A Primeira Vez a Gente Nunca Esquece

Um conto erótico de Fênix
Categoria: Homossexual
Contém 5506 palavras
Data: 23/08/2019 15:35:44

Primavera

Lucas Silva, 16 anos

Outubro de 1997.

Na nossa chegada a São Paulo, tivemos que nos hospedar na casa da minha tia. Por ora, minha mãe a ajudaria nos afazeres domésticos. Já o meu pai, trabalharia com o marido dela na marmoraria. Como o espaço que dispúnhamos era pouco, eu tive que me alojar lá pelo cafofo do meu primo, que ficava no mesmo quintal. O Ricardo era muito além do comum, alto e encorpado; nunca botou seus pés numa academia. Seus músculos eram esculpidos ao natural por conta do esforço de tocar adiante a sua oficina mecânica, que tomava toda a frente da propriedade. A sua especialidade era montar motores automotivos. Como vivia de cara pra cima, cheguei a ajudá-lo algumas vezes, sempre repassando alguma peça ou chave. Costumava usar uma calça camuflada do exército, o que deixava em evidência as suas pernas grossas, tão bem como o volume generoso da sua cueca. O cara fazia a linha pegador, do tipo safado incorrigível. Não muito raramente, era possível ver o pau meia-bomba marcando o tecido esverdeado, fazia curva na cintura, levantando o cós da calça. Eu me deliciava com aquilo. Perdi as contas de quantas punhetas bati na hora do banho em homenagem a ele.

Devido a sua idade, cerca de 35 anos, eu o via mais como um tio do que primo. A seus olhos, eu não passava de um viadinho que tinha acabado de chegar da Bahia. Não que eu fosse muito de dar pinta, mas também não era do tipo machão. Bastava um olhar mais atento para saber que o que eu curtia mesmo era a bela de uma rola. Eu era novo na época, mas já sabia o que era bom. Não era o cara mais experiente do mundo, porém já trazia alguma coisa na bagagem. Cresci fazendo troca-troca com os meninos da rua, a maioria alguns anos mais velhos. Íamos para o matinho ou para detrás de casa, e lá eu masturbava e chupava o pau deles. Uns três ou quatro bem que tentaram me penetrar, mas sem sucesso. O que considerava uma pena. Pelo menos, até acontecer o que aconteceu. A minha primeira vez foi inesquecível, como tem que ser.

O plano inicial era passarmos apenas umas poucas semanas por ali, só até as cosias se ajeitarem. O problema é que não deu muito certo. As cosias demoraram um pouco a se ajeitar e a gente foi ficando. Logo a nossa estadia se estendeu a meses. Dizem que a intimidade é uma droga. Que nada. Conforme os dias iam passando, a minha obsessão pelo meu primo aumentava. Não tardou para que ele se transformasse no meu sonho de consumo. Eu não sei qual era o desejo dos outros garotos da minha idade, mas o meu era dar para um homem-feito, um macho de verdade; sentir uma tora grande, grossa e dura latejando dentro de mim. Sempre sonhei com isso, ser socado por paus mais velho e experientes; de preferência, que já tivesse entrado e saído de muitas bucetas, ou feito filhos até.

Meu primo quase não parava em casa. Trabalhava o dia todo na oficina e, à noite, assistíamos um pouco de televisão, qualquer coisa que envolvesse mulheres dançando seminuas e uma boa dose de erotismo. Nos finais de semana, ele tirava toda a graxa da oficina num banho demorado, se arrumava todo e saía para “caçar”, sempre na companhia de seu amigo Cunha, uma variante bastante pornográfica do melhor estilo Tico e Teco e Os Defensores da Lei. Já eu, estudava de manhã e, depois da lição, passava a tarde inteira fazendo um monte de nadas. O muquifo dele era pequeno, apenas dois cômodos. Não tinha cozinha, as refeições eram feitas na casa da minha tia. Na hora de dormir, jogava um colchão na sala e por lá ficava.

