Enterrar o Passado - Claudio- Capitulo XXIV

Um conto erótico de de Porto alegre
Categoria: Homossexual
Data: 17/04/2018 22:37:40
Nota 10.00

Capitulo XXIV

GUS

- O que, tem mais?? - o Gus se alarmou. -

- Bem quero pedir encarecidamente que, até isso tudo terminar vocês nunca fiquem sozinhos e nem andem perambulando pela cidade.

- Como assim Claudio?? – todos perguntaram juntos -

- Bem eu não sei até onde os pais de vocês podem ir, por precaução eu acho melhor ter cuidado, e o Joca está de acordo comigo. –

- Tu acha que eles seriam capazes de fazer alguma coisa?? – o Vini tava assustado, é claro que seriam. -

- Acho que não, mas... – não queria deixar eles muito preocupados. -

- O que seria essa segurança Claudio? - Eu vi pela cara do Gus a preocupação com o Tavinho. –

- O Joca reuniu uns amigos, eles vão ficar de olho em ti, no Vini e no Tavinho.

- Como de olho?

- No início à distância se não for necessária alguma outra providência, onde vocês forem alguém vai estar por perto só isso, vocês a princípio nem vão saber quem eles são, é só para eu ficar mais calmo, pelo que o Joca falou eles são super discretos.

- E o Tavinho??

- Bem, esse pessoal vai ficar mais próximo dele, na escola principalmente, já falei com dona Norma ela disse para eles ficarem pelo pátio junto com os funcionários da escola, ela vai dizer se alguém perguntar que são funcionários novos, só vão acompanhar o Tavinho de longe. Até por que ele está quase sempre com vocês. – o Gus estava ficando um pouco mais calmo agora que sabia que todos estariam seguros. -

- Claudio preciso que tu faça algo para mim. – olhei pra ele -

- Claro.

- Quero um testamento para mim, quero que se algo acontecer comigo tudo que eu tenho vá para o Vini, e que Deus não permita, algo acontecer com ele tudo vá para o Tavinho, ou para a fundação, contigo administrando tudo é claro pelo menos até o Tavinho alcançar a maioridade. – eu imaginava que chegaríamos a isso, já tinha conversado com algumas pessoas. -

- Acho certo, vou providenciar. – O Vini olhou pro Gus -

- Eu não quero correr o risco de tudo acabar na mão do meu pai ou do pai do Vini, caso acontecesse alguma coisa conosco. E quero pedir pra que tu veja o que eu preciso fazer par adotar o Tavinho legalmente como meu filho, o pai dele já me deu permissão, quero fazer isso o mais rápido possível. – Já sabia o caminho que teria que seguir nesse caso. -

- Calma Gus está tudo bem, nada vai acontecer é só uma precaução, só a adoção já é o suficiente pra resolver tudo, vou providenciar isso e falamos daqui a pouco tá bem??

- Tá, desculpem eu fiquei um pouco nervoso com tudo isso.

- Acho isso uma ótima idéia, vou pedir para que espalhem isso pela cidade, que tu está doando tudo que tua tia te deixou para a fundação. Então não adianta algo acontecer contigo, assim corrermos menos risco. – o Joca falou. –

- E meninos se acalmem tá bem, é até bom que o foco do teu pai esteja sobre ti e os processos que vão cair em cima dele, eu a Paula e o Murilo ficamos livres pra fazer tudo sem ele ficar pensando em nós. – Tinha algumas coisas que eu colocaria em andamento. –Minha manhã foi como qualquer outra, mentira, senti aquelas pernas enormes em cima de mim o Beto era um amante incrível, quem me dera acordar sempre assim, pena que ele ainda ficava tentando me analisar será que todo psicólogo fica tentando descobrir mais sobre a gente, bem isso não me importava, o que me importava ele fazia muito bem. Eu tava relaxado e tranquilo nada como um boa noite de foda pra gente ficar relaxado.

- Então não vai abrir os olhos?

O Beto sempre tinha essa mania de ficar me cuidando enquanto eu dormia, me espreguicei e peguei no pau dele que é claro, tava duro como sempre pela manhã.

