Enterrar o Passado - Claudio- Capitulo XXVIII

Um conto erótico de de Porto alegre
Categoria: Homossexual
Data: 20/05/2018 21:14:22
Nota 10.00

Capitulo XXVIII

Meu dia começou...no mínimo de uma forma estranha, eu tava na mansão cercado de crianças, mães, pais, fantasias, e uma gritaria infernal...gente e eu tava adorando.

Dona Alberta estava me ajudando, abrimos o salão da mansão e levamos todas as crianças da turma do Tavinho pra lá junto com as crianças do orfanato e todos estavam muito empolgados. Minha sorte é que tia Beta e dona Norma estavam juntas, e cara eu tinha medo das duas separadas, imagina juntas, eram generais e os outros só obedeciam.

Vi as professoras correndo, o rodrigo e o pessoal do orfanato tentando segurar no lugar todas as crianças...gente, sinceramente acho que professores deveriam ganhar muito pra isso, infelizmente eu sabia que não era assim nosso país tem dessas coisas.

Como que alguém que ensina uma pessoa, pode ganhar menos que esse alguém no futuro, eu realmente não entendia.

Fiquei olhando de fora toda a movimentação, era tanto carinho envolvido que resolvi ficar parado e me absorvi na movimentação deles, as crianças era como todas as crianças ruidosas... achei engraçado logo eu que não gostava de barulho, mas isso era diferente era alegria pura, ninguém ali era diferente, era mais ou menos que o outro, crianças não vem o mundo como nós os "adultos", elas não tem distinção de classe, de cor, de nada.

Da minha parte eu prefiro mais o olhar infantil, tudo parece magica, tudo é puro.

Vi ao longe dona Norma administrando esse caos com um lindo sorriso no rosto. Essa mulher era incrível, a abnegação em pessoa, soube que ele tinha entregue a vida dela para a escola, uma escola pequena no interior do estado, sem recursos e muitas vezes era uma escola levada pra lá e pra cá pela política local. Uma mulher e sua escola, a maioria da cidade tinha sido educada por essa mulher. Toda essa questão das verbas que não eram liberadas me deixava muitas vezes revoltado e foi motivo de discussão minha com o prefeito. Mas agora com a fundação ... bem esse seria meu próximo passo.

As crianças começaram o dia com um lanche, depois todos sentaram no chão e ensaiaram a música. Achei engraçado a escolha da canção, era algo muito antigo provavelmente ninguém reconheceria mas quando li a letra vi na hora que falava exatamente sobre o momento que estávamos vivendo...amigos...

Dona Norma escolheu pessoalmente e ela estava certíssima na escolha.

Amigos ...Tudo que estava acontecendo com essas crianças, com os jovens e com essa comunidade tinha começado com a união de grandes amigos, um grupo pequeno ao qual foram se juntando vários outros, hoje era um grupo grande e cada um fazia a sua parte mesmo sem os outros saberem.

Eu conseguia ver como a vida de todos nós tinha sido encaminhada para esse momento, nada tinha sido a toa, nossas dores e nossas vitorias estavam sendo direcionadas, tudo fazia parte de um grande plano que na hora não entendíamos. Mas se tudo que passamos não tivesse acontecido, talvez nem estivéssemos aqui, ou simplesmente não iriamos ajudar como agora estávamos fazendo.

Quando as pessoas viram que nossa vontade era ajudar somente, todas se uniram ao redor do Gus. E agora essa surpresa pra ele, até por que essa era a surpresa que o Tavinho queria fazer pro Gus, e como sempre as pessoas não conseguem negar nada pra ele.

O Tavinho corria pra lá e pra cá, mesmo sem saber ele era como uma cola de união, depois que tu dava a chance dele falar ninguém conseguia dizer não. Ele unia todas as pessoas em volta da fundação, lembrei que um dia ele me disse:

"Tio é só pedir, as pessoas vão ajudar."

Eu não entendia muito disso, minha vida tinha sido bem diferente da dele, mas com o tempo eu vi que ele tinha razão, se tu pede alguma coisa com sinceridade e a pessoa acredita em ti, ela vai te ajudar, é do ser humano esse impulso de compartilhar e ajudar, nós com a nossa sociedade tão individualizada é que esquecemos disso, a humanidade foi criada em grupo, sobreviveu em bandos, era normal ajudar um ao outro, agora de tão modernos que estávamos esquecemos isso.

