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5 - Lelio quer Gil

Um conto erótico de NadjaCigana
Categoria: Homossexual
Data: 14/04/2019 16:25:45
Nota 10.00

Lelio continuou contando sua iniciação sexual pra Gilda, nos encontros da escadaria da escola.

Contou que aos 13 anos, depois de engolir porra direto da fonte pela primeira vez, se entusiasmou com seu papel de femeazinha virgem. A partir daquele momento viajou em delírios românticos de que passaria a ser a bichinha do macho para o resto da vida. E seu comportamento mudou na escola. Todos perceberam que era um fresco.

Desmunhecava, rebolava, falava mais solto, e passou a olhar o púbis dos garotos, divertindo-se em imaginar como seriam aquelas picas, e comparando-as com a de seu fornecedor de leite. Agindo assim, passou mais de um ano mamando a rola preta de Luiz Cláudio.

Com cuidado para que ninguém percebesse, e dedicação, transformou o pequeno espaço da garagem abandonada em um cantinho de amor pelo machinho. A garagem tinha laje, e parede por 3 lados. Na parte da frente, que dava para a rampa de acesso onde crescia mato, tinha um portão de madeira podre, que podia cair a qualquer momento. No portão havia uma pequena porta, também podre. Sem o companheiro, Lélio foi lá uma tarde, com balde, pano de chão e vassoura, e limpou o local o melhor que pôde. E conseguiu fazer a velha tramela que trancava a porta funcionar.

Embora o portão estivesse tão podre que iria todo abaixo se o chutassem, aquilo deu certa segurança ao passivinho. As diversas frestas, como ele testou, não deixavam quem olhasse de fora ver nada da penumbra do lado de dentro. A luz de um vasculhante que dava pra cozinha da ruína era muito pouca. E eles, dentro, veriam fácil se alguém pulasse o muro, como eles, e subisse a rampa.

O machinho logo percebeu que tinha ali um viadinho apaixonado. Achava graça nos cuidados de Lelio. A cada vez que se encontravam tinha algo novo na garagem. Era um boquete e uma bacia plástica grande, emborcada, pra servir de mesa. Mais outra mamada e lenços humedecidos para Lelio se limpar, depois. Outro boquete e um pequeno tapete, para nenhum dos dois se sujar. O ótimo, para o ativo, foi quando chegou pra mais um gozo oral e encontrou uma cadeirinha estofada, rasgada de um lado, que Lelio achou no lixo, e que serviu ao macho como um pequeno trono. Acompanhada de uma almofada velha que Lelio surrupiou de casa, e que protegeria seus delicados joelhos, estava feito o mobiliário dos boquetes.

Mas não era só na decoração do esconderijo que Lelio se superava. Para delícia do macho, o boiolinha se dedicou a ser um chupador cada vez melhor. Em seus delírios de bichinha, imaginava-se mamando e dando o rabo para o amiguinho para o resto da vida. Não achava que iriam se casar e assumir. Já naquela idade pensava que seria um viado solteirão, professor – desde cedo queria dar aulas – mas que o amigo, mesmo namorando, noivando e casando, ia continuar a lhe querer os boquetes, e a derramar dentro de seu corpo, pela boca e pelo cu, a porra maravilhosa da qual não podia mais viver sem. Lelio sonhava em ser “a outra”, por toda a vida.

Por isso Lelio se esmerava em tentar agradar. Não contrariava seu macho nunca e, sempre que o menino sugeria uma data e hora para ser felatado, Lelio se virava para dar um jeito e garantir o prazer do amante. E o seu, com porra na boca. Nos boquetes sentia real prazer com a piroca dura na boca. Quanto mais dura, mais gostoso. E já sabia identificar o momento do gozo, com ela ficando tesa como aço.

