Conhecendo

Um conto erótico de Simone
Categoria: Heterossexual
Contém 1917 palavras
Data: 26/05/2018 23:38:00

César é o nome dele. O homem que abalou minhas estruturas e atiçou desejos que eu nem conhecia. Me casei aos 21 com Otávio, meu primeiro homem. Já namorávamos há 5 anos quando nos casamos, nos amamos muito. Otávio tirou minha virgindade e sempre fui muito feliz com ele. Sou muito bem resolvida com meu relacionamento e apesar de já ter sido desejada e cantada por muitos homens nunca havia me entregado a ninguém. Até que conheci César...

Conheci César quando tinha 22. Já estava casada há um ano e levava aquela vida de responsabilidade e compromisso ao lado do meu parceiro. Compartilhávamos tudo e estávamos sempre juntos. Quando me formei em fisioterapia, Otávio me deu de presente uma viagem para Paraty que eu queria muito conhecer. Fui com 2 amigas, também comprometidas rsrs e ficamos 4 dias por lá. Nos divertimos muito e curtimos cada instante da viagem e das belas paisagens que víamos. Apesar do clima de festa, nos comportamos e não rolou nada com ninguém. Mas foi lá que conheci César.

Fizemos o famoso passeio de escuna que passa por algumas ilhas próximas dali. Em uma dessas ilhas vi de longe um homem sentado em uma pedra observando o horizonte. Ele parecia estar distante de qualquer coisa, tudo aquilo parecia pequeno diante dos devaneios que deveriam estar pairando naquela cabeça. Eu fiquei intrigada e passei a observa-lo. Era bonito, cabelos castanhos um pouco compridos com alguns grisalhos. Estava bem queimado de sol e tinha pêlos em seu peito aconchegante. Percebi que ele não era de lá pela barba por fazer de férias e tom branquelo por baixo do vermelho queimado. Tentei me aproximar cada vez mais, mas ele de repente se levantou e começou a descer. Foi aí que pude reparar melhor em seu corpo. Tinha pernas fortes, estava com um shorts curto, sem camisa e com uma bolsa pequena. Descemos da escuna e eu fiquei buscando com o olhar enquanto conversa distraída com as meninas. Não tinha mais ninguém na pedra, não estava mais lá. Começamos a andar um pouco pela ilha quando escutei as meninas comentando sobre alguém que vinha passando, era César. Ele vinha em meu caminho e eu não conseguia fazer nada além de reparar em cada detalhe daquele homem. Seu queixo quadrado, seus ombros largos, olhos castanhos cor de mel e profundos como aquele mar que nos cercava. Foi nesse momento que nos encaramos pela primeira vez, senti ele olhando bem no fundo da minha alma através de meus olhos, foi um contato direto. Me cumprimentou e por muito pouco não esbarrou em mim. Senti aquele frio na barriga e um calor muito forte passeando pelas minhas pernas. Recuperei um pouco do meu fôlego e voltei para onde estavam as meninas.

Passado um tempo, minhas amigas foram pro mar e eu fiquei lá sentada na areia observando aquela linda paisagem. Eu estava alheia a tudo que existia a minha volta. Nessa ilha linda, longe de tudo e de todos, não pensava em trabalho, em dinheiro, nem mesmo em Otávio. Quando voltei pro mundo real, o Sol queimava minha pele, me obrigando a correr pro mar.

