Enterrar o Passado - Claudio- Capitulo XXI

Um conto erótico de de Porto alegre
Categoria: Homossexual
Data: 25/03/2018 22:06:59
Nota 10.00

Capitulo XXI

GUSTAVO

Era o nome do Tavinho? Como assim, que terreno é esse? Mas se o Tavinho tava como dono o que estava acontecendo, o que o pai do Gus tava aprontando? Por isso o pai do Vini estava envolvido em tudo as coisas começavam a fazer sentido agora....

- Como assim Gus??

- Sim é o nome do meu...do Tavinho Claudio tenho certeza. – fiquei olhando o Gus, a preocupação dele agora tinha se voltado pro Tavinho, ele tinha esquecido tudo que acontecia, esse menino realmente é muito importante pra ele. -

- Liga pro Vini pede pra ele vir pra cá. – precisava de algumas explicações do Vini, mas agora eu queria saber o que realmente era essa expansão da firma. Vi que o Gus saiu com a tia Nika pra fora da sala de reuniões, agora era a minha vez. –

- Bem senhores, algo de muito errado está acontecendo aqui e eu quero saber algumas coisas, primeiro por que o conselho deixou isso tudo acontecer?

- Seu Claudio, a Dona Dafne era quem mandava em tudo realmente, nós só estávamos aqui pra aconselhar ela, e...

- Bom e não podiam ter alertado o sobrinho dela, vocês sabiam dessas coisas que estavam acontecendo? - olhei pros diretores... –

- Seu Luis nunca nos contou nada, só o que sabíamos era que ele queria a expansão o mais rápido possível, mas não nos falava nada o senhor sabe como ele é...

- Não, eu não sei e nem quero saber, o que quero agora é os senhor ligando pra toda essa cidade, quero saber onde é esse terreno quem é o dono, quero tudo parado nessa empresa, não sai mais um centavo daqui pra pagar nada, quero saber quem tá pagando tudo isso, quais são os funcionários envolvidos e quero agora. – eles ficaram me olhando.-

- Acho que os senhores não entenderam, se os senhores não conseguem ou não querem me dar essas informações eu vou dar férias coletivas pra toda a empresa até eu descobri o que eu quero, e vejam bem muitos dos senhores não vão voltar quando essas férias terminarem. – eles começaram a fazer ligações, eu fiquei olhando os conselheiros eu não preciso dessa gente pra nada, desculpe tia Dafne mas essa gente não ajuda em nada, só onera a folha de pagamento. –

- Como vocês não sabem o que acontece nessa empresa?

Tava a ponto de matar todo mundo ali, ou no mínimo jogar pela janela. O Gus entrou e pela cara dele ele tava com tanto ódio quanto eu. –

- O seu Luis nunca deixou que nos inteirássemos de tudo seu Claudio ele gosta de ter o controle nas mãos dele. – o Diretor executivo estava suando. -

- O que está acontecendo Claudio? – o Gus ficou do meu lado ele sabia que eu tava furioso. Não gosto de incompetência, quando faço uma pergunta eu quero respostas. Mas o Gus precisa se acalmar, ele não pode ficar nervosos assim. -

- Tá tudo bem Gustavo, é que na realidade teu pai não deixava ninguém saber o que realmente acontecia, em parte nenhuma da empresa.

- Bem senhores eu quero que vocês tranquem todo e qualquer contrato, negociação ou qualquer coisa que seja que se refira a essa expansão, pelo menos até eu e o Claudio estarmos por dentro do que está acontecendo. E eu quero isso agora. – Ótimo ele tava dando ordens, quando ele está assim as coisas começam realmente a acontecer ele era ameaçador. –

Todos saíram rápido da sala, ficaram só os conselheiros e a tia Nika.

Ele foi explicando a situação no Banco, falou do empréstimo, das ações em jogo, então era daí que saia o dinheiro, ótimo eles colocaram tudo em risco, os bens e todo o dinheiro deles contando que ninguém ia descobrir antes de estar tudo resolvido, comecei a rir, eles são loucos foi uma jogada muito arriscada, o que era ótimo pra nós. Mas como é feita essa transação toda, já vi que eles usam o nome da empresa, as contas passam por aqui mas o dinheiro não sai da empresa, alguém paga isso tudo, será que era o pai do Gus diretamente? Não ele não ia querer se sujar trabalhando, se o Vini chegar com a informação que eu preciso, essa gente vai se fuder comigo

A porta abriu e a secretaria deixou o Vini entrar, finalmente algumas coisas vão se esclarecer.

