Eu tô aqui caramba! - Cap. 2 - A reunião

Um conto erótico de Pedro Henrique
Categoria: Homossexual
Data: 15/03/2018 12:28:10
Nota 9.92

Ser humano: Falou Pedro, a gente se esbarra por ai!

Ele falou isso e foi pegando a trilha pra ir embora. Eu fiquei sem entender absolutamente nada porque eu nunca tinha visto ele mais gato na vida. Mas bem pomba lesa que sou, fiquei ali sentando olhando ele ir embora sem fazer nada. Decidi continuar ali, não sei se com aquilo ele tinha esperanças de eu ir atrás, não sei nem da onde ele me conhecia. Não ia largar minha fuga desesperada do stress por uma cara gatinho. Pessoal uma dica: se vocês forem a Floripa eu recomendo demais a trilha da Lagoinha do Leste, é um lugar incrivelmente bonito impossível não se sentir recarregado depois de uma tarde naquele lugar. Já eram por volta das 16:00 horas quando eu decidi fazer a trilha de volta e ir pra casa, na metade da trilha a gente passa por um campo aberto em cima do morro aonde o celular já entra na área de cobertura. Liguei meu 4G e tinham varias mensagens da Luana, todas em caixa alta:

Luana: PEDROOOOOOO! TU DISSE QUE IA DEIXAR O CELULAR LIGADO MENINO!

Luana: NÃO CONSEGUI REMARCAR TUA REUNIÃO COM O VITOR!!!!!!!!

Luana: O PESSOAL DA LOGÍSTICA PRECISA DO RESULTADO DESSA REUNIÃO PRO PLANEJAMENTO, O QUE EU FAÇOOOOOO??????

Luana era sempre assim quando ficava nervosa, exagerava nas exclamações e interrogações. Liguei pra ela imediatamente.

Eu: Calma meu amor, relaxa, respira, vai dar tudo certo. Eu to indo pra casa, quando ele chegar ai avise a ele que eu tive um imprevisto em casa, mas que estarei esperando por ele lá mesmo.

Eu não ia voltar pra empresa nem amarrado naquele dia, e além do mais Seu Carlos sempre foi um ótimo fornecedor tenho certeza que não mediria esforços pra nos atender, afinal éramos os melhores clientes dele. Cheguei em casa por voltas das 17:30, Luana já tinha me avisado que Vitor, filho do Seu Carlos já havia passado na sede e já estava a caminho do meu apartamento. Entrei no box, liguei o chuveiro e não deu 2 minutos o interfone tocou, era o Seu Alamir, o porteiro avisando que tinha um moço pedindo pra subir. Pedi que o deixasse subir. Peguei a primeira bermuda e camiseta que estavam na minha frente e sai correndo me vestindo pelo corredor porque a campainha já estava sendo tocada insistentemente. Abri a porta e para minha agradável surpresa estava ali um rapaz de uns 20 e poucos anos, moreno, devia ter 1,80, tinha ombros largos o que denunciavam um corpo provavelmente esculpido em gomos, um olhar realmente penetrante por trás de um par de olhos cor de mel, fiquei mais molhado que o meu cabelo que eu não tinha tido tempo de secar. Dei boa tarde, e o que obtive foi uma resposta áspera e bem mal educada da parte dele. Relevei, pois era um final de dia, já tinha feito ele andar bastante. A reunião transcorreu de forma extremamente formal e nem minhas quebradas de gelo conseguiram desamarrar aquela cara feia e sisuda que ele estava fazendo. Até que em um determinado momento eu não suportando mais aquele comportamento perguntei:

Eu: Olha Vitor eu sei que a reunião era pra ser no escritório, mas eu tive um imprevisto e tive que sair e infelizmente minha secretaria não conseguiu contato com você para cancelar ou alterar o local dessa reunião....

Ele me interrompeu e no alto da sua arrogância soltou a seguinte fala:

Vitor: É .. meu pai sempre fez as vontades de vocês só porque vocês sempre compram bastante, mas comigo não é assim não, não sou palhaço pra ficar rodando nesse transito infernal de Floripa correndo atrás de mauricinho mimado. Quer alguém que te leve no colo vá procurar outro então.