Para a minha surpresa as duas estavam tomando banho de mar e conversando com César. Me aproximei e elas logo foram me apresentando, "olha César, essa é a Simone, mas também é casada viu rsrs" e ficamos curtindo aquele momento falando bobagens e coisas sem sentido como adolescentes. Ele se apresentou de maneira muito educada, disse que era professor em São Paulo e estava passando férias em Paraty. Era simpático e charmoso, um homem muito interessante que estava me deixando cada vez mais intrigada. Ele era mais velho do que nós, tinha 34 e era divorciado. Nós dois fomos nos afastando um pouco das meninas e conversando de coisas cada vez mais intimas, quando ele sem mais nem menos pergunta se o meu marido havia sido meu único homem. Eu fiquei toda corada de vergonha mas disse que sim e que era apaixonada por ele desde o primeiro beijo. Então ele perguntou se eu nunca tinha sentido vontade de estar com um homem diferente "dentro de mim". Aquilo arrepiou minha nuca e me deixou muito excitada. Eu sabia que poderia me entregar a ele e dar um delicioso beijo, mas me contive e pensei muito em Otávio. Então César se despediu dizendo que estava em outro passeio diferente do nosso e que ia voltar para São Paulo amanhã. Nos despedimos com um beijo no rosto e um abraço, que fez eu sentir o corpo dele bem quente junto ao meu e sua boca no meu ouvido dizendo "você é incrível Simone, passaria a eternidade nessa ilha com você". Aquilo mexeu comigo e até o fim da minha viagem não consegui mais tirá-lo da minha cabeça. Nesse mesmo dia, quando voltei a pousada onde estávamos, eu me masturbei muito no banho lembrando de uma transa que tive com Otávio na praia uma vez que foi maravilhosa, mas trocava o Otávio pelo César e sentia aquele corpo delicioso sobre o meu totalmente nus com apenas o mar como testemunha. Gozei tão intensamente que dei um gemido que ecoou pelas paredes do banheiro. Coração disparado, respiração ofegante e pernas bambeando... Apoiei meus braços e cabeça na parede e fiquei me recuperando com a água quente descendo pelas minhas costas. Não queria mais tentar compreender o que estava acontecendo comigo e o que era essa vontade de ter ser possuída por esse homem misterioso e sedutor. A única certeza que eu tinha é que deveria saciar essa fome por César.

Quando voltei para casa, Otávio me recebeu muito bem e me tratou com muito carinho e amor. Transamos loucamente logo de cara, mal nos cumprimentamos e já estávamos rolando pelo chão da sala. Durante uma semana transamos praticamente todas as noites, fizemos tudo o que gostávamos, por todos os lugares da casa e até experimentamos algumas coisas novas. Otávio parecia com um tesão sem fim. Nos amamos muito, meu sentimento por ele sempre foi muito intenso e verdadeiro. É lógico que mesmo assim eu fantasiava com César, por mais forte que seja o meu sentimento, eu não conseguia me controlar e ele vinha na minha mente e eu gozava na hora. Otávio estava amando tudo isso, transávamos como nunca e eu tinha orgasmos cada vez mais fortes. Tudo estava bem em nossa relação, mas César já havia ocupado um lugar na minha mente e parecia não querer sair de lá.

Mari, uma das minhas amigas que foi pra Paraty, se formou comigo na Faculdade e se casou um pouco antes do que eu. O marido dela viaja muito por ser representante de vendas de uma empresa, por isso ela também viajava sempre que dava. Os dois mantinham um relacionamento aberto e Mari sempre foi muito tranquila com relação a isso. Ela dizia que deitar na cama e contar pro parceiro que esteve com outra pessoa, apimentava a relação dos dois. Para minha surpresa, Mari pegou o face de César lá em Paraty, ela disse que os dois não ficaram, porque ele queria apenas "Simone".

Depois de algum tempo de indecisão e nervosismo, enviei minha solicitação de amizade para César. Demorou uns dois dias até ele aceitar. Logo começamos a conversar, ele sempre muito educado e discreto. Eu me sentia culpada, não conversávamos nada além de amenidades e gostos pessoais mas mesmo assim aquilo me deixava um pouco nervosa. Se Otávio descobrisse que eu estava conversando com um cara que conheci em Paraty,seria difícil explicar que nunca rolou nada. César me surpreendeu me convidando para um almoço no meio da semana. De cara não aceitei, não achava correto aquilo. Depois de alguns dias e algumas conversas com a Mari, decidi ir.

