MARIA MADALENA NA VIAGEM COM O MESSIAS - TENTAÇÕES E PECADOS

Categoria: Heterossexual
Contém 19338 palavras
Data: 21/04/2022 22:04:19
Última revisão: 05/11/2023 17:20:26

Um jovem caminhoneiro descobre que foi feito de corno durante a viagem de férias com a esposa.

Parte 1: Tentações e Descobertas.

Lupércio sempre falava para o Messias:

— Deixa essa vida de estrada irmão. Quem tem uma mulher nova, bonita e gostosa, com todo o respeito, como você tem em casa, não pode viver tanto tempo longe, viajando nas quebradas. Cabine de caminhão faz crescer chifre.

Messias achava graça do velho amigo caminhoneiro:

— Vira essa boca maldita para lá Lupe. Só porque todas as suas mulheres meteram galho na sua testa, não significa que todas as mulheres de caminhoneiro são traidoras. Minha Maria Madalena é fiel, zelosa do lar e dos filhos. Confio nela.

Lupe ria dando uma talagada estalada na cachaça. Antes de ir dormir, os caminhoneiros paravam e se reuniam nos locais de pouso, onde vários caminhões pernoitavam juntos, buscando segurança nas viagens. Eles jantavam, tomavam umas cangibrinas de engenho para ajudar a relaxar, e iam para suas cabines dormir. Alguns arrastavam umas raparigas de estrada para dormir com eles. Era a vida solitária das estradas que levava a isso. Mas o Lupércio, o mais maduro e experiente da turma de amigos de estrada, vivia espezinhando o Messias. Ele era um “coroa” que tivera muitos relacionamentos, casamentos, separações, e amantes, e assumia que chifre e a profissão de motorista tinham muita coisa em comum. Messias discordava:

— Você falando assim, ofende os colegas de profissão e as esposas deles.

Lupe dava gargalhadas divertidas. Ele falava:

— Que nada! A maioria que eu conheço adora ser corno. Com o tempo todos se acostumam com o chifre, se acomodam nessa vida e acabam gostando. Fingem que está tudo bem para não piorar ainda mais a vida solitária que a gente leva. Você logo vai estar com a gente nessa! Continua na estrada, deixa sua esposa sozinha e vai ver.

Messias sabia que o velho caminhoneiro de quase sessenta anos, mestiço forte do cabelo grisalho, falava aquilo só para o provocar. Era o jeito irreverente dele. Lupércio tinha a fama de ser um macho bem-dotado, viril e muito safado, adorava uma putaria, e corria à boca pequena que ele já tinha levado para a cama ou para a cabine do seu caminhão, mais mulheres do que todos os outros caminhoneiros do grupo juntos. E eles eram mais de vinte amigos, que se cruzavam naquelas paragens.

O Lupe, agora casado há uns anos com a Salete, bem mais nova, era um grande amigo mesmo, parceiro, e gostava de ensinar os mais jovens. Messias se recordou daquela conversa que tiveram, naquele dia.

Naquela próxima viagem que iria fazer dentro de dois dias, já que os dois filhos tinham ido passar uns dias das férias no sítio com os avós, ele resolvera convidar a Madalena para viajar com ele. Ela no começo torcera o nariz:

— Que programa de “maluco” é esse meu amor? Acha que eu vou gostar de viajar de caminhão com você, nas minhas férias, por vários dias, sem conforto e sem muito o que fazer?

Maria Madalena era nova, vinte e nove anos incompletos. Moreninha cor de jambo, cabelos castanhos encaracolados abaixo dos ombros, olhos amendoados lembrando seu sangue indígena misturado com o de pretos e brancos, estatura mediana, corpo escultural de curvas acentuadas, bunda generosa e seios médios. E tinha pernas perfeitas que terminavam em pezinhos delicados e bonitos. Acabara voltando a estudar, depois de muito tempo só cuidando da casa e dos filhos, e cursava o segundo semestre da faculdade de direito. Fazia academia e estava a cada dia mais bela. Era uma mulher esforçada, dedicada, bonita, cuidada, instruída e acostumada na cidade.

Messias tentava convencer:

— Meu dengo, eu nunca posso ficar à vontade só com você, quando chego das viagens, temos os filhos, os parentes, a igreja, a faculdade, os cultos, nunca podemos ficar juntos somente nós dois por mais tempo, para desfrutar de nossa companhia. Pensei que ia gostar de conhecer o meu dia-a-dia em viagem. Tem lugares lindos para conhecer.

Messias dava valor ao esforço da esposa por melhorar. Eram de famílias humildes, ele conseguira, logo que se casaram, com a ajuda do finado pai e do sogro, comprar seu caminhão e desde então já fazia dez anos que conseguia sustentar a família. Haviam quitado na metade do prazo a casinha comprada no sistema financeiro da habitação, com apoio da própria Madalena, que fazia bolos por encomenda em casa e ajudava nas despesas. Naquele final de ano, Madalena de férias, os filhos com os avós, era uma oportunidade de fazerem finalmente uma viagem juntos, desfrutando de mais intimidade. Afinal, entre uma viagem e outra, ele passava mais dias fora de casa do que com a esposa.

Madalena pensava: “Será que eu vou nessa viagem? Que férias são essas? Dormir em Boléia de caminhão, tomar banho em banheiro sujo de postos de abastecimento à beira da estrada, comer comidas que fogem da minha dieta. Pouca coisa por fazer, o dia todo viajando. A única vantagem será ficar mais tempo junto com o maridinho que eu quase não vejo. ”

Depois, ela se lembrava do que falava a Salete, a amiga, também casada com o Lupércio, o caminhoneiro: “Esses safados vivem parando pras quengas, as “marias gasolinas”, dormem com elas na boleia dos caminhões, trepam com qualquer uma, adoram umas vadias, e depois chegam em casa com ar de santinhos como se não pulassem cerca o tempo todo. Eu hein? Por isso eu também dou meus pulos e está tudo certo. ”

Madalena ficava admirada ouvindo a amiga explicar: “Por sorte o meu nego Lupércio é safado de sobra, e não se deixa superar por nenhum iniciante. Também, com aquela rola mais gostosa, eu não vi nenhum igual. Ele mete à vontade nas safadas, e também não liga que eu possa dar uma pulada de cerca de vez em sempre ”

Madalena não entendia como podia, algumas das esposas que ela conhecia, viviam nesse mesmo esquema. Tinham casos fora do casamento quando os maridos viajavam. O que ela não entendia direito era que nelas, não parecia haver culpa. Quando perguntava se elas achavam certo aquilo recebia a resposta: “Ah, chumbo trocado não dói. Lavou está novo. É até melhor pois variando de parceiro sempre, não enjoamos do nosso marido corninho. ”

Madalena meio chocada com tais posturas, não sentia dessa forma. Até que aconteceu o inesperado. Ela pensara daquela forma até pouco antes. Agora, estava vivendo um drama pessoal muito grande. Durante os primeiros anos de casamento, com filhos pequenos, as muitas tarefas e a responsabilidade de trabalhar fazendo bolos por encomenda para ajudar a pagar as contas, a mantiveram sempre fiel. Ela não saíra da linha nem uma vírgula, era uma mulher, séria, dedicada e mãe zelosa. Que ainda achava tempo de comparecer aos cultos na igreja nos finais de semana.

Acontece que as coisas mudam com o tempo. Depois que o filho caçula fez sete anos, eles quitaram a casa, e ela já podia, com folga no orçamento, se dedicar aos estudos. E foi na faculdade que o demônio havia atentado de um jeito impossível. Um jovem galanteador, bom de conversa, elegante e educado, fez amizade com ela. Ele parecia ser muito respeitador. Jamais disse algo que lhe faltasse ao respeito, embora e elogiasse sempre. Notava suas roupas, seu penteado, seu tipo de perfume, até as sandálias que ela usava. Ele era muito simpático. Mas sempre discreto. Depois de alguns dias Madalena achou que podia aceitar carona dele de volta da faculdade, era mais cômodo e ganhava tempo chegando em casa mais cedo. Lúcio era bem-educado e de boa família. As caronas ajudavam muito e ela ganhava tempo.

Mais alguns dias se passaram, e ele ofereceu para também levá-la para a faculdade, pois passava bem perto do ponto onde ela pegava o ônibus todas as noites. Madalena não viu maldade naquela oferta, e aceitou. Assim, ficava muito mais fácil para ela, ir e vir, e tinha uma companhia agradável. Lúcio era um rapaz bem de vida, simpático, culto, sabia conversar e principalmente ouvir Madalena. Conversavam sobre o curso, sobre as atividades diárias, as viagens do marido dela, e mais um monte de coisas. Ele demonstrava ser mente aberta, não tinha namorada, e declarou que não tinha interesse em namorar. Preferia se dedicar ao estudo e ao trabalho no escritório do pai.

Quando Messias voltou de uma das viagens, Madalena tratou de contar a ele sobre esse rapaz, colega de curso, que se mostrava um bom amigo e que lhe oferecia carona. Messias perguntara se ele era respeitador e Madalena confirmou.

O marido, confiando na seriedade da esposa, achou que não teria problema ela ir e voltar de carro com o amigo. Estaria até mais segura do que pegando condução pública todos os dias. E assim foi que ela se sentiu tranquila de contar com a carona regular do Lúcio, tendo a aceitação do marido. Aos poucos a convivência fortalecia aquela amizade de ambos. E não demorou, o Lúcio já lhe dava dicas e conselhos. Seguindo a sugestão do amigo, ela mudou um pouco o jeito de se vestir. Segundo ele aquelas roupas muito recatadas a envelheciam e depunham contra a sua imagem de mulher jovem e bonita. Seria uma advogada e precisava criar uma imagem simpática. Em casa e na igreja Madalena usava roupas de sempre, mas para ir à faculdade passou a usar roupas bem mais joviais, modinha igual muitas das colegas. Ela comprava de amigas que vendiam a prazo. E aos poucos ela viu que lhe fazia bem, era mais notada, mais admirada, e mais elogiada. Também aprendeu a se maquiar melhor. O marido sempre viajando não tinha tempo de ver toda aquela mudança. Quando ele chegava de viagem a sua esposa o esperava como sempre, feliz, alegre, vestida com as roupas discretas habituais. Paulatinamente, a convivência diária com o Lúcio, foi trazendo mais intimidade e Madalena se sentia muito bem com a sua companhia. Até que a ocasião fez o ladrão. Um dia, não houve aula na faculdade, greve dos professores, e Lúcio convidou-a para um lanche. Depois conversaram bastante passeando no parque do Campus Universitário. Madalena sentiu que ele tinha um perfume simplesmente embriagante. Um cheiro de macho limpo e transbordando de testosterona. Madalena estava muito carente. E quando Madalena menos esperava já estava nos braços do Lúcio, num beijo arrebatador. Não esperava por aquilo. Ela queria e não queria. Uma parte da mente lhe dizia que estava agindo errado, e outra parte, dizia que não custava experimentar um pouco do desconhecido.

Naquele instante pensou ser apenas uma coisa passageira. Momentânea. Talvez aquela loucura compensasse alguma quenga que o seu marido tivesse pego numa viagem. Ela jamais perguntara sobre isso a ele, mas sabia que poderia ter acontecido, e naquelas circunstâncias até que se tivesse ocorrido, parecia ser um bom atenuante para o que ela estava fazendo. Beijar o Lúcio foi algo delicioso, arrojado, muito excitante.

Como todos sabem, a carne é fraca, o sangue jovem é mais quente, e tem mais testosterona, por isso, o desejo foi tomando corpo, nos corpos dos dois amigos, e naquela tarde, em vez de assistir aulas e aprender lições do curso de direito, Madalena se entregou direitinho a um ato sexual alucinante, com o colega Lúcio. A primeira infidelidade. Aquela situação proibida aumentava ainda mais as emoções do ato. Acabou aprendendo prazeres e segredos como nunca jamais fizera com o seu marido.

Lúcio era um amante experiente, dominador, cheio de volúpia, e por mais de duas horas num motel, fez Madalena se sentir a mulher mais desejada e sensual que ele jamais vira. E Madalena descobriu ali o que era ser bem fodida de verdade. Messias, seu marido, tudo indicava, agora ela até podia comparar, era um jovem que como ela, casou inexperiente, e devia não ter feito quase nada fora de casa, pois era um amante bastante fraco se comparado ao Lúcio. Ela constatou que seu marido era um ilustre desconhecedor das artes da alcova.

Naquela noite Madalena ficou maravilhada com o que aprendeu, Lúcio não a tratava com brutalidade mas demonstrava uma pegada firme e viril que a fazia se sentir a fêmea mais sexy e tesuda que ela podia imaginar. Desejadíssima ela delirou em êxtases alucinantes.

O que Lúcio lhe falava, os sussurros excitantes e provocadores a deixavam em brasa. As lambidas, chupadas, mordidas, tapas, cheiradas e pegadas eram de enlouquecer. O falo rijo e quente de Júlio a penetrava incansável, na primeira vez foi por mais de meia hora corrida, e a levava a gozos indescritíveis. E depois de um descanso, tudo se repetia. Ela teve vários orgasmos como jamais sonhou ser possível, e encadeados. Aquilo se repetiu por mais de duas horas.

Certamente que ao voltar para casa, estava em alfa, de pernas bambas, deliciada, mas dividida, em um conflito enorme, se sentia culpada por ser uma esposa adúltera. Mas ao mesmo tempo se sentia elevada a um patamar altíssimo do sentimento de saber ser fêmea intensa e satisfazer um macho viril.

Madalena ficava toda molhada só de recordar as sensações que Lúcio havia lhe proporcionado.

Nos dias seguintes, aquele conflito só se intensificou, porque ela voltou a ter mais duas novas aulas de sexo intenso com o Lúcio, naquele mesmo motel que ficava próximo da faculdade. E o rapaz lhe ensinara muito mesmo, com um membro grande, grosso, forte e potente, até um pouco maior do que o do seu marido, ele a penetrara em todos os orifícios onde aquele mastro fálico quente e vibrante conseguiu entrar. Ele a tratava com grande volúpia e ela se deixava ser possuída de modo arrebatador. Nem a dor inicial e a ardência que se seguiu por alguns longos segundos na penetração no ânus impediram que ela se deixasse sodomizar pelo amante tomado de tesão. Antes daquele dia ela achava que era pecado e uma coisa nojenta fazer aquilo. Mas, feita com o Lúcio, naquele clima de safadeza incontrolável, ela, no fundo, adorou experimentar. E a emoção derradeira, foi quando ela estava totalmente empalada com o pênis rijo do Lúcio dentro de seu ânus, sendo fodida com intensidade, e sentindo sua xoxota jorrando líquidos de êxtase incontroláveis, que ela jamais sonhava possuir, num orgasmo alucinante, ouvir o amante falando para ela com voz forte e máscula em seu ouvido: “Goza minha putinha safada! Gostosa! Minha tesuda! Agora você é toda minha, já gozei em você inteira. Sei que vai sentir muita saudade de dar assim tão gostoso para o seu macho sempre que lembrar de mim. “

Madalena, trêmula, em transe, sentiu uma tara alucinada ouvindo aquilo, e de fato gozou como nunca havia gozado em toda a sua vida. Seria mesmo impossível esquecer aquilo. Seu marido Messias jamais falara ou fizera algo do tipo.

Parte 2: Lições que a vida ensina.

