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O DETETIVE CEGO - Parte IV - SEXO COM TRÊS AO MESMO TEMPO

Um conto erótico de Ehros Tomasini
Categoria: Heterossexual
Data: 20/08/2018 00:28:49
Última revisão: 14/09/2018 11:15:48
Nota -
Assuntos: Anal, Oral, Heterossexual

O DETETIVE CEGO - Parte IV

Quando Jurema acordou-se, Alaoh havia colocado alguns objetos de barro sobre uma mesa e praticava telecinese. A morenaça perguntou:

- Não sabia que admirava peças de cerâmica. Pretende também fazer algumas?

- Engraçadinha. Sabe que estou praticando fazer o mesmo que Santo.

- O cara é foda. Vou querer umas aulas dele.

- Acho que deve procura-lo. O cara, realmente, tem mais experiência do que nós. Pode mesmo nos ensinar alguma coisa.

- Não ficaria com ciúmes?

- Confio em você.

Ela o beijou demoradamente. Quando ele voltou a treinar, de primeira conseguiu explodir uma peça de cerâmica com a força da mente. Ambos se espantaram. Ela pediu para que ele fizesse de novo, destruindo outra peça, mas ele não conseguiu. Ela disse:

- Continue treinando, amor. Vou dar uma volta, talvez pegar um sol na praia. Veja como o dia está lindo. Não quer vir comigo?

- Depois. Vá para a praia e, quando eu cansar de praticar, te procuro.

Quando Jurema ia saindo da residência do casal, no entanto, o jovem Santo encostou o carro perto dela. Buzinou, mas ela não lhe deu atenção. Continuou andando. Mas aí, quando ouviu sua voz chamando-a pelo nome, parou. O rapaz bonitão desceu do carro e veio ao encontro dela. Ele estava elegantíssimo, com uma calça marrom de linho e uma camisa preta de malha. Ela assobiou. Achou-o muito lindo. Ele perguntou:

- Cadê Alaoh? Falei com Cassandra e ele me mandou treiná-lo.

- Alaoh não está em casa - mentiu ela - mas já o vi praticando sozinho. Estou indo à praia. Não quer vir comigo?

- Acha que ele vai demorar?

- Espero que sim - disse ela, piscando-lhe um olho.

Ele riu. Entrou no jogo dela. Perguntou:

- Nem eu nem você estamos de roupas de banho. Como pretende fazer?

- Pensaremos em algo. - Disse ela, agarrando-se ao seu braço.

A orla não ficava muito longe de onde estavam, na praia de Casa Caiada, em Olinda. No entanto, apesar de ser uma quarta-feira, havia muitos banhistas. Ela perguntou:

- Importa-se que eu fique de topless?

- Importo-me, sim. As pessoas ainda criticam essa prática, que não é muito comum entre as banhistas do Recife. Também porque não quero chamar a atenção para nós. Somos policiais federais, lembra-se? Seria um prato cheio para a Imprensa, se nos flagrassem nus num local tão público.

- O que sugere, então? - Perguntou de novo ela.

Ele esteve pensativo. Depois, pegou seu aparelho celular do bolso e fez uma ligação. Falou com alguém e pediu urgência. Deu sua localização.

- O que está aprontando? - Cismou ela.

- Logo vai ver.

Cerca de meia hora depois, enquanto conversavam no carro, ele viu uma lancha enorme se aproximar da beira-mar. O bonitão perguntou à morena:

- Você sabe nadar?

- Claro que sei. Não sabia antes, mas fiz um curso quando ingressei na Polícia Federal.

- Ótimo. Nossa condução chegou.

Saíram do carro e o deixaram estacionado perto da praia. Correram até a praia e se atiraram na água. Pouco depois, subiam na lancha. Um coroa másculo veio ajudá-los a subir na embarcação. Ele içou primeiro a bela ruiva. Não ajudou o jovem Santo, que subiu a bordo com um salto ágil. O rapaz apresentou:

- Jurema, esse é Antônio, meu pai e melhor amigo. Também é agente federal.

- Uau, que bela surpresa. Já o conhecia de nome, mas não sabia que eram pai e filho.