Gemia alto mamando a rola do amigo, fazendo questão de demonstrar que estava adorando. Gemia mais alto ainda na hora do gozo do macho, saudando cada jato de porra na boca com gemidões abafados. Foi se aperfeiçoando e logo não deixava mais o menino se masturbar com a piroca em sua boca. Tinha um orgulho de fêmea feroz, por isso, pois aprendeu a pegar o ritmo das chupadas e punhetas, e arrancava o gozo sem que o menino se tocasse mais. Na primeira vez em que isso aconteceu, quando o amiguinho, querendo gozar, quis tirar suas mãozinhas delicadas da rola e se punhetar, Lélio gemeu negativamente, e sem tirar o pau da boca afastou as mãos do amante, fazendo questão de ter controle sobre o gozo. Mantinha a glande na boca, lambendo chupando sem parar, e punhetava o pau com 2 dedos.

O outro lado desse devaneio era o amigo que, sem que Lélio imaginasse, o desprezava cada vez mais. Já comentava com os outros que comia o viadinho direto, e que Lelio não vivia sem sua gala. A segunda afirmação era verdadeira, e Lelio dizia isso para ele sempre que se encontravam a sós, sentindo enorme prazer em declarar sua dependência de porra. Mas a primeira era mentira. Lelio ainda não tinha tomado no cu. Sonhava em fazer do momento em que seria enrabado uma ocasião especial, mas sempre adiava a foda, quando o amigo o queria comer.

Eram delírios erótico-românticos. Em suas punhetas solitárias, depois, no banheiro de casa, Lelio sempre se imaginava de quatro, agarrado com força pelo menino, e gozava no momento exato em que imaginava sentir a porra do amante jateando seu reto. Mas, na real, fazia de tudo para adiar esse momento mágico.

Claro, Lelio adorava os momentos em que o pau duro do amigo, já solto da cueca, ficava sarrando seu rego e sua bunda gorda, sobre seus shortinhos. O amiguinho o apertava, espremia suas tetinhas de menino gordinho, e Lelio rebolava e adorava. O macho pedia pra colocar só a cabecinha, e Lelio negava. Era um jogo que os dois adoravam. Como ambos tinham um tesão danado no sexo oral, que tinham aperfeiçoado e no qual cada um a seu modo já tava viciado, acabavam parando ali, e nunca chegava o momento. Mas Lelio e o outro queriam, então ia acontecer logo.

Agora, com 14 anos, Lelio tinha plena consciência de sua feminilidade, enquanto contava pra Gilda que durante sua iniciação, lhe dava prazer falar fino e ter gestos de menina, cada vez mais se portando como viadinho, à medida em que aperfeiçoava seus dons de boqueteiro no pau do amigo.

Gilda, mais reprimida do que Samira, perguntou logo se Dona Verônica, a mãe de Lelio, viúva católica e da mesma congregação marista que sua Mãe, não notou. E perguntou também por que Lelio não desmunhecava e por que não se portava como viadinho, hoje em dia. Lelio ficou muito sério, e falou que sempre tentava se passar por macho em casa, e a Mãe nunca desconfiou. E que seu relato ia explicar porque só desmunhecava e falava como menina (o tom de voz feminino dele era perfeito, quando queria) quando estava sozinho com as amigas. Tudo tinha a ver com o dia em que quase foi descabaçado.

Lelio contou para Gilda que finalmente marcou com o menino para dar o cu. Combinaram tudo. Lelio só chuparia seu pau por 2 minutinhos, que é pra não embalarem no gozo oral do macho. Como em vários dos últimos encontros, Lelio chegou bem antes, mas agora para tentar ao máximo untar seu cu com vaselina de um pote que tinha arrumado. Claro que Lelio tinha tentado brincar com o cu antes. Chegava a quase enfiar todo o cabo de uma escova de cabelo da mãe. Mas seu cu parecia tão apertadinho que não conseguia nunca. Os dedos, com a vaselina, entravam mais fácil, mas ainda assim doíam na hora de tirar.