Madalena voltou para casa ainda mais arrependida do que na primeira vez. Ela sabia que depois de ter experimentado uma relação sexual tão fantástica, por três dias seguidos, não saberia mais se contentar com o que o Messias lhe oferecia no leito conjugal. E ela ainda não tinha coragem de admitir que desejava manter o amante. Assim, quando o marido regressou de viagem, ela teve a confirmação de suas ansiedades. Fizeram um sexo que antes parecia ser o máximo, mas depois já não passava de arremedo de uma foda.

O marido era realmente inexperiente e muito fraco no sexo, com um papai e mamãe singelo e rápido. Ela gozava por ver ele gozar, muito excitado, e ela sabia que sentiria muita falta do que já aprendera a gostar de fazer com o Lúcio. Mas, como boa esposa, que gostava muito do marido, não foi capaz de revelar a ele o que havia acontecido. Embora se sentisse culpada, temia destruir o casamento tão feliz que tinham.

Madalena amava Messias e os filhos, adorava a família, e não queria correr o risco de pôr um fim no casamento. Estava tomada por uma angústia enorme.

No dia seguinte, ela e o marido conversaram sobre os próximos dias que eles teriam disponíveis nas férias dela e das crianças, e o Messias lhe disse que para a próxima viagem, dali a alguns dias, tinha uma proposta a fazer a ela.

Madalena, preocupada, sem revelar seus segredos, resolveu consultar sua amiga Salete, casada com o Lupércio. O Lupe era o mais velho de todos da turma, era muito experiente e a Salete poderia lhe dar alguma dica de como ajudar o marido a se tornar um amante melhor. Pelo menos ela tinha esperança de que um dia o marido pudesse aprender a ser como o Lúcio, e lhe proporcionar tanto prazer quanto ele. Essa era a sua vontade.

Ao conversar com a amiga, fazendo perguntas, esta logo percebeu que a Madalena já vivia um conflito, e Salete já desconfiava o que fosse. Salete era muito esperta. Então, resolveu ser muito sincera, e falar abertamente com Madalena sobre aquelas questões. Madalena, notando que a amiga já entendera tudo, confiando nela, se abriu e revelou o que se passava. Depois de umas horas de conversas entre as duas, Madalena parecia ainda mais confusa do que quando chegara, mas ao menos tinha entendido uma série de dicas importantes. Em algumas, ela vislumbrara uma chance de encontrar a solução. Precisava sim ter uma conversa muito verdadeira com o seu marido, contar a ele o que havia acontecido. Almejava fazer com que ele pudesse entender o fato de que não fora mal-intencionado o que fizera com o Lúcio, mas uma decorrência da inexperiência do marido e dela. De ambos.

Madalena, mesmo conhecendo o espírito pacífico e tranquilo do marido, temia muito por uma reação violenta da parte dele, e tinha medo até que ele fizesse alguma besteira. Seu maior medo era magoá-lo. Esperou então o dia seguinte em que os filhos foram de férias para a casa dos avós. Acreditava que ela de férias da faculdade, distante do Lúcio por alguns dias, teria a oportunidade ideal de se abrir com o Messias. Mas não sabia como abordar a questão. E então, o marido chegara com aquela novidade, propondo que viajassem juntos. Madalena tinha receio que ao viajar com ele, e revelar tudo ao marido em plena viagem, pudesse provocar um problema mais grave, no meio de um momento impróprio, que era para ser uma convivência feliz. Ao mesmo tempo, temia revelar tudo antes da viagem, poderia estragar o final de ano da família toda. Mas ela precisava com urgência tomar uma decisão. Antes de confirmar com Messias se aceitava viajar, disse que precisava cancelar com algumas colegas da faculdade, a programação para preparação de trabalhos do curso. Saiu e foi falar novamente com a Salete.

A esposa do Lupe a recebeu em sua casa. Lupe havia saído para tratar questões de seu caminhão para a próxima viagem. Contou à Salete o que o marido havia proposto e a amiga lhe disse: “ Vai sim, é a melhor oportunidade que pode haver. Vocês estarão juntos muito tempo, poderão falar sem interferências de fora, sem testemunhas, e longe da cidade, distantes do rapaz com quem você traiu o seu marido. E o seu corninho pode não querer brigar consigo justamente por estarem só os dois. ”

— Não chame o meu marido assim! É feio!

Salete riu com jeito maroto:

— Maria Madalena, não me dê uma de arrependida, deixa de história. Na hora de dar gostoso para o seu amigo bonito, pauzudo e fodedor, você não achou feio e nem ofensivo meter os chifres nele. E fez o maridinho de corno. Um belo corninho. E foi mais de uma vez pelo que me disse. Você gostou e repetiu. Ele ainda não sabe, mas o chifre já está feito e grande.

Madalena estava nervosa, sabia que era a hora de encarar a verdade.

— Ah, Salete, é verdade, o que eu faço?

Naquele momento a amiga explicou:

— O Lupe acha que se você souber contar, o Messias vai entender, e vai acabar aceitando e perdoando. O safado do meu corno conhece muito bem o seu marido, e até já falou muito com ele sobre isso. O Messias tem tudo para ser um bom corninho.

— Como é que é? – Madalena estava assustada: — O Lupe sabe?

— Maria Madalena. Eu e o meu corno não temos segredos. O Lupe sabe sim, pois ontem quando você me contou o que fez e o que queria, eu pedi se ele pode ajudar vocês.

Madalena olhava a amiga meio apavorada. Ela prosseguiu:

— O Messias sabe que eu e o Lupe temos um casamento aberto, meu marido sempre se diz um corno assumido e que é muito feliz. O seu corninho admira isso, já até falou para o Lupe.

Madalena sentiu um frio na barriga. Agora o segredo dela já era do conhecimento do melhor amigo do marido. Temia que aquilo se espalhasse e batesse nos amigos e na família. Por um instante pensou se o convite do Messias para que ela viajasse com ele, já não era uma movimentação do marido, desconfiado que estava, para retirá-la da cidade, evitando que ficasse livre nas férias para se encontrar com o Lúcio. Estava muito nervosa, mas a Salete a tranquilizou:

— Relaxa, o Lupe prometeu que vai estar na estrada nesses dias da viagem e vai tentar ajudar. Pode contar com ele.

— Como assim amiga? Estou confusa agora. O Lupe sabendo, será que ele já falou com o Messias?

Madalena não entendia muito bem como as coisas da sua vida conjugal e privada estavam já saindo do campo secreto e se espalhando. A amiga explicou:

— O Lupe é macaco velho, quando eu falei ontem sobre o que você me contou, ele me disse que já esperava. Que mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer. Ele disse que na viagem anterior, até aconselhou seu marido a deixar de viajar na estrada, ficar mais perto de você. O Lupe tem radar, percebe os sinais de longe. Faz tempo que eles conversam sobre isso. Acho que chegou a hora de assumir.

Madalena estava tensa:

— Como assim? Lupe já sabia o que eu ia fazer? Como pode?

Salete pegou na ponta do queixo da amiga como se fosse dar um beijo nela. Então olhando nos olhos falou:

— Maria Madalena, então a senhora acha que uma gostosa e bonita como você, sozinha e sem fazer sexo por tanto tempo, indo na faculdade de noite, no meio de um monte de jovens gostosos e loucos por uma lindeza dessa, iam deixar passar batido? Só o corninho do seu marido não entendeu nada. E ele ainda deixou o gostosão do Lúcio levar e trazer você todas as noites. Não sei não. Parece que está é querendo mesmo levar chifre. Fala sério.

— Mas, mas, mas... - Madalena estava confusa. — O Messias confia demais em mim. Eu que traí.

Salete continuava com um sorriso muito malicioso:

— Isso é verdade. Ele confia. Confiou, e quem traiu foi você. Mas, pensa comigo, vai lá saber se o seu corninho no fundo não deixou isso acontecer? Vai que ele gosta?

— Que isso Salete! Que papo doido! De onde tirou isso?

— Posso garantir, amiga, que muitos homens têm esse fetiche, de serem corninhos, mas não tem coragem de falar isso com a esposa. Não assumem. Eles sabem que as esposas merecem bem mais no sexo do que eles conseguem dar. Então deixam acontecer.

— Salete, que loucura! Meu Messias não é assim. Ele só é inexperiente.

Salete fez que concordava acenando com a cabeça, mas resolveu mudar de tática:

— Você gostou de dar para o Lúcio? Me diz. Ele não é muito melhor na cama do que o seu corninho?

Madalena olhava para a amiga com jeito meio desconsolado. Abaixou o olhar, e, meio envergonhada confessou:

— Nossa, nem se compara!

Madalena nem se deu conta de que Salete chamava o marido dela de corninho e ela já aceitava. Ela respondeu:

— Eu nunca fiz nada tão bom. Perto do Lúcio meu marido não sabe nada de sexo! Perdeu até a graça, agora que eu vi.

Salete sorria maliciosa:

— Você gosta muito do seu corninho não gosta?

— Eu amo, o Messias é um doce de pessoa. Pai dos meus filhos.

Salete continuava concordando com ela e sorrindo:

— Mas depois que deu para aquele gostosão do seu amigo, e fez o Messias de corninho, será que você consegue ficar sem dar para o Lúcio de novo?

Madalena olhava assustada para a amiga. Acabava de ser confrontada com uma coisa que ela mesma relutava até em pensar. Não conseguiu responder. Ficou olhando o vazio, estática. Salete disse baixinho para ela ouvir como se fosse segredo:

— Repete comigo: “Meu corninho é o meu amor, mas o meu amigo Lúcio é gostoso e fodedor, é o maior tesão! ”

Madalena de olhos arregalados tampou a boca com a mão como se quisesse impedir que aquelas palavras fossem ditas. Sentiu de repente os próprios seios latejando e a xoxota se umedecer. Só de lembrar do sexo com o Lúcio já se tremia. Ficou excitada sem saber direito o que era. Sua pele se arrepiou toda. Salete insistiu:

— Fale amiga. Quero ouvir. Repete o que eu disse:

Madalena ainda estava hesitante. Salete perguntou:

— Seu amor não é o seu corninho?

Madalena não tinha como negar:

— Sim, ele é o meu amor.

— E você fez ele ser seu corninho não fez?

Madalena estava trêmula de nervoso. Tentava resistir, mas acenou com a cabeça confirmando.

Salete insistiu:

— Então, diz, fala, assume o que você fez. Encara a verdade. Vai se sentir melhor.

Com um rubor intenso nas faces, e olhar para baixo ela balbuciou:

— Eu fiz meu amor de corninho. Várias vezes. E gostei.

Salete a confortou:

— Viu? Foi fácil. Assumiu. Isso é muito bom. É importante assumir. Vai ajudar a vocês dois. Agora me diga, já que você gostou de trair com o Lúcio, tem vontade de repetir?

Madalena estava mesmo mais serena depois de ter admitido. Ela olhava a amiga com expressão assustada:

— Gostei muito. Nossa! Foi muito bom, toda as vezes. Sim. Eu tenho vontade de fazer de novo. Nunca gozei tão gostoso. Mas tenho muito medo de onde isso pode parar, que isso acabe com o meu casamento.

Salete a abraçou com carinho e disse perto do ouvido dela:

— Por isso, só tem uma saída. Você tem que ensinar o seu marido a ser um corninho feliz. Igual o meu. Se souber fazer isso direito, ele vai aceitar, vai gostar, e vai deixar vocês serem muito felizes assim.

Madalena olhava para ela como se visse uma miragem. Tentava realizar na mente o que a amiga estava dizendo. Perguntou:

— Você acha isso? Acha possível? Me diga como! Acha que eu vou convencer meu marido a não se zangar quando souber, não romper comigo, e ainda aceitar tudo isso?

Madalena pela primeira vez via esperança de ter alguma luz lá no final do túnel, mas não acreditava ainda que aquilo fosse possível.

Salete acenava sorridente com olhar safado. Ela disse:

— Não é o ideal? Não deseja isso?

Madalena suspirou em silêncio. Mas era um silêncio de quem concordava. Salete pediu:

— Fala. Diz em voz alta para você mesma ouvir: “Gosto de dar para o Lúcio. Quero dar mais vezes. É meu desejo. Vou ajudar meu marido a aceitar e ser meu corninho. ”

— Ah, não sei amiga, tenho muito medo disso. E vergonha também.

— Vai, sem medo, e sem vergonha, quero ouvir, só diz o que deseja!

Madalena suspirou fundo:

— Eu quero muito dar de novo para o Lúcio, é bom demais, e vou ajudar o meu marido a aceitar isso e ser meu corninho.

Ao terminar de dizer aquilo Madalena sentia seu corpo quente e a xoxota latejando. Estava muito nervosa e excitada de admitir tudo aquilo abertamente na frente da amiga, a ponto da Salete perceber. Ela sussurrou:

— Deu tesão de assumir não é amiga?

— Nossa, demais, nunca pensei...

Salete sorria:

— Eu sabia. Assumir é muito importante. Você vai conseguir. Isso é fundamental. Eu vou lhe dar umas dicas para essa sua conversa durante essa viagem.

Madalena estava trêmula, emocionada e agradecida. Salete ainda garantiu:

— Pode contar com o Lupe. Eles sempre se encontram nos pontos de parada dos caminhoneiros, falam pelo rádio, combinam a hora de parar e se encontrar. Se precisar de apoio, peça ajuda que ele saberá controlar e influenciar o seu marido. Todos respeitam muito meu Lupe. Basta dizer: “Me ajuda Lupe, você que sabe das coisas”. Ele entenderá.

Madalena estava tensa, sabia que teria que aceitar de vez aquele desafio. Era a hora de encarar a situação e assumir tudo para o marido. A viagem era mesmo a melhor pedida. Salete ainda disse:

— Vai sem medo. Verá como é bom. São lições que a vida ensina. Basta aprender.

A amiga ficou mais duas horas conversando com ela, orientando como deveria fazer, como se portar, como começar o assunto, que roupa deveria levar, e mais outros detalhes. A Salete já tinha viajado algumas vezes com o Lupe e sabia muito bem como eram aquelas viagens quando um dos caminhoneiros estava com a esposa. Os amigos evitavam falar e fazer putarias perto do casal. E mantinham alguma distância, para que o casal tivesse mais privacidade. Mas ela disse que o Lupe estaria por perto.

Madalena acabou convencida, e orientada pela amiga foi preparar a sua viagem.

Messias, ao saber que Madalena aceitou viajar com ele não disfarçou a alegria, e ficou todo animado para iniciar logo a viagem.

Naquela noite, fizeram amor com muito carinho e entrega, como sempre faziam, mas Madalena estava tão nervosa que não conseguiu nem gozar. Pior é que mesmo desejando, não podia explicar ao marido o que ele deveria fazer para melhorar o seu desempenho. Messias mal sabia chupar a sua bocetinha direito. Mas ela até fingiu um orgasmo intenso, gemendo bem mais forte e alto, logo que o marido gozou. Depois ele adormeceu e ela foi ao banheiro se lavar e ainda com tesão, se masturbou pensando em fazer sexo com o Lúcio. Mas na hora de gozar, se lembrou do conselho da Salete e imaginou seu marido assistindo aquilo muito excitado e falou baixinho: “Olha corninho, aprende, estou gozando gostoso com o meu comedor!

Salete lhe dissera que falar daquele jeito, admitir que o marido era corninho, pensar nele junto dela e excitado ia ajudar aos dois.

E facilitava para ela assumir sua nova personalidade de esposa safada de um marido cúmplice e manso. Explicou que quando ela falasse aquilo para ele numa hora de sexo o marido ia gozar mais forte ainda. Madalena esperava isso mesmo. Naquele momento, só para ela se masturbar e gozar já havia funcionado.

Finalmente, na madrugada eles pegaram suas coisas e partiram bem antes do amanhecer.

