A Ilha - Penultimo Capitulo

Um conto erótico de LuCley.
Categoria: Homossexual
Contém 3669 palavras
Data: 06/03/2018 23:53:21

Segue abaixo o link da conta antiga para os novos leitores. Lá estãos meus posts anteriores a esses.

https://www.casadoscontos.com.br/perfil/215222

Obrigado queridos leitores pela presença. 😊😉

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Levei o maior susto da minha vida quando cheguei em casa e vi meu pai deitado no sofá com a vizinha. Os dois assistiam TV e ele ficou sem graça porque achou que eu demoraria a chegar. A vizinha, constrangida, se levantou e a cunprimentei, mas a coitada estava envergonhada demais pra me dar boa noite. Disse que ja estava indo dormir e que eles ficassem à vontade.

Tomei um banho rápido e me deitei certo de que o Mauro me mandaria uma mensagem. Fiquei vendo tv e uns vinte minutos depois meu celular vibrou. Nem precisa ser vidente pra adivinhar, era ele, com o sorriso mais lindo do mundo estampado em uma foto. Perguntei quando ele havia tirado e disse ser antes de me ligar.

ㅡ é para você ver como estou feliz contigo. ㅡ ele disse.

ㅡ " meu melhor amigo, é o meu amor". Estou sempre na expectativa de você me impressionar. Está dando certo.

ㅡ oh, meu amor, fico feliz de poder ser bom contigo. Eu sei que não sou perfeito, mas juro que estou fazendo o possivél pra que você se sinta bem comigo.

ㅡ e me sinto, pode ter certeza.

Trocamos mensagens por quase uma hora e meia, rimos do flagra que dei no meu pai e eu estava tão feliz por ele estar seguindo sua vida e namorando. Fui dormir na esperança de acordar mais tarde na minha manhã de folga no escritório. E deu certo. Já passava das 9:30, quando fui acordado pelo meu pai com uma xícara de café na mão. Perguntei se estava tudo bem e ele com a maior vergonha do mundo perguntou se eu estava chateado por ter pego ele e a vizinha no sofá.

ㅡ pai, a gente já conversou sobre isso e o senhor sabe o quanto eu torço por você. Vai ser feliz. Juro, não estou chateado.

ㅡ não sabe o alívio que eu sinto. Fiquei preocupado que nem dormi direito. Como foi sua noite? A gente mal se falou.

ㅡ estou noivo!

Ele deu um soluço e quase jogou café na minha cara. Expliquei todo o acontecido e ele ficou mais surpreso com o pedido do Mauro do que eu ter pego ele com a vizinha. Perguntou se eu iria me mudar pro apartamento dele e disse que ainda não sabia e que iríamos esperar até o final dos processos.

Era de se esperar que ele ficaria triste com a possibilodade de eu sair de casa, mas pedi pra ele não ficar remoendo nada antes do tempo.

Eu me trocava enquanto ele me falava que recebeu o pai do Mauro no banco. Perguntei se ele tinha comentado alguma coisa da gente e disse que nem tocou no assunto, e que estava agindo como de costume. Pelo menos ele não quis tirar satisfação com meu pai. Isso seria injusto.

Me levantei, tomei uma ducha fria e comecei a separar os processos que lavaria para o escritório. Fui arrumar meu almoço e como meu pai já timha ido pro banco, eu tomaria um taxi até o escritório. Me sentei à mesa pra almoçar e escuto um carro bozinar. Dei de ombros e servia meu suco quando a porta da sala se abriu e o Mauro entrou gritando por mim. Levei um susto, não esperava que ele fosse me buscar em casa.

Fui até ele e me recebeu de braços abertos. No seu abraço fiquei por minutos e tive a certeza que ficaria ali pelo resto da minha vida.

Ele já conhecia meu ritual, sabia muito bem do que eu gostava e abriu os botões da camisa social para eu afundar meu nariz em seu peito e sentir o cheiro de macho mais delicioso do planeta.

ㅡ saudade! ㅡ ele disse me apertando mais forte.

ㅡ eu também, não me larga.

ㅡ não largo. Vem morar comigo?

ㅡ vou! ㅡ disse sem hesitar e meu coração disparou.

ㅡ fui um tolo por tanto tempo. Fiquei com medo de chegar em você; primeiro pela diferença de idade, segundo por minha ignorância em não aceitar quem sou.

ㅡ esquece isso. Eu estou aqui. E disse que vou morar contigo.

ㅡ disse, mas não levei a sério kkkkk.

ㅡ mas eu vou!

