Casa dos Contos Eróticos

701 Cap 1 (Romance Gay)

Um conto erótico de Vinicius..
Categoria: Homossexual
Data: 13/09/2018 22:24:59
Nota 10.00

Cap 1

Aquele cheiro de álcool, música alta, pessoas fazendo conversando, sons de ferro em contato com o ferro só ajudavam a aumentar a dor de cabeça que me infernizava desde as primeiras horas do dia, fora a pilha de números em forma de papel que me esperavam em casa, um dia daqueles.

- Terra chamando Benjamim.

- Oi, o que aconteceu? – Respondi saindo do transe.

- O aparelho é para os braços e não para dormir – Riu.

- Luan, já deu pra mim – Levantei – Tô com a mínima cabeça e muito menos disposição pra treinar.

- Benjamin...

- Cê vai demorar? – Perguntei colocando a mão em seu ombro.

- Mais duas séries aqui e eu termino!

- Beleza, então vou te esperar ali no corredor.

Minha cabeça pedia paz, silêncio. Quando sair da área da musculação meu corpo agradeceu. Sentei em um dos bancos que estavam vagos por lá e fechei os olhos e relaxei o corpo. Abrir os mesmo só quando Luan chamou pelo meu nome.

- Tá só a derrota hoje, né? – Esticou a mão para mim.

- Hoje tá foda! – Segurei sua mão e ele me puxou.

Começamos a caminhar enquanto ele olhava o seu celular.

- Cara, olha esse boy que to conversando.

Disse empolgado sobre um rapaz que havia conhecido em um aplicativo de celular.

- Ele é tão gato, que por esse eu virava fiel! – Mostrou uma foto do rapaz na tela do celular.

- Eita... – Segurei o celular - Vale a pena mesmo! – Rir.

Nós passávamos pelo corredor onde ficavam as salas de ginástica, ritmos e as de lutas. Quando no final do corredor, na entrada de uma dessas salas de luta havia duas pessoas, onde uma era um dos professores e a outra pessoa eu conhecia muito bem. Respirei fundo já me preparando pelo o que ele poderia falar. Vi ele cutucando o professor com o braço e rindo, assim que nós passamos por eles, começou.

- Essa academia já foi bem mais frequentada. Ta um zoológico isso aqui, um zoológico repletos de viados.

No mesmo momento eu parei e me virei olhando para ele que sorria ao lado do parceiro de treino.

- Não, Ben... Tu sabes melhor que eu que não vale a pena! – Luan segurava meu braço.

- Isso não vai ficar assim! – Falei apontando pra ele.

- Nossa! Acho que devo ficar com medo, Caio?

Os dois riram e eu fui “arrastado” pelo Luan até a saída da academia.

- Não sei como cê aguenta isso, Ben – Falou estalando seus dedos.

- Nem eu sei! – Respirei profundamente.

- Aceita uma carona?

- Não, eu vou...

Nem terminei de falar quando ele aparece na parte externa da academia onde ficava o estacionamento, com uma mochila nas costas usava uma bermuda do jiu-jítsu e sobre ombro esquerdo a camisa jogada.

- Entendi! A gente vai se falando! – Ele veio até mim e me abraçou.

- Até mais, Luan! – Me despedi dele.

Fiquei observado o Luan que ia em direção ao seu carro. Eu continuei parado no mesmo lugar.

- O amor dos viadinhos é tão lindo! – Falou aproximando-se.

Não respondi e ele continuou.

- Minha duvida é saber quem come quem? – Disse parando atrás de mim.

- Me diz qual é o teu problema? - Falei sério com ele.

- Meu problema? Não tenho nenhum problema não, viadinho!

- Então vai tomar no cu antes que eu me esqueça! – Perdi a pouca paciência que me restava.

- Quem gosta de tomar no cu aqui é você e aquele teu amigo! – Falou calmo, debochado, próximo ao meu ouvido.

- Qual é o teu problema hoje, Gabriel? Porra! - Disse encarando ele.

O mesmo riu e passou o braço pelo meu pescoço e me puxou fazendo meu rosto ir em direção ao peito dele e o que me fez sentir o cheiro dele que eu amava.