- Gus eu não entendi direito? – ele tava assustado, mas mesmo assim o cara era bonito pra caralho. –

- Calma Vini tá tudo bem, mas acho que teu pai vai ter que te dar algumas explicações. – expliquei tudo que tava acontecendo por ali, eu precisava saber de quem era aquela assinatura nos documentos, será que o Vini tinha assinado alguma coisa sem saber? Mostrei os documentos pra ele, o Vini começou a ler e ficou vermelho, não era boa coisa. -–

- Mas esse terreno... bem é uma parte da fazenda da minha vó.

Eu imaginava isso, tinha notado que era algo que estava no nome do Tavinho mas como o pai do Vini podia fazer alguma negociação sem o Vini saber? Isso está ficando cada vez melhor, o Gus me olhava, eu tava começando a ficar feliz, a coisa toda era um rolo mas se eu conseguisse fazer tudo direitinho eu tirava tudo dos pais deles de uma vez só, eles estavam me dando todas as armas pra isso. O Tavinho era dono de todo o terreno que no final era então parte da fazenda dos avós do Vini, que era a fonte de renda da família dele, ...que pena pro pai dele. –

- Bem segundo esse documento ela deixou a fazenda para o Tavinho. -

- Ela morreu quando ele tinha 4 anos, ela amava o Tavinho é claro, e tenho certeza que me amava também, ela realmente nunca soube o que aconteceu comigo, e eu nunca soube que ela tinha deixado a fazenda para o Tavinho, meu pai nunca me contou, quase toda a fortuna do meu pai vem daí, a criação de gado é a fonte maior do dinheiro da família, mas por que minha vó deixou pro Tavinho, e não pro meu pai? Eu não estou entendendo e principalmente, como meu pai tá vendendo esse terreno pro teu pai Gus? Se o Tavinho é o Dono. – O raciocínio do Vini era rápido eu gostava disso nele, tava fazendo as perguntas certas, olhei pro Gus ele não tava preocupado com o dinheiro e sim com o estado do Vini, e principalmente com o Tavinho enrolado nisso tudo, era a cara do Gus se preocupar com as pessoas, e era o certo, mas a minha parte era cuidar para que ele tivesse todo o dinheiro pra fazer o que a tia dele queria que ele fizesse. Tava na hora de esclarecer algumas coisas, e acalmar os ânimos o Gus não pode ficar agitado desse jeito. Eu ainda tinha a saúde dele pra verificar. -

- Acho que já sei alguma coisa, a fazenda é do Tavinho mas tu é o procurador dele segundo o testamento da tua vó, quando ele fizer 21 anos a fazenda passa pra ele, mas tu é que tem a posse dela agora. Temos que descobrir como teu pai tá vendendo algo que não é dele.

O Vini me mostrou o documento, a assinatura em nada se parecia com a dele.

Nossa manhã foi um inferno, mas agora eu estava começando a ficar feliz, eu precisava de armas pra enfrentar e acabar com os pais dos meninos e eles estavam me dando todas elas. Preciso de um especialista em assinaturas, e mais que isso. Ainda bem que tinha alguns amigos. Liguei pro Luís e pro Otávio, eles iriam me ajudar a saber o caminho a seguir.

Resolvi que íamos almoçar na fábrica juntos quando entramos, claro que as atenções se dirigiram pra nós. Estava eu e o Gus com a diretora de pessoal, a Dona Nika explicou que a administração nunca comia junto com os operários, eu achava isso uma idiotice, mas não era hora de deixar o Gus mais furioso do que ele já tava, mas eu ia resolver rapidamente isso.

Quando íamos comer fiquei conversando com a dona Nika precisava de algumas informações, não deu tempo de pensar quando o Gus provou a comida eu vi que ia dar merda.

- Tia por favor a senhora pode chamar agora mesmo a responsável por essa comida, isso aqui tá horrível deve ser por isso que o pessoal da diretoria não come aqui. – vou confessar nem me atrevi a comer, se o Gus não tinha gostado era horrível mesmo, aquele ali come pedra quando ta com fome, desde que seja saudável. – Fiquei observando ele e as pessoas na volta claro estavam todos curioso e o Gus tava ficando vermelho isso é um péssimo sinal alguém ia bailar. –

Quando dona Nika voltou vinha junto uma senhora toda arrumadinha com uma toca na cabeça. Ela estava assustada.

