AMOR DE PESO - 02X08- E SE DEUS FOSSE UM DE NÓS?

Um conto erótico de Escrevo Amor
Categoria: Homossexual
Data: 28/04/2018 01:28:07
Nota 9.50

Pai e mãe,

Engraçado como as coisas nas nossas vidas podem mudar em um segundo. Se eu soubesse que vocês iriam morrer, por exemplo, nunca teria deixado vocês saírem naquela noite chuvosa.

Zedu me ligou desesperado, disse que o pai havia passado mal e estava no hospital. A minha tia me levou até onde eles estavam. Fiquei meio sem graça ao ver toda a família do meu namorado reunida, o abracei, mas logo me afastei. Zedu tremia, eu sabia que a ligação entre ele e seu pai era forte. Teodora, a mãe de Zedu, também parecia bem abalada. Fred a toda hora consolava a mãe e o irmão mais novo, já João Lucas se afastou.

Zedu: - Eu estou preocupado, Yuri.

Yuri: (pegando na mão de Zedu) – Vem comigo.

Fred: - Que bom. O Zedu não está sozinho.

Teodora: - Pelo menos algo de bom. Estou tão aflita. Eu disse para ele procurar um médio.

Fred: - Mãe, precisamos ser fortes.

Yuri: - Ei, sei que parece cliché, mas o teu pai sabe que você está preocupado por ele.

Zedu: (abraçando Yuri)

Yuri: - Zedu. (abraçando o namorado forte)

Zedu: - Será que ele vai sair vivo daqui?

Yuri: - Não sei. Se eu pudesse... (encostando a testa na testa de Zedu)

Zedu: - Obrigado, por favor, não saí de perto. Eu não sou forte...

Meu coração ficou apertado, eu realmente havia passado por isso, mas será que superei a morte dos meus pais? As horas passaram e nada de resposta. Mandei uma mensagem para a minha tia, e avisei que não iria para a escola. O Fred decidiu ir em casa pegar roupas e comprar alimento para sua mãe e irmãos, porém, João Lucas se intrometeu e saiu.

Os amigos de Zedu logo souberam das notícias ruins, mas decidiram ir para a escola e depois passariam para ver Zedu. Eu queria dormir, meus olhos pesavam, e Zedu continuava muito nervoso. Eram 10h quando a médica decidiu aparecer com novidades.

Médica: - Dona Teodora?

Teodora, Zedu, Yuri e Fred: (se levantam)

Médica: - A gente lutou a noite toda, mas conseguimos. O seu marido está descansando agora.

Teodora: - Sim, e o que ele tem?

Médica - Como assim o que ele tem?

Fred: - Sim, doutura... o que... o que o meu pai tem?

Médica: - O Seu Ulisses está com câncer, câncer no estomago. Ele está se tratando conosco.

Teodora: (olhando para Fred e Zedu)

Zedu: (segurando a mão de Yuri)

Teodora: (desmaiando)

Fred: (segurando a mãe)

Médica: - Uma maca aqui, (ajoelhando para ver Teodora)

Sim, infelizmente uma mentira abalou toda a família de Zedu. Mandei uma mensagem para as meninas, e elas não demoraram para aparecer no hospital. A família do meu namorado foi liberada para visitar Ulisses, eu preferi esperar do lado de fora, afinal, aquilo não era um problema meu.

Mundico melhorava a cada dia, Juarez ficava feliz, o motivo? Bem, ele também escondia um segredo de todos. Enquanto esperava, o amigo pegar o lanche na cantina da escola, o dançarino recebeu uma mensagem.

Nando: (mensagem de texto) – Ainda com o pobretão?

Juarez: (mensagem de texto) – Se ele descobrir... eu tô fodido.

Nando: (mensagem de texto) – Já disse. Faz ele se apaixonar... brinca com ele e depois termina, faz ele esquecer esse acidente.

Juarez: - O acidente que eu causei.

Mundico: (chegando e surpreendendo Juarez) – Você estava falando sozinho?

Juarez: - (assustado) – Nossa, Jesus. Não chega mais assim. (rindo sem graça)

Mundico: - Você soube do Zedu?

Juarez: - Sim, que barra. (ajudando Mundico a sentar)

Mundico: - Posso te fazer uma pergunta?

Juarez: - Pode... bem... pode sim. (sentando)

Mundico: - Você e o Zedu namoraram mesmo?