- O que vão achar se te virem assim com um viado? – Falei me afastando dele.

- Não ligo, cê é o meu viado favorito! –Falou e piscou pra mim.

Abaixei a cabeça demonstrando meu cansaço perante aquilo.

- Ah, qual é, Benjamim? – Levantou os braços - Qualquer coisa eu digo que tô te comendo! – Completou de forma sínica.

- Como é? Vai dizer o quer? – Tentei não rir do absurdo que ele disse.

- Porra! Vou ta te fazer um favor – Colocou as mãos na cintura.

- Favor? Que realmente me fazer um favor? Vai à merda! – Falei próximo do rosto dele.

- Ah, meu saco! Muito mimimi pro meu gosto! – Falou esfregando a barba.

Fiquei olhando para seu rosto por alguns segundos e ele fez o mesmo. Então percebi que não valeria a pena continuar naquele papo que não levaria a lugar nenhum. Levei as mãos ao rosto e comecei a caminha em direção à saída do estacionamento da academia.

- Não vai querer que eu use a força contigo, né? – Sua voz saiu calma.

- Biel... – Tentei relutar, mas ele me interrompeu.

- Anda, vem comigo! – Falou caminhando em direção ao carro dele.

A única coisa que me restava era aceitar aquela imposição dele. Mal coloquei o cinto e ele arrancou com o carro igual louco. Ligou o som que começou tocar algum funk proibidão, onde ele começou a cantar junto. Fiz o que qualquer pessoa lúcida faria, abaixei. Porém, ele foi lá e aumentou outra vez! Nada contra, até gosto, mas em uma festa e não numa quarta feira dentro de um carro.

- Desisto! – Falei colocando a cabeça encostada ao vidro.

Ele ainda tentou mexer comigo, como puxando minha orelha ou apertando meu nariz.

- Porra, hoje cê ta pior que mulher de TPM! – Disse baixando o volume do som.

- Agradecido!

- Agora melhore essa cara de cu que eu quero te fazer um convite! – Sentir uma animação na sua voz.

- Convite? – Virei o rosto olhando pra ele - Que convite? – Sorrir.

- Ficou animadinho, né? Pois trate de ficar mesmo! Vai ter a inauguração de uma boate de um brother meu de lá do jiu, daqui duas semanas. Então ele disse que eu posso chamar quem eu quiser, pois bem – Ele fez uma pausa enquanto o carro parava no sinal - Chamei uma gata que eu tô afim de pegar e eu quero que você me ajude a escolher uma roupa top.

- Ah! Vá se fuder, Gabriel! – Irritado virei o rosto novamente em direção contrário à dele.

Percebi que o som foi desligado, o silêncio se formou instantaneamente entre nós, fechei os olhos esperando o esporro que eu levaria dele.

- A gente se conhece desde que eu me entendo por gente, Benjamim! Antes de tu nascer eu já te conhecia e realmente tu achou que eu te trocaria por qualquer mulher que seja? Vá se fude! Você é meu melhor amigo, e eu nunca vou te trocar por nenhuma mulher desse mundo! Mesmo eu querendo quebrar a tua cara igual como eu estou agora!

Confesso que adorava quando ele era carinhoso desse jeito que era único dele.

- Meu Deus, o ogro tem coração e nesse coração tem sentimentos!

Fui me aproximando até abraçá-lo.

- Seria tão bom se tu fosse assim o tempo todo, Biel!

- Tá bom, porra! Chega com essa viadagem! – Tentou ficar sério, mas riu.

- Ridículo!

Me afastei dele e voltei na posição que eu estava antes. Ele voltou a ligar o som e aumentando.

- Seu ogro idiota!

