SANGUE RUIM - Oitava parte

Um conto erótico de Ehros tomasini
Categoria: Heterossexual
Contém 1712 palavras
Data: 08/03/2018 04:51:17
Última revisão: 08/03/2018 04:53:48
Assuntos: Anal, Heterossexual, Oral

SANGUE RUIM - Oitava parte

Olhou para a chinesa, deitada ao seu lado. Ficou indeciso se a acordava ou não. Temia que ela ainda quisesse mais sexo. Mesmo assim, chamou-a, pois agora sabia o nome dela:

- Xia-Yan, vou ter que sair...

A chinesa estava dormindo de bruços. Ronronou alguma coisa, que ele não entendeu. Depois, virou-se para o outro lado e continuou ressonando.

Havia sido uma tarde e uma noite estafante. A mocinha só queria saber de foder, foder, foder. Ele já estava esgotado. Então, deu graças a Deus quando ela adormeceu. Saiu do quarto e pediu dois copos de gemadas à dona do motel, preparando-se para as filmagens. Aproveitaria e perguntaria ao amigo Eudes sobre o irmão policial. Dependendo da sua resposta, diria se estava ou não envolvido na chacina, com a oriental. Pretendia levar o futuro cineasta até a casa da advogada, para saber se ela também queria participar do filme erótico. Mas, mais uma vez, ficou frustrado.

Eudes não apareceu na casa de Anitta. Ele, a nomarada do cara e a caseira que queria ser atriz esperaram em vão. Anitta ligou várias vezes para o celular dele, mas só dava desligado. O mulato pensou logo que o cara tinha pernoitado com a magra da pensão, mas não disse nada às duas mulheres. No fundo, agradecia a farrapada do cara. Ainda estava exausto e acreditava que não iria conseguir foder a contento, naquela manhã. Disse para a namorada do cara:

- Bem, não vou esperar mais. Também preciso resolver umas coisas. Você conhece o irmão de Eudes, o cara é de confiança?

- O delegado? Gente finíssima. Só o acho um pouquinho tarado. Mas nunca me faltou com o respeito. Por quê?

- Nada, não. Uma bronca que tenho que resolver, e preciso de um policial honesto. Bem, diga ao cara que não volto mais hoje. Se ele quiser, que me procure lá no puteiro. Vou-me embora.

- Ontem você estava muito chato, então cumpri com a minha palavra de não insistir em trepar contigo. Mas, hoje, eu até que queria, viu? Nem que seja uma rapidinha...

Ele esteve indeciso, depois disse:

- Se você continuar se comportando bem, prometo satisfazer a tua vontade. Contanto que Eudes não saiba. O cara está sendo legal conosco, não quero lhe causar mal estar.

Ela ficou contente. Deu-lhe um beijo na boca. Desta vez, ele não recuou. Apenas disse:

- Juízo, garota. Acabe com esse negócio de querer todos os homens do mundo. Isso só te traria problemas.

- Não quero todos os homens, só quero você. Eu te desejei desde a primeira vez que te vi. Não sossegarei enquanto não fizermos amor, nós dois.

- Posso ir, dona Anitta? - Perguntou Beta, que ainda estava por perto. Havia esperado o cinegrafista já nua, apenas enrolada numa toalha.

- Pode ir, Beta. Esqueci que você ainda estava aqui. Pode folgar o resto do dia. Mas amanhã, venha bem cedo. Não é possível que não comecemos, finalmente, as filmagens...

Jorge rumou para a casa da advogada. Porém, não a encontrou. O irmão dela disse que ela trabalhava um expediente ao dia, e que podia ser encontrada, àquela hora, no Fórum das Mulheres. Defendia causas femininas. Pediu para o mulato esperá-la, mas este não quis. Deixou recado que, à noite, regressaria lá.

Pouco depois, o mulato chegava ao puteiro. Recebeu uma má notícia: dona Solange havia sido socorrida de madrugada. Estava internada, e parecia mal. Queria falar com ele.

- Eu quero ir com você. Não pude ir ontem, porque fiquei responsável pelo puteiro. - Falou a garçonete magérrima, que todos comentavam estar aidética. Jorge pediu que se aprontasse. Fecharam o bar. Logo, estavam no hospital. Uma senhora idosa estava ao lado da dona do prostíbulo.

- Quem é você? - Perguntou ao mulato.

- Este é o rapaz que dona Solange pediu que viesse. O tal que ela gosta dele. - Respondeu a negra.

- Oh, que bom que veio. Temos que falar com Solange, antes que ela piore...

- O que ela tem? - Jorge e a negra perguntaram ao mesmo tempo.

- Coração, meus filhos. Enfarte. Os médicos já a desenganaram. Disseram que ela não aguentaria uma cirurgia coronária.

- E a senhora, quem é? - Quis saber o mulato.

- Sou Ana Lúcia, a advogada e contadora dela. A pobre me deu uma missão, pois pressente a morte. Ainda bem que você veio.

- Do que se trata?

- Vamos até uma sala reservada. Lá, conversaremos. A jovem poderia ficar tomando de conta dela por um tempo?

- Claro. Podem ir. - Respondeu a negra magricela.

Pouco depois, a advogada mostrava uns documentos assinados ao mulato. Havia um inventário. Num testamento, a dona do prostíbulo deixava para o rapaz a sua herança: o prédio próprio do puteiro, uma casa de três quartos em Boa Viagem, bairro de luxo da cidade, e uma soma em dinheiro que daria para ele viver de renda pelo resto dos seus dias. Mas havia uma exigência: ele teria que cuidar de uma sobrinha dela, até que ela casasse ou falecesse.

- E por que ela não deixou um montante de dinheiro, para que a tal sobrinha pudesse viver sua vida sem aperreios?