No dia marcado Lelio estava muito nervoso e todo suado. Quando o menino chegou e Lelio o colocou pra dentro da garagem, o garoto foi logo lhe agarrando por trás e dizendo no pé do ouvido que hoje ia comer aquele bundão gostoso. Lelio morria de excitação e medo, e foi rebolando no pau do menino, aquele único pau que conhecera até então, e que preenchia toda a sua memória sexual e afetiva. Os cheiros e sabores do pau, saco, virilhas, sebo e porra, o relevo, aveludado na glande, liso na pele esticada do pau duro, e enrugado e empentelhado no saco... nunca mais esqueceria cada detalhe daquele cacete.

O machinho foi sarrando sua presa, com o pau tão duro que já lhe doía, e Lelio foi rebolando, curtindo cada segundo, apesar do medo da dor que viria. Aos poucos tirou a blusinha, e o macho passou a agarrar-lhe as tetinhas de menininho gordinho com muita força, como sempre deixando as marcas roxas de seus dedos. Arriando o shortinho jeans que usava, Lelio mostrou a grande supresa que preparara para seu macho. Especialmente para o dia do descabaçamento viera, pela primeira vez, com uma calcinha rosa de rendinhas que comprara de uma barraca de camelô onde uma velhinha o chamara de “minha filha”. Lelio nunca esqueceria, também, aquele primeiro tratamento no feminino.

Os dois se agarravam e suavam. O macho, doido com a visão daquela bundinha lisa e naturalmente bronzeada, e já grande, rechonchuda e macia, enquadrada na calcinha rosa claro, mordeu a nuca da bichinha com força, arrancando gemidos de dor e de tesão de Lelio. Este saiu do torpor e se abaixou rápido, fora da almofada mesmo, de cócoras, pra libertar o pau do amante. Abriu a bermuda e arriou tudo rápido, bermuda e cueca, liberando aquele pau, que já amava, para seus olhos sedentos de rola.

Quando a cueca desceu o cheiro de piru, de suor de macho, e de restos de mijo, invadiu as narinas de Lelio. Ao segurar a base do caralho, Lelio notou que havia uma grande gota de líquido pré-gozo na cabeça. Agora o alucinado era ele. Abocanhou a rola com toda a vontade e carinho, como se aqueles fossem os seus últimos momentos de vida. Gemia alto e babava, muito, delirando com o momento de entrega absoluta. Era o dia em que seu príncipe encantado, negro forte e suado, lhe faria mulher.

O macho só gemia e se entregava à fome daquela boca de veludo de 13 anos, que o chupava com gana, como se fosse arrancar o pau. Os movimentos de cabeça de Lelio eram tão fortes que quando subia, retirando o pau da boca, quase se desequilibrava. Passado o ímpeto e minimamente satisfeita a fome de rola, Lelio começou a pensar que aquele pau que adorava ia destroçar seu cu. Com isso em mente, não parou. Começou a gemer e babar muito e se agarrou à chance de seu namorado mais uma vez encher sua boca de porra e sair correndo, adiando de novo a dor da defloração.

Mas o menino, apesar de realmente adorar a vontade com que o garotinho se entregava ao boquete, queria mais. Queria seu cu. Queria se afirmar como macho, gozando nas entranhas daquele garoto, e lhe fazer de fêmea por completo. Deu a ordem de parar de modo firme, quase com raiva:

- Chega, viado! Vira de quatro que vou te comer!

Lelio tirou o pau da boca, olhou pra cima submisso e encantado, sentindo-se puta desejada, mas morrendo de medo. Ria de nervoso e foi desmunhecando e tremendo que se ajeitou, joelhinhos na almofada e cotovelos na cadeira que era o trono de boquete de seu machinho. Abriu as pernas o mais que pode, e esperou submisso a hora do sacrifício, em nome do prazer que daria ao pau que amava.