- Meu viado favorito!Bem... Esse é o Gabriel! E quem é esse tal de Gabriel? Eu digo: ele é o meu melhor amigo. Sim, meu melhor amigo! Eu o conheço bem antes mesmo de existir! Quando eu falo isso não é exagero algum! Existe uma foto “nossa” onde ele com pouco mais de 11 meses beijando a barriga da minha mãe que me carregava com oito meses e pelas contas pode-se imaginar que eu nasci próximo dele completar um ano, pra ser mais exato um dia antes. E com essa proximidade toda, inúmeras vezes os nossos pais fizeram o nosso aniversários no mesmo dia. E por falar neles, os nossos pais sãos amigos desde a faculdade, os quatros estudavam no mesmo curso, medicina. E com isso era nada mais inevitável do que ambos serem padrinhos uns dos outros. Nós passamos a infância e a adolescência juntos e não nego foram momentos maravilhosos e devido essa proximidade toda ele acabou sendo o primeiro garoto pelo qual eu me apaixonei! Mas claro que eu nunca contei isso a ele e também nunca achei relevante contar depois. Foi por volta dos meus 13 ou 14 anos que essa paixão aconteceu. Devido os cuidados que ele tinha comigo, essa proteção que ele tinha comigo em relação ao outros, cuidado de irmão. E não tinha como ser diferente, ele foi a primeira pessoa a quem eu disse quando eu realmente me descobrir por volta dos 15 anos e ele com 16.

Lembro bem da nossa conversa e principalmente das reações que ele fez quando eu contei que gostava de meninos.

- Meninos? – Ele se afastou de mim.

- É, Biel! – Olhava para chão com vergonha.

- Tu é viado, Benjamim? – Expressou sua decepção.

- Não fala assim...

- Mas é verdade, tu acabou de me dizer que gosta de homem! É viado sim! – Falou apontando pra mim.

- Eu não tenho culpa de ser assim, desculpa... – Falei com medo de ele nunca mais querer falar comigo.

- Eu to indo nessa! – Falou depois de um tempo em silêncio.

Ele pegou a mochila do chão, quando foi sair do quarto eu segurei no braço dele.

- Não conta pro meus pais, por favor! – Implorei.

- Eu não faria isso contigo nunca! – Puxou o braço das minhas mãos e foi embora.

Depois disso ele ficou quase mais um mês sem falar comigo, meus pais perguntavam o motivo e eu dizia que a gente havia brigado apenas. Quando ele resolveu falar comigo disse que não entendia como um homem gostava de outro, mas que ele ia fazer aquele esforço por mim. Fiquei feliz em ouvir aquilo e o abracei.

- Olha, só por que você é viado não significa que pode ficar me abraçando e muito mesmo dar em cima de mim e dos meus amigos. – Falou serio, mas logo riu e me deu um abraço.

- Te amo, Biel! – Disse enquanto o abraçava.

- Sem viadagem, Benjamim! – Nós dois rimos com aquilo.

A partir daquele momento nós ficamos mais unidos do que nunca. Foi ele que estava do meu lado quando conversei com meus pais e contei a eles, que perguntaram se a gente namorava. Ele deu um pulo do sofá e disse que não, pois o único viado ali era eu! Meu pai deu uma bronca nele que na mesma hora pediu desculpas pelo modo de falar. Também foi a ele quem eu contei sobre o meu primeiro amor e conseqüentemente a minha primeira vez. E o mesmo ele fez comigo! Com o tempo ele começou a andar com uns meninos da turma dele que eram bastante preconceituosos e com isso ele acabou pegando o mesmo jeito deles. Lembro de uma situação que ocorreu na hora do intervalo, uma gritaria se formou no meio do pátio da escola. Era ele! Que brigava, bem, brigar e meio injusto de eu dizer. Ele batia em um menino que eu acho toda a escola sabia que era gay. Quando vi aquilo tentei faze-lo parar, mas um dos amigos dele o Breno não deixou. Após a briga eu perguntei o motivo dele ter espancado o garoto e o mesmo falou que fez aquilo por conta do menino olhar muito pra ele de forma diferente.

- Gabriel, tu seria capaz de fazer a mesma coisa comigo?

- Ficou doido? Eu nunca teria coragem de encostar um dedo em ti! Tu é meu irmão!

- Nem se aqueles teus amigos pedissem pra ti fazer algo... – Ele me interrompeu.