- Agora, sabe - disse o coroa - e foi um prazer conhecê-la. Como vai teu esposo?

Jurema titubeou, antes de responder:

- Alaoh não é meu esposo. Mas devo muito a ele. Me tirou das ruas e das drogas. Desde então, não largo dele.

- Bem, dê lembranças a ele. Já nos encontramos, algumas vezes. Mulato porreta. Quanto a mim, vou indo - disse o coroa atlético, com jeito de pugilista, saltando do barco e mergulhando na água. Depois de umas braçadas, gritou:

- Não precisa vir me buscar. Eu me viro.

Jurema ficou olhando o sujeito nadar em braçadas vigorosas. Admirou-o. Ele não aparentava a idade que tinha. Agia como alguém mais moço. Santo falou:

- Achei que vocês dois fossem casados. Foi o que Cassandra me disse. Também disse que o cara é ciumento até se dizer basta. Não teremos problemas com esse encontro às escondidas?

- Só se você ou teu pai disserem a ele.

- Entendo. Mas posso saber tua intenção?

Ela esteve indecisa, depois disse de forma sincera:

- Ouvi dizer que você já foi garoto de programas para madames ricas, isso é verdade?

- Já foi. Faz muito tempo. Depois que entrei para a PF, não foi mais preciso me prostituir.

- Pois bem. Eu tenho um pedido para te fazer: me ajuda a conquistar meu homem?

- Como assim?

- Eu sei que, por mais que eu tente, sou uma merda na cama. Alaoh se ressente disso, mas não reclama. No entanto, tem relações com outras mulheres. Eu finjo que não ligo, mas fico pra morrer.

- Ainda não estou entendendo o que quer de mim. Seja clara, por favor.

- Eu quero que você me ensine o que fazer com um homem, na hora do sexo, para deixá-lo apaixonado por mim e fazer amor só comigo. Pronto. Já disse.

Ele esteve olhando para ela. Via-se que estava indeciso. Mesmo assim, falou:

- Está bem. Te dou umas dicas.

Ela atirou-se nos braços dele. Deu-lhe um demorado e voluptuoso beijo. Estava agradecida. Porém, falou, depois de recuperar o fôlego:

- Mas isso deve ficar só entre nós, está bem? Ele é mesmo ciumento, e é bem capaz de te dar uma surra.

- Eu não o temo. Também sei brigar. Meu pai me dá umas aulas de boxe. Só perco para ele.

- Convencido! Mas não convém arriscar.

- Me responde uma coisa: você também curte mulheres?

- Eca! Tenho nojo. Meu negócio é homem, meu caro.

- Tudo bem. Não fique chateada pela pergunta. É que eu acho que uma mulher te ensinaria putarias melhor do que eu, só isso.

- E quem é melhor para saber o que agrada um homem do que outro homem, bobinho? Será o nosso segredo.

- Okay. Mas não tenhamos pressa. Até porque não vai dar pra te ensinar muito em um único dia. Teremos que nos encontrar outras vezes. Acha que consegue despista-lo, para se encontrar comigo?

- Deixa isso comigo. Agora, vamos tomar um belo banho de sol. Quero chegar em casa parecendo um galetinho...

- Boa ideia. Mas deixe-me levar a lancha para alto-mar. Onde nenhum curioso nos possa ver de binóculos.

Alaoh já os tinha visto. Terminara seu treino ainda frustrado por não conseguir estourar outra peça de barro e viera ao encontro dela na praia. Chegara bem na hora em que os dois nadavam em direção a lancha. Apesar dos olhos possuírem horrendas cicatrizes, podia ver o casal no barco muito bem. Viu o beijo e quando ambos tiraram totalmente suas roupas. E, enquanto ela se deitava na proa, Santo fez a volta com o barco, seguindo em direção ao mar aberto. Admitiu que estava com ciúmes. Ele já a traíra inúmeras vezes, mas não tinha ciência de que ela já o havia traído também. Primeiro, pensou em alugar um barco e flagra-los em alto-mar. Mas, depois, desistiu. Aí, ouviu uma voz atrás de si:

- Não esquente. Meu filho não vai fazer nenhum mal a ela.

