Beijando os Pés da Irmã

Um conto erótico de Rhadamazan de Oliveira
Categoria: Heterossexual
Contém 2572 palavras
Data: 08/11/2018 18:02:03

Com uma eufórica disposição juvenil mantinha a distância próxima ao pai andando apressado à sua frente ansioso em chegar ao Armazém do cunhado. As noites de quarta feira reservavam-se ao jogo de baralho, cervejas e diversão. Impecavelmente lá estavam os viciados jogadores de truco, beberrões contumazes, folgados homens de meia idade, dentre os diversos, o próprio pai, o tio Antônio, o qual todos chamavam de Toninho Gordo, Seu Gilberto, um empreiteiro de obras, Rubens, funcionário da prefeitura e Pedro, amigo chegado e motorista das bagunças do grupo nas mais variadas saídas que todos davam geralmente às sextas feiras a noite, sob o comando do Antônio, único proprietário de um veiculo automotor, na verdade, de uma perua Kombi, do ano de 74 e um Volks do ano de 67. Pedro tornou-se o chofer do grupo por ser único com habilitação. José Maria na sua precocidade vibrava com essa ida do pai ao tio, considerando primeiro, pelo prazer de tomar refrigerantes à vontade com salgados, seguidos pela oportunidade de assistir televisão e por último descobrir qual o fim de semana que eles arquitetavam para “fugirem” nos passeios do grupo. Nesses unia-se a alegria de passear de carro, as descobertas de outros lugares diferentes, o prazer da gula, principalmente das pizzarias e por manter-se tão perto do pai, seu ídolo. Não por ser o Pai, todavia, a figura patriarca da família ao qual sempre ostentava o cuidado com a esposa, os filhos. Não envergonhava em pedir a benção todos os dias, quando saia cedo, no retorno, antes de deitar-se.

José Maria apenas ouvira a mãe, entre que uma briga de casal e desabafando, questionando o pai sobre ter sumido no fim de semana na companhia do Toninho. Nessa primeira vez, uma segunda feira cedo, com o pai em casa, a paz reinante após a algazarra, não se sentiu incomodado. Todavia, a segunda, terceira, após outras, o medo de não ver o pai chegando em casa cresceu. Sua solução foi grudar à figura paterna e sair junto. Em sua primeira aventura foram parar em uma pizzaria, um engenho de aguardente, rodando pela Rodovia Castelo Branco, conhecida como “Estradão”, isso de sábado voltando domingo à noite. Nada vira de estranho nessas horas de perdição, obstante os berros da mãe alegando que estava mandando o filho para a perdição. Viver a vida é perdição? Alguns anos após essa inocente fase, José Maria deparou-se com a perdição ao qual referia-se a mãe, envolvendo aquele seleto grupo de homens.

Lembrava-se bem dessas idas, nessas noites, em meados de outubro, dos debates acalorados entre os homens mesclando o jogo, bebida e política. Sem saber bem porque, como um passatempo, guardava os folhetos de propaganda política, com número e nome dos candidatos à Câmara de Deputados, independente de serem do da ARENA ou do MDB. Pelos seus poucos anos de vida, não atinava com responsabilidade essas questões políticas no Brasil, apenas uma simpatia pelo que falavam ser um partido contra o governo, contra o militarismo, contra os abusos à liberdade. Preocupava-se mais pelo futebol, obstante a escandalosa perda meses atrás, na Argentina, da Copa do Mundo. Até seu time de coração tão bem no campeonato, não traria o título perdendo para um time do interior, o Guarani. José Maria, caso pudesse adivinhar o futuro, saberia que o governador do Estado de São Paulo e vice, hoje, seriam dois presos, um em regime domiciliar por problemas de saúde, Maluf e o outro nos EUA, José Maria Marin.

Os bons, conturbados e profiláticos anos de sua mocidade misturavam-se a essa reforma e os percalços de sua vida rotineira. Poder-se-ia dizer nas fugas de casa, da mácula castradora da mãe, tão dominadora, de quatro irmãs, que as saídas junto ao pai, nessas quartas feiras, um verdadeiro oásis a respirar ares novos e ajuda-lo nas compreensões de uma vida adulta futura.