Juarez: - Sim, mas a gente era muito novo, e ele era no “armário”. (fazendo aspas com os dedos) – Ele namorou um conhecida, a Alicia. E descobri por ela que o Zedu estava namorando um homem, um gordo... (rindo e se tocando) – Bem, perdi todas as esperanças. E você?

Mundico: - No armário, meu pai é muito machista.

Juarez: - Pior tipo.

Mundico: - Não sei, ele me ama, mas não imagino ele morrendo de amores por ter um filho gay.

Juarez: - Relaxa. Tudo no seu tempo.

Mundico: - O papai sofreu muito para nos dar uma boa educação. Ainda mais quando a mamãe foi embora.

Juarez: - Que merda, hein? Sinto muito.

Mundico: - Mas eu e a Diana, minha irmã, soubemos contornar a situação.

Juarez: - Isso é bom. (pegando na mão de Mundico) – Sabe que pode contar comigo, né?

Mundico: - Sim. Eu sei. (sorrindo)

Juarez: (sorrindo)

Tia Olivia não conseguia se concentrar, ela estava preocupada com a família de Zedu. Ela teve oportunidade de conhecer o pai dele. Carlos chegou com uma novidade, ele parecia bem animado.

Carlos: - Amor. Eu passei.

Olívia: - Que bom. (avoada)

Carlos: - Hello? (imitando Giovanna) – Eu passei.

Olívia: - Oi?

Carlos: - Eu passei na ordem. (mostrando o documento)

Olívia: (levantando) – Sério? (abraçando Carlos) – Amor... isso é... que maravilhoso.

Carlos: - Estou muito feliz. Eu estou conversando com dois amigos. Eles querem montar um escritório.

Olívia: - Escritório. (fazendo uma careta)

Carlos: - Sim. Porquê?

Olívia: - Amor... eu sei que você está animado. Eu mesma passei por isso...

Carlos: - Mas você se formou com 22 anos. Eu tenho 32. São quase 10 anos de diferença, e eu já sei o que quero.

Olívia: - Posso falar com o Ytallo para você trabalhar aqui, e você não vai precisar ficar na porta da prisão.

Carlos: - Amor. Eu preciso disso. Eu quero.

Olívia: - Tudo bem. Posso te pedir um favor enorme?

Carlos: - Claro.

Olívia: - Você pode comprar almoço para as crianças? O Yuri ainda está com o Zedu. E eu vou passar lá também.

Carlos: - Claro.

Olívia: - Hoje a noite vamos celebrar. Só nós dois. (beijando a orelha de Carlos, o seu ponto fraco)

Carlos: (tremendo e dendo uma ereção) – Valeu, chefe.

Olívia: - Beijos. (pegando a bolsa e saindo)

No hospital, Zedu, Teodora e Fred, conversavam com Ulisses, o patriarca confessou que estava com medo de contar a verdade, por isso, decidiu começar o tratamento em segredo. Ele falou que já estava no limite, e os médicos não tinham boas notícias para a situação dele.

Ulisses: - Não queria deixar vocês preocupados. Querida, ainda mais você que perdeu a sua irmã.

Teodora: (chorando) – Vamos lutar. Você não vai desistir. Devem haver outras possibilidades.

Ulisses: - Teodora. Precisamos nos preparar para o pior.

Zedu: - Não, pai. Ela está certa. O senhor não pode desistir agora....

Fred: - Existem mil tratamentos... podemos tentar alguma coisa...

José Lucas: (entrando) – Pai. (abraçando o pai com força) – Graças a Deus.

Teodora: - Calma filho. Seu pai ainda tá muito fraco.

Fred: - Pai... o senhor deveria ter contato. (com lágrimas nos olhos e pegando na mão do pai) – Não deveria ter vindo se tratar sozinho.

Zedu: (com os olhos vermelhos) – Não podemos perder o senhor.

João Lucas: - Como assim?

Ulisses: - Estou com câncer no estomago.

João Lucas: - Como assim? Não... e o senhor não quis nos contar? (quase gritando)

Fred: - Calma, JL, ele ficou com medo e...

João Lucas: - Calma é o caralho. O senhor não podia ter feito isso...

Teodora: - Controle essa linha e respeite o seu pai.

Zedu: - Não grita com ele.

João Lucas: (olhando para todos) – Vocês estão brincando. Já que segredos estão sendo jogados pela janela...

Fred: - Não fale nada que vai se arrepender. (segurando no braço de JL)

João Lucas: - Me solta. (se soltando com violência)

Zedu: - (chorando)

Teodora: - Que segredo?

