As Senhoras | Capítulo 6: Paula vai para outro universo

Oi amores! Estamos quase lá!

As Senhoras | Capítulo 6: Paula vai para outro universo

Paula passou duas semana no seu apartamento, sozinha, refletindo sobre tudo. Ela realmente tinha recebido o depósito do empréstimo de Angela e já havia quitado quase todas as dívidas. A vida parecia que tinha melhorado um pouco, apesar dos constantes preconceitos que estava sofrendo. No trabalho, no condomínio, no mercado, em todos os lugares, sempre tinha uma risadinha ou uma resposta mal educada que ela tinha que ouvir. Depois de tudo, pensou em tirar umas férias, ir pra bem longe... mas não conseguia parar de pensar nas coisas mal resolvidas que deixara para trás, como a decisão de permanecer homem ou virar mulher e Vitão. Vitor havia mandado mensagens todos os dias desde a balada e tentou ligar várias vezes, com persistência. Entretanto, Paula não tinha certeza se ele já sabia de tudo sobre ela e ficava receosa.

Paula: “Será que ele pensa que sou mulher mesmo ou... sabe que sou homem e continua tentando se relacionar comigo? Quem nesta cidade não sabe sobre mim? Impossível... que estranho!”

Paula voltou a falar com a mãe e com a irmã, que deram a ela conforto e carinho. Conversaram muito sobre a decisão que ela faria, apesar de Paula omitir toda a parte que envolvia Angela e Renata, inclusive sobre o empréstimo. A mãe não precisava saber de nada daquilo, ela já sofrera demais...

Escondida no apartamento, Paula continuava a se vestir como mulher. E estava adorando, simplesmente amando. Ela tinha cada vez mais certeza que voltara a ser a pessoa que sempre foi, desde criança, quando foi interrompida pelas ações do pai. Paula vestia toda gama de roupas femininas, acompanhava a moda do momento e assistia a videos especializados no YouTube. Ela sentia que pertencia àquele mundo e, durante a semana, após usar as roupas masculinas para trabalhar, sempre se transformava na Paula ao chegar em casa.

Entretanto, Paula ainda tinha dúvidas sobre sua preferência sexual. Ela somente havia tido experiências com mulheres e não sabia se queria mesmo se relacionar com homens. Pediu opinião para Angela, por celular.

Angela: Ora, amiga, você só vai saber se é bom se experimentar! Você gostava de transar com mulheres?

Paula: E-Eu não sei.. às vezes penso que sim mas e se eu estiver enganada? Todos esses anos eu fui enganada pelo meu pai... eu não sei de mais nada!

Angela: Amiga... vou te dizer uma coisa, nós só transamos uma vez, certo? Vou te contar a verdade aqui... você foi péssima, horrível! – Angela falou meio que sussurando ao telefone.

Paula: Por quê? Nossa, fui tão ruim assim?

Angela: Foi amiga... eu não sei, sabe, mas você simplesmente se deitou na cama, de barriga para cima e fechou os olhos! Eu tive que fazer todo o trabalho, eu fui pra cima de você, te beijei, tentei fazer sexo oral em você e... nada! O negócio só funcionou quando eu.. bom.. você sabe!

Paula ficou com vergonha e seu rosto ficou vermelho na hora, se lembrando do fatídico dia. Ela só conseguiu ter uma ereção após Angela lhe enfiar dois dedos no seu cú.

Paula: E-e.. eu.. eu me lembro, eu sei, eu sei, haha! M-Mas... depois daquilo o sexo melhorou né!?

Angela: Olha... ficou menos pior. Vou ser sincera aqui... nota um e meio, no máximo, de zero a dez! – Angela riu e continuou a conversa: Sabe, eu estive pensando... agora eu me lembro das coisas, quando nós namorávamos.. você se lembra quando eu dizia que achava que você tinha ciúmes do serginho, aquele garoto lá da nossa escola? Você tinha mesmo, não tinha? Você... você gostava dele!?

Paula: Q-Quê?? Nada a vê! De onde você tirou essa história? C-Como você foi lembrar daquilo? – Paula ficou levemente surpresa.

Angela: Eu só lembrei, ué.. olha amor, se eu partir da ideia que você é transsexual e relembrar de tudo que já aconteceu entre nós.. muita coisa se encaixa viu! Teve aquele dia que eu te peguei usando meu cachecol!!