Sei que essa nossa rotina me rendeu algumas experiências bem gratificantes. Certa feita, ele entrou no banheiro para tirar a borra preta dos carburadores e esqueceu de pegar a toalha. Eu estava bem de boa no sofá, assistindo televisão. Ao invés de berrar pedindo para eu ir levá-la, saiu do banheiro peladão e foi buscá-la no quarto. Eu abri a boca e arregalei os olhos quando o vi cruzar a sala, sacudindo entre as pernas aquele pauzão enorme. Estava mole e todo molhado; duro dava uns 20 cm de pura gostosura. Sei disso não porque me medi, infelizmente não tive essa oportunidade, mas porque ele vivia se gabando. Dizia que as mulheres adoravam chupar e, sacana que nem ele só, lamentava o fato de sempre vê-las se engasgando ao tentar engoli-la. Até imagino, a garganta tinha mesmo que ser muito profunda. De qualquer forma, dá aqui pra mim que eu tento, morro mas consigo enfiar esse mastro todinho na minha boca.

O safado já voltou do quarto se secando, parou bem diante de mim, a poucos metros do sofá. Curvou-se um pouco e passou a toalha pela virilha pentelhuda, enxugando o saco.

— Tá olhando o quê, seu viadinho de merda? — Eu estava nervoso demais para poder falar. Ricardo também não esperou pela resposta. — Nunca viu uma pica desse tamanho, não?

Não, eu nunca tinha visto. Pelo menos não assim, ao vivo e a cores. E isso porque estava mole, o gigante estava adormecido. Continuei olhando, até que tentava, mas simplesmente não conseguia desviar os olhos daquela jeba. Com a boca cheia d’água, por muito pouco não derramei um rio de baba. Ele continuou lá, se secando. Percebi que o seu pau deu uma leve endurecida, ficou meia-bomba. Fiz um grande esforço e apenas neguei com a cabeça.

— Já pensou, um desse daqui todinho no seu cu? Pensa no estrago que ia fazer.

Eu não disse nada, não sabia o que dizer. O cara era um desses héteros inveterados, vivia fazendo comentários preconceituosos e piadinhas homofóbicas. Verdade seja dita. Tudo o que eu mais queria era tentar sorte, ver se aguentava. Deixar ele me comer, fazer o estrago de que tanto falava. Ricardo adorava uma boa putaria, tanto na teoria quanto na prática. E vê-lo falar tão abertamente de sexo, era algo que muito me excitava. Corpo grande, rola descomunal, boca suja e vocabulário chulo. O conjunto perfeito da obra. Só de imaginar eu ia à loucura. O problema era que as chances de rolar alguma coisa entre nós eram escassas, isso para não dizer quase nulas. Para minha grata surpresa, era nisso que eu acreditava. Meu primo era pervertido demais para dispensar um buraco apertado, estivesse ele na bunda de uma mulher ou de um homem. Segundo o próprio me disse, gozar dentro era melhor do que gozar fora, e bater punheta era um desperdício de porra. Certo estava ele. Por que jogar no ralo se podia dar a alguém pra beber? Desse jeito, ninguém choraria pelo leite derramado.

Em todo caso, nesse fim de tarde, ficou só nisso mesmo. Ele foi para o quarto, quando regressou à sala, já estava vestido. Minutos depois, subimos para casa da mãe dele, jantamos e ele saiu. Era noite de balada e eu não voltaria a vê-lo até o domingo de manhã. Aproveitei a solidão para me acabar no cinco contra um. Repassei toda aquela cena na minha cabeça; gozei tantas vezes que me senti desidratado. Desnecessário dizer o que imaginei.

Vez e outra, Ricardo levava alguma minazinha pra casa. Arrastava a piranha pro quarto e sentava a rola sem dó. De longe, cá do meu canto na sala, só se ouvia os gemidos. Ele gostava de se exibir, devia adorar a sensação de estar sendo observado. Ter consciência de que eu, provavelmente, estava escutando tudo, servia apenas para deixá-lo ainda mais selvagem. A pegada, já forte em seu normal, tornava-se ainda mais bruta. Certa noite, vi quando a sua marmita deu um piti, foi um show daqueles. Reclamava porque ele, na hora de ele gozar na sua cara, acabou esporrando longe e pegou no seu cabelo, o que a obrigaria a tomar um banho e lavá-lo. Garota idiota, eu deixaria ele gozar até dentro do meu olho se ele quisesse; gala deve ser bom pras vistas. Logo, os dois passaram pela sala rumo ao banheiro, beiraram o colchão onde eu fingia dormir, ambos pelados. Não deram a mínima para a minha existência.