Aquela noite apresentou-se muito mais animada do que as anteriores. A balbúrdia entre os homens jogando truco e as rodas de cervejas estavam animadíssimas. O petisco da noite foi pastelzinho de queijo com o refrigerante Itubaína. Sempre ficariam marcada as caixas de madeira com as vinte e quatro garrafas de refrigerantes, comprados diretamente da fabricante em Itú. Após lanchar, foi convidado pelo tio Toninho para ir assistir televisão. O fascínio pela tela o instigava, não importando o programa. Essa então moderna tecnologia, televisão de válvulas, tubo, fios, transistores, captando e trazendo as imagens em preto e branco, resumia na maravilha da evolução tecnológica. Não tinham em casa uma. Esses aparelhos, como os telefones, só as famílias mais abastadas. Sentar-se desajeitadamente à beira da cama, em um quarto com uma cama de casal, uma de solteiro, um berço, onde nesses o casal de tios, o primo e uma criança de dois anos, a sua mais nova prima acomodavam-se. Apenas José Maria e a tia estavam acordados assistindo a televisão. O quarto apenas iluminados pela luz da tela e com um odor característico de mofo, de umidade, não quanto de banheiro, de urina. Uma veneziana fechada, já que dava para a rua. Apenas a porta entreaberta. Mesmo assim seus olhos não piscavam vendo um seriado antigo, de dois agentes secretos no Velho Oeste, chamado James West. No intervalo a tia descobriu-se do lençol e levantou da cama. Viu-se obrigado a também erguer, dando espaço para a mulher colocar-se em pé. Cobria-se com uma camisola, tipo bata, de cor branca, de mangas longas, curta, mal chegando à linha dos joelhos. Calçou as chinelas e saiu. Misteriosamente a atenção do jovem voltou-se totalmente para a tia, uma balzaquiana, baixinha, seios médios, um quadril fino para uma bunda grande, de pele bem clara. Olhando-a por trás, em sua enorme bunda, as panturrilhas carnudas, sentiu aquela emoção peculiar de desejos estranhos. Não conseguira compreender o que eram essas sensações, sempre ao que uma mulher mostrasse a ele, mesmo que na rua, andando, por algo de menos, como um decote, um traje como vestido, saia, ou mesmo uma bermuda mais solta no quadril, ou algo do corpo feminino. Novamente um volume no pinto, um endurecimento anormal. Fez esse importuno momento recordar-se de um fim de aula quando olhando a bunda da professora de Português, em calça jeans e salto, o volume foi tanto e insistente que se viu obrigado a reter sua saída da classe por último e mesmo assim com o volume na calça. No quarto, na penumbra, dificultavam a percepção do membro avolumado, contudo, fez de encolhido ao máximo para permitir que a tia voltasse à cama. Mesmo assim, passando por ele para cobrir a filha no berço, deixou sua bunda roçar no volume do calção. Na sua inocência e falta de malícia não percebeu que a tia notou esse toque em sua bunda, no viril volume do adolescente. Na volta passou roçando no jovem, agora mais veemente. José Maria sentiu a abundância das carnes da tia tocando em seu pinto. Por mais que procurasse explicar seus sentidos, não encontrava palavras. As sensações explodiam em seu pensamento quais os fogos de artifícios na noite de Réveillon. Resumiu tudo na incomoda dorzinha no pinto pelo enrijecimento só aliviado quanto contraía todos os músculos buscando soltar-se de dentro de si alguma misteriosa energia. Ressalva a esta altura clarear aos pensamentos de todos que José Maria, tão peculiar aos adolescentes desses ímpios anos, desconhecia por completo as famosas punhetas, a manipulação com as mãos ao pênis para o gozo, as masturbações. Esses momentos de “pau duro qual um pedaço de pau” só resolviam na retomada do equilíbrio das correntes sanguíneas. Como desapareciam retornavam. Chegamos a crer justamente o motivo de termos tantos jovens vivendo de pau duro a maioria do tempo, em situações estranhas ou nas salas de aula, quanto não nas de Educação Física, olhando as meninas de saías brancas pregueadas e um calção afofado vermelho. Tia Mayra não fez de rogada aproveitando o volume para esfregar em suas ancas, mesmo veladamente. Mesmo uma mulher com seus apenas um metro e cinquenta e alguma coisa, com mais de quarenta anos, o seu fogo, a sua carne, ardia um vulcão de desejos. Por sua angelical formação o jovem não se encorajou nos anos seguintes a avançar na tia, mas mesmo assim foi uma de suas eternas musas, de sonhos, fantasias e das variadas situações que acabou envolvido com ela. A última culminou quanto foi flagrada pelo marido com o amante, nada mais nada menos que Pedro, motorista de plantão das farras dos fins de semana.

