O Conde - I

Um conto erótico de Augusto
Categoria: Homossexual
Data: 16/03/2019 03:53:13
Última revisão: 06/07/2019 07:55:18
Nota 10.00

Estava duro, o homem sentava em meu pau. Eu passava a mão pelo seu corpo. Alisava seu peito, principalmente a cicatriz que ele tinha ali. Algo me atraia nela, inclinei para beija-la. Iniciamos uma nova posição o frango assado. Ele gemia e me beijava. Eu sentia o seu pau na minha barriga gostava de senti-lo em contato comigo. Ele puxou os meus cabelos para trás. Pude ver a tenda que se prendia na cama daquele quarto luxuoso estilo de palácios europeus. Estava prestes a gozar. Senti aquele homem gozando em mim. Seu anus se contraindo e eu também gozei.

Acordei no susto. Mais uma vez havia gozado enquanto dormia. Mais uma vez sonhando com uma transa homossexual, que eu não sou, com um homem que eu não consegui me lembrar do rosto, apenas do prazer que eu sentia. Me levantei rápido da cama, já estava atrasado para a minha aula na faculdade.

- Que cara é essa Augusto? – Amanda me perguntou.

- Tive mais um sonho daqueles. – Eu respondi sem graça e Amanda sorriu. – Eu não entendo, não sou gay, você sabe. Por que estou sonhando tanto que transo com esse homem?

- Talvez algum desejo oculto. – Amanda me disse.

- Mas eu não sinto tesão nenhum por homens, mesmo nos mais bonitos. E no sonho eu gostava desse cara. – Eu respondi.

- E conseguiu ver o rosto? – Amanda me perguntou.

- Não, quando acordo eu não me lembro. Sem rosto, sem nome, nada. Mas dessa vez não foi em um estabulo ou em quarto pequeno de colchão de palha, foi em um quarto chique, grande bonito. Parecendo em um castelo. A única coisa que me lembro dele é a cicatriz no peito. – Eu respondi.

- Augusto pode parecer loucura, mas e se isso for lembrança de outra vida? – Amanda me disse.

- Sabe que eu não acredito nessas coisas. – Eu respondi.

- Não é por que você não acredita que elas não existem. – Amanda me disse.

O professor olhou pra gente censurando a conversa paralela. Ficamos calados e prestamos atenção na aula.

Amanda é a minha melhor amiga desde a quinta serie sempre nos demos bem. Amizade acima de tudo, até ensaiamos uma namoro no final do ensino médio. Perdemos a virgindade um com o outro, mas a amizade sempre foi maior, por isso resolvemos ficar apenas como amigos. Ela morava na minha rua quando crianças, mas por questões financeiras seus pais venderam a grande casa que possuíam e se mudaram para um apartamento em um bairro próximo. Hoje ambos com 21 anos de idade estudamos na mesma sala fazendo o curso de administração.

Eu morava com os meus avós maternos, meu pai havia falecido e minha mãe foi embora do país há muitos anos. Não tínhamos muito contato, mas ela sempre me ligava nas datas comemorativas e me mandava presentes.

- Eu acho que você poderia tentar uma terapia de regressão. – Amanda me disse no final da aula. – Conheço pessoas que já fizeram e gostaram muito. Você pode tentar.

- Não acredito nisso. Eles vão tentar me induzir a acreditar em alguma coisa a viver uma experiência falsa. – Eu respondi.

- Que seja falsa, contando que explique e te ajude quanto a esses sonhos tudo é valido. Vou pegar o contato pra você. Amanhã te passo. – Amanda disse, nos despedimos e eu fui para o meu estagio e ela para o dela.

À noite em casa fiquei pensando se eu possuía algum desejo gay oculto, resolvi me testar. Comecei a ver um filme porno gay. Não curti nada, achei tudo forçado e nada excitante. Assisti outro e depois outro. “Eu não sou gay, não sinto tesão nisso.” Eu pensei desligando o vídeo e indo dormir.

Eu estava novamente naquele quarto, aquele homem que eu não conseguia lembrar o rosto, Ele estava deitado na minha cama pelado.

- Estava te esperando. – Ele me disse.

