A Cliente Fiel

Um conto erótico de DGT
Categoria: Heterossexual
Contém 2250 palavras
Data: 26/08/2020 12:06:45

A CLIENTE FIEL

A campainha do apartamento tocou pela primeira vez enquanto eu aprontava os últimos detalhes no espelho do banheiro. Ajeitei cuidadosamente, com a ponta do papel higiênico, o contorno do batom vermelho-sangue. A tela do celular confirmava a pontualidade do horário do Sérgio, 13h30. Detive-me no espelho mais uma vez, checando pela última vez se não tinha algum deslize em mim, deixando-o na espera. O vestido preto, ao mesmo tempo que era confortável, valorizava as curvas do meu corpo. As unhas estavam bem-feitas, acompanhando a simplicidade do restante do modelito. Muito embora, simplicidade não era bem a sensação que me dominava no momento.

O segundo toque da campainha me despertou dos mistos de sensações poderosas que me tomavam. Calmamente, caminhei do quarto até o sofá da sala, aonde me detive pelo instante necessário para abrir o livro num fim de capitulo qualquer, deixá-lo aberto, apoiado na mesa de centro. Ainda que soubesse quem estava do outro lado, espiei a figura distorcida a qual se erguia diante do olho mágico. Jovem, sem barba, com o cabelo aparado cuidadosamente, batendo 1.8 m. Seus braços seguravam três sacolas de papelão da loja na qual trabalhava, a mochila presa nos ombros.

Cuidadosamente, rodei as chaves duas vezes, abrindo a porta.

— Oi, Mia! Vim entregar seus sapatos! — Gabriel exibiu seu costumeiro sorriso, exibindo seus dentes. Encarei seus olhos castanhos brilhosos, resistindo à vontade de retribuir.

— Oi, pode entrar. — Dei espaço para que ele entrasse com as minhas compras. Calculei as palavras na medida em que empregava o tom mais casual possível. — Eu tava terminando o capítulo do livro. Você esperou muito tempo?

— Não, até que não.

— Ah, que bom!

Gabriel depositou os sapatos ao lado da mesa de centro. Ele deu uma olhada rápida no livro, mais uma vez, exibindo o sorriso.

— Já ouvi falar muito bem desse livro. “A casa dos Budas Ditosos”. O que você tá achando?

Pensei na melhor resposta possível. Quando a palavra surgiu em minha mente, encarei seu olhar e transpareci um sorriso breve de canto de boca:

— Libertino. Bom, vou buscar meu cartão ali no quarto.

— Enquanto isso, eu aproveito para ligar a maquininha. — O tom de voz solicito dele continuou, na medida que eu mexia na minha carteira. — Posso afastar a mesa de centro? Só para termos mais espaço?

— Claro. — Eu disse voltando pelo corredor, com o cartão em minha posse.

Embora não fosse do tipo atlético, os braços dele exibiam os músculos, as costas suadas grudavam a camisa, exibindo a silhueta dele por inteira, enquanto ele movia desastradamente o móvel de vidro.

— Aceita um copo de água?

— Sim, por favor!

Rumei para a cozinha, ouvindo os barulhos da maquina de cartão. O balde d’água estava escondido entre os banquetes, fora do campo de visão do Gabriel pela mesa alta de carvalho. A toalha branca enrolava o frasco de sabonete líquido lilás, além de um par de meias de cano alto pretas. Carreguei as coisas até a sala, deixando-o próximo das sacolas com os sapatos, provocando a curiosidade dele. Mais uma vez, voltei para buscar o copo com a água, sentindo seu olhar me acompanhar.

— Então, eu gostaria de experimentar eles. Queria começar pela bota. — Ao dizer isso, sentei-me no sofá, próximo a ele, colocando as meias, erguendo as pernas de tal modo que o vestido escorregasse um pouco, mostrando as minhas coxas. Notei que ele me observava pelo canto dos olhos. Então, sorriu, contente em desempenhar sua função. Buscou rapidamente, na sacola do meio, a caixa. Gabriel ajoelhou-se de frente para mim, tal qual fazia na loja de seu pai, enquanto afrouxava os cadarços da bota preta e curta, checando o tamanho.

— Licença.

Suas mãos tomaram gentilmente meu pé direito, pousando-o em sua coxa esquerda. Com a destreza de quem havia feito aquele movimento inúmeras vezes, Gabriel ergueu rapidamente, enquanto com a outra mão, ele me calçava. Como na loja, a bota servia perfeitamente, o que provocou um sorriso.

— A sensação de um sapato novo entrando perfeitamente no pé arranca o sorriso de qualquer, não acha?

— É muito boa, não vou negar.

Ele terminou de calçar a bota em meu pé esquerdo. Ajeitou os cadarços, amarrando-os. Então, levantou-se, oferecendo a mão para que eu pudesse fazer o mesmo. Em seguida, caminhei lentamente pela sala, fazendo questão de sentir que a perna fazia mais esforço que o usual, por mais banal que parecesse.

