Uma dose de conhaque – parte 3

Um conto erótico de 50ãoRala&Rola
Categoria: Homossexual
Contém 1999 palavras
Data: 11/06/2020 22:20:06
Assuntos: Anal, Gay, Homossexual, Oral

Três meses se passaram desde que conheci Vado e nossa rotina era a mesma, dia sim, dia não, ele me encontrava ao final da tarde, me pegava na faculdade e me levava para casa. Namorávamos, jantávamos alguma coisa que eu preparava ou, uma vez por semana, ele me levava em algum restaurante para comermos. Depois voltávamos para casa e dormíamos juntos. O sexo estava cada vez melhor pois aprendemos o que dava prazer um ao outro e nos dedicávamos a isto durante nossas relações.

Porém comecei a ter uma sensação de que aquilo estava começando a naufragar, Vado era um homem caseiro e eu percebia que ele precisava de comprometimento, estabilidade e constância, não somente algumas noites de namoro segredo por semana.

Eu também estava preocupado, aqueles encontros viraram um namoro e eu não tinha certeza de como ia terminar, na verdade eu achava que tudo ira terminar muito mal. Além disto tinha minha mãe, a pessoa mais importante do mundo para mim, apesar de que o Vado se aproximava desta posição rapidamente.

Então tive uma ideia e criei uma situação para fazer com que ele conhecesse a minha mãe. Aproveitei uma noite em que ela estava de folga do hospital e, falei que ia levá-la para comer uma pizza, pois ela merecia.

Falei para o Vado aparecer no restaurante e inventasse uma história para que minha mãe o conhecesse. Ele não gostou nada da ideia mas eu o convenci:

- Mas, Jonas, que desculpa darei?

- Diga que me reconheceu da faculdade, eu participei de um processo para conseguir um desconto na bolsa de estudo e você me ajudou, visto que presta serviços advocatícios para a secretaria. Minha mãe é uma pessoa muito boa e um tanto ingênua, tenho certeza que ela irá acreditar se souber que você ajudou o filho dela de alguma forma.

Assim fizemos, ele aceitou e aconteceu conforme o planejado. Eu estava na mesa do restaurante com a minha mãe aguardando o garçom e ele passou por nós, parou e falou:

- Você é o Jonas, não é?

- Olá dr. Osvaldo! Sou eu mesmo. Que prazer encontrá-lo aqui. Mamãe, o dr. Osvaldo trabalha para a faculdade e me ajudou a aprovar meu pedido de desconto na bolsa de estudo. Creio que se não fosse pela gentileza do doutor, eu não conseguiria estudar lá.

- Não foi nada de mais, os papéis estavam corretos, somente a forma de apresentá-los não estava adequada, eu só montei o quebra-cabeças necessário para a aprovação.

- Muito prazer em conhecê-lo, doutor, obrigado por nos ajudar.

- O prazer é meu, senhora. Estou sempre à disposição.

- Me chame de Alice, por favor.

- E a senhora me chame de Osvaldo ou, se preferir, Vado como meus amigos me conhecem.

- Não quer jantar conosco, Osvaldo, é o mínimo que podemos fazer para agradecer.

- Aceito com prazer! Será ótimo ter companhia. – Se virou para minha mãe e falou, estou viúvo há seis meses e a solidão tem sido minha companheira.

- Sentimos muito, Osvaldo. E vocês tiveram filhos.

- Não, hoje me arrependo pois queria muito ter um garotão com o Jonas só para eu cuidar. – Me deu um frio na espinha, aquela foi uma provocação, esperava que fosse verdadeira, pensei comigo mesmo.

Então Vado complementou:

- Tudo bem, já sofri o que tinha que sofrer e, agora, quero somente seguir em frente.

- Pois acabou de conseguir dois amigos para te auxiliar. – Respondeu minha mãe. Eu achei que estava tudo indo bem, não via a hora de perguntar ao Vado o que achou de minha mãe e vice-versa.

Então jantamos, conversamos e rimos, o Vado foi muito gentil e parecia estar entusiasmado pelo encontro. Ao final fez questão em nos levar até em casa. Quando chegamos no carro, Vado abriu a porta do acompanhante para minha mãe e eu me sentei no banco de trás. Não gostei muito, queria eu estar ao lado do homem mas, seguindo o protocolo, ele fez tudo como deveria.