Acordei assustado ainda era de madrugada, consegui me lembrar da voz daquele desconhecido e da felicidade que senti ao vê-lo na minha cama. Era estranho pensar naquela cama como sendo minha. Senti que eu estava excitado. Como aquele homem dos meus sonhos conseguia me deixar excitado?

Voltei a dormir, se sonhei com ele não me lembro, pelo menos não acordei melado. Acordei fui pra aula e quando a Amanda me entregou o contato do psicólogo que fazia regressão resolvi aceitar e marcar uma consulta.

- Boa tarde. Vamos entrar. – O psicólogo me cumprimentou, se apresentou, seu nome era João Henrique, simpático devia ter uns 35 anos e me perguntou por que procurei a terapia de regressão, o que eu buscava alcançar etc...

- Tenho tidos uns sonhos estranhos, que se repetem de forma diferente. Uma amiga disse que poderia ser vidas passadas, eu na verdade, não acredito nisso, mas vi que essas terapias servem também para nos ajudar a buscar algo do nosso inconsciente. E eu acho que pode ter algo errado com meu. – Eu respondi meio sem graça.

- E sobre o que são esses sonhos? – Ele me perguntou.

- Lugares que desconheço, tem sempre uma pessoa que não vejo o rosto. Não entendo muito bem. Mas sinto que no sonho sou uma pessoa diferente do que sou agora. Não digo fisicamente, mas nos desejos, nas vontades, nas ações. – Eu disse, não ia dizer para um desconhecido que eu sonhava que transava com um homem. Até para confessar isso para Amanda eu demorei semanas.

O psicólogo conversou bastante comigo e quis me preparar para o que eu podia descobrir independente se fosse uma outra vida ou uma historia fragmentada que eu contava pra mim mesmo. Achei legal o que ele falou, pediu para eu não abandonar a terapia e sempre conversar com ele após a minha regressão. Concordei.

- Deite no divã. – Ele me pediu. E eu deitei. Ele colocou uma musica ambiente bem tranquila apenas com notas leves – Você pode fechar os olhos, esvazie a sua mente pense somente no céu. Como você vê o céu?

Eu não sabia o que responder.

- O céu Augusto, está limpo, nublado, tem sol não tem? O que você vê? – Ele perguntou.

- O céu está limpo. – Eu disse o que eu projetava na minha mente. Aquilo não era uma regressão, eu estava apenas criando algo na minha cabeça, vi que aquilo ali seria furada.

- Muito bem, e o que sente? Como esta o clima, quente ou frio? – Ele me perguntou.

- Normal. – Respondi já não achando graça naquilo.

- Augusto esvazie a sua mente, quero que entre de verdade nesse ambiente, assim como quando lê um livro e você consegue vivenciar todo o ambiente. Vamos lá ok? Você vê um céu limpo. Vê o sol? Como está o clima, quente ou frio? – Ele insistiu.

- O sol está branco, não faz calor. – Resolvi entrar na onda. Já estava ali mesmo.

- Olhe para os seus pés o que vê? – Ele me perguntou

- Estou pisando na grama, estou com uma bota. – Respondi.

- Agora olhe para frente o que mais vê? – Ele me perguntou.

- Vejo um grande pasto com grama verde, até perder de vista. – Eu disse.

- Muito bom. Agora olhe em volta. O que mais vê. – Ele me perguntou.

Sentia que eu realmente estava naquele lugar, como se naquele momento fosse real. Não conseguia me mover, era estranho.

- Não consigo me virar. – Eu disse.

- Relaxa, comece de novo. Olhe para o céu, para o chão, para frente, tente prestar mais atenção nos detalhes no barulho no vendo ou na ausência dele, no que consegue ver a sua frente e sinta que você tem a liberdade de andar em todo esse lugar. – João me disse.

Eu tentei realmente me senti pertencendo a aquele lugar. vi uma arvore, suas folhas vibrando ao vendo, senti o vento frio batendo em meu rosto, vi que minhas roupas eram diferentes, de época que eu não sabia identificar, escutei o relinchar de um cavalo quando olhei para trás vi um estabulo. “Será que é o estabulo onde eu sonhei que transei com aquele homem?” pensei. Atrás do estabulo ainda mais afastado eu vi uma torre, parecia de um castelo. Narrei para o João o que eu vi.