— O couro é bastante macio, né? Se um dia você quiser usar ela sem meia, ou com uma meia normal, ele não irá machucar seu calcanhar, fazendo bolhas. É muito bom, você vai ver que vale a pena o preço. — Apenas o encarei, o analisando, mantendo minha expressão neutra. Ele continuou, inabalável, mantendo o tom solícito. — Você ficou linda. Quer que eu tire uma foto?

— Claro.

Como se fosse profissional, Gabriel me clicava com o meu celular, enquanto eu arriscava algumas poses, principalmente aquelas que valorizavam as pernas e mostrassem as botas recém-compradas, alternando também entre um sorriso e uma expressão 43.

— Pode limpar os meus pés? Não queria sujar os sapatos, sabe? — Arrisquei, escondendo qualquer traço de ansiedade por não saber a resposta. Até aquele momento, nem por um segundo pensei que Gabriel poderia dizer não. Ele sorriu sem jeito, surpreso pela proposta. Apertou os lábios, um pouco apreensivo. Temi pela resposta. Considerou por alguns segundos, então:

— Bom, posso sim. — Respondeu, enquanto sorria.

Mais uma vez, sentei-me no sofá, mantendo o alivio dentro de mim. Antes de tomar sua posição, Gabriel pegou o balde, trazendo-o para próximo de nós. Com a ponta do dedo, experimentou a temperatura.

— Você esquentou a água antes?

Apenas assenti, com o sorriso travesso típico da sedução tomando meu rosto pela primeira vez. Ele desamarrou minha bota, puxando-a gentilmente, enquanto com a outra mão, segurava minha panturrilha com firmeza. Repetiu o processo com o mesmo esmero, agora no pé esquerdo. Deteve-se nas meias por alguns instantes. Sua respiração foi ficando mais tensa, tal qual na loja, na primeira vez que me atendeu. Pediu licença, retirando lentamente as meias do meu pé, colocando-as emboladas ao lado, enquanto experimentava pela primeira vez a sensação de admirar meus pés, longe das vistas dos estranhos. Então, os mergulhou no balde, com cuidado, para que a água não esparramasse pelo chão.

Gabriel pegou a toalha branca, ainda mantendo a mesma posição que posava na loja, forrou sua coxa esquerda, buscando meu pé direito cuidadosamente, colocando-o na toalha, para que não se molhasse. Depositou um pouco de sabonete na palma de mãos e começou a acariciar, lavando-o. Seus dedos deslizavam pela planta, de baixo para cima, pressionando e provocando o relaxamento do meu corpo. O esmero dele não o deixou esquecer dos detalhes; limpou o espaço entre os dedinhos, o peito do pé, calcanhar. Enfim, mais uma vez mergulhou meu pé direito, tirando as bolhas que se amontoavam. Depois, o secou cuidadosamente.

Repetimos todo o processo, por mais algumas vezes. A cada vez, mais aumentava a tensão entre a gente. Com a barra do meu vestido subindo perigosamente no decorrer da lavagem, exibindo os joelhos e uma parte das coxas, eu mantinha as pernas abertas o suficiente para que chamasse e dividisse sua atenção, mas ainda que não fosse possível para ele ver. Gabriel, com a calça marcada, de massagem em massagem, ousava; me elogiava, encarando livre e descaradamente meus pés e o tal do vão.

Já não havia mais saltos, nem sandálias, tampouco botas para experimentar. A água já havia esfriado, a toalha encharcada não secava depois de tantas vezes enxugar meus pés. Daqui a pouco, não haveria porquê estar ali. Por isso, finalmente resolvi testar, pela última vez, a tentação. Enquanto Gabriel secava o pé esquerdo, com o direito, comecei a deslizar pelo tronco dele, acariciando-o por baixo de sua camisa, arrancando seus suspiros sinceros:

— É tão macio. — Comentou, tomado pelo desejo, parcialmente amordaçado pelos beijos que distribuía pelo meu pé.

Nosso controle se esvaía rapidamente. Lascivos, Gabriel levava um dos meus pés em sua boca, chupando os dedos, lambendo a planta, enquanto suas mãos ora acariciavam, ora apertavam minhas panturrilhas. Eu o bolinava por cima da sua calça, acompanhando a direção do volume por baixo do zíper, sentindo o calor refletindo em mim.

Aos poucos, Gabriel subia por minhas pernas; primeiro com os dedos, que finalmente desbravavam minhas coxas, provocando arrepios no meu corpo, subindo sem pressa. Com a boca, ora beijava, ora mordiscava, ora lambia.

Quando ele finalmente chegou na altura da calcinha, Gabriel não enrolou. Facilitei a retirada da rendinha preta, levantando as pernas e depois o prendendo entre elas. Ele se debruçou em cima de mim, com os dedos habilidosos começando a me estimular, enquanto me chupava, aumentando a frequência da minha respiração. Minha mão esquerda garantia que ele continuasse aquele movimento que provocava um intenso fluxo de ondas de calafrio, as quais invadiam os nervos do meu corpo, dopando minha sensação sobre o ambiente ao redor. A direita se ocupava de abafar parcialmente, meus gemidos, afinal, ainda era uma quinta-feira à tarde.