- Ben, eu nunca faria algo pra te magoar! Entendeu? E se algum deles encostar o dedo em você, me avisa que eu faço questão de quebrar a cara!

- Biel – Segurei seu braço – Eu gosto tanto de ti...

- Ih, mas cê não perde uma oportunidade de exalar essa viadagem, né? – Olhou para mim e me surpreendeu com um abraço – Cê é meu viadinho favorito.

E assim acabou surgindo o “viadinho favorito”. Com o tempo, isso ele com 18 e eu com 17, passou a frequentava a academia com os mesmo amigos da escola. Ele fazia o terceiro ano e eu o segundo, passou a me perturbava para eu treinar com ele até que aceitei e não foi fácil no começo. Os próprios amigos dele tiravam uma com a minha cara quando ele não tava por perto, mas existia um que era o que pegava mais no meu pé o Breno. Toda vez que o Gabriel saia de perto ele soltava uma piadinha de mau gosto até que um dia a piadinha de mau gosto virou de duplo sentindo.

- Gosta de pegar no duro né, viado? – Olhava como se fosse me devorar.

Sempre o ignorava e o deixava falando só e isso se deu por meses. Toda vez que ele tinha a possibilidade rolava algo do tipo. Eu acabei pegando gosto pela academia e pelos resultados que eu começava a ter, decidir mudar de horário, muito a contra gosto do Gabriel, mas mudei. Acho que foi umas duas semanas nesse novo horário quando eu saia do vestiário és que o Breno passa por mim dando um esbarram no meu ombro.

- Não olha por onde anda, viado? – Alterando sua voz.

- Foi tu me esbarrou em mim, Mané! – O encarei.

_ O que tu falou? – Se aproximou.

- Não vem querer estufar o peito e bancar uma de machão não, até porque isso é uma coisa que você não é! E vamos deixar as coisas bem claras aqui! – Encostei o dedo em seu peito - Eu não tenho nenhum pingo de medo de ti e dos teus amigos.

Sair de lá e nem dei tempo de ele falar algo, uma coisa que eu aprendi com o tempo foi deixar de ter medo dos amigos do Gabriel. Assim que ele saiu do vestiário me fuzilou com os olhos e esse fuzilamento passou a ser frequente! Pois o mesmo passou a treinar no mesmo horário que eu. Com o tempo eu passei a me perguntar como um cara tão bonito como aquele poderia ser tão idiota? Realmente, beleza não é sinônimo de caráter. Até que num certo dia ele chegou próximo a mim no aparelho que eu estava treinando e disse que iria revezar comigo. Não respondi e assim que eu terminei a minha série ele foi fazer a dele.

- Tem falado com o Gabriel? – Perguntou olhando fixamente pra mim.

- Não! – Mentir para ele.

Fui até o aparelho e fiz minha série, sair do mesmo e fique em pé esperando ele terminar.

- Ele ta sumidão depois que começou a namorar com a Fernanda, né? – Olhando pra mim.

Era impressão minha, mas ele tentava puxar assunto? Não! Não era impressão e eu pude perceber isso com o passar dos dias, ele basicamente fazia os mesmo aparelhos que eu. Até que um dia ele chegou e veio até mim.

- E ai, Ben, blz? – Esticando a mão pra mim.

Como é? Ele tinha me chamado de Ben? Mordi os lábios segurando o riso, olhei pra mão dele e depois para o rosto dele que possuía um lindo sorriso para mim.

- Tranquilo! Mas Ben é só pros amigos, beleza – Apertando a mão dele.

- Questão de tempo isso acontecer – Sorriu para mim.

E com isso ele passou a me “persegui” na academia. Era incrível, eu botava o pé no local e ele surgia do nada.

- Se a gente combinasse não chegaria todos os dias juntos – Mostrava os dentes junto com o sorriso que ele possuía.