Foi numa dessas noites que a minha vez finalmente chegou. Aquela era a minha grande chance e eu tinha que ser muito idiota para desperdiçá-la. A madrugada já ia alta quando a porta se escancarou e os dois atravessaram a sala, meu primo e Cunha, o amigo dele. Me remexi no colchão e afastei a coberta. Conversavam alto e davam risadas, estavam visivelmente bêbados. A noitada tinha dado com os burros n’água. O prêmio de consolo eram as latinhas de cerveja que traziam numa sacola. Como não tinha geladeira na casa de baixo, teriam que beber antes que esquentassem. Ricardo foi logo tirando os tênis, que jogou a um canto. Fez o mesmo com a camisa. Em seguida, desafivelou o cinto e triou a calça. Estava bastante à vontade quando pisoteou o colchão e foi se lançar no sofá; deitou-se com as mãos embaixo da cabeça e as pernas bem abertas, o que me permitiu contemplar o volume na cueca branca. O tecido jeans da calça de Cunha também exibia um certo relevo. Tinham saído à caça, mas, desta vez, não tinham conseguido nenhuma presa na balada, o que significava que as mamadeiras estavam cheias, e eles com muita vontade. Se eles quisessem me usar para se aliviarem, eu não ligava nem um pouco. Se só tem tu, vai tu mesmo. A lei é essa.

— É viado é essa porra aí, Cunha — disse meu primo, estendendo a mão para receber a lata de cerveja que lhe era endereçada. — Não gosta de mulher não.

— Quem é viado é tu, e fica posando de machão — me defendi.

Cunha, que pisava o colchão estirado no chão, recuou pela sala e pôs-se a me olhar. Deu um gole na cerveja. Contudo, não sede que ele sentia, mas tesão. Pude perceber isso quando enfim falou, sua excitação era tanta que a voz soou carregada de desejo.

— É mesmo? — Seus olhos se mantinham fixos em mim, embora se dirigisse a meu primo. — E tu já comeu?

— Aí não aguenta rola ainda não. É novinho demais.

— Guenta, pô. Aí que é bom. — Ele baixou a latinha de cerveja. Com a outra mão, passou a acariciar o pau por cima da calça. Salivando, eu acompanhei cada gesto. — Tu gosta de rola, moleque? — Olhei de um para outro, sabia exatamente o que dizer, mas me faltava coragem. — Se gostar, fala logo, aproveita. Porque tem duas aqui bem grande só pra você.

Quem cala consente, então eu tratei de ficar caladinho. Só observando. Estirado no sofá, meu primo ajeitou a rola mole dentro da cueca, e antes de soltá-la, deu uma boa apertada na cabeça. Aquilo tudo estava me deixando muito louco. Parecia um sonho, um daqueles que eu costumava ter entre as paredes do banheiro, debaixo do chuveiro. Já nem conseguia mais raciocinar com clareza. Se aquilo fosse algum tipo de pegadinha, uma daquelas brincadeiras bem sem graça, eu ia cair feito um patinho. Mas não, algo me dizia que aquela sacanagem toda não era apenas para testar a minha masculinidade, tirar a prova dos noves fora. Eles estavam ali carregados de tesão e iriam me comer gostoso na primeira bobeada que eu desse.

— Tu já botou um pornozão aí pra ver, Ricardo?

— Não, ainda não.

Meu primo se sentou no sofá, colocou a latinha de cerveja no chão, arrastou uma caixa de papelão que ficava atrás da estante e começou a vasculhar. Ele tinha uma verdadeira coleção de filmes pornô. Pegou uma fita qualquer e enfiou na bandeja do videocassete. Deitou-se novamente, agora com o controle remoto na mão. Na tela chuviscada da TV, uma loira bem peituda estava de joelhos, mas não para rezar. Só faltava rasgar os cantos da boca, numa tentativa frustrada de colocar dois caralhos enormes no fundo da garganta. Seus olhos até lacrimejavam.

Cunha olhava pra televisão assim como eu, também aguava. O polegar em riste coçava o cós da calça, empurrando para baixo um pau cada vez mais duro.

— Tu já viu um desse daí? — Quis saber.

— Lógico, várias vezes.

A pergunta não era de um todo injustificada. Na década de noventa, não era tão comum encontrar pornografia dando sopa por aí, ainda mais no interior da Bahia. No máximo, um colega mais velho trazia para o time de amigos folhear alguma revista roubada, normalmente tirada de debaixo do colchão do pai, que era passada de mão em mão enquanto todos se entregavam àquela punheta grupal, a nossa primeira noção de orgia. Sempre rolava um “pega no meu que eu pego no seu” depois, seguido pelo famoso “dá só uma chupadinha”. Confessos que eu gostava demais. Prestes a entrar na idade adulta, as picas deles eram bem maiores que a minha.