- Quem sabe a gente toma um banho junto pra começar bem o dia... – falei no ouvido dele, o Beto era muito gostoso. –

- Só banho Claudio ... então eu fico na cama. – ele começou a rir –

- Tá bem, então eu tomo banho sozinho. – levantei da cama e andei em direção ao banheiro como sempre ... pelado, olhei pra trás ele tava babando e levantando correndo atrás de mim. Tá bem sou convencido fazer o que.....é verdade. –

Cheguei na empresa com aquela sensação de estar com a bunda dolorida, cara se não fosse tudo que acontecia na minha vida eu daria uma chance pro Beto, mas bem eu sou muito rolo pra cabeça de qualquer um. Fui entrando e vi que as coisas estavam entrando nos eixos, o mínimo que se espera de uma empresa daquele porte era uma recepção à altura, gente educada e que saiba o que está fazendo.

Meu dia foi cheio quando cheguei na fundação depois do almoço eu tinha umas entrevistas com alguns meninos precisava saber da estória de cada um e tentar entender onde eu poderia encaixar eles para que além de ajudar que eles se sustentassem, o serviço fosse algo que realmente fosse do perfil do jovem.

Uma coisa que descobri é que não importa a origem social, cada pessoa quer evoluir quer melhorar, nossa missão e no caso hoje a minha era encontrar o caminho certo para que essa evolução fosse a melhor possível.

Já tinha conseguido trabalho para alguns meninos que queriam trocar de emprego, e eles poderiam fazer as aulas em horários alternativos, claro que agora com o Gus como dona das empresas ficava muito mais fácil de, além de conseguir uma posição a empresa liberasse os meninos para que pudessem estudar na fundação.

Acho que agora as coisas estavam começando a ficar mais alinhadas. Ainda tinha que avaliar os novos pedidos de entrada na fundação com o aumento das vagas o Gus tava louco para receber mais meninos, mas eu queria ter tudo bem organizado. Já estava com quase tudo pronto, eu ainda tinha que falar com o menino Matheus eu simpatizava muito com o menino.

Precisava de um café sai para a cozinha e encontrei o Renato e o Lucas. Era visível o quanto os dois se gostavam.

- Então meninos como estão? – eles ficaram se olhando era muito bonito o carinho que eles tinham um com o outro. -

- Tudo bem seu Claudio, temos algumas coisas pra comprar pra fundação, como vão vir mais meninos a Dona Paula pediu pra comprarmos mais toalhas, cobertores e lençóis, e mais algumas coisas que vão faltar.

- Que bom o Gus também tá ansioso, e tu Lucas como está? – olhei pro Lucas ele não era de falar muito mas estava fazendo um excelente trabalho para a fundação se não fosse o pedido do Gus já tinha levado ele pra trabalhar na empresa. O rosto do menino já estava melhor, cada vez que eu olhava pra ele eu me lembrava do que o padrasto dele tinha feito, e por consequência me lembrava do meu pai e isso não era bom. Eu não consigo imaginar o que esse menino passou nas mãos do padrasto eu tinha uma vontade imensa de encontrar ele, mas o Joca disse que ele ia cuidar de tudo eu até achava melhor, as vezes o meu passado vinha na minha cabeça, isso fazia com que eu ficasse meio fora de controle, e isso não era muito ruimGostaria de fazer uma pausa aqui.... para quem não sabe meu nome é Carlos eu sou o escritor. Quando eu consegui convencer o Claudio a contar a estória do Gus e um pouco da dele, o primeiro pedido dele foi que eu fizesse todos que estão lendo entenderem que ele é sim uma pessoa meio...difícil....então para quem não gosta de violência pediria que passasse para o próximo capitulo, não vai perder em nada os acontecimentos da estória, para os que continuarem...

lembrem: violência gera violência...

Essa não é visão que queremos passar, mas bem... essa é a estória do ClaudioResolvi levar os meninos pra fazer as comprar, eu precisava me distrair um pouco comprar algumas coisas que estavam me faltando e ter um pouco a companhia deles.

Quando entramos no shopping já tínhamos passado por muitas outras lojas o Lucas tinha uma lista de preços e de valores que ele podia gastar com cada coisa, ele procurava o melhor pelo menor preço e ainda assim negociava muito bem.

Eu tava morrendo de fome sentamos todos pra comer algo, o Renato foi fazer os pedidos fiquei perdido nos meus pensamentos o Lucas resolveu ir ao banheiro. Não sei realmente quanto tempo fiquei sozinho, mas me assustei quando o Renato chegou.

- Seu Claudio onde está o Lucas?

- Não sei exatamente guri, mas ele disse que ia ao banheiro...