Parte 3: Primeiras provocações

O primeiro trecho da viagem, pegando a saída da cidade, foi feito em silêncio, havia muito trânsito na via, e o Messias dirigia atento. Tocava música na cabine do caminhão e Madalena se deixou levar perdida nos pensamentos, tentando se recordar dos conselhos e dicas da Salete. Tinha medo de fazer algo errado e fora de hora. Mas já estava agindo conforme a amiga ensinou.

Vestira uma calcinha de malha branca bem fina e pequenina, e uma saia preta curta, de babadinhos na base, que deixava boa parte das suas lindas coxas à vista. Calçava sandálias rasteirinhas vermelhas de um modelinho muito sexy, com lacinhos, e vestira uma blusinha de malha da Shein com estampa bem delicada, de abotoar na frente e com mangas compridas, para não sentir frio na cabine. Mas não colocou sutiã, para ficar mais à vontade. Como a malha era fina e meio colante seus seios ficavam bem modelados e os mamilos mais escuros ligeiramente aparentes. Ela jamais usaria uma roupa daquelas no dia-a-dia, mas Salete recomendou usar trajes mais sexy na viagem para despertar o desejo no seu marido e os olhares dos outros.

Salete dissera:

— Esses machos gostam de ver suas esposas bem safadas, preferem que pareçam sexy, mesmo que simulem umas vadias. Acredite, abuse das roupas bem provocantes, não use sutiã, seu corninho vai ficar excitado o tempo todo e sem coragem de reclamar.

Protegida lá no alto, na cabine do caminhão, ela se sentia segura. Estava ainda escuro e nem o Messias, preocupado com o trânsito, notou nada na sua vestimenta. Seguiram por mais de uma hora e aos poucos o sol foi surgindo no horizonte, clareando mais o interior da cabine. Já era perto das sete da manhã, quando eles se aproximaram de um posto grande e conhecido na estrada, onde havia uma grande variedade de comidas para um bom café-da-manhã. Messias, cuidadoso como sempre, primeiro abasteceu o tanque do caminhão, deixou que jogassem água no para-brisas e lavassem bem, e somente depois disso foi estacionar lá longe no pátio. Pelo rádio avisou os amigos de estrada que estava parando naquele posto. Alguns responderam.

Então, ele desceu do caminhão e deu a volta para ajudar Madalena a descer, pois a distância do estribo para a cabine era bem alta, e mais ainda para o chão. Quando ela abriu a porta e se virou para descer com as pernas de fora Messias viu a saia curta repuxada e de baixo pode ver a calcinha branca. Teve uma reação engaçada, primeiro ficou admirado e em seguida se sentiu excitado em ver as coxas e a calcinha branca da mulher. Ele não estava acostumado com aquilo e ficou sem reação, mas excitado. Ajudou a esposa a descer dando a mão para que ela se apoiasse e depois pegando-a pela cintura e a apoiando. Via aquela mulher graciosa e de movimentos delicados com uma roupinha sensual e pensou: “Que mulher linda! Ainda bem que eu a trouxe comigo”.

Ao depositar a esposa no chão, deu um beijo nela e falou:

— Amor, estou muito feliz de ter você aqui comigo. Eu a amo muito.

Madalena sorriu feliz com aquela atitude dele e também disse que o amava demais. A seguir foram andando para o bloco onde havia o grande restaurante e a conveniência, e logo cada um se dirigiu para a toalete correspondente. Messias disse:

— O primeiro que sair encontra o outro aqui fora.

Dez minutos depois a Madalena saiu da toalete e ele a esperava. Se dirigiram para o salão das refeições. Se serviram do que desejavam colocando na bandeja, passaram pelo controle das compras para marcar nas targetas, e procuraram uma mesa para sentar. Estavam distraídos com suas comidas, quando ouviram o vozeirão forte do Lupe:

— Olha só quem eu encontro! Dois pombinhos apaixonados.

Ele estava de pé ao lado da mesa, com uma bandeja com seu desjejum nas mãos e ao sinal do Messias se sentou na mesa ao lado da deles. As mesas eram todas apenas para duas pessoas e ficavam muito próximas.

Lupe depositou a mochila que sempre levava com ele na cadeira livre e se sentou na outra. Assim podia observar os dois amigos ali ao lado. Seus olhos atentos não deixaram passar despercebido que a Madalena estava sem sutiã, pois podia ver discretamente os mamilos mais escuros daqueles lindos peitos, sob a malha justa da blusa. Acontece que o olhar dele foi notado por ela e na mesma hora alguma coisa se aqueceu nos seios e os seus mamilos começaram a se empinar e ficarem mais salientes.

Madalena ficou toda arrepiada enquanto cumprimentavam o amigo. Foi nesse momento que o Messias também reparou melhor na blusa da esposa e nos mamilos salientes sob a malha. Nunca tinha visto Madalena daquele jeito, usando aquele tipo de roupa. Novamente, com a surpresa, teve uma sensação diferente que o percorreu por inteiro.

Ao mesmo tempo em que ficava meio sem graça por notar que a esposa estava com uma roupa muito exposta revelando os seios diante do amigo, ele também sentiu um arrepio no corpo e um pouco de excitação, justamente por perceber que o amigo admirava a beleza dos mamilos de sua esposa. Lupe estava dizendo:

— Que bom saber que você veio com o Messias Madalena! É um sonho que ele sempre teve.

Madalena sorria um pouco tímida:

— Eu tive que criar coragem. Vida na estrada nunca foi meu forte. Mas agora estou muito feliz. Poder ficar junto do meu marido vários dias.

Messias confirmou:

— Eu ,de fato, sempre esperei por isso. Mas com a faculdade dela e as crianças ficava difícil da minha “morzinho” vir.

Lupe sorria simpático e enigmático, e Madalena, ciente de que ele sabia do seu segredo, se sentia mais excitada ainda diante dele, o que fazia seus mamilos ficarem bem salientes e latejarem. Lupe falou:

— É bom ver você descontraída, bem mais jovial, sem aquelas roupas sérias da igreja. Está muito bem! Parabéns.

Madalena sorriu explicando:

— Estou de férias, viajando com meu marido. Sem os filhos. Posso ficar mais à vontade.

Excitada, ela tentou disfarçar, comendo o desjejum. Lupe estava falando com o Messias:

— Imagino a satisfação que você está sentindo. Trazendo a mulher mais linda de todos os caminhoneiros para essa viagem. Todos ao conhecerem vão ficar vidrados com ela. E você todo importante de exibir essa lindeza toda.

Messias sorria meio sem-graça, mas sabia ser uma verdade. Acostumado com o fato de que o Lupe não tinha mesmo filtro, falava o que pensava, então concordou:

— Minha esposa é uma deusa. Todos têm que admirar mesmo.

Messias notou que o Lupe era autêntico, os admirava com sinceridade. Havia amizade e simpatia no seu sorriso. Logo voltaram a comer e conversar sobre os próximos trechos da viagem. Levaram uns dez minutos. Depois de comerem, foram do outro lado do salão, buscar um café expresso na máquina e Messias notava que conforme a Madalena andava no salão com seu jeitinho faceiro muitas outras pessoas admiravam a beleza e a sensualidade de sua esposa. Até mulheres a observavam.

Aquilo era novo para ele, pois nunca estivera em público com ela em trajes tão provocantes, e ao mesmo tempo que estava orgulhoso, sentia um pouquinho de ciúme. Mas, ao notar que todos respeitavam ou disfarçavam se deixou ficar um pouco mais relaxado, e disfarçou ter ficado excitado com aquilo. Sem que soubesse os planos de Salete e Madalena estavam dando resultado. Pela primeira vez ele via sua esposa sendo desejada por outros homens, de forma tão explícita.

Outros clientes no salão ainda os observavam discretamente, percebia isso, e ao mesmo tempo se sentia como sendo o senhor daquela beleza. Ele reparava que Lupe também a admirava, mas sabia que o amigo era daquele jeito e não fazia por mal. Tomaram o café expresso de pé diante do balcão e o Lupe disse a eles antes de pegar a fila para pagar sua conta:

— Vamos passar de tarde por aquela estância de águas quentes. Está um dia lindo. Aproveita para levar a sua esposa para conhecer. É férias. Não tenha pressa na viagem. Aproveitem.

Ele se afastou e Messias explicou para Madalena que mais à frente, havia uma cidade onde nas imediações existiam termas com piscinas e cascatas artificiais. Estavam no começo da semana, então uma meia diária não era caro. Pareceu uma ótima ideia. Pagaram a conta e saíram em direção ao caminhão. Quando estavam caminhando de mãos dadas no pátio passou outro caminhão em direção à saída com um motorista da mesma turma de amigos e buzinou, fez um barulhão, e gritou da janela:

— Aê Messias! Parabéns! Conseguiu trazer a princesa dessa vez! Nos vemos lá na pousada da noite. Vou esperar lá.

Ele seguiu adiante e Messias explicou para Madalena que todos sabiam do seu desejo de trazê-la numa viagem. Agora estavam todos dando os parabéns. Ele declarou:

— Você está me fazendo muito mais feliz do que eu já sempre fui.

Madalena estava tendo ali a dimensão do quanto aquilo era importante para ele. Ao chegarem no caminhão, Messias se preparou para ajudar a esposa a entrar. Abriu primeiro a porta do carona e veio ajudá-la a subir. Havia um grupo de caminhoneiros ali perto conversando, reunidos na sombra projetada de um caminhão baú. Talvez fossem uns cinco homens. Era uma cena comum ali e Messias não ligou. Pegou na cintura da esposa e a suspendeu ajudando para que ela erguesse a perna, colocasse o pé no estribo para se elevar e subir até à cabine. Ela esticou o braço e segurou na alça de apoio para ajudar. Foi inevitável ao erguer a perna que a saia curta dela subisse mais e deixasse aparecer parte de sua bunda e a calcinha branca.

Na hora a conversa dos motoristas parou com a visão daquele lance, mas Madalena logo se sentou e se acomodou no banco. Messias fechou a porta da cabine e sem olhar para trás deu a volta pela frente para subir no seu lugar ao volante. Somente nessa hora, enquanto fechava sua porta ele arriscou um olhar rápido e viu que todos os homens olhavam para eles. Madalena se mantinha normal. Messias experimentou pela terceira ou quarta vez naquela manhã, aquela sensação dual, ao mesmo tempo em que ficava com um pouco de ciúme ao ver outros homens cobiçando sua esposa, também se sentia excitado com aquilo, orgulhoso de sua beleza, sabendo que era a ele que ela pertencia.

Partiram de imediato e logo depois estavam na estrada. O sol havia esquentado o dia e dentro da cabine o ar mantinha a temperatura agradável. Madalena ainda tinha os bicos dos peitos empinados. Messias tomou coragem e falou:

— Nossa, nunca vi você usar roupas tão provocantes. O que deu em você “mozinho”?

Madalena sorriu. Alertada pela Salete ela já esperava a pergunta e tinha a primeira resposta para testar o marido.

— Vou responder, mas antes, me diga se você gostou.

Messias olhava para ela curioso e vendo a esposa sorridente e feliz assumiu:

— Sim, gostei. Mas não estou acostumado a ver você assim nesses trajes.

— Me diz, amor, o que você achou?

— Achei que ficou muito provocante, chamou a atenção de todos. Você notou? Quase todos olhavam para você admirados ou cobiçando.

— Eu me vesti para você. Queria e quero agradar você. Se você gostou é o que interessa. Os outros são os outros. Que fiquem cobiçando.

Messias sorria satisfeito:

— É, eu gostei. Na hora, fiquei até tenso. Não estou acostumado a ver tanta gente olhando para você. Devoravam com os olhos. Mas isso só confirmou que eu tenho uma esposa linda, maravilhosa, e muito desejada.

— Qual o problema dos outros me admirando?

Messias sorriu:

— É que o interesse dos outros em você, para mim só reforça tudo isso. Quando eu vejo outros admirando você, eu fico muito orgulhoso. Admiro sua beleza. Sua blusa hoje sem sutiã ficou um arraso. Nunca tinha visto você desse jeito.

Madalena esperava a deixa para cutucar:

— Você quase nunca está comigo. Por isso que não vê.

— Ah, não me diga que você se veste assim sempre.

— Não amor. Claro que não. Se vou na igreja uso roupas comportadas. Quando você está comigo e as crianças, também. Mas se vou à cidade, ou à faculdade eu tenho que ir mais descontraída, como as outras amigas.

Messias olhava para ela surpreso:

— Vai assim? Sem sutiã? Com saias curtas?

— Ué, amor, às vezes eu vou sim. Dentro de um limite. Claro que não uso saia muito curta, nem blusa decotada. Mas me visto menos senhora. Mais igual a outras moças. E quase nunca uso sutiã.

Messias parecia estar excitado e admirado perguntou:

— Mas sem sutiã?

Madalena concordou sorrindo:

— Quando eu posso e não fica muito evidente eu não ponho sutiã. Não gosto. Incomoda.

— E os caras? Não ficam azarando? Não dão em cima?

Madalena sorria mais divertida, percebendo a preocupação e ao mesmo tempo a excitação do marido. Salete havia ensinado direitinho. Ela falou:

— Ah, amor, deixa de ser ciumento, isso de paqueras, de dar em cima, sempre tem, de qualquer jeito. São centenas de jovens estudantes. Tem muita paquera na faculdade, muita azaração. Mas eu sou sua esposa.

— E o que tem isso? Ninguém sabe disso e nem me conhece. Ser minha esposa impede alguma coisa?

— Claro que impede. Ou você acha que eu, mulher casada, vou ficar de lero-lero com qualquer um que me dá uma cantada?

Messias parecia muito admirado.

— E você, o que sente? Recebe muita cantada? Como reage?

Madalena olhou para o marido em silêncio, esperou uns segundos e perguntou:

— Posso ser sincera?

— Claro, deve, amor. Fale a verdade.

Ele parecia bem atento. Ela disse:

— Recebo cantadas todos os dias. Sempre foi assim. No ônibus, na rua, na facul. Até na igreja já recebi. Estou habituada. Não vou negar que algumas vezes uma ou outra mais interessante mexe comigo. Você fica muito tempo fora e eu sozinha. Sinto carência. Mas me controlo. Sou sua esposa, respeito você.

Messias olhava admirado para a esposa como se ela fosse outra pessoa. A sensação que ele tinha era de que estava conhecendo um lado dela que ele jamais imaginou existir. Um lado mais sexy e solto. E descobrir aquilo o deixava excitadíssimo. Sentia o pau crescer dentro da cueca. Messias estava louco para perguntar, mas não teve coragem. Apenas quis saber:

— Conte como é isso. Como você faz?

— Como você acha que eu faço querido? Que aceito e vou para a cama com eles e pronto?

Messias olhava admirado sem entender. Ela sorriu:

— Não seja bobo. Eu me fecho, me afasto. Desconverso. Fico na minha.

Madalena esperou uns segundos, e vendo que o marido coçava a cabeça de curiosidade disse:

— Confesso que tem horas que eu até sinto vontade. Tem uns rapazes bonitinhos, até interessantes. Não vou mentir. Para piorar, eu imagino você aproveitando, ficando com umas quengas aqui na estrada, e tenho vontade também de aproveitar um pouco.

Messias reagiu na hora.

— Que louco! Mas eu não fico com quenga amor. Que é isso!

Madalena mudou a conversa:

— Amor, não se preocupe. Estou habituada a ser cantada onde eu vou. Se fosse ceder a cantadas não fazia mais nada. Mas, agora que falamos, me conta, e essas quengas? Eu não ligo se você já ficou, pode falar. Nunca perguntei nada porque não me preocupo com isso. Sei que você me ama, é um marido dedicado, amoroso, bom pai. Passa muitos dias na estrada. Não tem problema se você fizer alguma coisa para aliviar a necessidade. Nunca me liguei nisso.