— Tem coragem, Ricardo? De sentar a rola nele?

— Oxe, nóis come. — Meu primo se virou para mim e, ainda sentado no sofá, puxou a barra da cueca de canto, permitindo que o pau saltasse para fora. Com o corpo curvado, a cabeça rosada do seu cacete batia quase na boca do estômago. Uma das picas mais lindas que eu já vi. Quase não tinha veias à amostra; era reta e bastante encorpada. Pulsava, balançando de um lado para outro frente à barriga, como se me chamasse. — Tu aguenta uma rola no cu, moleque?

— Oxente, não aguento o quê?!

— Ói, ele quer, Ricardão.

— Se vê que não vai aguentar, nem começa. Depois não vem querer arregar não, que vai levar fumo no cu de um jeito ou de outro.

Cunha ainda apalpava o volume na calça quando apontou para a televisão.

— É pra fazer igual ela. Olha aí pra tu aprender.

Fiz o que ele pedia. Via a atriz pornô se engasgar com a pica entalada na garganta enquanto masturbava o outro ator, quando Cunha se aproximou de mim, desfivelou o cinto, rompeu o botão, baixou o zíper e baixou a cueca. O pau saltou para fora da abertura no jeans, fazendo sombra na minha cara. Pus-me de joelho e me arrastei pelo colchão, acercando-me daquela vara. A timidez era muita, mas não me fiz de rogado. Segurei o seu dote, sentindo sua quentura na palma da mão, e comecei a punhetá-lo. Quando a vontade de experimentar aquela tora se tornou insuportável, entreabri os lábios, pronto para abocanhá-la. Foi quando Cunha me segurou pela nunca e me trouxe de encontro a cabeçorra, enfiou-a na minha boca e começou a socar, como se fodesse uma buceta.

Enquanto o chupava, Cunha aproveitou para tirar a camisa. Ele era mais alto que o meu primo, porém bem mais magro. Idem para a sua vara. Era igualmente grande, porém bem mais fina. Eu já tinha chupado muitas rolas antes, logo aquilo não era nenhuma novidade. Caprichei no boquete, arrancando gemidos e suspiros dele.

— Carai, Ricardo. O moleque chupa, hein?

— Ah, é? Deixa eu ver se essa boquinha é gostosa.

Meu primo se levantou do sofá e, de pau em riste, sacudindo na frente do corpo, pisoteou o colchão. Eu tentava engolir o pau do Cunha quando ele empurrou o seu cacete na minha direção. Assim como a mulher do filme, ele queria que eu metesse aquelas duas rolas enormes de uma vez só na boca. Eles só podiam estar de brincadeira; se eu fizesse isso, com certeza depois ficaria com um sorriso de orelha a orelha, literalmente, mesmo sem estar sorrindo. Nesse momento, o amigo dele segurou a minha cabeça, me pressionando de encontro à sua virilha. Sua vara quase se afundou toda na minha garganta, o que me deu ânsia de vômito. Tentei me afastar, mas não consegui. Cunha cravou a mão na minha nuca e continuou pressionando. Me engasguei a ponto de babar e tossir. Assim que ele tirou o pau da minha goela, o meu primo enfiou o dele. Não me deram tempo nem para respirar.

Não que eu esteja reclamando. Eu não sabia se ia ter outra oportunidade como aquela, então o negócio era aproveitar. Fiz igual à menina do filme. Parecido, pelo menos. Eu tinha talento, mas também não era para tanto. Chupava, sugava e babava o pau de um; tentava engolir, abocava tanto quanto me era possível, enquanto punhetava a vara do outro. Fiquei um bom tempo nesse revezamento. Era uma delícia poder intercalar a boca naqueles caralhos gigantes; meu punho mal se fechava em volta de um deles. O melhor, no entanto, ainda estava por vir.

— Isso, chupa essa vara, vai, viadinho — incentivou meu primo. — Engole tudo.

— Cê é louco?! — Afastei a boca, babando ao protestar. — Não consigo não.

— Consegue, consegue sim. Enfia toda na boca, vai.

— Não cabe não — disse.

— E no cu, será que cabe? — Cunha quis saber.

— Tem que caber. Ele só vai sair daqui depois que tiver com o rabo cheio de porra.