O menino se ajeitou, arcando as pernas pra ficar da mesma altura, e arriou-lhe a calcinha até o meio das coxas grossas, quase rasgando. Passou o pau babado no rego gostoso do passivo. Lelio gemeu alto. A calcinha toda enrolada ficou ali, como uma corda, prendendo as pernas que Lelio tentava abrir. Foi por pouco tempo, mas o bastante para deixar marcas vermelhas profundas na carne tenra do gordinho.

O pau foi posicionado e forçado. Mas não entrava. Lelio gemia, com a dor da pressão, e abria as nádegas gordas com as mãos, querendo ser logo supliciado, mas não entrava. O viadinho não sabia forçar o cu pra fora, e o medo trancava ainda mais sua portinha.

O macho, já irritado, e gritando pro viado facilitar – o que colocava Lelio ainda mais nervoso e trancado, involuntariamente – calçou o pau com as duas mãos e deu um safanão com os quadris, pra frente. A ponta da glande entrou, por uma fração de segundos, até a metade, e Lelio deu um pulo pra frente, sentindo uma dor lancinante e caindo junto com a cadeira. Parecia que seu corpo tinha sido dividido por uma faca, a partir do cu, e que ele ia morrer.

Mais rápido do que um sapo, Lelio deu outro pulo, se levantou e virou. Viu o macho como nunca tinha visto: transtornado de frustração, espumando de raiva, xingando-o de tudo quanto era nome, e balançando com a mão o pau duraço, como se fosse uma clava para lhe bater. Lelio achou que ia morrer. Ou de porrada, ou da enrabada. Em uma fração de segundos sua fantasia erótica desmoronou. Chorando, pegou o short e sequer vestiu. Saiu correndo dali deixando tudo para trás: camisa, almofada, pente, cadeira, vaselina... Abandonou pra sempre aqueles poucos bens e seu cantinho.

Fugiu correndo, pulou o muro mais rápido do que nunca, e só na rua percebeu que todos o olhavam. Chorava muito e estava só de calcinhas. Foi chorando que parou e vestiu o short, morrendo de medo que o macho o alcançasse. Em seguida correu desesperado pra segurança de sua casa.

Alguns vizinhos viram Lélio ainda só de calcinha rosa, e o assunto rodou o bairro. Mas, como Dona Verônica não era dada a fofocas, e era uma beata muito séria e sisuda, ninguém teve coragem de lhe contar. Não foi daí que veio o escândalo que afetou Lelio, mas de seu próprio desespero.

Seu quase comedor, que já se vangloriava mentirosamente de traçar o viadinho perante qualquer colega, contou pra todos a fuga de Lelio, dizendo que tinha feito o viado chorar na sua pica até que ele fugiu e saiu correndo de calcinha pela rua. Lelio nunca ouviu isso de modo explícito, mas via e ouvia as risadas, cochichos, e comentários maldosos.

Pior era a cabeça de Lelio, pois ele se sentia culpado por tudo. Não só por ser viado. Isso, perante os comentários dos amigos, era motivo de humilhações, e continuaria no futuro. Esse preço ele estava disposto a pagar, apesar de sentir uma culpa crônica e leve, por sua opção, naquela época. Mas a culpa que de fato incomodava Lelio era a aguda. Em sua cabecinha de fêmea de 13 anos, tarada por macho e apaixonadinha, mas presa em corpo de menino, ele não enxergava a escrotidão de seu amante. Ao contrário, se punia porque ele, o passivo, é que estragara tudo, ao não aguentar a dor e fugir da pica que amava. Mesmo agora, meses depois, ainda se achava o culpado da história, ao contar tudo pra Gilda.