Ela se sentou ao lado do Gus.

- Por favor, a senhora pode me explicar que comida é essa?? – ela olhou assustada. –

- Bem é o menu que o diretor escolheu senhor, e vou...quer dizer...bem...ele queria o mais barato possível, ele... bem ... disse que não precisava mais que isso e ...

- Senhora eu sei o que meu pai pensa, sei a consideração que ele tem pelos seus funcionários e eu não sou meu pai. – ele tava furioso –

- Senhora amanhã eu volto, e se eu não conseguir comer aqui de novo a senhora já pode recolher suas coisas...

- Mas senhor eu....

- Bem senhora, a diretora de RH está aqui do lado, ela vai cuidar desse contrato. Eu vou voltar a almoçar aqui, e se essa comida estiver desse jeito nós iremos encerrar nossa parceria. – o Grandão tava furioso se é uma coisa que ele sempre cuidou nas academias, isso era a alimentação do pessoal. –

- Senhora vou pedir que me leve as opções de cardápio que temos e espero que seja de acordo com o que o Gustavo pede, a senhora por favor providencie isso hoje e me mande na diretoria esta bem? – precisava acalmar o Gus, não era bom ele ficar assim. -

Ela saiu rapidinho viu que a coisa ia engrossar.

- Gus as pessoas estão olhando, acho que merecem que tu fale com eles. – eu precisava desse contato dele com os funcionários, o Gus é muito sincero, as pessoas respondem muito bem a ele, confiam nele. -

Ele ficou me olhando e levantou, ele era impressionante, um alemão enorme, estava vermelho e eu sabia que era raiva, sabia que era direcionada ao pai dele, meu amigo é uma força quando está nesse estado, todos ficaram olhando pra ele.

- Bem senhores, senhoras, por favor gostaria da atenção de todos. – comecei a rir, as pessoas já estavam em silencio e olhando pra ele.

- Meu Nome é Gustavo e eu sei que existe muita especulação sobre o que está acontecendo, bem eu sou um homem muito transparente os senhores vão descobrir, sei que tem muita fofoca me envolvendo por isso resolvi vir pessoalmente conversar com vocês. – Alguns funcionários começaram a chegar mais perto. –

- Apesar do que dizem por ai, eu sou o novo dono da fábrica, herdei da minha tia, gostaria de inicialmente pedir desculpas, algumas mudanças serão feitas sim, e elas são realmente necessárias e com certeza para melhor, bem para começar vamos mudar essa comida, isso é horrível. – as pessoas ficaram aliviadas e começaram a bater palmas acho que estavam preocupadas que ele ia mandar todos embora. -

- Bom pelo que vi não é só eu que acho isso. Mas bem eu queria dizer que a fábrica não vai fechar ou seja lá o que estão dizendo por ai, mas existem algumas coisas que serão modificadas, por enquanto quero apresentar pra vocês, o senhor Claudio Fontana, o novo Diretor executivo, assim que ele conseguir se inteirar sobre tudo, ele irá dirigir essa empresa junto com o conselho que minha tia elegeu. – Hummm acho que não ia ser bem isso, mas eu ia resolver depois. Levantei para que as pessoas me conhecessem. -

- Não quero tomar o tempo de vocês, mas quero que saibam que podem vir diretamente a mim, e perguntar o que quiserem saber, estarei sempre por aqui durante a semana, sou uma pessoa que não gosta de conversinhas nem fofocas, se todos os meus funcionários precisarem saber algo de mim eu mesmo vou vir aqui como estou fazendo agora e falar abertamente. Obrigado pela atenção, e pode deixar que essa comida vai mudar.

Comecei a rir, rápido e rasteiro esse era o Gus. –

- O que achou? – ele me perguntou, ele tava vermelho era melhor descontrair ele um pouco. -

- Eu não disse que o Terno ia ajudar – começamos a rir dele, ele tava lindo mesmo de terno, ainda mais que as calças eram super justas, a mulherada tava babandoA tarde foi tumultuada, chamei cada departamento queria saber até onde o pai do Gus tinha ido, cada vez mais ele tava se afundando, tinha criado dividas enormes achando que ia ficar com as ações da Tia Dafne, o pai do Vini estava junto não sei até que ponto ainda mas eu ia descobrir. Chamei o departamento jurídico queria entrar com o processo por uso inadequado dos recursos da firma sem autorização do conselho nem da diretoria, isso faria com que todos os movimentos dele fossem trancados, mas era só o começo.