Nesse instante, Cunha afastou minha boca do pau de Ricardo e deu o dele pra eu chupar. Ainda batia uma para o meu primo quando ele começou a roçar a cabeça da rola contra meu rosto. O amigo dele curvou-se sobre o próprio corpo e estirou o braço. Primeiro bateu, depois apalpou a minha bunda. Em seguida, tentou enfiar a mão dentro do meu short; puxei o botão e abri o velcro para ajudar. Não deu outra. Seus dedos passearam por baixo da minha cueca, indo acariciar o meu orifício todo drapeado, que naquele momento, piscava com insistência, pedindo para ser arrombado. Seria a perda de uma virgindade, a quebra de um cabaço. Nenhum deles fazia ideia do quanto eu tinha esperado por isso.

— Nossa, Ricardo. É apertadinho, velho! — Um gemido de dor escapou da minha boca no momento em que o Cunha enfiou o dedo no meu cu. Ele não deu a mínima, continuou cutucando. Em seguida, trouxe a mão frente à boca e cuspiu; movimentou os dedos, umedecendo-os. Quando voltou a estirar o braço, introduziu o indicador no meu botão em flor, e depois o dedo do meio, ameaçando me rasgar. Comecei a queixar de dor e, para me silenciar, meu primo socou a vara dele com tudo no fundo da minha garganta. Podia sentir a ponta daquela lança roçando no céu da minha boca e, mais uma vez, engasguei e tive ânsia de vômito. — Tu nunca levou rola nesse cuzinho não, cara?!

Como não podia falar de boca cheia, me limitei a sacudir a cabeça em negativa. Entendia agora por que a atriz pornô lacrimejava. Dos meus olhos também saiam lágrimas.

— Aí sim, hein Cunha? Um nifentinho gostoso pra nóis estrear.

Foi a vez do meu primo passar a movimentar o quadril, fodendo os meus lábios. A cabeça era grande demais, mal cabia na minha boca, quem dirá no cuzinho virgem. Não sei como, mas eu ia ter que dar um jeito de acoplar aquilo tudo dentro de mim.

— Deita lá, vai — ordenou o meu primo. — Nós vamo te comer.

Eu me afasto, arrastando os joelhos pelo colchão, preocupado. Ainda seguro as duas toras na mão, o que os obriga a me seguir.

— Tá, mas é pra botar devagar.

— Devagar o caralho. Nós vamos sentar a pica no seu cu e vai ser com vontade. — Ricardo segura o próprio pau e começa a balançá-lo, enfatizando a ameaça. — Tu não é boiola? Então vai ter que aguentar levar rola.

— E é duas, viu? — lembrou Cunha. — Se reclamar muito, nós vamos enfiar as duas de uma vez só no teu cu. Vai ser dois machos te rasgando.

Me deito no colchão e começo a me despir. Já tinha tirado o short e a camiseta, quando meu primo se debruça sobre mim, passa a mão nas minhas costas, agarra o cós da minha cueca e, com um movimento brusco, a puxa com tudo. O tecido range, quase se rasgando. A cueca derrapa pelas minhas coxas até os joelhos dobrados, e então é arrancada com um solavanco e atirada longe, no chão da sala. Queria que o Cunha me comesse primeiro, já que o seu pau é fino. Tento argumentar, meu primo, no entanto, não concorda.

— Não, Ricardo. É sério. Deixa ele ir primeiro. O teu pau é muito grosso. Eu não estou acostumado.

— Quem vai quebrar o teu cabaço sou eu. É um direito meu, já que eu sou seu primo.

Sem me dar tempo para mais contestações, ele levanta minhas pernas e coloca meus pés nos seus ombros, me deixando todo aberto, bem exposto. Meu cu começa a piscar com insistência. É involuntário, estava nervoso. Eu sabia que ir doer, e muito. Contudo, por mais que eu estivesse com medo, tudo o que eu mais queria era sentir a rola do meu primo latejando dentro de mim. Fecho os olhos e aguardo. Cunha se ajoelha ao lado da minha cabeça no colchão e coloca seu pau na minha boca. Estava babando, sinto o gosto salgado do sêmen. Se ele não se segurasse mais um pouco, ia gozar ali mesmo, esporrando tudo na minha cara.