Uma vez ou outra, Gabriel erguia seu olhar, sem se distrair em sua missão, mantendo os movimentos, observando a expressão instintiva que modelava meu rosto. Ele não precisava de instrução, sabia que os sentidos do meu corpo já estavam sobrecarregados. Eu já não reprimia os gemidos, apenas deixava apreciava do jeito mais instintivo que podia.

Precisei de alguns minutos para me recompor. Gabriel exibia um sorriso maroto, sentado despojadamente no chão de frente para mim, perdendo-se enquanto me encarava.

— Quer uma água? — Ele ofereceu.

— Quero.

Em instantes, retornou, entregando o copo d’água para mim. Aprumei-me no sofá, aos poucos me acalmando. Gabriel sentou-se bem ao meu lado, ostentando uma postura era de quem havia algo para pedir. Sorri ao imaginar o que era. Observei, mais uma sua vez, a área da braguilha de sua calça; o volume já não estava ali como antes, mas era possível perceber uma mancha. A ideia surgiu de repente, afastando um pouco o cansaço;

— Sabe, acho que o mínimo que eu poderia fazer por você é agradecer, né?

Pousei o copo na mesa de centro e, quando voltei ao sofá, puxei gentilmente o rosto de Gabriel para nosso primeiro beijo. Tinha sabor de menta e bom, mim. Suas mãos me envolveram pelo quadril, me puxando para mais perto dele. De propósito, joguei minhas pernas em seu quadril, apenas esperando as carícias, as quais não demoraram para chegar. Fomos experimentando, conhecendo nossas preferências. No momento que senti que ele estava envolvido, deslizei minha mão direita por sua barriga, pousando diretamente no volume febril. A sensibilidade o fez pular, interrompendo nosso beijo. Eu ri, e continuei:

— Fui muito malvada, né?

— Quase uma tortura. — Uma expressão de fingido sofrimento tomou seu rosto.

— Então, vou mostrar meu lado misericordioso. — Fiz um sinal para que ele se levantasse. Então, abri o zíper, Gabriel tirando sua calça, ficando apenas de cueca. Eu mesma abaixei sua cueca e indiquei que ficasse de frente para o braço do sofá, aonde me ajeitei. Mais uma vez, me deitei, e com os pés, criei espaço suficiente para que ele colocasse seu pênis. Ele começou o movimento, ao passo que eu o acompanhava. O rosto sereno dele começou a exibir aqueles sinais de prazer; o cenho franziu-se, enquanto os lábios encresparam-se. Seu gemido era contido, mas aos pouco se soltava, a timidez quebrada pelo prazer latente que sentia.

Gabriel parou por alguns instantes pela primeira vez, ofegante, como se quisesse prorrogar ao máximo. Respeitei seu momento, mas não por muito tempo. Com o pé esquerdo, eu prendi seu pênis contra sua barriga, enquanto com o peito do pé direito, brincava cuidadosamente com as bolas. Era simples, mas dava para ver que aquilo o deixava louco. Por isso, mantive a provocação até o limite, prestando bastante atenção aos sinais.

Eis que senti que a hora tava chegando. Nos livramos da posição, forrei o sofá com a toalha e coloquei meus pés em cima, ele de frente para mim, eu abraçando minhas pernas.

— Fica à vontade. — Anunciei, para o alívio dele, que podia gozar.

Esperei por breves segundos e sorri quando ouvi o anúncio-gemido de Gabriel, momentos antes do líquido quente cobrir meus dedos.

— Você vai lavar, né? — Indaguei, curiosa para saber a resposta.

— Com todo o prazer.

Depois de, pela ultima vez do dia, lavar cuidadosamente meus pés, Gabriel respondeu o telefone dele, falando provavelmente com o seu pai, dono da loja. Meu celular indicava 15h e um algumas mensagens não lidas.

— Pode deixar, já terminei meu almoço e chego em alguns minutos. Quê? — Ele exibiu um sorriso travesso. — Se a cliente me pareceu satisfeita?

Assenti, completamente satisfeita. Ele sorriu, respondendo animadamente.

— É pai, eu diria que sim. Vou indo.

Gabriel voltou-se para mim, com a maquininha de cartão em mãos, além de dois papéis dobrados e uma caneta presa pela tampa. Tomei os papéis, assinando-os, enquanto ele configurava.

— Crédito?

— Sim, três vezes, por favor.

Tirei o cartão da capinha do celular, entregando-o para ele. Gabriel sorriu, continuando sua venda, mostrando para mim a máquina. Confirmei o valor, digitei a senha e esperei o envio da via por SMS.

— Bom, como sempre, foi um prazer te atender, Mia.

Gabriel me puxou para mais um beijo. Eu o saboreava, enquanto ele me prendia contra o portal aberto, evitando sua saída.

— Olha, a loja vai fazer daqui a duas semanas uma promoção. Se quiser dar uma passada lá. Posso te mandar as fotos dos saltos e sandálias.

— O vendedor pode vir entregar?

— Claro. Tudo para garantir a satisfação da nossa cliente.

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Comentários

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Já li vários contos merdas mais esse está de parabéns !!! Perdi meu tempo lendo essa merda até a metade

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