Nos deixou em frente de casa e se despediu dizendo que gostaria de fazer isto de novo e minha mãe falou:

- Claro, quem sabe no próximo mês! E saiu. – Eu desci do carro e dei-lhe a mão agradecendo e ele falou:

- Não por isto, gostei muito do encontro. – E deu uma piscada discreta de olhos.

Entramos e vi que minha mãe estava animada:

- Que noite ótima, Jonas. Devíamos fazer isto mais vezes.

- Que bom que gostou, o dr. Osvaldo foi muito atencioso.

- Não se fazem mais homens como o Osvaldo, Jonas. Hoje em dia os homens só querem se aproveitar da gente, usar e jogar fora. Sorte da mulher que o conquistar.

- Mamãe, nunca te ouvi falando assim. – Falei com uma expressão de surpresa no rosto. Ela me encarou e percebeu que eu estava zombando e ambos caímos na risada.

- Acho que sua mãe bebeu um pouco a mais hoje, vou dormir.

Ela foi dormir mas eu fiquei vendo um pouco de TV. Quando fui me deitar passei em frente da porta de seu quarto e ela estava gemendo baixinho e notei que, embaixo do lençol, ela se masturbava. Levei um susto. Ela gostou de Vado mais do que eu esperava.

No fim da tarde seguinte lá estava Vado, me esperando para me levar para casa. Mal deu tempo de fechar a porta e ele me atacou, chegou por trás me encoxando e beijando meu pescoço. Tentou tirar minha roupa e eu falei que precisava tomar uma ducha antes, ele respondeu:

- Vou com você! Lá ele tirou sua roupa e a minha, esfregou todo o meu corpo e, enquanto me enxaguava, começou a mordiscar meus mamilos, depois me virou de costas e enfiou sua língua no meu traseiro. Parecia estar enlouquecido.

Então eu me sentei no vaso sanitário para fazer uma limpeza retal, aquilo o deixou mais excitado ainda pois sabia por que eu estava fazendo aquilo. Ele segurou seu pau duro com a mão e se aproximou da minha cabeça, eu engoli o membro enquanto ele segurava a minha nuca, começou a meter aquilo na minha boca, me fazendo engoli-la por inteiro, depois de um tempo parou e falou, quero terminar isto na cama.

Nos enxugamos e eu fui para a minha cama e me deitei de barriga para cima, ele se deitou em cima de mim e começou a me beijar enquanto esfregava seu pau entre minhas pernas, cutucando meu saco. Ficamos assim um tempo até que eu abri minhas pernas e ele se ajoelhou e terminou de ergue-las, iniciando o coito, aos poucos dobrou minhas pernas, fazendo com que minha bunda se erguesse mais, era a famosa posição “frango assado”, foi a primeira vez que ele me fodeu nesta posição. Ele se deliciava com meu traseiro enquanto eu me masturbava. Gozamos desta maneira, ele dentro de mim e eu lavando sua barriga com meu leite. Em seguida descansamos um pouco.

Bom! – Falei para ele. – Ficou tarde para fazer um jantar e eu não estou com a menor intenção de sair, quer um sanduiche? – Ele fez um sinal afirmativo e eu fui para cozinha voltando com dois baurus, dois copos de coca-cola e duas porções de manjar branco que eu havia feito no dia anterior.

Comemos e ficamos ali, pelados na cama, eu com a cabeça em seu peito acariciando a barriga e ele brincando com meus cabelos. Ele então começa a falar:

- Adorei sua iniciativa de me apresentar à sua mãe, ela é uma mulher sensacional, não entendo por que não se casou!

- Ela tinha que cuidar de mim, Vado, por isso não se casou.

- Você tem que cuidar bem dela sempre, Jonas, ela é muito boa para você! – Então eu falei:

- Você me ajuda?

- Como? Vai dizer para ela de nosso namoro? Ela vai guardar segredo?

- Osvaldo, ela gostou de você, notei claramente isto ontem. E sei que você também gostou dela.

- O que está propondo, garoto? – Vado fez uma cara de quem não estava gostando do caminho da conversa.