- Muito bom Augusto, foi um bom começo. Agora feche os seus olhos, deixe tudo sumir da sua mente. Quando isso acontecer você abre os olhos do seu corpo e vai se despertar aqui no meu consultório. – João disse.

Não havia me dado conta que o horário da consulta havia se encerrado. Eu queria continuar lá, saber mais sobre aquele lugar, saber se era ali que meus sonhos aconteciam.

Mais uma noite sonhei com um sexo incrível, mais uma vez naquele quarto, eu estava deitado quando o homem veio me chupar, eu segurava em seus cabelos curtos e escuros e o forçava contra o meu pau. Gozei em sua boca. Acordei todo gozado.

Amanda quis saber como foi a consulta e eu contei tudo a ela. Na semana seguinte voltei ao consultório do João. Mais uma vez voltei para aquele lugar. Consegui andar por todo estabulo, consegui entrar no castelo e ver detalhadamente cada cômodo inclusive reconheci aquele que seria o “meu” quarto.

- Fizemos um excelente trabalho Augusto. – João me disse. – Esse exercício foi para buscar nas suas lembranças este lugar e conseguimos. Na próxima consulta vamos tentar ir até lá e reviver as experiências que você já teve neste local.

Estava empolgado, estava desbravando algo que inconsciente eu escondia de mim mesmo. Mais uma vez nesta noite sonhei novamente que transava com esse homem desconhecido, em outro cômodo do castelo.

A semana passou lenta, acho que era pelo tanto que eu esperava pela nova consulta. Estava mais uma vez no castelo.

- Quero que volte no tempo, como se rebobinasse todos os acontecimentos que se passaram por ali. Concentra-se e me fala o que você esta vendo agora.

- Estou no salão principal, está tendo uma festa vejo muitas pessoas bem vestidas. – Eu disse.

- E você? Onde está? De onde parte seu ponto de vista? – João me perguntou.

Era estranho eu estava no colo de alguém. Eu era um bebê. Via tudo dos olhos de um bebê. Estava no colo de uma mulher que não era minha mãe, mas eu gostava. Minha mãe estava sentada ao lado dessa mulher que me segurava no colo, era uma ama. Meu pai estava no meio do salão conversando com os convidados. Contei isso tudo para o psicólogo.

- Vamos avançar no tempo. – Joao disse.

Agora eu já era um garoto, andava a cavalo em alta velocidade, sorria e gostava daquilo. Avançamos mais uma vez, estava lutando espada, um exercício . Havia uma garota que olhava pra mim e sorria.

- Algo faz sentido pra você Augusto? O que tem para me dizer de tudo o que viu aqui? – João me perguntou.

- De uma forma estranha tudo fazia sentido, tinha de volta toda a memoria e os acontecimentos de tudo que se passou até ali, como se tivesse visto um filme.

- Aquele castelo era a minha casa. A festa era para comemorar o réveillon e também o meu aniversário de 1 ano. Minha mãe era debilitada por causa do meu nascimento. O meu pai era um conde. Passei a minha infância me preparando para me tornar também um conde. Aprendi a andar a cavalo e lutar desde cedo. Aquela garota era a minha prometida, iriamos nos casar quando chegássemos à idade adulta. – Eu disse sem entender como eu sabia daquilo. Me questionava se aquilo era um outra vida ou uma peça que minha cabeça pregava em mim. Mas aquilo me instigava cada vez mais.

Queria saber quando eu iria encontrar com aquele homem que me despertava tanto desejo nos meus sonhos.

- Eu disse que isso era coisa de vida passada. - Amanda me disse.

- Ainda não sei se é isso ou alguma coisa da minha cabeça. – Eu respondi.

- Para Augusto, mesmo vendo isso tudo ainda não se convenceu. – Amanda argumentava.

- Vou me convencer quando vir alguém lá que existe aqui no mundo real. - respondi

Estava em mais uma consulta. Voltei para o castelo, via o Conde brigando comigo.

- Você não vai Pierre. Seu lugar é aqui. Cuidando na nossa propriedade, assumindo o seu titulo de Conde. – Meu pai me dizia.