Paula: M-Mas!! Mas aquilo era só um cachecol, Angela!

Angela: Sim, claro, um cachecol todo rosa, com rendinhas e florezinhas! Nada masculino.. aliás você saiu na rua com aquilo, como se fosse normal! Só tirou do pescoço quando eu pedi.. e depois você ficou toda envergonhada, como se tivesse sido pega no flagra!

Paula: É.. é que eu nem vi a cor do cachecol, sabe?

Angela: Paula.. para com isso! Olha isso, faz quanto tempo que estamos falando no celular? Vários minutos.. e em todo esse tempo eu te chamo por Paula e não Paulo, te chamo de amiga.. e você acha normal! E você tá falando igual a uma mulher, amiga... você está se enganando! Quando eu e Renata estávamos te obrigando a falar feminino, a se comportar como mulher, você fazia tudo muito perfeito! Eu acho que você nunca parou pra pensar, mas você sempre foi mulher por dentro!

Paula não sabia o que dizer, havia sido encurralada e questionada por Angela e não tinha argumentos fortes o suficiente para rebater as acusações.

Paula: É.. eu não sei amiga.. não sei mesmo... – Paula ficou meio perdida neste momento.

Angela: Paulinha... faz um teste, todo mundo é humano e ninguém se conhece cem por cento! Entra nestes sites pornôs, vê uns filmes de homens com travestis, com transsexuais.. e vê se gosta! E, principalmente: presta atenção se você gosta mais de se imaginar na pelo do cara ou.. na pele da 'garota'!

Paula: É verdade.. boa ideia, vou tentar! – Paula se interessou pela ideia de Angela e concordou.

Angela: Isso amiga, vai se descobrindo, vai com calma, sem pressa...

Os dias foram se passando e Paula ficava cada vez mais viciada em vídeos pornôs envolvendo transsexuais. Ela chegava a ter vários orgasmos seguidos... sempre se imaginando na pele da 'menina'.

Paula: “E não é que eu gosto disso mesmo?! Aliás, é uma delícia, eu amo esses vídeos, adoro me imaginar na pele delas! Como não fui perceber isso antes?”

Enquanto a sexualidade de Paula se aflorava, ela ia percebendo mudanças comportamentais. Parecia que estava mais feliz consigo mesma e não sentia mais necessidade de ostentar as coisas que tinha ou de magoar ninguém.

Paula: “Será que entendi de vez quem eu sou? Acho que agora eu sei.. eu estava triste, reprimida e não sabia.. eu... eu sou mulher! Sempre fui!”.

Após pensar muito no assunto, Paula tomou a maior decisão de sua vida: Se tornaria a mulher que sempre foi. Ela só precisou comunicar a decisão à mãe e à irmã pois não queria ver o pai de jeito nenhum. Paula estava disposta a encarar tudo e todos, passar por cima do preconceito e queria ver até onde aquela história a levaria. Assim, ela resolveu falar com Angela novamente pois Angela prometera ajudá-la. E, ela não sabia o porquê, mas confiava na amiga.

# Vários dias depois

Angela está em casa em um Sábado de manhã, após Paula sair de sua casa há quase três semanas, quando escuta duas batidas leves na porta. Ela se levanta do sofá, ainda meio sonolenta e, quando abre a porta, mal acredita no que vê.

Paula: Oi! Tudo bem? Você se lembra de mim, não é? Mas vamos nos apresentar novamente.. meu nome é Paula e quero ser sua amiga! Espero que possamos ser amigas, depois de tudo o que fizemos uma para a outra.. você aceita? Vamos começar tudo de novo? Do zero? – Paula diz com sinceridade, toda vestida de mulher e muito feminina.

Angela sorri verdadeiramente, com lágrimas nos olhos, abraça Paula e responde sem titubear.

Angela: Sua engraçadinha! Eu adoraria! Não acredito, você.. você já se decidiu??

Paula: Já, querida.. eu quero ser mulher e.. não conheço ninguém melhor que você pra me ajudar! Eu vou aceitar a sua proposta, aquela que você me fez há três semanas atrás. Mas não se preocupe, eu vou trabalhar, vou pagar todas as minhas contas e o seu empréstimo direitinho. E... caso você não ligue, eu gostaria de voltar a morar aqui com você... posso?

