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Fragmentado VI

Acordei com batidas na porta. Era de manhã. Edu estava mais uma vez usando meus tubos para fabricar suas drogas. Fiquei puto com aquilo.

- Não abre essa porta. – Edu me disse. – Fique em silencio.

Fui ate o olho magico. Era um homem, até bonito de grande porte. Usava óculos escuros e possuía um distintivo no peito. Policial Civil.

- É a policia. – Eu sussurrei.

- Eu sei. – Edu me respondeu.

- Bom dia posso ajudar o senhor? – Olivia do lado de fora falava com o policial.

- Estou procurando o morador deste apartamento. – O policial disse.

- Ele deve estar dormindo. Ele sofre de insônia, toma remédios para dormir. Acorda próximo a hora do almoço. – Olivia disse sendo simpática.

- Tem certeza disso cidadã? – O policial perguntou.

- Sim senhor, somos vizinhos. Mas se quiser continuar insistindo. Duvido muito que consiga acordar uma pessoa que tomou remédio para dormir. – Olivia respondeu.

O policial se deu por satisfeito e foi embora dizendo que voltaria mais tarde.

- O que você esta fazendo com a minha vida Edu. Polícia batendo na minha porta. – Eu disse.

- Relaxa Carlos, aposto que ele só quer conversar. Se não teria invadido, teria um mandato. – Edu respondeu.

- Então porque não conversou com ele? – Eu perguntei.

- Por que a casa estava uma bagunça, mas vou dar pra ele o que ele busca quando voltar. – Edu me respondeu.

- E o que ele busca? – Eu perguntei.

- Sexo. - Edu respondeu.

- Você é um louco. Ele veio te prender. Porque esta fabricando e vendendo essas drogas e fazendo os meus alunos de mula.

- Já disse que ele não quer me prender. Talvez queira dinheiro, uma parte para liberar a venda. – Edu me respondeu

- Isso faz mais sentido do que sexo. – Eu disse. – Mas eu quero que você acabe com isso imediatamente, afinal esta casa é minha e depois você some vão achar que eu sou seu cumplice.

- Carlos eu não posso sumir, você não deixa. E sim você é meu cumplice. Quando vai acordar?

- Você é um louco Edu, não sei por que ainda te dou trela. Arrume tudo isso aqui. Vou voltar para a minha cama. – Eu disse.

Levantei da cama novamente com novas batidas na porta. O policial havia voltado.

- Boa tarde, posso ajuda-lo. – Edu abriu a porta. Eu via tudo de longe com as pernas bambas.

- Então você é o traficante? – O policial disse entrando na sala e olhando tudo a sua volta.

- Não senhor, apenas um fabricante, como um farmacêutico. – Edu disse.

- Você acha graça? Quer ser preso? – O policial disse.

- Adoro usar algemas e ficar preso em uma cama, mas acho que não é esse o seu convite. – Edu falou. Provocando o policial.

- Não mesmo idiota. – O policial respondeu.

- Então não quero ser preso. E também acho que não é isso que você quer. – Edu disse se aproximando do policial.

- E o que acha que eu quero? – O policial perguntou entrando na onda.

- O que você quer não posso te dar. Afinal sou um filantropo. Tudo que eu fabrico forneço para pessoas carentes, se quiser posso fornecer pra você, mas não tenho dinheiro.

- Não foi isso que fiquei sabendo. – O policial disse.

- Recebo apenas o custo para a fabricação. Acha que se eu tivesse dinheiro estaria morando nesta espelunca? – Edu disse forçando o homem a olhar em volta.

-Acha que eu vou cair nessa? – O policial respondeu.

- Sim, pois é a verdade, mas para não desperdiçar a sua visita eu posso te dar algo. – Edu disse pegando um saquinho com suas pílulas. – Tome pra você. Faça dinheiro com isso. Prove uma. – Edu disse colocando uma em sua boca e entregando a outra para o Policial. – Veja a qualidade, posso fazer para você, ache alguém para vender.

O policial colocou na boca. Edu lhe serviu um copo de vodca e ele aceitou. O efeito foi rápido no policial, que se sentou no sofá.

- Sabe o que é mais é uma delicia? – Edu disse sem ter a resposta do Policial respondeu. – Foder.

Edu colocou a mão sobre o pau do policial que começou a ficar excitado. Seu pau era grande e pesado, Edu passava a mão em seu peito definido, enfiou a mão por baixo da camisa era peludo, o policial começou a gemer. Edu caiu de boca no pau policial, que foi crescendo e ocupando o espaço da sua boca.

- Esta gostando? – Edu perguntou.

O policial gemia em resposta segurou a cabeça do Edu quase a ponto de sufoca-lo e socava o pau na sua garganta.

