Projeto A.D.A - Capítulo 2 - Doutora Mila Virtanen

Um conto erótico de Bruna Camila
Categoria: Heterossexual
Contém 1386 palavras
Data: 09/08/2020 21:11:22
Última revisão: 11/08/2020 09:48:58

Capítulo 2 – Doutora Mila Virtanen

Depois o Agente Louis me apresentou a minha equipe de cientistas.

- Este aqui é o seu time de cientistas. Químicos, físicos, biólogos e outras áreas correlatas. Os únicos que não estão presente são os da equipe médica.

- E eu imagino que seja porque a ala médica é separada para casos de emergência?

Luis pigarreia com um leve nervosismo e diz.

- Também por isso. Mas eles também são da sua equipe. A questão é que eles atualmente estão ocupados.

Ocupados?

E antes que eu pudesse perguntar com o que eles estavam ocupados, uma menina branca ruiva e com muitas sardinhas no rosto se aproxima.

- Aproveitando a deixa porque eu tenho que lidar com os meus afazeres de segurança no perímetro. Doutora Simon, esta é a doutora Mila Virtanen, ela é finlandesa e uma biólogo especialista em Parasitologia, ela era a gestora temporária deste setor de pesquisa até a sua chegada.

E eu comprimento aquela jovem, internamente eu estava muito feliz de ver outra mulher como pesquisadora ali.

- É um prazer, doutora Mila.

- Pode me chamar só de Mila.

Com um cabelo vermelho curto e oval ela tinha dito isso enquanto com uma mão segurava uma prancheta e com a outra ajeitava seguidamente os óculos.

(A Doutora Mila Virtanen)

- Bom, como eu disse antes, tenho que subir e adiantar o meu trabalho. Espero que vocês se deem muito bem uma com a outra. Até breve!

E eu fico então sozinha com a Mila. Por algum motivo eu sentia que o Agente Louis saiu porque queria evitar responder alguma coisa.

- Chefe, gostaria que eu fizesse um resumo do Projeto A.D.A?

- Claro. Mas não precisa me chamar de chefe. Pode ser só Simon mesmo.

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A Mila me leva por todas as instalações de pesquisa e sai contando a história de como o laboratório e a base foram construídos e qual foi o avanço que eles tinham feito até ali.

- Quando eu fui chamada aqui foi parecido com como deve ter sido feito com você. Eu recebi esta proposta do governo francês de uma pesquisa super confidencial. E ao chegar não havia uma ala médica ou de pesquisa. Tudo que se tinha era um complexo militar feito e construído, envolta do espécime A.D.A.

Mila aponta e eu vejo o espécime desconhecido rolando no chão e fazendo uns grunhidos que lembrava os de um gato, dentro de uma jaula quadrada de vidro blindado e aço reforçado.

- Entendo. E lhe foi passado detalhes de como eles encontraram ou se depararam com esse espécime?

- Só o que eu precisava saber. De acordo com o Louis e os outros oficiais, o espécime A.D.A foi visto pelo litoral próximo do Canal da Mancha. O governo francês abafou os vazamentos de imagens de curiosos e descobriu que a trajetória da A.D.A era da Inglaterra direto para a França. E perto deste parque de reserva ela foi capturada e a base foi construída.

- Compreendo. Mas porque então ela não foi movida?

Mila ajeita nervosamente os óculos.

- Bom... Eles tentaram... Mas a A.D.A resistiu e acabou ferindo um sargento próximo. Esta gaiola foi construída em volta dela, e não o inverso. Ela nunca foi ‘capturada’ no sentido estrito da palavra.

- Foi a base e o laboratório inteiro que foram feitos envolta de onde ela estava.

- Exato.

- E ela já tentou sair?

E com a mão tremendo de medo e quase derrubando o óculos no chão a doutora Mila Virtanen responde.

- Não. A jaula dela foi reforçada com muitas camadas de aço balístico e de alta liga e o vidro também foi feito com uma espessura de blindagem tão absurda que pararia um disparo de canhão em seu primeiro tiro. Mas não temos ideia se será suficiente ou não caso o espécime se torne agressivo.

Agora eu compreendia melhor.

Eram um bando de militares e cientistas assustados e tomando diversos graus de precaução e segurança porque não tinham ideia da origem, características e capacidades daquele ser desconhecido de codinome A.D.A.

- Mila, agradeço pelas suas informações. Não estou questionando a sua formação. – Ela tinha me passado o currículo dela na prancheta e eu estava lendo. – Sua formação é invejável. Mas até agora eu não entendi por que eles chamaram uma parasitóloga.

Ao invés de responder ela pega um celular e checa o horário.