- Não pai, essa não é a minha vontade. Quero ir para Londres, quero ser um doutor da medicina. – Eu disse, meu pai fez cara feia.

- Jacques, cuidar da vida é algo nobre, tão nobre quanto o titulo de conde e ser um conde e doutor trará ainda mais nobreza para a nossa casa. Nosso filho prometeu voltar assim que terminar os estudos.– Minha mãe disse.

- Adeline, não se poste contra mim. Convença ao seu filho ficar, ou que ele pelo menos fique na França, que vá para Paris e não para a Grã-Bretanha.

- Pai, Paris ainda está se reerguendo, não é como foi na sua época antes da revolução. Sem contar que os britanos ajudaram a restaurar a monarquia e de uma forma mais democrática, possuímos um primeiro ministro, o rei de direito ainda reina. E o senhor não perdeu o seu titulo de Conde. Diferente do que Napoleão queria – Eu disse.

- Escute o nosso filho Jacques. – Minha mãe pediu.

- Que vá. Mas volte assim que terminar os estudos. E irá se casar. – Meu pai disse.

- Obrigado pai. – Eu disse.

- Obrigada Jacques. – Minha mãe também agradeceu.

Essa sessão foi diferente, eu vivi todo o momento, toda a conversa, não tinha consciência de mim como Augusto, eu era apenas Pierre. Não via a hora de uma nova consulta de voltar naquele passado ou nas profundezas da minha mente. E ver como aquela historia terminava ainda esperava encontrar aquele homem.

Na regressão seguinte, eu/Pierre estava em Londres quando recebi uma carta de Maurice. Maurice era um funcionário confiável do meu pai. Escreveu-me a carta informando que meu pai estava doente, que o mesmo não queria me chamar enquanto eu não finalizasse meus estudos, que faltava apenas um ano para acabar, mas que ele via como grande a necessidade do meu regresso as nossas terras. Assustado e preocupado peguei o primeiro vapor de volta para a França, cheguei em casa e minha mãe ficou feliz ao me ver.

- A quanto tempo meu pai está nessa situação? – Eu questionei.

- Há 6 meses meu filho, e ele não melhora. – Minha mãe me disse.

Comecei eu mesmo a tratar do meu pai, dia a dia ele melhorava um pouco. Conseguindo até voltar a falar. Havia decidido que não voltaria para Londres até ele se recuperar. Sabia que se ele morresse meu sonho de me tornar um doutor estaria acabado.

- Já que voltou, vamos marcar o seu casamento, já é um homem. – Meu pai disse.

Eu não tinha nenhuma vontade de me casar apesar de conhecer Desiré desde criança e saber que aquele seria o nosso destino.

- Vamos esperar que você se sinta melhor meu pai. Assim eu volto para Londres, termino meus estudos e regresso para o casamento com Desiré. – Eu disse.

- Não Pierre, quero casa-lo e passar o meu titulo de conde a você, não posso esperar muito mais da vida. – Meu pai disse. O respeito e a sua fragilidade não me permitiram argumentar. – O pai da sua noiva também quer esse casamento o mais rápido possível.

- Tudo bem meu pai. Será como deseja. – Eu respondi. Ainda casado poderia voltar a Londres, desde que meu pai ficasse bem.

Foi feita uma festa de noivado, onde reencontrei Desiré 3 anos após a nossa despedida ela estava ainda mais bela, mas não me olhava da mesma forma com o mesmo sorriso.

- Senhora minha noiva, - Eu disse sorrindo.

- Olá Pierre. – Ela respondeu seca, sempre brincávamos de nos tratar daquela forma.

- Algum problema Desiré? – Eu perguntei. Levando-a para uma ponta vazia do salão.

- Não nenhum. – Ela respondeu eu vi que mentia.

- Pode falar comigo, nos conhecemos desde sempre, o que lhe aflige? – Eu perguntei.

- Não quero me casar Pierre. – Ela me disse.

- Eu também não, não terminei meus estudos, queria voltar para Londres terminar e só depois nos casarmos. – Eu disse.

- Você não entendeu Pierre, não quero me casar com você, estou amando outro homem. – Desiré disse.