Ele ficou me olhando firme. Encarei seus olhos e sabia que seu pedido era sincero, mas ele não estava acreditando que eu aceitara. Novamente afirmei.

ㅡ eu vou! ㅡ ele me botou sentado na cadeira e ficou de joelhos na minha frente.

ㅡ quando você entrar com suas coisas por aquela porta, não vou mais te deixar sair.

ㅡ não quero sair mesmo. Só preciso de um mês. Quero conversar com meu pai primeiro e dar um tempo pra ele ir se acostumando.

ㅡ fechado! Agora deixa eu servir um pouco dessa comida porque vim correndo pra cá, nem almocei.

ㅡ eita, meu marido. Senta aí que pego um suco pra você.

ㅡ " meu marido", adorei!

Almoçamos e me troquei rápido. Ele ficou na sala vendo TV enquanto eu escovava os dentes quando meu celular tocou. Era o Murilo. Atendi já imaginando o motivo de ter me ligado e não encontrei nenhum. Confesso que fiquei surpreso pela ousadia do malandro.

ㅡ fala Murilo, algum problema?

ㅡ boa tarde pra você tambem. Nao te vi pelo escritório de manhã, aconteceu alguma coisa?

ㅡ trabalho. Você sabe ate que horas tenho ficado acordado pra dar conta dos processos? Me dá um tempo cara.

ㅡ ei, calma. Liguei porque fiquei preocupado contigo. Só isso. Não sei porque você se irrita comigo.

ㅡ eu estou cansado e... ㅡ nesse momento o Mauro chegou e me chamou.

ㅡ Eric, amor...vamos? Está falando com quem?

Pedi um minuto e ele foi me esperar na sala.

ㅡ Murilo, vou desligar.

ㅡ desculpa, mas era a voz do Mauro? Tão parecida...

ㅡ xau, Murilo.

Desliguei e o Mauro perguntou se eu estava com problemas. Disse que era o Murilo querendo saber se eu estava bem. Claro que ele não gostou e bufou umas cinco vezes para não explodir de raiva. Pedi que se acalmasse.

ㅡ dei um chega pra lá nele, mas eu estou me irritando com as investidas dele. Ah, ele ouviu tua voz e perguntou se era você.

ㅡ hum, o que você falou?

ㅡ dei xau e desliguei.

ㅡ fez bem. Ele anda muito interessado na gente ultimamente e não estou gostando do rumo desse interesse.

ㅡ nem eu, mas não sei mais o quê fazer.

ㅡ eu sei! ㅡ ele disse e entregou minha pasta.

ㅡ vai fazer o quê?

ㅡ vamos? ㅡ ele me deu um beijo e me levou pro carro.

Eu já o conhecia o suficiente pra saber que não puxaria assunto comigo até chegarmos no escritório.

Fiquei ouvindo a música que tocava no rádio e ele segurou minha mão. Sorri e ele correspondeu. Chegamos e ele desceu, mas pediu que eu esperasse no carro. Ele demorou uns dez minutos e voltou dizendo que a gente podia ir. Destravei minha porta e ele a abriu. Fiquei lisonjeado com seu gesto e ele me deu um selinho alí mesmo. Quase não acreditei e em seguida ele segurou minha mão. Ameacei soltar e ele me segurou.

ㅡ está fazendo o quê? Seu pai deve estar lá dentro.

ㅡ eu sei.

ㅡ vou perder meu emprego e você será morto pelo seu pai. ㅡ disse rindo e ele me olhou sério.

ㅡ está com medo?

ㅡ não! Nunca estive tão preparado. Faça logo!

Entramos de mãos dadas e a Ana, a secretária, quase teve um pequeno infarto. Passamos pelos corredores e demos de cara com o Murilo, que faltou recolher seu queixo caído no chão. Ou outros advogados, incluindo a Roberta ficaram catatônicos quando nos viram e nunca vi o Mauro tão decidido.

Estávamos em frente à sala do Ivan, quando ele me olhou e assenti que batesse.

ㅡ quer esperar na sua sala? ㅡ ele me perguntou quase rindo.

ㅡ sou muito macho, rapaz. Bate logo nessa porta.

Ele bateu e fomos entrando. O velho estava olhando os monitores quando se virou na cadeira de frente para nós.

ㅡ bela entrada. ㅡ ele disse e ajeitou o terno se levantando.

ㅡ achou que foi muito ousado, pai?

Busquei os olhos do Mauro e ele os meus. Ele sabia que eu estava ao seu lado pro que der e vier. O pai dele se levantou e ficou em pé nos encarando.