Muito pagamentos tinham sido feitos, mas a maioria ainda faltava, claro que não mais com o dinheiro da firma mantei avisarem pra entrar em contato direto com o pai do Gus,....acho que ele ia receber muitos telefonemas. Ninguém mais na empresa tinha autorização de receber nenhum telefonema, de nenhuma empresa que estivesse envolvida com a expansão, mandei reunir todas essas empresas para uma reunião comigo eu ia explicar o que estava acontecendo, isso já fazia parte da minha ideia de acabar com o nome do pai do Gus primeiro.

E finalmente ele tinha uma equipe que trabalhava pra ele, fazendo os pagamentos e organizando a tal da expansão, que de filial não tinha nada.

Eram 10 pessoas que estavam encarregadas dessa implantação, os pagamentos eram feitos de uma conta separada onde deveria ter o dinheiro do empréstimo e pra minha satisfação o valor que tinha nessa conta não seria suficiente para quitar as dividas, e nem ele teria mais esse grupo dei ordens deles ou serem demitidos ou se quisessem fossem transferidos para outros setores, mas com a ordem de não responderem a nenhuma questão que o pai do Gus fizesse, ele ficaria perdido sem saber o que tinha sido pago ou não.

O Gus e o Vini achavam que eu estava louco por que quando mais podres eu descobria mais feliz eu ficava, eles estavam abrindo a cova para se enterrarem. Entrei em contato com o Luís, que agora era juiz criminal, ele me deu os caminhos a serem seguidos e me indicou advogados de confiança para seguirem comigo, eu fiquei devendo uma visita a eles, meus amigos agora eram um grande casal.

Comecei a rir mais ainda, o Otavio ia dar uma olhada na vida dos pais dos meninos, eu iria fazer uma denúncia formal sobre os impostos dele, que com certeza eram sonegados, eu sabia quando ele tirava da empresa, faria a polícia ver se isso batia com o que ele declarava no imposto de renda, cara eu tava muito animado.

....

FABRICIO

Enquanto o taxi que eu peguei na rodoviária me levava ao endereço que as meninas me deram vi que a cidade estava vazia, era sábado de manhã, a maioria das cidades do interior ficam sem ninguém na rua nesse horário.

Ia olhando pela janela e muitas coisas me passavam na cabeça.

Sei que estava fazendo a coisa certa, que futuro nós teríamos agora, eu e o Fabricio éramos ainda muito novos, ele ainda tinha o filho pra cuidar o menino ainda estava muito doente, o tratamento dele era continuo o dinheiro tava indo muito rápido, o Fabricio trabalhava dia e noite, sempre depositava algum dinheiro na conta que ele fez para me ressarcir do dinheiro que eu emprestei. Mas fizemos um acordo, sempre que ele precisasse ele poderia pegar de novo.

A oficina que ele trabalhava era pequena, isso era um dos motivos que me faziam ir ver ele agora. O Outro era que eu estava com muitas saudades.

Minha vida estava entrando nos eixos, estudava a noite e trabalhava de dia, eu sabia que o Nicolas gostava de mim assim como eu gostava dele, mas ambos sabíamos que não era um amor de romance, mas sim um amor de duas pessoas que estão juntos por que a vida nos uniu, nos apoiávamos e nos cuidávamos. Se eu poderia largar tudo e tentar uma vida com o Fabricio sim, se eu ia fazer isso ... não.

Antes de pensarmos em ficar juntos muita coisa teria que mudar, muita coisa teria que acontecer, falei com o Nicolas sobre isso, é claro que não sobre amor e tudo isso, mas sobre o que fazer no meu futuro, eu sabia que mesmo que não ficássemos juntos ele ainda assim cuidaria de mim e eu seria eternamente grato a ele. Eu queria ver ele feliz, eu tive uma ideia do que fazer, ele precisava esquecer o amor da juventude ou voltar pra ele, resolveria isso quando eu voltasse agora meu pensamento estava voltado para o Fabricio.