Deitando-se Mayra apanhou um frasco na cabeceira da cama e entregou-o ao sobrinho rogando a aplicação em suas costas. Uma única vez viu-se em algo semelhante, quando a prima tomando sol fez o mesmo, para passar-lhe o protetor solar nas costas. Só de vê-la de biquíni causou o enorme transtorno, quando mais em tocar-lhe no corpo. Agora, a tia fazendo o mesmo com ele. Extremamente acanhado começou a aplicação nos ombros enfiando a mão com a pomada por baixo do tecido. Sua tia não negou a perversão e a chama do desejo sexual, deitando-se em decúbito ventral, oferecendo-se mais ao tímido jovem. Com as dificuldades normais buscava aplicar a pomada por baixo do pano nos ombros e parte das costas. Nunca em seus devaneios e sonhos poderia imaginar sua tia puxando de vez para cima a camisola desnudando-se parcialmente, deixando aquelas enormes bandas de bunda só na calçola branca. As enormes coxas grossas, as pernas, as solas, as costas. Com certeza todo o sangue em seu corpo desceu para os vasos cavernosos do pênis. Ficou pálido com um enorme pau duro, dolorido, ao extremo perturbando-lhe. Cronometrados essa passagem em sua vida José Maria marcaria como séculos de duração mesmo que só passaram menos de dois minutos.

Pelo resto daquela noite até um pouco mais de vinte e três horas, Mayra manteve um risco nos lábios de perfídia maliciosa olhando ao jovem, ao volume em seu calção. José Maria não apercebeu das reais intenções da tia quando se colocou de bunda pra cima, pernas tão juntas, tornozelos cruzados e um ritmado movimento do corpo encerrado em baixos murmúrios, leves gemidos e um suspiro longo. Ateve-se apenas olhando o corpo da tia seduzindo-lhe os desejos e deixando-o mais dolorido. Não ousou mesmo assim desejando tocar-lhe por mais simples carícia.

Com os cuidados básicos José Maria e o pai entraram em casa evitando barulhos, mais ainda o genitor, visivelmente sob efeito do álcool. Antes mesmo de amanhecer o dia notoriamente teria um dia com diversas perturbações estomagais e consequente da bebida. Assim sempre fora. No silencio da noite ouviu o pai deitar-se e um balbucio da mãe ralando pelo estado do marido. Acomodou a cabeça ao travesseiro fechando os olhos espreguiçando-se. Contudo como esperado a paz de espírito não chegou, com isso, a insônia. Sua tia Mayra perpetuou em suas retinas qual cola em duas folhas de papel. Nos prelúdios lúdicos desesperadores confrontados com o silencio da madrugada, a parca iluminação no corredor, seus fantasmas juvenis, não vislumbrava a solução de seu mal. Sentia-se como uma bexiga ao ser inflada passando do limite de capacidade, que insiste em manter-se cheia sem estourar. O que precisava fazer para estourar esvaindo do seu corpo toda essa pressão. Quando olhando pedagogicamente podemos afirmar a tolice imoral, cultural, como alguns dizem obra de esquerdismo irracional anti família, de que nas escolas deveriam ensinar a arte da masturbação. Por outro lado, José Maria sendo um conhecedor das manipulações manual acabar-se-ia nas punhetas. Ao elefante não é dado asas conquanto aos insetos não é dado tamanho e peso. A Natureza é perfeita.