Acordei na quarta-feira marcada para o encontro com muita ansiedade. Um frio na barriga me fazia pensar um milhão de coisas sobre esse encontro no almoço. Otávio saiu cedo para trabalhar e antes de ir ele tentou transar comigo mas eu não estava afim, estava muito aérea para transar com ele. Depois que ele saiu, tomei banho, vesti uma calcinha bem provocante e fui pra clinica onde trabalho. Uma das coisas que passava pela minha cabeça era que César me levaria até algum motel. Claro que eu não iria topar, mesmo assim vesti minha calcinha provocante e levei algumas camisinhas na bolsa.

Tive vários pacientes pela manhã e logo chegou a hora do almoço. Fui apressada até o restaurante combinado, perto da clinica onde atendo. Quando cheguei, César já estava lá, vestido de maneira simples porém elegante e charmoso. Conversamos bastante, comemos e eu olhei no relógio, vi que ainda me restava uma hora livre até meu próximo paciente. Saímos do restaurante e fomos até o carro dele. Ele queria me levar até uma pracinha que tinha ali perto. Ficamos um pouco na praça, dentro do carro mesmo, conversando sobre nossas vidas, eu não quis sair do carro, tinha receio que algum conhecido me visse ali com ele. Nossa conversa foi esquentando quando começamos a falar sobre a primeira vez de cada um. Eu disse que minha primeira vez tinha sido no carro e perguntei como ele sabia que eu só havia tido um homem mesmo sem me conhecer. César me respondeu dizendo que eu ainda tinha "carinha de virgem", me disse que eu precisava conhecer muitas coisas ainda e que não tinha experimentado o prazer em sua totalidade.

Aquele clima dentro do carro me fez relembrar minha primeira vez e toda a ansiedade que eu sentia era a mesma de anos atrás. Nosso papo foi interrompido por uma ligação de Otávio, tive que atende-lo. Depois de conversar com ele, pedi para que César me levasse de volta, eu não estava pronta para passar essa barreira e ficar com César. Ele foi mais uma vez respeitoso e me levou de volta sem muitas perguntas. Quando chegamos, me despedi dele e ele respondeu com um beijo na minha boca. Nos beijamos intensamente, ele agarrou meus braços e puxou meu corpo pra junto dele. Sua língua invadia minha boca e suas mãos me apertavam com força. Me sentia como uma virgem prestes a perder a virgindade. Eu gemia em êxtase quando ele tirava a boca da minha e beijava meu pescoço, ficava cada vez mais enlouquecida e entregue aquele homem. César parou de beijar meu corpo, com dois movimentos rápidos, passou seu braço esquerdo por trás da minhas costas agarrando minha bunda e levantando um pouco o meu corpo. Sua mão direita entrou direto por dentro da minha calça. Ele me tocou por fora da calcinha, massageando minha bucetinha já muito molhada. Eu gemia de prazer e cravava minhas unhas nos seus braços, tentava resistir mas o tesão era maior do que eu. Joguei minha cabeça para trás, abri mais minhas pernas e alisei seu corpo com as mãos. Quando cheguei em suas pernas fui direto em busca de seu pau. Com as duas mãos alisei alguma coisa muito dura escondida por baixo daquela calça jeans. Comecei a desabotoar a calça dele, quando ele me impediu, tirou sua mão de mim, colocou seus dedos melados na minha boca e disse para mim "não vai ser aqui, vai ser como você nunca fez". Fiquei puta e frustrada, todo meu nervosismo e ansiedade haviam sido em vão, agora eu queria muito transar com ele, ali mesmo, de qualquer jeito. Ele se despediu de mim e foi embora, aquilo só me deixou com ainda mais tesão e vontade de ter aquele homem.

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Comentários

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A autora escreve com paciência e precisão, o que deixa tudo muito real. Aguardamos a ou as continuações desse belo relato

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Continue, minha querida. És uma delícia, fêmea para casar. Seria teu corno com prazer.

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Muito bom!!! Sensualidade e erotismo na medida certa

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