Borboletas sempre voltam II Capítulo 17

Um conto erótico de Arthur Miguel
Categoria: Gay
Contém 3815 palavras
Data: 13/06/2021 19:51:59
Assuntos: Amor, Gay, Mistério, Sexo, Tesão

Capítulo 17

Para que pudesse dormir, Bruno teve que desligar o celular. Isabel e Cinthia ligavam sem parar para saber do paradeiro do amigo. Como estava extremamente irritado, a última coisa que queria era dar satisfações a alguém.

Rose acordou assustada com o som da campanhia da sua casa. Alguém batendo na sua porta aquela hora da madrugada não era um bom sinal.

Para o seu alívio, percebeu que era alguém conhecido, já que o latido do seu pinscher era comemorativo, junto com o abanar do cotoquinho de rabo.

_ O que aconteceu, meu filho?!_ Ela perguntava assustada, vendo Bruno trêmulo e aparentando nervosismo.

Ele entrou na casa contando, quase chorando, a briga que teve com Jonas. Tremia articulando e exclamando o quão ofendido estava.

_ Você precisa se acalmar, Bruninho. Faz o seguinte: tome um banho e durma. Quando amanhecer, você e o seu marido conversam com mais calma.

_ Eu não tenho nada para conversar com ele, mãe! O meu único encontro com o Jonas será numa audiência para assinar os papéis do divórcio!

_ Não diga bobagens, Bruninho! Casamento não é caneta que você joga fora na primeira falha. Eu, hein! Divórcio é o último estágio, não é para qualquer coisa.

_ Ah, e você acha que Jonas não passou dos limites por ter me envergonhado na frente de todo mundo?

_ Bruno, vá pro banho, que eu já vou lá no banheiro te levar uma toalha. Aí depois você dorme e quando amanhecer, você decide o que vai fazer.

Bruno acordou na cama da mãe. Ao olhar para o lado, percebeu que ela já havia levantado.

O seu coração bateu acelerado, quando ouviu a voz de Jonas vindo da cozinha.

Levantou o mais depressa possível.

Cruzou os braços irritado, vendo Jonas tomando café da manhã ao lado de Rose.

_ Mãe, você deixou esse aí entrar aqui?

_ Lógico! "Esse aí " é o meu genro! Eu não ia deixá-lo do lado de fora.

_ Genro não. Ex genro!

_ Borboletinha, a gente precisa conversar.

_ Agora você quer conversar? Eu fiquei uma semana tentando conversar com você e fui ignorado. Agora quem não quer assunto sou eu!

_ Bruno, deixe de ser infantil!

_ Hoje eu sou infantil? É...confesso que dei uma evoluída, porque ontem eu era uma puta como o Matheus dizia com toda razão, não é Jonas? Já que o Matheus está tão certo, vai lá atrás dele.

_ Eu estava com a cabeça cheia. Acabei falando besteiras e você também me provocou, se esfregando com aquele cara lá na boate.

_ Eu não estava me esfregando com ninguém! Você que é um barraqueiro. Deve ter aprendido com o seu querido ex, o Matheus.

Rose bateu na mesa irritada. A sua atitude inesperada fez com que os dois se calassem!

_ Vamos parar com essa palhaçada aqui! Que coisa ridícula ficar trazendo o ex para a discussão de casal. E nem faz sentido vocês ficarem falando no Matheus. O garoto nem fala nos nomes de vocês. O coitado está focado nos problemas dele, que são graves.

"Eu tenho noção que, como sogra, não devo me meter na briga do casal. Mas, vou me meter sim! Os dois estão errados! Bruno, não é porque é o meu filho que vou passar a mão na sua cabeça. Você errou quando colocou um detetive atrás do seu marido e está errando agora de ficar de gracinhas ao invés de conversar como um homem adulto.

"E você, Jonas, errou por ter feito escândalos na boate, citou o seu ex namorado para ofender o meu filho. Mas, o seu maior erro foi ter se dedicado muito ao trabalho e deixado o casamento de lado."

_ Rose, tudo o que eu fiz foi pelo nosso bem. A minha intenção era que Bruno tivesse o melhor.

_ Mas, me deixou infeliz! Eu tive sim tudo que o dinheiro possa comprar, fiz boas viagens, desfrutei muito do dinheiro. Mas, me sinto solitário e abandonado. Eu só queria ser feliz ao lado do homem que eu amo.