Ele levantou e saiu batendo a porta do meu apartamento.

Por mais que eu não estivesse muito certo, se ele tivesse com o celular eu teria tranquilamente resolvido a situação, além do mais o Seu Carlos morava a umas 3 quadras do meu apartamento, e até aonde eu sabia ele só vivia torrando a grana da família em festas e só estava trabalhando depois do seu Carlos ter insistido muito. E eu não vi a mínima necessidade de ele ser grosso daquele jeito.

Lá se ia toda energia que eu tinha recarregado na trilha, se eu soubesse teria ido atrás daquele gato do protetor e teria ligado o celular só a noite. Mas como não é qualquer coisa que me abala, deixei pra lá. Aproveitei que a Lucia, minha empregada, já tinha terminado o expediente e ido embora, tirei aquela bermuda e aquela camiseta, coloquei uma playlist de musicas relaxantes no Spotfy e deitei no sofá da sala peladão, acabei apagando ali mesmo.

No outro dia de manha:

Cheguei ao escritório bem cedo porque sabia que o bicho ia pegar, até porque a hora que o seu Carlos descobrisse que o filho queridinho dele que ele tanto passa a mão na cabeça tinha perdido provavelmente a melhor venda do ano da revenda deles, ele iria virar um bicho. Como a Luana sempre passa do horário em dias assim eu peço para ela chegar mais tarde no outro dia, ela chegaria por volta das 10:00 da manha e nesse meio tempo quem me daria um suporte era a Natalia telefonista da transportadora. Eu e Natalia nos conhecemos numa balada aqui em Floripa e a química rolou de cara. Depois de eu saber que ela estava passando uma barra em casa, arrumei uma vaga pra ela na empresa. Natália era uma figura e não podia ver um homem bonito que já se ouriçava toda. Era por voltas 9:00 da manha quando o telefone da minha sala toca, era Natalia.

Natalia: Pedrgo, (Natália tem lingua presa, e eu acho muito charmoso isso nela) viado tem um rapaz aqui babado queguendo falar contigo, não sei nem o que eu faço, to enxarcada.

Eu já estava me rachando no outro lado linha né, Natalia era uma excelente profissional e uma excelente amiga, respondi:

Eu: Viaaado mentira? Adoooooru, porem quem é? Porque aqui não é bagunça né miga.

Natalia: O nome dele é Eduagdo, ele disse que é da Concessionaguia Volvo e que pgrecisa muito falar contigo.

Eu: Ah serio, puts vou ter que descansar esse abacaxi logo cedo.

Natalia: Senão quiser deixa que eu descasco sozinha.

Eu: Manda ele subir, beeeijo!

Alguns minutos depois alguém bate na porta da minha sala e pergunta se pode entrar. Eu conhecia aquela voz, não era do Seu Carlos, não era do Vitor, derrepente quem é que entra na porta com um sorrisão gigante no rosto. O ser humano do protetor. Eu não podia crer que estava vendo aquele rostinho perfeito de novo, e agora ele tinha um nome: Eduardo. Não consegui esconder minha felicidade ao ver ele de novo.

Eu: Caramba o cara do protetor solar! Que bom ter ver de novo, tu foi meu anjo da guarda ontem, valeu mesmo por ter emprestado o protetor.

Eduardo: Eita e tu é o vermelhão da trilha ontem. - foi tão espontâneo que até eu ri do jeito que ele falou - Imagina, eu vi que tu tava sem não podia deixar de ajudar.

Eu: Mas me diz uma coisa, como tu já sabia meu nome?

Eduardo: De longe eu não tinha conhecido, mas eu já tinha te visto lá na revenda algumas vezes, e sempre te acompanho pelo Instagram, ai quando eu cheguei perto logo conheci, mas achei melhor não falar nada porque poderia achar meio stalker.

Eu: É provavelmente eu acharia mesmo, porque pelo que eu me lembro a gente não se segue nas redes sociais.