Messias ouvia a esposa admirado. Ele nem cogitou se ela tentava com aquilo obter uma revanche. A insinuação dela o preocupava. Ele perguntou se traindo:

— Alguém falou alguma coisa? Contaram alguma história a você?

Madalena mentalmente agradeceu a sorte de ter conversado com a Salete. Ela sabia de tudo pelo Lupe, que contara à esposa o que ocorria nas viagens. Madalena disse:

— Amor, sou a sua esposa há dez anos. Conheço você todinho. Mulher nunca se engana. Você vive mais fora de casa. Sei que já teve umas quengas por fora. Pode contar. Nunca me preocupei. Estou lhe afirmando. Não tenha receio, prefiro sempre saber a verdade. Pode confiar.

Messias ficou em silencio alguns segundos. Parecia nervoso, mas dirigia calado, e Madalena esperou. Sabia que ele logo iria contar. Deu um tempo. Messias pigarreou:

— Amor, teve uma vez, foi culpa da bebedeira. Numa viagem festejamos o aniversário de um colega e ele deu um churrasco na casa de uma amiga dele, lá em Santarém. Eu tomei um pouco de cachaça a mais e você sabe que sou fraco com bebida. Acordei no outro dia na cama de uma moça, uma quenga. Disseram que eu fiquei com ela de noite. Mas não lembro de nada. Acho que não fiz nada, porque não senti nada. Só dormi na cama dela. Bêbado.

Madalena ficou quieta esperando ele falar mais. Olhava para ele com uma expressão divertida. Messias estranhou:

— Achou graça? Não está brava comigo?

— Não, claro que não amor. Achei engraçado você dormir na cama da quenga e não fazer nada. Só você mesmo. Bobinho, devia ter aproveitado. Só não entendo por que não me contou.

— Amor, eu não achei que merecia falar, não queria magoar você. Não quis ficar com ninguém. Acho que apaguei na festa e me levaram para a cama. Mas, também tive vergonha de ter feito essa besteira. Papel de otário. Não traí você.

Madalena sorria divertida. Aquilo deixou Messias mais relaxado. Mas ela sabia que havia mais coisa. Insistiu:

— Amor, claro que não traiu. Vamos aproveitar que estamos juntos, e com tempo, vamos falar mais disso? O que mais você tem para me confessar dessas viagens? Pode contar. Não acho ruim. Não esconda nada.

Messias tinha o semblante lívido. Parecia nervoso mais uma vez. Dirigia dando umas olhadas de soslaio para a esposa. Então, sem olhar para ela, revelou:

— Uma vez eu fiz sexo com outra mulher fora de casa. Mas nem foi por vontade minha. Juro. Estávamos em três amigos, eu, o Lupe e o Galdino numa sauna mista em Belém. Era o dia de folga antes da gente voltar. Aí o Galdino que é outro safado, arranjou três moças que levou para a sauna. Depois das dezenove horas a sauna já era mista. Cada um de nós deveria ficar com uma. Mas eu não queria ficar, só que eles insistiram para eu não estragar a tarde de diversão de todos. A moça era boazinha, parecia triste por eu não querer nada, fiquei com pena dela. Ela queria fazer sexo, precisava do dinheiro, e se sentia rejeitada por eu negar. Quem pagou foi o Galdino. Aí eu fiquei mesmo com pena dela, e acabei ficando com ela. Mas fizemos sexo com camisinha. E não era meu desejo, não me animei tanto, então acho que na primeira vez não foi tão bom para ela também. Foi uma coisa rápida, sem muito entusiasmo.

Madalena continuava calma e sorridente. Exclamou:

—Pode contar tudo. Como foi a segunda vez?

— Eu tinha gozado rápido e ela queria mais. Então, ela me chupou o pau, de um jeito muito bom, fiquei de novo excitado, e então a segunda vez foi melhor. Mas eu não estava traindo, não tinha essa sensação.

Amor, eu já sabia. Bem que a Salete diz que mulher de caminhoneiro vive levando chifre. Até eu levei o meu chifre né amor? Mas eu não ligo para isso. Você sabe. Só queria saber, por que você não me contou isso?

Messias sem graça foi ficando mais calmo e foi sincero:

— E não contei a você porque não achei nem como falar. Morria de vergonha de ter feito essa coisa. Nunca quis trair nosso amor. Não queria magoar você.

Naquele momento, Madalena havia se aproximado mais do marido e acariciava a nuca dele suavemente. Ela disse com voz bem suave:

— Amor, isso não é traição. Nunca senti traição da sua parte em nada. Não fique com receio. Mesmo fazendo sexo com outra mulher, sei que você me ama.

Messias emocionado a observava com olhadas rápidas. Parecia que ela era sincera. Ouviu a esposa dizer:

— Sou a sua mulher, vivemos dez anos juntos, tudo que temos nós conseguimos juntos. Você me ensinou sexo, me deu dois filhos lindos, uma casa, um lar, muito amor, carinho, e agora tenho a chance de fazer uma faculdade. Meu sonho. Temos uma vida de grande parceria. Acha mesmo que um sexo casual que você tenha feito, por acaso numa viagem, com uma rapariga qualquer, iria me afetar? Me admira você pensar assim. Eu o amo. Nem ligo para isso, de verdade.

Messias já sorria feliz. Deu uma virada para o lado dela e deu um beijo na boca da esposa:

— Amor, eu a amo, não existe ninguém como você. Não tem ninguém que eu queira tanto como a você. Por favor, me perdoa?

Madalena havia descido a mão para o meio das pernas do marido. Acariciava as coxas dele suavemente e explicou:

— Quem ama sempre perdoa amor. Esse tipo de coisa não me afeta. Faz parte da vida. Sexo feito sem maldade, não me incomoda. Tenho aprendido muito na faculdade. Abri minha cabeça depois que passei a estudar. Converso com pessoas, leio, pesquiso muito. Então, não tem o que perdoar querido. Fica tranquilo. Mas, por favor, me diz uma coisa, você sentiu tesão de ficar com a quenga?

Messias sentia os toques da mão dela na coxa e estava sensível. O pau dele já começava a crescer mais. Madalena podia sentir o marido ficando excitado. Ela virou e disse no ouvido dele:

— Pode falar amor. Ficou excitado de lembrar? Estou sentindo. Ela era gostosinha? Eu quero saber.

Messias tinha a respiração ofegante. Estava nervoso. A maneira liberal que a sua esposa se comportava o deixava ainda mais excitado. Meio sem jeito ele assumiu:

— Ela era novinha, no máximo dezenove anos, tinha um corpo legal, não era feia. Mas perto de você não era nada. Você é perfeita.

— Mas você sentiu tensão na hora amor?

Messias ainda envergonhado estava mais aliviado de poder contar. Não gostava de esconder nada. Então aproveitou:

— Na hora, percebendo como ela estava com vontade de sexo, como ela gostava, eu fiquei também. Ela tinha seios grandes e tinha a xoxota toda depilada, lisinha. As três quengas usavam assim. Carequinhas

Madalena curiosa perguntava:

— Que gostoso né? Você meteu com força? Deu tesão meter com outra mulher?

Messias ficou em silêncio, mas o pau duro pulsava.

A esposa insistiu:

— Pode contar, amor, eu gosto muito de saber. Me excita muito.

Diante daquela postura ele contou:

— No começo eu estava sem graça, com vergonha, mas ela me pedia, dizia que eu era gostoso e estava com vontade de dar, chupou muito o meu pau e me fez cheirar a xoxota dela. Aquilo me deu uma tara bem grande na hora e eu meti nela com vontade. Ela gemia, falava besteira, me xingava, dizia putarias, e eu nunca tinha ouvido tanta safadeza, me deu muito tesão e gozei forte. Depois eu me arrependi de ter feito, mas não falei nada a ela.

Madalena exclamou:

- Que bom amor, agora você já tem uma experiência de fazer sexo com outra mulher. E era safadinha. Acho muito importante isso.

— Você não se zanga? Não fica com ciúme?

Madalena fez que não com a cabeça e explicou:

— Não, não tenho ciúme, sei que você não gosta dela, gosta de mim. Ela foi apenas sexo. Sei que às vezes na viagem você se masturba lembrando disso, mas prefere fazer sexo comigo do que com ela.

Depois completou:

— Mas eu achei que você fez muito bem amor. Gostei. Fez o que seu instinto de macho induziu que tinha que fazer. E pegou experiência. Eu entendo tudo. A Salete disse que o Lupe contou tudo a ela, vocês ficaram uma tarde toda com as quengas na sauna. O Lupe relatou para a esposa que fizeram muita safadeza, os três com as raparigas. E você comeu a moça direitinho mais de uma vez. Pode me contar.

Messias quase não estava acreditando que ouvia a esposa dizer aquilo. Perguntou:

— Jura que você já sabia? E não se zangou?

Madalena passava as unhas sobre a coxa do marido suavemente. Sentia a ereção dele dentro da cueca. Ela afirmou com voz mais sensual:

— Não zanguei. Achei normal. Você estava longe de casa. Devia estar bem tarado. Fiquei imaginando a cena de vocês com as quengas peladas na sauna e me senti muito excitada com isso sabia?

A respiração do Messias estava forte. Contagiado pela atitude da esposa, revelando saber aqueles segredos, ficou bem excitado e com o pau duro. Madalena passava a mão sentindo o volume rijo da rola. A esposa sussurrava:

— Está tarado né safadinho? Olha que pau duro! Vou confessar amor, no dia que a Salete me contou isso, me masturbei muito lá em casa pensando em você comendo a quenga novinha. Me deu muito tesão. Nunca pensei que ia sentir isso. Gostei de saber.

Naquele ponto o Messias já estava com dificuldade de concentração ao volante. Seu pau muito duro, uma emoção forte travando a garganta, e a esposa apertando seu pau por cima da bermuda. Nunca poderia imaginar que a sua doce e recatada esposa pudesse ter aquele tipo de reação. Messias reclamou:

— O sacana do Lupe não sabe calar a boca, e foi contar logo para a Salete. Ela logo contou a você.

Madalena discordou:

— Amor, acho bonito eles serem assim, sem segredos. Liberais, cúmplices de tudo. Quero que a gente seja desse jeito. Não quero nada em segredo.

Messias admirado comentou:

— Você também? Jura? Nesse ponto eu também admiro o Lupe. Eu acho incrível o jeito deles, mas é muito louco.

— Louco por quê amor? Os dois são unidos, bem assumidos, verdadeiros. Não escondem nada um do outro.

Messias perguntou:

— Ela contou a você que dá para uns amigos dela quando o marido está na estrada, e conta tudo pra ele? E ele também passa o rodo nas quengas?

Madalena fez que sim, soltou um “hum-hum”, e comentou:

— Contou sim, querido, foi ela que me abriu a cabeça, mostrando que esse tipo de relação deles é muito mais verdadeiro do que daqueles casais que fazem tudo escondido. Eu prefiro assim, muita sinceridade. Mas não fiquei nada chateada de saber que você comeu a quenga novinha. Só queria que tivesse me contado.

Messias estava excitado com tudo aquilo, a atitude da esposa, a postura aberta, declarações, e revelação de que se sentira com tesão ao saber da sua foda com a novinha na sauna. Ele falou:

— Amor, estou muito admirado. Estou adorando essa viagem. Nunca pensei que a gente teria essa conversa e você se revelasse tão mente aberta e liberal. Prometo contar tudo. Também prefiro.

Madalena sorriu, deu um beijo no pescoço dele e confessou:

— Eu entendi tudo amor, que você queria essa viagem para nós podermos ficar juntos, e desfrutar da nossa companhia, e falarmos o que na nossa casa nunca temos paz para fazer. Nada melhor do que aproveitar para a gente poder se abrir, contar coisas que temos aprendido. Você me contou essas coisas que fez, e eu achei muito bom saber tudo. Agradeço muito à Salete que me convenceu que essa viagem seria maravilhosa para nós.

O pau do Messias permanecia duro, prensado dentro da cueca e da bermuda. Sentia a mão da esposa apalpando, apertando. Ela perguntou:

— Você está com tesão né? Mas me diga, é por lembrar da quenga ou por poder contar tudo para a sua esposa?

Messias soltou um suspiro forte, tentava se recuperar, depois falou buscando as palavras:

- Acho que por tudo um pouco amor. Alívio por poder contar a você tudo que eu fiz, e ver que não se sentiu magoada ou ofendida. Senti sua cumplicidade. Mas também por saber que você é assim, de mente aberta, e ficou excitada ao saber de tudo que eu fiz com a quenga. Isso eu não esperava.

Madalena sorriu carinhosa, e depois com jeitinho safado falou:

— Você me conheceu uma menina, me ensinou a ser mulher, a gostar de sexo, e eu gosto muito. Aí você passa muito tempo viajando, e quando volta não temos tempo de conversar. Os anos passaram, eu amadureci, aprendi muita coisa, leio, pesquiso, faço faculdade, conheço muitos jovens. Você já não conhece mais tanto a sua esposa. Acho que vamos aproveitar muito nesta viagem para nos conhecermos mais ainda.

Ela deu uma pausa, esperou uns segundos e falou:

— Viu como eu soube surpreender você usando esta blusinha leve sem sutiã? Eu sabia que você ia gostar e ficar bem excitado.

Messias sentia o pau duro dando solavanco. A esposa também sentia aquilo. Messias falou:

— Nossa! Você está deliciosa nessa roupa. Adorei. Viu como todos a cobiçavam? Até o Lupe ficou olhando seus peitinhos com cara de tarado.

Ela fez que sim, e não disse mais nada.

Ele falou:

— O Lupe, eu não ligo porque sei que ele é muito safado mesmo, não esconde, mas é um cara que podemos confiar.

Madalena perguntou:

— E os outros me desejando? Você liga? Gosta de ver?

Messias deu um longo suspiro e acenando afirmativamente assumiu:

— Gosto sim, descobri hoje, me deixou muito excitado pois sei que você merece.

Ficaram ali juntinhos se acariciando. Às vezes trocavam beijinhos. Durante uns quilômetros eles seguiram ali calados, Messias dirigindo e a esposa ao seu lado muito carinhosa. A estrada ia sendo consumida pelos pneus que rodavam céleres.

Parte 4: Molhadinha e provocante.

Pouco tempo depois viram as placas de sinalização indicando que se aproximavam do tal local onde haviam as águas termais. Messias disse:

— Podemos fazer uma parada aqui e tomar um banho gostoso, até na hora do almoço. Tem um restaurante que faz umas comidinhas caseiras gostosas. Vai ser bom.

Madalena ficou animada. Ela comentou:

— Xi, tenho que ver se eu coloquei algum biquíni na malinha. Não me lembro.

Messias deu de ombros:

- Ah, se não tiver biquíni pode colocar um short e blusa. Ninguém vai se incomodar com isso.

Messias conduziu o caminhão pela estrada secundária à direita, saindo da rodovia principal e se encaminhou no sentido para onde indicavam as placas e as setas. Era uma região com algumas elevações, morros, e a estrada mais estreita fazia curvas, que exigiam muita atenção dele ao dirigir. Foram se aproximando e enquanto isso a Madalena se virava no banco e puxava da parte de trás da cabine a sua malinha para ver as roupas.