Jonas abaixou a cabeça sentindo uma culpa angustiante por ter sido negligente e pela traição cometida.

_ Oh, meu amorzinho! Eu sinto muito._ Jonas se aproximou tentando, abraçá-lo, mas Bruno desviou.

_ Não toque em mim!

_ Bruno, tome o café da manhã e volte para a sua casa. Vocês dois precisam conversar.

_ Eu não vou a lugar nenhum!

_ Você vai sim!

_ Você está expulsando o seu próprio filho?

_ Não estou não. Só quero que vocês conversem como todo casal deve azer em momentos de crise. Sempre que precisar de mim, as portas estarão abertas. Mas, você tem uma casa e um marido, é um homem adulto e precisa resolver os seus problemas e não fugir deles. Eu nunca te mimei, e não é agora que vou começar a fazer isso.

Durante o percurso até a casa, Bruno permaneceu em silêncio, ignorando as tentativas de Jonas para iniciar uma conversa.

Assim que chegaram em casa, Jonas dispensou Neide, a dando um dia de folga para que pudesse ficar mais à vontade com o marido.

Bruno continuou o ignorando, se trancando no quarto. Como tinha uma chave extra, Jonas entrou. O jornalista permaneceu imóvel, sentado na cama com os olhos fixos na TV, abraçado a um boneco de pelúcia do Bob Esponja. Seu rosto estava sério.

Jonas retirou as roupas, ficando só de cueca boxer preta e deitou ao seu lado.

Manteve os olhos em Bruno e sorria.

_ Você fica uma gracinha com essa carinha de bravo.

_ Vá se fuder!

_ Olha, o mocinho resolveu falar. Mas, é um boca suja mesmo, hein! Vem cá, essa boquinha só xinga ou beija também?

Jonas o puxou para si, segurando o seu queixo, querendo roubar um beijo. Contudo, Bruno o empurrou, se libertando dos seus braços.

_ Você é ridículo! Acha mesmo que vai me comer depois das merdas que fez?

_ Quem falou em comer? _ Jonas o olhou de um jeito malicioso e acariciou o próprio pau._ Eu não falei a palavra comer, mas se quiser me dar, não serei mal educado de recusar.

_ Até porque você gastou todo o seu pacote de má educação dando um show de vergonha na boate. Você sabe que eu odeio barracos! Tenho traumas por causa do seu queridinho, que você fez questão de citar para me ofender.

Jonas o abraçou e beijou o seu pescoço.

_ Mozinho, eu tava nervoso e falei merdas. Eu fiquei louco de ciúmes quando te vi conversando com aquele otário.

_ Você me viu conversando! Não rolou nada! Eu não sou uma puta, como você disse.

Jonas pôs as mãos por baixo da blusa Bruno. Com uma alisava as costas, e com a outra acariciava os mamilos, deixando Bruno arrepiado e com o pênis ereto.

Ao pé do ouvido, sussurrou:

_ Puta tu é sim. Mas, é só minha. É minha putinha exclusiva._ Deslizava a ponta da língua sobre a orelha do jornalista, que se contorceu, sentindo o tesão dominar o seu corpo.

_ Para com isso, Jonas! Deixe de ser babaca! _ Bruno disse empurrando o marido._ Você me magou!

Jonas pegou o boneco do Bob Esponja dos braços de Bruno e disse imitando a voz do mesmo.

_ Jonas mau...hehehe...magou o Bruninho...hehehe.

Bruno relutou para prender o riso, não querendo dar o braço a torcer.

_ Cafajeste!_ disse deitando de costa para Jonas, se cobrindo com o lençol. _ Eu vou dormir. Por sua culpa não dormi direito esta noite.

Sentir o membro duro do marido encoxando na sua bunda o deixou ainda mais excitado. Tentou fugir, mas Jonas o abraçou com força e beijava o seu pescoço, roçando o seu pau na bunda de Bruno.

_ Me solta, Jonas! Você não vai se aproveitar de mim.

_ Eu vou sim! Vou me aproveitar e muito dessa bundinha deliciosa, que é todinha só minha.

Bruno tentava se libertar e com isso as roçadas aumentavam. Jonas subiu sobre ele, prendendo as suas mãos na cama.