Agora quanto mais perto, mais nervoso eu ficava já fazia muito...muito tempo que eu não via ele, o menino já tinha feito um ano, ver ele de novo iria acabar comigo e eu sei que com ele também, mas era necessário. O que eu tinha que falar com ele precisava ser pessoalmente. Nossa vida tinha que continuar, eu sei que tava fazendo a coisa certa mas mesmo assim...meu coração doía.

Eu sabia que ele trabalhava longe de casa, o menino estava com a mãe, e aos cuidados da vó, mãe do Fabricio. Ele passava a maior parte do dia e da noite trabalhando também.

Quando o Taxi parou vi que do outro lado havia uma pequena oficina, alguns carros parados, desci do taxi com o coração na mão como será que ele iria me receber? Tanto tempo tinha passado, o que ele ainda sentia por mim...

Quando atravessei a rua vi que tinha um carro com o capo aberto e o mecânico estava de costas pra mim olhando para o motor do carro. Claro que era ele, só poderia, ele tava sem camisa era um dia quente eu reconheceria aquelas costas e aquele cabelo em qualquer lugar. Minha voz não saia, meu coração tava acelerado, eu deveria ir embora, deveria falar algo...

Vi que o mecânico levantou as costas e ficou tenso, lentamente ele virou e me olhou. Ele sentiu que eu tava lá ...

Era como se o mundo tivesse parado, eu só consegui fazer um sinal de ombros, como pedindo desculpas por não falar nada, ele deu dois passos em minha direção e colocou a mão no rosto, vi seus ombros sacudirem...andei em direção a ele .... ele não falou nada só me olhou vi na hora que nada tinha mudado, o amor dele por mim ainda estava ali, ele soluçava e me abraçou, nenhum de nós tinha coragem de falar nada, era como se nossa voz pudesse apagar o sonho de estarmos nos vendo de novo.

Ele tava mais magro, os olhos fundos, o tempo estava cobrando dele as noite e dias sem dormi, eu iria resolver isso, mas não agora ...agora era a nossa vez, o nosso dia.

- Vem comigo. – a voz dele tava rouca eu não conseguia dizer nada. –

Entramos na oficina ele fechou a porta e colocou um aviso de que voltaria mais tarde ... e me beijou, um beijo de reencontro, de dor, de saudade, era uma mistura de tantos sentimento... de amor, paixão.

Ele tava sujo de graxa, suando, e era lindo era meu homem, aquele que ficava lá no cantinho do meu coração, ele tirou minha roupa estávamos com pressa, falaríamos depois... bem depois.

Ele me levou para o que parecia um quartinho de descanso, mas para mim parecia um hotel de luxo, ele estava ali ... pra mim.

Deitamos pelados já, ele me beijava passava a língua no meu corpo eu tava todo arrepiado, era uma mistura de saudade com paixão tudo junto, ele abriu as minhas pernas e começou a me chupar, eu segurei a cabeça dele não tão rápido e ele me olhou e sorriu, eu fiquei parado admirando ele, puxei ele pra mim, se deitou em cima de mim abri minhas pernas e enlacei ele, o Fabricio sabia que eu queria ele dentro de mim o mais rápido possível, foi colocando aos poucos eu sei que ele não queria me machucar nunca faria isso, mas ele não sabia que eu queria a essa dor, precisava sentir essa dor pra ter certeza que ele tava ali, virei ele de costas na cama e subi em cima dele e fui sentado ele ficou me olhando e segurando meu rosto, quando eu senti todo ele dentro de mim era como um retorno, um retorno ao primeiro homem da minha vida.

Fiquei ali subindo e descendo, ele não tirava os olhos de mim, olhava meu corpo como se quisesse saber o que tinha mudado nesse tempo todo me examinava...

- Tu ainda é o mesmo Claudio está lindo, te amo tanto... – meu peito esquentou, ele ainda me amava. -

Deitei na cama ele veio por cima de mim, entrou de novo, segurou minhas pernas e continuou no movimento agora ele podia me beijar mais facilmente, tava suando, tava quente, nós dois estávamos, o quartinho era pequeno não tinha ar, eu não me importava, ele sorria e me beijava, segurou meu pau e acelerou o ritmo eu sabia que ele não ia demorar muito nem eu. Começamos a gozar juntos, ele deitou em cima de mim, se segurou nos braços e ficou me olhando, a respiração voltando ao normal.

- Tua tá aqui mesmo, não é um sonho? – ele sorria, ele iluminava meu dia. –

- Tô aqui sim, precisava muito te ver, saber como tu tava, só o que as meninas me diziam não estava sendo o suficiente.