Finalmente, depois de uma curva acentuada na estrada Messias avistou o muro branco e o portão largo que dava acesso à Estância de Águas Termais. Passando o portão, a estradinha coberta de pedregulhos levava até a uma edificação baixa, grande, onde ficava o escritório central daquele complexo. Um grande pátio bem nivelado e coberto de blocos de cimento, com muitas árvores de Fícus fazendo sombra, servia para o estacionamento. Não se viam mais do que uns seis veículos estacionados. Nos dias de feriado e final de semana o pátio ficava repleto de veículos dos visitantes. Messias conduziu o caminhão para uma vaga lateral, que era indicada para veículos longos, e estacionou.

Foi quando ele reparou que a Madalena estava sem a blusa, com os seios expostos e sem a saia, só com a calcinha. Ficou admirado observando, mas ela estava vestindo um top bege que era somente um retângulo de tecido macio com tiras de amarrar na nuca e nas costas, e que só tampava os seios. Depois, despiu a calcinha branca. Messias notou que ela havia depilado todos os pelos da xoxotinha, onde antes havia um triângulo de pelinhos escuros aparados. Ele exclamou:

— Você rapou tudo? Quando isso? Foi ontem?

A esposa concordou explicando:

— Fiz ontem de noite. Na estrada, assim será fácil de manter a higiene. Gostou?

Messias olhava aquela bocetinha bem raspadinha com lábios grossos e sentiu uma ereção imediata:

— Nossa! Que delícia! Eu gosto sim.

Madalena abriu as pernas um pouco mostrando a rachinha para ele dizendo:

- Ficou igual à da quenga, amor? Depois eu deixo você provar tá bom?

Messias nem disse nada. De pau duro estava quase atacando a esposa ali mesmo.

Ela vestiu um micro shortinho de malha de lycra também bege, bem pequeno, que tinha aberturas laterais, com cadarços para ajustar e amarrar dos dois lados. Ficava pequenino e bem justinho, modelando a xoxota. Ela explicou:

— Não trouxe nenhum biquíni, mas este micro short e este top vão servir. É quase a mesma coisa.

Messias despiu a bermuda e vestiu um short mais curto, verde de tactel. Bom para nadar. A esposa viu o marido de pau duro e gostou de saber que ficara excitado de ver sua xaninha raspada. Ele desceu do caminhão, e ajudou a esposa a descer também. Ela pegara uma camisa larga de algodão cru para vestir como se fosse uma saída de praia. Com aqueles trajes eles se dirigiram para a sala frontal da recepção, onde um rapaz anotou os nomes, fez o castro deles e entregou um saco plástico com duas toalhas brancas e dois chinelos de borracha também brancos.

Eles tiveram então acesso para a parte interna do balneário onde trilhas de lajotas que seguiam por um gramado entre as árvores, conduziam para a área das piscinas. Foram caminhando de mãos dadas, calçados com os chinelos de borracha, e olhando as três piscinas, que eram de água morna. Uma rasa, para crianças, uma média, mais larga, com a profundidade de um metro e vinte, e outra maior e mais funda, mas que tinha degraus nas laterais que permitiam as pessoas ficarem sentadas dentro da água. Havia algumas pessoas lá, todos adultos nessa piscina maior. Não viram crianças.

Messias contou umas três mulheres, e uns seis homens. Três dos homens eram mais velhos. Os mais jovens deviam ser maridos das três mulheres. Estavam todos na piscina maior. Cada piscina distava uns dez metros da outra. Resolveram entrar primeiro, para se adaptar, na piscina do meio, de profundidade média e onde a temperatura da água não era tão alta. Madalena retirou a camisa e deixou sobre uma cadeira espreguiçadeira ali perto, junto com a toalha. A seguir entrou na água, seguida do marido. Era uma sensação gostosa, de relaxamento devido a água ter uma temperatura alguns graus acima da temperatura do corpo. Messias disse:

— Mais adiante, depois daquele muro lá ao fundo, existem mais três piscinas, mas a água delas é bem mais quente. Fica mais próximo da montanha. É indicada para fisioterapias e outros tratamentos. Eu não gosto muito. Me deixa de pressão baixa.

Madalena havia prendido o cabelo, pois não queria molhar e ficou dentro da água abaixada, apenas com os ombros de fora. Messias também estava abaixado dentro da água. Ficaram ali desfrutando aquela sensação deliciosa por uns quinze minutos. Comentavam que era muito bom poder desfrutar daquele banho. Madalena estava contente.

Até que viram surgir o Lupércio e outro caminhoneiro com toalhas nas mãos, se aproximando das piscinas.

Vinham de calções e também calçados com chinelos brancos como todos os visitantes. Acenaram para eles, deixaram as tolhas em cima de cadeiras e também entraram na piscina. Lupe exclamou:

— Já estão aproveitando né? Achei o Galdino parado num posto aqui perto.

Eles se aproximaram e Messias apresentou:

— Mada, este é o nosso amigo Galdino. Já contei sobre ele, companheiro de estrada dos mais antigos.

Madalena se lembrava bem da história daqueles amigos safados. Viu um mestiço alto, mais para magro, mas musculoso, devia ter uns quarenta anos, cabelo raspado bem baixinho, e com tatuagens nos braços e ombros. Ele sorriu simpático:

- Até que enfim eu conheço a princesa. O seu marido só prometia e nunca trazia.

Madalena se ergueu um pouco de dentro da água para estender o braço e cumprimentar o caminhoneiro. Quando ela pegou na mão dele para o cumprimento, estava com o corpo fora da água. Os três homens notaram que o top bege que ela usava, de tecido bem fino, agora molhado, estava bem transparente, modelando os seios e deixando ver perfeitamente as aréolas castanhas. Foi inevitável que eles olhassem aquilo e logo tentaram disfarçar. Messias ficou admirado porque a esposa parecia não ter conhecimento da exposição e falava com os amigos normalmente. Ela não sabia o que acontecia e Messias sem saber o que fazer. Foi o Lupe que avisou:

— Princesa, melhor entrar de novo na água. Seu bustiê está todo transparente.

Madalena se olhou e na mesma hora afundou na água, dizendo:

- Ah, me desculpe, eu esqueci de trazer biquíni. Só achei este top. Por favor, não reparem.

Os dois homens ficaram calados olhando para o Messias e ela também olhou para o marido para ver sua reação. Ele a observava impotente, sem saber o que falar ou fazer. Ficaram uns segundos calados, até que a Madalena exclamou:

— Amor, desculpe, mas nada posso fazer. Foi sem querer.

Messias tentou amenizar:

— O Lupe e o Galdino são de confiança. Não tem muito problema. Já viram mesmo. Os outros que estão aí fora não conhecemos. Nem ligue. Fica tranquila.

Madalena sorriu meio sem graça, deu de ombros e disse:

— Vocês já viram mesmo né? Então não adianta mais tentar me esconder.

Lupe respondeu?

— Fique tranquila princesa, e não esconda nada. O que é bonito deve ser mostrado. Está entre amigos. Sabemos valorizar o que é lindo.

Eles riram da frase maliciosa, mas de pura gozação.

Galdino sempre gozador completou:

— Eu não vi nada. Estou totalmente cego e surdo.

Todos acabaram dando risada daquele jeito gozador. Aquilo quebrou o gelo. Continuaram ali dentro da água mais uns minutos e aos poucos eles voltaram a conversar como se nada tivesse acontecido. Falavam da viagem, do aumento dos combustíveis, comentaram que o Messias e a Madalena deveriam aproveitar tudo que pudessem na viagem, sem nenhuma pressa. Em pouco tempo a Madalena perdera a timidez e não se preocupava mais em se esconder dentro da água. Às vezes ela se levantava pois era cansativo ficar o tempo todo abaixada. Os dois caminhoneiros fingiam que não estavam admirando. E o Messias também se acostumou. Então o Messias perguntou:

— Galdino, você saiu do posto de manhã, antes da gente. O Lupe também saiu, já deviam estar adiantados, como foi que ficaram para trás? Eu não lembro de ter ultrapassado vocês na estrada.

Foi o Lupe que respondeu:

— Eu desviei da rota um pouco, para passar naquele sítio onde eu compro as cangibrinas. Cachaça de engenho da melhor qualidade. Para hoje já temos. Avisei o Galdino pelo rádio e ele me esperou parado num posto. Vocês devem ter passado por nós nessa hora. Depois viemos juntos e chegamos poucos minutos depois de vocês. Eu sabia que viriam parar aqui e aproveitei. Tendo companhia é muito bom. Faz tempo que não vinha. Estava precisando dessa água quente, dizem que elimina toxinas e evita reumatismo.

Galdino sorriu:

— Eu não tenho nem toxina, nem reumatismo, isso é para você que é velho acabado. Se não fosse pra conhecer a princesa eu nem parava aqui. Mas não ia perder a oportunidade. O Lupe e o Messias sempre falaram bem demais de você.

Madalena agradeceu e respondeu:

— Parem com essa história de princesa. De onde veio isso?

Lupe respondeu:

— O Seu marido que sempre falava de você assim. “ A minha princesa”.

Madalena sorriu, fez um carinho no marido e agradeceu:

— Ah, “morzinho”, que fofo. Amei saber disso.

Ela deu uma pausa e depois comentou:

— Todas as histórias da estrada que eu ouço o Messias contando, escuto o nome do Lupe e do Galdino. É um trio inseparável. Na alegria e na tristeza.

Galdino ria divertido:

— Xi, princesa, essa foi “pracabar”. Não queira saber. Não tem história que não preste desse trio. É só alegria.

Novas gargalhadas devido à ironia que ele usara. Messias falou gozando:

- Ah, não me coloca nessa cesta não. Poucas vezes eu estou com essas duas pragas. Evito sempre que posso. É muito B.O.

Galdino concordou:

— É verdade, princesa! O Messias não gosta muito de ficar com a gente, segue mais na dele, mas quando ele fica é um parceiro firmeza.

Messias já tinha percebido que estavam brincando e não tinha mais como conter as gozações. Era o jeito deles. Madalena então, já enturmada, disse como uma advogada:

— Hoje cedo, quando saímos, o Messias estava me confessando umas coisas, certos crimes que aconteceram nas viagens. Os três sempre juntos. Uma verdadeira pouca-vergonha. Não podem ver uma sauna, que eu sei. E se tiver quenga, pior ainda! O meu marido não vai tirar o corpo fora, sei que tem culpa no cartório também.

Eles não esperavam ela falar daquilo e caíram na gargalhada. Galdino juntou as mãos como se rezasse e falou:

— Que isso princesa! Sem testemunhas! Somos inocentes até prova em contrário.

Lupe dava gargalhada, observando, pois sabia que a Madalena sabia de tudo, contado pela Salete, mas o Galdino estava também começando a perceber que ela devia estar por dentro de alguma coisa.

Madalena falou como advogada:

— Meu marido é réu confesso. Ainda bem. Vai ter pena atenuada. Assumiu tudo e assinou. Agora está só esperando o julgamento em liberdade. Vou arrolar vocês dois também nesse processo.

Lupe deu outra sonora gargalhada:

— Não tenho nada a esconder. Minha vida é um livro aberto. Onde não tem crime não precisa castigo.

Madalena, surpreendendo o marido, revelava sua habilidade com conversas provocativas daquele tipo e respondeu:

— Seu livro aberto é só bagaceira Lupe, impróprio para menores de quarenta! Uma pouca-vergonha. A Salete me contou tudo. E o meu marido vai de mal a pior andando com vocês.

Pronto, ficava claro ali que a Madalena já sabia das safadezas que eles faziam nas viagens, e parecia que não estava zangada. Messias tentou amenizar brincando:

— Não sei que influência é pior, a da Salete em você ou do Lupe. Estamos em más companhias amor. Temos que nos afastar dessas pessoas nefastas.

Lupe deu outra sonora gargalhada e o Galdino emendou:

— Eu fui contaminado pelo Lupe faz tempo, mas o seu marido ainda não está totalmente estragado. E se você estiver disposta, ainda merece uma chance.

Madalena se lembrou da dica da Salete e pediu:

— Me ajuda Lupe, você que sabe das coisas!

Lupe entendeu e falou rindo como uma criança:

— Não sou má influência pra ninguém. Sou apenas um corno feliz. E assumido. Eu e a Salete não temos segredos. Somos livres e liberais. Então, não existe crime. Já falei isso para o seu marido. Ele devia aceitar isso também. Ou assume ou desiste. Viver na estrada faz crescer chifres. A senhora dona princesa que se cuide! Ou assume isso ou não tem acordo.

Galdino falou:

- Eu não tenho esse tipo de problema, nem esposa tenho. Sou largado, abandonado. Vivo como cachorro de rua. Então não levo chifre. Mas bem que eu posso colocar. – E deu uma gargalhada.

Messias assistia aquela conversa de provocações achando muita graça porque estava em paz com a sua consciência, nada mais havia para ocultar.

Madalena de pé, ergueu a mão e falou solene:

— Senhores.... Tenho a grata satisfação de pronunciar finalmente que, ouvidas todas as partes, de acusações e de defesas, teremos finalmente o veredito do júri. Todos são culpados. E o chefe desse esquema libertino e desavergonhado de fazer cornos e disseminar essa prática libertina, se chama Lupércio. Até eu levei chifre, sem nem estar na estrada, mas os fatos apurados com as confissões dos réus Messias e Lupércio, confirmadas pela testemunha de acusação, Dona Salete, não deixaram dúvidas. Fui incluída pelos criminosos na relação dos cornos, numa sauna da safadeza, sem ter a chance de me defender, e embora não tenha feito queixa-crime nem aberto nenhum processo, afirmo que os vossos delitos são crimes inafiançáveis. A pena será cumulativa a todos. Vocês vão pagar. Todos vocês terão que levar chifres também! Eu, na condição de presidente deste tribunal dos cornos e cornas ordeno: Cumpra-se a sentença.

Parecia um juiz falando no tribunal. Todos estavam dando gargalhada, o clima se tornou bem divertido, e Messias também rindo reclamou:

— Epa! Espero que essa pena não se aplique ao meu caso.

Madalena riu com expressão malandra e falou com o Lupe:

— Olha aí, Lupe, o culpado não quer pagar a pena! Vai ter que pagar certinho na mesma moeda. O que você acha?

Lupércio estava adorando a brincadeira e declarou:

— Já disse a ele princesa, um chifre bem colocado faz bem ao casal. Resolve um monte de problema de uma só vez. Meu slogan é: “Chifre no casal é paz na estrada! ” Coragem! Bota logo uma galhada nesse safado do seu marido e coloca ele na turma dos chifrados chifrudos! Ele bem que merece! E você também!

As gargalhadas foram prolongadas. Messias ainda tratou de se defender mais uma vez, na gozação:

— Ah, sai para lá Lupe, não venha colocar essas ideias sem-vergonha na cabeça da minha esposa. Não a contamine com a sua safadeza.

Madalena falou fingindo de brava:

— Melhor essas ideias sem-vergonha do Lupe bem assumidas do que os chifres que eu levei escondido. Não acha?

Lupe deu outra risada dela e respondeu:

— Não me comprometa! Mas, pensando bem, no fundo é a mesma coisa princesa, uma coisa puxa a outra. Eu sempre digo. No começo incomoda, mas depois vai bem. O jeito é assumir, acostumar com o chifre e ser feliz.

Messias cortou o papo:

— Acho bom mudarmos de assunto. Não estou gostando nada. Vai sobrar pra mim. Concordam? A conversa está ficando perigosa para o meu lado. E eu não estou aguentando mais ficar nesta água quente. E estou é ficando com fome.