- Sozinho? – ele tava aflito. -

- Sim, mas faz pouco tempo e...- Quando olhei para o rosto aflito do Renato me caiu a ficha...o padrasto dele ... o menino não podia ficar sozinho, saímos correndo em direção ao banheiro meu coração tava acelerado, quando chegamos na porta alguns homens estavam saindo correndo...Deus o que tava acontecendo...

- Cara tem um homem louco lá dentro... - não deu tempo de ouvir quando entramos no banheiro o Lucas tava caído no chão e tinha um homem segurando uma faca em cima dele, só deu tempo do Renato dar um encontro no cara jogando ele de encontro a parede, me abaixei e segurei o Lucas

- O que ta acontecendo guri...tu tá sangrando, onde ta machucado. – ele segurava o nariz. -

- A faca seu...eu tô...- ele tava apavorado, segurava o rosto que tava sangrando, vi que tinha alguns cortes no braço, quando olhei pra trás o Renato tava socando a cara do cara tava fora de si, ele não podia o Renato ia se incomodar, minha cabeça tomou conta da situação na hora, era como se meu coração desacelerasse e a razão tomasse conta de tudo.

- Renato para!!! –

O Padrasto do Lucas caiu estava se segurando na parede vi que a faca tinha caído perto da porta, tudo acontecia muito rápido mas mesmo assim era como se eu conseguisse ver tudo com muita calma eu já sabia o que fazer.

- Renato, sai daqui cuida a porta, me dá 5 min e chama a segurança e os paramédicos...

- Seu Claudio ele...

- Agora...

Levantei e empurrei o padrasto do Lucas na parede, imobilizei ele com o cotovelo, ele tentava se debater mas não ia ser tão fácil ele era um cara grande, quando imaginei o que ele fazia quando o Lucas era pequeno a raiva começou a me consumir, olhei pra trás o Renato tava ajoelhado ao lado do Lucas

- Renato sai agora faz o que eu disse, o Lucas tá bem, sai daqui agora...

Ele ficou me olhando, levantou e saiu ..eu não podia deixar ele ver o que ia acontecer, ele não podia se incomodar com a policia, mas eu já não me importava, olhei pro Lucas ele entendeu, fechou os olhos.

- Agora é entre nós dois. – o padrasto do Lucas me olhou assustado, com um soco ele se curvou, levantei ele com o joelho, acho que começou a sangrar a partir desse momento.

Minha cabeça começou a tomar conta de tudo eu sabia o que fazer, ele nunca mais ia machucar ninguém só ouvia os gritos dele, mas isso não me afetava, não mais, isso não era nada eu mal tinha começado.

As pernas ele não poderia correr, ouvi o estouro dos ossos quebrando, o homem gritava e eu não conseguia pensar em nada, só tinha na minha mente a cena de uma criança pequena nas mãos dele, o que esse homem fez não tinha perdão pelo menos para mim, eu não era ninguém pra poder perdoar uma pessoa isso era para Deus.

O braço nunca mais ninguém ia ser seguro por essas mãos ... ele nunca mais ia conseguir abusar de ninguém, nunca mais conseguiria...nunca mais ele ia sujar outra criança... nunca mais.

Era uma sequencia de golpes eu sabia o que tava fazendo .. minha mente sabia o que fazer.

Quando ele caiu no chão já não tinha mais condições de falar estava desacordado, fui em direção ao Lucas abaixei na frente dele.

- Pode abrir Lucas, olha pra mim. – o menino abriu os olhos. -

- Lucas ele nunca mais vai conseguir chegar perto de ti, ele nunca mais vai chegar perto de ninguém. – ele não olhava para o lado não conseguia tirar os olhos do meu. -

- Ele ta... – não eu não tinha matado ele, ele não merecia que eu me metesse em uma grande incomodação, minha cabeça já tinha pensado em todas as possibilidades. –

- Não querido ele não merece algo tão rápido. – encostei na porta do banheiro e abracei o menino.

- Olha querido ... quero que tu veja que ele não é mais nada pra ti, ele não deve fazer nem mais parte dos teus pesadelos ... esse homem não existe pra ti, ele faz parte de algo que passou, algo ruim que nunca mais deve fazer parte do teu futuro. – ele ficou olhando o padrasto caído e começou a chorar. -

Eu sabia que ele chorava de alivio, eu conhecia esse choro, era um choro de liberdade, algo que um dia eu senti também. Eu sabia qual era a sensação que esse menino estava sentindo, eu entendia ele. Foi tudo tão rápido que quando a porta abriu a primeira pessoa que eu vi foi o Renato, ele se ajoelhou ao lado do Lucas e ficou abraçado com o menino.