Angela: P-Pode, querida.. eu.. nunca fui de humilhar ninguém! Me desculpe por tudo aquilo, paulinha! Eu estava cega de ódio... – Angela estava sentindo alívio por dentro pois se sentira culpada por tudo que Paula tinha passado com a mãe.

Paula: E me desculpe por tudo que fiz pra você! Você sabe... não era eu, era outra pessoa, um tal de Paulo.. que eu nem conheço mais!

Após rirem um pouco, Angela lhe apresentou o mesmo quarto que Paula já conhecia muito bem. Paula começou a passar os dias ali e desenvolveu uma amizade que jamais pensaria que teria com Angela. Ela voltou a tomar os hormônios, regularmente. Também trabalhava muito para pagar tudo o que devia à amiga, inclusive ajudando nas tarefas domésticas. Renata também aparecia de vez em quando para conversar com as amigas, que agora riam de tudo que haviam passado.

Paula: Sim, verdade, muito engraçado mesmo! Principalmente porque não foram vocês que passaram por tudo aquilo, claro! Eu virei a maior bicha da cidade, fiquei com fama de puta, galinha e tudo mais.. ninguém olha mais pra minha cara.. óbvio que tudo é engraçado, para os outros, né?!

Angela: Hahahá! Há, mas paulinha.. nós te acordamos pra vida, se não fosse por nós, você seria infeliz pro resto da sua vida!

Renata: E o problema é que você continuaria sendo aquele filho da puta! Ai, que raiva que eu passei com você! Mas nós descontamos certinho, né Angela? Hahahá!

Paula: Descontaram mesmo.. e pra valer! Vocês e minha mãe... vocês me acordaram de outra vida! Não sei se fico agradecida ou puta com vocês!

Angela: Tem que nos agradecer, claro! Hahahá! Mas que eu tive dois dos dias mais engraçados da minha vida, há! Isso foi mesmo! Hahahá!

Renata: Concordo! Eu ri tanto... quase fiz xixi nas calças várias vezes.. hahahá!!

Paula: S-Suas palhaças!! – Paula riu junto com as amigas.

Conforme os meses iam se passando, Paula ficava cada vez mais feminina. Desenvolveu seios de tamanho médio e acumulou gordura nos quadris. Perdeu músculos e peso, ficou com a pele suave e lisa e sua bunda aumentou consideravelmente. Outra mudança física que notou foi que seus testículos e pênis diminuiram em quase metade do tamanho. Ela também passou a ter mais cuidados consigo mesma, passando a usar hidratantes na pele e nos cabelos e fazendo exercícios físicos regularmente. Aprendeu a fazer as unhas e começou a treinar a voz para falar de uma maneira mais feminina. Passou a se referir a si mesma sempre usando pronomes femininos e começou a tratar as outras pessoas com mais cuidado, com respeito. E tudo isso a deixava mais feliz, ela sabia que tinha tomado a decisão certa. A única coisa que ainda a perturbava era saber que o pai estava estranhando o seu sumiço e questionando a mãe e a irmã sobre os boatos que ouvia da boca do povo da cidade, coisa que cedo ou tarde teria que ser resolvida.

Após quase seis meses, Paula recebeu outra mensagem de Vitor.

Vitão: Oi.. ainda se lembra de mim? Nunca mais me respondeu... fala comigo, por favor!

Paula leu a mensagem e sentiu o frio na barriga de novo. Ela ainda pensava no Vitor, apesar de tanto tempo. Resolveu ligar para ele.

Paula: Oi Vitor... claro que eu me lembro de você! Me desculpa se não respondi suas mensagens por tanto tempo, é que minha vida estava de cabeça para baixo.

Vitão: É, eu sei, to sabendo! Eu falo com a Angela de vez em quando, ela me disse tudo..

Paula: Hã? Ela te disse tudo? Tudo... tudo mesmo? – Paula se perguntava se Vitor ainda pensava que ela era mulher ou se já sabia realmente de tudo.

Vitão: Claro, ela me disse tudo, nos mínimos detalhes. Não fica brava com ela não, eu é que insisti..

Paula: Há! E... – Paula pensou bem se devia prosseguir no que pensava, tomou coragem e apimentou a conversa.

Paula: V-Você sabe que eu sou homem, na verdade, n-não sabe?

Vitor: E-Eu soube desde a primeira vez que nos conhecemos, lá no centro da cidade! Quando fui conversar com você, eu percebi! Mas eu não liguei pra isso, sério! Eu mesmo não sabia o porquê mas não conseguia te tirar da minha cabeça. Por isso te convidei naquela vez para irmos pra balada!