- Olha, Vado, eu te apresentei a ela pois queria que ela te conhecesse e gostasse de você, pois a aprovação dela é importante para mim, ao mesmo tempo queria que você gostasse dela também. Mas durante o jantar eu vi que vocês poderiam se casar, você seria o companheiro dela, e o meu também!

- Você está louco, Jonas! – Osvaldo se levantou e ficou me olhando.

Eu o peguei pela mão e fiz com que ele se deitasse novamente.

- Calma, Vado! Somente faremos se você concordar. Mas eu acho que ela se interessou por você e, não me engane, você também se interessou por ela, ela é uma mulher bonita, elegante e atraente, percebi seus olhares. Pense bem, se vocês se casarem, você dormirá com ela uma noite sim, uma noite não, fazendo a mesma coisa comigo. Você poderá satisfazer seus desejos das duas formas e terá uma esposa para apresentar à sociedade. Não é tão estranho assim, tem casamentos de fachada muito piores.

- Vado ficou em silêncio um tempo, então se virou para mim e, enquanto acariciava meu traseiro, falou para mim:

- Me conte mais deste seu plano. – Eu o beijei e o satisfiz mais uma vez, o mesmo ocorrendo pela manhã seguinte.

Então na semana seguinte minha mãe chega e me fala:

- Sabe quem estava no hospital hoje, o Osvaldo, ele foi lá visitar um amigo enfermo e me encontrou pelo caminho. Ele me convidou para sair novamente.

- Que legal, dona Alice! Sinto cheiro de romance no ar. E quando será?

- Hoje. Preciso correr para ficar bem bonita! – Ela olhou para mim enrubescida e disse:

- Ih, falei de mais!

- Tudo bem, mas vá com calma até saber suas reais intenções.

- Filho, eu nunca te falei mas vivo sendo assediada pelos médicos do hospital e da clínica, eu sei como manter um homem em seu lugar. – E eu pensei: “Eu conheço o Vado e não resistir ao primeiro encontro” e ri para mim mesmo.

O plano parecia estar funcionando, minha mãe teria um marido para cuidar dela, Vado teria uma esposa para apresentar aos amigos e para a sociedade, e eu teria o Vado na minha cama, com uma facilidade ainda maior.

Ele passou em casa para buscá-la, como a maioria das mulheres, ela estava atrasada e eu pedi ao Vado para entrar. Ele entrou meio sem graça e falou:

- Situação estranha! – Eu perguntei:

- Não quer sair com ela?

- Sim, quero, mas e você?

- Estou bem, pois faço parte da história. – Ela chegou e ele disse:

- Não se preocupe pois cuidarei bem da sua mãe.

Eu respondi:

- Não façam nada que não faria. – Eles saíram meio sem graça e eu ri e pensei: “Até que eles formam um belo casal”.

Resumindo, ela voltou de madrugada, no dia seguinte foi trabalhar muito contente. Vado veio a tarde e disse que adorou minha mãe. Então começaram a sair uma vez por semana e Vado já a saldava com um beijo quando chegava. Em breve me levaram para jantar e o Vado falou:

- Jonas, quero pedir a mão da sua mãe em casamento.

- Bom, Vado, eu imaginava que o motivo da comemoração era esse. Desejo que sejam muito felizes.

Casaram-se depois de 3 meses, Vado reformou nossa casa e eu passei para o quarto da minha mãe e eles ficaram com o meu quarto no fim do corredor, agora transformado em suíte. O casamento foi bem íntimo, como devem ser as cerimônias, utilizaram uma capela toda enfeitada com flores. Vado muito elegante em seu terno, minha mãe também muito bonita num vestido discreto. Além de mim, duas ou três amigas da minha mãe e a mesma quantidade de amigos do, agora, meu padrasto.

Saíram em lua-de-mel por uma semana e eu fiquei com a casa só para mim. No 2º dia, quando eu saía para a faculdade, um garoto bate em meu portão e me entrega um bilhete. Era do seu Manoel, do Bar onde conheci Jonas. Me mandando ir lá no final do dia. Fiquei imaginando do que se tratava pois soou como uma ordem, não como um pedido. Bom, no final do dia eu saberia.

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