O templo.

Um conto erótico de Jaqueline Natalia
Categoria: Heterossexual
Data: 02/05/2018 19:20:44
Nota -

Oi. Meu nome é Hicaro. Eu acompanho o site há vários anos, mas nunca escrevi nada aqui, o que é irônico, já que sou escritor.

Estes contos são baseados em pessoas reais, mas os fatos relatados são fictícios, baseados numa relação doentia de um casal de irmãos. Sinceramente, não duvido que isso tenha acontecido de verdade.

Haverão duas visões, a da Jaqueline (esta) e a do Fernando, os irmãos. As vezes, mais para frente, terão personagens especiais.

Espero que gostem

Por favor, avaliem, comentem e deixem sugestões.

- Não precisa ter medo - ele disse. Seus longos cabelos castanhos dourados cobria-lhe as orelhas. O calor do seu hálito chegava até meu rosto

- Não tenho medo, tenho vergonha por querer. - Ele se aproximava cada vez mais, os dedos da sua mão direita brincavam com os da minha, seu rosto jovial perigosamente perto dos meu. Se ele continuasse com aquele jogo perigoso eu não conseguiria mais me conter.

- Vergonha? Não tenha vergonha por fazer algo que quer, que deseja há tanto tempo. - Enquanto ele falava, seus dedos subiam pelo meu braço e armavam um abraço - Mais do que irmãos, somos humanos -Agora ele se aproximava de mim, sussurrando em meu ouvido esquerdo, me dando calafrios de prazer e de arrependimento - e não há nada de errado em querer isso.

Eu estava entregue, capturada nas teias suaves dos braços dele. Com um movimento suave, ele inclinou a cabeça e sorriu. Um de seus dentes inferiores era levemente lascado, resultado de uma vez que caiu da cama quando era mais novo e estavamos numa brincadeira extremamente inocente. Mas não havia nada de inocente nessa brincadeira, seu hálito quente me entorpecia como a mais forte das drogas. Estamos há poucos centímetros de distância, seus lábios rosados estão quase encostando nos meus. Eu sempre desejei ser dele, me entregar de uma forma mais completa, ser tudo o que ele precisa. Nossos lábios se encostam e então.

This innocence is brilliant

I hope that it will stay

This moment is perfect

Please don't go away

I need you now

And I'll hold on to it

Don't you let it pass you by?

A Voz da Avril Lavigne encheu o quarto. Ainda por cima, a música era muito mais do que apropriada. Innocence? Ha Ha Ha, Muito engraçado, carma.

O despertador piscava em 7:02 da manhã. Mesmo acostumada, acordar cedo era um desafio para mim, principalmente nos fins de semana.

Parte de mim ficava muito feliz por ter sido interrompida, aquele sonho com Fernando... tão vivido, tão gostoso... tão errado! Meu corpo fervia só de imaginar meu irmão, deitado no quarto ao lado. Mas eu precisava me controlar, tudo tinha que estar sob controle.

Levantei da minha cama. Geralmente não dormia de roupa íntima, mas esse verão foi especialmente rigoroso. Meu corpo estava úmido de suor então peguei uma toalha e comecei a me enxugar. A doce sensação da toalha percorrendo meu pescoço, meus seios fartos, minha barriga (um pouco acima do peso, confesso), meus cabelos Acaju... tudo remetia a ele.

CALMA! JOGA ESSES PENSAMENTOS FORA!

Depois de me enxugar, coloquei uma camiseta larga com estampa da mulher maravilha e um shorts jeans, deixando minhas pernas livres do calor daquele dia. Depois de vestida, fui aos meus afazeres e, o primeiro deles, era acordar o Fernando.

Me encaminhei para seu quarto. Meus pais ainda estavam dormindo, então tentei ser o mais silenciosa possível. Entrei no quarto dele e fui em sua direção. Ele estava semi nu, também suado. Seu peito estava a mostra, suas pernas cobertas, mas era perceptível seu estado matutino. Apesar da pouca idade e, portanto, da baixa "virilidade" era claro a olhos vistos.

-Principe, acorda. - Chamei suavemente. Sempre foi um sacrifício acordar ele. balancei seus ombros e chamei outra vez:

-Acorda, dorminhoco. - Ainda nada. Ele se mexeu um pouco e sua barriga ficou a mostra. Meu anseio era passar a língua por ela, descendo até seu membro e acorda-lo da melhor forma possível, mas me segurei. Ao invés disso, espalmei minha mão em seu peito jovem e comecei a acaricia-lo, chamando bem de mansinho:

"Acorda, meu príncipe.

Ele começou a rir e disse sonolento:

- Faz cócegas! Deixa eu dormir um pouco mais

- Não príncipe, tá na hora de levantar. Vem!

-Ok, tô indo. - Quando ele dizia isso, iria levantar em uma meia hora, mas iria.

Levantei da cama e saí do quarto. Precisava me recompor, afinal, o dia seria muito longo

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