a língua nos lábios. Começou a tocar seus seios e fazer uma dança sensual para mim. Ele se alisava, virava de costas, rebolava a bunda, ia até o chão e voltava, novamente ficando em pé e jogando a cabeça para trás, ao mesmo tempo em que brincava com o próprio pau.

Eu comecei a gemer e a respirar mais forte. O tesão crescia e o ritmo da minha punheta aumentava. Ele também se masturbava. Voltou a sentar na cadeira, gemendo, miando como um gatinho, pernas abertas, pau na mão, peitinhos expostos para aquele que ele agora chamava de daddy. Ele se acariciava com uma das mãos e com a outra brincava com o pau. Então começou a murmurar, “daddy, come seu filho, come. Coloca esse pauzão inteiro dentro de mim. Assim, daddy. Ai, mete fundo... Mais, mais... Arromba teu filhão, papai. Me fode forte... Fode mais.”

Eu comecei a corresponder às palavras dele. “Isso garoto. Abre as pernas pra mim, assim... Isso. Dá esse cuzinho inteiro pro papai. Faz o papai jorrar toda a porra dele pra dentro de você, filhão do papai.”

E então ambos éramos só gemidos, suspiros, grunhidos, olhos fixos na tela do computador, acompanhando cada movimento. A punheta mais intensa, mais forte, até que os jatos de esperma inundaram o meu abdome. E logo em seguida, ele gozou também. Um gozo forte, acompanhado de um quase grito prolongado.

Ainda cansados, resfolegando, continuamos a conversar um pouquinho. “Rafa,” eu disse, “se isso foi o prato de entrada, imagino o prato principal.” E ri.

“O papai vai se lambuzar de tanto comer essa comidinha gostosa,” ele riu.

Enfim, se eu já tinha bons motivos para conseguir aquele contrato em Curitiba, agora eu tinha mais um. Rafa, o anjo, como eu passei a chamar aquele femboy delicioso.

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