João Lucas: - Qual é... vai dizer que não sabe, hein? Não é só o senhor que esconde um segredo pai.

Ulisses: - Como assim?

João Lucas: - O seu filho, perfeito, campeão de futeubol...

Fred: - Cala a boca.

Zedu: - Não faz isso.

João Lucas: - O Zedu é viado e como o Yuri, aquele gordo.

Teodora: - Oh, céus.

(Todos esperam a reação de Ulisses)

Ulisses: - Zedu... meu filho... isso é verdade?

Zedu: - Pai. Eu queria te contar antes, mas...

Teodora: - Amor. Você precisa se preocupar com a sua saúde.

Ulisses: - Venha cá, Zedu.

Zedu: (se aproximando, já esperando o pior)

Fred: - Pai...

Ulisses: - Chega mais perto.

Zedu: (fechando os olhos e se aproximando)

Ulisses: (olhando para o filho)

Zedu: (chorando)

Naquele momento, Zedu, recebeu o abraço mais carinhoso e quente que recebeu em toda vida. Ele se sentiu protegido, Ulisses declarou o amor que sentia pelo filho, e disse que nada daquilo mudaria o relacionamento deles. Os olhos de João Lucas se encherem de escuridão, ele estava possesso. Ulisses beijou o rosto do filho e afagou seu cabelo.

Ulisses: (olhando para João Lucas) – Da próxima vez que chamar o seu irmão de viado, eu te dou uma surra.

João Lucas: - Vocês estão viajando? Acham isso normal?

Fred: - O que não é normal é o teu preconceito. Você é homofóbico, João Lucas.

João Lucas: - Até você vai ficar do lado dele? (olhando para a família)

Teodora: - Meu filho. Acho melhor você dar uma volta.

João Lucas: (saindo com raiva)

Eu e meus amigos conversávamos na sala de espera, quando João Lucas passou sem falar com ninguém. Tia Olívia os encontrou. Ela disse que não podia demorar, mas gostaria de dar um abraço em Teodora. Depois de alguns minutos, Zedu saiu com Fred.

Fred: - Maninho. Vou atrás da médica. Olá, pessoal. (acenando e saindo)

Zedu: (com lágrimas nos olhos) – Ele tem câncer. (abraçando Yuri)

Yuri: - Sinto muito. (se emocionando)

Olívia: (pegando no ombro de Zedu) – Oh, meu bem. Sinto muito.

Ramona, Brutus e Letícia: (abraçando Zedu e Yuri)

Teodora: - Olívia?

Olívia: - Teodora, querida. (abraçando Teodora) – O Zedu nos contou. Sinto muito. Vamos torcer pelo melhor.

Teodora: - Sim. Só temos isso.

Zedu me levou para um lugar mais privado, ele estava tremendo. Falou umas coisas desconexas e caiu de joelhos no chão. Abaixei e o abracei. Não imaginava como estava a cabeça dele, deveria ser um turbilhão de emoções. Zedu explicou o que aconteceu no quarto do seu pai, fique surpreso.

Yuri: - Amor, calma. Ele recebeu a notícia bem, né?

Zedu: - Do que adianta? Ele tem um monstro dentro dele.

Yuri: - Você não imagina como tem sorte.

Zedu: - Sorte? Você tá brincando, né?

Yuri: - Seus pais não morreram num acidente, né? Se algo acontecer com o Ulisses, pelo menos, você vai ter a chance de olhar para ele e dizer: - Pai, te amo. (chorando) – Então, se recompõem, coloca um sorriso no teu rosto e vai lá com o teu pai, vai.

Zedu: - Eu te amo. (beijando Yuri, sem nenhum medo e indo visitar o pai novamente)

Yuri: (chorando)

Brutus e Ramona foram até a lanchonete do lugar. Brutus reparou que sua namorada estava realmente triste pelo o que aconteceu com seu amigo. Ele a abraçou e beijou sua testa.

Ramona: - Nossa, que carinho extra é esse?

Brutus: - Me preocupo com você. Sei que você ficou tocada. É por causa da sua mãe?

Ramona: - Aquela não merece minhas lágrimas.

Brutus: - Nossa. Para falar a verdade, a gente nunca conversou sobre a tua mãe...

Ramona: - E nem quero, Brutus aquela mulher me abandonou, pior, fez o meu pai sofrer tanta coisa. Ela só merece desprezo.