ㅡ foi muito corajoso da parte de vocês. Principalmente de sua parte, filho. Juro, vendo vocês dois assim, quase me emocionei, mas não vou ser falso, queria não ter visto. Não aqui, nem agora. Vocês dois tem noção da prezepada que estão me metendo?

ㅡ prezepada? Não me acuse de ser moleque porque não sou. Sou seu filho, homem feito e ajudei o senhor a consquitar prestigío e respeito ao longo de todos esses anos nesse escritório.

Ele não largava minha mão e fiquei ouvindo toda a conversa.

ㅡ Mauro, não estou desmerecendo seu trabalho e tão pouco seu relacionamento. Conheço seu pai, Eric, há muitos anos e só botei panos quentes no namoro de vocês em respeito à nossa amizade e por saber que você é uma pessoa de caráter, assim como ele, mas não depende só de mim tudo isso aqui.

Nesse momento o Mauro soltou minha mão e encarando o pai, disse que estava fora dos negócios da familia. Fiquei confuso. Ele disparou:

ㅡ entrega tudo na mão do Murilo e da Roberta. Ela é competente e sabe como trabalho. O Murilo está doido pra tomar o lugar do Eric há meses e vai dar conta de tudo. Outra coisa, já informo que seremos concorrentes. Lembra do Juan? Aquele meu amigo da faculdade? Então, entrei de sócio com ele em seu escritório. Ainda não é tão grande quando o seu, mas vou saber torna-lo maior, como fiz com tudo isso aqui.

Pai, não me olha desse jeito e não pense que estou sendo ingrato, mas quero minha vida de volta, em minhas mãos e sem o senhor dizendo o que precisa ser feito ou não. E não culpe o Eric por eu estar deixando isso tudo. Há meses que decidi tomar conta de verdade da minha vida. Estou cansado de me esconder atrás desse vernís social. Chega!

Senti que o pai dele ficou furioso, mas ao mesno tempo triste. Eu ia começar a falar, mas o velho pediu pra gente se sentar.

ㅡ tua mãe já sabia disso tudo? ㅡ ele perguntou e o Mauro fez quem sim com a cabeça.

ㅡ sabia!

ㅡ por isso que ela me disse pra parar de ser tão intolerante contigo. Por que um dia, eu iria acabar perdendo o funcionário e o filho.

ㅡ o senhor não está perdendo o filho, ainda, mas vai perder seu fincionário. Pai, o senhor brigou com meu irmão por ele não ter seguido nossa profissão, mas pensa como é diferente a relação dele com o senhor. A nossa poderia ser igual se o senhor não tivesse me precissonado tanto pra ficar aqui contigo. Você não é um pai ruim, longe disse, mas sempre me sufocou, sempre me fez ser uma pessoa diferente do que sou e eu não quero mais isso pra mim. Me desculpe. Eu te amo e vou continuar te amamdo sempre, mas vai ser melhor pra nós dois eu me afastar daqui.

Eu fiquei emocionado e quase deixei escapar uma lágrima. Me contive e o Mauro segurou novamente minha mão. Respirei fundo e o pai dele pediu licença indo até o banheiro. O Mauro me abraçou, disse que me amava e o Ivan presenciou um breve selinho entre nós. Fiquei sem graça e claro, o velho não perdeu a chance.

ㅡ olha, de tudo isso que acabou de me falar, minha maior tristeza é saber que você vai tirar o Eric de mim. Porque até hoje, ninguém conseguiu conquistar tanto minha confiança igual esse rapaz.

ㅡ se o senhor quiser, fico até o termino dos processos.

ㅡ Eric, eu não posso te obrigar a nada. Ficaria muito feliz se continuasse conosco, mas acho que já interferi demais na vida do meu filho e não é direito meu fazer o mesmo contigo. Estou muito chateado com tudo isso, não nego. Ah, e não pense que eu não gosto de você, mas tambem não vou negar que fui contra esse relacionamento de vocês...

ㅡ foi? Não é mais? ㅡ o Mauro perguntou.

ㅡ acho que vou acabar me acostumando, sei lá. Filho, não queria que você saisse daqui.

ㅡ eu não estou fazendo isso por birra, pai. Só acho que vai ser melhor pra nós dois. Estou cansado de só te ver como chefe. Quero meu pai de volta. Se a gente não tivesse nisso juntos, nossa convivência teria sido diferente. Acredite nisso.

ㅡ talvez. Olha, eu preciso analisar uns processos, mas quero os dois amanhã noite lá em casa. Pode ser? Eric, leve seu pai. Vou falar com a Marta e faremos um jantar. Lá conversaremos melhor.

