DESABROCHANDO - DA ROTINA AO SOFRIMENTO

Um conto erótico de O BEM AMADO
Categoria: Heterossexual
Data: 13/03/2018 22:40:33
Nota 10.00

Meses se passaram, e no dia seguinte ao parto, Rogério estava esfuziante, olhando através do vidro do berçário, enquanto a enfermeira lhe apresentava seu herdeiro. Ele não cabia em si, ignorando todos à sua volta, até mesmo sua esposa que, sentada na cadeira de rodas, ainda tentava compreender o que havia acontecido …, lamentavelmente, os próximos dias lhe mostrariam uma dura e fria realidade.

Algumas semanas depois, Rogério comunicou-lhe que se mudariam para uma casa maior, pois, afinal, o menino precisava de mais espaço. E assim fizeram. Rogério deixou seu emprego e com o dinheiro da rescisão contratual, tratou de trabalhar como autônomo na área de comércio de materiais de construção e transporte. O progresso foi razoável, e ele não se esforçava-se por mais do que o necessário, limitando-se a suprir a família com o básico …, isto é, suprir Raquel com o básico, já que o essencial era cuidar do Júnior, agora, a coisa mais importante para ele.

Raquel sentia o peso de ser colocada à margem da relação, agindo na penumbra de um casamento esmaecido e sem perspectiva. Ela mais parecia uma figurante em um cenário onde Rogério e seu filho eram os reais protagonistas. E o sexo tornou-se algo raro, quase escasso …, exceto porque Rogério confidenciava que almejava ter mais um filho …

E um ano e meio após o nascimento de Júnior, Rogério retornou à carga sem emoção de foder com sua esposa na busca por mais um rebento. Era uma trepada quase mecânica, onde o prazer de Raquel era deixado de lado na maioria das vezes …, e quando ela reclamava, ele a ignorava, afirmando que ela tinha que se conformar com a situação, já que casamento sem filhos não tem razão de existir. Uma noite, quando ela tentou uma mamada na rola de Rogério, ouviu apenas um grunhido, demonstrando que ele preferia dormir.

Imersa em angústia e abandono, Raquel viu chegar sua segunda gravidez; durante as consultas preparatórias, ela suplicou à sua ginecologista que fizesse algo, pois ela não queria mais filhos; a médica, zelosa de sua profissão e de sua ética, disse que ainda era cedo para ela pensar nisso, mas, ante as lágrimas copiosas da paciente, ela a tranquilizou, deixando no ar uma possibilidade.

E assim se concretizou o casamento de Raquel: dois filhos pequenos, um marido entediado e uma vida espúria. Assim que as crianças alcançaram a idade exigida, Raquel as colocou em uma creche e foi procurar um trabalho. Sua habilidade com números e plantas ornamentais lhe conferiram uma oportunidade em uma empresa de paisagismo.

Suprindo a falta que o sexo lhe fazia e a ausência presente de seu marido, Raquel perseverou, e logo estava com uma excelente colocação na empresa, ganhando um bom salário. A vida doméstica, limitou-se aos almoços de domingo, após o marido sair com as crianças para passear. Ao fim das contas, sua relação conjugal tornara-se um verdadeiro desastre. E embora os negócios de Rogério caminhassem dentro de uma normalidade ideal, ele se mostrava cada vez mais distante e irritadiço.

Muitas noites, ele adormecia no sofá da sala, indo para a cama muito tarde, deixando Raquel em um silencioso sofrimento decorrente da solidão. E nas raras vezes em que ela ainda ensaiava uma reaproximação com o marido, o que recebia em troca era um sexo indiferente e sem emoção. Achando que o problema estava nela, Raquel foi à luta; comprou uma linda lingerie, deixou as crianças na casa dos avós e preparou um jantarzinho romântico para ela e seu marido.

Ao chegar do trabalho, Rogério ainda demonstrou alguma excitação; banhou-se e foi jantar com sua esposa; depois, sentaram-se na sala, e Raquel passou a exibir sua nudez oculta apenas pela lingerie; os olhos do macho encheram-se de intenções, e Raquel suspirou, imaginando que os bons tempos poderiam estar de volta …, os beijos foram tempestuosos e as carícias ainda mais abusadas, não demorando para que Rogério a deixasse nua!