A partir daquele momento minha mente tomou conta de tudo novamente

... defesa de outra pessoa, era um ex presidiário que tinha tentado atacar o menino ... chamar a policia ... ambulância pro menino o homem que fosse pro inferno que era o lugar dele, os seguranças me olhando apavorados, virei pro Renato.

- Renato avisa o Gus eu vou pra delegacia prestar depoimento leva o Lucas pro hospital que depois vou pra lá. – O Renato me olhava era um misto de medo com admiração, ele olhava o estado do padrasto do Lucas, o menino sabia o que eu tinha feito mas sabia também que era necessário, alguns paramédicos já estavam entrando.

Quando cheguei na delegacia o Joca entrou quase junto, tomou conta de tudo minha mão tava começando a doer, dei as explicações que o delegado pediu, os advogados da empresa já estavam entrando a Paula veio para o meu lado.

- O que aconteceu Claudio?

- O que tinha que acontecer Paula, fiz o que tinha que fazer. – ela ficou me olhando, ela me entendia eu sabia disso. -

- Eu sei, agora vamos cuidar de ti, temos que ir pro hospital.

- O Lucas como ele esta?

- O Vini e o Gus estão lá com ele, pelo que sei tudo bem tá mais em estado de choque do que machucado.

- ótimo...

- E o padrasto del... –interrompi ela. -

- Não me importa, ele não vai morrer não era o que eu queria, mas ele nunca mais vai conseguir tocar em ninguém, nunca mais ele vai machucar ninguém ... isso eu garanti hoje.- a Paula ficou me olhando ela sabia o que eu falava, ela saiu pra ligar, provavelmente pro Gus eu ainda ia ter muita coisa pra explicar pra ele, olhei ao longe o Joca conversando com o delegado, ele me olhou, ele sabia o que eu tinha feito.

Quando me liberaram eu vi que os guardas me olhavam, parece que todos sabiam que eu tinha pensado em tudo.

Entrei no carro do Joca a Paula nos seguia pro hospital.

- Claudio o que tu fez...

- O que pode resultar disso?

- Bem auto defesa, defesa de outro, ele tinha uma faca, tem cortes no menino, a polícia esta com a faca, tem as impressões digitais, testemunhas que estavam no banheiro quando ele entrou, depoimento do Renato e dos seguranças que entraram, acho que tudo vai ser tranquilo. E claro ele tava em liberdade condicional.

Comecei a sorrir, ele ficou me olhando

- Eu conheci algumas pessoas como tu na minha vida, mas posso te dizer que tu fez um estrago grande, os guardas disseram que ele nunca mais vai conseguir andar direito que tu foi preciso em tudo que tu fez.

Fiquei em silencio, quando entramos no hospital foi uma correria eu não sabia pra que tudo isso só meus dedos estavam esfolados, isso era normal pra quem lutava e treinava todo dia como eu, os médicos ficaram me olhando, fizeram todos os curativos não me deixavam levantar eu não consegui entender por que era minha mão que tava machucada não minhas pernas. Ouvi eles falarem do estado do padrasto do Lucas ele deveria estar no hospital também. Eles me levaram em uma cadeira de rodas pra outra sala quando abriram a porta vi algumas caras me olhando apavoradas.

- Vini tu pode dizer pro deu colega que eu tô com problema na mão, não nas pernas. – todos começaram a rir menos eu. Eu tava sujo de sangue, minha roupa amassada e meu cabelo desarrumado. Não sei do que estavam rindo –

O Gus levantou correndo e veio me abraçar falei no ouvido dele.

- Nunca mais ele vai se recuperar dessa, pode ter certeza– ele me entendeu na hora, o padrasto do Lucas nunca mais ia recuperar direito os movimentos.

Saímos do hospital direto pra Fundação, os meninos todos me cercaram queriam saber o que tinha acontecido o Renato fez parecer que eu era um super homem que tinha acabado com uma invasão alienígena comecei a rir deles me olhando.

Olhei pro Gus eu precisava falar com ele, tudo que aconteceu me fez entender que tinham algumas coisas que eu não tinha superado, acho que tava na hora de dar algumas explicações pro Gus ele não parava de me olhar. Fui em direção ao escritório.