A advogada titubeou, antes de responder. Disse que não sabia o verdadeiro motivo daquele pedido, mas só passaria os bens da moribunda para o rapaz se este aceitasse a missão.

Antes do mulato responder, a negra veio correndo avisar que a gorda senhora acabara de falecer.

******************

O enterro foi simples. A tal sobrinha não conseguiu chegar a tempo para os funerais. Viria só no dia seguinte. Todas as putas estavam no cemitério, além de vários clientes da casa. Não deu para avisar a muita gente. É que a nobre senhora havia deixado pago seu próprio funeral, escolhendo até o caixão no qual queria ser enterrada. Exigiu que fosse feito o fúnebre no mesmo dia de sua morte, a menos que morresse de madrugada.

Depois da cerimônia, o mulato reuniu todas as profissionais do sexo no puteiro. Informou que nenhuma delas precisaria mais pagar pela hospedagem lá, portanto, não precisariam vender suas carnes para quitar o aluguel. Deram vivas a ele. A advogada estava perto, filmando tudo. Era quase noite. A cerimônia havia sido breve, lá no cemitério. O prédio do prostíbulo possuía dez quartos, contando com o da falecida cafetina. Havia nove putas morando nele. Mas, apenas oito, permaneceriam lá. Jorge escolheu a puta negra, magérrima, para morar na casa de Boa Viagem. Ela ficou muito contente. As outras, com inveja. Mesmo assim, resolveram:

- Nós, aqui reunidas, combinamos de dar uma festa a portas fechadas para o nosso benfeitor, em homenagem à falecida. Sabemos que dona Solange iria apreciar isso, pois ela era muito festeira. Há bastante comida, e bebidas à vontade no freezer. Contratamos uma cozinheira para preparar-nos os pratos, e poderemos começar a farra já.

- Ué, apenas eu de homem nessa festa? -, Estranhou o mulato - não é melhor cada uma ter o seu macho predileto ao lado?

- Não. Está decidido. - Disse a puta loira gostosona, que um dia quis transar com ele.

Todas aplaudiram, inclusive a advogada. Esta pediu para participar da festa. Concordaram.

Pouco depois, haviam fechado as portas do puteiro. Passavam das oito da noite. As mulheres despiram o mulato, que foi logo avisando:

- Já sabem: não beijo na boca.

Elas não retrucaram. Despiram-se todas, inclusive a advogada. Era uma coroa enxuta, de uns sessenta anos de idade, mas muito bem conservada. Seu corpo fez inveja a algumas das putas mais jovens. Ela quis ser a primeira a desfrutar do corpo do mulato, mas a negra a brecou:

- Não, todas temos direitos iguais, a partir de agora. Vamos fazer um jogo. Uma espécie de roleta. Cada uma roda uma vez, em ordem alfabética. Na roleta, que eu vi guardada lá dentro, no quarto da finada dona Solange, tem uns temas escritos. Vou trazê-la, para que saibam do que estou falando...

Pouco depois, a negra chegou com o objeto. Devia ser dos anos 1940, mas estava muito bem conservada. Dispostas nos raios da peça, havia palavras escritas como: chupada, bunda, boceta, punheta e outras categorias de sexo. Todas riram. Jorge sugeriu que, ao invés de ser por ordem alfabética, elas deveriam escrever seus nomes em pedaços de papel e depois ir sorteando. A advogada foi a primeira ganhadora. Rodou a roleta. Depois de um tempo, esta parou, indicando a palavra Felação.

A negra disse:

- Esqueci de dizer: todas temos cinco minutos para gozar ou fazê-lo gozar. Se não conseguir, passamos para a próxima.

Aceitaram a regra. A advogada agarrou-se com o caralho de Jorge, mas não conseguiu seu intento.

- A próxima. - Gritou a negra.

Jorge se prendia para não gozar logo. Até porque ainda estava fraco, das gozadas com a chinesa. Mas aí, a loira boazuda ganhou a vez. O marcador indicava anal. Todas aplaudiram a sorte dela. Ela se preparou para a sua performance. O mulato estava deitado sobre um colchão de solteiro, disposto no chão. A loira abriu as pernas e ajoelhou-se de costas para ele. Levou uma garrafa de cerveja à boca, tomando-a pelo gargalo, de um grande gole. Empinou o bundão, mostrando o seu buraquinho ao cara. Depois, pegou-lhe o enorme caralho e apontou para o próprio rabo. Meteu só a cabeçorra em si, deixando todo o mastro de fora. Depois, gritou, desafiante:

- Quem tem um Viagra?

Uma das putas disse:

- Um cliente deixou dois para mim, ontem, pois não conseguiu tomar todos. Por que não pensei nisso antes? - E correu para buscar as pílulas. A loira esperou que ela voltasse. Depois, voltou a apontar o enorme caralho do cara para as pregas. Ia caindo de costas, mas o mulato a amparou. Ela enfiou-se, devagar e sempre, sob apalusos das amigas. Depois disse:

- Marquem no relógio. Não levarei nem três minuto para fazê-lo gozar.

Foi vaiada. Mas cumpriu a promessa. Depois de ter toda a pica metida no cu, ela começou a mexer o bumbum. A visão daquela bunda enorme e redonda deixou o mulato doido. Ele tentou se prender, mas ela impôs mais velocidade aos movimentos.

Finalmente, ele explodiu de gozo no reto dela, que era apertado e lubrificado, sem que precisasse untar de saliva. O cara deu um urro medonho, antes de lançar porra. A loira deu um brado de vitória. Deixou as outras querendo rola. A pretinha disse:

- Calma, gente. Deixem o Viagra fazer efeito, e teremos mais!

FIM DA OITAVA PARTE

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