O Tavinho com o jeitinho dele conquistava as pessoas, visto que estávamos agora todos aqui por um pedido dele, que era ...

"Todas as crianças podem cantar juntas tio?" Por que o pai Gus ia ficar feliz.

Fazer o Gus feliz tinha se tornado a motivação para essas pessoas todas estarem juntas, e não era por acaso, minha mente racional me dizia que muitos ali precisavam dele por muitos motivos, inclusive financeiro, mas meu coração dizia que as pessoas entendiam ele, sabiam que ele não queria nada em troca, e por isso todos estavam aqui pra ajudar.

Fiquei observando toda a movimentação, professores, pais, crianças, era tudo tão normal e ao mesmo tempo incrível, todas as crianças quando misturadas assim nessa sala não tinham diferença nenhuma, ninguém sabia quem tinha pais e quem não tinha.

Eu nunca consegui entender essa diferença toda, eu sempre achei que as crianças órfãs deveriam ter muito mais assistência e infelizmente eu via que não era assim, e a minha cabeça já começava a criar planos e possibilidades para mudar o que eu via.

Eu deveria agradecer ao Gus por ter me feito vir pra essa cidade, tinha tanta coisa a ser feita e eu sabia que eu conseguiria fazer tudo, eu tinha as possibilidades e eu tinha os meios, era só dar uma direção para as pessoas eu sabia que lá no fundo o ser humano quer ajudar só precisa saber como.

- Tio Claudio. – Fiquei tão perdido que não vi o Tiago me olhando. –

- Oi querido diga? – ele estava paradinho na minha frente, me olhando com aqueles olhos claros dele. –

- Posso ficar um pouco aqui ... tem muita gente ... – eu sabia o que ele falava, segundo os psicólogos ele não gostava muito de interagir com as pessoas, quando ele concordou em vir para a mansão com as crianças todos acharam estranho, mas eu sabia por que.

Ele tinha conversado comigo, ele ia vir se eu estivesse junto.

Isso me encheu de orgulho, saber que ele confiava em mim para as pequenas coisas como um passeio me dava esperança, esperança de que tudo ia dar certo para esse pequeno homenzinho que já tinha passado por tanta coisa.

O Meu encontro com o tio dele passou rapidamente por minha cabeça, esquece Claudio, olhei pra ele e sorriQuando tinha terminado a apresentação estávamos todos com lagrimas nos olhos, inclusive eu.

Ver a comunidade abraçar as crianças e nossos jovens com tanto carinho me fez ver que estávamos indo pelo caminho certo. Dona Norma tinha escolhido o Tiago pra me entregar o vasinho de flores ela sabia que eu estava criando um vínculo com o menino, meu coração já estava apaixonado por ele, e minha mente perguntava ...e quando tu for embora?

Peguei ele no colo e ficamos conversando eu sabia que ele estava desconfortável com tanta gente.

Na nossa volta era uma gritaria, as crianças e os pais estavam felizes, nossos jovens estavam cuidando das crianças do orfanato mas quando olhei pro Gus meu coração acelerou na hora me preocupei e cheguei perto dele.

- Gus... – ele me olhou assustado. –

- Claudio eu.... – ele estava suando, assustado. -

Estavam todos tão distraídos com a movimentação na volta que não notaram que ele não estava bem... o Vini estava conversando com alguns pais que vieram perguntar da clínica, o Tavinho correndo pra todo lado com o filho da Paula.

- Seu Gus algum problema? – claro que o Renato estaria olhando. –

- Tiago vai com o tio Renato. – ele ficou me olhando mas entendeu que algo tava acontecendo, entreguei o Tiago aos cuidados dele.

- Renato chama o Vini vamos estar na rua ...

- Não precisa ... é só um pouco de ar mesmo. – o Gus tava se segurando conheço ele, vi que ele não queria assustar o Vini.

- Paiclaro que era o Tavinho que estava parado na frente dele, a ligação deles era incrível. –

O Gus abaixou ...

- Oi Filho tá tudo bem? O pai vai dar uma volta com o tio Claudio temos que acertar algumas coisas tá bem? – o Gus se apoiou em mim. –

- Tá pai, mas o senhor tá bem? – claro que ele sabia que não. –

- Tô sim filho, é que está muito quente aqui .... fala pro papai que vou estar na rua com o Tio tá bem...