_ Para, Jonas! Eu não quer..._ Bruno foi interrompido com um beijo molhado. Jonas deslizava a língua e puxava o seu lábio inferior levemente.

Voltou a atacar o pescoço, enquanto suspendia a blusa de Bruno.

_ Eu te amo, meu bebezinho.

_ Jonas, você me...aaaah...que delícia!_ Bruno dizia sentindo a boca do marido no seu mamilo. Se contorcia, gemendo, sentindo o corpo arrepiar.

Jonas sugava um de cada vez. Com a ponta língua fazia movimento circular e depois puxava levemente, provocando mais gemidos em Bruno.

_ Jonas, para! Eu tô magoado contigo.

Jonas se aproximou do seu rosto e acariciou os seus cabelos.

_ Mozinho, você tem toda razão de está magoado comigo. Eu fui um patife e dei vexame. Você é um príncipe. Não merece ser tratado daquele jeito estúpido.

_ E você..._ Bruno foi interrompido com o dedo de Jonas tocando nos seus lábios, percorrendo sobre eles.

_ Eu errei de ser ausente. Me doeu quando você me disse que estava se sentindo abandonado. Eu vou mudar isso. Vou diminuir a minha carga horária de trabalho.

"A partir de hoje, nós vamos tomar café da manhã juntinhos e vou chegar em casa por volta das cinco da tarde. E os finais de semana e feriados estarei disponível só para o meu amorzinho. Meu corpinho vai ficar a sua disposição pra você usar e abusar."

Bruno recebeu um beijo suave, que o desarmou. Seu corpo amolecia, se entregando ao companheiro.

_ Você promete?

_ Claro, meu bem. Dinheiro é bom, mas não é melhor do que você. Eu te amo, cara! Eu posso vacilar pra caralho, mas eu te adoro. Você é o homem da minha vida.

Eles voltaram aos beijos e amassos. Bruno já não oferecia mais resistência e se entregava.

Ficou submisso deixando Jonas desfrutar do seu corpo com beijos e carícias, retirando a sua roupa.

Nu, teve as pernas abertas, e ergueu a cabeça gemendo sentindo o seu pau ser engolido por Jonas. Delirava, quando o parceiro lambia o seu saco e o masturbava.

Sentia as pernas tremerem e o pau pulsar na boca de Jonas. Para o seu delírio, vibrou sentindo o dedo do marido penetrar no seu cuzinho o umidecendo com saliva.

Jonas interrompeu o "serviço" para voltar a beijá-lo.

_ Fique de quatro, que eu quero lubrificar o seu cuzinho.

_ O lubrificante está na gaveta da pia do banheiro.

_ Eu vou usar um lubrificante natural.

Bruno o olhou sorrindo de um jeito interrogativo.

_ Que lubricante natural, Jonas?

_ A minha língua. _ disse simulando um sexo oral com a língua, fazendo Bruno sorrir animado.

Ver a bundinha de Bruno toda abertinha de quatro, piscando o cuzinho para ele, o deixou louco. Segurou com as duas mãos nos quadris e caiu de boca no buraquinho do companheiro, enquanto se masturbava.

Para abrir ainda mais, Jonas penetrava dois dedinhos e lambia o saco,em seguida voltava a chupar o cuzinho, quando via o buraco bem abertinho.

Excitado, Bruno esfregava o rego na cara do marido, rebolando gostoso.

O seu pau pulsava duro implorando para comer aquela rosquinha piscando e toda molhadinha da sua saliva.

Mirou o pau na ponta com intenção de entrar com tudo, mas Bruno pediu para que passasse o lubrificante. Jonas obedeceu, deixando aquele rabinho ainda mais molhadinho.

As pernas de Bruno tremeram ao sentir o pau do marido preenchendo o seu ânus.

Iniciou uma rebolada.

As estocadas eram tão fortes que a cama rangia alto. Os sons dos gemidos se mesclavam com os barulhos dos seus quadris se chocando.

_ Aaaaa, caralhooo ! Que bunda gostosa! AAAaaa! Abre mais esse cuzão pra levar pica! Vai gostosa, abre a essa bunda pra mim.

Bruno enloquecia, sentindo as fortes estocadas e ouvindo a voz grossa do seu marido lhe dizendo putarias. Gemia como uma mulher manhosa.