Após mais uma taça de vinho caro, ele mamou os peitos dela que ainda exibiam certa firmeza; ele sugava os mamilos segurando os peitos em suas mãos enormes e alternando cada um deles em sua boca; tomada pelo clima, Raquel, procurou pela rola de seu marido que estava em processo de ereção. Ela o apertou sentindo o processo, mas, subitamente, Rogério, interrompendo a mamada, resmungou: “Ele precisa mais do que isso …, chupa minha rola!” O tom de voz grave e sem ternura, surpreendeu Raquel, mas, mesmo assim, ela preferiu entrar no clima, já que essa era a intenção.

Imediatamente, Rogério se levantou, livrando-se da camiseta e exigindo que ela se ajoelhasse perante ele; Raquel obedeceu, e com um gesto brusco, o marido empurrou a cabeça da esposa na direção de sua rola, obrigando-a a abocanhá-la. Raquel começou a chupar a rola do marido percebendo que esta não adotava a ereção de outrora …, por mais que ela se esforçasse a benga estava meia bomba …

-Chupa direito, vadia! – esbravejou Rogério, impaciente.

Achando-se culpada pela situação constrangedora, Raquel esforçou-se; segurou as bolas com uma das mãos, massageando-as carinhosamente; e depois de muito esforço, finalmente, o mastro de Rogério estava em posição de alerta total …, ainda demonstrando certa impaciência, ele a tomou nos braços e foi para o quarto, jogando-a sobre a cama e saltando sobre ela como um fauno alucinado. Deu uma breve mamada nos peitos, lambeu a vagina, apenas para deixá-la minimamente lubrificada, e, no momento seguinte, enterrou a pica no orifício de sua esposa, socando com força.

Rogério golpeava com movimentos quase furiosos, sem carinho ou cuidado, apenas fodendo como que por obrigação. Raquel podia sentir o clima carregado de tensão e sem intimidade …, seu marido a fodia apenas como se tivesse que fazê-lo …, nesse momento ela se sentiu estraçalhada, como se a vida perdesse todo o sentido …, será que seu marido a desposara apenas pelos filhos? E agora, ele perdera o interesse por ela?

Com esses pensamentos rondando a mente e a alma como abutres atrás de carniça, Raquel ainda tentava extrair algo bom de tudo aquilo …, mas quando Rogério urrou como um animal selvagem, despejando sua carga de esperma nas entranhas dela, Raquel sentiu uma vontade quase incontrolável de chorar …, mas, ainda assim, resistiu …

Sem dar conta do que estava acontecendo, Rogério deu mais algumas estocadas para, como de hábito, virar-se de costas e dormir. Raquel fez o mesmo, encolhendo-se quase em posição fetal e sufocando suas lágrimas no travesseiro, seu único consolo. E ao acordar no dia seguinte, a cama estava vazia …

Nos meses que se seguiram, Rogério tornou-se ainda mais distante; seu horário de trabalho tornara-se elastecido ao ponto de ele chegar de madrugada …, o cheiro de bebida alcoólica estava sempre impregnado em sua roupa, embora jamais tivesse chegado embriagado. A vida tornara-se triste e vazia para Raquel que mais parecia uma sombra de mulher ousada que fora. Cuidava dos filhos com carinho e desvelo, mas, ao mesmo tempo, sabia que não era aquilo que sonhara para sua vida.

O trabalho tornou-se essencial, como uma válvula de escape ao sofrimento que não podia ficar eternamente represado. Algumas vezes, Rogério chegava em casa irritado, falava algo sobre o trabalho e a dificuldade com que sustentava a casa, e Raquel, preocupada com isso, propôs a ajudá-lo nas despesas, já que maior parte do seu salário era depositado em uma conta poupança. Rogério demonstrou surpresa com a atitude de sua esposa e agradeceu pela ajuda.

Então, aconteceu o inevitável …, o cheio de bebida foi acrescido do odor de perfume barato! Raquel, de início, não quis acreditar naquilo …, seu marido a estava traindo! Aquilo era algo insuportável, e ela não toleraria uma situação como essa. A tristeza foi suprimida pela revolta e pelo ódio de saber-se chifrada pelo homem a quem dedicara toda a sua juventude!