- Falo sim pai. – ele saiu correndo pra achar o Vini, olhei pro Renato que estava parado como Tiago na mão. -

- Renato cuida do Tiago pra mim, nos dá uns minutos e depois avisa o Vini que estamos lá fora passei a mão no rosto do Tiago pra ele não ficar preocupado. -

Quando saímos na rua no ar fresco foi um alivio para nós dois, sentamos nos bancos perto de algumas arvores, estava tudo bem iluminado, a escola estava linda.

- Gus o que tá acontecendo??

- Eu não sei Claudio, quando ... quando eu vi esse monte de gente e todo mundo falando comigo .... me agradecendo por algo que eu nem sei exatamente o que é ... Claudio caiu um peso nas minhas costas, eu...eu não sei... não sei se consigo .. – ele tava ofegante, coração acelerado a veia no pescoço latejava, desabou no meu braço e chorou, eu sabia que era emoção e era isso que me preocupava, o Gus tinha os problemas dele e emoção era algo que definitivamente não era bom, mesmo que essa emoção fosse num bom sentido.

- Eiii, calma grandão...tá tudo bem ...vem vamos sentar ...tô aqui contigo ...tá tudo bem ... – abracei ele, e caminhamos até um banco, era só o que o Gus precisava. -

Fiquei segurando ele um tempo, o coração começou a desacelerar e ele ficou mais calmo.

- Gus ... olha tá tudo indo bem, acalma esse coração por que eu preciso que tu esteja bem agora, forte e inteiro, algumas coisas vão estar em andamento e eu não posso perder o foco. – A fundação vai passar por mudanças e o Gus tinha que estar bem. -

- Eu sei desculpa é que...eu sei lá ...

- Grandão olha só, tu não tá sozinho, olha na volta, vê a quantidade de gente que tu conseguiu movimentar, olha essa escola, a comunidade, teus amigos, todos estão aqui pra te ajudar tu tá assustado por que acha que tudo é tua obrigação mas já não é maisGus no momento em que tu decidiu ajudar, tudo conspira a teu favor, é assim que as coisas funcionam. Tu só não tá entendendo que . tudo isso que tá acontecendo agora é um fardo nosso dos teus amigos, é meu. – ele ficou me olhando, começava a respirar melhor. –

- As coisas vão começar a acontecer sem que tu saiba, mas está tudo certo ... É como quando a gente lança uma pedra no lago, as ondas agora vão se propagar, e como o início foi um causa boa, as crianças e os jovens .... o resultado com certeza vai ser bom. – ele ficou me olhando começou a acalmar. Era isso que eu precisava. –

- Claudio só me promete que se algo acontecer ...- no fundo era essa a preocupação dele eu sabia. -

- Nada vai acontecer Gus ...

- Só me promete. – eu sabia do que ele estava falando, infelizmente. –

- Prometo Gus, eu cuido de tudo. – ele sabia que eu iria fazer o que eu dizia, algumas pessoas estavam vindo em nossa direção. –

Um a um nossos amigos foram sentando na nossa volta, Paula e o Murilo, Dona norma e a Tia Beta junto com seu Rafael, ninguém falava nada, mas estavam ali era só o que ele precisava. O Renato veio com o Lucas e o Tiago na mão, o menino veio pro meu lado, o Renato me olhou eu sabia que ele tinha falado com o Vini.

O Vini veio com o Tavinho e já alcançou o remédio pra ele e um copo d'água, o Tavinho descansou a cabeça no ombro dele, ele relaxou, todos sabiam pelo que ele estava passando.

Vários amigos apareceram, nossos jovens, parece que todos sabiam que agora era a hora de cuidar dele, todos foram sentando começaram a conversar calmamente sobre a festa, e o Grandão foi acalmando ele tava melhorando viu que eu tinha razão todos estávamos ali juntos pra ajudar ele, ele não estava sozinho. Esse sempre foi o maior medo dele....ficar sozinhoAs coisas estavam se encaminhando, sentei no escritório e fiquei analisando meus passos até ali.

Eu teria uma reunião com todos os nossos amigos daqui a algumas horas achei melhor falar tudo de uma vez e deixar o grandão mais tranquilo, ele estava realmente precisando os exames que ele tinha feito não estavam bons e isso estava preocupando a todos, claro ele não queria que ninguém soubesse, por enquanto só os mais próximos.