Em sua cabecinha, cometera o grave pecado de deixar o pau que amava sem gozo, sem realizar o prazer de ambos. E deixara seu macho com raiva. Não tinha mais coragem de procurar Luiz Cláudio, nos intervalos e no recreio, como sempre fazia antes, sem se importar com as risadas dos outros. Agora tinha medo de apanhar de Luiz Cláudio, o menino que carregava entre as pernas seu único objeto de desejo. O olhava de longe e via seu olhar de desprezo. Percebia, nas humilhações dos demais, que o tom tinha piorado muito. Agora o tratavam como viadinho escroto, medroso. Tudo isso foi piorando seu estado de nervos e, perto do fim da 8ª série, desaguou no escândalo.

Naquele dia, na hora do recreio, houve uma sequência de humilhações seguidas, dos mais velhos e de sua própria turma. Até das meninas que ele julgava amigas. Por fim, ao voltar pra sala, já sentado em seu lugar, um menino lindo, que sempre fora amigo, e que até protegera Lelio de brincadeiras grosseiras em outros momentos, passou por ele, e cochichou em seu ouvido: “Quando eu te comer vou levar mais dois pra te segurar, que é pra tu não correr do pau!”

Lelio explodiu num choro alto, compulsivo, muito molhado, daqueles de soluços contínuos e de botar todos os catarros pra fora, junto com as lágrimas. Seu choro foi tão intenso, tão rápido e violento, que o menino do comentário se arrependeu profundamente. Não só pelo escândalo, em si, mas também de genuína pena do viadinho.

A professora, que já entrara em sala, tentou acalmar Lelio de todas as maneiras, mas não conseguiu. Lelio, de cabeça baixa, chorava rios de lágrimas e catarros, e soluçava tão forte que parecia ter convulsões. A turminha toda, até mesmo os mais machistas implicantes, quis ajudar. Mas nada o detinha. Entre prantos e soluços Lelio gritava “A-a-a-cu-u-ul-pa-é-mi-i-i-nha... a-cu-u-ul-pa-é-mi-i-i-i-nha!... nã-nã-nã-o-vo-o-o-u-tê-nu-u-u-um-ca-ma-a-a-ais!”

A professora, apavorada, levou Lelio à Orientadora Pedagógica, que depois de muito ouvir os soluços, e de molhar seu vestido com o choro do menino, ligou pra Dona Verônica. Em casa Lelio fechou-se como um baú. A Mãe perguntava e perguntava, e nada. No dia seguinte teve outra crise ao ser chamado para ir para a escola. Chorou tanto e gritou tanto, dizendo que nunca mais iria à escola, que acabou por convencer sua boa Mãe. Foi a primeira vez que a Mãe lhe viu gritando e se portando como mulherzinha, voz bem aguda e gestos desmunhecadaos, mas não desconfiou de nada. Atribuiu à quase histeria.

Lelio já tinha feito todas as provas. Nunca ia às provas finais, pois sua média era muito alta. Em reunião com a diretora da escola, Dona Verônica e a Orientadora chegaram ao consenso de facilitar a transferência para outra escola. A Orientadora, conversando em privado com umas 2 ou 3 alunas, acabou por entender tudo, e ficou com ódio do machinho. Mas não contou a verdade pra Mãe de Lelio. Sabia que o menino sofreria ainda mais. Preferiu apostar na vaidade de Dona Verônica e sugerir que Lelio estava deslocado socialmente, pois era excelente aluno, muito acima da média dos demais, e que o ciúme dos outros, ante esse desempenho, dificultava a convivência.

A sugestão da Orientadora, de um acompanhamento psicológico, foi descartada em silêncio por Dona Verônica. A pensão que recebia de seu finado marido só lhe permitia manter o nível de vida de Lelio com muita economia. Dona Verônica levou o menino para o melhor que poderia ofertar, o grupo jovem de sua paróquia. Lá, Lelio fez amigas, e voltou a sorrir. Mas mudou. Sabia que se expusera muito. Decidiu se policiar, não desmunhecar mais, tentar falar grosso, e jurou que na nova escola ninguém saberia de sua vida sexual e de seus reais desejos.