Eu me resumia a um simples “tem razão”. A gente passou a trocar mais papo na academia, sobre treinos e tudo mais e num desses papos acabei descobrindo que ele iria fazer vestibular pra Educação Física e que amava tudo que englobava aquele mundo. Ele se mostrou ser um cara legal, completamente diferente do inicio. Nesse meio tempo que nós fomos nos conhecendo. Eu passei a ter uma admiração pela pessoa que ele demonstrava ser. Ele passou a desabafar problemas pelos quais estava vivendo em casa e eu de certa forma tentava aconselhar ou apenas ouvia tudo que ele tinha para dizer. E quando dei percebi que acabou surgindo um encanto com o jeito dele, o modo do qual ele via o mundo que de certa forma era extremamente parecida com a minha.

- Me desculpa... – Falou meio sem graça.

-Pelo o que? – Perguntei sem entender.

- Por tudo! A gente começou de uma maneira errada. O Gabriel sempre teve razão, você é um cara perfeito – Me encarou no fim da frase.

- Então o Biel me acha perfeito? – Tentei quebrar aquele clima.

- Não! O perfeito é por minha responsabilidade - Sorriu.

Era nítido que eu começava a surgir algo entre nós, mas ao mesmo tempo em que eu gostava do que surgia eu me recusava a ter aquele sentimento. Então resolvi me afastar dele. No começo eu até acreditei que seria fácil, mas não foi. Existiam dias que eu não o encontrava mais na academia. Às vezes eu me pegava pesando nele ou nas conversas que a gente tinha. E foi num inicio de noite chuvoso, eu sair antes do horário que ele costumava chegar à academia, eu já estava fazendo isso há algum tempo pra poder evitar o contato com ele. Fiquei na parte de fora, próximo ao estacionamento esperando à chuva diminuir de intensidade. Quando um carro parou na minha frente e o vidro baixou.

- Entra! Eu te levo.

-Opa! Precisa não! Daqui a pouco passa! – Quando disse isso aumentou a intensidade.

- Qual é? Entra logo! – Ele abriu a porta e eu tive que entrar.

Assim, que eu entrei agradeci. Ele perguntou onde eu morava e eu fui explicando o caminho enquanto nós íamos conversando o básico. Em meio ao transito parado provocado pela chuva forte que caia ele acabou dizendo que tinha dado um tempo na academia pra poder por a cabeça no lugar. Percebi que ele tava nervoso, perguntei se ele tava bem, o mesmo respondeu dizendo que sim. Assim que chegamos à frente do meu apartamento, ele parou o carro.

- Valeu! – Disse tirando o cinto.

Quando sentir a mão dele no meu rosto e apertou com força.

- Eu te odeio tanto! – Falou com raiva.

- Me solta, Breno – Tentei segurar a mão dele.

Num movimento tão rápido ele praticamente subiu em cima de mim no banco do carro, me segurou com as duas mãos e ficou me olhando. Ele já não apertava meu rosto, apenas o segurava com o seu olhar fixo ao meu. Meu coração batia muito rápido quase na mesma intensidade que a respiração dele tocava meu rosto. Passei meus braços sobre os dele e retirei suas mãos do meu rosto, mas ele continuou a me olhar. Levei minhas mãos até o rosto dele que estava quente, com o meu toque o sentir seu corpo tremer em cima do meu, automaticamente fechou os olhos.

- Não, não feche...

- Porque tu mexe tanto comigo? – Falou olhando pra mim.

Ouvir aquilo dele me deixou feliz. Então decidir fazer as sensações fluírem, resolvi parar de tentar me enganar e tentar fugir daquilo que eu sabia que sentia por ele, mas não assumia. Fui aproximando meu rosto do dele e ao poucos ele foi fechando os olhos.

- Não faz isso... – Suplicou em um sussurro.

- Não é errado...

Foi um beijo tão bom. Diferente dos outros que eu já havia dado até o momento. Eu tinha tão necessidade naquilo quanto ele. Não sei quanto tempo o beijo durou, mas sei que ali foi o inicio de tudo. E vocês se lembram de quando eu disse que o Gabriel foi o primeiro, a saber, do meu primeiro amor? Então ele soube e não engoliu muito bem quando descobriu quem era.

- Porra, Benjamim! Como assim o Breno, ele também é viado?

- Tu não mudas mesmo né, Gabriel! – Joguei o travesseiro nele.