Decidi ir almoçar com a minha tia e amigas. Enquanto isso, Carlos, tentava alimentar dois monstrinhos. Giovanna cismou que queria queijo de bufala e Richard, coração de galinha. Eles foram em diversos restaurantes e a conta doeu no coração do namorado da tia Olívia.

Giovanna: - Gente, que queijo delicioso.

Carlos: - Acho bom ser. Me custou R$ 45.

Giovanna: - Disse alguma coisa, tio? (com uma expressão cinica)

Carlos: - Não.

Richard: - Não gostei desse coração de galinha é duro. Olha. (jogando na direção de Giovanna)

Giovanna: (coração fica grudado na testa de Giovanna) – Nojento.

Carlos: (rindo da situação) – Ei, crianças. Giovanna. Eu preciso ir. A tua tia ou o Yuri chegam antes das 18h. Comportem-se e não coloquem fogo na casa.

Zedu e Brutus foram almoçar perto do hospital, o namorado da Ramona quis ficar ao lado do melhor amigo nesse momento. Na verdade, eles poucos conversaram, mas para Zedu aquilo significava tudo. Os gestos para ele, valiam mais do que mil palavras, e o Brutos era do tipo que mais fazia, do que falava.

Zedu: - Valeu.

Brutus: - Qual é. Eu sou o teu cara. Lembra?

Zedu: - Sim. E eu sou o seu cara.

Brutus: - Espero que o Yuri não fique com ciúmes do nosso triangulo amoroso. (rindo)

Zedu: - Garanto que ele não vai. (rindo)

Voltei para o hospital e esperei o Zedu. Ele saiu depois de um tempo e disse que não queria voltar para casa. Decidi que ele dormiria comigo. Chegamos em casa, e fui comprar comida, o Zedu comeu muito mal. Cheguei em casa, e ele dormia na minha cama. Fiquei o admirando por algum tempo, então, peguei gentilmente em seu rosto.

Yuri: - Amor. Acorda. Vamos jantar?

Zedu: - (acordando) – Não é um pesadelo, né?

Yuri: - Queria te dizer que não é, mas... (levantando) – Comprei comida japonesa, a sua favorita.

Zedu: - Eu não tô com fome.

Yuri: - Nada disso. Prometi a sua mãe que cuidaria de você. (levando a bandeja para perto de Zedu) – Comi pelo menos os sushis.

Zedu: - Tudo bem.

Yuri: Ah, o Fred trouxe o teu material e farda. A tua mãe exigiu que você fosse para a escola.

Zedu: - Eu não tenho cabeça para isso.

Yuri: - Eu sei, por isso, que não vou sair do teu lado. Zedu, você só me fez bem. E eu quero retribuir tudo isso.

Zedu: (comendo igual a um porco)

Yuri: (rindo) – Te amo.

Não muito longe dali, João Lucas, pensava. Ele se sentiu traído pelo seu pai e irmão. Na cabeça dele, a homossexualidade era um dos pecados mortais. JL, como era carinhosamente chamado pela família, sempre foi distante. Frequentou várias igrejas, mas nunca conseguiu ficar em nenhuma. Decidiu estudar teologia, mas também não finalizou. Ele era um jovem frustrado e que queria descontar tudo no seu irmão, Zedu.

João Lucas: - Eu não vou aceitar isso... não...

Fred: (abrindo a porta com força) – Você ficou louco? Jogar aquilo na cara do pai?

João Lucas: - Vocês que estão... isso não é certo, Fred. Isso é pecado?

Fred: - Pecado? Qual é. O Zedu é nosso irmão. Não vem com essa de crente para cima de mim.

João Lucas: - Então, vamos apenas aceitar?

Fred: - Isso. O papai tá muito doente. Não vamos trazer mais preocupações para ele, a gente não tá te reconhecendo.

João Lucas: (olhando pela janela)

Fred: - O Zedu ficou muito magoado com você. Ele queria ter contato para o papai. Você vacilou legal. Espero que resolva a merda que você fez. (saindo do quarto)

João Lucas: - Eu vou resolver, maninho. Eu vou. (sorrindo)

Se Deus tivesse um nome, qual seria?

E você o diria diante dele

Se estivesse cara a cara com Ele em toda a sua glória?

O que você perguntaria, se pudesse fazer só uma pergunta?