_ Fode o meu rabinho vai! Enche o meu cuzinho com o seu leitinho.

Ele sentiu uma bofetada na sua bunda que o deixou em êxtase. Puxando os cabelos de Bruno para trás, Jonas ordenou:

_ Cavalga no meu pau, gostosa.

Ele mudou de posição, ficando deitado. O jornalista sentou aos poucos, de costa da Jonas.

_ Isso... senta de costa de costa pra mim, que eu quero ver esse bundão trabalhando.

Bruno subia e descia acelerado, aproveitando o máximo daquela pica grande e dura. Tocava-se enquanto cavalgava e gemia mordendo os lábios.

_ Isso, minha borboletinha! Bate com força! Engole esse pauzão...isso....aaaaa...delícia...huuuu

Jonas sentiu uma pressão no pau quando Bruno contraiu o ânus, rebolando 360°.

_ Porraaaaaa!_ Jonas gritou atingindo ao orgasmo.

Mesmo depois do gozo do parceiro, Bruno seguiu rebolando e se masturbando até gozar também.

Cansado, o jornalista se jogou na cama deitando ao lado de Jonas. Ambos estavam suados e com a respiração ofegante.

_ Você gozou muito! Deve ter porra até no meu estômago. _ Bruno disse sorrindo, antes de receber um beijo de Jonas.

Aconchegou-se nos braços do empresário, envolvendo os seus braços sobre o peito e jogando as suas pernas sobre as dele. Jonas o abraçou e dedilhava a portinha do seu cuzinho.

_ Amor, eu tô todo ardido.

_ Não era isso que você queria, safada?

Bruno deu um sorriso safado e recebeu um beijo.

O celular de Jonas tocou. Era Rafael para falar sobre algo da pizzaria.

Bruno sentiu-se frustrado. A sua alegria havia durado pouco. Acreditava que Jonas inventaria alguma desculpa e partiria para o trabalho o deixando sozinho em casa.

_ Ok, Rafa, segure as pontas aí, que eu só vou aparecer na segunda-feira. Vou curtir o fim de semana com o meu mozão.

Do outro lado da tela, Rafael comemorava a reconciliação do casal e desligou em seguida para não incomodar.

Bruno sorriu se atirando nos braços do marido, o enchendo de beijos.

Sentou em seu colo, abraçando o seu pescoço.

_ Quer dizer que este final semana você é todinho meu?

_ Eu sou todinho seu pro resto da vida, minha borboletinha._ eles se beijaram._ Ah, e o senhorito está proibido de usar roupas durante o final de semana inteiro. Vai ficar peladinho pra mim, facilitando quando eu quiser te foder. _ Jonas deu um tapa na bunda de Bruno. _ Essa raba gostosa aqui vai levar muita pirocada.

Bruno sorriu e o beijou roçando a bunda no pau dcompanheiro para provocá-lo.

_ Quer dizer que o fim de semana pegou fogo? E eu preocupada contigo, homem! Achando que vocês teriam uma briga feia, mas você tava dando feito chuchu na Serra!_ Isabel disse sorrindo, sentada enfrente a ele na cadeira do escritório. Ela havia feito uma visita no horário do almoço.

_ Amiga, há tempos não tínhamos um fim de semana tão bom assim. Nem colocamos a cara pra fora de casa. Como o choveu muito, passamos os dias agarradinhos vendo séries, comendo e transando. Ah, foi tão Gostosinho!

_ Amigo, foda de reconciliação é muito boa né? Às vezes, eu brigo com a Cinthia só pra gente foder gostoso depois.

_ Jonas tava acelerado. Eu fiquei todo esfolado. Mas, valeu a pena.

A satisfação de Bruno era visível em seu rosto. Estava sorridente, com um brilho nos olhos e a pele corada. Todos na redação perceberam o seu bom humor. O único insatisfeito foi Dani, que se manteve o tempo inteiro com a cara fechada, se corroendo de inveja.

_ Amigo, você me disse que vocês ficaram pelados o fim de semana inteiro, que foderam em todos os cômodos da casa e tal...Mas, me diz...e o japinha? Vocês não fizeram isso todo com ele como testemunha?