Fiquei pensando nos meus próximos passos.

Quando encontrei o primo do Gus o Luis, eu não imaginava o tipo de homem que ele seria, mas vi que mesmo que o Gus e o Vini não quisessem nem mais olhar para ele, o cara era como eles...mais uma vítima de homens que conseguiram destruir a vida deles.

O Luis era mais uma peça no jogo dos pais dos meninos, claro foi fraco, mas ele era o mais vulnerável de todos, e ao mesmo tempo foi ingênuo ele achar que o amor poderia ser conquistado da forma como ele queria.

Mas ele assim como os meus amigos eram de uma certa forma todos ingênuos naquela idade e acreditaram nas pessoas erradas, meu foco não era o Luis mas sim os pais deles, com o Luis eu já tinha me acertado, e foi uma grande carta que eu tive na mão eu sempre consegui estar na frente dos pais deles e tudo isso devo ao Luis, mas nós estávamos quites ele teria uma nova vida e eu teria aqueles dois que se intitulavam pais nas minhas mãos.

A Paula e o Murilo depois de nossas reuniões estavam administrando tudo de uma forma incrível, não foi fácil mas eles tinham tudo resolvido, uma coisa a menos pra eu me preocupar, o mesmo com a Tia Nika. A partir do momento que eu resolvi criar as franquias e passei tudo para ela as coisas andaram muito rapidamente ela conseguiu deixar todos os funcionários confortáveis sabendo que tudo continuaria normal para eles já que mesmo sendo uma franquia, tínhamos direitos que eu exigi em contrato de interferir caso as coisas não andassem como o Gus gostava.

O Vinicius e o Renato estavam com a Clínica quase montada, e foram muito bem assessorados pelo Lucas que como imaginei estava se saindo incrivelmente bem na nova função, fiquei um tempo com ele mostrando como todo o sistema funcionava, agora ele me mandava relatórios semanais de todas as mudanças, eu sei que sou um pouco centralizador mas eu não me perdoaria se algo acontecesse com os bens do Gus, eu tinha sido contratado pela tia dele para cuidar dele e isso eu sempre faria independente de que rumo minha vida levasse.

O seu Daniel com a ajuda do filho estava com a empresa muito bem estruturada e dirigida ... dali eu não teria nenhuma preocupação, e ele tinha a meu pedido negociado com o Banco as ações do pai do Gus, como eu previ ele não tinha conseguido pagar a dívida, então agora o Gus era realmente o Dono das empresas, e eu tinha conseguido fazer o pai dele perder tudo que ele achava que tinha, mas se isso me fazia feliz?

Sim fazia....como eu disse lá no começo não sou bom...não tenho pena ... simplesmente faço o que tenho que fazer. Claro ainda tinha algumas coisas que resolver, mas meu foco tinha se dirigido ao pai do Vini, mas ele tinha sido mais fácil.

Minha promessa com o grandão estava sendo cumprida eu teria o pai dele no chão e o pai do Vini seguiria o mesmo caminho.

Minha maior surpresa para o Gus seriam as mudanças na fundação, a mansão agora sendo a sede da fundação teria todo o capital necessário para fazer um lindo trabalho, assim como Dona Dafne queria... era como se ela estivesse me guiando, abri minha pasta e peguei na mão a carta que ela tinha deixado para mim, ali estavam todas as coisas que ela pediu que eu fizesse. A primeira delas eu nunca deixaria de fazer, cuidar do Gus sempre. As outras eu estava cumprindo uma a uma, claro eu ainda tinha algumas para resolver, mas o tempo estava ao meu favor.

Tudo estava se organizando como eu imaginei, mas de uns tempos pra cá meu coração estava se ressentindo de algumas escolhas. E minha vida estaria novamente tomando novos rumos e algumas mudanças, várias coisas passavam na minha mente, e uma delas era, o que fazer quando tudo estivesse terminado?

Quando tudo estivesse no lugar e eu não precisasse mais cuidar das empresas como sempre foi meu plano inicial, o que fazer? Voltar pra capital e cuidar de tudo lá. Fixar residência aqui ou realmente ir embora para outro lugar, minha vida sempre foi assim seguir para onde o vento me levava.