Sim, sim, Deus é maravilhoso

Sim, sim, Deus é bom

Sim, sim, sim, sim, sim

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Zedu: (chorando abraçado com Yuri)

Yuri: - Vai passar amor, não se preocupa. Eu vou estar com você em todo o percurso, eu prometo.

Zedu: (fechando os olhos e dormindo)

Enquanto isso, Mundico, rezava. Ele pedia pelo pai do Zedu, mas também pela sua saúde. O jovem não queria deixar de dançar, e pedia forças dos céus para conseguir uma vaga na fisioterapia, afinal, o seu pai não tinha condições de pagar.

Mundico: - Eu quero muito Deus, por favor.

Diana: - Apelando para forças divinas?

Mundico: - Sempre. Ele pode resolver os meus problemas.

Diana: - Espero que esteja certo. Esqueci de te falar, mas a Helida, lá de Parintins ligou e a polícia descobriu que alguém soltou uma das correias que te prendia no guindaste.

Mundico: - Sério? E quem faria uma coisa dessas?

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E se Deus fosse um de nós?

Apenas um desajeitado como um de nós

Apenas um estranho no ônibus

Tentando ir pra casa

Se Deus tivesse um rosto, como ele seria?

E você ia querer ver

Se ver significasse que você teria que crer

Em coisas como o Céu, Jesus e os santos

E todos os profetas?

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Ulisses: - Desculpa por não te avisar.

Teodora: - Não precisa pedir desculpa amor. Vamos orar e pedir a Deus que tudo dê certo.

Ulisses: - Por que não me contou sobre o Zedu?

Teodora: - Eu não sabia qual seria sua reação. Eu queria achar o momento certo.

Ulisses: - A reação do JL que me preocupou...

Teodora: - Ele é o irmão mais velho do Zedu. Ele só precisa de tempo.

Ulisses: - Tempo. (rindo e tossindo)

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Sim, sim, Deus é maravilhoso

Sim, sim, Deus é bom

Sim, sim, sim, sim, sim

E se Deus fosse um de nós?

Apenas um desajeitado como um de nós

Apenas um estranho no ônibus

Tentando ir pra casa

Apenas tentando ir pra casa

De volta para o Céu, sozinho

Ninguém ligando em seu telefone

Exceto, talvez, o Papa, em Roma

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Olívia: - Pensou na proposta que eu te fiz?

Carlos: (andando ao lado de Olívia no estacionamento) - Amor, eu sei que você quer fazer o bem, mas eu quero esse desafio. Por favor.

Olívia: - Eu entendo.

Mendigo: - Moça. Me dá dinheiro para eu comprar comida.

Carlos: - Não...

Olívia: - Espera moço. (tirando uma marmita da bolsa) - Tem comida aqui, eu ia levar pro meu sobrinho, mas ele sobrevive sem isso. (entregando para o mendigo)

Mendigo: (aceitando) - Obrigado. Deus abençõe vocês.

Olívia: - Boa noite. (andando ao lado de Carlos e sorrindo)

Carlos: - Não sei como você tem coragem de alimentar esses viciados.

Olívia: - Eu dei comigo, não fiz mais do que a minha parte. Ah, e outra, nunca leu o "Auto da Compadecida', não?

Carlos: - Não.

Olívia: - De acordo com o Ariano Suassuna, autor do livro, Jesus às vezes se disfarça de mendigo para testar a bondade dos homens. (piscando para o namorado)

Carlos: - Por isso que eu te amo.

Mendico: (comendo a comida e rindo)

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Sim, sim, Deus é maravilhoso

Sim, sim, Deus é bom

Sim, sim, sim, sim, sim

E se Deus fosse um de nós?

Apenas um desajeitado como um de nós

Apenas um estranho no ônibus

Tentando ir pra casa

Apenas tentando ir pra casa

Como um andarilho sagrado

De volta para o Céu, sozinho

Apenas tentando ir pra casa

Ninguém ligando em seu telefone

Exceto, talvez, o Papa, em Roma

Comentários

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28/04/2018 13:40:54
ALÉM DO IDIOTA DO JL, JUAREZ TB ME PREOCUPA. NÃO QUERO NEM ACREDITAR QUE ELE ESTEJA ENGANANDO MAIS UMA VEZ O MUNDICO. ALÉM DO QUE FOI O RESPONSÁVEL PELO ACIDENTE QUE O MACHUCOU. BABACA, FALSO.
28/04/2018 04:05:02
Estou gostando do enredo da história, mas preocupado com o que JLpode fazer.