Conversamos mais um pouco sobre a trilha e as praias de Floripa e obvio que com aquele rostinho lindo me apresentando os orçamentos foi muito fácil entrarmos num acordo e fecharmos o negocio da renovação da nossa frota. A conversa fluiu muito bem, a hora passou voando, já eram 10:00 e a Luana bateu na porta.

Luana: Trouxe um cafezinho e um suco pra vocês.

Logo que ela entrou na sala sentiu o clima descontraído no ar e notou que eu estava empolgado demais por uma simples reunião de fornecedores. E Luana estava certa, eu estava todo, todo conversando com o Eduardo, por isso ela tratou de largar logo o café na mesa e deixar nos sozinhos.

Eu: Então resolvemos o problema do teu chefe, pode dizer pra ele relaxar que a grosseria do filho não vai alterar uma parceria de sucesso de tantos anos.

Eduardo: Pode deixar que eu falo sim.

Eu: Agora nos temos outro problema!

Eduardo: Ué, qual?

Eu: Como eu vou retribuir o protetor solar?

Eduardo: Ah só o que falta né, já disse que não foi nada, capaz!

Eu: E que tal a gente sair mais tarde pra tomar um chope e comemorar?

Eduardo: Acho ótimo, mas comemorar o que?

Eu: O negocio, a gente ter se conhecido, a vida.

Eduardo: Fechou! Umas 20hs no Chopp do Gus?

Eu: Nunca fui, mas vou adorar conhecer. Me passa teu whatts pra caso dê algum desencontro.

Eu estava me sentindo estranhamente bobo e feliz, até a Luana notou meu comportamento diferente. O restante do dia foi tranquilo, os problemas fazem o dia passar super rápido e quando me dei conta já estava na hora de ir pra casa, afinal não queria deixar o crush esperando. Tomei um banho, coloquei uma calça Skinny preta que deixava minha bunda bem em evidencia, uma camiseta cinza escura e um tênis preto, e parti rumo ao Chopp do Gus.

Peguei uma mesa e mandei mensagem avisando que já tinha chego, ele avisou que estava estacionando. Derrepente ele entra pela porta, ele estava especialmente lindo aquela noite vestindo uma bermuda jeans, uma camiseta preta meio desbotada e um chinelo havaiana. Não pera, eu me produzi nível Hollywood e ele me vem de havaiana pro encontro.

Então galera mais uma parte no ar, espero que gostem. Daqui pra frente a historia começa a desenrolar então fiquem atentos aos próximos capítulos.

Será que vai rolar uma química entre os dois? Será que o Eduardo este realmente interessado no Pedrinho ou é só no dinheiro dele? E essa historia de ele já saber o nome, tá meio mal contada pelo Eduardo? Fiquem ligados. Beeeijo

Comentários

Comente!

  • Desejo receber um e-mail quando um novo comentario for feito neste conto.
08/02/2019 21:55:12
Muito suspeita isso.
14/08/2018 22:44:48
Tô achando tudo muito estranho... Esse encontro do nada, depois a reunião com o filho mal educado e o reencontro com o Eduardo q para solucionar o problema... Pode ser só impressão mas isso está me cheirando a alguma armação.
28/05/2018 13:50:31
Amando ..
19/03/2018 18:42:31
vish fiquei na dúvida
16/03/2018 20:58:40
Já o seguia em rede social e vc não sabia.....
15/03/2018 14:18:47
De início pode até rolar um interesse financeiro por parte do Eduardo, mas com a convivência vai acabar se apaixonando por pedro
15/03/2018 13:48:25
Em Floripa tem muito homem gato mesmo.Concordo com o Little Boy no surgimento de um possível triângulo amoroso.
15/03/2018 13:41:14
Estou gostando,coerência,texto correndo sem barrigas,esperando o próximo capítulo
15/03/2018 13:39:59
Eduardo tá perfeito demais.
15/03/2018 13:03:30
Hum, minha mente sabe que é possível o envolvimento do Pedro com o Eduardo, mas já tô fazendo teorias para um triângulo amoroso com o esquentadinho do Vitor. Risos. Continue logo, parece promissor. Beijo!
15/03/2018 12:51:53
SER HUMANO EDUARDO SURPREENDENDO. RSSSSSSSSSSSSS