- Fica quanto tempo? – o olhar dele era uma mistura de ansiedade com medo, medo da resposta. –

- Hoje a princípio, eu não sei como é teu fim de semana e ....

Ele me beijou,

- É teu, quero aproveitar ele todo contigo. – Começou a me beijar de novoEstávamos no banho a água era gelada, mas estava muito boa, ficamos acho que a manhã toda na cama, como ele não estava preocupado se alguém ia aparecer eu também não tava.

Parecia que nunca tínhamos nos separados, mas eu sabia lá no fundo que isso ainda pesava.

- Fabricio eu...

- Por favor não diz nada, não agora, deixa eu pensar que nada mudou que tudo continua igual e que tu ainda me ama e que tudo vai dar certo.

- Sabe que eu não estaria aqui se ainda não te amasse muito. – ele ficou me olhando e segurou meu rosto ...me beijou como se não houvesse amanhã....

- Eu sei, tu não ia mentir pra mim . – e não iria mesmo, eu não faria isso com ele e nem comigo. –

- O que vamos fazer agora? – perguntei pra ele. –

- Quem sabe vamos comer algo e passamos a tarde na cama. – comecei a rir da cara de safado dele. –

- Vem Claudio vamos comer alguma coisa e conversamos um pouco.

Fiquei surpreso ao saber que ele estava dirigindo, era o caminhão da oficina, começamos rir durante o trajeto até o pequeno restaurante.

Almoçamos como se nada estivesse acontecendo, o clima era tranquilo. Quando estávamos terminando.

- O que é tão importante que te fez vir me ver?

Contei pra ele tudo que estava acontecendo na minha vida, Nicolas a Empresa, a faculdade, não menti nem omiti nada, ele não merecia menos de mim.

Quando terminei de falar ele ficou me olhando.

- Tu tá bem? Tá feliz?

- Tá tudo bem sim, feliz ...bem tenho momentos de felicidade como esse que estamos tendo agora. – ele me olhava com uma ternura tão grande, mesmo depois de tudo que eu falei ele ainda pensava em mim, na minha felicidade, ele sabia que eu nunca iria me adaptar em ficar com ele escondido de todos nessa cidade, ele nunca me pediu isso.

- Tu ama esse homem? O Nicolas.

- Sim, eu amo, não o mesmo amor que tenho por ti, tu sabe disso sei que tu me entende. E sei que o Nicolas sabe também, eu sou estranho não penso igual as outras pessoas. – ele sorriu pra mim. –

- Eu sei Dio, sei da tua capacidade de amar, a mim, aos nossos amigos, e agora ao Nicolas, ele não sabe mas ele tirou a sorte grande. - ouvir meu apelido na boca dele, me fez sorrir. -

- Tá tudo bem pra ti? – fiquei observando ele, o rosto ficou tenso. –

- Na realidade não, mas eu sei que nossa hora vai chegar, sei que vamos ter o nosso tempo, e isso me faz ter esperança, me faz levantar todo dia e pensar que é menos um dia pra que finalmente chegue a nossa vez. –

Ele tinha razão, cada dia que passava fazia com que nosso dia chegasse mais perto, mas nós dois sabíamos que isso ainda iria demorar muito, muita coisa teria que acontecer primeiro.

- Claudio se ele te cuida, se te protege, se está lá por ti enquanto eu não posso, eu só tenho a agradecer a ele, eu é que deveria estar do teu lado, mas infelizmente a vida não é como a gente quer, agora esse tempo é do meu filho só penso na saúde dele, sei que vai dar tudo certo, trabalho dia e noite se for preciso, mas daqui a alguns anos sei que ele vai estar bom e sei que tudo vai ter valido a pena. Ai tudo vai se resolver. – era verdade, esse não era o nosso momento era o momento de plantar para um dia podermos colher, só pedia a Deus que quando esse dia chegasse, nós pudéssemos estar inteiros um pro outro. -

- Como o teu filho está? – ele me sorriu ... um sorriso triste. –

- Bom ele tem dias bons e dias ruins, felizmente os dias piores já passaram. Sabe que depois da cirurgia ele passou muito tempo no hospital. –

Ele ficou me explicando sobre o menino, ele teria uma saúde delicada a vida toda, mas os médicos falaram que com o tempo o corpo iria se recuperar, a fase da infância era o pior, muitos exames, muito controle, o transplante foi um sucesso, mas ele tinha muitas restrições. Mas por agora estava bem. Era muito pequeno ainda os médicos falaram que era bom isso, que o corpo durante o crescimento iria se estruturar de novo, essa era a esperança de todos.