Aquilo foi um balde de água fria. Não havia imaginado a minha vida sem ela, não por amor, mas por sempre ter sido condicionado a pensar daquela forma. Já havíamos aceitado aquele destino. E a rejeição me magoou.

- Então não nos casemos. – Eu disse.

- Não cabe a mim essa decisão. – Ela disse.

- Nem a mim, convença o vosso pai. Se não queres se casar comigo também não a desejo como esposa. – Eu disse saindo de perto dela.

O jantar havia perdido a graça para mim. Naquela noite conversei com o meu pai expliquei o que Desiré havia me falado.

- Então foi justamente por isso que o pai dela quer este casamento o mais rápido possível. Que ficou feliz com o seu retorno. – Meu pai disse.

- Agora quem não quer esse casamento sou eu. – Eu disse.

- Não pode desistir Pierre. Eu dei a minha palavra. – Meu pai me respondeu.

- Mas senhor meu pai, vai forçar casar-me com uma mulher que não me deseja? Que ama outro homem? Como posso ser feliz assim? – Eu questionei.

- Vocês jovens fantasiam o amor, faça a sua mulher lhe respeitar, obedecer e lhe dar filhos, seja bom para ela que ela irá lhe amar e você ficará satisfeito. Amor é uma ilusão. – Meu pai disse. Eu não concordava com esse pensamento, sempre acreditei no amor. Imaginava que depois de casado poderia vir a amar a Desiré e ela a mim. Mas agora ela já sabia o que era o amor e sente por outro homem.

Dias depois ficamos sabendo que Desiré havia fugido com o “namorado”. Fiquei aliviado. Estava livre daquele casamento forçado.

Mais alguns dias o Visconde Othon pai da Desiré veio até a nossa casa com ela. Pedindo ao meu pai para ter o casamento.

- Eu não quero mais esse casamento. – Eu disse.

- Pierre vocês se conhecem desde a infância sempre houve um grande carinho entre vocês. – O Visconde me disse.

- Sim, senhor. Mas isso foi antes dela dizer que ama outro homem e fugir com ele. – Eu disse.

- Conde Jacques? – O Visconde pedia o apoio do meu pai.

- Meu caro amigo Visconde, se a moça não estivesse fugido eu o forçaria a se casar, mas agora, quem pode garantir que ela ainda é pura? –Meu pai disse.

- Eu garanto. – O Visconde disse.

- Não é o que estão dizendo por ai. – Eu respondi.

- Pierre podemos nos falar em particular. – Desiré me pediu. Sai com ela em direção a uma ponta do grande salão. – Pierre eu lamento muito te colocar nessa situação, mas, por favor, se case comigo. Meu pai irá matar Edmond se você não aceitar.

- Eu não estou em nenhuma situação complicada Desiré, você que está. Não tenho nada com isso. Vocês escolheram os vossos destinos. – Eu disse.

- Mas você estudou para salvar vidar. Pode salvar a de Edmond. – Desiré disse.

- Não confunda as coisas. Não foi neste sentido. – Eu disse.

- Eu lhe suplico. Prometo ser uma boa esposa, só não posso deixar Edmond morrer e também não quero ser enviada para o convento e ficar lá até a minha morte. – Desiré disse. Me deixando comovido.

- Irá jurar me obedecer? Irá comigo para Londres para que eu termine meus estudos? – Eu perguntei.

- Sim eu lhe juro. – Ela disse.

- Aceito manter o casamento. - Eu disse em alto e bom tom deixando meu pai e o Visconde satisfeitos. Meu pai aproveitou para cobrar um valor ainda mais alto pelo dote de Desiré.

O casamento foi marcado, um grande festa montada nos jardins do meu palácio. Convidados já haviam chegado, tudo pronto estava entrando na capela quando escutamos um grito.

- Desiré... Desiré – Um jovem e belo rapaz gritava, um pouco alcoolizado. – Não se case Desiré.

O Visconde Othon mandou seus vassalos tirarem o rapaz da capela.

- Por favor, não o machuquem. – Desiré pediu.

- Eu o desafio, desafio para um duelo. Pela mão da Desiré. – O rapaz disse pra mim.