Entrou também pra uma roda de capoeira gratuita, num centro comunitário, a roda do mestre Ginga, e virou craque. Era gordinho mas rápido e muito ágil, e ganhou a autoconfiança de quem sabia ser bom de briga. Mas, na solidão de seu quarto, preparava seu futuro de fêmea. Aprendeu exercícios femininos e malhava a bunda, coxas e quadris, e não queria emagrecer, para não perder as tetinhas. Preparava-se para o dia em que pudesse se montar de fêmea e voltar a ter um namorado. Sonhava acordado com isso, todo dia, e isso o motivava a malhar.

A narrativa de Lelio para Gilda durou uns três encontros, e acabou nesse ponto. Ao longo desse tempo os dois ficaram grudados. Lelio percebia o quanto Gilda ficava afogueada ouvindo sua história. Notava o suor, os olhos com febre de desejo, as mãos nervosas e as coxas grossas se contraindo, apertando a bucetona. Curtiu dar prazer à menina com sua história, pois isso lhe trazia uma fração daquela sensação de poder antiga, de quando fazia seu macho gozar.

Gilda, meio frustrada porque Lelio não tinha falado de seu irmão Gil, e nem tinha sido de fato enrabado (não podia satisfazer sua curiosidade sobre tomar no cu), perguntou se Lelio nunca mais teve nada com alguém, nem desejava ninguém.

Lelio, em tom sacana, respondeu que sabia que Samira já tinha contado a Gilda que ele desejava seu irmão Gilberto, mas que era só fantasia, e que ele controlava. Gilda perguntou como era a fantasia e Lelio, que contara tantas coisas tão cabeludas, e tantos detalhes, corou forte e ficou sem graça.

Gilda brincou para quebrar o clima, e puxar a história. “Ah, meu irmão é um tesão mesmo! Até eu sentiria vontade de dar pra ele, se não fosse meu irmão. Conta como é, vai! Juro que fica entre nós e que nunca vou contar pra ninguém que você quer ser minha CUNHADA.”

Ser tratado de novo no feminino despertou lá no íntimo de Lelio uma coisa quente que se derramou por todo o seu corpo. Olhando com desejo as formas voluptuosas de Gilda, e na melhor voz feminina, muito natural, contou que seus momentos de devaneio se resumiam às punhetas, de quatro, no chão do box, durante os banhos. E que gozava muito rápido, imaginando-se um travesti sendo enrabado por Gilberto. Não um travesti qualquer, mas um travesti lindo como Gilda, e com aquele corpão violão, com seios grandes, quadris largos, coxas grossas e bunda redonda e linda.

Contou que também se imaginava chupando o pau de Gilberto por horas e horas, esfregando o caralho por todo o rosto e no rego dos seios... até receber seu prêmio em forma de esporrada na cara e na boca.

Gilda quase gozou, só de ouvir.

Comentários

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14/04/2019 19:43:06
Bom, a primeira parte (a narrativa dos boquetes dos meninos) me incomodou um pouco. O narrador assumiu o tom de desprezo e deboche por Lélio, tal como se fosse Luiz Cláudio, e talvez isso tenha sido proposital mesmo. Depois, a coisa vai consertando. Muito bom como vai sendo mostrado o processo de isolamento e repressão ao jovem gay que se assume no colégio. Todo mundo, gay ou não, viu ou participou disso na vida, seja como algoz, como vítima ou como cúmplice omisso, e vc conseguiu retratar a coisa sem cair em discursos melodramáticos nem vitimizações excessivas. Legal, simplesmente mostrou como é a coisa: o preconceito e a crueldade falam por si só. Confesso que tesão mesmo essa parte não me deu não, mas, mais uma vez, adorei teu texto, a narrativa. Dez, de novo, na falta de nota maior. Parabéns!!!
14/04/2019 17:37:57
Simplesmente delicioso !!!