Todos concordaram, ainda rindo daquela gozação. Eles foram se encaminhando para a escadinha da saída. Madalena foi a primeira que saiu da água. Realmente tanto o top como o micro short dela eram de tecido bem delicado e modelavam seus seios e a xoxotinha volumosa. Como ela havia se depilado toda, aparecia a xoxota bem decalcadinha sob a malha do shortinho.

Os três homens admiravam aquilo excitados e ela se mantinha como se fosse normal. Na outra piscina os demais visitantes também olhavam.

Madalena saiu da piscina, deu três pulinhos para escorrer a água e esperou os outros saírem. Depois ela foi direto buscar a toalha para se enrolar. Quando Lupe e Galdino saíram da água estava patente que tinham já uma ereção pronunciada dos pintos, fazendo grande volume dentro dos calções molhados. Messias, também estava nas mesmas condições, indicando que o papo cheio de malícia, com a participação da Madalena, levando tudo na brincadeira, havia provocado a todos. Sem falar na visão deliciosa da Madalena naqueles trajes muito sensuais. Mas eles disfarçaram e fingiram que não acontecia nada. Cada um pegou a sua toalha e se enxugou, pois, sair da água quente provocava no corpo a sensação de frio intenso e arrepios na pele. Os mamilos da Madalena estavam totalmente empinados marcando o top. Ficaram um tempinho se acostumando com a temperatura ambiente, e se mantendo no sol para aquecer. Logo estavam quase secos. Madalena vestiu a camisa como se fosse saída de praia e seguiram para o barracão que ficava à direita do bloco da recepção, onde estava a cozinha e o refeitório. O prato do dia era frango frito, arroz, feijão, batata frita e salada de alface e tomate. Um típico almoço caseiro, bem feito, saboroso e nutritivo. A comida ficava numa bancada e cada um se servia à vontade, fazendo seu prato.

No início, quando vestiu a camisa, a Madalena havia cruzado as laterais sobre o corpo, ocultando o traje provocante que usava. Mas minutos depois ao se levantar da mesa para servir o seu prato, deixou a camisa ficar aberta. Isso permitia que seus seios de mamilos escuros ficassem bem aparentes sob o tecido fino do top molhado. E a visão de sua xoxotinha saliente, marcando direitinho sua rachinha, também se revelava no shortinho justo. Messias foi se servir de comida ao lado dela e disse baixinho:

- Amor, sua camisa aberta deixa ver tudo. Sua roupa não oculta nada.

Madalena olhou para ele com tranquilidade e dando de ombros respondeu:

— Amor, agora já é tarde. Todos já viram tudo mesmo. Olhar não arranca pedaço. E eu preciso dos dois braços para comer em paz. Então não vou ficar segurando a camisa. Deixa assim.

Ele ficou admirado com o desprendimento da esposa, mas não contestou. Não conhecia aquele lado desinibido dela. Reparou, entretanto, que algumas das pessoas que estavam no restaurante olhavam para ela com atenção. Tanto os homens como as mulheres. Constatar aquilo o excitava também. Não sabia explicar o motivo, mas estava gostando de ver a esposa sendo admirada e desejada.

Quando ela voltou para se sentar à mesa, não procurou mais se cobrir com a camisa, e deixou que Lupe e Galdino também apreciassem de pertinho aquela visão provocante. O resultado imediato é que ambos tiveram novas ereções que foram notadas pelo Messias e por ela. Mas Madalena não parecia se importar mais com aquilo e se mostrava bem à vontade. Os seus mamilos se mantinham empinados e salientes na malha. Messias deduziu que ela também se excitava muito de ser admirada pelos demais.

Almoçaram sem pressa, e depois de tomarem um café fresco e quente, resolveram seguir viagem. Teriam mais umas cinco ou seis horas de estrada até chegarem na parada noturna onde deveriam dormir. Foram para os seus caminhões.

Logo que eles entraram no caminhão, Messias se despiu do calção molhado e com jeito, foi vestindo a bermuda seca novamente, mas dessa vez não colocou a cueca. A Madalena se despiu do top e do shortinho de uma vez e novamente ficou nua ali no lugar do carona, enquanto procurava na sua malinha o que iria vestir. Messias olhava admirado como ela estava cada dia mais gostosa, e agora com a xoxotinha toda depilada era irresistível. Novamente ficou de pau duro.

Viu o Lupe saindo e passar com o caminhão ao lado deles e na hora dar uma buzinada. Logo a seguir passou o Galdino e também buzinou. Ele tinha uma buzina rouca, muito engraçada que combinava com seu espírito brincalhão. Messias ficou pensando se eles puderam ver sua esposa nua ali ao seu lado. Madalena finamente vestiu uma blusinha de cetim de seda, cor de caramelo, com decote em V e alcinhas nos ombros. Pegou a sainha preta e curta de babadinhos que estivera usando antes e voltou a vestir, mas não colocou tanguinha por baixo. Mas o Messias, atento com a direção, manobrando para pegar a estrada, não reparou nesse detalhe.

Logo saíram dali em fila indiana. Lupe seguia na frente, Depois Galdino, e atrás o Messias com a Madalena.

Parte 5: Testando os limites

Messias dirigia ainda excitado. As imagens da esposa exibindo suas belas formas para os outros na piscina o deixavam de pau duro. Quando Madalena acabou de se arrumar e estava escovando os cabelos ela notou que o marido tinha uma “tenda” armada dentro da bermuda. Ela falou:

— Puxa, amor, você ficou excitado mesmo! Até agora está com essa tenda armada!

Messias já havia saído da estradinha secundária das termas e dirigia pela rodovia principal, podendo relaxar um pouco. Sorriu para a esposa e respondeu:

— Não estou reconhecendo você. Era uma mulher toda discreta, recatada, tímida. Agora parece uma safadinha! O que aconteceu?

Madalena sorriu tentando ser bem misteriosa. Questionou

— Amor, de novo, eu conto tudo, mas primeiro me diga, você gostou? Prefere sua esposa assim? Safadinha, ou aquela carola toda recatada da igreja?

Messias já havia sido seduzido por tudo que haviam confessado e feito durante a conversa que tiveram antes de parar nas termas. E depois. Ali nas termas ele acabara de se surpreender com o desprendimento dela. Malandro, tentando não se comprometer respondeu:

— Eu gosto de você, do jeito que você é, amor. A mãe dos meus filhos é séria, discreta e recatada, mas a minha mulher, minha parceira de viagem é tudo isso que estou descobrindo agora.

— Então, vai, me diz, o que está descobrindo agora?

Messias respirou fundo, pensava para responder. Achou que precisava ser bem sincero:

— Descobri que eu não conhecia um lado extrovertido, solto, sem timidez, provocante, sexy, desinibido, até meio safadinha e exibicionista, da minha esposa.

— Você gosta desse lado extrovertido?

— Gosto, estou conhecendo agora, nunca imaginei que fosse assim. Queria saber o que houve para promover essa mudança.

Madalena esperava a pergunta:

— Amor, acho que eu sempre fui assim, mas não sabia. Estou há um ano, vivendo uma outra vida, que eu não vivia antes. Eu não saía quase de casa, fiquei sete anos vivendo para os filhos, para o marido, muito trabalho, e para as nossas lutas. No máximo ia na igreja. De repente, eu passo a sair todas as noites, enquanto uma pessoa contratada cuida dos nossos filhos eu vou para a faculdade, conheci muita gente, professores, alunos, gente que pensa diferente, que é mais jovem, comecei a ler mais e me informar. Trocar ideias. E nesse tempo todo, poucos dias a cada mês, recebia o meu marido que chegava de viagem cansado, e cheio de coisas por resolver. A gente não tinha tempo nem de ficar junto direito. O carinho permanece, mas eu fui mudando um pouco a cada dia, eu também não sabia que estava mudando tanto.

Madalena deu uma parada, esperou uns segundos e perguntou:

— Como você podia me conhecer? Agora que você falou é que eu reparei que você estava casado com outra. Será que vai se acostumar com esta aqui?

Messias se assustou com o jeito dela falar:

— Que isso amor? Você é você, eu gosto a cada dia mais. Amo você demais. E acho que o Lupe tem toda a razão. Eu fico muito tempo longe de casa, de você. A ponto de eu nem saber que você tinha aprendido tanto. E mudado para melhor.

Messias deu uma pausa, respirou e contou:

— Já faz umas duas viagens que ele vem insistindo comigo, e eu finalmente entendi tudo. Morria de medo de contar a você que fiz merda, que fiz sexo com as quengas, no embalo da irresponsabilidade. E você ao saber mostrou que não afetou em nada, que me ama, até disse que gostou de saber. Fiquei emocionado e em dívida. A gente está se conhecendo de novo. Por isso queria que você viesse comigo nesta viagem.

Madalena se inclinou para perto dele, passou a mão pela nuca do marido e esticando o corpo deu um beijo no pescoço dele, dizendo:

— Então amor, eu amo você demais. Não tenho dúvida que você também me ama. Não está em dívida. Quem ama perdoa sempre. Nem tenho o que perdoar de você, porque hoje eu entendo melhor essa situação, a necessidade de satisfazer o desejo sexual.

Ela tomou fôlego para prosseguir:

— Você ficar com uma outra mulher por sexo, não significa que está apaixonado por ela. Não vejo como uma traição. No máximo, que sentiu tesão na hora, como me contou. Só não acho certo esconder.

Messias agradeceu emocionado:

— Que bonito isso querida. Você realmente é uma pessoa maravilhosa.

Madalena então achou que era hora de começar a mexer no assunto:

— Então, amor, por favor, entenda o meu lado. Eu também sentia saudade de você e tinha necessidade, mas com os filhos pequenos e tanto trabalho não dava tempo de pensar nisso. Não via a hora das suas chegadas, e dos poucos momentos que tínhamos juntos, fazíamos menos sexo do que deveríamos. Mas este ano, fiquei mais tempo com outras pessoas, que são bem mais liberadas, como lhe disse, fui assediada, cantada, me sentindo desejada, e carente, tendo que resistir a tudo isso. Ela olhava para o marido e perguntou:

— Se eu também tivesse feito algo tal como você fez, sexo casual, com outro, como você reagiria? Faria como eu reagi?

Madalena acariciava a nuca do marido, parecendo muito tranquila, mas percebeu que ele deu uma estremecida forte. Deu uma olhada rápida para ela, e parecia um pouco tenso. Ficou alguns longos segundos pensando antes de responder. Depois soltou

— Amor, juro, não sei dizer. Claro que falado assim, como me disse, parece fácil de entender. Mas quando eu imagino você fazendo sexo com outros fico muito confuso.

— Você me imagina fazendo sexo com outros? Já pensou nisso?

Messias estava meio pálido, indicando que ficara nervoso com a conversa. Ele apertando os lábios num rito de ansiedade acenou positivamente com a cabeça, antes de falar:

— Foi o Lupe que começou a me provocar esses pensamentos. Nas nossas conversas de noite ele sempre falava que você é uma mulher linda, gostosa, sensual, e não faz sentido ser apenas de um homem que aparece a cada duas ou três semanas, é egoísmo, e que você não ia aguentar muito tempo sem fazer sexo com outro. Isso se já não tivesse feito. Que eu devia me conformar pois seria natural.

Madalena permanecia carinhosa, inalterada, calma, fazendo cafuné de leve no marido, enquanto ele dirigia. Não mudou de atitude porque queria que ele não se alarmasse. Perguntou:

— E como foi que você reagiu a isso? Imaginou eu fazendo sexo com outro?

Messias parecia ligeiramente trêmulo, nervoso. Olhava meio tímido. Não olhou para ela. Ele pigarreou como se tentasse criar coragem para confessar:

— Eu imaginei amor, de tanto ele falar que eu tinha que me preparar eu imaginei. Tentava não pensar, mas pensava cada dia mais, e tive uma reação muito estranha, porque eu sentia ciúme, medo de que eu tivesse que encarar uma coisa dessas, medo de você não me querer mais, insegurança, de gostar mais de fazer com o outro, me trocar por outro. Mas ao mesmo tempo, me sentia muito excitado com a ideia. Imaginava a situação, via as cenas como um filme, e isso me deixou bolado. Eu já tinha sonhado com isso umas vezes e sempre acordava excitado. Eu estava conversando com o Lupe justamente por isso, tentava entender a excitação que eu sentia, e ele explicou: “Você vai sentir muito tesão quando souber que ela ficou com outro macho. ”

Messias suspirou fundo ao contar aquilo, como se voltasse a se emocionar, e continuou contando:

— O pior amor, é que eu fiquei excitado na frente dele, não deu para disfarçar, estava nervoso, perdi o ar. Eu ali de pau duro erguendo meu calção. E ele me mostrou isso e disse: “Olha a verdade. Você vai ficar muito tarado de saber que aquela gostosa da sua mulher goza com outro ainda muito mais do que goza com você. ”

Madalena afagando a cabeça do marido falou com ternura:

— Eu nunca vou deixar de amar você amor. Mesmo ficando com outro. Isso não tem o menor perigo. Sou apaixonada é por você.

Messias perguntou:

— Mas você já desejou ficar com outro? Já sentiu vontade?

Madalena, na mesma calma com que estava continuou respondendo:

— É natural amor, sempre que um homem interessante, sedutor, me assedia, é natural eu imaginar. A nossa mente é incontrolável. Eu hoje já lhe disse, muitas vezes senti vontade sim, e na maior parte das vezes tive que me controlar para resistir. Pois nunca queria trair você. E nada disso muda minha paixão por você, como também não aliviava a vontade de sexo que eu sentia. Que eu ainda sinto.

Ao ouvir aquilo, sua esposa assumindo que tinha desejo de dar para outros que a assediavam, levou Messias a ter a respiração ofegante, e uma forte ereção novamente se pronunciava entre as pernas. Ele pensou um pouco naquilo e depois falou em tom mais baixo, como se tivesse vergonha:

— O Lupe diz que eu gosto tanto de você que serei capaz de deixar você ficar com outro se você tiver vontade. Isso me assustou, não pensava assim, mas ficou na minha cabeça. Acho que ele tem razão. Mas não consigo entender.

Madalena estava excitada também ao perceber que o Messias estava se abrindo, confessando fantasias que ele mesmo tinha pavor de admitir. Ela desceu a mão para o meio das pernas dele e sentiu o pau duro empinando a bermuda. Segurou nele e disse baixinho:

— Amor, é complicado, eu também me senti assim, confusa e excitada, quando a Salete me contou de você comendo as quengas. Eu pensava na cena de você metendo nelas e me dava tesão! Hoje quando você me confessou tudo eu fiquei tarada de novo.

Madalena também tinha respiração forte. Ela falou com voz embargada:

— Então ela falou que você ficaria muito tarado de saber que eu tive vontade de ficar com outro homem por desejo. Só por sexo. E percebo que você está com tesão agora que eu estou contando, não está?

Não precisava que ele respondesse, pois, o pau dele dava solavancos dentro da bermuda e ela podia sentir. Messias exclamou:

— Que loucura amor. Estou muito tarado.

Madalena apertava o pau do marido aumentando sua excitação. Então ela perguntou:

— Você viu que o Lupe e o Galdino estavam cheios de tesão ali na piscina? Eles me olhando e me desejando, você ficou com tesão?

Messias soltou um grande sopro e em seguida suspirou fundo. O pau dele dava mais solavancos. Ele fez que sim com a cabeça. A seguir confessou:

— Eu conheço esses dois safados, fizeram tudo para nos provocar, e estavam adorando ver que eu e você estávamos excitados. Isso é coisa do Lupe. Exibiram os paus duros sob o short só para nos deixar tarados e ver como a gente reagia. Os dois sabiam de tudo.