Ele veio até a cama de deitou de frente pra mim. E ficou me olhando, como se estivesse me analisando.

- Que foi, Biel?

- Nada, porra! – Respondeu com a voz mais grossa que o normal - Só não to conseguindo entender. O Breno nem gostava de ti e agora cê vem me dizer que vocês estão namorando, é meio complicado de associar vocês dois juntos... – Respirou fundo e deitou de peito pra cima.

- É difícil associar o que? A gente se gosta e é isso.

- Eu sei, Ben... Mas sei lá – Bufou - Só não quero te ver sofrendo!

- Mas eu não to, pelo contrário – Afirmei - E se um dia isso vier acontecer, eu sei que eu vou poder contar contigo.

Ele olhou para mim e tornou a respirar fundo.

- Se ele fizer algo que possa te magoar eu quebro a cara desse filho da puta! –Sentou-se na cama

- Eita que o ogro vai me defender! Meu herói! – O abracei fazendo com que caíssemos deitados.

Namorei o Breno por aproximadamente um ano e meio, nesse tempo a gente passou por tantas coisas boas. Ele e o Gabriel passaram no vestibular, no final daquele ano, sendo ele na nossa cidade e o Biel na capital. No final do primeiro ano deles na universidade eu conseguir passar. O nosso termino foi uma série de consequências: Brigas por questão de ciúmes de ambas as partes, fora o próprio desgaste, mas o que pesou de fato foi o eu ter que me mudar pra capital para cursar contabilidades na Universidade Federal, tudo isso associado aos pais dele também terem decidido mudarem de estado e com isso ele não teria como se manter sozinho. Eles foram embora uma semana antes de eu ter que me mudar, foi uma semana complicada, eu sairia de casa, moraria só em um lugar diferente. Eu sentia vários sentimentos diferentes e quem estava ao meu lado quando precisei de apoio mais uma vez, o Gabriel! E por falar nele, quando ele mais precisou do meu apoio eu estava ao lado dele.

Era por volta das dez da noite e ninguém sabia dele, quando a campainha tocou. Corri e fui até a porta, assim que abrir lá estava ele, com a camisa no ombro, pude ver pelo rosto o quanto ele havia chorado.

- Biel...

Vê-lo daquela forma destruiu meu coração. Fui me aproximando dele que não falou nada até me abraçar e voltar a chorar. A Fernanda então namorada dele na época tinha acabado de perde o bebê que ela esperava. Ela estava com cinco meses, os médicos ainda tentaram fazer o que podiam, mas a criança já nasceu sem vida. Quando ele soube que ia ser pai, a primeira pessoa que ele me ligou foi eu. Quando ele me falou quase não acreditei, ele disse que não sabia como as coisas seriam. Gabriel com 20 anos seria pai. A gente no começou ficou espantado, mas depois que o susto passou, passamos a amar a ideia de ele ser pai e eu ser tio. Com o tempo em que a barriga ia crescendo ele ia amando cada vez mais aquele filho. Ele ficou Dois dias lá em casa, na primeira noite e no dia seguinte ele não falou nada sobre o assunto. Na segunda manhã ele chorou acho tudo o que tinha pra chorar. Eles ainda ficaram uns três meses juntos e depois de comum acordo terminaram. E com o tempo ele foi voltando a ser o mesmo Gabriel de um coração grande por dentro e já por fora um ogro.

Pra que não me conhece eu me chamo Vinícius, já contei a minha história aqui, só clicar no meu nome pra ler, mas como muitos pediam pra eu criar uma história então eu resolvi fazer isso. Se tu gostou e quer ler mais me segue lá no wattpad https://www.wattpad.com/user/viiniiciiusp Tô escrevendo e postando uma história lá. Dá lá essa moral rsrs. Eu tô postando toda segunda e quinta.

Comentários

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21/09/2018 23:37:23
O dom*
21/09/2018 23:37:12
Já vi que vai ser aquela história que vai me prender do início ao fim. Você tem o dor de escrever, cara! Parabéns. Mal começou e eu já estou amando.
14/09/2018 01:49:19
Muito bom!
14/09/2018 01:03:50
Interessante cara!