Eles estavam acostumados a comer cu, não entendi por que não tinha nem um tipo de gel lubrificante naquela casa. Foi à moda antiga mesmo. Meu primo cuspiu nos dedos e passou a mão bem ali, no meio das bandas da minha bunda. Em seguida, cuspiu na cabeça do pau e se moveu no colchão, colocando a ponta na portinha de entrada. Pisquei, convidando-o a entrar. Ele se debruçou sobre mim. Eu quase ouvi um estalo, um ploc!, mas com certeza vi estrelas. A glande entrou de vez. Tirei a rola do Cunha da minha boca e soltei um grito de dor, que só não foi mais alto porque ele se apressou em enfiar o pau de volta, sufocando até meus gemidos e sussurros.

— Cala a boca, meu! — disse Cunha, me dando um tapa de leve na cara. — Não grita não, seu filho da puta.

Ricardo tirou a rola de dentro de mim. O alívio foi imediato, mas durou pouco. Ele cuspiu mais uma vez e logo voltou a enfiar. Fez isso várias vezes, podia sentir o meu cuzinho se alargando. Não tenho vergonha alguma de dizer que chorei naquela vara. Meus olhos derramavam lágrimas me abundância. Pensei em mandá-los parar, dizer que chega, que eu não estava aguentando, mas tive medo que eles me obedecessem. Eu tinha que ser forte, eu tinha que ser homem, até debaixo de dois homens. Meu primo cravou as mãos na minha cintura e começou a empurrar o quadril lá na frente. A esse sinal, Cunha tirou o consolo da minha boca e forçou a mão em cima dos meus lábios. Nãos ei se tinha mais medo que eu o mordesse ou que eu gritasse de novo. Sentia a rola do meu primo deslizando para dentro de mim, entrando cada vez mais, centímetro por centímetro, me cavando cada vez mais fundo. Comecei a me agitar no colchão, me contorcendo do dor, os dois me seguraram forte, me obrigando a me aquietar.

— Óia, Cunha. — Meu primo sorria, todo satisfeito. — Eu tô tirando a virgindade dele.

Sem camisinha, ele se deliciava, sentindo a quentura da minha carne mais íntima. Desbravando o meu cabaço, a cabeça ia cada vez fundo, ferindo tudo por onde quer que passasse. Eu ainda esperneei, tentei escapar um pouco, virar a bunda pro lado. Foi a vez de Cunha se lançar sobre o colchão, embrenhou-se entre mim e meu primo, tratando logo de me imobilizar.

— Calma, viadinho. Fica quietinho, vai. Tá entrando já. Depois que a cabeça passar, o resto vai fácil.

— Ai, meu. Tá doendo, é sério. Bota devagar.

— Tô botando de devagar já — disse o meu primo, numa voz que o tesão tornava ainda mais rouca.

— Então molha mais um pouco.

— Assim tá bom. Fica quieto. Eu sie o que eu tô fazendo.

Eles não fizeram o que eu pedi. Não molharam mais, nem enfiaram devagar. Meu primo se agarrou ainda mais à minha cintura e bateu a virilha contra a minha bunda. Entrou tudo, e de toda e uma só vez. Gritei, gemi, funguei, esfreguei as pernas no colchão, puxei os braços, virei o quadril para um lado, e depois para outro, contorci o corpo todo e chorei. Logo, os dois começaram a comemorar.

— Caralho, Ricardão. Entrou tudo, mano!

Meu primo riu com gosto. Parado dentro de mim, talvez esperando até que eu me acostumasse com aquela tora que parecia querer me partir ao meio, olhava para baixo, contemplando a sua obra.

— Olha só isso, Cunha. Atolei tudo, velho. Até o talo.

Sim, até o talo. Podia sentir as suas bolas pressionadas contra a minha bunda. Logo ele começaria a bater o saco. A dor não passou, não cedeu espaço para o prazer. Tive que me acostumar com essas duas sensações, que parecia se revezar, uma por sobre a outra.

Posicionado atrás da minha cabeça, Cunha esticou os braços e segurou os meus pés, me arreganhando todo para que meu primo pudesse me foder a vontade. Convencido de que já tinha esperado o bastante, começou a socar. Primeiro devagar, depois com mais pressão. Estocava forte, me empurrava para frente, sacudindo meu corpo todo pelo colchão. Eu estava agoniado, sentia prazer, mas também muita dor. Em todo caso, não queria parar, tinha que aguentar. Só precisava de uma boa distração. Qualquer coisa que me fizesse esquecer daquela sensação de que havia pequenas agulhas espetando o meu canal retal. Era os sintomas da rola dura que tinha entrado fundo, me rasgando todo por dentro, dilacerando o meu cu.