Madalena suspirou e disse excitada no ouvido do marido:

— Eles têm paus enormes né amor? Você já conhece, já viu eles de pau duro?

Messias estava todo arrepiado com aquela fala da esposa. Ele conhecia bem os cacetes dos amigos, bem maiores do que o dele e eram grossos. Sentiu vontade naquele momento de provocar a esposa e ver sua reação:

— São grandes e grossos, amor, e adoram mostrar a rola. Vi as quengas gemendo de prazer naquelas picas. Você sentiu vontade de ver?

Madalena sussurrava, e aquele tom aumentava o clima:

— Posso ser sincera?

— Claro. Pode falar o que quiser:

— Senti vontade de ver sim, de ficar com eles ali pelados na piscina, nós dois, e eu pegar neles, para sentir outro pau grande e duro na minha mão. Você ia deixar? Ia ficar tarado de ver?

Messias soltou um gemido forte, e exclamou:

— Ah, que tesão, quase gozei agora, amor. Acho que se eu visse você fazendo isso gozava na hora. Me deixa muito tarado só de imaginar.

Madalena quase gemia. Pegou na mão do marido que estava no volante e trouxe para o meio de suas coxas, debaixo da saia. Messias sentiu a xoxota dela toda melada e intumescida. Exclamou:

— Sem calcinha?

Ela respondeu:

— Desde que pegamos a estrada. Estou tarada também amor. Que loucura. Acho que eu fiquei com muita vontade vendo eles tarados também. Você deixa eu pegar no pau do Galdino? E no do Lupe?

Messias deu outra gemida forte e o pau deu outro salto. Ele falou quase inaudível:

— Ah, fiquei maluco agora, se você quiser eu deixo. Mas depois quem segura?

Madalena estava bem preparada para a conversa. Ela perguntou:

— Você não fica com tesão de imaginar eu dando para outros?

Num sussurro o marido confirmou:

— Fico! Uma loucura. Não sei por que.

— E se forem eles, amor? Vai ficar tarado? Acha que vai querer ver isso?

Messias diminuiu a marcha do caminhão, deixando seguir bem devagar. Estava tão tarado que não conseguia dirigir com atenção. O pau dele estava doendo de tão duro e Madalena apertava quase punhetando sobre a bermuda. Ele mal conseguia falar, a respiração ofegante. Madalena contou:

— Salete me falou que o Lupe fode muito gostoso. Faz gozar muito, várias vezes. Você viu ele meter nas quengas?

Messias quase gemia para responder:

— Vi amor, vi ele comer uma delas por meia hora, nunca vi um cara meter tanto! Ele meteu nas três quengas naquele dia. O coroa é muito tesudo.

Madalena suspirou, foi bem no ouvido do marido e sussurrou:

— Amor, a Salete disse para eu dar pro Lupe. Afirmou que eu vou adorar se der para ele. Me disse para pedir e que você vai deixar eu provar aquela rola grande e dar para ele. Você deixa? Fiquei com vontade.

Messias não se segurou mais e começou a gemer e urrar. Estava gozando dentro da bermuda, excitadíssimo com aquelas safadezas da esposa. Pior é que daquele jeito ele assumia que a ideia o deixava tarado.

Madalena ficou apertando o pau dele enquanto ele gozava. O caminhão seguia em marcha muito lenta. Por sorte não havia quase trânsito naquele trecho. Messias jorrava jatadas de porra dentro da bermuda.

Para encerrar a Madalena falou novamente quase gemendo:

— Gozou né amor? A Salete me garantiu que nessa viagem você vai aprender muito com o Lupe. Eles querem que você aceite ser o meu corninho. Por isso eu falei lá na piscina que todos tinham que aprender a levar chifre. Eu já aprendi e gostei. Já sou sua corninha. Agora é sua vez. Ela garante que você vai adorar me ver gozando muito com o negão. Fiquei tarada com isso. Não me sai da cabeça essa ideia.

Messias estava gemendo e não conseguia falar. Estava ainda ejaculando, todo trêmulo, mas não podia se desconcentrar porque ainda estavam rodando lentamente, e ele mantinha o caminhão na pista.

Ele mal conseguia respirar. Madalena ainda segurava no pau dele e sentiu que depois de um tempo ele começava a amolecer. Ela retirou a mão e perguntou ainda em voz íntima perto do ouvido:

— Gozou gostoso amor? Sentiu tesão em ser corninho? Que delícia. Eu também gozei só de sentir você gozando.

Messias não conseguiu responder. A respiração ainda estava muito ofegante. Ele tocou o caminhão ainda por uns três minutos com calma, em silêncio, até que vislumbrou uma área com um acostamento mais largo que dava para um chão de terra batida e a entrada de uma estância. Havia espaço de sobra para parar o caminhão em segurança fora da estrada e mais longe do acostamento. Foi para lá e parou. Deixou o motor funcionando, mas totalmente parado. Olhou para Madalena que olhava o marido com expressão safada e feliz. Ela lembrava de todas as dicas da Salete e sorrindo falou bem suave:

— Que delícia amor! Me diz, gostou de ser meu corninho?

Messias foi dar um beijo nela com uma vontade enorme. Depois de um beijo intenso ele assumiu:

— Nunca senti tanto tesão. É uma loucura!

Ficaram trocando beijos e Madalena falava bem baixinho no ouvido dele:

— Adorei amor, meu corninho mais safadinho! – Meu corninho querido. Estou muito feliz de você ser meu corninho também. - Ela repetiu duas vezes.

Quando Messias recobrou a respiração e conseguiu dizer algo exclamou:

— Vou lá fora me lavar e limpar um pouco.

Messias puxou uma sacola de um bagageiro atrás do seu banco, abriu a porta e desceu, deu a volta pela frente do caminhão e ficou atrás da lateral do caminhão, de forma que ninguém da estrada podia ver ele ali. Mas Madalena olhando pelo espelho da lateral podia ver o que ele fazia. Pegou um caneco de plástico, e foi encher de água de um tambor que tinha uma torneira e ficava preso em baixo da carroceria. Despiu a bermuda toda melada de porra, despejou a água na virilha, no pinto e na perna esporrada e a seguir se lavou. Depois enxugou com toalhas de papel que tinha na sacola. Pegou na mesma sacola um outro calção de cor azul escuro e vestiu. Voltou para o caminhão e colocou a bermuda suja num saco plástico. As toalhas de papel usadas ele colocou num outro saco plástico usado para lixo. Madalena o observava calada. Messias era cuidadoso, meticuloso, e tinha experiência de viajar com o caminhão. Ele perguntou:

— Quer se lavar também amor?

Madalena agradeceu, e sentada meio de lado, com as pernas abertas, suspendendo a sainha, mostrou a xoxota ainda bem melada. Ela falou:

— Não, quero deixar assim. Está gostosa, bem meladinha. Dá uma lambida aqui. Sente meu cheiro de tesão.

Messias se aproximou dela e deu um beijo carinhoso em sua boca. Depois chegou perto da xoxotinha e cheirou, lambeu um pouco tímido. Madalena pediu:

— Lambe amor, chupa, sente minha xoxotinha fervendo de vontade de levar rola.

No começo ele não chupava muito bem, não tinha ainda se soltado. Mas aos poucos, ouvindo a esposa gemendo deliciada, foi se animando de novo. Madalena estava deliciada, segurava nos cabelos dele e exclamava:

— Chupa gostoso amor, me fez gozar de novo meu corninho, mete essa sua língua na xoxota de sua esposa safadinha e tarada, me deixa com vontade de dar para outro macho.

Messias se rendeu ao tesão. Mais um pouco de lambidas e chupadas no grelinho e Madalena entrou em êxtase forte exclamado:

- Isso, meu corninho, estou gozando muito, assim, chupa a bocetinha da sua esposa que quer dar para o seu amigo pauzudo.

Messias tinha perdido o controle, a timidez e a vergonha e chupava e lambia como nunca havia feito.

Sugava o grelinho e já enfiava a língua. Ele imaginava a esposa sendo chupada pelo Lupe e também ficava mais tarado. Até que sentiu a esposa estremecendo, gemendo e gozando a ponto de quase desmaiar. Ver aquilo, que ele nunca tinha visto foi muito gratificante e ele se sentiu realizado. Aos poucos se levantou e ambos ficaram ali se restabelecendo.

Madalena agradeceu. Depois perguntou se ele havia gostado.

— Obrigado querida, foi incrível. Só não foi melhor antes porque eu estava dirigindo e tinha que tomar cuidado.

Madalena sorriu toda feliz. Viu Messias se preparando para sair com o caminhão e perguntou:

— Tudo bem amor? Você gostou da safadeza da sua esposa fazendo você ficar muito tarado?

Messias parecia aliviado, não precisava mais temer nada, haviam se confessado e se entregado aos desejos ocultos. Estavam bem cúmplices e sentia que podia falar abertamente:

— Estou muito admirado. Nunca podia imaginar você assim. Acho que na minha ausência a Salete ensinou todas as safadezas para você.

Madalena sorriu e beijou o marido bem gostoso, um beijo melado, de língua. Depois disse:

Acho que ela e o Lupe tem razão. Você já está sendo um corninho muito safado e gostoso. Quero só ver.

Messias sentiu outra vez que o pau podia ficar duro. Ele falou:

— Para com isso, senão a gente não chega hoje. Já sei que a Salete fez a sua cabeça para dar para o Lupe. E me fazer de corno. Você ficou com vontade. E aposto que ele também sabe. Deve estar faz tempo já preparando essa, e com a cumplicidade da Salete. Só o corninho aqui não percebeu.

Madalena sorria um sorriso bem safado. Abraçou o marido, e deu outro beijo. Então falou:

— Amei você assumindo o tesão de corninho amor. Vai me ajudar com o Lupe? Promete?

Messias balançava a cabeça, fingindo estar puto da vida. Disse:

— Prometo porra nenhuma. Vocês de complô contra mim. Todos loucos para meter chifre na minha cabeça. E você querendo dar como uma vadia. Não prometo nada. Depende.

Madalena ria do jeito dele falar. Ele reconduziu o caminhão para a estrada e logo atingiu boa velocidade. Madalena não disse mais nada. Ia esperar o marido relaxar e puxar conversa. Não ia forçar nada. Chegou perto dele, fez um cafuné e falou:

— Amo você, meu querido.

— Amo você também amor.

— Posso chamar de corninho?

— Já me chamou de monte. Pode sim, você gosta de falar assim?

— Acho gostoso, é safado, revela nossa cumplicidade e desperta o seu fetiche.

Messias não contestou. Ela tinha razão. Seguiram viagem sentindo que estavam em paz. Mas a cabeça do Messias não parava de pensar, analisava, buscava recordar falas, datas, tentando descobrir quando foi que o Lupe e a Salete começaram a tramar tudo aquilo. Desconfiava que tudo o que aconteceu tinha sido um plano muito bem armado pelo amigo libertino para envolver ele e sua mulher. Mas algumas coisas não se encaixavam. E ele esperava descobrir. Passada uma meia hora, vendo que se perdia em conjecturas e não conseguia encontrar um ponto de partida para a trama que imaginava existir, perguntou para a esposa:

— Pode me contar como foi e quando o Lupe e a Salete começaram a armar esse plano?

Madalena não entendeu a pergunta:

— Qual plano amor? Eles não armaram plano nenhum.

Messias sorriu duvidando:

— Ah, qual é... Me engana que eu gosto. Faz tempo que o Lupe já tentava fazer a minha cabeça, para ser liberal como eles. Queriam que eu aceitasse. Acharam um jeito de envolver você.

Madalena negou:

— Pois está enganado amor. Não é nada disso.

— Então me explica, como foi que, de uma hora para a outra você ficou tão íntima da Salete? A ponto de ela revelar todos os segredos...

Madalena se aproximou do marido novamente e explicou:

— Querido, vou contar tudo. Mas antes eu quero que você me diga sinceramente, se gostou do que fizemos, do que falamos, e se você está de acordo com o que a gente disse que irá fazer.

Messias repetiu como se quisesse entender:

— Do que fizemos? Como assim?

— Sim, provocar a libido, despertar a fantasia, acender o desejo confessando coisas que fizemos e que com as quais temos tesão, e assumir nossas fantasias...A ponto de gozarmos aqui nós dois falando disso.

Messias fez que sim com a cabeça indicando que entendia. Então, completou:

- Sim, eu gostei do que fizemos. Foi meio de surpresa hoje. Nunca imaginei que faríamos, mas foi muito bom.

— E você gostou do que falamos, e como falamos?

— Como isso? Explique.

— Falamos que temos esses desejos, eu quero dar para outros machos e quero fazer com a sua ajuda. Você fica com tesão com isso. Vamos avançar nessas experiências durante nossa viagem, temos a oportunidade de nos permitir fazer sexo liberal, você assumir que gosta de ser meu corninho, como eu já sou sua, e eu experimentar sexo com outros homens, inclusive com o Lupe e o Galdino. Foi o que falamos.

Messias perguntou:

— Por acaso você está fazendo isso para me dar algum troco?

— Jamais amor. Nem de longe. Depois eu explico melhor. Estou fazendo isso porque conversando, hoje, nós já no primeiro dia da viagem de férias, descobrimos que gostamos dessas aventuras, no fundo nos excita demais e nos deixa muito tarados. Você já é o meu corninho. Isso já sei. Só falta você assumir. E fica excitado só com a ideia. E eu também fico. Concorda?

Messias concordou acenando a cabeça. Não tinha mesmo como negar. Mas ainda tinha que saber uma questão e perguntou:

— E você quer saber se eu concordo mesmo com o que ainda vamos fazer? Me diga, o que vamos fazer?

— Amor, eu pedi se você vai deixar eu fazer sexo com o Lupe e o Galdino. Me deu vontade hoje, eles me desejando, na sua frente, com paus duros. Eles fizeram isso para deixar você tarado e você ficou. Eu disse depois que queria dar para eles e você disse que vai ajudar. Você falou que vai ficar muito excitado de ver. É o que vamos fazer, eu acho.

Messias olhava a esposa como se fosse uma outra pessoa. Estava admirado. Tentou argumentar:

— Dar para o Lupe, tudo bem, é meu grande amigo, parceiro, eu confesso que até fantasiei isso bastante algumas vezes. Mas, o Galdino, não sei. Será que ele é confiável?

Madalena argumentou, mas sem insistir:

— Eu pensei nos dois, amor, pois fantasiei em fazermos juntos, com os dois, e com você junto. Mas se você não sente confiança nele, tudo bem.

Messias não acreditava:

— Os dois, Mada? Ao mesmo tempo? Que safada!

Madalena sorria safadinha e explicou:

— Acho que muitas mulheres fantasiam isso, eu não sou diferente. Como são amigos, e vocês já aprontaram tantas juntos, pensei que seria fácil você aceitar.

Messias estava de novo muito excitado e o pau duro empinando o calção. Madalena reparou e falou:

— Olha aí, já ficou tarado só da gente falar. Depois sou eu que sou a safada? Diz para mim amor, me explica, você sempre teve a fantasia de me ver dando para outro?

Messias olhava para ela com cara de garoto que foi flagrado roubando doce na geladeira. Madalena insistiu:

— Vai, amor, conta, prometemos contar tudo para o outro.

— Não, não tive sempre essa fantasia. Eu, no começo do nosso casamento sentia muito ciúme e medo de deixar você na cidade e viajar. Nós dois inexperientes. Temia você ser assediada e ceder. Um dia contei para o Lupe e ele começou a me explicar que não adianta ter ciúme ou tentar impedir. Quando a pessoa gosta de sexo vai tendo cada vez mais, novas vontades. Ele me disse que você parecia uma mulher muito sensual, muito quente, e naturalmente ia despertar para isso. Querer outros machos. Mesmo gostando muito de mim. Explicou que você é uma fêmea muito tesuda. Pura experiência dele.