Alaoh reconheceu Antônio. Mesmo assim, ainda estava zangado:

- Estão ambos nus. Boa coisa não irão fazer.

- Nem sempre o que vemos corresponde à verdade. Lembre-se que, antes de tudo, você é um cego, meu filho...

- Pois o pior cego é aquele que não quer ver.

- O que pensa fazer?

- Se fosse um qualquer, eu o mataria a porradas. Mas ele é um de nós, um agente federal. Não quero ser punido por bater num igual. Então, vou-me embora. Ela não me verá mais. Pedirei, hoje mesmo, transferência para outro Estado.

- Não seja precipitado, filho. Relaxe. Eu conheço meu filho. Ele sabe que vocês são casados. Não irá tentar nada contra ela.

- Não estou com raiva dele. Tenho raiva dela. Não pensei que pudesse me trair.

- Você já a traiu?

O jovem negro demorou a responder:

- Sim. Várias vezes. Mas nunca o fiz de maneira tão escancarada.

- Façamos o seguinte: nunca mais fui a um puteiro. Vamos a uma boate. Enchemos a cara e pegamos umas negas. Depois, veremos se você mudou de ideia quanto a reprimir tua mulher a fazer o mesmo que você...

*******************

A boate Andaluz permanecia aberta 24 horas por dia. Ficava no décimo quinto andar de um prédio do Centro do Recife e era conhecida apenas por gente de dinheiro. A entrada era cara. Antônio pagou o ingresso de ambos. Alaoh deu uma olhada em volta. Havia o dobro de mulheres no recinto, se fosse comparado à quantidade de homens que existia ali. Uma bela morena logo chamou a atenção do negro. Olhava-o o tempo todo e não tinha jeito de puta. Quando viu Antônio, no entanto, sua atenção desviou-se imediatamente para ele. Aproximou-se dos dois homens. Saudou o motorista:

- Oi, Antônio. Fazia um tempão que não te via. Quem é o bonitão ao teu lado?

- Chama-se André - mentiu ele - e está afim de foder. De preferência, com alguém que o deixe satisfeito.

- Eu sirvo?

Alaoh não tirava os olhos dela. Estava metida numa calça preta apertada, fazendo-se destacar seu corpo sinuoso, e com uma blusa de malha, da mesma cor, muito elegante. Um colar de prata com um crucifixo enfeitado de pequenas pedras preciosas completavam o seu visual.

- Como é teu nome? - Perguntou o negro.

- Régia. Será um prazer te deixar satisfeito, André, se me escolher.

Ele beijou-lhe a mão de forma cavalheiresca e ela sorriu deliciada. No entanto, o cego perguntou baixinho, ao ouvido de Antônio:

- Ela é prostituta?

- Oh, não. Régia é médica. Já colaborou conosco várias vezes. Na verdade, é uma de nossas agentes infiltradas. Tem a missão de localizar a doutora Maria Bauer. Ela foi vista aqui dia desses. Quem sabe, não volta? - Disse Antônio em voz alta, de modo que a bela morena pudesse ouvir.

- Eu sei ler lábios. "Ouvi" o que você perguntou a Antônio. Não se preocupe. Não vou roubar teu dinheiro - disse ela sorrindo. Não parecia chateada de ter sido confundida com uma puta.

Sentaram-se os três em uma das mesas. Pediram doses de bebidas e o negro preferiu tomar Campari. Ela o acompanhou no pedido. Aí, Antônio viu uma coroa sentada num canto. Ela tinha cabelos totalmente brancos e ele a olhou por alguns minutos. Quando ela olhou em sua direção, o motorista pugilista soube que a conhecia. Disse:

- Continuem conversando, mas esteja atentos. É bem capaz do padre Lázaro estar por perto.

- Como? - Perguntou Alaoh.

Antônio não respondeu. Levantou-se e caminhou em direção à bela coroa. Ela não reclamou quando ele sentou-se ao seu lado. Beijou-o rapidamente nos lábios. A morena Régia olhava em volta, concentrada. O negro perguntou:

- O que foi que ele disse?