- Edmond, está louco. Não faça isso, vá embora. – Desiré dizia chorando

- Não vou duelar com você. – Eu disse.

- Covarde. – Edmond gritou. Percebi a empolgação de alguns convidados.

- Não vou lutar com um homem ébrio. – Eu disse.

- E vai ter a sua honra machada? – Alguém questionou.

- Não há honra em vencer um homem neste estado. – Eu disse.

- Está é uma festa de casamento, não o palco para um duelo. – Meu pai disse.

- Covardes, todos vocês covardes. – Edmond gritava enquanto ainda era segurado por dois homens, sua pele clara os cabelos loiros na altura dos ombros colados no seu rosto suado.

- Que seja alguém ajude esse homem a se recuperar. Vamos acabar com isso logo. – Eu disse.

- Não, por favor Pierre, não. – Desiré me pediu.

- Você já me desonrou uma vez. Aceitei este casamento por você, para salvar a vida deste homem ele não quer viver. Não serei um covarde, não envergonharei ainda mais o meu nome e o meu pai. Sinto muito. Ele que pediu. - Eu disse.

Uma hora depois voltaram com o jovem, seus cabelos ainda soltos sobre o rosto, todo molhado, não estava mais tão bêbado, provavelmente lhe jogaram água cara e lhe deram algum chá de ervas pra se curar da bebedeira. Andava sozinho e movimentava com destreza a sua espada. Havia três anos que eu não tocava em uma espada, mas aprendi a usa-la desde cedo, com exercícios diários. Eu não tinha duvida que ainda fosse muito bom naquilo.

Começamos a luta, o deixei começar atacando, apenas me defendia, queria ver o que ele sabia fazer. Era bom, mas não aprendeu a lutar com um mestre de armas como foi o meu caso. Às vezes ele desequilibrava um pouco. Se eu quisesse poderia mata-lo em 30 segundo, mas eu tinha outro plano, derruba-lo no chão e acabar com aquela palhaçada o deixando vivo. Foi assim que eu fiz.

- Acredito que está claro quem é vencedor. – Eu disse alto. – Não quero que a festa do meu casamento seja machada com uma morte.

- Mas é questão de honra. – Alguém gritou. Queriam sangue.

- Já tenho minha honra. Já o derrotei, ele está no chão com a minha espada em seu pescoço. Quem poderá dizes que eu não tenho honra.

- Eu. – Edmond gritou. – Me mate seu covarde, se não posso ter a Desiré prefiro a morte.

Despertei assustado naquela sessão. Sentia o peso daquela espada ainda em minhas mãos.

- Por que me acordou. – Perguntei o João.

- Era uma situação difícil, fizemos um grande avanço hoje, temos que nos preparar para o que pode ter acontecido a seguir. Como irá se sentir se realmente tiver matado aquele homem? Se dentro de você há um assassino? Mesmo que acredite que seja apenas uma historia que seu cérebro está te contando. De qualquer forma ficamos aqui quase duas horas. Reflita melhor sobre isso. Na próxima semana a gente conversa mais um pouco e continuamos de onde paramos.

CONTINUA....