Fiquei pensando em meu tempo em São Paulo quando deixei o Nicolas, nos homens e na vida que levei, sei que hoje tudo o que aconteceu naquele período era minha mente tentando se livrar da sensação de que eu tinha falhado com o Fabricio. Eu sei que ele também falhou comigo, mas queríamos coisas diferentes da vida sei por parte das meninas que ele alcançou a vida que ele queria a oficina agora era uma pequena rede do interior, o filho estava saudável e pelo que disseram era a cara dele.

Mais do que isso eu nunca quis saber, e agora ele ter me ligado e querer conversar depois de tanto tempo, para que? Algo tinha mudado?

Lembrar do Nicolas sempre fazia meu coração aquecer de saudade, com minha vinda pro interior fiquei sem falar com ele, algo que fazíamos toda a semana, eu nunca deixava de vigiar o Rubens e ele sabia disso.

Meu primeiro pensamento agora era: Essa relação com o Fabricio não me interessa mais, mas lá no fundo meu coração estava apertado algo tinha acontecido com ele? Sei pelos nossos amigos em comum que a vida financeira dele parecia estável, e ele tinha progredido dentro daquilo que ele queria, por que me procurar agora.

E eu de minha parte, bem .... para um menino que aos 16 anos seguiu sem rumo para a cidade grande...e passou tudo que eu passei...bom não posso reclamar, eu era sócio do Gus em muitas coisas, e outras aplicações eram fonte de uma renda muito boa ....e minha vida financeira agora era bem...comecei a rir...nunca imaginei chegar a esse ponto.

Eu sabia que eu estava mentindo pra mim mesmo, eu sempre imaginei chegar onde estou, minha cabeça traçava as metas e eu seguia meus planos. Se eu cheguei onde cheguei não por acaso, foi trabalho simplesmente isso, metas e trabalho. Poderia ir embora para qualquer lugar e tudo iria fluir normalmente.

E agora o que fazer? Qual meu próximo passo, minha próxima meta, pela primeira vez na minha vida meu coração começou a embaralhar minha mente, eles estavam querendo coisas diferentes e isso estava começando a me angustiar.

De tudo isso uma imagem sempre vinha na minha mente...Tiago...aquele menino conseguiu me alcançar de uma forma que somente o Fabricio e depois o Gus conseguiram, eu pensava nele diariamente. Que rumo tomar...

Meus pensamentos foram atrapalhados pela secretaria que disse que nossos amigos estavam chegando e a maioria já estava na sala de reuniões...claro o Gus chegaria atrasado...mas não seria o Gus se isso não acontecesse... com as mudanças na rotina dele que eu tinha pedido...quer dizer imposto a todos ...ele teria mais tempo pra descansar e ficaria mais a disposição da fundação ... comecei a rir e fui pra reunião. Hora de colocar o trem em andamento e nos trilhos.

Tudo tinha que estar perfeito para eu decidir o que fazer da minha vida"Inauguração da Clinica"

Isso estava na minha agenda gritando, caralho finalmente chegou o dia, isso estava virando um inferno, o Gus tá nervoso, o Vini estava nervoso, o Renato, o Lucas, a Paula o Murilo...gente que coisa ... estava tudo pronto estava tudo certo... eu tinha organizado tudo, cada item tinha sido checado por mim mesmo. Eu infernizei a vida de todos pessoalmente, e eu sou bom nisso mas agora eu era o único calmo nisso tudo.

Era um grande dia para todos, quando cheguei na sede da clínica tudo estava lindo, os meninos da fundação já estavam uniformizados e colocando cada coisa em seu lugar, eles eram realmente meninos incríveis, era só dizer o que fazer e eles se organizavam e tudo estava maravilhoso, o pessoal do teatro, as barracas. A grande festa que o Gus queria estava organizada, tudo muito colorido e bonito, eu ainda tinha que pensar no que eu iria falar por que claro, o Gus não ia subir nunca e falar para o público. Ele não era assim, nunca gostou de aparecer, a maioria das pessoas achava que eu era o dono de tudo, mas essa comunidade ia ter que engolir algumas coisas que eu tinha pra falar e bem...eu sou ótimo pra isso.

...

Vi ao longe o Gus chegando, o Tavinho estava com ele era um fofo todo arrumadinho o menino, na mesma hora me veio a imagem do Tiago, ele viria mais tarde tinha pedido pro Rodrigo, eu estava cada vez mais apegado ao menino e bom...isso é pra depois.