_ Amiga, nem te conto! O Jonas me disse que o Dani arrumou as malas e foi embora. Mandou agradecer e disse que havia arrumado um lugar para ficar. Eu estranhei por ele não ter falado nada comigo. Aí quando cheguei aqui, hoje de manhã, o Daniel estava com uma cara péssima. Eu perguntei sobre a sua partida e ele disse que foi para a casa de uma prima.

_ E por que ele estava de mau humor?

_ Eu nem quis perguntar para não ser invasivo.

A conversa foi interrompida com Jonas abrindo a porta, portando um buquê de girassóis. Sorria satisfeito pelo fim de semana.

_ Boa tarde! Eu vim buscar a minha borboletinha para almoçar comigo.

Bruno levantou e foi ao seu encontro o receber com um beijo apaixonado. Isabel os observava sorrindo.

_ Oh, amor! Eu tinha combinado com a Bel de ir almoçar com ela. Mas, podemos ir os três juntos.

_ Não! Nem pensar, que eu vou estragar o momento love do meu casal. A gente almoça outro dia, Buba.

_ Vem com a gente, Bel. Eu vou ter a noite inteira para ficar sozinho com esta delícia._ Jonas disse dando um tapa na bunda de Bruno o deixando envergonhado.

_ Amor, olha a Bel aí!

Uma funcionária bateu na porta anunciando que um homem que se apresentou como Cláudio queria falar com Bruno.

_ Quem esse tal de Cláudio, Bruno?_ perguntou Jonas, sentindo uma pontada de ciúmes.

_ Eu não faço ideia.

_ Então, mande entrar. Quero saber quem é. _ Jonas ordenou à funcionária.

Entrou no escritório um homem de meia idade, branco, um pouco gordinho e careca. Vestia calça jeans e uma blusa social listrada por cima da calça.

_ Boa tarde a todos. Eu me chamo Cláudio Garcia. Gostaria de falar com o seu Bruno Ferraz. Qual dos senhores é o seu Bruno?

_ Sou eu. Quem é você?

_ Eu sou o padrasto daquela cobra traiçoeira chamada Daniel.

Bruno ficou espantado. Não imaginava que Cláudio teria a ousadia de aparecer no trabalho do enteado depois de tudo que fizera.

_ Pelo que conheço do Daniel, ele deve ter feito a minha caveira. Mas, eu vim revelar toda a verdade. Será que podemos conversar em particular?

Jonas se mostrou interessado.

_ Eu sou o marido do Bruno. E o Daniel ficou hospedado na minha casa, por isso, tenho todo o direito de participar desta conversa.

_ Claro, senhor.

Isabel levantou e pôs a bolsa no ombro pedindo licença para se retirar. Internamente, ela lamentava, pois estava curiosa.

Cláudio foi convidado a sentar enfrente a cadeira de Bruno. Jonas permaneceu em pé ao lado do marido, encostando as costas na parede com os braços cruzados.

_ Eu conheci a mãe do Daniel quando ele tinha uns 10 pra 11 anos. O nome dela era Luíza.

_ Nome incomum para uma coreana._ pontuou Jonas.

_ A minha mulher não era coreana. Era brasileira. Ela conheceu o pai do Daniel quando trabalhou numa dessas lanchonetes de coreanos. Ele era funcionário do local. Eles namoraram e quando ela engravidou, o cabra voltou para a Coreia e deixou-a com um filho na barriga para criar sozinha. Tanto é que Daniel nem tem o sobrenome do pai.

"Mas, isso é irrelevante...retornando, eu conheci a Luíza e me apaixonei por ela. Era uma mulher incrível, doce, batalhadora...sabe.

Nos casamos e a ajudei a criar o filho psicopata. Fui pra ele como um pai. Logo depois, os meus filhos vieram e a família aumentou.

"Eu abri uma pensão para vender PF e tentar melhorar de vida. Luíza foi minha companheira nessa jornada. Batalhamos muito até melhorar o estabelecimento e ele se transformar num restaurante self-service. Eu não fiquei rico, mas consegui melhorar a situação financeira. Compramos uma casa nova, eu comprei um carrinho e tínhamos condições de bancar os estudos das crianças. Eu e a minha mulher fazíamos questão que os nossos filhos estudassem em escola boa sabe?