- Isso homem, fode a minha boca. – Edu pedia.

Depois de um tempo de muito socar o policial gozou na boca do Edu.

- Seu viado escroto. Na próxima vez eu quero dinheiro. – O policial disse ao ir embora ainda um pouco desorientado.

Fui até a sala e encarei o Edu.

- Você viu, sexo resolve tudo. – Edu me disse.

- Mas ele ira voltar. –Eu disse

- E lhe darei mais sexo. – Edu respondeu.

- Ele quer dinheiro. – Eu disse.

- O dinheiro ele não vai ter. – Edu me respondeu.

Nossa conversa foi interrompida pelo Otávio batendo a campainha para mais uma aula. Edu foi escovar os dentes e voltou para atender.

- Bem vindo meu jovem. – Edu disse ao abrir a porta.

- Oi professor. Não tive dever hoje. Mas que tal a gente apostar alguns exercícios do livro. Hoje quero comer o seu cu. – Otávio disse.

- Direto você. – Edu disse rindo. – Eu prefiro uma troca.

- Uma troca? – Otávio perguntou.

- Sim, eu te dou o meu cu, mas tenho que comer a sua mãe. – Edu disse. Isso de alguma forma me deixou excitado.

- Comer a minha mãe? – Otávio parecia não acreditar.

- Vai ficar repetindo tudo que eu falo? É isso mesmo. Sua mãe é uma mulher bonita e sozinha. Acha que ela não sente falta de um homem. Eu posso ser esse homem pra ela. Um homem que você confia e que você vai poder fazer tudo o que você quiser quando quiser.

- Não vou negociar a minha mãe. – Otávio disse bravo.

- Otávio, não depende de você, depende apenas dela. Não vê que estou sendo bonzinho, te dando a chance de escolher. Se eu quiser comer a sua mãe não será você que vai me impedir. – Edu disse.

Eu não acreditava naquilo. Edu queria passar por cima de mim e do Otávio para pegar a Olivia com o nosso aval. Aquele homem que achei que era um amigo esta mais uma vez me traindo.

- Mas você vai dar pra mim e depois ir comer a minha mãe? Como acha que ela vai aceitar isso? – Otávio perguntou.

- Ela não precisa saber garoto. Apenas quero fazer bem e satisfazer vocês. Aceita a troca ou não? – Edu perguntou.

- Você não vai força-la a nada? – Otávio questionou.

- Alguma vez te forcei? – Edu devolveu com outra pergunta.

- Não. – Otávio respondeu de cabeça baixa.

Edu tirou a roupa na frente do rapaz.

- Então quer comer meu cu ou estudar matemática. – Edu disse tocando no rapaz que mais uma vez estava sem cueca por baixo da bermuda.

O pau do Otávio ficou duro, ele já respondia com o tesão. Edu começou a chupar o garoto, deixou o seu pau lubrificado, mandou o rapaz deitar no sofá e sentou sobre ele. O pau do Otavio era firme e duro. A rigidez da juventude. Edu foi descendo até ser totalmente penetrado. Edu cavalgava sobre o Otávio que gemia alto se deliciava com aquilo. Edu colocou a mão do Otávio sobre o pau dele que também estava duro. Depois de um tempo Edu mudou de posição ficou de quatro e com poucas bombadas Otávio estava gozando, apertando firme a sua cintura.

Edu mandou Otávio vestir a sua roupa e ir embora.

- Mas você não quer gozar? – Otávio perguntou

- Sim, mas será com a sua mãe. – Edu respondeu deixando Otávio emburrado.

- Você não vai transar com a Olivia. – Eu disse.

- Não? Então quem vai? Você? – Edu me afrontava e eu não tinha resposta. – Estamos aqui de pau duro e quem vai gozar naquela boceta Carlos? Eu ou você. Responda. Tem poucos segundos ela vai bater nessa porta e quem abri-la terá que ser homem para tirar a roupa dela.

Eu não conseguia responder, não conseguia dizer mais nada. Pensava apenas no tesão e na covardia que eu sentia. A covardia foi maior. Olivia bateu na porta e Edu já foi abrindo lhe beijando.

Edu tirou a roupa daquela mulher que ficou nua e sem vergonha, abraçou Edu e começou a beija-lo. Edu tirou as suas roupas a jogou no mesmo sofá que estava dando para o seu filho minutos antes e começou a chupa-la, da boca até a boceta. Se levantou enfiou o pau na boca da mulher. Olivia o chupou um pouco, ele a beijou e enfiou o seu pau dentro dela.