Eu tava com muita gente na volta algumas pequenas coisas a serem resolvidas...

- Seu Claudio...- era o Renato, era incrível a mudança desse menino e não era só na aparência, o Gus tinha feito um trabalho incrível ali, mas ele tinha simplesmente nascido para cuidar dos outros. O Renato era incansável, sempre sabia o que estava acontecendo com cada um dos jovens, das crianças, dos funcionários, eu não sabia como ele fazia isso, mas como o Gus diz...

"Um dia se Deus quiser o Renato vai estar ao meu ao lado cuidando de tudo...e quem sabe ao lado do Tavinho se" ....

Bem isso era pra depois.

- Fala Renato ...

- Seu Claudio tem um homem procurando o senhor, ele disse que é seu amigo. – eu não imaginava quem era, perguntei o nome ele não sabia foi um segurança que avisou. -

- Por favor Renato traga ele aqui, ainda tenho que resolver algumas coisas. – eu tava sentado numa grande mesa de pedra, tinha alguns cheques para assinar e fazer o pagamento dessa gente toda, o Lucas tava sentado comigo anotando tudo.

- Claudio ....- ouvir aquela voz depois de tanto tempo, meu corpo inteiro ficou arrepiado, o que ele estava fazendo aqui? -

Quando levantei o rosto vi que atrás dele tinha um segurança, fiz sinal de que estava tudo tranquilo o homem saiu, como mágica o Lucas saiu com o Renato, acho que pelo meu jeito eles viram que era algo importante.

- O que tá .... Por que veio?....

Meu coração não cabia no peitoBoa Noite queridos, quando li os comentarios algo me veio a mente, geralmente só leio os comentarios do ultimo capitulo que postei, mas vi que muita gente havia comentado atualmente e eu nao tinha respondido nos livros anteriores, então por favor me desculpem, vou tentar responde aos poucos a todos que escreveram la no inicioe obrigado pelo carinho com que sempre tratam meus amigos....grande abraço

Geomateus - Oi querido...acho que sim a vida se apresenta de muitas formas, e o CLaudio só pega o que tem na hora e faz o melhor possivel. Mas vamos ver...grande abraço

Valter - oi querido...sempre passional adoro isso em ti....como diz o Claudio o amor se é amor...não morre...as vezes muda as vezes fica quietinho la no fundo...vamos ver...bjao guri

Favo - oi querido, por tua causa fui la atras reler os comentarios e vi que nao respondi a muita gente agradeço por isso. Passei teu comentário para o CLaudio ele apenas me disse...." tu deve estar fazendo algo errado eu não sou tudo isso que ele falou"...ele agradeceu muito o carinho. Querido a questao do livro é estranha pra mim, como disse antes em alguns momentos, eu não sou autor sou só alguem que gosta de escrever sobre a vida de pessoas que conhece, eu não tenho tanta imaginação como alguns pensaram...rsrsrs...como somos de uma certa forma amigos e alguns conhecidos, tomei a liberdade de escrever sobre os acontecimentos, claro como somos amigos a vida de um entra em momentos na vida dos outros. por isso separei em livros. Juntar tudo isso num só seria loucura para alguem como eu que não tem essa capacidade toda, mas desde ja agradeço pelo comentario achei lindo e de uma certa forma me fez ver algumas coisas que eu nao tinha notado. Grande abraço, não sei se esta lendo no wattpad...se estiver manda um ola pra mim...

Nayara - Acho que aos poucos querida o Claudio mostra as mudanças pelas quais ele passou pra mostrar a pessoa que conheço dele agora...essas mudanças estao interessando a muita gente...digo nossos amigos que tambem estao lendo a visão dele...em sobre quem ele é.....é engraçado por que ninguem via ele com esses olhos...mas enfim vamos ver onde termina...grande abraço guria

Favo - bem acho que as mudanças estao começando vamos ver...abração querido

Guigo - oi querido um pouco mas bem...avida tem esses momentos ...abração

Healer - oi guri...rsrsr ...sempre acho estranho essa parte tambem...mas daqui a pouco acho que teremos uma certa explicação por que o Claudio infelizmente...rsrsrs só faz o que quer....como eles ficaram anos nesse digamos...esperar...acho que chegou ao ponto que o Fabricio resolveu viver...mesmo amando o Claudio ele achou que tava na hora de seguir em frente por que o Claudio tem a propria visao dele do que fazer...mas vamos ver o que acontece...abração "guri"...rsrsr