ㅡ levo sim. Obrigado por não ter matado esse cara aqui. ㅡ disse e o Mauro sorriu.

ㅡ vontade não me faltou, mas é melhor a gente resolver as coisas de um jeito mais civilizado.

O Mauro se levantou e os dois se abraçaram. Nunca me senti tão aliviado, confuso e feliz ao mesmo tempo. Saímos da sala do velho e ficamos conversando na saleta de descanso. Servi um café pra nós dois e o Mauro sentou ao meu lado.

ㅡ você foi a pessoa que me deu forças pra continuar com essa minha sociedade com o Juan. ㅡ ele disse e me abraçou.

ㅡ eu nem sei o quê te dizer. Estou feliz pela gente e pelo seu pai ter baixado a guarda, mas estou triste por ele não te ter mais aqui. Só que estou tão orgulhoso de você que vou te dar um beijo.

Na verdade, foi ele quem me beijou. Me tomou em seus braços e me levantando, rodopiou comigo. Nunca vi ele tão feliz e como ele se sentia livre. Estávamos abraçados quando a Roberta pediu licença pra entrar.

ㅡ graças a Deus vocês assumiram de vez. Eu não estava mais aguentando disfarçar pra todo mundo que já sabia.

ㅡ como assim você já sabia? ㅡ o Mauro perguntou.

ㅡ gente, vocês ficam tão bobos quando estão juntos. Até que tentam disfarçar bem, mas olha...E viram vocês de mãos dadas na rua. Vieram perguntar se eu sabia de alguma coisa e claro que disse que não, mas eu sabia. Sabia desde aquele dia que encontrei vocês no supermercado. Casalsinho fofo, pensei.

A gente começou a rir e o Mauro perguntou se alguma vez ela tinha comentado com alguém que ele era gay, com a Ana talvez. Ela jurou que não, mas que o Murilo tinha ouvido uma discusão do Mauro com o pai dele uma vez e foi correndo contar pra ela que parecia ter ouvido ele comentar alguma coisa sobre.

ㅡ eu me fiz de boba e disse pra ele não se intrometer na vida dos patrões. Aquele ali não é flor que se cheire. Mas gente, sério mesmo, fico feliz por vocês e pelo Mauro principalmente.

Ficamos conversando um tempo e o Murilo veio pegar água. Ele caiu na besteira de puxar assunto com a gente e o Mauro pediu licença e saiu. Disse pra eu esperar e que já voltava. Ele chamou a Roberta e sairam os dois.

ㅡ caramba, quem iria imaginar que vocês dois estivessem nesse clima todo? ㅡ o Murilo me disse rindo.

ㅡ pra você ver.

ㅡ estou sabendo que o Mauro vai sair do escritório...que corajoso. Você vai junto?

Quando fui responder, o Mauro entrou.

ㅡ sim, vou sair. Mas como ainda não saí e sou o filho do dono, pega tuas coisas e some. Meu pai não precisa de gente do teu tipo ao lado dele. E eu até tinha falado pra ele te colocar no lugar do Eric, mas desisti.

ㅡ você não pode estar falando sério!

ㅡ estou sim, já falei com meu pai também. Recolha seus objetos pessoais e dê o fora daqui.

Ele saiu furioso e o Mauro me abraçou.

ㅡ caramba...

ㅡ foi ele quem disse que nos viu juntos na rua. Fofoqueiro de uma figa.

ㅡ como você sabe? Alguém daqui te falou? Por isso você saiu?

ㅡ rsrs, não. Eu vi esse safado no outro lado da rua aquele dia que a gente passeava. Imaginei que ele tinha visto a gente e dei de ombros, mas a Roberta disse que o Afonso comentar que o Murilo tinha visto a gente.

ㅡ porque não me falou na hora?

ㅡ pra quê? Você estava tão feliz e eu também. Não ia deixar você preocupado por causa de um imbecil como ele.

ㅡ deixa ele pra lá. Quero te levar pra sua casa hoje.

ㅡ ah ta, vai me levar pra minha casa...

ㅡ vou. Ou não me quer mais lá?

ㅡ por mim você ja estaria la faz tempo. Vou falar com meu pai e você precisa terminar de ajudar ele com os processos.

ㅡ é, eu sei. Sabe, eu estou com pena dele...

ㅡ quer ficar? Nunca te obrigaria a largar tudo por minha causa. Ficaremos há três quadras de distância e nos veremos em casa todos os dias. Eu preciso sair daqui, mas você não. Ele te adora, não adimite, mas te elogia sempre com um sorriso no rosto.