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Comentários

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02/06/2019 18:50:36
mto bom mesmo
21/05/2019 07:09:28
Muito bom esse conto, poderia na realidade formalizar um livro com essa história.
20/05/2019 10:41:53
Interessante esse conto.
19/04/2019 03:03:58
Amei!!!
28/03/2019 22:39:56
Nossa👏👏
22/03/2019 09:06:40
gostei
19/03/2019 23:43:38
Muito bom
19/03/2019 00:21:56
Pessoal fico muito feliz que tenham gostado do meu novo conto. Também estou muito feliz em escrevê-lo. Saiu à continuação: https://www.casadoscontos.com.br/texto/ @Lebrunn – Fico feliz que gostou, vamos juntos nesta também. @Alexsandro Afonso - Seja bem vindo. Fico feliz pelo seu interesse, espero que goste dos demais. @MarceloCR7 – Muito obrigado pelas palavras. Espero que possa em cada capitulo superar as suas expectativas. @Digsgay – Fico feliz que tenha gostado. E pode apostar que terá relações surpreendentes com a vida atual do Augusto, na hora certa ok? @Novoleitor – Fico feliz que gostou. A ideia é sempre deixar um pouquinho para o próximo. @Pppdobom – Muito obrigado pelas suas palavras. Estou adorando escrever aqui para casa. Tenho varias historias prontas na minha cabeça e pretendo conta-las todas aqui. Fico feliz que goste. @hubrow – Fico feliz que tenha gostado. @Suara – Fico muito feliz que chegou até este meu conto. E muito obrigados pelas suas palavras . Por favor vote e comente em todos eles, isso é muito importante para mim. Bjos @VALATERSÓ – Fico feliz que também tenha chegado até aqui. E que tenha gostado do meu novo conto. Apenas contestando a sua correção um psicólogo pode também ser um psicanalista. Psicólogo é aquele que forma psicologia a o psicanalista segue uma linha independente. Desta forma João pode sim ser graduado em psicologia, trabalhar tanto com terapia e psicanálise. Realmente uma sessão normal de terapia ou psicanálise não deve ultrapassar o horário. Mas uma terapia de regressão pode possui métodos e horários diferentes. @Jani – Fico feliz que tenha gostado dos meus contos. Todo dia eu posto um novo conto. Pode acompanhar também pelo meu perfil. Toda vez que comentar mantenha marcado para receber notificações. Eu sempre aviso quando publico um novo capitulo. @Freud_lukas – Muito obrigado. Espero que goste este conto. @Luhenrique – Muito obrigado pelas suas palavras. Vamos juntos neste conto também. @Zezinhodiv1 – Fico feliz que gostou. A ideia é sempre deixar um pouquinho para o próximo. @tiopassivo - Muito obrigado. Espero que goste.
18/03/2019 23:38:17
Vou acompanhar.
18/03/2019 17:43:22
Geomateus cadê vc
18/03/2019 17:42:56
Na melhor parte para há se te pego.
17/03/2019 05:00:50
Mais uma história perfeita...já estou até sem elogios para você de tão bom que são suas histórias.
16/03/2019 22:48:44
Muito bom
16/03/2019 22:20:03
eu não sei como funciona esse site, sou nova aqui mas adorei suas histórias e essa tbm mas ainda nn sei como acompanhar, fiz o cadastro ma nn sei se da pra receber notiicação da historia
16/03/2019 17:34:44
EXCELENTE. CONFESSO QUE REALMENTE TAMBÉM NÃO IRIA LER. MAS AO INICIAR NÃO CONSEGUI PARAR. APENAS UMA CORREÇÃO. SE O JOÃO USA UM DIVÃ, ELE NÃO É PSICÓLOGO E SIM PSICANALISTA. DIGO POIS SOU PSICÓLOGO. DE RESTO, FOI TUDO MUITO BOM. DE FATO NÃO SE PODE NUMA ÚNICA SESSÃO RESOLVER TODA ESSA QUESTÃO. TAMBÉM UMA SESSÃO NÃO DEVE OU NÃO PODERIA ULTRAPASSAR O TEMPO NORMAL DE UMA HORA NO MÁXIMO. SÃO QUESTÕES TEÓRICAS. AQUI ESPERANDO PRÓXIMO CAPÍTULO.
16/03/2019 13:26:12
Não ia ler pensando ser mais uma estória sem nexo como muitas aqui da casa, mas sem querer eu abri e por curiosidade comecei a ler e qual foi a minha surpresa, qdo vi que se tratava de mais um conto desse autor que passei a amar ler. Parabéns, a Casa estava precisando de alguém como vc. Amo todos os seus contos, mas não sou muito de comentar, mas a partir de agora tentarei comentar em todos. Já ansiosa pelo próximo capítulo...Bjs meu qrdo.
16/03/2019 12:34:07
Gostei.
16/03/2019 12:24:14
Fico encantado como você consegue transitar entre seus pseudônimos e ter história muito interessantes parabéns sou fã
16/03/2019 11:22:54
Como assim porque ele foi acordado na melhor parte kkk
16/03/2019 10:20:58
Adorei a história! Tomara q além da regressão tenha alguma ligação com a vida real do personagem...