Quando Lupe falou isso, eu nem sonhava admitir tais coisas. Fiquei meio assustado. Mas, eu respeito e confio muito nele. Contei a ele que você gostava muito de sexo comigo, que era curiosa, e eu nem sabia se era macho suficiente para você. Às vezes eu sinto que ainda quer mais. Eu não sou um safado que sabe tudo. O Lupe então começou a despertar em mim a fantasia de deixar você experimentar outro macho, dizia que uma hora isso iria acontecer mesmo. Aí, essa ideia, que antes me apavorava, passou a me excitar muito. Eu conversava com o Lupe, perguntava, ele explicava como era, o que eu iria sentir. Eu não assumia, mas depois, em segredo, eu me masturbava com aquelas fantasias. Foi ele que me ajudou a despertar e descobrir esse desejo maluco. Fui ficando obcecado. Mas em casa eu tinha vergonha de falar nisso. Me retraía. Você poderia me achar um maluco, tarado, sem respeito a você. Aí, só quando você começou a ir para a Faculdade eu passei a admitir de fato que havia uma grande chance de você dar para outro. O Lupe me estimulava a aceitar isso. Sempre dizia que eu devia me convencer disso. Foi quando apareceu o Lucio como seu amigo. Você me perguntou se podia pegar carona e eu permiti. Sabia que estava correndo um risco alto com ele. Mas ao que parece por muito tempo nada aconteceu, você me respeitou, até que nas minhas duas últimas viagens, eu senti você muito diferente, já não era mais a mesma ingênua na nossa cama. Seus toques eram mais provocantes, seus beijos mais tarados, e seus gemidos mais fortes e assumidos. Até o movimento do corpo ao gozar indicava uma vontade muito maior do que eu lhe dava. Vi que não tinha mais vergonha de assumir seus desejos. E eu senti que não era mais suficiente. Parecia que faltava algo.

Madalena o interrompeu:

— Mas por que, então, você não falou comigo? Podíamos ter nos entendido muito antes. Você tinha o desejo de ser corninho, e eu também tinha de dar para o Lúcio. Se a gente falasse seria mais fácil.

Messias tinha as respostas verdadeiras:

— Amor, eu tinha dificuldade e vergonha de conversar sobre isso. Nosso tempo juntos era muito pouco. Temia estragar tudo. Não podia adivinhar como você desejava isso. Foi quando o Lupe me convenceu a trazer você nestas férias. Ele disse que iria ajudar nós dois a realizarmos o nosso sonho. Ele tinha a certeza. Você assumir para mim que gosta de dar para outro. E eu assumir que isso de ser seu corno me deixa muito excitado. Ele garantiu que você logo-logo ia provar outro macho e me fazer sentir como é ser mesmo um corno de verdade.

Quando Messias terminou de contar, ele estava de novo muito excitado, e Madalena entendeu que era a hora certa de deixar tudo às claras. Ela perguntou:

— Então, confesso eu amei saber tudo isso querido. Posso terminar minhas explicações?

— Claro amor. Por favor.

Madalena não precisava explicar muito. Sem querer o Lupe tinha ajudado muito e o Messias quase havia acertado tudo. Ela disse:

— Então, amor, quando eu disse que você já era corninho, foi por isso. Eu não fiz nada de caso pensado, foi inesperado, aconteceu um dia. Eu me deixei levar pelo desejo, e dei para o Lúcio, como você desconfiava. E faz mesmo bem pouco tempo. Mas fazer isso foi transformador. Ele me ensinou a fazer sexo de uma maneira que nunca havia feito, você e eu somos inexperientes nisso. Jamais podia imaginar. Fiquei completamente desestruturada, e foi isso que você percebeu.

Messias a olhava atônito. Uma enorme surpresa. Nem conseguiu falar nada. Ficou travado. De boca aberta. Dirigia como um robô. Ela contou:

— Amo você amor, amo só você. Mas vou contar tudo como aconteceu.

Madalena relatou exatamente tudo, sem esconder nada, inclusive dando detalhes de como o Lúcio era bom no sexo. Os prazeres que sentiu dando para ele e o que ela aprendeu que gostava. Messias ouvia como se estivesse em transe. Ela contou de sua angústia por ter traído o marido, e foi quando procurou a Salete, pedindo ajuda. Não sabia como devia proceder. Assim começou a acontecer aquela mudança que ele havia notado. Depois das conversas com a Salete, Madalena havia assumido que gostava de sexo com outros, mas queria poder ensinar ao marido tudo o que aprendia.

Enquanto contava, Madalena disse como era o pau do Lúcio, explicou que era um pouco maior do que o dele, relatou em detalhes como foi sua primeira sensação com outro macho com pegada muito forte. Ela reparou que o marido estava muito excitado ouvindo ela contar. Perguntou:

— Ficou tesudinho em saber amor?

— Loucura!

— Agora você já sabe como foi que virou mesmo meu corninho de verdade. Foi com o Lúcio, que é um cara muito legal e nos respeita muito. Ele não quer me tirar de você. Ele gosta de me foder muito. É um safado. Mas eu gostei, repeti, e foi tão bom que ainda fiz mais uma terceira vez. Desde as suas duas últimas viagens, faz um mês, você já era corninho, e eu estava desesperada para me abrir e confessar tudo. Mas estava apavorada. A Salete me ajudou muito e vejo que o Lupe do seu lado também.

Messias tremia de emoção e nervosismo. Seguiu por uns dois minutos, calado. Ele pensava que finalmente ela revelava algo que ele sempre desconfiou que poderia ocorrer. E o pior é que o deixava muito tarado. Respondeu:

— Estou com tesão sim amor. Não dá para negar. Mas digo o mesmo a você. Também não entendo porque guardou isso escondido.

Madalena deu um beijo nele:

— Foi melhor assim. Hoje tenho certeza. Adorei poder revelar tudo a você agora. Nessa nossa primeira viagem. E tivemos um dia maravilhoso. Todas as confissões, pecados e revelações foram colocadas. Espero que a nossa noite seja ainda melhor.

Ela colocou novamente a mão no pau do marido e sentiu a pica bem dura e vibrando. Questionou:

— Meu corninho está cheio de tesão de novo. Por que isso?

Messias respondeu com voz rouca:

— Por descobrir como a minha esposa ficou safada. O Lúcio tem razão, uma putinha bem safada e tesuda que você se tornou.

Madalena deu outro beijo e sussurrou:

E você nem sabe de tudo amor. O safado do Lúcio me comeu de tudo que é jeito, gozou em todo o meu corpo, me fez gozar tanto que cheguei a desmaiar, e ainda me fez dar o cu para ele. Eu nunca tinha dado, você nunca comeu, e ele me convenceu a dar e comeu até me fazer gozar. Agora eu já gosto de dar meu cuzinho.

Messias olhava para ela com uma expressão de louco tarado. Exclamou:

- Puta merda “mozinho”. Agora fodeu!

Madalena sorria apertando o pau dele. Sentia a rola pulsando de novo:

Gostou né safado? Corninho agora ficou todo tarado comigo né? Me fala, então, gosta de ser meu corninho?

— Muito. Gostei muito. E vou querer comer esse seu cuzinho hoje. Agora quero ver você se soltar e dar para aqueles dois tarados e dotados hoje de noite. Agora você vai saber o que é um pauzudo de verdade!

— Ah corninho, nem me fala que eu já fico toda meladinha...

O Sol estava começando a se por lá no horizonte. Eles estavam se aproximando do ponto de encontro onde os caminhoneiros faziam o pernoite. Tinham rodado mais oitocentos quilômetros. Messias e Madalena, tarados e cheios de volúpia, já haviam conversado e confessado todas as suas taras, fantasias e desejos, e pecados... E aquilo os mantinha muito excitados o tempo todo.

Explicação do autor.

Este conto, eu fui romanceando aos poucos, sobre um primeiro relato de um leitor que me contou sua história. Tudo aconteceu em 2019, antes da pandemia começar. Eu levei quase um ano, tentando juntar todas as suas partes. Comecei ouvindo os relatos do Messias. Ele não escreve, então gravou áudio e me enviou. Eu ouvia com calma e transcrevia para texto. Depois a Madalena também perdeu o receio de falar comigo e me contou um monte de detalhes. Algumas mensagens ela mandou escritas. Como o Messias viaja muito, demorou para eu ter todas as partes da história. No começo parecia uma coisa simples. Mas foi crescendo. Finalmente, já mais recentemente consegui uma conversa com o Lupe e a Salete que fizeram comigo uma chamada demorada de Zap. Também gravei o áudio desse papo. E assim, pude começar a escrever tudo. Parei muitas vezes, escrevendo outras histórias, e tendo que trabalhar para pagar as contas, pois esta daqui eu reservara para colocar em um dos meus livros. Não pretendia publicar no site. Acontece que o desafio 1 – de viagem - me motivou a contar esta primeira parte. Um dia, em breve o livro será publicado com o resto das aventuras deles. Eu vou contar depois como foi aquela noite com o Lupe e o Galdino junto deles. Mas só essa parte já dá outra história. Parei aqui. Espero sinceramente que gostem.

Leon Medrado. leonmedrado@gmail.com

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Comentários

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Sensacional reler e sentir o tesao que essa história passa.

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Para você ver que contos longos, bem escritos e com enredo bem elaborado, não fazem tanto sucesso quanto histórias toscas curtas, de traição e mentiras exageradas, que somam muito mais estrelas. A sorte é que no meio da tranqueirada dos viciados em pornografia, existem os leitores que valorizam as boas histórias. Obrigado.

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Muito bom. Você se superando a cada conto.

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Que espetáculo!!! Olha, conto excepcional! Que figuras todos. Parabéns pelo conto.

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Dominu 100 obrigado. Fico feliz que gostou.

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Meu Amigo Foi Sensacional, Espero Que Tenha Fotos Dela, Gosei Com Sua Narração, Meu E-mail ananias.alves@gmail.com Espero Fotos Ok!

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virei seu fã e fa dos seus contos, eles sao simplesmente maravilhosos e perfeito nas riquezas dos detalhes, o equilíbrio entre a inocente inexperiência e a descoberta da perversão vc foi perfeito , parabéns

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j.a - Fico muito feliz de saber. Agradeço seu comentário.

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Marcelo - Já tive histórias com dramas - nem sempre minhas histórias tem dramas - pois eu dou preferência por trabalhar com histórias de cumplicidade, de descoberta, o momento que o casal cruza a fronteira da monogamia, e descobre o outro lado. Tenho muitas histórias que vou coletando, e com o tempo vou dando continuidade. Espero que tenha gostado. Nem sempre me agradam os dramas, pois esses são o arroz com feijão dos relacionamentos onde aparece a traição ou a ideia da abrir a relação. Aí, sim, é mais do mesmo.

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História Fantástica!!! Meus Parabéns!! Texto incrivelmente bem narrado e excitante.

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Agradecido Morfeus Negro. Uma história que captei em 2019. Levei tempo para escrever.

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Foto de perfil de Mark da Nanda

Mas que enredo é esse, Leon? Absurdamente espetacular. Difícil até de comentar porque minha curiosidade pela sequência acabou me limitando a visão. Espero que não tarde. Merecidas as três estrelas.

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Mark, que bom que você gostou. A continuação está quase pronta. Espero que seja à altura da expectativa. Obrigado.

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Foto de perfil de Melga38

Parabéns Leon. Que maravilha de história, esse casal é realmente um achado, e esse casal amigo deles, que ajudou a que eles se encontrassem é uma joia. Você deu um show. Texto impecável, narrativa perfeita, construção da história muito inteligente, sobre a cumplicidade do casal liberal, brincando com o passado, o presente e o que ainda vem pela frente. Excelente. Impecável.

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Puxa Mestre, partindo de você é o maior prêmio que eu podia esperar. Muito agradecido.

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Conto fantástico adorei a evolução até chegar a aceitação da relação aberta.

Aguardando ansioso próximo capítulo.

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Obrigado NI. Estou empenhado na elaboração da parte seguinte. Acredite.

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Foto de perfil de Ménage Literário

Querido, amigo! Adorei! Muito bom mesmo.

Pena que só posso dar 3 estrelas.

Beijoca.

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JQ_AlHarbi. Que bom que gostou!!! Esse conto prova por A mais B que o Sinhô que tinha razão: Não se deve amar sem ser amado!

É melhor morrer crucificado!

Deus nos livre das mulheres, De hoje em dia, Desprezam o homem só por Causa da orgia!

Gosto que me enrosco, De ouvir dizer que a parte mais

Fraca é a mulher! Mas, o homem com toda a fortaleza,

Desce da nobreza e faz o que ela quer.

Dizem que a mulher é parte fraca!

Nisto é que eu não posso acreditar!

Entre beijos e abraços, E carinhos!

O homem não tendo, É bem capaz de roubar!

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Maravilhoso, mestre!

Gostoso de ler e muito excitante.

Ainda fica aquele gostinho de quero mais no final.

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Max, obrigado. A parte dois vem aí e mais quente ainda. O gostinho de quero mais tem sabor de prazer a três... a quatro... em breve, num site perto de você.. hehehehe

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mais um conto muito bom como todos os outros um show de conto

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herege, fico muito feliz com a sua aprovação. Muito obrigado.

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Leon amigo sumido sabes que adoro seus contos e lhe cobrando e términos dos outros em aberto, você pra mim e um escritor nato sem resolva fico feliz.por ver mais um conto seu publicado parabéns.

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Almafer, obrigado por prestigiar. Dou a mesma reposta que já dei para alguns. Eu de vez em quando tenho que dar um tempo nos contos pois preciso fazer outros trabalhos de escrita e isso toma tempo. Mas estou quase concluindo todos os meus contos pendentes e vou publicar. Abraço.

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Tizo. Obrigado. Eu de vez em quando tenho que dar um tempo pois preciso fazer outros trabalhos de escrita e toma tempo. Mas estou quase concluindo todos os meus contos pendentes e vou publicar.

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Cara,que contaço!!! Espectacular! Olha como as coisas foram se transformando,mexendo com o imaginário dos envolvidos,de modo intuitivo. Coisa de quem tem a escrita como arte! Poderia ser dividido em partes menores,mas ficou sensacional toda a trama!

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Astrogilldo Kabeça, fico muito feliz que você veio ler e gostou. Como é um conto do desafio, eu coloquei um condensado de 5 partes juntas, para contar apenas uma parte dessa história de viagem. Obrigado.

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nossa Leon, que delicia de conto, ficou maravilhoso, excitante demais

com certeza vai ter muita coisa pra contar sobre a noite com os dois amigos Lupe e Galdino... caraca que top demias...parabéns

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Neto_batista - agradeço a você. Aguarde que logo vai sair a parte da noite com os dois amigos. Obrigado

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Foto de perfil de Beto Liberal

Bom demais.

Não vejo a hora de ler o livro todo

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Foto de perfil de Leon

Beto. Obrigado. Assim você me mata, tenho 4 livros sendo concluídos. Este ano vai sair uma porção.

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Adorei o conto. Se tiver um religioso lendo este conto e quiser te recriminar é muita hipocrisia.

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Sigilo, obrigado. Também sou da mesma opinião. Claro que tem religioso lendo o conto, mas recriminar seria mesmo vontade e complicar.

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Listas em que este conto está presente

Desafio 1: A viagem
Lista com os contos participantes do primeiro desafio de escrita da Casa dos Contos.