A cada estocada violenta que o meu primo dava, era uma prega minha que se arrebentava. Sentia o meu cuzinho se abrindo todo, totalmente arregaçado. O que antes era um buraco apertado, agora deveria ser uma loca. Se ele tirasse o pau de dentro de mim, todos nós veríamos o rombo. Aproveitei aquela posição para pegar o cacete de Cunha e colocar em cima dos meus lábios. Lambia todo, inclusive as suas bolas. A minha língua passeava pelas pregas do prepúcio, numa deliciosa carícia. Nesse momento, senti uma vontade imensa de chupá-lo, cheguei até a entortar a cabeça, mas a posição em que estávamos não me permitia. Havendo percebido o meu desejo, ele jogou o corpo de lado e colocou o pau na minha boca. Suguei com força, com vontade. Era a cabeça de uma rola socada na minha garganta e a de outra atolada no meu cu. Me sentia totalmente preenchido. Isso sim é plenitude. Quis, desejei, torci para acontecer. Queria que eles gozassem naquele exato momento. Meu primo em um buraco e o amigo dele no outro.

Não tardou para que Ricardo atendesse ao meu apelo. À metade dele, pelo menos. Deitou-se sobre mim e, aos urros, anunciou que ia gozar. Bem mais que isso. Pediu para que eu me preparasse, porque ele ia encher o meu cuzinho de porra. E foi em litros, uma cachoeira de leite de macho. O líquido quente e espesso que jorrou dentro de mim serviu apenas para aumentar a sensação de queimação. Logo senti a sua porra escorrendo para fora de mim, banhando a minha bunda e melecando as minhas pernas. Soquei o pau do Cunha na minha boca e chupei a cabeça ainda com mais vontade. Queria tirar leite dali também.

Mais uma vez, eu não tive tempo sequer para respirar. Assim que meu primo saiu de cima do meu peito e tirou a vara já quase mole de dentro de mim, o amigo dele deu a volta na sala, me pegou pela cintura e, num movimento brusco, me virou sobre a coberta, me colocando de quatro no colchão. Não houve o menor aviso. Ele sequer cuspiu, usou o gozo do meu primo como lubrificante. Sem dó, Cunha atolou o pau de uma vez no meu cu. Como eu estava cheio de porra, realmente transbordando, ouviu-se um barulho semelhante ao de um peido. Eu mordi os lábios, sufocando um grito de dor.

— Não vai cagar no meu pau não, hein moleque?

Como eu tinha lançado o corpo lá na frente, tentando escapar da socada, ele me puxou pelo quadril, colando minha bunda de volta na sua virilha. O pouco que tinha saído voltou a entrar, penetrou fundo. Sentia seus pelos roçando em mim e logo o saco começou a bater contra o meio da minha bunda, bem ali, entre as bandas. A violência das estocadas era tanta que dessa vez pensei mesmo em desistir, mas apenas fechei os olhos, empurrando para fora algumas lágrimas e deixei. Doía demais, mas também era muito bom. Foi o que eu disse a eles. E isso os deixou ainda mais loucos.

— Tá doendo, tá? — pergunta meu primo.

— Tá...

— Então chupa aqui que passa.

Meu primo se agacha diante de mim e aproxima o pau da minha cara. Seguro no tronco, bem perto do saco, e coloco todo na boca. Estava mole, mas bastou a primeira chupada e já voltou a endurecer. Cheio de tesão, ele me diz que depois vai de novo, e promete que eles vão me foder a noite toda, até cansar.

— Nossa, tá doendo demais. Mas tá tão gostoso...

— Gosta de levar no cuzinho, gosta? — Cunha bate na minha bunda.

— Gosto...

— Gosta de dar o cu pra dois machos?

— Gosto, me fode, vai. Mete bem gostoso.

— Eu vou arregaçar esse cu todinho.

— Arregaça, pode arregaçar. Eu deixo. Arromba meu cu todinho, mostra pro Ricardo como é que se faz...

Provoquei o meu primo, e pra quê? Se havia alguma prega ainda no meu cu, ele arregaçaria depois. Se jogaria de pernas abertas no sofá e me colocaria sentado no seu colo. E ali, empalado por aquele cacete grande, duro e latejante, eu cavalgaria até o dia amanhecer.