- Disse que ficássemos atentos, pois o filho da puta do padre Lázaro pode estar aqui. Mas não se preocupe. Eu te protegerei - disse ela, achando que Alaoh era mesmo cego.

O negro ficou tenso. Também olhou em volta. Estava de óculos escuros. A boate estava em quase total penumbra, mesmo sendo pouco mais de nove da manhã. Não viu o padre assassino. Antônio aparentava discutir com a mulher, mas sem alarde. Ela parecia se desculpar. Num dado momento, o motorista se levantou e voltou para a mesa onde estavam Alaoh e a morena. Disse a ambos:

- O padre capturou meu filho. Tua mulher foi ferida por ele. O filho da puta me seguiu até a praia, onde deixei a lancha com Santo, e o capturou. Tua mulher reagiu, mas ele atirou nela depois de nocautear meu filho com uma coronhada. Fique aqui e prenda aquela mulher de cabelos prateados. Ela é a médica Maria Bauer. Leve-a até a sede da Polícia Federal e a entregue a Cassandra. Eu e Régia vamos resgatar tua mulher e meu filho.

Antes que Alaoh pudesse dizer alguma coisa, o casal se levantou depressa e quase correu em direção ao elevador. A coroa de cabelos brancos parecia esperar tranquilamente que o negro fosse até ela. Ele se levantou e foi à sua mesa. Disse:

- A senhora está presa. Faça o favor de me seguir.

- Sente-se um pouco, meu filho. Não pretendo fugir.

Assim que o jovem sentou-se, no entanto, sentiu uma fisgada na coxa. A mulher havia aplicado uma injeção nele. E ele não havia percebido o seu movimento. A dor foi tremenda. Havia algo que queimava, no líquido que lhe fora aplicado. Ele lembrou-se de quando foi capturado por ela, certa vez, e transformado em cobaia. Ela alertou:

- Não tente usar seus poderes telepáticos contra mim. Sou imune a eles. Mas não tema. Não vou te fazer mal.

- O que foi isso que aplicou em mim? Não consigo me mover.

- É um paralisante. Também te faz perder teus poderes momentaneamente. Vai desmaiar. Não poderá fazer nada contra isso.

************************

Alaoh despertou sentado numa cadeira, com duas mulheres idênticas perto de si. Percebeu-se totalmente nu. Estava fortemente atado por tiras de couro molhado, apertando-lhe os tornozelos, os pulsos e os ombros. A médica de cabelos brancos preparava uma seringa. Ele perguntou:

- Onde estou?

- Num barco. O mesmo onde estavam tua mulher e o filho do motorista. Mas o casal já foi removido. Tua mulher levou um tiro, mas passa bem. Foi socorrida por meu homem.

- Está falando do padre Lázaro?

- Sim. Ele pegou uma amostra do teu sangue, mas preciso de mais. - Disse ela, terminando de preparar a seringa.

- Precisa de mais para quê?

Ela não respondeu. Aplicou um líquido esverdeado na coxa direita dele. Ele deu um berro medonho. A dor era insuportável. Tentou se soltar das amarras, mas as duas gêmeas o seguraram. A dor, no entanto, logo passou. Foi quando ele sentiu o pau endurecer até ficar dolorido. A doutora disse:

- Sirvam-se primeiro. Depois, será a minha vez.

As duas jovens se ajoelharam entre as pernas do negro e, enquanto uma o punhetava, a outra lhe chupava o pau. Dali a pouco, Alaoh se esforçava para não gozar. Mas a felação e a masturbação estavam muito prazerosas. Gozou a primeira vez. Lançou uma grande quantidade de esperma, colhido imediatamente pelas duas. Chuparam seu pau até ficar sem nem um vestígio de porra. Continuaram a punheta. Ele não conseguiu prender o segundo orgasmo. Mais uma vez, as duas se deliciaram do seu esperma. Aí a doutora Bauer disse:

- Agora, deixem-no comigo. Eu preciso dele mais que vocês.

FIM DA QUARTA PARTE

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