- E a tua mulher? Enfim como está tudo.

Me falou que ela tinha amadurecido muito com tudo que tinha acontecido, ainda moravam com a mãe dele, mas que não ficavam mais juntos, nem no mesmo quarto, estavam unidos por um objetivo que era a criança, ela tinha arranjado um emprego pra ajudar nas contas e nos remédios e juntos tudo ia indo, eram dias difíceis, a cidade era pequena, eram oficinas pequenas brigando pelos mesmos carros, ele disse que se fosse em uma cidade um pouco maior conseguiria ganhar mais, mas também ficaria tudo mais caro, enfim que aos trancos tudo ia se ajeitando. Ele falava tudo isso no automático eu sabia que tinha algo perturbando ele.

- Então Claudio por que veio, não que eu não tenho ficado muito feliz, por mim viria sempre, mas porque agora? – ele cruzou os braços e ficou me olhandoBoa noite gente desculpe a demora peguei uma gripe do cão agora estou melhor...abração a todosboa semana .. Carlos.

Healer - Que amor...obrigado querido por ter me acompanhado e ainda estar aqui ...fico feliz que tenha gostado da estória de meus amigos muitos ainda vao aparecer...grande abraço.

Guigo - oi menino grande abraço pra ti tambem...te cuida

nayara - Sim o Claudio é otimo em negociações sempre pedimos pra ele ir junto nesse tipo de situação;;;...abrção querida

Geomateus... Oi querido me manda um oi no watt...eu olhei um por um e tu sabe que tem bastante...nao consegui a char o teu nome...manda um ola pra mi saber que é tu...bjao querido boa semana.

Suara - Bom espera que esteja gopstando desse encontro...e sim sempre tem alguma coisa no meio não é?...grande abraço guria

Comentários

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31/03/2018 00:08:01
que reencontro lindo desses dois, pena a vida ser tão cruel com eles.
30/03/2018 00:22:12
Cap.10. Passando rapidinho para comentar e dar 10 para essa história...Ansiosa agora para saber a resposta do Claudio para o Fabrício...Bjs meus qrdos e bom feriado e boa Páscoa pra vcs.
26/03/2018 13:46:56
Amei esse reencontro do Claudio e o Fabrício, muito fofo esses dois juntos.....Agora os pais do Vini e do Gus está cada dia mais enrascados com o Claudio
26/03/2018 03:39:00
Se cuide aí viu seu moço. Sabe que adoro o conto. Queria ter um pouco dessa audácia do Cláudio e não ser tão mosca morta como sou.
26/03/2018 00:22:48
QUE CACETE, ESSE REENCONTRO DO CLAUDIO COM FABRÍCIO ME FEZ CHORAR MUITO. DESDE SEMPRE TORÇO POR FABRÍCIO E CLAUDIO. SE EM QUE NÃO CONCORDO COM ALGUMAS ATITUDES DO CLAUDIO COM RELAÇÃO AO FABRÍCIO, VOU AQUI CONTINUAR NA TORCIDA PELO CASAL. MINHA NOSSA. QUANTA EMOÇÃO NESSE REENCONTRO. O BOM DE CLAUDIO É QUE ELE JOGA LIMPO. NÃO FOSSE ISSO EU JÁ O ETARIA ODIANDO E NÃO LERIA MAIS ESSE CONTO.
26/03/2018 00:05:11
Amando mandarei um oi lá.
25/03/2018 23:33:36
Muito bom esse capítulo e estou curioso para saber o que Dio tem a falar, kkkk. Gosto desse jeito prático, direto e sincero de Gus e Claudio, tem que ser assim mesmo. Carlos confesso que uma cena linda que não vou me esquecer quando li no conto do Toro e Leo, foi no final quando estão abraçados, estão se sentindo em paz e Toro faz uma prece para Virgem Maria ao pôr do Sol, para mim foi a cena mais bela e perfeita de todos os contos que li. Sim, estarei com você aqui nos contos enquanto tu ainda estiver escrendo, ou até que a internet falte kkkk, vou bater na madeira depois dessa, kkkk, um abraço.