Naquela mesma noite, eles tiveram uma discussão acalorada, na qual Rogério, como todo bom macho safado, negou a existência de uma relação extraconjugal …, e quando a coisa ficou muito séria, ele baixou o tom de voz e pediu desculpas …

-Foi apenas uma vez, Raquelzinha! – ele disse com voz melosa – E não vai acontecer de novo, eu te prometo …, posso ter muitos defeitos, mas eu gosto de você …, você é a mulher da minha vida!

Aquela frase derrubou a resistência de Raquel, que, sentindo-se fragilizada, caiu em lágrimas sendo amparada pelos braços do marido. Mais uma vez, ele a tomou nos braços e levou-a para o quarto; carinhosamente, ele a despiu, passando a beijar cada centímetro da sua pele, detendo-se nos mamilos intumescidos e chegando ao ápice quando sua língua tocou a vagina que já estava lambuzada. Ele chupou sua esposa até que ela gozasse como louca, gemendo e contorcendo-se na cama.

Rogério tencionou subir sobre sua esposa, mas Raquel, tomando uma iniciativa, girou sobre ele, passando a cavalgá-lo; Rogério ficou surpreso, mas não reagiu, deixando-se levar pela situação inesperada. Raquel segurou a rola dura com uma das mãos e deixou-a em pé, sentando-se sobre ela lentamente. O marido gemeu ao sentir-se dominado pela fêmea que, agora, conduzia a trepada.

Deixando-se preencher pela rola, Raquel saboreava o momento, cerrando os olhos e suspirando inundada por uma lascívia indescritível. Ela comandava aquela trepada, subindo e descendo sobre a rola, brincando com as bolas com uma das mãos, enquanto a outra apoiava-se sobre o peito largo e peludo de seu marido. Foi uma foda gostosa …, tão gostosa que ela não demorou em gozar com uma intensidade voraz, deixando um rio de prazer desaguar de seu interior.

Rogério, por sua vez, segurava os peitos da esposa, brincando com os mamilos e dizendo palavras carinhosas …, Raquel, pela primeira vez, experimentou uma sucessão de orgasmos que parecia não ter mais fim …, em seu âmago pensava que aquele homem era o homem da sua vida e que merecia uma segunda chance. Gemendo e cavalgando seu macho, Raquel gozou mais vezes …, gozou com sabor, com calor, com tesão! Estava sentindo-se nas nuvens, e seu corpo experimentava um estado único de êxtase. Foi tanto gozo, que, em dado momento, ela sentiu-se dominada por ele.

Rogério, então, girou o corpo, ficando por cima da esposa, sem tirar a rola de suas entranhas, estocando com movimentos cadenciados, enquanto encerrava um beijo caloroso e demorado; algum tempo depois, ele gemeu alto, anunciando que estava para gozar. E Raquel saboreou um tremor tomar conta de seu corpo enquanto seu marido despejava mais uma carga de esperma em seu interior.

-Quero fazer mais um filho em você, meu amor! – sussurrou ele no ouvido dela, com voz arfante.

Imediatamente, o prazer se esvaneceu …, Raquel foi tomada por um desespero incontido …, apenas ela sabia que não podia mais engravidar …, mesmo sem tomar anticoncepcional, ela sabia que sua ginecologista havia feito algo para impedir que isso se repetisse …, mas, ela não podia contar isso para Rogério …, não naquele momento! E quando ele saiu de dentro dela, deitando-se ao seu lado, Raquel respirou fundo, pensando em como contaria isso para o marido.

E quando ela teve coragem de fazê-lo, na manhã do dia seguinte, o olhar de Rogério encheu-se de uma fúria incontida. Raquel temeu que ele tivesse um acesso de fúria e se tornasse violento …, mas, inexplicavelmente, ele emudeceu …, nada disse, apenas tomou seu café, deu um beijo nas crianças e outro no rosto dela, saindo sem nada dizer ...

Nos dias que se seguiram, Rogério mal aparecia em casa, chegando no meio da madrugada e saindo bem cedo pela manhã …, Raquel achou que fosse algum mecanismo de defesa …, e, assim esperou que ele sedimentasse o assunto e voltasse a conversar com ela …, mas, não foi o que aconteceu …, apenas uma renovação no cheiro de bebida e de perfume barato!

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