Por ser mais fino, o pau do Cunha entrava e saía com mais facilidade do meu cu, já todo arrombado pela vara do Ricardo. Socava com força, fazia questão de ir bem fundo e se demorar um pouco por lá. Sentia um certo incômodo, um mal-estar causado pela cabeçorra que parecia bater e raspar nas paredes do meu intestino. Meu primo, por sua vez, puxou os meus cabelos, entortando a minha cabeça para o lado, e começou a bater com a pica dura na minha cara. Um na frente e o outro atrás, numa verdadeira surra de rola. Toda vez que os meus gemidos aumentavam, ele enfiava o pau na minha boca, abafando quaisquer ruídos.

Quando as estocadas aumentaram ainda mais e Cunha começou a urrar, eu soube mais uma vez que as minhas entranhas seriam banhadas em leite e arrebitei a bunda pra cima, me preparando para receber aquela injeção de porra. O meu primo começou a se masturbar, movia a mão com pressa, posicionou o pau na minha cara e eu apertei os olhos, também me preparando para receber aqueles jatos. Abri a boca, empinei ainda mais a bunda e esperei. Não demorou muito. Enquanto um inundava o meu rabo de porra, o outro esporrava leite na minha cara. Senti os pingos quentes atingindo as minhas faces. Boa parte dos respingos caíram em cima da minha língua. Ricardo me obrigou a engolir tudo, depois botou a cabeça do pau na minha boca e mandou que eu a limpasse. Podia até ser salgado e ter cheiro forte. Mas era gostoso. Tinha sabor de macho.

Quando, enfim, acabamos, fui no banheiro me olhar no espelho. Meu cu estava vermelho e todo aberto, arrombado mesmo. Dá até vergonha falar, mas é preciso, eu não tinha me preparado, não fazia ideia que ia rolar; vestígios de fezes se misturavam à cuspe, baba e muita porra. Nem sei como eu não tinha sangrado. Passei boa parte do dia seguinte deitado, sem poder andar direito. A ardência era o que mais me incomodava, mas as lembranças do que tinha acontecido ajudavam a amenizar essa sensação. Eu estava todo esfolado, era como se tivessem agulhas dentro de mim, me pinicando o tempo todo. Deitado no colchão, com as pregas do cu todas arrebentadas, comecei a me masturbar, repassei mentalmente todas aquelas cenas. Queria mais, muito mais, apesar de não estar em condições. Precisaria de mais alguns dias para me recuperar, e só então poderíamos repetir a dose. Com ainda mais força dessa vez, agora que já tinha sido iniciado, estava pronto.

E foi assim que eu virei depósito de porra para dois machos héteros. Não, não se engane. Experiências do tipo são coisas de momento, resultados diretos da excitação. Insuficientes para determinar a sexualidade de alguém. Eles só faziam isso para se aliviarem, matar o tesão. A brincadeira, no entanto, durou pouco. Cerca de quatro meses depois, nós nos mudamos da casa da minha tia, fomos morar de aluguel num bairro ali próximo. Outros encontros chegaram a acontecer, mas logo cessaram. Eles só me quiseram enquanto eu ainda era jovem, apertadinho. Depois que eu me laceei, algo que ocorreu tão logo eles enfiaram aquelas duas toras de uma só vez dentro do meu cuzinho, já não tinha mais graça. Pois é, mas foi bom enquanto durou.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive Fênix a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

QUE RAIVA DÁ DESSES GAYS ENRUSTIDOS METIDOS A MACHOS HÉTEROS. LEMBRE-SE HETERO QUE COME 'VIADINHO' É TÃO VIADINHO QUANTO ELE. RSSSSSSSSSSSSSSSS NEM ADIANTA TENTAR ME CONVENCER DO CONTRÁRIO. POR MAIS QUE VC JUSTIFIQUE AS ATITUDES DE SEU PRIMO E DE CUNHA. ISSO É PAPO FURADO. RSSSSSSSSSSSSSSSSSSS NÃO GOSTO MESMO DA FORMA COMO AALGUNS PRETENSOS HÉTEROS TRATAM OS PASSIVOS. É LAMENTÁVEL TB PERCEBER QUE VC ACEITE ISSO SENDO CHAMADO DE PUTINHA E VIADINHO. MAS FAZER O QUE NÉ? ALI SÃO TRÊS MACHOS, NÃO TEM NENHUMA PUTINHA (MULHER), PURA HIPOCRISIA. MAS O CONTO É EXCELENTE PORÉM MAIS UMA VEZ NÃO TEM CONTINUIDADE. QUE PENA.

0 0