Suara - Oi guria a questao com o Claudio é sempre essa, que reencontro será esse...abração bjs no coração

Comentários

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27/05/2018 13:26:35
Passando rapidinho pra dar a nota...Como sempre vc parando na melhor parte...Estou no aguardo do encontro do Cláudio com o irmão dele...Ansiosa pelo próximo...Bjs qrdos.
22/05/2018 21:57:48
Pois é, meu querido autor não vou fazer por enquanto um comentário sobre o conto, porquê já estou mais no ponto de absorver mais o que vem pela frente para falar com mais conteúdo, me parece que já está chegando na reta final, kkkk. O conto está ótimo e você sempre manda bem na escrita, um grande abraço e estava com saudades tua. 🤗
22/05/2018 00:37:08
Bom demais. Curioso para saber quem foi que veio ver o Cláudio.
21/05/2018 20:41:35
ATÉ QUE ENFIM O REENCONTRO DE DUAS ALMAS QUE SE AMAM. CLAUDIO E FABRÍCIO. VEREMOS O QUE O DESTINO RESERVA A ESES DOIS. AH. SIM, SOU PASSIONAL. AI DE IM SE NÃO FOSSE. TORÇO PELO AMOR SEMPRE. AMO A ENTREGA TOTAL. FICO IRRITADO COM AS PERDAS, COM AS SEPARAÇÕES, COM AS TRAIÇÕES. MAS A VIDA TB É FEITA DISSO. NEM TUDO É ROSAS. MAS MESMO ASSIM EU AS CULTIVO SEMPRE.
21/05/2018 15:38:28
Caríssimo, embora tenha feito o login no wattpad com sucesso, não consegui localizar-te. Estas novas tecnologias já não são para mim... Só lendo este último capítulo, dá para ver como tens tudo o que é preciso para seres um bom escritor: muita imaginação e habilidade nata a descrever cada cena, enorme capacidade para fidelizar o leitor, mantendo-o sempre preso à narrativa, mesmo entre os saltos temporários utilizados, saber criar com mestria os momentos de suspense nos momentos oportunos da história, etc. Vou dar-te o exemplo de 2 filmes clássicos que não são da tua geração, mas com os quais muito podes aprender: 1º) Dr. Jivago do romance homónimo de Boris Pasternak. Uma enorme profusão de personagens envolvidas por uma guerra e em épocas distintas. 2º) "Les Uns et Les Autres" de Claude Lelouch: personagens de 3 gerações e 4 nacionalidades unidas pelo interesse comum pela música. É outra obra intemporal. Com ambas poderás aprender muito. Ninguém nasce aprendido, todos temos de apender. Mas só muito poucos nascem com determinado talento. Não subestimes o teu e nem penses em desperdiçá-lo. És muito novo o que te dá muito tempo para te aperfeiçoares. E quanto à matéria prima, só esta série de contos dá de sobra para um lançamento em grande. E nunca temas o fracasso. O Mundo é dos destemidos, que caiem e voltam a cair, mas que nunca desistem. Segue em frente. Abraço
21/05/2018 12:04:05
Amor é tudo
21/05/2018 09:04:04
Parça, fiquei meio perdido na história mas talvez porque eu não tenha acompanhado ela direito. Li alguns capítulos mas já faz tempo. Pra entender direito eu teria de ler os anteriores. Se não fosse extenso eu leria com certeza. Curto contos de putaria, mas esse aí parece bem interessante. Pena que perdi muito capítulos. O costume de passar adiante os contos que vejo que são capítulos, acabo perdendo histórias legais. Quando é mais de um capítulo geralmente acompanho se não se estender por vários e vários, mas muitos capítulos tenho medo de acabar ficando dias sem ler, o autor postar muita coisa e eu ficar sem tempo de ler os anteriores. Eu tenho acompanhado aqui apenas duas histórias formadas por capítulos, mas quando perco algo eu procuro na página de alguém que sei que comenta sempre é acompanho. Uma pena eu não ter acompanhado essa sua aí como deveria. Mil desculpas. Por esse capítulo que li hoje, ele é bem empolgante. Mas como fiquei meio perdido, vou dar a nota pelo conto que achei excelente. 😎😎✌✌