Sentei com uma xicara de café na mão, e esperei ele entrar e sentar ao meu lado

- Claudio, tá tudo bem??

- Agora tá Gus, mas hoje eu vi que eu realmente ainda não superei muita coisa, por um momento, só por um instante eu vi que poderia matar aquele homem. - ele segurou minha mão. E eu poderia mesmo, eu sabia o que tinha que fazer, por alguns instantes se não fosse a minha mente dizer exatamente o que fazer eu senti que minha raiva era tanta que eu realmente poderia ter acabado com tudo aquilo, isso por um lado me assustou mas por outro me fez ver que eu tinha controle ...até sobre a minha raiva. –

- Gus eu...bem...sei que tem muita coisa que não te conto, ou melhor não te contei, quando eu entrei e vi aquele menino sangrando caído no chão eu lembrei de tanta coisa, por instantes eu...meu cérebro parou, eu só consegui abraçar ele, não queria que ninguém chegasse perto dele, ai eu vi o Renato batendo no Padrasto dele, eu não queria que o Renato se complicasse se algo desse errado, por isso pedi que ele saísse e cuidasse da porta pra mim o Renato ia acabar matando aquele homem, eu vi que o Lucas tava bem, eu queria que ele visse o que eu ia fazer.

- Eu queria que ele visse o que eu fiz...com...bem...com o meu Pai. – o Gus ficou me olhando eu não precisava que ele ficasse assustado nós nunca tínhamos conversado sobre o meu passado, pelo menos essa parte.

- Eu queria que ele visse que a gente pode se proteger, que a gente pode lutar, não precisa ser sempre a vítima.

- Mas o que aconteceu contigo, por favor confia em mim. – eu tinha que voltar ao início aonde tudo começou. -

- Gus eu confio é que isso ainda hoje não é fácil, mesmo depois de tanto tempo, e tu tinha tanta coisa pra carregar, tinha tanta dor aqui dentro. – apontei pro peito dele. –

- Que eu não queria te afundar mais com a minha dor. – ele me abraçou. -

- Mas Gus...eu vou te contar ... eu sou de uma família rica, uma família que eu nunca mais vi, sou filho único, ou era, não sei e não quero saber mais deles, quando eu era novo..eu...

Ele me olhava ... ali eu vi o porquê dele ser tão importante pros meninos, eu vi como ele agia quando os meninos precisavam falar ... ele estava ali presente .... todo o corpo dele indicava que ele realmente estava se importando contigo, os olhos do Gus ficavam de outra cor, passavam daquela cor incrível para um azul profundo, o corpo dele se inclinava na tua direção como se fosse te proteger te tudo que acontecesse....eu vi o que os meninos viam ... ali estava alguém iria té o fim do mundo pra te proteger ... e isso trazia uma paz, um conforto tão profundo, agora eu entendia a veneração que os meninos tinham por ele, agora eu entendia muita coisa que a Dona Dafne falava...

O Gus nasceu para cuidar dos outros.

Abri meu coração pra ele contei tudo, do meu pai e principalmente minha mãe, no final de tudo meu coração tava leve, eu finalmente consegui me abrir com alguém e claro teria que ser com o Gus.

Ele me ouvia atentamente, eu via que ele tava assustado com tudo que aconteceu, ccomm tudo que eu passei, claro algumas coisas morreriam comigo, o que eu passei sozinho em uma cidade grande, as surras que levei, as pessoas que me machucaram no caminho, a solidão, o abandono. Isso tudo somente eu saberia e estava bem assim.–

- Claudio eu... – ele me olhava. E isso era tão profundo, era como se ele estivesse absorvendo a minha dor pra ele, era como se ele fosse uma esponja e pudesse pegar toda a dor que eu carregava por dentro e me deixar com uma sensação profunda de paz.

- Gus sinto muito que tudo isso possa te deixar desconfortável, e pensando menos de mim, por isso não queria te contar..

- Claudio, eu tenho...tenho muito orgulho de ti...eu sei...eu aprendi isso com os meninos......vocês sobreviveram a coisas que eu nem consigo imaginar, as vezes as coisas ruins acontecem, e vocês conseguem mudar o rumo da vida, fazem o que tem que fazer e seguem em frente, te amo tanto Claudio, tu faz parte da minha vida, eu não estaria aqui se não fosse por tu estar do meu lado, tu sabe disso.