Eu não aguentei, nessa hora iria tira-lo de cima dela. Mas quando dei o primeiro passo em direção à sala tudo mudou. Eu estava beijando a Olivia, era o meu pau que estava dentro dela, Eu via os seu olhos, não acreditava no que estava acontecendo, mas não era o momento de racionalizar, tudo que eu queria era meter, meter, meter. E assim eu fiz.

Olivia gemia, eu beijava os seus seios, aqueles que sempre desejei e sempre quis pegar e colocar na boca. Aquilo estava acontecendo, e não era a primeira vez. Vinha todo da minha mente. Eu já gozei nela e agora estava para gozar de novo. Gozamos juntos. Olivia me beijava e dizia que não via a hora de repetir.

Após eu sair de dentro dela ainda atordoado ela me convidou para tomar um café em sua casa. Disse que não podia. Mas que no dia seguinte resolveríamos isso.

Assim que fechei a porta vi Edu olhando pra mim rindo e batendo palmas.

- Parabéns Carlos, conseguiu. – Edu me disse.

- Como isso aconteceu? – Eu perguntava.

- Você assumiu uma postura, deixou de ser passivo, as coisas passarem apenas pelos seus olhos. Esperei muito tempo por isso. Mas infelizmente ainda estou aqui.

- Você quer dizer que somos apenas um? – Eu perguntei.

- Finalmente. Sou a parte boa de você, a parte forte. – Edu disse.

- A parte louca. – Eu respondi.

- A parte que te ajuda a superar as dificuldades que não sabe enfrentar, que alivia o seu tesão, realiza os seus sonhos, desejos e vontades. – Edu me dizia.

- Você me colocou naquele hospício. – Eu disse.

- Você não entende que não existe eu, apenas nós. Que eu faço o que você quer. Que eu não tenho um corpo. – Edu disse

- Isso é loucura, loucura, um pesadelo. Ainda estou na clinica, dopado, sonhando com isso. – Eu pensava.

- Não Carlos você está acordado. Mas realmente não vai acordar para a vida enquanto for esse Carlos medroso, temos um potencial tão grande. –Edu parecia se lamentar

- Como faço pra isso acabar? Tenho que te prender, você é um perigo para mim e para a sociedade.

- Você é um perigo pra gente. Já teria se matado se eu não tivesse o impedido varias vezes. - Edu me disse e o pior é que ele tinha razão.

Não queria mais pensar naquilo só queria que Edu desaparecesse e ele sumiu.

Fui para a casa da Olivia na esperança que ela me entendesse.

- Que bom que aceitou o meu café. – Olivia disse. Ela estava linda, tinha acabado de sair do banho.

- Nem sei como dizer isso, mas preciso da sua ajuda. – Eu disse. Contei pra ela toda a minha situação com o Eduardo omitindo tudo que fosse possível.

- Carlos não sei o que dizer, mas entendo, faz sentido. Tem casos assim. – Olivia disse pensativa.

- Eu quero acabar com isso. Não quero ser um louco viver a base de pílulas ou internado. – Eu disse

- Acho que você não deve viver sem o Eduardo, mas não deve viver sendo o Carlos. – Olivia me disse.

- Como assim? – Eu não intendia o seu raciocínio.

- Você deve doma-los, domar a impulsividade do Eduardo e domar o medo do Carlos. Você não pode ser apenas um dos dois. Mas é a união, o melhor dos dois que você tem que viver. Cadê o Carlos Eduardo? Não é esse o seu nome? – Olivia disse

Escutava o Edu batendo palmas na minha frente.

- Inteligente essa mulher. Não podemos viver um sem o outro, nunca vivemos sozinhos. – Edu disse.

- Eu não sei se consigo, eu sou um fraco. – Eu disse respondendo a Olivia.

- Não disse que seria fácil, quem é fraco é o Carlos, não o Eduardo. O Carlos Eduardo pode ser forte e comedido, inteligente e excitante, absorva o Eduardo, aceite ele e o controle. Eu sei que você consegue. – Olivia disse tocando na minha mão. – Você precisa acreditar em você mesmo.

- Eu não acredito em mim mesmo. – Eu disse.

- Não diga isso. – Olivia disse. – Diga, eu acredito em mim mesmo. Eu sou o Carlos Eduardo.

Achei que ela estava brincando. Mas pelo seu olhar serio eu fiz o que ela me pediu.

- Eu acredito em mim mesmo. Eu sou o Carlos Eduardo. – Eu disse. Ao olhar para lado Eduardo havia sumido.

CONTINUA...

Comentários

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28/02/2019 09:04:40
Saiu o capítulo final
23/02/2019 01:36:52
🤔🤔
22/02/2019 08:11:44
Agora a história está se desenrolando. Espero q o Carlos consiga domar o Edu.
22/02/2019 01:05:16
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