Hormônios Alegres #04 - O Bate Papo

Um conto erótico de PinkySara
Categoria: Heterossexual
Contém 852 palavras
Data: 24/04/2019 18:18:32
Última revisão: 08/06/2019 23:37:21

Conto repostado em:

www.pinkysaradreams.com

Debora caminhou até a padaria, que ficQava a dois quarteirões da casa. O local era uma mistura entre padaria, lanchonete e barzinho.

A mulher havia descoberto na internet, que eles faziam um ótimo milkshake, e estava esperando uma oportunidade para experimenta-lo.

O lugar era grande e ficava em uma esquina, além de mesas dentro, o lugar tinha uma area coberta do lado de fora, para os que preferissem ambientes abertos.

Ela se sentou do lado de fora, próxima ao alabrado que fazia a divisa com a calçada. Chamou um dos garçons, que vestia calça preta,e camiseta amarela, pedindo um milkshake de flocos, que segundo o Google, era o melhor da casa.

Enquanto esperou, ficou prestando atenção na rua. Com certeza era um bairro de classe alta. As mulheres que andavam pelas calçadas, estavam bem arrumadas, com roupas que certamente vinham de lojas caras de shoppings, os cães que as acompanhava, tinham o pelo bem aparado e escovado. A jardinagem do local também era diferenciada, as árvores estavam em bom estado, e não davam indícios de que algum dia poderiam cair. As calçadas eram outro destaque, lisas, bem conservadas e sem buracos.

Já faziam dois anos que ela trabalhava para amenizar as crises de Wesley, e ainda não tinha se acostumado a estar junto da classe alta.

Todos os aniversários de família que ela passou a frequentar, deixavam clara que toda a família de Wesley era bem de vída.

Ela mesma, passou a vestir roupas melhores, e usar vestidos caros.

Aos outros ela era apresentada como a enfermeira particular do rapaz. Robson, até lhe pagou um curso de enfermagem, para que a mentira não tivesse falhas.

Seu salario, era de mais de sinco mil reais por mês. Contudo, a maior parte ela colocava no banco, já que tinha casa, comida e roupa lavada. Ela gastava somente com roupas, e as vezes ainda ganhava dos patrões algumas, e desejos pessoais.

Ela até tinha autoridade sobre os empregados da família.

A única exigência era que não tivesse outro parceiro sexual, para que Wesley não corresse o risco de pegar uma doença.

Mas e se por acaso o diu, e os remédios falhassem? A família era contra o aborte, e se acaso isso acontecesse, Debora teria a criança, e Wesley seria registrado como pai.

O resto da família saberia que foi uma aventura entre enfermeira e paciente. Se os dois se casariam ou não, era decisão deles. Robson e Valeria não iriam se meter.

Enquanto tomava o milkshake pelo canudinho, que alias, era tão bom quanto os comentários diziam, reparou, que do outro lado da rua, uma jovem de cabelos negros a observava.

Debora devolveu o olhar e a garota corou. A mulher fez sinal para que a jovem se aproximasse e ela o fez.

A garota encostou o corpo no alambrado perguntando, sem serteza:

- Eu sou colega do Wesley, Carla. Você é irmã dele?

- Não, sou a enfermeira particular. Me chamo Debora. – Respondeu simpática.

- Nossa, ele é bem doente né? Ele passou mal na sala, eu me assustei.

- Quando acontecer isso, é só pegar na bolça dele, vai ter uma caixa com vários saquinhos, faça ele engolir todos os comprimidos, e de um doce para ele. – Explicou a enfermeira.

- Ele tem hipoglicemia? – Questionou Carla.

Debora se viu entre a cruz e a espada, Robson e Valeria não iriam gostar que ela falasse, contudo esconder essa verdade sempre afastou as pessoas do rapaz, ele praticamente não tinha amigos:

- É uma doença hormonal, quando eles se de desbalanceiam, ele tem esses ataques. Mas você me conhece da onde?

- Ví você buscando ele. – Respondeu a garota.

- Entra ai, deixa eu te pagar um milkshake. Pela preocupação.

Carla, refletiu, deu de ombros eaceitou.

Debora contou que estava a dois anos cuidando dele, e que talvez poderia sair um remédio esperimental, que poderia evitar os desmaios.

Carla ficou surpresa. Mas continuou ouvindo.

- Contudo, quando isso acontecer, não levantem ele, ou o deitem... Isso vai causar contrangimento.

Carla, demorou um pouco para reagir, mas aos poucos, foi ficando vermelha com uma expressão de compreensão no rosto:

- Hormonios... Constrangimento... Ele fica duro?

Debora assentiu com a cabeça. Carla falou:

- Então a culpa foi minha...

- Explique. – Pediu a mulher,

- Eu estava sentada na mesa dele, na lateral, e ai minha bunda deve ter chamado a atenção dele.

Debora sorriu:

- Provavelmente foi isso. Eu peço desculpas por ele, ele realmente não consegue controlar. O que pra um rapaz comim, apenas chamaria a atenção, faz ele ter um ataque. Mas por favor não expalhe, a família tem vergonha disso.

- Eu entendo, eu também teria. Pode deixar, segredo. Meus pais são médicos vou perguntar pra eles o que eles sabem.

Carla agradeceu pela bebida e se retirou.

Debora voltou para casa, narrando a conversa para Valeria, que não gostou de Carla ter ficado sabendo. Debora rebateu:

- Ele já teve problemas na escola por esconderem. Quando deitaram ele, ela estava ereto, e virou motivo de piada. Pensei em alertar para protege-lo.

- Talvez você tenha razão. Se os pais dela são médicos, ela vai descobrir. Vejamos o que acontece. – Respondeu Valeria.

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