- Daqui a uns 5 minutinhos você irá entender. A ora da refeição da A.D.A se aproxima.

E esperando estes minutos eu sento em uma cadeira de um dos lados das quatro paredes de vidro que compunham a gaiola da A.D.A, e preparo o meu café.

E então uma pequena comporta de aço no teto abre e uma sirene toca.

E em seguida uma ovelha aparece com um gancho robótico enorme da ABB.

O braço solta o animal que despenca lá embaixo, só preso por um cabo de aço fixado na pata do animal. Mas eu não entendi por que o cabo não estava retesado ou esticado, seu comprimento era bem maior que a distância até o teto e estava jogado no chão.

- Eles não podem descer com calma a ovelha porque a A.D.A pula muita com aquela cauda forte dela, o espécime poderia tentar fugir pela saída do teto. – Explica a Mila.

- Mas e o cabo de aço? Por que não soltaram só?

- Calma, você vai entender o porquê.

E um pouco assustada eu vejo aquela ovelha com a pata quebrada gemendo de dor em uma tentativa de ficar em pé.

- Mé!! Mé!! Mé!!

A A.D.A parece que nota a presença finalmente do animal ou só se importou agora, e então ela começa a circular em volta do ovelha como uma predadora.

- E lá vamos nós, observe com atenção, doutora Simon.

E imaginava que ela fosse dilacerar o animal e sujar a gaiola inteira de sangue e carne.

Mas ao invés disso a cauda dela abraça e enrola a ovelha como uma cobra albina e eu escuto todos os ossos do pobre animal estalando e sendo quebrados com o aperto potente da A.D.A. O espécime então se projeta para a frente e engloba todo o animal, e só de relance eu consegui ver uma cadeia de dentes enormes como os de um tubarão.

E como se ela fosse aquele monstro do Alien que agarra a cara das pessoas e coloca os seus ovos em seus estômagos, eu só consigo ver as costas da A.D.A com aquele corpo molenga branco e cheio de veias vermelhas abraçando toda a ovelha.

- Mé!! Mé! Mé. Mé... Me... M...

E eu escuto só um som abafado de algo sendo engolido e do corpo da A.D.A se mexendo como o movimento peristáltico de um intestino digerindo.

- Mas o que ela está fazendo?

- Deixa ela terminar e você entenderá.

Alguns segundos depois ela solta a ovelha.

E eu vejo um animal todo mumificado e sem sangue.

- É por isso que eu estou aqui, doutora Simon. O comportamento dela é como o de um parasita externo sanguíneo, similar a piolhos ou carrapatos, mas na figura de uma fêmea humanoide alienígena molenga e branca como sorvete de baunilha. Ela apenas se alimenta de enormes quantidades de sangue diárias, assim conseguimos mantê-la calma.

E eu escuto um som de uma bobina enorme fora do ambiente e o cabo de aço passa a ser puxado e retira a carcaça seca da ovelha para cima e a comporta abre só um pouquinho, o suficiente para o cadáver sair da jaula e a comporta ser fechada.

E nenhum sinal de sangue no chão; no corpo ou na boca do espécime. E a A.D.A fica a lamber o vidro e balançar a cabeça. Parecia uma alien fofinha e travessa, se eu não tivesse visto o que ela tinha feito alguns segundos atrás.

- Mila.

- Sim?

-Amanhã eu quero ver o sargento ferido. Depois dessa eu só quero descansar por hoje.

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- Relatório Pessoal Nº2: A.D.A parece apenas se alimentar de sangue. O espécime se alimenta de três ovelhas por dia a cada 8 horas, isso parece acalmá-la. Além disso não temos noção da extensão de sua força. Uma nota interessante é a falta de marcas de sangue, sua pele deve também absorver o sangue de suas presas.

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Comentários

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Adoro quanto a história é bem escrita, como a sua, parabéns!

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Simplesmente perfeito e é claro cheio de detalhes e minucias, este nivel de informações é simplesmente incrível gosto muito do que leio, e o mais importante,curiosidade imensa sobre o que virá

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Vou dar uma lida sim. Já que é a origem, me deixou curioso. Caso tenha um tempinho livre dê uma lida nos que eu tenho publicado aqui também. :)

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Foi inspirado um pouco. Caso queira ler A Deusa Taweret, a origem de A.D.A está ali. Mas fico feliz que estejam gostando ^^

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Senti uma inspiração em Jurassic Park nessa cena da ovelha. Continuo instigado a querer ler mais com tanto mistério. Por favor, continue.

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Espero que tenham gostado, para mais, como sempre, pelo meu e-mail

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As fotos da Doutora Mila e também um uma comparação de altura da Simon, Mila e ADA está na pasta do Projeto A.D.A

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