"Mas, o Daniel era ambicioso. Olho grande mesmo. Invejava a vida dos colegas ricos e perturbava a mãe pedindo dinheiro para comprar roupas caras e sair com os amigos. Ele queria ostentar uma riqueza que não tinha.

Eu e Luíza não davámos molhe não. O nosso dinheiro era suado demais para pôr na mão do Daniel pra ele torrar com besteiras.

"Para tentar ajudá-lo, eu ofereci um cargo de caixa no restaurante. Assim, ele ganhava um dinheirinho de forma honesta. Tá pensando que o moleque foi grato? Hum! Que nada! O safado me roubou durante três meses! Deu um rombo no caixa que me deixou no prejuízo.

"Quando eu descobri e contei para a minha esposa._ Cláudio pôs as mãos nas pernas e abaixou a cabeça começando a chorar._ Ele teve a maldade de inventar que eu estava abusando dele! Justo eu que sempre o tratei como um filho!

"Levei fama de tarado e pedófilo! Eu juro que nunca faria uma coisa nojenta dessas! E Daniel é bom de lábia! Ele chora, faz cara de coitado e sustenta a mentira até o fim.

"A mãe dele me expulsou de casa. A coitada ficou arrasada e entrou em depressão se sentindo culpada pelo estupro do filho. A família inteira passou a me odiar. "

Cláudio ergueu a cabeça para limpar as lágrimas.

_ Eu perdi tudo. A minha vida acabou.

Jonas olhava para Bruno sério.

_ E a sua mulher?

_ Ela morreu. A coitada não aguentou e acabou adoeçendo. A minha mulher tinha problemas cardíacos e juntou com a depressão. O miserável destruiu a minha vida! Ele me tirou a mulher e a dignidade! Vocês acreditam que ele não derramou uma lágrima no velório da mãe? Daniel é um psicopata. É mentiroso, manipulador, egoísta e não sente empatia por ninguém. Ele é falso. Sabe fingir doçura e ser bom amigo. Mas, não vale nada!

_É, Bruno, não vai ter jeito, você vai ter demitir esse cara.

_ Jonas, a gente tem duas versões: a do Dani e a desse senhor. Não sabemos quem está falando a verdade.

_ Eu estou falando a verdade!

_ O Daniel disse que a mãe se matou e o senhor diz que a causa da morte foi por doença, o senhor tem como provar isso?_Jonas perguntou o encarando nos olhos, tentando extrair sinceridade.

_ Lógico! É só marcar comigo que eu te mostro a certidão de óbito! Eu não tenho o mesmo jeitinho doce do Daniel para falar. Não sei fingir lágrimas, mas as minhas palavras são verdadeiras!

_ Não tem mais conversa, Bruno! Se ele mentiu a causa da morte da mãe, deve ter mentido no resto. Acabou a graça! O Daniel será demitido, ou nós dois teremos problemas quanto a isso.

Daniel entrou na redação, com a câmera pendurada no pescoço e uma mochila nas costas. Havia saído para entrevistar o prefeito.

Seus pequenos olhos se arregalaram quando a colega o disse:

_ Tem um homem que se apresentou como Cláudio lá na sala do Bruno.

Daniel correu em disparada, abrindo a porta com brutalidade. Lançou sobre Cláudio um olhar feroz e gritou:

_ O que você está fazendo aqui, seu verme?!

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Comentários

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Minha teoria é: Diante desse cenário de revelações, o Bruno pode querer demitir o Daniel e então o Daniel chama o Jonas de lado e monta a chantagem. "Se o Bruno me demitir eu conto pra ele sobre a nossa noite!" "Ou vc convence ele de me manter no emprego ou eu acabo com o casamento de vocês!"

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Mds, finalmente A cada vai cair pra esse Lixo de pessoa chamada Daniel falso do crlh.

espero que o Padrasto dele o Cláudio, consiga provar a verdade é que o Dani se ferre logo. Mais ainda sinto que ele possa virar o jogo, tipo pode tentar seduzir o Jonas e fazer o Bruno os flagrar. Só pra ter o gostinho de estragar a vida alheia, como um invejoso que ele é.

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E agora? Quem está falando a verdade? Meu Deus do céu hahahahahahaha

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Eitaaaa!! Certeza o Daniel vai virar o jogo mas, o Jonas está cismado ou querendo se livrar dele logo

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