ㅡ eu preciso pensar. Tem problema se eu pensar?

ㅡ claro que não, meu amor.

Fui pra minha sala pegar os processos e levar pro pai do Mauro. Ficamos horas discutindo sobre trabalho. Ele me levou pra almoçar e ficamos conversando coisas do dia-a-dia ate que ele disse algo que eu fiquei sem graça na hora, mas depois relaxei e falamos abertamente.

ㅡ eu deveria saber que vocês dois trabalhando juntos ia dar nisso, mas na época nem me toquei. Com o tempo vocês foram ficando mais próximos e eu não sabia como chegar e falar com ele. ㅡ ele disse e eu quase engasguei.

ㅡ o senhor ja suspeitava que estávamos namorando?

ㅡ claro, ou eu teria atirado os dois pela janela quando peguei vocês abraçados aquele dia. Eu ja estava me preparando pra qualquer flagra de vocês. Um dia vocês iriam se descuidar, e olha no que deu?

ㅡ rsrs, peço desculpas pelo ocorrido. De verdade.

ㅡ esquece isso, rapaz. A Marta que está louca pra conhecer você. Ela vem me perturbando as ideias faz tempo. Está ansiosa. Isso que ainda nem avisei a ela que vocês irão em casa amanhã.

ㅡ imagina, não sou tudo isso que ela imagina para estar tão ansiosa.

ㅡ talvez você seja, pro Mauro largar tudo isso aqui e assumir uma vida ao teu lado, você é tudo isso. Outra coisa, sei que ele te quer ao lado dele e não posso pedir pra ficar, não quero mais brigar com meu filho, mas eu ficaria feliz se você ficasse. Gosto do seu trabalho, da sua dedicação e bem...gosto de você rapaz. Seu pai nunca mediu elogios quando se referia a você e aprendi a te admirar como ele.

ㅡ eu pedi um tempo ao Mauro pra pensar e peço ao senhor também. Espero que me entenda, caso eu decidir ir com ele.

ㅡ não tenha pressa. Só pense bem.

Terminamos de almoçar e voltamos para o escritório. O Mauro me esperava e o pai dele foi levar a papelada no Fórum. Perguntei porque ele não foi almoçar conosco e disse que o pai dele pediu pra ficar sozinho comigo. Confesso que achei importante ficarmos a sós, assim pudemos deixar claro que não existia nenhuma mágoa entre nós, pelo menos não da minha parte. Sempre respeitei o seu Ivan e não ficaria feliz se o Mauro e ele brigassem por qualquer motivo que fosse.

Fim de expediente e todos estavam reunidos na saleta. Passamos nos despedir do pessoal e a Roberta veio falar comigo. Disse que estava feliz pelo Mauro e nos desejou felicidades. Agradeci a gentileza e senti que no fundo ela ainda gostava dele e me atrevi em perguntar se ela ainda sentia alguma coisa por ele.

ㅡ eu amei muito o Mauro, não vou mentir, mas ele é uma pessoa tão transparente que demostrava não estar feliz comigo. Ele só não terminou comigo antes porque o pai dele idealizava uma familia feliz pra ele e o pressionava a qualquer custo que nos casassemos, mas eu sabia que ele não estava à vontade e ele se abriu comigo. Foi pior e melhor dia da minha vida. Eu fiquei arrasada, mas depois, eu fiquei aliviada em não faze-lo sofrer mais do que já estava sofrendo. Eu poderia ter terminado com ele antes tambem, mas fui egoista e nós dois sofremos por isso. Enfim, o homem que eu amava está feliz, com você. A gente acaba superando e o quê eu sinto hoje, é um carinho muito grande. Você e eu não nos falamos muito, você fica mais com o Ivam, mas saiba que tem em mim uma amiga. ㅡ ela me abraçou e senti que estava sendo sincera.

ㅡ obrigado pela sua sinceridade e te respeito muito.

Ficamos conversando e o Mauro me cuidava de longe. Vi que ele não tirava os olhos da gente e quando a Roberta saiu, ele veio falar comigo.

ㅡ está tudo bem?

ㅡ está sim. A gente só estava falando mal de você.

ㅡ hahaha, não duvido. Eu fiz a Roberta sofrer, sei que ela ainda carrega uma mágoa.

ㅡ acho que ela está superando. Vamos? Quero tomar banho e depois ainda vai me levar pra casa.

ㅡ poxa, pensei que ia dormir lá em casa.

ㅡ hoje não, mas você pode dormir comigo, lá na minha casa.

ㅡ você faz cada piada...

ㅡ kkkkkk, medroso.

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Continua...

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