Por esquisito que pudesse ser a sensação de urinar acalmara o pênis. Lastimava não ter a bexiga cheia constantemente. Passou pelo corredor, pelo quarto dos pais e chegou ao banheiro, soltando uma demorada urinada. Acreditou voltando buscando pensamentos amenos, como os de estar em uma partida de futebol, acabariam adormecendo finalmente. Não chegou ao quarto. Parou na porta do das irmãs. Descoberta, as pernas esticadas uma parcial sobre a outra, em decúbito ventral, mostrando parte da bunda, coxas, pernas, solas, uma parcial nudez, já que possivelmente estaria vestindo uma camisolinha curta de pijama, bem puxada para cima, sua irmã dois anos mais nova que ele. Sobrepondo imagens uma de outra viu não só a irmã, porém a tia quando naquela noite. Sua tormenta que minutos atrás julgará cessada retornou mais instigante vendo a doce passividade de tua irmã. Acobertado pelo ronco provindo do quarto dos pais, o ressoarem tranquilo do sono dos demais no interior daquele quarto, uma força estranha impulsionando-a atirou-se qual gato para dentro do quarto ajoelhando-se ao lado da cama em uma estratégica posição onde aproveitava a claridade do corredor e a sua fácil fuga em circunstâncias contrárias e injustificadas dele ali dentro. Naquele momento de sua vida, o quadro político do Brasil, o futebol, o futuro em sua vida, tudo mais deixou de ser algo a pensar. Não assentiu mais nada senão procurar entender seus devaneios e aquela gana pelos sentidos do corpo. Conscientemente entendeu os atos perpetuados durante a noite e no instante que vivenciava o prazer do errado. Não, não do pecado, do proibido, do tabu, das questões sociais, morais, familiares, religiosas. O prazer do errado. O que fez sua tia, o próprio, não é errado? Invadir na calada da madrugada no sono da sua carne e sangue cobiçando-lhe o corpo não era errado? Acordasse os pais flagrando-o ali não seriam passivas as retaliações, as punições? Sentir-se-ia sujo, impuro, criminoso. Uma batalha moral, física, emocional, psicológica, sexual, travou entre o tempo de olhar as pernas, os pés, as coxas, a bundinha da irmã e as mãos deslizando pelo tecido macio do colchão tocando-lhe a carne macia, quente, aveludada dos pés. Tão ínfimo momento com a respiração suspensa. As duas mãos segurando os pés. Os dedos acariciando-lhe a maciez da carne. Notou pela primeira vez o coração acelerado e a respiração tornando-se ofegante para sustentar os batimentos cardíacos. Entre os dedos os pés observou aquele corpo inerte na cama levando a si pra mais próximo chegando com a boca nas solas. Nunca imaginado colou a boca nos calcanhares, nos flancos, nos dedinhos, beijando as solas. Carinhosamente segurando os pés com a boca os beijava qual beija-se a boca da primeira namorada, numa mescla de vontade, desejo e amor. Entregou-se tomado por uma sensação deliciosa no corpo, com a rigidez em seu pinto não acomodando tanto, mas suavemente suportada. Quando colaram os lábios entre as duas solas, pressionou o rosto contra elas, sentiu no apogeu um leve odor indescritível e acalentou as mãos nas panturrilhas subindo pelas coxas e quase na bunda de sua irmã, outra sensação tomou-lhe de assalto. Sentiu o corpo estremecer, contrações involuntárias como a fechar o corpo sobre o ventre. Assustou-se. Desvairado saiu do quarto retornando ao banheiro. Aquela estanha sensação veio de sua região pélvica. Alguma coisa começou a acontecer. Não sabia, não supunha em nenhuma hipótese o principiar de um orgasmo naturalmente vindo sem as manipulações no membro. Fatidicamente esse décimo de minutos em sua vida marcaria eternamente.

Constatando a normalidade de seu corpo, do seu pinto, da noite, do sono de todos, olhando sua irmã agora coberta e encolhida, estranhamente encolhida, como protegendo-se tão contrária a minutos atrás, tão à mercê das carícias do irmão, deitou em sua cama reflexivo. Nos instantes antes do sono tomá-lo proferiu a promessa que por toda a vida quebraria constantemente. “Nunca mais farei isso”. A filosofia do errado é prazer na qual sempre vem nunca mais farei isso.

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Comentários

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Boa tarde adorei seu relato que gostoso ler a forma em que relato incrivel!!! Sou podólatra e pés muito me.excitam.. escrevi um conto se puder comentar será uma.honra!!

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Zé Maria. Lateral da lusa, depois Corinthians e reserva na seleção. Tinha sido a ultima vez que vi esse nome, antes de ler este conto, o protagonista deste conto. Acho que mais alguns anos, não existirá mais José Marias. Será os tempos de menos fervor religioso? Arena e MDB. Depois do regime militar, acabou a Arena. E do MDB saiu todos filhotes de esquerda. Tempos que estamos revivendo agora ao contrário. O vilão virou herói. O herói virou vilão. Pobre Zé. Como pobre Yuzo, na mesma idade. Poderia ter dado em cima e comido a tia Mayra. Como tantas que este ¨japanisis brasiliensis taradus¨ não comeu. Por pura inexperiência. De gozar beijando os pés da irmã sem dar conta da coisa. Que bom seria, se pudéssemos voltar ao tempo, aqueles tempos com a malandragem de agora... Abração!

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Meu Caro, fez viajar no tempo no teu comentário. Tempo passou e ficamos perdidos no meio de uma juventude estranha.

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Bah, que baita conto este, amigo! Tu consegues transmitir toda aflição do guri nessa atmosfera de tesão, sensualidade e desejo. Uma tia mais quente que frigideira sem cabo e depois o gozo sentindo os pés da irmã. Texto envolvente de laço a laço. Merecia mais que dez. Abs calientes.

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