- Todas as vezes que tu me juntou, todas vezes que eu não conseguia sair da cama, como eu vou pensar menos de ti por isso, tu foi o cara que tava lá comigo quando eu não queria sair de casa, deitava comigo e me segurava. Quando eu nem sequer conseguia trabalhar tu ia lá e me obrigava, me empurrava. Tu sempre foi a minha rocha, é em ti que eu me apoio.

Meu coração estava feliz finalmente alguém realmente me conhecia por inteiro pelo menos o que eu imaginava por inteiro, acho que realmente ninguém conhece inteiramente ninguém. Mas era o máximo que eu podia me abrir com alguém.

E para alguém como eu, isso era tudoGuigo = Oi querido abraços pra ti tambem querido

nayara - oi guria desculpe a demora bem as coisas as vezes complicam grande abraço

Valter - a vida é complicada a do Claudio bastante...rsrsrsr....o que é do edgar vai acontecer espere e lerá ...rsrsrs

Geomateus - sim querido tudo a seu tempo...abração

pandinha querido bem copia nao tem...mas tem o alguem certo pra ti por ai...é só olhar para os lados guri...abração

Healer - Menino não foi bem um onibus...mas a confusão foi grande...rsrsrsr...o Léo foi um amor mesmo e pode ter certeza que o abraço pro Toro será dado....e minha dignidade ta intacta, mas as minhas malas guri...putz....bjao

Suara - Oi querida sim rua pode ser quando tu manda alguem sair, pode ser pro quintal pro patio ou pro inferno....rsrsr mas tambem é rua no sentido de via de transito...o do Edgar logo chega...abração guria desculpe pela demora

Plutao - Sim querido o Léo do Toro...obrigado pelo carinho querido que bom que resolveu aparecer por aqui...abração guri grande bjo

Comentários

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29/04/2018 21:19:45
O PASSADO NUNCA ENCERRA. MAS PODE FICAR BEM GUARDADO. SE AS LEMBRANÇAS FOREM BOAS PODEMOS TRAZÊ-LAS DE VOLTA SE FOREM RUINS, DEIXÁ-LAS LÁ ONDE ESTÃO. MAS PASSADO É HISTÓRIA, É NOSSA HISTÓRIA, SEM ELE NÃO TERÍAMOS, NÃO ESTARÍAMOS NO PRESENTE E NEM SOHARÍAMOS COM UM FUTURO. SEMPRE EMOCIONANTE LER E RELER ESSE CONTO.
23/04/2018 12:34:53
23/04/2018 00:45:54
Nossa, saber o q aconteceu naquele banheiro pela versão do Claudio é como se eu estivesse presenciando a cena...Cada capítulo que eu leio parece outra história...Não dá pra escolher qual a melhor versão...Esperando ansiosa pelo próximo capítulo. Bjs meus qrdos.
20/04/2018 16:16:16
To com vontade de abraçar o Gus, Claudio e o Fabrício de uma vez só kkk, manda um abraço pra eles por favor (Não sei se o Claudio já está com Fabrício mas mesmo assim...)
18/04/2018 10:20:46
Me desculpem pelos erros de ortografia gente, to no celular ai ja viu ne, um bjo a todos que curtem esse conto.
18/04/2018 10:19:03
Carlos querendo ou nao as vezes a violencia entra em nossas vidas sem que agente queira, mas quando encontramos alguem que nos deefenda nossssa e maravilhoso, ainda mais um cara assim como o Claudio, olha querido seu conto e simplesmente lindo, envolvente, erotido e muito excitante as vezes, sou leitor desse site ha anos e vi poucos contos como o seu, eu li o anterior e com ttoda certeza irei ler todos que vc postar ok, sou seu fã, por favor nao deixe de postar, um grande abraço e um super beijo no seu coraçao, sua nota? Aqui nao tem o valor que ela merece mas, nota mil.... . Bjos querido e boa sorte ok.
18/04/2018 09:01:02
Acompanho no outro site. Um abraço carinhoso para ti ( ou devo dizer, para todos vocês?)
17/04/2018 23:56:46
Que bom que voltou. Rapaz eu lembro dessa cena do banheiro e acho o máximo, Kkkk, é ação, é dinâmico, é muita foooodd.... Kkkk, a pessoa que sabe lutar e usa para o bem, é outra coisa. Ei só uma coisa, tu faz falta aqui, se possível não demore (estou abusado kkk), um abraço. =D
17/04/2018 23:04:17
Nossa que demora saudades......Me emocionei muito nesse cap....