Paula sentiu seu corpo todo se arrepiar.

Paula: “Como assim, ele já sabia de tudo? Então, na verdade, tudo o que ele fez.. foi sabendo que eu era homem? Meu Deus, ele sabia de tudo!” – Paula ficou meio eufórica na hora.

Paula: E... você ainda pensa em mim assim? – Ela tentou se controlar, falando calmamente.

Vitão: Claro! Eu acho que eu gosto de você, paulinha... pra mim você sempre foi menina e eu nunca liguei pra preconceito nem nada.. você acredita em mim?

Paula: Claro.. eu.. – Paula não sabia o que falar mas estava radiante por dentro.

Vitão: Você gostaria de sair comigo de novo? Desta vez, só eu e você.. o que acha?

Paula: E-Eu.. adoraria! Pra onde vamos?

Vitão: Vamos primeiro nos conhecer melhor! Que tal irmos para um restaurante que serve comida italiana aqui perto do centro?

Paula: Sim, vamos! – Paula sentia uma espécie de temor e orgulho por marcar seu primeiro encontro com um homem.

O tempo foi passando e Paula tinha um relacionamento cada vez mais sério com Vitor. Desde o primeiro encontro eles se beijaram e ela tinha cada vez mais certeza que gostava de homem, na verdade. E em todas as vezes que se beijavam, Vitor segurava o rosto de Paula com carinho e cavalheirismo mas também a apertava forte nos quadris e na bunda, deixando-a com um tesão incrível pelo namorado. Em um destes encontros, a coisa ficou 'séria' e eles resolveram namorar dentro do carro, ao lado do muro da escola onde Paula estudou, lugar em que havia muitas árvores e ficava bem escuro e quieto após a meia noite.

Paula: Huuum!!!! hum, huuumm! Aiê! – Paula sentia Vitor grande e forte contra seu pequeno e feminino corpo, causando-lhe calafrios.

Vitor estava estava eufórico naquela noite e apertava Paula com força, fazendo-a gemer de tesão. Ele a beijava e lhe dava mordidas na orelha, deixando-a em transe.

Vitor: Meu amor, vamos para o banco de trás do carro? Acho que vai ficar mais confortável...

Paula: V-vamos!

Vitor continuava seus avanços, beijando o pescoço de Paula e a apertando na bunda e coxas. Paula vestia uma sainha fácil de ser driblada pelas mãos de Vitor, que continuava sua cessão de apertos.

Vitor: Hum.. amor, você está cada vez mais gostosa, olha isso! Corpão de mulher mesmo, coxas lisas, cabelos grandes, loira, bem arrumada, cheirosa... você não sabe o tesão que isso me dá! – Vitão dizia e continuava a beijá-la.

Paula: Humm, delícia.. eu adoro quando você me elogia e me amassa assim... mas espera aí, para a minha primeira vez, eu quero um lugar melhor..

Vitor: Primeira vez?

Paula: Sim... minha primeira vez de verdade. Sabe, como mulher.

Vitor: Há, sim, entendi... já sei! Vamos para um motel? Tem um aqui perto, ao lado da rodovia..

Paula: Vamos!

Chegando no quarto do motel, ainda vestindo roupas, Vitor a beijava e a apertava cada vez mais. Paula sentia aquela mão forte apertando seu corpo, seus seios, puchando seus cabelos... Logo Paula sentiu vontade de fazer com Vitor tudo o que via naqueles vídeos pornôs que estava viciada. Ela estava adorando ser feita de menina por um homem forte e másculo.

Vitor a segurou por trás, beijando seu pescoço e apertando forte seus quadris. Paula sentiu o volume do pênis de Vitor por dentro de sua calça, pressionando sua bundinha...

: - )

Cenas para o próximo capítulo! ;- )

Beijinhos!

Comentários

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  • Desejo receber um e-mail quando um novo comentario for feito neste conto.
16/04/2019 23:25:14
Ain menina q lindooo e q fogo vc me deixou
14/04/2019 11:11:13
Obrigada pelos comentários! Anônimo20, talvez fosse interessante mesmo, fica pra próxima!
14/04/2019 08:48:55
Lindo conto espero continuação
13/04/2019 21:33:29
Achei que fosse ter algumas cenas de dominação pelas duas senhoras :(